Capitulo três:
O plano
Michael estava feliz que Keith e Sean se davam bem, já tinha se passado três semanas desde daquele dia em que conheceu Sean, o garoto tinha enfim se formado na escola, tinha decidido por um curso de pediatria, apesar do menino odiar completamente a química, ele estudaria tão duro para poder cuidar melhor do filho de Michael, amava Michael e faria de tudo para que o homem fosse feliz.
Naquela manha Michael tinha decidido falar com Horatio, para que ele se casasse o quanto antes com Marisol. Eric ainda não queria que Marisol se casasse tão cedo assim, queria que sua irmã conhecesse mais a respeito de seu chefe. Michael chegou no laboratório sério, pediu que Horatio lhe acompanhasse em sua sala particular.
-Acho que devia se casar com Marisol. –disse Michael.
-Tão cedo? –perguntou Horatio confuso.
-Colega, com essa noticia Antônio pode aparecer, ficarei ao seu lado o tempo todo…
-Horatio, podemos conversar? –perguntou Marisol na porta.
-Conversamos depois H. –disse Michael saindo da sala, deixaria que o amigo decidisse o que ia fazer.
-Atrapalhei algo? –perguntou Marisol, olhando como Michael conversava com Ryan a respeito das evidencias achadas.
-Não, nada, então? –perguntou Horatio se sentando no sofá longe da janela, Marisol se sentou ao lado do namorado.
-Tudo o que você disse quando começamos, também inclui casamento? –perguntou Marisol olhando os olhos azuis de Horatio.
-Claro que sim, não me apaixonei para deixar você de lado Mari, me apaixonei porque eu sei que você é minha vida. –respondeu Horatio abraçando a amada.
-Eric disse que eu devia conhecer mais você antes de darmos o próximo passo. –disse Marisol nada contente com aquilo.
Horatio riu, só Eric para ser assim com sua irmã mais nova.
-Sabe o que, eu nasci no dia sete de abril de 1960. Não tive a melhor infância, meu pai matou minha mãe. Eu matei meu pai pra salvar minha mãe, mas já era tarde. Entrei na academia de policia em 1990. Fui casado uma vez Mari, Monica nunca respeitou o meu trabalho. –contou Horatio, nunca tinha contado sobre sua vida para ninguém.
-Sua infância foi muito turbulenta então. Sabe Horatio, tenho a sensação de que conheço aquele homem que estava aqui. Quem era ele? –perguntou Marisol vendo como o homem que tinha estado com Horatio olhava as evidencias que Ryan mostrava.
-O nome dele é Michael Macbranks…
-Filho de Henry Macbranks? –perguntou interrompendo Horatio.
-Sim. Só um minuto. –respondeu Horatio indo para a porta, chamou Michael.
Michael soube que Marisol queria conhecer ele, mas pela cara dela, soube que ela tinha se lembrado de algo do passado, nunca pensou que um dia isso ia acontecer de uma hora para outra. Eric tinha visto o rosto de sua irmã e ficou assustado de que algo poderia ter acontecido com ela. Viu como Michael entrava na sala de Horatio.
-Sabia que era você. –disse Marisol feliz.
-Eu nunca pensei que você fosse me reconhecer Mari. –respondeu Michael abraçando a garota.
-O que esta acontecendo aqui? –perguntou Horatio não entendendo.
-Faz muitos anos Pavel e meu pai nos levaram para o hospital, ambos descobriram que somos combatíveis. Mari pequena foi eu que te salvei da leucemia aguda que você tinha aos oito anos. Foi naquela época que nossos pais se tornaram amigos. Eu prometi naquela época que te protegeria sempre, mas minha mãe foi contra, eu nunca pensei que ela fosse ser preconceituosa contra as pessoas que nasceram em país baixos. Os médicos disseram que eu era um ótimo doador, mas desde que minha mãe soube que te salvei naquela noite, ela proibiu meu pai de me levar para o hospital. –respondeu Michael.
-Então é você o cara que meu pai sempre vivia dizendo, ele dizia que você era o herói de minha irmã. –disse Eric entrando na sala também.
