Capítulo 4 – Investidas
Amanda acordou no dia seguinte com um ótimo humor. Se arrumou calmamente e foi até o dormitório de monitor chefe de Draco, que ela tinha a senha. Entrou e se sentou na cama do loiro. Ficou esperando ele sair do banho. Como sempre ele saiu enrolado na toalha e tomou um susto ao vê-la sentada na cama.
- Como entrou aqui? – Perguntou arqueando a sobrancelha e a observando.
- Você me deu a senha, Draquinho. – Falou rindo marotamente.
- Não me lembro disso. – Falou cruzando os braços e ela riu mais ainda.
- Bom dia pra você também. – Falou entre risos.
- Bom dia. – Falou pegando suas roupas e indo para o banheiro se trocar.
- Já tenho um nome pra você. – Falou ela sugestivamente.
- Mesmo? – Perguntou voltando já vestido, mas com a gravata nas mãos.
- É claro. – Falou sorrindo e andando até ele. – Duvidando de mim? – Perguntou em quanto colocava a gravata nele.
- Não. – Deu de ombros. Ela voltou a se sentar na cama.
- Cho Chang. – Falou monotonamente.
- Previsível. – Falou fazendo careta.
- Ela estava querendo fazer uma poção do amor para o Potter, acredita? – Disse revirando os olhos.
- Ela é baixa. Não esperaria mais inteligência dela.
- Mas eu dei uma mãozinha. – Falou ela risonha.
- O que você fez? – Perguntou ele intrigado.
- Só falei a ela que ele estava com medo de voltar a sentir algo por ela. – Falou como se não fosse nada e ele balançou a cabeça negativamente rindo.
- Você não tem jeito. – Falou por fim. Ela riu.
- É verdade. – Falou seriamente olhando para ele. Ele a olhou com a sobrancelha erguida. – E eu não quero que a Ginny sofra por causa da confusão do Potter. – Ele arqueou ainda mais a sobrancelha.
- Ginny?
- Sim. – Ela deu um meio sorriso. – Ela é minha amiga. Não estou fingindo, e nem a Pan. Nós estamos nos conhecendo melhor e a cada dia as acho mais maravilhosas.
- Você só pode estar brincando, Amanda. – Falou ele meio chocado.
- Não estou, Draco. – Falou séria. – Eu e a Pan sempre fomos amigas e sempre fomos as únicas amigas verdadeiras uma da outra. Sabe por que? – Perguntou tristemente e ele negou com a cabeça. – Porque sempre nos achavam fúteis demais para se quer chegar perto da gente, ou se aproximavam para estar onde estávamos ter o que tínhamos e ser o que éramos, tudo por status, tudo um bando de gente falsa. – Falou um pouco ressentida. - Tirando você, Blaise e Nott, que pra gente são como irmãos. – Completou o olhando carinhosamente. – Elas são de verdade, Draco. Elas nos deram uma chance de verdade. E nós podemos estar jogando, mas pra mim elas não são um jogo.
- Achei que vocês não se importavam com isso. – Falou a observando atentamente. Podia sentir a dor que ela tanto escondia.
- Nós também. – Falou friamente. – Mas a guerra mudou muita coisa.
- É... – Falou ele olhando para o lado de fora da janela distraidamente.
- Bem, eu só vim te falar o que me pediu. – Falou se levantando e sorrindo. – Espero que seu plano dê certo. – Falou dando um beijo na bochecha dele.
- Duvidando de mim? – Perguntou como ela tinha feito a poucos minutos. Ela riu e ele deu um beijo na testa dela. – Vai dar certo.
- E... – Começou já saindo. – Draco, pega leve com a Ginny sim? Não quero que ela fique magoada por muito tempo.
- A magoa é inevitável e não será minha culpa. – Falou seriamente a observando. – Só vou adiantar o que aconteceria de qualquer jeito, pelo que eu posso ver. – Deu de ombros. Ela riu tristemente.
- Esse Potter vai ter o que merece, você vai ver. – Falou em tom maroto. Ele assentiu rindo.
- Eu sei que sim. – Falou piscando pra ela.
- Está se afeiçoando a ruiva Draquinho? – Perguntou zombeteiramente olhando Draco fazer cara de nojo. Saiu do quarto e foi para o salão principal.
Encontrou com uma Pansy de braços cruzados a esperando na frente do salão principal junto com Luna e Ginny que riam da cara da amiga irritada. Não pode deixar de rir.
- Onde você se meteu? – Perguntou a olhando irritadamente.
- Eu tinha que conversar com o Draco. – Falou dando de ombros.
- Podia ter avisado, né? – Falou mais calma. – Te procurei por toda parte.
- Desculpa, Pan. – Falou sorrindo, abraçando a amiga. – Eu fiquei com pena de acordar. Você não tem dormido muito bem.
- Ah... – Começou sorrindo de lado. – Obrigada.
- Bom dia meninas. – Cumprimentou Amanda olhando para Luna e Ginny.
- Bom dia, Mandy. – Responderam juntas.
- Será que já podemos comer? – Perguntou Luna sorrindo.
- Claro. – Falou Amanda animadamente. – Estou morrendo de fome.
- E ai meninas? – Perguntou Blaise abraçando Ginny pelos ombros e com Nott ao seu lado revirando os olhos.
- Bom dia meninas. – Cumprimentou o loiro.
- Bom dia meninos. – Falaram ela.
- Vão tomar café na nossa mesa hoje? – Perguntou Blaise olhando pra ruiva e sorrindo.
- Hoje não. – Falou sorrindo pra ele. – Não quero problemas com o Harry.
- E por que teria? – Perguntou Nott curioso.
- Bom dia, Pansy, Amanda, Lovegood e Weasley. – Falou Draco piscando pra Amanda que riu. – Blaise, Nott.
- Bom dia Draquinho. – Falou Pansy sorrindo.
- Bom dia Draco. – Cumprimentou Amanda olhando interessadamente para a cara de puro espanto que Ginny sustentava. – O que foi Ginny?
- É... – Começou ainda com uma cara confusa. Draco a observou com um mínimo sorriso e a sobrancelha arqueada. – Nada. Bom dia, Malfoy.
- Bom dia, Malfoy. – Cumprimentou Luna sonhadoramente. Blaise e Nott o olhavam intrigados e apenas acenaram com a cabeça.
- Não se sinta especial, Weasley. – Falou o loiro próximo ao ouvido da ruiva baixinho, mas Amanda ouviu, em quanto andava em direção a mesa deles. Ela revirou os olhos e suspirou irritadamente. Amanda riu levemente.
- Vamos Luna. – Falou Ginny puxando a amiga e saindo dos braços de Blaise. – Nos vemos mais tarde meninas.
- Sim, claro. – Falou Pansy sorrindo.
Foram pra sua mesa tomar café. Amanda se sentou estrategicamente ao lado de Draco de frente para a mesa da Grifinória. Viam a ruiva beijar e conversar feliz com o namorado. Draco tinha uma cara de nojo no rosto. Amanda não estava muito diferente.
- Não sei como ela consegue. – Falou baixo para só ela escutar. Em tom enojado, como sempre.
- Com ciúmes, Draquinho? – Falou acidamente.
- Não, só não sei como ela acha algo atrativo naquilo. - Deu de ombros mas parecia irritado.
- Ele não é de todo ruim. – Falou ela observando ele atentamente. – Até que é bonito. Só mal desleixado. – Draco a olhou incrédulo.
- Você está brincando certo?
- Não. Estou falando sério. – Falou rindo e dando um tapa no braço dele.
