Capitulo quatro:
Plano em ação
Horatio voltou para casa naquele fim de tarde, Marisol estava com ele como sempre, já que começaram a dividir a casa juntos, já não queriam passar um dia longe um do outro. Com um tempo Marisol já não precisava mais fazer a quimioterapia, câncer já tinha ido embora para sempre, agora que Michael tinha feito um transplante para ela. Horatio agradecia ao amigo por ser um garoto forte e ter batalhado duro para salvar sua irmã desde que eram garotos. Ele queria que o amigo fosse feliz também, não era justo ele te que esconder as coisas o tempo todo, esconder que era amado por um garoto e não revelar para ninguém, queria ver como seria as coisas quando Marisol fosse se esconder na casa de Michael. Tinha conversado com Marisol e ela tinha decidido que se casariam depois de completar três meses de namoro, no fundo Horatio ficou feliz, pois assim Eric não reclamaria que era cedo.
Eric por outro lado começou a sair com uma mulher novata que entrou no laboratório, Natalia Boa Vista, Calleigh não gostou daquilo, tinha sido magoada, afinal amava Eric desde que tinha conhecido ele. Foi em 1997 quando se mudou para Miami que se apaixonou por Eric, e agora ele estava lá namorando Natalia. No fundo ela queria que o amigo fosse feliz, não guardaria rancor para ele, sendo que quase nunca se falavam, e quando se falavam era sobre trabalho. Michael era um ótimo garoto, mas ela sabia que Michael não era um bom partido sendo que ele nunca se abria e só fazia isso com Horatio sendo que se conhecia há muito tempo. Nem mesmo Eric poderia competir com o irmão.
Todos no laboratório já sabiam que Eric e Michael eram irmãos, mas Michael não tratava Eric como da família, sendo que não conhecia Eric tão bem como Marisol. Muitos viam como Michael sempre estava por perto de Marisol e Horatio, ele era o único que apoiava o namoro dos dois.
-Você é um cara legal, nunca pensei que meu irmão gêmeo fosse ser assim. –disse Marisol certa vez no refeitório do laboratório no horário de almoço.
-Tem certas coisas que faço por mim mesmo, Mari se você conhecesse metade mim é capaz de não querer me ver mais. –respondeu Michael tomando o seu café preto.
-Hum, como assim? –perguntou Marisol sem entender.
Michael pegou uma caneta dentro do terno, afrouxou a gravata do dia no processo. Pegou um guardanapo e escreveu uma única palavra. Que explicaria muitas a seu respeito. Horatio não tinha nem contado para a amada que o amigo era gay, sendo que tinha que partir dele. Marisol leu e quase não acreditou, mas quando viu o olhar sério de Michael soube que ele estava falando a verdade a respeito de sua sexualidade.
-Bom, você ama quem você quiser, não vejo porque os outros tem que se meter na vida dos outros. –disse consolando o irmão.
-Obrigado. Não tive muito disso quando era adolescente, espera acho que nunca tive uma infância boa, não nos braços daquela vadia que eu chamei de mãe quase a vida toda. –resmungou Michael nada contente de se lembrar daquilo que não queria.
-Pelo menos você já é um adulto e se livrou dela…
-Não Horatio, eu quero que ela morra. Acho que vou indo, preciso espairecer. Não gosto desses assuntos. –interrompeu se irritando.
-OK. –disse Horatio vendo como o amigo se afastava.
-Coitado dele, eu não queria ter que ver ele assim. –disse Marisol.
-Michael passou por muitas coisas na vida, ele entrou na academia de policia em 1990 Mari, ele não tinha nem doze anos direito. Henry uma vez me disse que Michael era o único que poderia acabar com as gangues do país, eu não acreditei muito nele naquela época, mas agora eu retiro o que pensei, Michael vem anos e anos destruindo as gangues do país, já ate escreveram um livro a respeito dos feitos dele. –contou Horatio.
-Eu queria saber porque Henry queria que Michael entrasse na policia tão cedo. Michael merecia uma infância melhor. –respondeu Marisol nada contente com a historia de seu irmão.
-Henry desde o inicio sabia que Michael não era seu filho biológico, disso eu tenho certeza. Acho que Henry sabia que Celine era parte da gangue do Mala Noche. Henry protegeu Michael da forma dele, o enviando para a policia para aprender a se defender. –respondeu Horatio se lembrando do garoto quando entrou na policia.
Flashback
Henry tinha levado Michael para um lugar remoto e ensinado o menino tiro ao alvo em algumas latinhas vazias. Ali no Everglades eles estavam sossegados treinando, foi quando um carro de policia parou perto do carro de Henry, um dos policiais desceram do carro para ver o que o menino estava fazendo. Horatio era o único que tinha descido do carro.
