Everything But You
Sumário: Nathan não entendia o porquê de seus pais não estarem mais juntos. Jensen sabia muito bem, e também carregava consigo a certeza de que os fantasmas do passado não poderiam ser esquecidos tão cedo. PADACKLES. AU.
Beta: Minha querida prima Stefany! Ela faz o favor de revisar o texto e ainda rir de mim quando eu erro. :D
Disclaimer: Não, nem Jared, nem Jensen e nem Supernatural me pertencem na verdade. Somente Nathan.
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Capítulo 2: Apenas Mais um Dia
Jensen afrouxou a gravata e voltou a fixar seus olhos no computador, voltando a concentrar suas atenções na petição em que estava trabalhando. Seus clientes lhe pagavam muito bem, e no entanto, eram definitivamente muito exigentes em relação a resultados efetivos no que estavam envolvidos, portanto, não podia se dar ao luxo de fazer um trabalho mal feito. Quando Jared ainda estava por ali, era nele que confiava na hora dos casos mais difíceis, pois o mais novo era realmente talentoso para a área. Não era pra menos que Jared e ele eram sócios na firma de advocacia em que trabalhavam.
Eram poucos os empregados que contavam com tanta confiança assim vinda de Jensen, em vista de que ele era extremamente exigente no que se dizia a respeito de seu trabalho e de como as coisas deveriam ser feitas. Agora, como Jared não estava mais por ali, Jensen preferia confiar os casos mais complicados a si mesmo para evitar surpresas desagradáveis no fim das contas.
Mais uma vez o loiro fez uma pausa, e retirou os óculos que estava usando. Sentia-se tão cansado, que nem sabia bem o que estava acontecendo. Talvez fosse falta de café, não havia tomado muito antes de sair de casa e sentia-se sonolento agora. Quando tocou em seu telefone para pedir a secretaria que trouxesse um café, a porta de sua sala se abriu e Jensen não pode evitar em abrir um sorriso quando percebeu quem estava entrando.
- Olá.
- Parece que alguém adivinhou meus pensamentos… - Jensen sorriu e se esticou na cadeira, enquanto o homem sentava-se em frente a ele e lhe entregava um copo cheio de café.
- Digamos que nós estamos bem sintonizados, amor.
Jensen sorriu para seu namorado e aceitou o café sem reclamar. Estava saindo com Mark fazia quase seis meses, e estava achando interessante a companhia dele: não se incomodava por Jensen ter Nathan, era uma pessoa tranqüila e além disso, trabalhava com ele na firma, o que aumentou bastante a proximidade entre eles.
- Vamos jantar juntos hoje? – Mark perguntou enquanto observava seu namorado começar a beber o café.
- Jantar? Claro, pode ser… mas será que dava pra ser lá em casa? Hoje é segunda e o Nate sempre fica cansado… além do que, ele deve ter tarefa de casa.
- Sem problemas, Jen… mas vamos jantar o que? - perguntou sorrindo.
- Acho que uma pizza seria mais simples do que qualquer coisa! – Jensen riu de volta. – E o Nate ia adorar!
- Claro, então eu estou de acordo. Vamos jantar pizza, eu você e o Nathan. Perfeito!
Jensen sorriu. Um plano interessante para a noite, e assim ele talvez pensasse um pouco menos em Jared.
- Ele… por acaso ligou ontem? – Mark começou, em um tom cuidadoso.
- Quem?
- Jared. Você disse que era aniversario dele, certo?
- Ah… - Jensen suspirou. – Não, ele não ligou. Ele nunca liga. O pior é não saber nem o que aconteceu nesse meio tempo, mas mesmo assim… isso agora não importa.
- Eu tento imaginar sua dor, Jen, mas é complicado demais mesmo. Ainda mais ele tendo deixado o filho dele com você…
- Isso não me custa nada. Além do mais, eu crio o Nathan junto com ele desde que o menino nasceu… e não importa o que aconteça, sei que o Jared ama o filho dele. E é como se fosse meu também, eu… sinto que ele é parte de mim.
- O Nathan tem sorte de ter você numa hora dessas.