- Seu gosto está indo de mal a pior, Mandy. – Falou fazendo careta.
- Claro que comparado a você, ou ao Blaise... – Ela começou e ele sorriu marotamente. – Ele não é muita coisa, mas... – Voltou a olhar para o garoto ao lado da ruiva com uma cara pensativa. – Se ele se arrumasse e se cuidasse mais, seria tão bonito quanto vocês.
- Vou ignorar você. – Falou emburrado. – Não acredito que ouvi isso.
- Calma, Draquinho. – Falou abraçando ele pelo pescoço. – Você vai ser sempre o meu favorito.
- Tenho sérias dúvidas. – Falou a olhando seriamente.
- Não tenha. – Falou piscando. – Vai ser sempre o meu melhor amigo.
- Ei! – Exclamou Pansy olhando pra ela. – E eu?
- E EU? – Perguntou Blaise fingindo irritação, com os braços cruzados.
- Fomos trocados, Blaise. – Pansy falou com um bico o olhando.
- Então vamos nos unir, Pan. – Falou ele a olhando e piscando.
- Ótima ideia! – Falou sorrindo.
- Nunca vão ser páreo para nós. – Falou Draco sorrindo.
- E eu amo todos vocês igualmente. – Falou Amanda sorrindo. – Não briguem por mim. – Completou cheia de si. Todos riram.
Terminaram de comer e foram para as suas aulas juntos. O dia estava passando rápido. Draco havia sumido na hora do almoço e Mandy reparou que a Chang também não estava em sua mesa. Pelo visto o loiro não queria perder tempo algum. Mandy já começava a achar que Draco estava interessado em Ginny, mas ainda achava a ideia meio impossível.
Estava sentada ao lado de Pansy e tomou um susto quando um bilhete apareceu na sua frente, sorriu marotamente e pegou e pedacinho de papel. Pansy logo colou sua cabeça na dela pra ler também. Conheciam muito bem a letra.
"Hoje, as 23hrs, terceira sala a direita do quarto andar."
- Você vai ver. – Falou calmamente e sorriu marotamente vendo a cara confusa da amiga.
- A. Z. –
Ginny estava entrando no salão principal para o almoço quando viu uma coruja deixar uma carta na frente de Harry. O mesmo pegou leu atentamente e depois olhou para os lados de uma maneira que ela achou estranha. Quando seus olhares de encontraram ele guardou rapidamente o papel e sorriu pra ela. Ela sorriu e andou em direção a ela.
- Olá. – Falou ela sorrindo e se sentando ao lado dele.
- Olá, linda. – Falou sorrindo e a puxando para um beijo. – Como foi a aula?
- Entediante, como só História da Magia pode ser. – Falou entediada. – De quem era a carta?
- Que carta? – Perguntou ele ficando meio nervoso. Ginny a olhou intrigada.
- A que você acabou de guardar. – Falou simplesmente.
- Não é nada. – Falou calmamente e mordeu o lábio inferior, passou a mão pelos cabelos. Estava acontecendo algo que ele não queria falar pra ela. – Só Dumbledore que quer me ver hoje à noite. – Completou com um sorriso triste. – Acho que nosso encontro vai ter que terminar mais cedo, desculpa.
- Tudo bem. – Falou sorrindo. – Só espero que não seja nada sério.
- Acho que não é não. – Falou calmamente acariciando o rosto dela. – Ele só deve querer saber como estou. Não nos falamos desde as férias.
- Ah, sim. – Falou ela sorrindo. – Mande um abraço pra ele.
- Pode deixar. – Falou sorrindo. – E você? O que vai fazer?
- Agora que vou ter um encontro menor... – Falou pensativamente e ele riu. – Acho que vou fazer algo com as meninas. – Deu de ombros levemente.
- Boa ideia. – Sorriu. – Mas não fique até tarde pelo castelo sim?
- Tudo bem, papai. – Zombou ela rindo e sendo seguida por ele. – Que horas vamos nos encontrar?
- Pode ser umas 19hrs? – Perguntou a observando – Vou ver Dumbledore as 23hrs.
- Tudo bem, vamos dar uma volta pelo lago? – Perguntou curiosa.
- Não, tenho algo especial. – Falou misteriosamente. – Vamos jantar juntos, te espero na sala comunal ok?
- Sim, senhor mistério. – Sorriu dando um beijo nele.
- Agora vou indo... – Falou levantando e dando um novo beijo nela. – Hermione e Rony estão me esperando na Biblioteca, eu só fiquei pra falar com você.
- Obrigada. – Falou sorrindo.
Assim que Harry saiu da mesa as meninas sentaram ao seu redor. Ela riu. Elas eram rápidas. Todas sorriam felizes. Luna comendo um pedaço de torta de chocolate. Mandy implicando com Pansy.
- Vocês são rápidas. – Falou brincando.
- Não costumamos perder chances – Falou Pansy e piscou pra ela.
- O que vamos fazer hoje anoite? – Perguntou Luna sorrindo.
- Eu tenho um encontro com Harry... – Começou Ginny animadamente. – Mas vai terminar cedo porque ele tem que ir ver o Dumbledore as 23hrs. – Completou tristemente. – Mas podemos fazer algo depois desse horário.
- Hum.. – Mandy parecia pensativa. – Nós podíamos dar uma repaginada né? – Perguntou olhando pra Pansy sugestivamente.
- Acho uma boa ideia. Estou cansada desse cabelo curto. – Falou com cara de nojo.
- Agora que Luna está repaginada... – Falou Amanda olhando para a loira que sorria feliz. – Nós também temos que estar lindas.
- Verdade. – Concordou prontamente Pansy.
- Não acho que quero mudar. – Falou Ginny receosa.
- Não acha que Harry ia gostar de uma surpresa? – Perguntou Amanda sorrindo e a olhando animadamente.
- Não sei... – Falou a ruiva dando de ombros.
- Ah, Ginny. – Falou Luna com bico. – É sempre bom mudar.
- Isso é verdade. – Concordou Pansy.
- Vamos, Ginny. – Falou Amanda suplicante. – Vai ficar mais linda ainda.
- Por favor – Falou Luna com uma cara de suplica. Não pode deixar de rir.
- Ok, ok. – Falou derrotada. – Eu confio em vocês.
As amigas riram. E gritaram um "eba" animado até demais para a ruiva que revirou os olhos e riu sendo acompanhada por elas.
- Vocês adoram uma transformação né? – Perguntou Ginny
- Claro! – Responderam Amanda e Pansy juntas.
- Quem não gosta? – Perguntou Pansy.
- Ninguém. – Falou Luna sorrindo.
- Até você, Luna? – Perguntou Ginny olhando pra amiga que ria.
- Se não consegue vence-las, junte-se a elas. – Falou dando de ombros e arrancando risadas de todas.
- Assim que o encontro terminar eu aviso a vocês. – Falou Ginny.
- Como? – Perguntou Luna.
- Hum... – falou pensativa.
- Mande um bilhete. – Falou Amanda simplesmente.
- Via coruja? – Perguntaram a ruiva e a loira.
- Não... – Falou Pansy. – Por magia.
- Como? – Perguntaram curiosas.
- Vou ensinar. – Falou Amanda pegando a varinha e fazendo um movimento leve e rápido e logo em seguida um bilhete apareceu na frente de Ginny. A menina olhou pra amiga e depois pegou o bilhete.
"É fácil... nós que inventamos. É só fazer um movimento circular rápido no sentido anti-horário e dizer "Screts"."
- Vocês inventaram um feitiço? – Perguntou Ginny chocada.
- Demais! – Exclamou Luna
- Nós duas junto com os meninos. – Falou Amanda.