-Herói nunca fui, mas sou de Mari. Desde que fiz dezoito anos e comecei a percorrer minha vida, sempre estava procurando por Marisol, eu não deixaria que a pequena Mari sofresse mais do que já tinha sofrido na vida. Marisol sempre foi uma irmã que nunca tive. Sempre considerarei isso. –respondeu.
Marisol abraçou Michael de novo, sentia falta daquele garoto que tinha salvado sua vida no passado, mas estava feliz em ver que o garoto era amigo de seu futuro marido, pois sabia que queria se casar com Horatio, nem que tenha que brigar com seu irmão, ela só queria ser feliz. Eric sorriu ao ver sua irmã feliz, pelo menos ela tinha recuperado um dos amigos do passado, e pensar que era Michael o doador combatível com sua irmã.
-Hein Michael, já fez o teste de DNA em vocês dois? –perguntou Eric do nada.
-E porque faria tal coisa? –perguntou Michael não entendendo aquilo.
-Sei lá, vocês são combatíveis em tudo, penso que tem algo errado nessa historia toda, eu não sei, algo me diz que o DNA pode responder essa pergunta. –respondeu Eric.
Michael piscou confuso, sabia que Eric tinha razão naquilo, ele tinha medo de descobrir a resposta daquilo. Marisol puxou um fio de seu cabelo com cuidado e entregou para seu irmão, Michael olhou e soube que Marisol estava querendo saber a resposta também, arrancou um fio e entregou. Eric foi para o laboratório fazer o teste, Horatio foi atrás assim como Marisol, Michael ficou para trás olhando as coisas sem entender, realmente acreditava que tudo o que estava acontecendo naquele momento era estranho. Foi atrás queria as respostas, algo naquilo tudo lhe dizia que sua vida foi uma verdadeira mentira.
-Quero que faça um teste de DNA com o seu cabelo também Eric. –disse Michael entrando no laboratório de DNA.
-Ok. –disse Maxine a garota dos DNA.
-Porque isso? –perguntou Horatio confuso.
-Eu não sei H, algo não cheira bem na minha vida, minha mãe pode ser doida e preconceituosa, mas desde o inicio, desde que fui o doador de Mari, sempre soube que tinha algo errado nessa historia toda. H meu pai queria que eu tivesse irmãos, mas minha mãe nunca mais engravidou. Uma vez vi ela na piscina de casa, eu não vi estria nenhuma no corpo dela. –respondeu e começou a andar em círculos estava irritado.
-Você tem razão em algo, vocês três são combatíveis, são irmãos de sangue. –disse Maxine lendo o papel do resultado.
-Eu não acredito que ela foi capaz de algo tão baixo! –resmungou Michael completamente irritado.
-O que vai fazer agora? –perguntou Eric curioso.
-Se meu pai ainda estivesse vivo, eu faria ele obrigar que Celine dissesse o que fez. Eu sei que ela trabalhava num hospital antigamente…
-Minha mãe disse que o irmão gêmeo de Mari tinha morrido no parto. –interrompeu Eric se lembrando de algo que sua mãe tinha contado.
-Esse sou eu. Nasci em maio de 1978. –disse Michael.
-Dia doze. –completou Marisol abraçando Michael de novo.
-Meu Deus, o que aquela mulher estava pensando sequestrando uma criança de sua família? –perguntou Horatio.
-Nem me pergunte H, tenho raiva daquela mulher desde que conheço por gente, ela sempre foi contra tudo o que eu fazia na minha vida. Sempre repudiou meu filho, meus namoros, minha vida toda. –respondeu Michael saindo da sala correndo.
-Nossa o que deu nele? –perguntou Eric olhando como ele ignorava o elevador e ia pelas escadas.
-Acho melhor irmos atrás dele, não sei do que ele será capaz. –respondeu Horatio indo atrás do amigo, Eric acompanhou, Mari pegou o elevador para o necrotério.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-
Michael tinha corrido para o estacionamento do laboratório, não estava feliz com as descobertas que tinha feito, ele era um Delko, tinha irmãos, ele nunca perdoaria Celine por ter feito algo como aquilo em sua vida, ser separado de seus verdadeiros pais por uma mulher doida. Com Henry era diferente ele sabia que o homem pela qual chamou de pai durante anos era completamente diferente, parando para pensar acreditava que Henry sabia a verdade o tempo todo, afinal não era nada parecido com ele, o que mudava na sua aparência toda era só os olhos. Michael não sabia se valia a pena ir para Los Angeles confrontar Celine, naquele momento não estava com cabeça para nada. Atendeu o celular ao ver que era o garoto que cuidava de seu filho.
