Capitulo dois:
Michael Macbrancks
Horatio sabia que teria que chamar uma pessoa de volta para a equipe, mas não sabia se ele iria adorar aquela ideia, sendo que ele estava cuidando dos negócios de sua família longe de Miami, bem na cidade onde ele nasceu em Los Angeles. Jesse Cardoza tinha lhe dito anos atrás que ele tinha saído do ramo da policia, mas que ainda fazia trabalhos internos quando lhe era pagos. Se queria proteger Marisol teria que chama-lo de volta para equipe, teria que tentar a sorte. Sabia que teria que contar para Eric o que pretendia fazer. Pegou o celular e ligou para ele diretamente, precisava esclarecer umas coisas com Eric antes de tomar uma decisão sem ter conversado com Marisol ou Eric, afinal Eric era seu irmão de lei. Desde que Eric ajudou uma vez num assassinato sendo que Eric nem era da policia.
-Precisamos conversar Eric. –disse H no celular.
-Ok. Estou no estacionamento. O que esta acontecendo? –perguntou Eric sem entender.
-Algo que preciso fazer para proteger sua irmã, eu não sei se irá aprovar isso, mas preciso conversar com você pessoalmente e explicar. Te encontro ai. –respondeu H, se movendo para o estacionamento.
-OK. –respondeu Eric.
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Los Angeles
Jesse Cardoza estava trabalhando em seus papeis como normalmente fazia desde sempre. Desde que se mudou de Miami, nunca mais tinha ouvido falar dos amigos de lá, mas recebia as ligações como prometido deles. Mas ali perto da pessoa que mais amava, para ele era o paraíso, pois ali descobriu sua vida. Jesse trabalhava com Michael, mas o garoto tinha sumido por dias, sabia que ele estava retomando sua vida de detetive, mas ainda não entendia porque de uma hora para outra ele sempre fazia viagens estranhas para Miami, ninguém nunca conseguia uma resposta descente. Michael não compartilhava sua vida com ninguém, nem mesmo com sua esposa, só dedicava sua vida ao filho de dois anos e meio.
Foi naquele dia que Michael resolveu que ia se transferir para Miami, onde era suposto trabalhar na herança que sua família tinha lhe deixado, mas todos sabia que ele odiava aquela herança de família. Michael não se imaginava administrando a empresa de seu pai, imóveis? Não era bem a cara de Michael cuidar disso, mas desde que seu pai faleceu e sua mãe nunca soube administrar uma boa empresa sobrou para ele o filho único dos Macbranks. Estava feliz trabalhando como detetive, dessa vez tinha resolvido vender a empresa de seu pai para uma pessoa familiarizada com a empresa, o dinheiro recebido construiu uma casa em Miami, ali era seu porto seguro. Desde que Martha foi presa por ter matado seus pais, Michael nunca mais falou com ela ou sequer visitou ela na prisão tudo o que mais queria era viver sua vida em paz, sem ter ninguém perturbando sua paz de espirito.
Naquela noite Michael terminou de fazer suas malas e empacotar as coisas na carreta de seu carro, colocou as coisas do filho no porta-malas e o pequeno deitado na cadeirinha no banco de trás, o menino estava dormindo a sono pesado, ele poderia ir viajando tranquilo sem se preocupar com o pequeno Keith dormindo no banco de trás.
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-O que esta acontecendo H? –perguntou Eric assim que viu o amigo.
-Deve achar loucura, mas eu só quero proteger sua irmã ok. É um antigo colega meu, ele trabalhava aqui comigo, ele provavelmente tem a idade de sua irmã, mas ele começou desde cedo nesse ramo…
-Vai direto ao ponto H. –pediu Eric curioso.
-Ele é policial, Eric, bem melhor que eu, segundo alguns diria. –respondeu H.
-Não brinque H, ninguém é melhor que você. Sei que você quer o melhor para minha irmã, mas eu não conheço esse cara, quem é? –perguntou Eric curioso.
-Seu nome é Michael Macbranks. –respondeu H
-Já ouvi falar nesse nome antes, ele mora em L.A.? É aquele tira que prendeu um dos lideres da máfia chinesa e russa por lá não é? –perguntou atento no assunto.