- Nossa.. – Falou Ginny
- Então estamos combinadas, né? – Perguntou Pansy.
Todas assentiram, depois Amanda fez Ginny e Luna treinarem o feitiço para ver se elas conseguiriam faze-lo. No que elas rapidamente fizeram muito bem. Foram para as suas aulas da tarde, que passaram rápido demais para Ginny. Estava nervosa com o encontro com Harry.
Quando saiu da sua última aula foi direto para seu dormitório tomar um banho e se arrumar. Vestiu um vestido leve azul marinho, que tinha um decote canoa e realçava o tom de seus cabelos, que estavam amarrados em uma trança de lado e frouxa. Sorriu se olhando no espelho. Passou rímel e um batom leve. Já eram 18:50. Calçou suas sapatilhas e saiu desceu as escadas.
Quando chegou na sala comunal e Harry já a esperava. Ele estava lindo, de calça jeans e uma camisa branca com os dois primeiros botões abertos e os cabelos ainda um pouco molhados. Olhou pra ele e sorriu. Ele estendeu a mão para que ela pegasse. Ela segurou a mão dele e ele a fez dar uma volta, ela riu.
- Você está linda. – Falou pra ela sorrindo. – Como sempre.
- Você também está. – Falou corando levemente.
- Podemos ir? – Perguntou dando o braço pra ela.
- Sim. – Falou pegando o braço dele.
Foram caminhando de braços dados até a entrada da torre de astronomia. Subiram as estadas até o topo e lá estava uma mesa arrumada para dois. As janelas estavam abertas dando uma visão maravilhosa do céu noturno. Haviam velas nos batentes das janelas dando um ar mais romântico. Ginny sorriu e olhou para Harry. Então era por isso que ele estava nervoso.
- Nossa, Harry. Isso é... – Suspirou levemente olhando ao redor. – Maravilhoso.
- Você merece. – Falou sorrindo e a observando.
Ele foi até ela e a abraçou pela cintura, beijo-a apaixonadamente. Não podia estar mais feliz do que naquele momento, nos braços de quem amava. Eles se separaram e foram comer. Depois de jantar se sentaram nas almofadas que estavam perto de uma janela e ficaram conversando e namorando, até que Harry falou que tinha que ir.
- Não queria que você fosse. – Falou Ginny tristemente se levantando e olhando pra ele.
- Mas eu tenho que ir. – Falou acariciando o rosto dela. – Me desculpa.
- Não precisa se desculpar, eu entendo. – Disse com um suspiro.
- Obrigado por entender. – Ele disse a beijando novamente.
Ele a levou até a sala comunal e depois seguiu para encontrar Dumbledore. Ginny se jogou no sofá irritadamente, pegou a varinha e mandou os bilhetes para as amigas. Logo recebeu uma resposta delas, que estavam juntas. Sorriu.
"Nos vemos na frente da Precisa daqui a 10 minutos.
Luna, Pansy e Amanda"
Se levantou e foi andando para o local de encontro, quando chegou as amigas já estavam lá a sua espera. Sorriu tristemente.
- Que cara é essa? – Perguntou Luna
- O encontro não foi bom? – Perguntou Amanda a olhando curiosa.
- Foi maravilhoso. – Falou sorrindo. Mas logo fechou a cara. – Mas durou pouco.
- Ah, fique calma. – Falou Pansy a abraçando pelos ombros. – Depois dessa transformação vão ser muito mais frequente.
Elas riram e Ginny revirou os olhos. Por mais que estivesse chateada do seu encontro ter terminado antes do esperado, não poderia estar mais feliz. Estava se sentindo completa, amada. Foram pra o já conhecido "Salão de Transformação" das amigas.
- O que vamos fazer primeiro? – Perguntou Luna.
- Primeiro eu! – Falou Pansy animadamente sentando na cadeira de frente pro espelho.
- Vai alongar, Pan? – Perguntou Amanda
- Sim! – Falou rapidamente.
- Tem certeza? – Perguntou ela a observando.
- Sim. – Falou sorrindo. Amanda foi buscar uma poção que fazia os cabelos crescerem, então fez aparecer um copo com água e colocou uma colher de sopa da poção dentro e entregou a Pansy que tomou rapidamente.
- Qual vai ser o corte? – Perguntou Amanda em quanto todas nós olhávamos para o espelho esperando a poção fazer efeito.
- Acho que quero fazer um franjão e repicar pra dar mais volume. – Falou animadamente.
- Acho que vai ficar bom. – Falou Amanda.
- Demora muito? – Perguntou Luna ansiosa.
- Olha, já está crescendo. – Falou Ginny sorrindo, os cabelos de Pansy já estava abaixo dos ombros e continuaram crescendo até chegarem no meio das costas.
- Adorei. – Falou Luna sonhadoramente em quanto Amanda começava a fazer tesouras cortarem os cabelos da amiga.
- Eu achava que vocês iam para salões caríssimos. – Falou Ginny se sentando em uma poltrona e corando levemente.
- Nós enjoamos deles e das pessoas que ficam eles. – Falou Pansy monotonamente.
- A guerra nos fez ver muitas coisas, Ginny. – Falou Amanda seriamente.
- Ela mudou muitas coisas. – Falou Luna se sentando no chão.
- Sim, eu sei. – Falou Ginny olhando pra Luna e sorrindo. – Tinha uma imagem totalmente errada de vocês.
- E nós de vocês. – Falou Pansy. – Mas fico feliz que tenhamos superado isso.
- Nós só tínhamos amigas falsas e aproveitadoras. – Começou Amanda olhando pra Pansy pelo reflexo do espelho. – Tirando os meninos, que sempre foram como irmãos pra gente. – Completou com um meio sorriso. – As pessoas só ficavam do nosso lado por interesse e nós só notamos isso quando todas tinham sumido, quando mais precisávamos.
- Quando... – Começou Pansy receosa. – Quando descobri que meus pais tinham morrido e que eu não teria nada e nem ninguém, - Falou com a voz um pouco embargada. – As únicas pessoas que estava comigo foram Amanda, Draco, Nott e Blaise. – Falou sorrindo tristemente para a amiga. Depois olhou pra Luna e sorriu. – Depois você, Luna. E agradeço por ter trago Ginny com você.
- Imagina, não fiz nada. – Sorriu a loira falando sonhadoramente.
- Eu, não tinha noção disso. Sempre pensei que vocês eram fúteis e enjoadas. – Falou Ginny as observando consternadamente. – Sinto muito por ter julgado vocês sem conhece-las.
- Não tem que se desculpar ruiva, nós fizemos o mesmo. – Falou Amanda olhando pra ela e rindo levemente.
- Mas isso passou, então, vamos falar de coisas felizes. – Falou Pansy rindo.
- Exatamente. – Falou Luna.
- Luna, desde quando você gosta do Blaise? – Perguntou Amanda rindo.
- Desde... – Começou ela distraidamente e depois a olhou de cara feia, e todas riram. – Eu não gosto dele.
- Não mesmo? – Perguntou a ruiva a vendo corar.
- Isso já está na cara, Luninha. – Falou Pansy rindo. – Não negue.
- Nós podemos te ajudar. – Falou Amanda.
- Vocês estão loucas? – Perguntou Ginny olhando pra elas. – Zabini é o maior galinha de Hogwarts.
- Eu acho que ele era. – Falou Amanda sugestivamente.
- Como assim? – Perguntaram Ginny e Luna ao mesmo tempo.
- O Blaise anda estranho. – Falou Pansy dando de ombros. – Não saiu com ninguém desde que voltamos pra Hogwarts.