- Eu sou pai dele também. – Jensen deu um pequeno sorriso. – Amo muito esse garoto…
Mark assentiu. Sabia que a ligação entre Jensen e Nathan era mesmo muito forte, já havia ouvido a historia antes. Nathan Padalecki era filho biológico de Jared com uma antiga namorada, e foi criado praticamente desde que nasceu por ele e por Jensen. Era impossível imaginar uma ligação mais forte entre aqueles dois, e mesmo Jensen não sendo sangue do menino, o amor que sentia por ele era completamente verdadeiro amor de pai. Algo que já estava guardado em seu peito desde a primeira vez que Jensen pôs os olhos naquela criança.
- Eu vou ver se posso chegar as sete, tudo bem? – Mark disse enquanto se levantava.
- É bom que assim eu tenho tempo pra colocar aquele pestinha no banho! Ah, e valeu pelo café… vai ser recompensado. – Jensen piscou para ele sorrindo.
- Espero que sim!
Logo quando Mark saiu da sala, Jensen voltou ao seu trabalho um pouco mais entusiasmadamente. Teria a companhia de Mark para distrair mais uma noite, e só ele sabia o quanto sentia falta de momentos em família desse jeito, como quando Jared estava com eles: jantar juntos, filme… isso era tudo muito importante para Jensen, e ele fazia questão de cultivar esses hábitos. Teria então, uma noite agradável ao que parecia.
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Jared esperava ansiosamente a porta ser aberta. Estava dando o primeiro passo no seu retorno e sabia que deveria vir ver essa pessoa que sempre o apoiou tanto desde o início.
A moça que abriu a porta não pode evitar em erguer os olhos mais do que o normal ao ver quem estava a sua frente, com um pequeno sorriso nos lábios.
- Jared!
- Katie!
Eles se abraçaram com força, e ela não pode conter as lágrimas ao ver que seu amigo estava ali com ela, que estava de volta, que estava vivo e bem.
- Vamos logo entrar, Jay, vem! – ela o puxou para dentro com força e em seguida fechou a porta. – Meu Deus, o que você esteve fazendo esse tempo?! Estivemos tão preocupados com você, Jay!!!
- Eu imagino. – ele deu um pequeno sorriso e sentou-se no sofá. – Senti sua falta também, se é o que está tentando saber… senti falta de todos vocês…
Ela sentou-se ao lado dele e sorriu, pegando as mãos dele e lhe fazendo um carinho.
- Sabe que não precisava ter feito isso, Jared, ter sumido assim… nós podíamos ter ajudado você… eu, o Jen… os amigos são pra isso! E você sabe que o Jen nunca ia te deixar sozinho.
- Eu não podia mais, Katie… mas agora acabou. Agora estou bem, está tudo bem…
- Você já foi ver o Jensen? Ele já sabe que você voltou?
Jared sacudiu a cabeça em negativa e ela assentiu. Na verdade ele ainda não havia pensado numa aproximação. Não sabia como Jensen iria reagir.
- Ele deve estar muito magoado comigo. – Jared falou por fim, um tom triste na voz. – Eu botei tudo em risco.
- Acho que devia conversar com ele. Mas sim, é verdade… ele ficou magoado, e eu não o culpo.
- Você tem visto ele e Nathan?
- Sim, nós almoçamos juntos na semana passada. – Katie sorriu para ele. – Ele está levando… mas não é o mesmo. E o Nathan está ótimo, cada vez mais parecido com você em todos os sentidos! O Jen cuida dele com muito amor e carinho, porque além dele amar aquele menino, ele enxerga você ali.
- Eu quero muito ver o Nate… - ele suspirou. – Mas tenho medo… porque vou ter que passar pelo Jen. Ainda estou criando coragem…
- Então crie coragem e vá mesmo ver o seu menino. Eu vou fazer um lanche pra gente, ok? Enquanto isso eu quero que você vá me contando tudinho que andou acontecendo esse tempo!
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Nathan estava se divertindo na banheira, supervisionado por Jensen. Estava brincando com seus bonequinhos animadamente.
- Toma isso! – Ele gritou, jogando um boneco contra o outro. – Mas eu vou revidar! Há!
- Eita, Nate, esse banheiro está virando uma piscina! – Jensen falou, abaixando-se ao lado dele para passar xampu em seus cabelos. – Como foi seu dia na escola hoje?
- Muito bom. Hoje nós colorimos e fizemos muitas letras.