-Ele prendeu bem mais que lideres de gangues e máfias. Confesso que ele chegou a me ensinar a manejar melhor a arma. –respondeu H nada orgulhoso de admitir aquilo.
-Nem pensar! –riu Eric.
-Acredite Eric, quando ligar para ele voltar, você não vai querer provoca-lo, ele usa quatro armas. –respondeu H pegando o telefone decidindo naquele momento ligar para o velho amigo.
-Ok, eu acredito em você H. Tudo certo com minha irmã? –perguntou com cuidado.
-Tudo certo. Estamos começando. –respondeu H.
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No outro lado de Miami, Antônio Riaz se movia, estava prestes a matar mais uma pessoa de sua longa lista, uma lista totalmente negra, sendo que a maioria das pessoas daquela lista lhe devia dinheiro. Ele daria um jeito em chegar em Marisol Delko o mais rápido possível, soube por um dos seus capangas que Horatio Caine se meteu no caminho. Ele odiava completamente Caine, se metendo em seus negócios sem ser convidado. Esperava que dessa vez fosse tudo limpo para acabar de vez com o Tenente.
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Três dias depois.
Michael tinha chegado a Miami, e estava arrumando sua casa quando recebeu uma ligação de alguém que não esperava há muito tempo, sabia que queria voltar a trabalhar com ele de novo. Ele era um bom homem afinal de contas. Atendeu e aguardou. No fim do dia resolveu o que era melhor para ele. Seu filho Keith ficaria aos cuidados de uma babá junto dos filhos de Alexx. Se arrumou para o trabalho um cinto de coldre com uma colt de nove milímetros, outro cinto colocado sem seus braços escondendo duas Glock uma de cada lado de suas costelas, a ultima arma que tinha a carregava escondida no cinto atrás do terno. Pegou o distintivo e prendeu junto a arma. Estava pronto para voltar ao trabalho.
Assim que chegou ao laboratório de Miami Dade, tudo que fez foi ir direto para a mesa de Horatio Caine que estava sentado assinando papeis. Seus olhos verdes destacavam na multidão, seu cabelo rebelde chamava muita atenção, não tinha parado em nenhum momento, foi só falar Horatio Caine que foi encaminhado para a sala do mesmo.
-Não sabia que você sabia escrever H! –disse Michael chamando a atenção do colega.
-Era suposto que eu teria que fazer algum dia não é mesmo Michael? –respondeu H, um pouquinho irritado.
-Não seja estraga prazeres. –disse Michael abraçando o velho amigo.
-Você continua sendo um rebelde ainda, porque veio todo arrumadinho? –perguntou H pedindo para o amigo tomar uma poltrona.
-Eu não sei, responde você. Esse sempre foi meu estilo, qual é problema agora? –perguntou sem entender.
-Não precisa vir de gravata colega. Aqui é um laboratório agora…
-Eu sei. Acho que preciso saber porque fui chamado aqui? –perguntou interrompendo o amigo.
-Quero que você proteja a irmã de um colega, ela é minha namorada. Claro que você também pode voltar a equipe. –respondeu H.
-O que aconteceu com sua namorada? –perguntou Michael interessado.
-Antônio Riaz esta atrás dela. –respondeu Eric que acabava de entrar.
-Antônio Riaz líder do Mala Noche? –perguntou Michael.
-É. –respondeu Eric.
-Eu sabia que tinha algo de errado desde o inicio, ok. Preciso ir. –respondeu Michael se levantando de sua poltrona.
-Vai proteger minha irmã? –perguntou Eric confuso.
-Não. Ela não precisa de proteção quando matar Antônio. –respondeu Michael.
-Ok, espere não pode sair matando as pessoas cara…
-Escute. Os lideres sempre tem algum problema comigo, matei todos eles. No passado matei um cara chamado Alexander Sharova, que dizia ser líder da máfia russa sendo que nem russo ele era, ele era do Novo México. Sempre tive problemas com os lideres da máfia, então se algum deles mexem com amigos meus, com certeza são meus inimigos também. –respondeu Michael.
-Alexander Sharova? –perguntou Eric meio abatido.
-O que foi? –perguntou Michael.