- Mesmo? – Perguntou Luna com os olhos brilhando levemente.
- Eu acho que ele gosta de você, Luna. – Falou Amanda.
- Só por ele não ter ficado com ninguém? – Perguntou Luna
- Isso é uma coisa a ser levada em consideração dada a fama dele. – Falou Pansy rindo.
- Tenho que concordar. – Falou Ginny.
- Podemos investigar melhor e se ele estiver mesmo, nós podemos te ajudar. – Falou Pansy piscando pra Luna.
- Huum... eu não sei.
- Não custa tentar, Luna. – Falou Amanda terminando o corte da Pansy, que agora tinha cabelos no meio das costas repicados e uma franja grande e de lado.
- Arrasou como sempre, amiga. – Falou Pansy pra Amanda analisando o cabelo no espelho e sorrindo.
- Está linda, Pansy! – Falou Ginny.
- Agora é sua vez ruiva! – Exclamou ela puxando Ginny para a cadeira.
- O que vamos fazer com você, cara Virgínia? – Perguntou Amanda risonha.
- Não quero muito curto. – Falou ela prontamente.
- Que tal mais longos e mais vermelhos... – Falou olhando pra as amigas. – E com corte em Vê?
- Adoraria se eles fossem mais vermelhos e longos, bem... – Falou Ginny calmamente. – Confio em vocês.
- Então vamos fazer surpresa. – Falou Pansy animada.
- Sim! – Concordou animadamente Luna.
Amanda deu a Ginny a mesma poção que Pansy acabara de beber, após alguns minutos sentiu seus cabelos batendo um pouco abaixo do meio das postas. Amanda logo colocou um creme mágico em seus cabelos e depois lavou, sem perder tempo colocou a tesoura pra trabalhar. Ginny estava impaciente e ansiosa. As amigas também.
Amanda acabou de cortar, colocou um novo produto e depois secou seus cabelos lentamente, então se afastou, ajeitou os fios e chamou as amigas para verem, todas falavam ao mesmo tempo o quanto estava linda, então Amanda a virou de frente para o espelho. E ela ficou sem reação.
- Nossa... – Falou absolutamente chocada. – Essa sou eu?
- É claro que sim, sua boba! – Falou Amanda.
- Está perfeito, Amanda. – Falou Luna sorrindo.
- Minha amiga é muito boa mesmo. – Falou Pansy rindo.
- Muito obrigada, Mandy! Eu amei! Está perfeito! – Falou Ginny a abraçando e depois voltando a se olhar no espelho. Seus cabelos estavam em um tom avermelhado ao invés de alaranjado, perto do rosto era mais curto e ia alongando até chegar nas costas, estava ondulado e não escorrido como sempre fora. Sorriu feliz e passou as mãos pelos cabelos levemente, estavam mais macios e brilhantes também.
No final das contas, tinha sido uma ótima ideia fazer isso, elas estavam certas, Harry iria adorar. Amanda também fez um novo corte, seus cabelos já estavam batendo quase na bunda, então ela cortou um pouco acima do meio das costas em um corte reto, fez uma hidratação. Estavam todas lindas. Amanda tinha acabado de receber um bilhete, sabe-se lá de quem.
- Gente, vão me matar. – Falou exasperadamente.
- Quem? – Perguntou Pansy a olhando
- Eu tinha marcado de ajudar Draco com as coisas da monitoria. – Falou nervosamente. – Me esqueci completamente.
- Ele vai te matar quando te achar. – Falou rindo da cara de desespero da amiga.
- Ih! – Exclamou Luna.
- Mas marcou que horas? – Perguntou Ginny olhando pro relógio de pulso que usava.
- Meia noite. – Falou suspirando resignada.
- Você só está 40 minutos atrasada. – Falou Ginny
- Ele deve estar fulo da vida. – Falou Pansy.
- Se quiser podemos ir com você. – Falou Luna distraidamente.
- Marcou aonde? – Perguntou Ginny
- No dormitório de monitor dele. – Falou Amanda. – No terceiro andar.
- Então podemos ir com você e depois voltamos de fininho. – Falou Ginny marotamente. Elas riram.
- Vai comigo pra amansar a fera, Pan? – Perguntou Amanda fazendo cara de pidona.
- Claro. – Falou rindo da cara dela novamente.
- Então vamos. – Falou Luna sorrindo.
Elas foram andando sem fazer barulho, não podiam ser pegas por ninguém fora da cama nesse horário, se não era detenção na certa. Estavam se sentindo bem, a adrenalina corria em suas veias. Não demoraram muito a chegar no terceiro andar. Desciam a escada levemente quando Amanda, que ia na frente com Pansy, parou abruptamente fazendo todas pararem.
- O que foi Mandy? – Perguntou Ginny.
- Algum monitor? – Perguntou Luna se aproximando e vendo o que era. – Ginny, você não disse que o Harry estava com Dumbledore? – Perguntou distraidamente.
- Sim... – Falou a ruiva em tom intrigado. – Por que? – Perguntou indo para o meio de Amanda e Luna. Ficou paralisada com o que via. Não podia ser. Ela só podia estar imaginando coisas. Lágrimas já surgiam em seus olhos e ela olhou de Amanda para Pansy e depois pra Luna e voltou a olhar para cena a sua frente. Não conseguiu acreditar, aquilo só podia ser uma brincadeira de muito mal gosto. Luna colocou a mão em seu ombro e a virou pra ela. Agora olhava nos olhos azuis da loira. Lágrimas já rolavam pelo seu rosto.
- Ginevra, calma. – Ela falou com uma voz doce e carregada de preocupação. Ginny tirou suas mãos de seus ombros e foi em direção ao casal que beijava fervorosamente, ou devia dizer se agarrava fervorosamente? Parou atrás de Harry e o cutucou. Ele nem pareceu sentir.
Voltou a olhar para as amigas que estavam sem ação nenhuma a olhando com olhos arregalados, estavam paralisadas. Ginny estava vermelha de raiva e as lágrimas não paravam de cair por seu rosto. A dor que sentia era incalculável. Estava com o coração partido. Não entendia como ele conseguia fazer aquilo com ela. Como ele podia a iludir daquele jeito. Era tudo mentira? Tudo que viveram juntos, pra agora ele fazer isso. Ele nunca tinha dito que a amava, mas ela o amava. Amava. Porque agora o que sentia é puro e cristalino ódio. Tinha vontade de arrastar a oriental pelos cabelos e a tirar de perto do seu Harry. Mas Harry não estava sento forçado, pelo contrário, era ele que imprensava-a contra parede e a beijava como se não houvesse amanhã. Não que ela fosse santa, mas a culpa maior era dele. Era que namorava e não a garota. Secou as lágrimas com raiva.
Ela ficou na ponta dos pés e cutucou o ombro dele com mais força. Ele soltou a garota relutante e virou pra trás para ver quem o atrapalhava com uma cara nitidamente irritada. Ela cruzou os braços, arqueou a sobrancelha e o olhou os olhos.
- Atrapalho? – Perguntou cinicamente.
- Ginny... – Falou com a voz rouca, pigarreou levemente e passou as mãos pelos cabelos nervosamente. – Não é o que você está pensando...
- Nunca é o que eu estou pensando. – Falou irritadamente. Suspirou profundamente fechando os olhos e depois voltou a abri-los. – Não quero e nem preciso de explicações suas. Acabou.
- Mas... – Começou ele, mas ela já estava caminhando em direção as amigas, ele foi ao lado dela. – Ginny... eu... ela...