-Tem certeza que quer continuar com isso garoto? –perguntou o ruivo para o garoto.
-Michael mostre para o oficial o que sabe fazer. –respondeu Henry encostado na porta de seu carro.
Michael sorriu malicioso, ele sabia que seu pai estava querendo que ele entrasse na policia e tinha meios para fazer aquilo. Deu de ombros pegou uma das armas que estava no capo do carro e mirou nas latinhas, partindo três delas num único tiro. O ruivo ficou chocado com aquilo.
-Como fez isso? –perguntou o outro oficial que estava no carro.
-Balas de borracha se partem quando esta numa arma quente como essa Glock. –respondeu o menino tirando o pente da arma e mostrando as balas de borracha para o ruivo.
-Você por acaso quer entrar na policia, ou vai matar alguém? –perguntou o ruivo.
-Eu quero ser policial, quero arrancar o mal pela raiz. Meu nome é Michael Macbranks. –respondeu o garoto.
-Meu nome é Horatio Caine, você ainda é jovem, devia estar estudando não fazendo essas coisas. –respondeu Horatio.
-Acho que não me conhece. Eu não preciso estudar nada, eu não vou na escola desde nasci. –disse Michael nada contente de ser chamado de criança.
-Como assim não vai para escola? –perguntou Horatio se virando para ver o pai do garoto.
-Meu filho é inteligente demais para querer ir para uma escola, ele ia na escola um ano atrás, mas ele completou todos os graus. Ele disse que queria ser policial, então o trouxe aqui para treinar tiro ao alvo, nunca consegui fazer ele perder para mim. –respondeu Henry bagunçando o cabelo do filho.
-Tem certeza de que quer que seu filho entre na policia tão cedo assim? –perguntou o outro oficial que estava em pé ao lado da porta aberta do carro.
-Ao menos dê uma chance ao menino, não se arrependeria dele. –respondeu Henry.
-Então Sully? –perguntou Horatio para o outro policial.
-Ok, mas não dou por mim se morrer tão jovem…
-Bem se arrependera de falado assim comigo oficial Sully! –resmungou Michael.
-Michael pequeno se acalme. –disse Henry abraçando o filho.
Juntos voltaram para cidade, quando o radio da policia transmitiu um alerta de fugitivos. Michael entrou no carro junto com os oficiais. Horatio era o único que se preocupava de verdade com o menino, entregou um pente com balas de pólvora. Viu como o menino carregava a arma.
No centro estava completamente um caos, um caos enorme. Uma gangue estava pixando no alto dos prédios. Michael era um garoto esperto, assim que saiu do carro começou o tiroteio entre policiais e gangues. Michael se abaixou e atirou no garoto que estava pixando os muros no alto do prédio. Horatio se escondeu atrás da porta e ficou atento no que o menino fazia. Michael se levantou e mirou no outro membro da gangue que atirou contra Sully, mas era tarde naquele momento, mas o bandido que matou Sully foi morto por Michael. Horatio ia se levantar para ver se tinha outro assassino, mas Michael o puxou para baixo mirando no alto do prédio onde um sniper se escondia e atirou, o assassino despencou de lá de cima.
Horatio não sabia o que fazer, sendo que Michael matou a maioria dos assassinos daquela gangue. Não entendeu o que estava pixado na parede.
-Mala Noche. –respondeu Henry saindo do carro que tinha escondido num beco.
-Quê? –perguntou um assustado Horatio, olhando o pequeno demônio que era Michael.
-Eu disse que Sully ia se arrepender do que disse, no fim ele morreu sem nem atirar uma única vez, patético. –resmungou Michael franzindo o cenho para o pai que estava com um semblante sério. –Aconteceu algo pai? –perguntou.
-Mala Noche! Isso que aconteceu. Você matou membros do Mala Noche!
-E daí? São uns bandos de assassinos! –respondeu Michael irritado.
-Eles estão atrás dos Russos. Atrás de você! –respondeu Henry ficando bravo.
-Eu não sou russo. –resmungou Michael irritado com o pai, largou a arma e fugiu daquele lugar.
Fim flashback
-Mari, lembrei de algo que Henry disse na primeira vez que Michael se juntou a policia. Henry sempre soube que Michael era metade russo. –disse Horatio.
-Porque ele nunca devolveu a criança a seus pais verdadeiros? –perguntou Marisol sem entender.