-Ele é meu pai biológico…
-Desculpe, mas terei que mata-lo também? –perguntou Michael interrompendo
-Espere Michael, o nome dele é Eric Delko, ele nunca se envolveu com a máfia. Não permitirei que mate meu irmão da lei. –respondeu H, segurando o braço de Michael.
-Desculpe. Então você namora Marisol Delko? –perguntou Michael.
-Sim, de onde conhece? –perguntou H confuso naquele momento, nem tinha falado o nome de Marisol.
-Alexander Sharova, ele tinha uma pequena agenda com vários nomes, principalmente com nomes da família inteira Delko. Eu matei ele antes de chegar em Miami, desculpe Eric, mas antes de mata-lo ele disse que mandou alguém para matar seus pais. –respondeu Michael.
-Nunca soube dessa ordem. –respondeu Eric abalado.
-Eu tenho essa confissão em meu escritório. Tem algo que ele disse também, ele sabia que sua mãe nunca registrou você como cidadão americano, algum dia você pode ser deportado. A primeira coisa que eu queria fazer quando chegasse em Miami fosse que eu procurasse você para lhe entregar um documento alegando cidadania americana, você nasceu em Cuba Eric. –disse Michael entregando um envelope que tirou do bolso interno do terno.
-Cuba? Sempre soube que tinha algo errado a meu respeito, minha mãe nunca me dizia nada…
-Acredite Eric, você não saberia nada a respeito dela, sua mãe quis te proteger de Alexander Sharova, ele matou muitas pessoas, principalmente seus filhos, você é o único que sobrou na linhagem dele, não deixe que a culpa de sua mãe lhe afete, você não merece isso ok. –interrompeu Michael voltando a se sentar na poltrona.
-Como sabe essas coisas? –perguntou H interessado no assunto.
-Trabalhei infiltrado nas organizações dele, juntei muitas papeladas, fotos, filmes a respeito de tudo o que ele aprontava nas ruas, acredite você não vai querer colocar o nome dele na certidão de nascimento. Seu pai Pavel Delko é melhor do que ele, acredite. E antes que você me pergunte, Pavel era amigo de meu pai, sempre confiei nele, nunca conseguiria chegar a tempo para salvar o único colega de meu pai. –respondeu Michael.
-Sinto muito. –respondeu Eric.
-Vai proteger Marisol? –perguntou H.
-Se mude para minha casa. –respondeu Michael olhando o movimento no corredor.
-Sua casa, porque? –perguntou Eric confuso.
-Eu construí antes de voltar para Miami. Depois que meu pai morreu eu recebi uma herança maluca, nunca quis seu dinheiro, então gastei uma fortuna construindo uma casa a prova de assalto armado, eu duvido muito que Antônio Riaz consiga passar por ela. –respondeu Michael franzindo o cenho quando viu um conhecido no corredor. –O que aquele babaca esta fazendo aqui? –perguntou para H.
-Rick Stetler sempre trabalhou aqui no A.I. –respondeu H.
-Não por muito tempo. –respondeu saindo da sala e seguindo Rick onde ele fosse.
H e Eric foram atrás saber o que estava acontecendo, H nunca tinha visto o amigo agindo daquele jeito, tudo bem que o colega tinha sumido por muito tempo, mas nunca tinha visto a raiva dele ser tão cruel a ponto de seguir Rick. Na rua viu como Michael dava um soco no estomago de Rick.
-Fique longe da mulher dos outros cara, ou você não saberá o que te atingiu. –disse Michael segurando o colarinho da roupa de Rick
-Michael não vale a pena. –disse H
-Fique de fora H, esse assunto é meu. –respondeu Michael olhando furioso para o amigo. -Eu sei que você visita minha mulher na prisão, não deixarei que você faça ela sair tão cedo, eu devia saber que você era só um babaca que sempre tentou tirar Tenente Horatio Caine da jogada, sei muita coisa a seu respeito Rick, melhor tomar cuidado da próxima vez que mexer com os amigos de H. Você esta no topo da minha lista. – disse Michael soltando o colarinho de Rick.
Rick perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Ele sabia quem era Michael, nunca tinha conhecido o garoto tão furioso a ponto de ameaça-lo. H arregalou os olhos com aquele pedaço de confissão a respeito de Rick, sempre soube que Rick não era uma boa pessoa. Eric fez que não para o homem, nunca tinha gostado dele quando se juntou a policia, sempre culpando H por ter conseguido o cargo que ele tanto almejava.