-Alô. –respondeu Michael.
-Estou no departamento de policia de Miami Dade…
-O que aconteceu? –perguntou Michael indo direto para o laboratório.
Horatio conseguiu ver o amigo voltando para o laboratório, estava com um semblante assustado foi atrás. Michael viu Frank conversando com Sean, viu que o garoto estava com seu filho no colo, interrompeu a sala de interrogatório.
-O que aconteceu Sean? –perguntou Michael baixo.
-Eu estava no mercado fazendo as compras quando um estranho de mascara assaltou, estava assustado demais para ficar por perto, me escondi no estoque, esse ai acha que sou parte da gangue do ladrão. –respondeu Sean com cuidado.
-Frank ele cuida do meu filho. –disse Michael pegando o filho no colo, já que o menino agitava as mãozinhas.
-Desculpe não sabia que tinha filho. –respondeu Frank confuso.
-Esta tudo bem Frank, assumo daqui. –disse Horatio que estava na porta com Eric.
-Nunca confiei na policia. –respondeu Sean nada contente de estar naquele lugar.
-Mas você trabalha pra um. –resmungou Michael rindo.
Sean fez beicinho não acreditando que Michael lhe disse aquilo, mas estava feliz. Um mês trabalhando e cuidando de Keith o pequeno já tinha feito um progresso enorme com sua doença.
-Aconteceu algo com Keith? –perguntou Horatio vendo como o menino se agitava todo no colo do pai.
-Oh sim, ele fez um progresso enorme, o medico disse que quanto mais ele agita suas pernas e braços, seu cérebro melhora, eu espero que ele melhore logo. –respondeu Michael feliz.
-O que o menino tem? –perguntou Eric sem entender.
-Eric, meu filho tem dispraxia, é uma doença que impede que tenha desenvolvimentos do corpo. Sean aqui sempre esteve com meu filho, ensinou muitas coisas a ele que Keith o adora, é capaz de querer me trocar por ele. –respondeu Michael sorrindo.
-Para sua informação nunca tiraria seu filho de você. –resmungou Sean batendo no braço de Michael.
-Eu sei. Mas então o que estava fazendo no mercado? –perguntou Michael.
-Estava comprando umas coisas que eu precisava para minha experiência de química, eu não quero tirar zero nessa matéria se quero ser pediatra. –respondeu o menino envergonhado.
-OK, só me dê a lista que eu compro ok? –disse Michael.
-OK. –respondeu Sean.
Michael saiu com Sean, cuidaria do menino em sua casa. Michael ainda não estava preparado para revelar que namorava o garoto, Sean também não contava para ninguém, estava feliz do jeito que estava. Sean entrou no carro no banco de trás para ficar com Keith que estava feliz de ver o pai mesmo em seu horário de trabalho. No caminho passou no mercado com Sean que comprava as coisas da lista dele, não entendia que experiência de química era aquela, mas respeitaria o garoto afinal de contas odiava completamente a química, mas naqueles dias com Sean tinha aprendido um pouco, sendo que o garoto estava estudando para valer química e física, para ter um desempenho no futuro e queria que o garoto fosse feliz na profissão dele. Pois sabia que Sean não ia ser para sempre baba. Keith que estava em seu colo tinha ficado quieto, percebeu que o pequeno estava com sono.
