Capitulo 8
N/A: Olá pessoas! Meu deus, faz tempo que não venho aqui! Juro que por vezes tentei e não consegui por pura falta de tempo, mas acho que no geral, o que me acontece é uma falta de inspiração enorme. Confesso que faz um tempo que me desiludi um pouco com a série, e talvez isso tenha me prejudicado. Esses dias resolvi assistir as cinco primeiras temporadas novamente e isso me renovou um pouco dos animos para voltar aqui e trazer algo para vocês. Meio que me 'apaixonei' novamente pelos garotos e por todo aquele universo bacana que havia nas primeiras temporadas... tenho muitas saudades desse fandom aqui, que é super especial pra mim! Dando uma olhada geral, tem muita gente nova, e parece que algumas das minhas escritoras favoritas não estão mais dando as caras por aqui e isso dá sim um certo vazio. Espero sinceramente que a minha inspiração volte e que eu possa trazer mais coisas pra vocês em breve! Então chega de choro e vamos lá!
- Não acha que Johnny já está cansado por hoje, Nate?
O garoto ergueu os olhos para o pai e sorriu.
- Ele tem muita energia!
- Sim, mas até mesmo pra os que tem muita energia, é preciso descansar... e ele está quietinho, talvez seja um sinal de que está na hora de deixá-lo dormir. O que aliás me lembra que está mais do que na hora do senhor fazer o mesmo.
Nathan baixou os olhos numa expressão graciosa que lembrava muito a de Jared e foi caminhando em direção ao centro da sala, os ombros ligeiramente curvados. Jensen segurou o riso e o acompanhou com os olhos silenciosamente enquanto o menino ia até o sofá alcançar seu urso de pelúcia.
- Não posso ver nem mais um pouquinho de TV?
- Acho que não. - Jensen deixou escapar um pequeno sorriso. - Hoje é dia de semana, amanhã nós dois acordamos bem cedo, então acho que todos precisamos descansar. Até o Johnny já sabe que é hora de dormir.
- Poxa, pai, por favor...
- Não vai me enrolar com essa carinha, Nate. Quer que eu te conte uma história? Eu me deito com você até que você pegue no sono. Que tal?
Nathan fez uma careta e deu de ombros.
- Não estou com sono...
- Depois de tudo isso que aprontou hoje suas baterias ainda não acabaram? - Jensen riu e o pegou no colo, lhe fazendo cócegas na barriga. O menino gargalhou alto, tentando se desvencilhar, mas Jensen não lhe deu trégua. - Acha que um pouco de cócegas pode ajudar a descarregar suas baterias mais rápido? Huh?
O cãozinho ergueu os olhos, levantando a cabeça para acompanhar a brincadeira dos dois, mas não fez menção de sair de sua caminha. Nathan finalmente recebeu uma trégua e soltou um gritinho exasperado de felicidade enquanto ria abertamente, as covinhas aparecendo nítidamente em seu rostinho. Jensen se pegou olhando para ele e pensando em Jared outra vez.
- Acho que já chega, não é? - Jensen sorriu, mas seu semblante agora era mais sério. - Vamos dormir, doutor.
Nathan se deu por vencido e abraçou o pai, ainda em seu colo, enquanto era carregado para o quarto. Quando alcançaram o corredor, no entanto, a campainha tocou e Jensen simplesmente sabia quem era... afinal, quem mais iria subir sem ser anunciado e tocar a campainha diretamente?
O loiro suspirou e fechou momentaneamente os olhos, pausando por um segundo ou dois. Nathan o encarou com certa dúvida.
- Você não vai ver quem é?
- Vou. Claro.
- Posso ir com você?
- Claro que pode... ganhou mais uns minutos, hã?
Nathan sorriu enquanto eles voltavam para a sala, e Jensen suspirou antes de finalmente abrir a porta sem se preocupar em usar o olho mágico e verificar quem era. Jared lhe lançou um sorriso fraco e um tanto relutante e ele retribuiu quase que da mesma forma. Nathan abriu um sorriso mais alegre para Jared e então quebrou o silencio que se instalara.
- Acha que eu posso ficar acordado mais um pouco? - Ele indagou diretamente a Jared, sabendo que ele era mais maleável que Jensen quanto aos horários. - Eu só quero brincar mais um pouquinho...