-Fique longe ou não respondo por mim na próxima vez. –disse Michael assim que Rick saiu correndo.
-Ow, o que esta havendo aqui H? Quem é esse cara? –perguntou Ryan que chegava com Calleigh.
-Michael Macbranks. Ele se juntará a equipe, ele é o novo supervisor de vocês. –respondeu H.
-Espere, você prendeu a maioria da máfia do país não foi? –perguntou Calleigh.
-Prender? Não. Eu matei todos eles. –respondeu e se afastou irritado.
-O que esta acontecendo com ele? –perguntou Eric sem entender a fúria do supervisor novo.
-Eu não sei, mas Rick realmente irritou ele. –respondeu H vendo como Michael atendia um telefone celular completamente irritado com quem quer que fosse do outro lado da linha.
-Ele disse que não deixaria Rick tirar a esposa dele da prisão tão cedo, o que exatamente ele queria dizer com isso? –perguntou Ryan olhando o homem confuso.
-Eu não sei. –respondeu H.
Michael estava completamente irritado, olhou os amigos que estava conversando com H, sempre soube que com ele poderia confiar, mas naquele momento precisava um pouco de paz, mas antes contaria o que estava acontecendo para o amigo. Voltou a se aproximar da equipe.
-Vocês devem estar se perguntando a respeito do que eu disse para Rick. A verdade é que minha ex-esposa matou seus próprios pais para receber sua herança, nunca soube que ela era interesseira, quando provei que ela era uma assassina de sangue frio, mandei ela para prisão, ela recebeu prisão perpetua. Então meses atrás recebi uma ligação de um amigo que trabalha na prisão, ele me disse que Rick Stetler tem visitado ela. Martha e Rick devem ter algo em comum. Sabia H que o canalha engravidou minha ex na prisão? Matarei o canalha na primeira besteira que ele fizer. –disse.
-Nossa. Já pesquisou sobre o passado deles? –perguntou Calleigh.
-Calleigh Duquesne, não se preocupe que eu pesquisei sim, são primos distantes. –respondeu Michael voltando a pegar o celular que tocava, viu a mensagem e soube que algo aconteceu no centro. –Melhor irmos para o centro.
-O que aconteceu? –perguntou Ryan sem entender.
-Antônio Riaz. –respondeu Michael se dirigindo para o estacionamento, H e os outros seguiram.
Michael entrou em seu próprio carro. H pegou o carro do laboratório assim como os outros. As sirenes foram ligadas no caminho. Michael ia mais rápido que os colegas. H riu sozinho em seu carro, sempre soube que Michael era doido dirigindo um carro. Michael pegou um atalho chegando a frente de um tiroteio. Saiu do carro rapidamente, mirou num dos homens que atirava contra os carros de policia que estavam no local, acertou um deles bem no coração. O outro acertou no joelho e foi atrás dele antes que ele começasse a atirar novamente.
Horatio chegava com o restante da equipe, não tinha gostado do que acabava de ver, a rua estava completamente um caos. Michael estava em pé olhando o bandido de cima, quando H apareceu.
-Conseguiu algo dele? –perguntou interessado.
-Nada, além de que, não sei muito de russo ou francês. –respondeu Michael ainda com a arma mirada na cabeça do homem.
-Bem deixe isso com Eric, ele sabe russo. –disse H fazendo um sinal para que Eric se aproximasse.
-Ok. –respondeu Michael se afastando, foi direto para o carro, tirou o terno e pegou o celular.
Nele tinha mil mensagens da babá de seu filho já não estava gostando do que estava acontecendo, leu a ultima mensagem e se irritou mais ainda, entrou no carro e arrancou do lugar antes que fizesse algo que se arrependesse. Horatio olhou para o carro do amigo se afastando, pegou seu celular e ligou para ele, precisava saber o que estava acontecendo para o amigo agir daquele jeito. Quando recebeu a resposta soube que o amigo precisava de um tempo sozinho para resolver aquele problema.
-Antônio vai matar todos vocês, não importa o que façam, ele caçara vocês. –disse o bandido.