Sean sorriu olhando como Keith deitava no ombro do pai e dormia. Pagou pelas compras e foram embora o garoto queria terminar suas experiências o quanto antes, para poder ter tempo com o menino, adorava ensinar o pequeno a se desenvolver. Michael sabia que o garoto estava feliz, até tinha se mudado para a casa dele, o menino já era de maior afinal de contas. Em sua casa não tinha como os bandidos, assassinos se infiltrarem, estava feliz que podia ter uma relação com o garoto sem que acusasse ele de algo que não era. Michael esperaria que Sean completasse seus dezoito anos para revelar ao mundo que estavam juntos.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-
Eric e Horatio voltaram para o laboratório continuar com as investigações. Eric estava feliz pelas descobertas que tinha feito sobre sua família. Agora que sabia qual era o nome da mãe de Michael, queria saber o que ela fazia em seu passado, pediu ajuda para Dave pesquisar sobre o passado todo de Celine Macbranks, queria saber quem era aquela mulher, o que ela tinha feito no passado. Horatio deixou que Eric descobrisse isso, pois sabia que Michael quereria saber o que tinha acontecido no passado, enquanto isso ele ainda precisava resolver as coisas com Marisol, a amava mais que tudo na vida.
Ryan entregou as provas que tinha sobre o homem que pediu para assaltar o banco do centro, pediu para que Frank o trouxesse para um depoimento. Não deixaria que o homem escapasse impune do que tinha feito, pedindo para dois membros do Mala Noche assaltar um banco. Eric tinha descoberto muito sobre aquele homem que pediu para assaltar o banco. Armando Salazar, sabia que ele queria ser líder do Mala Noche, mas Horatio sabia que não teria como ele ser o líder sendo que Antônio ainda estava vivo. Horatio faria que Armando ficasse preso pro resto de sua vida. Já que tinham descoberto que ele tinha tirado a vida de muitos inocentes. Já foi preso por porte de drogas. Estaria feliz tirando um membro do Mala Noche das ruas.
Calleigh tinha descoberto muitas coisas a respeito das armas KV russas, elas estavam sendo contrabandeadas para o país debaixo dos narizes dos federais. Muitas delas já circulavam pelas ruas e ninguém estava afim de ser atingindo por elas, sendo que a maioria delas faziam um estrago enorme. Não deixando a pessoa respirar mesmo que acertasse uma parte ínfima do corpo, na canela, no ombro direito, mesmo sem acertar uma artéria da veia, já estava morto. Horatio queria capturar o assassino dos Mala Noche, pois ele merecia um beijo por livrar o mundo do caos que era a máfia Mala Noche.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-
Naquela noite Horatio levou Marisol e Eric para sua casa, pois Michael ainda não tinha aceitado a proteger Marisol, sabia que o amigo estava escondendo alguma coisa, mas deixaria que ele fizesse o que tinha que fazer, pois respeitava as decisões do amigo. Viu como Eric tirava uma pasta de sua bolsa, sabia que ele tinha juntado muitas coisas a respeito de Celine, queria ver aqueles papeis. Marisol se ocupou com a cozinha para fazer o jantar preferido de seus amores. Os três ficaram na cozinha, Eric conhecia sua irmã e não esconderia nada da pequena, queria que ela soubesse tudo a respeito de Celine.
-Essa mulher é uma ladra! Fico me perguntando o que Henry viu nela. –disse Eric ao ler um papel.
-Acho que o mesmo que muitos idiotas por ai. –respondeu Marisol nada feliz de ouvir aquilo.
-Eu acho que não Mari, eu vi outra coisa. –disse Horatio piscando um olho para Marisol.
-Horatio! –resmungou Eric, ele não queria ouvir aquelas coisas.
-Desculpe ok. Uma ladra certo. Eu não creio, o que ela fez é sequestro…
-Não Horatio, ela roubou muitas pessoas, foi assim que conheceu Henry, dei uma oportunidade para Henry também, Henry veio de uma família muito rica, seus pais queria que ele fosse feliz com uma mulher rica. Celine era uma plebeia quando conheceu Henry, ela não tinha dinheiro algum em sua conta. Ela começou a roubar desde que tinha treze anos. –respondeu a pergunta muda de Horatio.
-Hum. Ai diz se ela já trabalhou em algum hospital? –perguntou Marisol interessada na conversa.
-Sim ela fazia parte da equipe do Hospital Memorial Miami Dade, ficou por uns meses. –respondeu Eric vendo o papel do registro dela.
-Quantos meses exatamente? –perguntou Marisol.