- Sério? – Jensen sorriu enquanto esfregava os cabelos do menino. – Então aposto que foi legal. Deu pra brincar bastante?
- Sim! – Nathan riu. – Fizemos vários jogos no recreio. Pai, acha que esse fim de semana você pode me levar pra soltar pipa no parque?
- Pipa? – Jensen indagou com um meio sorriso. – Me parece bem legal. Talvez a gente leve junto uns lanches e podemos fazer um piquenique bem legal só eu e você.
- Oba! – Nathan exclamou contente e esparramou uma boa quantidade de água na camisa de Jensen. – Ops…
- Você parece até Jared quando toma banho, molha tudo que está em volta! – Jensen sorriu. – Vamos, feche esses olhos antes que caia xampu aí!
Nathan fechou os olhos enquanto Jensen terminava de lavá-lo e perguntou curioso:
- Tio Mark vai mesmo jantar aqui hoje?
- Sim.
- Hum… - Nathan murmurou. – Vamos comer o que?
- Pizza. Está bom pra você, seu reclamão? Vamos terminar esse banho, porque eu ainda preciso tomar o meu! E enquanto eu faço isso você vai se sentar no sofá e ver TV.
- Posso jogar vídeo-game?! Por favor…
- Tudo bem… - Jensen se levantou. – Mas só até eu sair do banho, sabe muito bem que dia de semana não é dia de vídeo-game. Mas como você tem se comportado bem, vou dar esse desconto.
Nathan abraçou as pernas de Jensen, enchendo-o de sabão.
- Você é o melhor, pai!
- Claro que sou. – Jensen sacudiu a cabeça. – Você acaba de encharcar as minhas calças e eu nem vou fazer nada, não é?!
O menino soltou uma gargalhada contente e foi terminar seu banho. Gostava tanto de seu pai Jensen… ele era divertido, carinhoso, sabia brincar e quase nunca ficava nervoso. Mas Nathan sabia que uma coisa que Jensen lhe cobrava era que fizesse seus deveres em dia e fosse bem na escolinha. Seu comportamento tinha que ser bom.
Já vestido, Nathan foi até seu quarto enquanto Jensen tomava banho e parou em frente ao espelho com seu pente, pronto para ajeitar os cabelos castanhos que ainda estavam bagunçados. Penteou de lado e sorriu ao ver que tinha ficado bom. Em seguida, pegou sua mochilinha e retirou os cadernos com os deveres que havia feito na escola e, como não havia deveres de casa naquele dia, ele simplesmente deixou na mesa os cadernos de aula para que Jensen pudesse conferir. Era uma coisa feita religiosamente todos os dias desde que Nathan começou a estudar: todos os dias seus caderninhos eram conferidos, uma maneira de Jensen manter um olho no que acontecia na vida escolar de seu filho.
Nathan agora estava livre para jogar vídeo-game. Seu jogo favorito era Guitar Hero, e ele não perdeu tempo em aproveitar cada minuto do tempo que podia jogar enquanto Jensen não saísse do banho.
Jensen saiu do banho quinze minutos depois e não pode conter um sorriso no rosto ao ver o menino jogando animadamente, enquanto ao mesmo tempo dançava.
- Se divertindo? – Jensen sorriu e sentou-se para ver os cadernos do filho.
- Quero terminar essa musica! – Nathan falou, e mordeu o lábio inferior, concentrado.
- Muito bem, pode continuar jogando! Eu vou ver seus cadernos logo de uma vez! O Mark deve chegar daqui a pouco.
- Legal. – O menino concordou sem olhar para ele.
O loiro sorriu sacudindo a cabeça e voltou ao que estava fazendo. Jensen passou os olhos pelo caderninho de seu filho e deu um sorriso: ele era esperto, já começava a aprender as primeiras palavrinhas. Era muito esperto, e Jensen queria ter certeza de que daria tudo certo na vida escolar do seu menino, pra que ele continuasse interessado como sempre.
Quando terminou de conferir os deveres de seu filho, a campainha tocou, e só podia ser Mark.
- Oi! – Jensen cumprimentou com um leve sorriso. – Entra… o outrinho ali esta viciado no jogo.
– Oi, Nate!