-Eu não sei, mas acho que ele queria que Michael fosse treinado para proteger os seus. –respondeu Horatio se levantando, já tinha terminado o seu almoço, assim como Marisol.
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Michael estava na rua patrulhando o seu bairro, não estava afim de voltar para o laboratório, sendo que estava completamente irritado com as coisas que aconteciam a sua volta. Parou o carro na garagem de sua casa, saiu do carro se topando com um garoto loiro.
-De onde você surgiu garoto? –perguntou Michael um pouco assustado, o menino tinha surgido do nada.
-Eu não quero voltar para a casa dos Harmon, não quero. –respondeu o garoto abraçando Michael.
-Ok, quem é Harmon? –perguntou sem entender, fechou a porta do carro e puxou o garoto para dentro da casa.
-É meu padrasto, ou sei lá o que ele é, eu só quero procurar meus pais biológicos. –respondeu o garoto soltando Michael quando estavam dentro da casa.
-OK, seu nome? –perguntou Michael curioso, olhava o menino completamente curioso, era como se visse alguém conhecido nele.
-Kyle. –respondeu o adolescente.
-Michael aconteceu algo? –perguntou Sean saindo da cozinha onde estava.
O pequeno Keith saiu correndo devagar de onde estava com Sean. Michael pegou o filho no colo e olhou para Kyle, agora sabia de quem ele era filho.
-Ok, o que você sabe sobre seus pais biológicos? –perguntou Michael curioso, ele ajudaria o garoto a encontrar os pais.
-Só sei que o nome da minha mãe é Julia Elders. –respondeu o garoto se sentando no sofá.
-Sean pequeno acho que eu tenho problemas. Poderia ficar com Keith no quarto? –perguntou Michael entregando o filho para o namorado.
-Esta bem, qualquer coisa me chame. –disse Sean assustado com o namorado agindo daquele jeito.
-Conhece minha mãe? –perguntou Kyle curioso.
-Sua mãe, sim eu conheço sua mãe, mas acho que não seja um momento propicio falar dela…
-Porque não? –perguntou interrompendo.
-Sua mãe esta morta, foi vitima de um câncer raro no pulmão. –respondeu Michael.
-E meu pai, conhece? –perguntou curioso, ele não queria voltar a morar com os Harmon, tinha medo daquela família que lhe tinha adotado.
-Eu não tenho certeza, só um minuto ok. –respondeu Michael indo para seu quarto onde pegou seu kit, de lá pegou um palito com algodão, ia colher a saliva de Kyle.
Kyle olhava os retratos em cima da lareira da casa, estava completamente assustado de ter esbarrado num estranho, mas quando viu um quadro com um diploma da policia, ficou aliviado de que o homem fazia parte da policia. Michael ficou atento no que o garoto loiro fazia, tinha visto como o garoto olhava para o mural que tinha feito a respeito de sua profissão.
-Kyle, preciso de seu DNA. –disse Michael mostrando o palito.
-Quer ter certeza de que é ele, não é? –perguntou o garoto.
-Seu nome é Horatio Caine, eu não tenho certeza de que ele seja seu pai, mas você me lembra muito ele. –respondeu Michael com cuidado.
-Pode me levar ate ele? –perguntou o garoto curioso.
-Quer mesmo conhecer ele? –respondeu perguntando, estreitando os olhos, curioso com a resposta do pequeno.
-Sim. –respondeu o garoto firme, ele não daria o passo atrás, estava procurando por seus pais biológicos desde que tinha doze anos, não daria um passo atrás se não soubesse quem eram seus pais.
-Sean, voltarei ao laboratório, Kyle quer conhecer o pai dele, volto mais tarde ok? –disse Michael ao ver Sean no corredor.
-Esta bem. –respondeu o moreno.
Michael voltou para o carro, Kyle sentou ao lado do passageiro ao lado de Michael. O garoto estava curioso para saber como era seu pai, disso Michael não tinha duvidas, o garoto olhava as ruas por onde passavam.
-Quantos anos você tem? –perguntou Michael
-Catorze. –respondeu envergonhado.
Michael riu um pouco, ele era realmente um menino muito corajoso por ter fugido de seus pais adotivos.
-Porque fugiu de lá? –perguntou curioso.
-Porque o homem, o pai, é um completo idiota, adota as crianças para fazer o trabalho sujo dele, odiei ir morar lá. –respondeu bravo.
-Ok. Verei o que posso fazer pra ficar com você ok. Horatio vai se casar com minha irmã, não vejo problema você morar na minha casa logo. –disse Michael parando em sua vaga.
-Meu pai mora na sua casa? –perguntou Kyle curioso.