- Harry, eu já disse. – Falou parando e olhando pra ele. – Acabou.
- Mas foi ela que me agarrou. – Falou ele desesperado segurando o braço dela pra que ela não voltasse a andar. Ela olhou pro braço que ele segurava e depois voltou a olhar pra ele.
- Não me toque. – Falou o olhando nos olhos e ele a largou. – Eu posso ser idiota de ter te amado esse tempo todo, mas não sou burra e nem cega. – Falou calmamente. – Sei muito bem o que vi. Não minta pra mim e nem pra si mesmo. Você sempre gostou dela. Eu só era um passatempo legal para as férias.
- Não Ginny... – Começou ele em tom urgente. – Eu gosto de você... mas... não sei o que me deu. Me perdoa, por favor. – Falou suplicantemente.
- Eu te perdoo, Harry. – Ela falou com um sorriso mínimo e triste nos olhos. – Mas acabou. Nós não somos mais namorados, nem vamos voltar a ser, aliás, não existe nem um "nós". – Falou seriamente olhando pra ele. Olhou pra trás dele, encarando a Chang. – Você finalmente tem o que quer. Faça bom proveito, sua vadia. – Disse irritadamente.
Chang a olhou boquiaberta e foi andando apressadamente para perto de Ginny, mas antes que ficasse perto dela Amanda parou na sua frente e a olhou decidida.
- Nem pense nisso, Chang. – Falou seriamente. E a garota parou e cruzou os braços a olhando irritadamente.
- Isso não tem nada a ver com você, Zabini. – Falou irritadamente. – Saia da minha frente.
- Não. – Falou convicta. – Vai me tirar?
- Se for preciso... – Falou encostando no braço da garota. Nesse exato momento um loiro sai de trás de um retrato ao lado delas.
- Não ouse encostar nela, Chang. – Falou ele acidamente e a garota parou a mão no ar. Amanda sustentava um meio sorriso irônico.
- Malfoy, não se meta. – Falou ela olhando pra ele enraivecida.
Luna agora estava ao lado de Ginny, as duas e Harry olhavam atentamente para a discussão deles e Pansy estava ao lado de Draco, ela devia ter o chamado. Ele riu debochadamente.
- As palavras Monitor Chefe te dizem alguma coisa? – Perguntou ele debochadamente. Chang fechou a cara e olhou pra Harry indignada, esperando que ele fizesse algo. – Pelo que posso ver, sim. – Continuou calmamente. Depois olhou pra Amanda. – O que está acontecendo aqui?
- Essa vadia estava aos agarros com o namorado da Ginny. – Falou Luna surpreendendo a todos com o palavreado agressivo.
- Hum... – Começou Malfoy debochadamente. Consultou o relógio de maneira tediosa. Voltou a olhar pra um de cada vez. Amanda olhando debochadamente pra Chang que estava de cara amarrada. Potter que estava parecendo desesperado e perdido, Weasley vermelha de raiva aparentemente e que tinha o rosto marcado pelas lágrimas, Luna que abraçava a amiga e Pansy atordoada ao seu lado. Suspirou pesadamente. – Potter, menos 50 pontos para sua casa e 5 dias de detenção por estar fora do dormitório e por estar aos agarros no corredor, a mesma coisa pra você Chang. – Falou monotonamente. Voltou a olhar pra Ginny ela estava realmente mal. – Weasley 2 dias de detenção, - Ele sustentava uma cara preocupada ao ver dela, mas só podia estar maluca, Malfoy nunca estaria preocupado com ela. E acabara de faze-la ter que cumprir detenção. - o mesmo pra você Amanda. – Completou olhando pra amiga com um sorriso mínimo.
- Você não pode fazer isso! – Falou Chang revoltada.
- Não posso? – Perguntou debochadamente. – Então vamos ver.
- Malfoy, você não está sendo justo. – Falou Harry pela primeira vez desde que ele tinha chegado. O loiro andou pomposamente até ele e sustentou um sorriso de escarnio nos lábios.
- Vejo que você não está em condições de me cobrar justiça, Potter. – Falou desdenhosamente. – Ou vai me dizer que você foi justo traindo a sua namorada?
- Você não tem nada com isso! – Falou com raiva olhando o loiro com a cara fechada.
- Vocês Grifinórios são muito corajosos e destemidos e dão valor demais a essas qualidades. – Falou calmamente, mas com um tom ácido. – Eu, pessoalmente, acho a lealdade mais importante.
- O que você acha não me importa. – Falou Harry furioso.
- Pelo visto, não é só o que EU acho que NÃO te importa. – Falou insinuantemente olhando pra ruiva atrás dele. Harry fechou a boca e olhou pra Ginny que estava espantada com a discussão dos dois. Malfoy defendendo ela. Nunca imaginaria isso. Bem, também não tinha imaginado que Harry a trairia. Que dia.
- Ginny... eu... – Ele começou em tom suplicante olhando pra ela.
- Eu já te disse tudo que tinha pra dizer. Não me dirija mais a palavra, por em quanto. – Falou o olhando impassível. – Podemos ir? – Perguntou olhando pra Draco, ele assentiu com a cabeça levemente.
- Se encontrarem com algum monitor falem que eu dei permissão. – Falou mecanicamente pra ela e pra Luna. – Vocês também já podem ir, Potter e Chang. – Os dois foram embora passando pela ruiva e pela loira. Nem sequer se olharam, simplesmente foram andando distraidamente.
- Nós vamos com ela. – Falaram Pansy e Amanda.
- Não, eu quero ficar sozinha. – Falou a ruiva calmamente. – Eu vou ficar bem. Amanhã nós nos falamos. – Completou olhando pra elas que a olhavam preocupadas. Saiu do corredor e foi correndo pra sala precisa, tinha muito o que pensar, precisava colocar a cabeça em ordem.
Quando parou na frente da entrada da sala só conseguia pensar em ficar sozinha. Não sabia em que a sala se transformaria. Mas logo que a porta apareceu ela entrou sem pensar duas vezes. A sala tinha se transformado em um descampado enorme, tinham pequenas flores e em um canto tinha um lençol esticado no chão e muitas almofadas. Deitou no lençol e afundou a cabeça nas almofadas. Chorou compulsivamente, deixava que a dor tomasse conta dela, queria que todos aqueles sentimentos ruins saíssem dela de uma vez. Mal conseguia pensar. E chorou tanto que acabou dormindo.
Quando acordou depois de algumas horas, sentia seu corpo doer levemente por causa da posição em que tinha ficado e quando se mexeu sentiu a cabeça doer levemente, massageou as têmporas com as pontas dos dedos se sentando lentamente. Aquilo tudo tinha mesmo acontecido. Harry tinha a traído com a vaca da Chang. Ela sempre soube que ele não a amava. Sabia que ele já tinha ficado com ela antes. Sabia o quanto ele tinha gostado dela antes. Mas nunca tinha imaginado que ele seria capas de fazer isso.
Depois de muito pensar a respeito disso chegou à conclusão que tinha sido melhor assim. Melhor ter descoberto cedo do que depois de dias, meses ou anos. E se ele não a amava era melhor que não ficassem juntos. Ela finalmente estava conseguindo racionalizar tudo que tinha acontecido. Ela sempre amara ele. Ele nunca tinha a amado. Será que ela ainda o amava? Eu só achava que amava? Sabia que se o amasse mesmo teria, pelo menos, escutado o que ele tinha a dizer antes de fazer qualquer coisa. Ela não sentia por ele o que achava sentir. Vai ver o que todos diziam era verdade, isso era uma paixonite infantil, que acabou da pior maneira. Mas, acabou. Não sofreria por ele, ele não merecia e nem ela.