-Nove meses, oh merda, aposto que ela disse para Henry que estava gravida e ficou no hospital fingindo que tinha algo errado com seu "filho" e pediu que Henry ficasse focado em seu trabalho. Se mamãe estivesse viva, queria que ela pudesse reconhecer Celine. –respondeu Eric ficando irritado com aquilo tudo.
-Bom pelo menos descobrimos a verdade a respeito dela, podemos pedir que a policia de Los Angeles prenda a mulher por ter sequestrado seu irmão. –disse Horatio pensativo.
-Ela merece perpetua. –resmungou Eric voltando aos papeis, mas se deparou com algo muito macabro. –Oh meu Deus!
-O que foi? –perguntou Horatio assustado com a voz do amigo.
-Ela fazia parte do Mala Noche, my good, prima de Antônio Riaz, acho que era por isso que ela odiava completamente Michael. A gangue Mala Noche estava sempre de olho na família Delko desde da Rússia. –respondeu Eric entregando o papel para H.
Horatio pegou o papel e leu, estava completamente chocado com aquela verdade, a historia do Mala Noche era tão estranha, foi criada a partir da família de Antônio desde dos tempos antigos, desde 1898 era a maior gangue que se tinha conhecimento, era estranho ver uma gangue antiga agindo ate os tempos atuais. Horatio pegou o celular e ligou para Michael.
-Michael, há algo que você precisa saber... –disse Horatio para Michael.
-E o que seria isso Horatio? –perguntou Michael.
-Celine, desculpe, Eric pesquisou a respeito dela, descobrimos que ela faz parte do Mala Noche…
-Eu sempre soube que tinha algo errado nessa historia toda, mas não sabia que era tanto H, esta na hora de você se casar com Marisol e se mudar pra cá. Eric pode ser meu irmão mais velho, mas eu me preocupo mais com Mari do que ele, acho que é a ligação de gêmeos eu não sei. Eu tenho um plano H. –respondeu Michael fazendo umas anotações em sua mesa em seu escritório particular.
-Eu sei que você se preocupa com ela, mas devia se preocupar com você agora. Celine pode querer lhe fazer mal. –disse Horatio.
-Aquela mulher não mata nenhuma mosca, porque teria que me proteger dela? E outra Horatio ela que se cuide se mexer comigo. –respondeu Michael irritado.
-Não precisa ficar irritado comigo, eu vou fazer o que me pede, mas tem certeza do que esta dizendo? –perguntou H com cuidado.
-Estou certo de tudo o que digo. Celine é o menor dos meus problemas. –respondeu.
-Ok. Estou certo que Mari vai gostar da surpresa. –disse Horatio vendo como a mulher que amava se arrepiava picando as folhagens para uma salada.
-Que surpresa? –perguntou Eric olhando para os dois.
Horatio desligou o telefone assim que terminou sua conversa com Michael. Estava feliz em ver que Michael era realmente carinhoso com Mari, descobrir que eram irmãos lhe acalmava, ser cunhado de um homem como Michael era a melhor coisa do mundo, pois conhecia Michael desde que ele tinha doze anos, quando resolveu treinar tiro ao alvo na policia. Foi em 1990 que conheceu o pequeno demônio que era Michael, parecia que ele tinha nascido com um gene de um grande atirador, desde então era sempre solicitado pela policia quando se tratava de caçar os mafiosos. Michael tinha ganhado a amizade de Horatio quando lhe salvou de algo perigoso.
-Eric, eu quero me casar com Mari. –disse H vendo que Eric ainda lhe olhava querendo saber do que se tratava tudo aquilo.
-Mas ainda é cedo! –resmungou Eric não acreditando naquilo tudo.
-Eric! –disse Marisol magoada com a resposta de Eric, não acreditava que seu irmão Eric era contra aquele casamento.
-OK conversarei com Michael a respeito disso. –disse H vendo como a amada abandonava a cozinha.