-Cara precisamos deter Antônio antes que ele realmente faça a cidade virar totalmente um caos. –disse Eric um pouco abalado do que tinha ouvido do bandido.
-E vamos Eric. –respondeu H se afastando e pedindo para Frank prender o bandido ou mata-lo de vez.
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Michael chegou na sua casa completamente irritado, dispensou a garota que cuidava de seu filho, já que ela dizia que o menino era um menino muito rebelde que não respeitava ninguém. A única coisa que ele queria naquele momento era ter um pouco de paz, olhou seu filho que brincava no cercadinho, ele não era rebelde só tinha problemas para entender as pessoas, ele não culpava pelo filho que tinha, amava seu filho mesmo ele tenho problemas de coordenação motora. Para Michael o pequeno Keith era especial, não existia outro garoto igual. Afrouxou a gravata e foi pegar o filho no colo ficaria um pouco com ele. Levaria o menino para o laboratório por um momento, precisava resolver algo.
No caminho de volta para o laboratório, focou somente na rua, algo lhe dizia que algo grande estava prestes a acontecer com a cidade e não culpava nada a não ser Antônio Riaz, precisava tirar esse homem da rua antes que ele fizesse algo realmente perigoso para a cidade. Estacionou na sua vaga no laboratório, pegou o terno e vestiu, não daria o gostinho dos outros funcionários ver que era extremamente armado. Pegou o filho no banco de trás. Contaria a historia da vida de seu filho para o amigo, já não suportava ficar sozinho e ser acusado de negligencia ao filho que amava no mundo. Keith sorriu para o pai e deitou no ombro dele escondendo seu rostinho no pescoço do pai.
Horatio estava no laboratório vendo as outras evidencias que tinham sobre Antônio, ele queria acabar logo com o maldito que ameaçava a vida de sua namorada. Tinha aprendido a amar muito a mulher, queria a proteger com sua vida, mas naquele momento queria era acabar com a ameaça Mala Noche. Marisol estava com Alexx por perto, ela nunca sairia daquele lugar sem Horatio ou seu irmão, Marisol desconfiava de todos já que não conhecia as pessoas com quem estava começando a trabalhar, só confiava na equipe de seu irmão. Eric estava feliz por sua irmã estar por perto, não tiraria os olhos dela tão cedo, não deixaria que Antônio destruísse sua família assim.
Michael chegou ao andar do laboratório, foi direto para sua antiga sala. Pegou o telefone e bipou Horatio para comparecer a sua sala, precisava esclarecer as coisas o quanto antes, já não estava gostando de esconder as coisas de H, sabia que o amigo lhe ajudaria se fosse preciso.
-Aconteceu algo? –perguntou H entrando na sala.
-Acho que sim. Meu filho. Nenhuma babá quer cuidar dele. –respondeu Michael ele estava de costas para H.
-O que seu filho tem? –perguntou H sem entender.
-Meu filho só nasceu com dispraxia. –respondeu se virando para H, mostrando o pequeno deitando escondido em seu peito.
-Nossa, já procurou um medico? –perguntou preocupado.
-H, meu filho é normal, ele tem dificuldades em andar, o medico disse que devo treina-lo para isso, o problema é que eu trabalho a maior parte do meu dia e nenhuma babá quer perder tempo cuidando de um menino "inútil" como a maioria definiu ele. Eu odeio o fato de que ninguém respeita uma pessoa necessitada de carinho e compreensão. –respondeu e se sentou na cadeira, deixaria que seu filho dormisse melhor em seu colo.
-Nossa, mas o que essas garotas tem hein. O que posso fazer por você? –perguntou H estava seriamente preocupado com o futuro daquele menino.
-Eu não sei se poderei continuar nesse ramo H, esse é o problema. Quando Keith nasceu eu soube que Martha fez algo com ele antes dele nascer, disso eu não tenho duvidas. Eu a culpo por toda a maldade que fez com ele, antes de ser presa. Eu queria no passado, não ter caído nas teias dela. –respondeu Michael olhando como seu filho se encolhia em seu colo.
-Quantas babas você lidou? –perguntou H interessado no assunto.