Estava se sentindo mais leve e melhor, já não chorava e parecia ver o mundo por um novo ângulo, bem que todos diziam que depois que sofremos desilusões tudo muda. Agora ela entendia. E no final ela tinha se iludido. Mas se iludiria mais com Harry. Ele era passado. Conversaria com ele depois e falaria que estava tudo bem. Que ela finalmente tinha superado isso. Tinha crescido. Amadurecido. Finalmente.
- G. W. –
Hermione estava caminhando em direção a biblioteca, como sempre, tinha chamado os amigos mas eles tinham treino de quadribol, ela não conseguia entender como eles achavam o quadribol mais importante do que as matérias das aulas, mas sabia que não adiantaria falar com eles. Pensava em como faria sua redação sobre Animagia que a Professora Minerva tinha passado para a próxima aula quando alguém toca seu ombro por trás. Ela se virou rapidamente para ver quem era. Reconheceu logo quem era, só não entendia o que ele queria com ela.
- Olá Granger. – Falou o loiro com um sorriso misterioso nos lábios.
- O que quer Nott? – Perguntou desconfiadamente. O sonserino só se aproximava pra insulta-la junto com os amigos. Agora estava sozinho e, aparentemente, sendo simpático com ela. Vai ver que a guerra tinha mesmo mudado a todos. – Não estou afim de brincadeiras idiotas e de ouvir insultos hoje, então, diga logo o que quer... – Falou rapidamente o observando.
- Hoje não vai ser nada disso. – Falou chegando mais perto dela, fazendo com que ela desse um passo pra trás.
- O que está fazendo? – Perguntou ela entre irritada e intrigada. Ele riu levemente e chegou mais perto dela, no que ela deu outro passo pra trás e ela enlaçou pela cintura rapidamente.
- Você falou pra eu falar o que eu quero. – Disse olhando pra ela e sorrindo. – Mas hoje eu não estou afim de falar, estou mais para fazer. – Completou arrogantemente a puxando mais para perto, colando seus corpos e beijando-a fervorosamente.
No começo ela permaneceu com os olhos abertos e não sabia o que fazer, mas ele estava acariciando a sua nuca e apertando firmemente a sua cintura, a puxava mais para perto e ela não tinha mais forças para resistir, simplesmente fechou os olhos e se deixou levar pelo inebriante beijo dele.
Hermione, nunca, nem por um momento se quer de sua vida, tinha conseguido parar de pensar em quanto estava consciente. E agora era isso que acontecia. Em quanto ele a beijava ela não conseguia pensar em mais nada. Sua cabeça estava vazia, extasiada pelo beijo dele. Ela fazia coisas que conscientemente não faria, como passar uma das mãos pelos cabelos dele e colocar a mão em seu ombro, descer pelo braço o puxando mais para si.
Quando se separaram ele ficou com a testa encostada na dela. Ela estava muito ofegante, mais que ele. Ele abriu os olhos e a viu extremamente orada, e pela primeira vez, quieta. Sorriu marotamente. Ela abriu os olhos e viu o sorriso nos lábios dele. O que estava fazendo a final? Ele só podia estar brincando com ela. Só podia ser mais uma das malditas apostas dos sonserinos.
Ela empurrou ele e deu um tapa estalado em seu rosto. Ele levou a mão ao rosto vermelho do tapa e a olhou de cara feia. Ela estava visivelmente irritada, mudava de humor rapidamente ele notou. Riu levemente e ela ficou ainda mais irritada.
- Pare de rir da minha cara, seu idiota! – Falou irritada. – Eu acabei de te bater.
- Me bateu... – Falou a olhando atentamente. – Mas gostou do beijo... – Falou sugestivamente voltando a se aproximar dela. – E que beijo, heim, Granger?
- Não se atreva. – Falou ela rispidamente com a varinha em punho. – Não sei o que você e seus amiguinhos estão armando, mas não vou fazer parte disso. Não encoste mais em mim.
- Você é que manda, Granger. – Falou debochadamente. – Agora só encosto em você quando você pedir ou deixar. – Falou saindo e a deixando sozinha.
Por Merlin, o que acabara de acontecer? O que será que ele quis dizer com isso? Ela nunca ia querer que ele encostasse nela. Não podia negar que nunca tinha sido beijada daquela maneira, e nem sentido o que sentiu com o beijo dele. Mas mesmo assim, ele era um sonserino, só podia estar armando algo. Ou será que ela só estava sendo preconceituosa? Será que ela queria ser tocada novamente por ele? Até que não seria nada mal. Controle-se Hermione, não se deixe enganar! Pensando isso voltou a caminhar em direção a biblioteca para fazer seus exercícios pendentes.
- H. G. –
Luna estava na floresta, descalça e feliz dando carne para os trestralhos como fazia sempre, uma vez por semana, quando Hagrid deixava. Estava distraída acariciando um deles quando foi surpreendida por alguém a chamando. Virou para trás e viu a pessoa que menos esperava. Sorriu docemente e ele retribuiu o sorriso.
- Olá Zabini. – Falou docemente voltando a dar atenção para o animal a sua frente.
- Pode me chamar de Blaise se quiser. – Falou dando de ombros e a observando. – Você parece muito à vontade com eles.
- São criaturas maravilhosas. – Falou sonhadoramente em quanto um filhote chegava perto dela e ela abaixava para dar um pedaço de carne a ele. – São interpretados erradamente. As pessoas não sabem que nem tudo que é feio é ruim.
- Verdade. – Falou ele colocando as mãos nos bolsos. – Será que eu posso chegar mais perto?
- É claro, eles são extremamente amigáveis. – Falou olhando pra ele e sorrindo, ainda em tom doce. – Eles adoram companhia.
- Verdade? – Falou meio receoso.
- Venha, eu te protejo. – Ele riu com a fala dela. Mas não pode deixar de admira-la por ser do jeito que é.
Ela andou até ele e estendeu a mão para que ele pegasse, ele pegou e ela conduziu ele até a frente do filhote, então se abaixou e ele a seguiu no gesto, ela segurou um pedaço de carne e deu para o filhote carinhosamente o mostrando como se fazia. Depois chegou um novo filhote e ela estendeu um pedaço de carne para que ele o alimentasse. Ele repetiu os gestos que ela fazia e o filhote comeu a carne rapidamente, logo depois dando mordidinhas leves na mão dele.
- Acho que ele quer mais. – Falou sorrindo.
- Eles estão sempre querendo mais. – Ela falou em meio a risadinhas infantis.
Ela deu mais carne para que Blaise os alimentasse e foi cuidar dos maiores. Estava distraída acariciando-os e brincando com eles. Blaise terminou te alimentar os filhotes e foi até ela. Ficou a observando, como ela era cuidadosa e distraída. Como a risada dela era gostoso e parecia de criança, como os olhos dela brilhavam quando acariciava-os.
- Quer voar neles? – Ela perguntou sonhadoramente sem olhar pra ele.
- Você voa neles? – Perguntou incrédulo.
- Mas é claro. – Falou sorrindo e olhando pro céu distraidamente. – Hoje está um ótimo dia pra voar.
- Não tem perigo nenhum? – Perguntou ainda desconfiado.
- Não, seu bobo, eles sabem o que fazem... – Falou sonhadoramente. – Eu confio neles.
- Se você está dizendo... – Falou ele dando de ombros e a vendo subir em um deles.
- Você não confia em mim? – Perguntou ela parecendo levemente magoada. – Também acha que eu sou maluca?