-Oh, ainda não pequeno, só mais tarde. –respondeu sorrindo.
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Horatio estava em sua sala assinando papeis como sempre, ele viu Michael com um garoto loiro, não conhecia o menino, mas sabia que boa coisa não era, ao ver o amigo levando o garoto para sua sala. Foi atrás do amigo, queria saber o que estava havendo. Viu Michael colendo o DNA do menino, parou onde estava, algo no menino lhe fazia lembrar de um passado.
-Quem é o menino? –perguntou Horatio vendo como Michael fazia o teste de DNA ele mesmo.
-Kyle Caine. –respondeu Michael fazendo graça, queria ver como Horatio ficava se colocava o sobrenome dele no menino.
-O que disse? –perguntou confuso.
-Julia Elders. –respondeu e ficou atento na tela do computador onde o DNA procurava a compatibilidade com o pessoal do laboratório, ate dar em Horatio Caine como pai biológico do garoto, como ele suspeitava.
-E onde esta essa mulher, ela nunca me disse que tinha um filho comigo! –resmungou Horatio.
-Bom, Julia Elders faleceu três anos atrás, desculpe. –respondeu Michael imprimindo o resultado.
-Onde o menino esta vivendo? –perguntou olhando o garoto do laboratório, o garoto olhava atento para ele.
-Bom ele fugiu da casa de um tal de Harmon, disse que não quer viver naquela casa. Vou levar ele para minha casa. Você realmente é pai dele. Ele tem…
-Catorze anos. Agora entendo o que aquela carta queria dizer. –interrompeu Horatio franzindo o cenho.
-Que carta? –perguntou confuso.
-Julia me mandou uma carta dia seis de julho de 1991, dizendo somente obrigada. Depois disso ela sumiu do mapa, mudou de nome eu não sei, mas nunca pensei que poderia ser a respeito de meu filho. –respondeu bravo.
-Filho? –perguntou Eric estranhando que Horatio falasse filho.
-Eu tenho um filho de catorze anos e não sabia esse é o problema. –responde Horatio ficando abatido, estava com medo do que Marisol acharia daquilo.
-Não fique abatido. Mari vai entender. Bom vou falar com Kyle. –respondeu Michael dando uns tapinhas amigáveis no amigo.
-Pode falar para ele que eu quero falar com ele? –perguntou Horatio.
-Não esconderei nada de você, mas foi ele que pediu para vir aqui falar com você, ele esteve procurando por você desde que tinha doze anos. –respondeu Michael saindo da sala com o resultado do teste do DNA.
Horatio olhou o garoto sentado na sala de seu amigo, ele lhe olhava. Tinha certeza de que o menino sabia que ele era pai dele. Michael entregou o papel para o garoto assim que entrou na sala. Confirmou para o garoto que o pai dele era o ruivo abatido da sala da frente.
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Marisol estava feliz de ajudar Alexx no necrotério, tinha aprendido muitas coisas a respeito de fazer autopsia. Ela respeitava o trabalho de seu futuro marido, ajudaria ele a descobrir quem era os assassinos daquelas pessoas que apareciam no necrotério. Seu casamento com Horatio estava marcado para dali três messes, pois queria dar um tempo para conhecer Horatio melhor como seu irmão queria, mas no fundo queria ser feliz. Naquele momento estava guardando as coisas que estavam no bolso das vitimas num plástico de evidencias, foi quando viu Horatio entrar, percebeu que ele estava abatido, parecia que tinha visto um fantasma.
-Aconteceu algo Horatio? –perguntou Marisol tirando as luvas que usava no momento.
-Acho que precisamos conversar. –respondeu indo para a sala de Alexx.
-Ok. –respondeu Marisol acompanhando o namorado ate sua sala no necrotério.
Marisol estava como medo da cara estranha que Horatio fazia. Pegou o celular que tocava, ali tinha uma mensagem de Michael escrito "Horatio vai te contar uma coisa que ele acabou de descobrir" agora entendia porque Horatio estava com aquela cara.
-O que descobriu? –perguntou Marisol acariciando o rosto do amado.
-Tenho um filho de catorze anos. –respondeu olhando os olhos de Marisol, estava com medo da amada não aceitar o menino.
-Essa mulher foi a que você se casou? –perguntou Marisol curiosa.
-Não, eu fui casado com a Monica, mas a mãe de Kyle foi uma outra mulher, no passado eu tive que me infiltrar numa gangue, meu nome naquela época era John Walden, eu conheci Julia Elders lá e tive um caso com ela. –respondeu Horatio abraçando Marisol.
-Vai voltar para ela? –perguntou Marisol apertando o abraço.