Jared acabou soltando um riso que pareceu quebrar a tensão no ambiente e Jensen se pegou rindo junto, ainda com seu menino no colo.
- Acho que não tem problema... não é, Jen?
Jensen olhou para Nathan e suspirou, fingindo uma sensação de derrota.
- Parece que você me venceu nessa, baixinho.
- Oba!
Ele se desvencilhou do colo de Jensen num pulo e logo estava ligando a TV novamente, colocando no canal de desenhos.
Jared baixou os olhos e repensou se havia feito certo. Jensen enfiou uma das mãos no bolso e suspirou.
- Eu não quis interferir na sua autoridade, Jen... não quis mesmo.
- Tudo bem. - o loiro deu de ombros. - Você sempre deixa ele te convencer com aquela carinha...
O mais alto deixou escapar uma risada e por um momento se fez um silêncio um tanto constrangedor. A verdade era que nenhum dos dois sabia bem como lidar com a presença do outro.
Jensen estava perdido com a volta repentina de Jared e não sabia o que pensar a respeito. Sentia uma mistura de sentimentos ao apenas olhar para ele, como se sua vida estivesse virada do avesso, num nó impossível de desatar. Ao mesmo tempo que queria que ele tivesse aparecido, queria ter certeza de que ele estava bem e vivo, o detestava por ter simplesmente se afastado sem deixar rastros e nem ao menos um adeus. Por vezes ele se perguntou se realmente havia sido um namorado ruim, o que havia feito de errado para fazer com que Jared resolvesse se fechar em seu próprio mundo e o deixar de fora... deixar Nathan de fora de sua vida. E ele ainda não conseguia compreender as motivações dele.
- O que veio fazer aqui? - Ele perguntou finalmente, mas num tom ameno. Não tinha mais energia pra qualquer coisa que envolvesse briga ou discussão... muito menos na frente do seu menino.
- Eu... não sei. - Jared deu de ombros. - Sei que é tarde, mas eu... eu só senti muita vontade de vir ver o Nate. Acabei atrapalhando você de colocá-lo para dormir.
- Não, tudo bem... é que eu não esperava sua visita. - Jensen abriu espaço e concluiu sem o olhar diretamente. - Você quer entrar um pouco?
Jared procurou os olhos dele mas sem sucesso. Queria saber se o convite era legítimo ou por pura educação, afinal ele não era bobo e sabia que Jensen e ele estavam longe de estarem em bons termos. Talvez o único motivo por estarem sendo civís era mesmo Nathan, e isso fazia Jared sentir o coração apertar de uma maneira sufocante.
- Tudo bem.
Ele entrou em silêncio, novamente a sensação de estar no apartamento lhe trazendo lembranças gostosas de sua vida anterior a todo esse drama. Ele sorriu ao ver Nathan rindo distraído do desenho que estava passando e se assustou um pouco quando Jensen parou ao seu lado, também observando o menino.
- Ele foi salvo pelo gongo. Queria ficar acordado de qualquer jeito... até o Johnny se cansou de brincar, mas ele parece estar ligado no 220 hoje.
- Como sempre.
- Que nem você. Isso é uma das coisas nele que me lembra você... - Jensen disse de um jeito pensativo. - ele é tão cheio de energia o tempo todo, sempre querendo fazer alguma coisa, sempre animado pra alguma atividade. Às vezes me pergunto como é possível que ele tenha saído tão parecido com você, por dentro e por fora.
Jared não sabia bem o que comentar. O tom de voz de Jensen era distante, quase como se ele estivesse falando sozinho, pensando alto a respeito da situação. Ele não sabia se devia ou não falar qualquer coisa, e também talvez não quisesse quebrar o momento.
- É difícil pra mim, Jared... ver você aqui de novo. - Jensen finalmente ergueu os olhos para ele, fitando-o intensamente.
- Eu sei que sim.
- Acho que você não sabe não. Você não sabe nada... não entende. Eu tentei começar a viver de novo, estava começando a me erguer... e ai você aparece e mexe com tudo que estava começando a se ajeitar.
- Eu iria voltar eventualmente, Jen...