- Não acho que você seja maluca. – Falou rapidamente. Só achava um pouco. – Te acho um pouco aluada.
- Vem, eu te mostro como não tem perigo algum. – Falou sonhadoramente e estendeu a mão pra ele. Ele hesitou durante um tempo, mas pegou a mão dela e subiu logo atrás dela no trestralho.
Luna acariciou levemente o pescoço do animal e logo ele estava dando impulso para levantar voo. Não demorou muito para estarem voando em céu aberto. E ela tinha razão o dia estava espetacular. O céu extremamente azul, com poucas nuvens e podiam ver o castelo inteiro dali. Blaise estava acostumado a voar de vassoura, o que era totalmente diferente de voar em um animal, que o deixava um pouco nervoso. Mas Luna parecia exaltante de tão feliz. Nem por um segundo deixou de sorrir e Blaise sabia que seus olhos estavam brilhando daquela maneira peculiar que ele tanto gostava.
Agora sobrevoavam o lago e davam a volta para voltar para a floresta, se sentia um pouco desapontado por já estarem voltando. Tinha adorado voar com a loira, e não sabia quando iria conseguir fazer aquilo de novo. Mas, com certeza, queria fazer aquilo de novo. Quando o animal desceu levemente ele sorriu e desceu estendendo a mão para ajudá-la a descer também.
- Obrigada. – Falou docemente ficando um pouco rosada. – O que achou?
- Magnífico. – Falou sorrindo em quanto ela o olhava com aquele ar sonhador inconfundivelmente dela.
- Ele ficou cansado. – Falou ela acariciando o trestralho distraidamente. – Não está acostumado com o peso de dois.
- Ah, por isso voltamos tão rápido?
- Sim. – Falou tristemente. – Mas se quiser voar de novo, nós podemos vir outro dia.
- Eu adoraria, Luna. – Falou sorrindo pra ela. – Posso te chamar assim?
- É claro. – Falou corando levemente. – Tenho que voltar para o castelo. Ginevra não está muito bem e eu colhe alguns cogumelos silvestres pra fazer um chá pra ela tomar pra afastar os agouros. – Ela completou falando docemente e pegando uma cesta que estava em um tronco.
- Agouros? – Perguntou a olhando com a sobrancelha arqueada.
- Sim. – Ela falou sonhadoramente e embarcou em uma explicação detalhada de como ela tinha adquirido-os e como tinham inúmeras coisas para afastamos, a começar pelo chá, mas Blaise não prestava atenção realmente em tudo que ela falava. Estava distraído pelos olhos incrivelmente azuis e o modo sonhador dela.
Voltaram para o castelo e foram para a cozinha, onde Luna pediria a Dobby para fazer o chá e Blaise ia comer algo pois não tinha comido nada durante o almoço. Conversavam sobre animais mágicos e Blaise ficou surpreso com o quanto a garota sabia sobre o assunto. Mas esse era um dos dons de Luna, sempre surpreender as pessoas.
- L.L. / B.Z. –
Rony tinha acabado de descer da sua vassoura e foi abordado por Pansy e Amanda que queriam saber de Ginny. Ele disse que não via irmã desde o dia anterior e perguntou se tinha acontecido algo, então elas contaram o que Harry havia feito. Ele não conseguia acreditar no que elas haviam dito. Só podia ser brincadeira delas, só podiam estar mentindo. Seu melhor amigo jamais trairia sua irmã caçula. Ele a amava, sabia disso.
Mesmo assim ficou muito irritado, discutiu com as duas que mandaram ele perguntar a Harry o que tinha acontecido se ele não acreditava nelas. E foi o que ele fez, entrou no vestiário irritadamente e chamou Harry pra conversar do lado de fora.
- Sabe onde está Ginny? – Perguntou para ele irritadamente. Harry não conseguia nem olhar pra ele.
- Elas não sabem? – Perguntou com a voz baixa.
- Ela é sua namorada, você devia saber. – Falou nervosamente.
- Não é mais. – Falou o moreno passando a mão nervosamente pelo cabelo e olhando pro amigo.
- O que elas me disseram é verdade? – Perguntou vermelho de raiva e o olhando incrédulo. – Você traiu a Ginny com a Cho?
- Eu... eu... não... – Começou gaguejando. – Eu não queria. Não tinha a intenção de magoa-la.
- Não queria? – Falou Rony fechando as mãos com raiva. – Vai dizer que ela te agarrou a força? Que ela é mais forte do que você?
- Não... Rony. – Falou se afastando do amigo.
- E você achou que a Ginny ia ficar feliz com isso? – Falou indo na direção dele. Mas foi interrompido por Hermione que acabara de ver os dois e correu para ficar no meio.
- O que deu em você, Rony? – Perguntou olhando para o ruivo irado em sua frente.
- Ele traiu a Ginny. – Falou rispidamente.
- Você o que? – Perguntou Hermione se voltando pra Harry.
- Não foi minha intenção, aconteceu. – Falou exasperadamente. – Vocês não vão me deixar nem explicar, igual a ela?
- Vamos te ouvir, Harry, mas não agora. – Falou Hermione em tom conciliador olhando de um pra outro. – Como está Gin? – Perguntou virando pra Rony
- Sumida, as sonserinas acabaram de me perguntar por ela. – Falou ainda em tom irritado. – Se alguma coisa acontecer a ela, pode esquecer que já me teve como amigo. – Falou olhando pra Harry.
- Ela vai ficar bem, Ron, tenho certeza. – Falou Hermione o segurando pelos ombros. – Harry nós vamos procura-la, nos vemos mais tarde para conversar sobre isso na sala comunal do meu dormitório.
- Mandem notícias. – Falou tristemente vendo os dois se distanciarem.
Rony estava com a cabeça a mil. Seus nervos estavam a flor da pele e era capas de arrancar a cabeça de alguém com as próprias mãos facilmente naquele momento. Não conseguia acreditar no que Harry tinha feito. Não entendia. Hermione estava falando sem parar que ele tinha que ouvir a versão dele da história, assim como a de Ginny. E ele sabia que ela estava certa, só assim entenderia, ou tentaria entender.
Já tinham procurado em quase todo o castelo (exagero) quando Ginny saiu da passagem do retrato que dava para a cozinha junto com Amanda, Pansy, Luna e Zabini. Rony foi direto até a irmã e a abraçou olhando atentamente pra ela e verificando se ela estava bem.
Rony e Ginny tinham muitos problemas por conta de seus gênios extremamente fortes, porém Rony era extremamente zeloso com a irmã, tanto quanto ausente. Segundo ele estava sempre de olho. Mas Ginny sabia que quando acontecia algo de ruim e ele não sabia e descobria por outra pessoa ele se sentia culpado e por isso a tratava com mais carinho e atenção do que o normal.
- Eu estou bem, Ron. – Falou calmamente, com um meio sorriso fraco.
- Já dei o chá de cogumelos silvestres com extrato de plâncton pra afastar os agouros, ela vai melhor rapidinho. – Falou Luna sonhadoramente em tom meigo.
- Verdade. – Falou Blaise olhando pra loira e sorrindo.
- Já fizemos ela comer bastante. – Falou Pansy olhando pra Rony.
- Agora ela só tem que descansar. – Completou Amanda olhando pra Ginny e sorrindo.
- Eu te levo pro dormitório. – Falou ele prontamente e ela riu.
- Eu ainda sei andar. – Falou o olhando. – Estou bem gente, sério.
- Sabemos... – Falaram todos juntos.
- Mas precisa descansar pro chá fazer efeito mais rápido, Ginevra. – Falou Luna a olhando seriamente. – Sabe que com agouros não se brinca.