-Você não acreditaria H. Já passa de 700 garotas, algumas delas me negligenciou para assistência social. Tive que explicar para minha advogada que o menino nasceu com dispraxia e que essas garotas são inúteis para cuidar de um necessitado. –respondeu Michael ficando um tanto bravo, mas se controlou, não daria motivos para seu filho ficar com medo dele.
-Vamos resolver isso, acho que Marisol pode cuidar dele…
-Não H, preciso realmente de um tempo com meu filho. Pensei que aqui em Miami tivesse babas melhores que Los Angeles, mas acho que me enganei. –interrompeu Michael voltando a se levantar.
-Não seja estupido, esqueceu que somos amigos e contamos um com outro. –disse H se aproximando pegando o pequeno menino do colo do amigo para ver melhor.
-Obrigado. Sabia que podia contar com você, mas não posso deixar que Marisol cuide dele. Não é por causa da doença dela, é só que preciso de um tempo com Keith, provar a ele que ele é a minha vida. –respondeu Michael vendo como o amigo tratava seu filho, ele era diferente de outras pessoas com quem já tinha cruzado no caminho.
-Seu filho é um presente eu sei. E sei que ele sabe que você o ama. Estarei por perto se precisar de ajuda, ok? –perguntou H.
-Eu sei. Acho que devia ser padrinho dele. –disse Michael
-Esta falando sério? –perguntou Horatio feliz com que o amigo estava bem afinal de contas.
-Horatio, meu filho cresceu somente comigo, ele não conhece ninguém de fora a não ser minha mãe, mas como ela é uma desastrada não a quero perto do meu filho, uma vez ela disse que Keith nem devia ter nascido, que só traria desgraças para mim, mas eu não concordo, meu filho é o melhor presente que já recebi na minha vida, Keith é um menino que me ensinou a ter mais cuidado com a minha profissão a amar a lei, caçar bandidos nunca foi um sonho para mim, é mais a realidade dos fatos da vida H. Eu sei que um dia no futuro isso tudo acabará para mim, mas esse dia não importa o importante para mim nesse momento é cuidar de meu filho, ensinar as coisas boas da vida, o que ele pode conseguir lá fora um dia em seu futuro, eu sei que meu filho é capaz de coisas grandes, eu confio na capacidade de meu filho, mesmo ele tendo dispraxia, aqui em meu coração ele é uma pessoa que tem tudo para ser feliz e bem sucedido no futuro. –respondeu Michael.
-Eu sei que você chega lá. –disse H, o pequeno menino em seu colo era um menino muito lindo e precisado de carinho. Sabia que queria ajudar o amigo.
-Estou feliz que você ainda continua sendo meu amigo. Eu realmente adorei ter começado cedo nesse ramo. Pena que meus pais nunca quiseram que eu fosse policial. Eu daria tudo o que fosse para que eles tivessem um pouco de orgulho em mim, mas o meu negocio nunca foi números, meu pai sabia que eu odiava números e mesmo assim ele deixou a empresa dele pra mim, sabe o que fiz? Vendi aquela espelunca. –respondeu Michael olhando a janela.
-H você precisa ver isso. –Eric chamou da porta.
Michael pegou o filho no colo e deixou que Horatio visse o que tinha descoberto no laboratório, esperava que fosse algo a respeito daquele idiota do líder dos Mala Noche. Novamente olhou a janela, daria um futuro bem melhor ao filho, acabaria com toda a máfia do mundo nem que fosse preciso. Naquele momento soube que ainda não poderia aceitar que Marisol fosse morar na casa protegida. Escreveu um recado com cuidado e deixou na mesa de H.
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Michael estava estacionando o carro na garagem de sua casa. O taurus era um carro muito grande, era difícil ele ser danificado. Pegou o filho no banco de trás e trancou o carro com o alarme, foi quando viu um garoto sentando no banco ao lado de sua porta, ficou alerta. Segurou o filho com cuidado, não queria machucar o filho.
-Quem é você? –perguntou Michael com uma das mãos nas costas.
-Meu nome é Sean Tran. Moro umas quadras abaixo, soube que esta procurando alguém para cuidar de seu filho, eu não gostei do que minha irmã disse a respeito dele. –respondeu o garoto.
-E quantos anos você tem? –perguntou Michael abrindo a porta da casa, ele conhecia a irmã de Sean, ela foi a primeira garota que quis trabalhar para ele.