Eric desligou o fogão, sabia que tinha magoado os sentimentos da irmã, mas não deixaria que Michael resolvesse os problemas deles, sendo que não se conheciam há muito tempo, tinha somente descoberto que eram irmãos fazia menos de cinco horas. Sabia que queria a felicidade de sua irmã com Horatio, mas era muito cedo para se casarem. Horatio estava na sala com Marisol entre seus braços, não deixaria que ela ficasse triste com as decisões de Eric.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-
Michael estava em sua cozinha fazendo o jantar com Sean ao seu lado, o garoto tinha resolvido que queria aprender a mexer na cozinha também, se queria ser um bom namorado para o mais velho. Michael no fundo tinha rido um pouco do que Sean lhe dizia, tinha aprendido a amar o garoto. Sean tinha realmente dado um passo naquela relação, pois Michael era uma pessoa carinhosa, sempre preocupado com as pessoas ao redor.
-Mike quem era aquele ruivo? –perguntou Sean curioso a respeito daquele ruivo.
-Vai ser meu cunhado se ele casar com minha irmã, o nome dele é Horatio Caine, você pode contar com ele para o que for ok? –respondeu desligando o fogo do fogão, fez seu prato.
-Hum e aquele outro cara Eric? –perguntou fazendo seu prato para ir se sentar em frente a Michael na mesa e ouvir a historia dele.
-Meu irmão mais velho. Não sei se poderá contar com ele, sendo que ele nem quer deixar minha irmã gêmea ser feliz com Horatio. –respondeu comendo sua comida e dividindo com seu filho, que naquele momento estava aprendendo a comer comida de verdade ao invés de papinhas.
-Hum, tenho certeza de que um dia ele vai deixar sua irmã ser feliz…
-Sean pequeno, Marisol merece ser feliz a maneira dela, Eric não devia agir daquele jeito. Somos todos policiais. –respondeu um pouquinho bravo.
Sean entendeu, naquele momento não queria deixar Michael bravo tinha medo dele naqueles momentos. Michael percebeu que Sean estava tremendo em sua frente.
-Desculpe não queria assustar você com a minha braveza, eu só quero que minha irmã seja feliz. Sean eu só descobri que eles são meus irmãos hoje, acho que é por isso que Eric age daquele jeito, pois conhece Marisol melhor do que eu. –respondeu neutro seu filho não quis comer muito, assim que terminou de comer o resto da comida do prato resolveu que era melhor colocar o pequeno em seu berço.
Sean lavou a louça, no dia seguinte teria que levantar cedo para entregar o trabalho de química, tinha terminado com Michael lhe ajudando na maior parte, sendo que o policial era inteligente e sabia de certas bases de química, mas Sean sabia que Michael odiava e só mexia com ela em seu trabalho e mais nada. Agora que morava com ele, pois seus pais não aceitava que ele trabalhasse de babá, mas Sean gostava de cuidar de Keith, nunca mais tinha tido noticias de seus pais, sendo que eles não ligavam muito para ele.
Michael estava preocupado em perder o garoto, sabia que teria que conversar mais com o menino. Colocou Keith no berço e deixou que o filho dormisse. Encontrou Sean indo para o quarto dele, pois tinha dado um quarto para o menino, não queria ser acusado de abuso sexual a relação deles nem tinha evoluído tanto.
-Sean esta tudo bem com você? –perguntou Michael entrando no quarto do garoto.
-Sim estou bem. –respondeu.
-Desculpe se fiquei bravo. Aconteceu tantas coisas hoje que nem se como aguento. –disse Michael se sentando ao lado do garoto.
Sean se aproximou e beijou o mais velho, queria que o outro ficasse bem, não gostava de verdade ver como o outro ficava bravo com tudo, era como se ele fosse quebrar tudo que via a volta. Michael beijou o garoto de volta, mas não aprofundou o beijo sendo que não queria dar aquele passo ainda.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\-
Na manha seguinte Horatio, Eric e Marisol chegaram no laboratório para mais um dia de trabalho. Michael acabava de chegar pelas escadas.
-Escadas? –perguntou Eric olhando como Michael sempre estava de terno e gravata, naquele dia ele parecia diferente.
-E daí? Eu mantenho a minha forma! –resmungou indo para sua sala resolver umas coisas.