- E você esperava que eu soubesse disso?! - Jensen pareceu irritado, mas não alterou o tom de voz. - Você sumiu sem dizer nada, e esperava que eu soubesse que iria aparecer novamente, achando que estava tudo aqui congelado esperando a sua chegada?! Você não faz idéia do que passei com Nathan, o que passei comigo mesmo... você não estava aqui pra ver o modo como as pessoas me olhavam.
- E eu realmente não consigo encontrar uma maneira de me desculpar com você por isso, Jen... eu nunca quis magoar você ou nosso filho.
- E não tem mesmo como se desculpar por isso, Jared. - O olhar dele era duro e Jared sentiu-se contra a parede. - Não existe maneira de você consertar isso... está feito. É uma situação irreversível. Só não sei... não consigo pensar como resolver esse problema do Nate. Sei que ele é seu filho... você é o pai dele. E sei que tem todos os direitos sobre o menino.
- Ele não é só meu filho, Jensen... você sabe disso. - Jared ponderou. - E eu vou fazer o que for melhor pra ele... o que for melhor pra nós três. Não precisa ter dúvidas disso... e de forma alguma vou simplesmente tirar o Nathan de você. Isso não faria bem pra ninguém.
Jensen pareceu mais aliviado, e até o modo como encarava o antigo namorado se suavizou. O medo de que Jared resolvesse levar o menino embora era constante, e ele não sabia mais o que fazer toda vez que o pensamento o invadia. Ele sacudiu a cabeça e soltou um suspiro.
- Que bom que você percebe isso, de verdade...
- Não quero nunca mais fazer nenhum de vocês dois sofrerem, Jen... só quero que se lembre que eu também sofri com isso tudo. Também foi e está sendo dificil pra mim também.
Jensen estava prestes a responder quando se deram conta que Nathan estava bem ali, encarando-os com certa curiosidade, e uma expressão sonolenta.
- Ei, Nate... - Jared sorriu para ele e se aproximou. Sorriu quando o menino lhe estendeu os braços, querendo ser pego no colo por ele. Jared prontamente atendeu o pedido.
- Já acabou o desenho. Acho que já vou dormir...
Nathan se aconchegou no peito de Jared, que olhou brevemente para Jensen e este sorriu em sinal de aprovação. O moreno sorriu de volta e começou a caminhar em direção ao quarto do menino, que estava confortavelmente abraçado a ele como se nada tivesse os afastado por tanto tempo.
- Tudo bem... chegamos. - Jared riu e o jogou na cama e o menino gargalhou. - Você já está ficando grande demais pra essa caminha, sabia disso?
- Eu vou ser grande igual a você um dia. - Nathan disse em meio a um bocejo.
Jared riu e bagunçou os cabelos dele enquanto começava a ajeitar as cobertas do menino de forma confortável.
- Você quer ser gigante igual seu papai? Não acredito nisso... - Jensen subitamente entrou no quarto, um sorriso largo no rosto encarando seu pequeno. Jared sorriu levemente para ele. - Achei que você havia me prometido que não ia crescer tanto.
- Só porque você não quer que eu fique mais alto que você! - Nathan riu enquanto Jared se sentava ao seu lado na cama. - Você vai ser o menor de nós três!
- Mas enquanto eu não sou, seu espertinho... que tal eu te fazer muitas cócegas, hein? Que acha disso, Jay? Acha que devemos punir esse baixinho?
Jared se virou para ele imediatamente, um brilho nos olhos por ter ouvido-o chamar pelo apelido carinhoso, coisa que não ouvia há tempos. O moreno abriu um sorriso contente, confiante de que alguma brecha eventualmente poderia ser aberta para que ele se aproximasse de novo, para que as coisas fossem no rumo certo.
- Acho uma ótima idéia, Jen.
Nathan soltou uma gargalhada sonora quando os dois lhe atacaram com cócegas. O menino ria contente, apertando os olhos e mostrando as covinhas, retorcendo-se na cama. Naquele momento, era como se tudo estivesse de volta como antes, era como se seu pai Jared nunca tivesse ido embora um dia. E ele não queria mesmo que ele voltasse a se afastar deles outra vez.
Continua...