-Tenho dezesseis anos…
-Tem certeza de que quer fazer isso? Não quero atrapalhar seus estudos. –interrompeu Michael cansado daquilo, só queria o melhor para seu filho.
-Eu tenho um amigo na escola que tem dispraxia. Eu não sou como essas garotas que só querem trabalhar de baba para dar em cima dos pais. –respondeu Sean.
-Porque quer fazer isso? –perguntou Michael interessado na resposta do garoto.
-Porque não é justo as garotas dizerem que você é um pai fracassado que tem que lidar com tudo, sendo que você é um policial bem sucedido no mundo, eu não gostei do que minha irmã disse a seu respeito lá em casa, eu conheço dispraxia, eu cresci com meu amigo desde que ele tinha seis anos. E eu sei que você tem seu trabalho, eu sei que você gosta dele. –respondeu o garoto um pouco chateado.
-Obrigado, mas mesmo assim não posso deixar que interrompa seus estudos pra cuidar de meu filho…
-É melhor cuidar dele do que ficar em casa ouvindo os resmungos de minha irmã, ela disse que você é gay. –interrompeu Sean, mas o garoto tapou a boca assustado.
Michael olhou Sean nada contente de ser chamado de gay, mas não ligou muito, sendo que já nem namorava mais. Não ligava para o que os outros diziam, mas no passado tinha tido diversos namoros entre os dois lados. Sean estava realmente assustado e com medo de magoar os sentimentos do policial, ele era tão bonito.
-Desculpa, não era a minha intenção chamar você de gay…
-Ok, eu sou bissexual, não ligo. –respondeu Michael interrompendo as desculpas do garoto.
-Desculpa. –disse o garoto envergonhado.
-Ok. Deixarei você tentar, mas na primeira besteira, eu não sei, mas te ponho na rua…
Sean tinha se aproximado de Michael com cuidado, não soube porque, mas deixou um pequeno beijo nos lábios do policial. Com medo se afastou antes que algo ruim acontecesse, ele nunca tinha admitido para os pais que era gay, Sean sempre quis trabalhar com crianças, seu sonho antigamente era ser advogado, mas quando conheceu seu melhor amigo resolveu que era melhor ajudar as crianças do que defender bandidos ruins. Michael olhou o rosto de Sean, percebia que o menino estava assustado com o futuro, com o que ele faria. Deu um suspiro.
-Porque fez isso? –perguntou Michael olhando atento ao menino.
-Acho que me apaixonei, eu não sei, só sei que precisava fazer. –respondeu o menino querendo chorar.
Michael franziu o cenho com a voz do menino.
-Ok, olha não faça mais isso sem ter certeza do que quer ok? –pediu Michael com cuidado, ele não era pedófilio, mas conhecia as coisas. Eles só tinha dez anos de diferença.
-Tudo bem. Me dará uma chance se eu tiver certeza? –perguntou o garoto.
-Sim, mas quero que saiba que eu sou um homem muito ocupado, mas quero ter a chance de ter um pouco de tempo com meu filho. –respondeu Michael
-Eu sei, você tem bandidos maus pra prender, manterei minha promessa de que protegerei seu filho. Qual é o nome dele, minha irmã não se deu o trabalho de me dizer. –perguntou Sean pegando o menino no colo com cuidado.
-Keith. –respondeu Michael pegando o celular do bolso. –preciso atender isso, converse com Keith um pouco, quero ver como você lida com isso. Ok? –perguntou
-Tudo bem. –respondeu
Michael atendeu o telefone, ficou atento nas noticias que Horatio lhe passava e respondia. Viu como Sean conversava com o menino, seu filho tinha gostado do garoto, se comunicava mais, nunca tinha visto Keith agindo daquele jeito com as outras babas e estava feliz em ver que Sean fazia seu filho rir, sabia que podia conseguir que seu filho se comunicasse mais, desligou o celular, pediria desculpas a Horatio no trabalho amanha, mas naquele momento queria ver seu filho feliz. Sabia que poderia contar com Sean para o resto da vida se ele desejasse realmente seguir em frente.
Mais um capitulo escrito, no próximo capitulo teremos mais H/Marisol… vamo bora!
Vamos para os reviews...
Ate breve!