Horatio queria saber o que estava acontecendo com Michael naquele momento, foi atrás dele, tiraria a limpo o que acontecia. Michael viu que era seguido pelo amigo, sorriu era aquilo que queria, sabia que aquele era o momento para revelar certas coisas sobre sua vida para o ruivo.
-Antes que comece com algum sermão, quero que você saiba que eu apoio totalmente o seu romance com minha irmã. –disse tirando o terno e pendurando na cadeira.
-Eu sei, mas o que eu quero saber é outra coisa, o que você esconde? –perguntou H sentando na poltrona.
-Eu namoro um garoto, esse é o problema de eu ser irritado o tempo todo. –respondeu ficando bravo.
-Não tenho preconceitos, se acalme! –respondeu H na defensiva.
-Eu estou bem, o problema H é que nem todos aceitaram isso. Celine foi uma delas. Ainda não consigo acreditar que ela realmente foi capaz de algo tão baixo, sequestrar uma criança e fingir que é seu filho. –disse tirando suas armas e colocando na mesa, desmontou uma delas e começou a limpeza diária, assim como carregou o pente da arma.
-Muitas pessoas não sabem o que fazem quando se trata de ser feliz com a pessoa que ama. –respondeu H, vendo como Michael limpava suas armas e colocava de volta em seu coltre.
-Já se decidiu? –perguntou Michael curioso.
-Claro que sim, Mari é a melhor coisa que me aconteceu. –respondeu sorrindo.
-Eric? –perguntou Michael curioso a respeito da resposta de Eric.
-Ele ainda acha que é cedo. –respondeu ficando sério de repente.
-H, nunca é cedo para se casar com a amada. Isso não é o menor dos problemas, o maior aqui é a minha felicidade, eu tenho que viver escondido o tempo todo, esconder meu namoro. Você conheceu o garoto e sabe do que eu estou falando. –respondeu nada contente de revelar as coisas daquele jeito. Terminou de limpar suas armas e colocou de volta as armas em seus estojos de seu cinto.
-Sean? Quantos anos ele tem? –perguntou Horatio assustado de que o amigo pudesse ser acusado de pedofilia.
-Acabou de completar dezoito anos, ainda nem demos aquele passo, só ficamos no beijo, não se preocupe que ele é que não quer dar o passo, ele sabe o que implicaria se ele fizesse isso sem antes ter certeza do que quer. –respondeu Michael se levantando, estava pronto.
-Não acha que devia tirar um pouco essa gravata, deixar ela para o final do dia? –perguntou H.
-Porque eu faria tal coisa? –respondeu olhando o rosto do amigo.
-Você esta parecendo um advogado todo arrumadinho assim…
-Tenho um encontro no fórum hoje H, esse é o problema, sempre é assim, aquele Stetler me acusou de algo. –interrompeu Michael irritado.
-O que ele fez agora? –perguntou não acreditando naquele Stetler.
-Faço a menor ideia, fui chamado para ser interrogado como testemunha, H não sei o que ele esta aprontando, mas acho que ele quer libertar alguém, se for Martha fique avisado de que matarei a vadia. –respondeu Michael começando a ficar irritado.
-Relaxe ok. Vamos vou com você ver isso. –disse Horatio indo na frente.
Michael estava irritado de verdade, não gostava que as pessoas se metessem em sua vida, ele já era grandinho para ter que ficar de braços cruzados enquanto os outros decidiam o que ele devia fazer na vida. Rick Stetler era a pior pessoa que ele já teve o azar de conhecer, Michael nunca gostou do homem. Eric viu Horatio sair com Michael, esperava que não fosse o que pensava que fosse, mas do elevador saiu três homens do FBI esperando por Michael. Um deles agarrou o braço de Michael.
-Não me toque se não quiser ter os dentes arrancados! –disse Michael irritado.
-Ei somos o FBI! –reclamou um deles.
-Eu sou o Michael Henry Macbranks! –rebatou Michael completamente irritado.
O homem loiro do FBI foi rude com Michael agarrando Michael pelo pescoço, nisso Michael desviou e deu um soco certeiro no nariz do agente. Outro agente do FBI foi para cima, com as mãos no bolso Michael deu um chute no estomago, fazendo assim o agente ficar dobrado no chão. O ultimo homem do FBI era quase um senhor que Michael reconheceu.