- Sim, Luna, eu sei. – Falou ela derrotada. Não queria magoar a amiga. – Eu vou. – Falou por fim. Se despediu de todos e deu o braço para Rony. – Obrigada por tudo. Mais tarde nos falamos.
- Amanhã nos falamos. – Falou Pansy. – Descansa bastante, você está precisando.
- Isso mesmo. – Falou Blaise.
- Ok, vocês venceram. – Falou já se distanciando com Rony.
Foram sozinhos, Hermione tinha ficado para agradecer e descobrir o que tinha acontecido, porque ainda não sabia, e porque queria que os dois conversassem a sós. Quando chegaram ao dormitório de Ginny, que estava vazio, Rony se sentou na beirada da cama dela.
- É verdade o que me contaram? – Perguntou calmamente a observando atentamente.
- Se te contaram que eu peguei o Harry se agarrando com aquela vagabunda em um corredor ontem de madrugada, quando ele me disse que estaria com Dumbledore. – Ela disse em tom triste mas sereno. Deu se ombros. – Sim, é verdade.
- Ele é um idiota! – Falou irritado se levantando e andando de um lado pro outro. – Isso não vai ficar assim... como ele pode fazer isso com você?
- Rony, senta aqui. – Falou calmamente batendo na cama ao seu lado. Ele suspirou pesadamente, mas se sentou. – Ele nunca disse que me amava. E eu cheguei à conclusão de que foi melhor assim.
- Como assim? – Perguntou confuso a observando.
- Vai ver ele sempre gostou dela e só agora percebeu isso. Sem contar que isso me fez ver que eu não o amo da maneira como achava. – Falou olhando pra face confusa dele. – Tudo acontece por um motivo. Eu já perdoei o Harry e você vai fazer o mesmo. Ele é seu melhor amigo.
- Não tenho tanto certeza. – Falou enfurecido.
- Não diga asneiras Ronald. – Falou seriamente. – Ele é seu melhor amigo e vai continuar sendo.
- Ele te magoou Ginny. – Falou a olhando.
- Uma magoa necessária para ver que nem tudo é o que parece. Isso me mostrou o que eu realmente sinto por ele. – Falou calmamente. – Eu não concordo com o Harry, mas entendo. Vejo agora o que não via antes, era realmente uma paixonite, que finalmente acabou.
- Mesmo? – Perguntou preocupado.
- Mesmo Rony. – Falou sorrindo levemente. – Quando vi os dois eu quase explodi de tristeza e raiva, mas depois que passei esse tempo todo pensando, eu entendi. Foi orgulho ferido, foi perder pra Chang, foi ser traída por alguém que eu achava amar, foi ver a cara vitoriosa dela... mas em nenhum momento eu me lamentei por ele.
- Sério? – Perguntou a olhando.
- Sério. Então isso acabou sendo bom, por mais que tenha doido. – Falou calmamente.
- Eu acredito em você. – Falou ele se levantando. – Agora vou deixar você descansar.
- Rony, conversa com o Harry. Dá essa chance a ele. – Falou a ruiva quando o irmão já estava na porta.
- Porque você está me pedindo. E só por isso. – Falou seriamente olhando pra ela. – Agora durma.
Ele saiu do dormitório dela e foi para o seu. Fui cabeça estava fervilhando. Por mais que a irmã tenha dito tudo aquilo ele continuava desacreditado do fato todo. Nunca esperaria isso de Harry. Ficou deitado na sua cama perdido em pensamentos. No fundo só queria que Harry tivesse uma boa explicação, um bom motivo. Mas sabia que só um motivo iria convence-lo, assim como sabia que esse não era o motivo dele.
- Continua... –
N/A: Esse capítulo foi uma reviravolta só, espero que não tenha ficado confuso. E que vocês não me matem por algum motivo obscuro. Prometo que tem muitas coisas pra vocês descobrirem ainda, então, deixem a autora viva sim? HAHAHAHAHA Ele já estava escrito a um tempinho, mas estava esperando a Beta linda lê-lo pra depois postar, então, sinto muito pela demora. Ah, vou registrar que a Amanda Z. Potter (vulgo minha beta irmã) queria que a Amanda desse umas bolachas na Chang, mas por esse capítulo eu deixei passar. Estou pensando nessa hipótese mais pra frente, quero opiniões!
Vamos as Reviews:
Camilla Black: Leitora nova! Seja bem vinda! *-*
Eu sempre imaginei a relação deles assim, porque o que nós temos no livro é a visão do Harry deles, aliás, nem deles, mais do Draco. Pra mim eles tem mais pose de maus, do que são. Eu também sempre achei que eles se dariam super bem. HAHAHAHAHA Que bom que tá gostando, espero que continue assim! Beijos ;*
Anne Marie Le Clair: Outra leitora nova! Bem vinda! :D E que gosta de deixar reviews grandes, adorei *-*
Que bom que gostou da história, fico feliz! Eu também adoro a casa dos Weasleys, pra mim eles são um exemplo de família. Ginny é a minha personagem favorita sem dúvida. Ela realmente foi pouco explorada. Eu também sempre achei que o namoro deles era muito certinho, muito previsível. Na verdade eu acho o Harry certinho demais. Também gosto muito mais dela com o Draco. *-*
Isso foi necessário pra ela crescer um pouco, deixar de ser a Pansy fútil que nós sempre achamos que ela é. Além de mostrar a força da amizade dos sonserinos.
Eu também amo a Di-Lua, pra mim ela é uma das personagens mais sensatas de todas, mesmo sendo a mais sonhadora e aluada. O Blaise já a observa a algum tempo... mas não vou falar muito se não vou contar a história hahahaha Bem a minha Luna aparentemente está muito sóbria porque nesses últimos capítulos eu anda me contendo mais a visão da Amanda e da Ginny, mas pode ficar tranquila que ela vai aparecer mais e em seu estado normal.
Que bom que gostou do capítulo, espero que goste desse também.
A Amanda é muito engenhosa, assim como o Draco e os sonserinos em geral. Ela tem tudo arquitetado, mas acho que nem tudo vai sair como ela espera. Vamos ver né?
Os Sonserinos e sua felicidade, vamos lá, eu realmente não acho que eles estão felizes. A visão construída no livro não abrange o lado deles da história. Nós tivemos a visão do Harry na verdade. Eles não tiveram uma personalidade propriamente descrita no livro, e sim uma personalidade vinda pelo Harry o que nos deixa livre para acharmos como eles são realmente. Eu, particularmente, sempre achei que eles tinham mais pose de maus do que eram realmente. Pra mim os sonserinos sustentam uma pose de superioridade, egocentrismo e frieza que entre as pessoas que amam eles não tem tanto. Eles querem ser temidos, respeitados e idolatrados por todos, mas entre os que amam são extremamente leais. Por isso eles são mais brincalhões e carinhosos entre si. Mas eu acho que você se concentrou muito nos abraços e risadas, eles estão armando tudo para o jogo e estão sendo maquiavélicos nisso. Eles continuam com o lado sonserino, estão sendo competitivos e fazendo coisas que machucam as pessoas para alcançarem seus objetivos. Então, não se preocupe, eles não vão ser bonzinhos. Só estou tentando quebrar um pouco dos tabus de a Luna ser totalmente aérea e alienada e dos sonserinos serem maus e sem coração. Adorei as suas reviews, sinta-se à vontade para falar o que quiser, estou sempre aqui. Obrigada pelas reviews e pelas considerações! Beijos ;*
Obrigada a todo mundo que está lendo e até o próximo capítulo,
Annie B. Malfoy