- Oi, tio Mark! – o menino respondeu rápido. – Eu to quase terminado…
Jensen revirou os olhos e foi com Mark ate o sofá, os dois conversando qualquer coisa e olhando o pequeno terminar a musica. Quando Nathan terminou, festejou e correu ate Jensen com pura felicidade.
- Pai, eu fiz! Eu consegui no difícil!
- Caramba, parabéns! – Jensen sentou-o em seu colo. – Foi muito difícil?
- Claro! – Nathan falou arregalando os olhos. – Through the fire and flames é a musica mais difícil desse jogo! Tio Mark, você gosta de Guitar Hero?
- Gostar ate gosto, mas sou péssimo. – Mark sorriu para ele.
- Meu pai deve ser pior que você, porque ele é péssimo!
- Claro. – Jensen sorriu. – Só o Jared pra ganhar dessa criança… Ei, vamos logo pedir as nossas pizzas? Eu estive pensando em umas duas ou três. Porque eu como pra caramba, sabe disso...
A noite dos três foi perfeita. Jensen achava legal como Mark interagia bastante com Nathan, e isso contou muito antes deles começarem qualquer tipo de relacionamento, pois seu filho estava imprescindivelmente acima de tudo.
Enquanto comiam pizza, conversaram os três sobre carros, futebol e beisebol. Nathan estava sempre animado a respeito dos jogos e adorava falar do assunto; Jensen ria ao ver seu filho se empolgar.
Por fim, quando se aproximou a hora de Nathan ir para a cama, Mark sabia que era hora de ir. Deu um beijo no loiro antes de se levantar do sofá e afagou os cabelos do pequeno que estava deitado no colo do pai enquanto assistiam TV.
- Eu vou indo… - ele falou com um meio sorriso.
- Eu te levo até a porta. – Jensen se levantou junto com ele. – Diga tchau pra ele, Nate.
- Tchau, tio Mark. – O menino disse sem levantar a cabeça. – Não se esqueça que me deve uma partida de basquete agora.
- Eu não esqueço. E se você ganhar, já sabe que terá um premio legal.
Jensen riu e se despediu de Mark mais uma vez antes de fechar a porta. Havia sido uma noite agradável no fim das contas.
- Muito bem, carinha, é hora de ir dormir… - Jensen disse, batendo palmas uma vez para chamar a atenção de seu filho.
- Ah, puxa… - Nathan ergueu a cabeça a contra gosto. – Deixa eu só terminar de ver esse filme…
- Nem pensar. Que dia é hoje?
- Segunda-feira… - o menino disse fazendo biquinho e Jensen se segurou para não rir.
- Pois bem, amanhã você tem aula… vem vamos pra cama.
Ele se levantou e desligou a TV, obediente. Jensen o deixou passar na frente e sorriu ao ver Nathan andando cabisbaixo, chateado por ter que ir dormir sem terminar o filme. Sendo assim, Jensen se abaixou de repente para o pegar no colo e o suspendeu, lhe fazendo cócegas de surpresa, o que fez Nathan soltar uma gargalhada estridente e um gritinho de felicidade.
- Acha que pode tirar essa carinha triste agora?! – Jensen perguntou rindo, enquanto continuava as cócegas.
- Sim! Sim! – Nathan gritou em meio as risadas. Foi levado para o quarto ainda rindo, e Jensen o jogou na cama.
- Muito bem! – Jensen riu e se abaixou, encarando-o. – Precisa de mais alguma coisa? Água, um copo de leite?
- Não… - Nathan sacudiu a cabeça, o sorriso ainda em seus lábios e as covinhas aparecendo graciosamente. – Só um beijo de boa noite.
- Ok, um beijo de boa noite saindo…
Jensen o beijou com força no rosto e Nathan lhe abraçou, apertando os olhos e sorrindo. Gostava tanto de seu papai, o achava tão especial… O laço que havia entre eles era totalmente intransponível, e era o que mantinha Jensen na estrada. Era tudo o que importava.
- Dorme com os anjos, filho…
Ele se levantou e cobriu o menino, lançando-lhe mais um sorriso antes de apagar a luz.
- Te amo, papai.
O loiro sorriu para ele e deixou o quarto na penumbra, se virando para sair.
N/A: Olá! Queria agradecer primeiramente as reviews que eu recebi pelo primeiro capitulo! Aqui está o segundo, espero que continuem acompanhando! Um grande beijo e até o próximo!