-Agente especial Robert Wynn, se der um passo vai apanhar também. –disse Michael olhando como os agentes abatidos gemiam de dor.
-Não precisava dessa violência toda! –reclamou Agente Wynn.
-Eu avisei, eu não gosto que me toquem! –respondeu e entrou no elevador com Horatio que estava com a boca aberta olhando assustado para o amigo, nunca tinha visto o colega daquele jeito.
Os funcionários do laboratório olharam como Michael tinha sido violento com os agentes. Eric principalmente não entendia o que Michael tinha contra todos, estava sempre irritado. Calleigh que passava pelo corredor tinha visto um homem guerreiro, batendo daquele jeito nos federais. Ryan estava chocado demais para acreditar que o amigo do chefe era tão forte a ponto de deixar os federais no chão gemendo de dor.
-\-\-\-\-\-\-\-\-
No caminho para o fórum Michael soube do que se tratava. Odiou completamente aquilo, ele sabia o que teria que fazer, responder as perguntas de forma a deixar que Martha Macbranks apodrecesse na penitenciaria. Não estava afim de aturar essa mulher longe de seu devido lugar. No fim Martha voltou para a prisão, Rick nem tinha dinheiro para pagar a fiança dela e era melhor assim. Horatio ficou feliz de ver que a ex de Michael voltaria para a prisão.
-Nossa o que você tinha visto nela? –perguntou depois que os policiais levaram Martha embora.
-Eu não sei e nem quero me inteirar. –respondeu.
Michael e Horatio saíram do fórum entre a multidão de repórteres que Michael ignorou completamente, pois tinha colocado uns fones no ouvido para ouvir musica e não fofocas que os jornalistas gostavam de fazer. Horatio seguiu o amigo ate o carro deles, pois ele não conhecia a historia de Michael, sendo que ele era um garoto quando entrou para a policia, um garoto de doze anos, que tinha desaparecido misteriosamente depois de uma queda entre os mafiosos.
-Sabe esses jornalistas são idiotas. –resmungou Michael no volante.
-Bom, pelos menos você não disse nada…
-Não disse, mas Stetler esta dizendo. –interrompeu apontando para Rick que estava respondendo as perguntas.
-Simplesmente ignore, você disse que tinha um plano, qual é? –perguntou curioso, ele só queria proteger Marisol.
-Diga a Mari, decide um dia para vocês se casarem, no momento preciso resolver umas coisas. Eu tenho certeza de que Antônio mandou alguém para mata-la. Preciso confirmar isso e deixarei que ele tente, depois levarei Marisol para longe, você fara um tumulo para ela, para que Antônio acredite que Marisol esta morta. –respondeu Michael dirigindo.
-Vai deixar o cara atirar nela? –perguntou nada feliz com a ideia de ver a esposa baleada.
-Eu duvido muito que ele consiga acertar ela eu estando na frente dela. Eric precisa estar lá nesse dia, para que ele possa ver que Mari sabe se cuidar sozinha. –respondeu Michael estacionando o carro na garagem do laboratório.
-Ok. –disse Horatio decidido.
-\-\-\-\-\-\-\-\-\
Eric tinha visto pela televisão que seu irmão Michael tinha ido ao fórum, ficou feliz de ver que a ex esposa dele voltou para a prisão, ela não ia sair de lá tão cedo. Horatio saiu do elevador e viu os funcionários todos agrupados perto da TV, sabia que eles estavam ouvindo a reportagem da entrevista de Rick. Michael olhou os funcionários agrupados, pegou o controle da gaveta e desligou a TV.
-Circulando! –resmungou afrouxando a gravata.
Horatio riu, o amigo era mesmo um ser azedo. Eric resmungou e voltou para o laboratório terminar de fazer as provas das evidencias. Assim como os outros funcionários, todos voltaram para os seus afazeres. Estavam assustados demais para ficar parado sendo confrontado pelo detetive Michael.
Nota…
Capitulo completamente longo, mas valeu a pena. Bora para o próximo capitulo!
Ate breve…