-Quem dera, ela faleceu três anos atrás. Michael sabe tudo sobre ela que tenho ate medo do que o seu irmão não saiba. –resmungou Horatio beijando os lábios da amada com carinho.
-Eu quero conhecer seu filho, como é o nome dele? –perguntou Marisol feliz.
-O nome dele é Kyle, e ele esta com Michael. Vamos? –respondeu Horatio, agora sabia que não queria esconder nada da amada.
-Tudo bem. –respondeu apertando a mão do amado.
Juntos voltaram para o laboratório no andar de cima. Michael ainda estava em sua sala conversando com Kyle o menino estava um pouco nervoso, em conhecer seu pai. Michael seu tio tinha lhe contado que o menino teria que viver escondido depois do casamento, soube que estava tentando matar a irmã gêmea de seu salvador. Antes que Horatio chegasse em sua sala com Marisol, ele tinha ligado para assistência social e ligado para o advogado pedindo a guarda permanente do garoto.
-Acha que meu pai vai gostar de mim? –perguntou o garoto completamente nervoso.
-Oras. Seu pai vai gostar, se não for assim, você ainda pode morar na minha casa, afinal de contas sou considerado seu tio. E bem consegui sua guarda permanente. –respondeu Michael sorrindo pegando o papel que saia de seu fax.
-Meu pai é da policia também? –perguntou o menino olhando o movimento dos corredores.
-Seu pai é Tenente, ele comanda esse andar inteiro. –respondeu. – Ai vem ele com minha irmã. –disse apontando a cabeça para o elevador onde H e Marisol vinha.
-Estou apresentável? –perguntou o garoto.
Michael riu abraçou o garoto pelo pescoço, bagunçando o cabelo loiro do menino.
-Não seja dramático. Conhecendo Horatio você podia ficar ate sem camiseta. Aqui vista isso. –disse Michael tirando o terno e colocando nos ombros do menino.
-Humm. –o menino estava assustado demais para lidar com aquele terno pesado do homem.
-Não se preocupe estarei logo aqui. –disse Michael quando Horatio e Marisol entrando na sala.
-Pelo visto vocês já se tornaram grandes amigos. –disse Marisol beijando o rosto de Michael.
-Desculpe, mas eu não sou perverso. –resmungou Michael rindo e se sentando na poltrona perto da janela.
-Como anda Kyle? –perguntou Horatio com cuidado, percebia que o menino estava tremendo.
-Bem. –respondeu envergonhado, abaixando a cabeça.
-Desculpe, nunca soube a seu respeito. –disse Horatio caminhando com cuidado para perto do garoto, abraçou o garoto com cuidado.
-Eu sei, tio Michael me contou. –respondeu Kyle abraçando o pai apertado.
-Bom acho que vou deixar a família conversar, eu preciso voltar para a minha. –disse Michael do nada. –Depois eu passo aqui pra te pegar ok Kyle.
-Pra onde vai levar Kyle? –perguntou Horatio não entendendo.
-Pra minha casa, onde mais? –perguntou Michael franzindo o cenho.
-Acho que não. –respondeu Horatio.
-Oh Lord, achei que você não fosse ser tão paternal, mas já que é assim, pediria que tome cuidado ok. Antônio não acabou a guerra contra mim. E antes que você me pergunte, eu sempre mantive o que Henry me disse naquele dia. –respondeu Michael pegando o terno dos ombros de Kyle.
-Cuidarei do meu filho. –disse Horatio apertando mais ainda o filho.
-OK. Deixarei que Sean cuide de preparar seu quarto Kyle. Bem Horatio quando é casamento? –perguntou Michael curioso.
-Daqui três meses. –respondeu Marisol.
-Hum, bem seu quarto já esta arrumado, mas se quiser se mudar pra lá, não vejo problema, mas devem ler essas regras. –resmungou entregando um papel para Marisol.
-Regras? –perguntou Horatio estranhando.
-Vocês vão entender. –tornou a resmungar saindo da sala.
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-O que deu nele? –perguntou Kyle olhando como o tio ignorava o elevador e ia pelas escadas.
-Não ligue, meu irmão gêmeo sempre agiu assim depois que descobrimos a nossa ligação de sangue. –respondeu Marisol sentando no sofá longe da janela como sempre fazia.
-Kyle você estava com sua mãe três anos atrás? –perguntou Horatio curioso.
-Sim, mas como eu tinha onze anos, me colocaram num lar adotivo. –respondeu o garoto nada contente.
-Michael disse que você fugiu da casa de tal de Harmon, o que aconteceu lá? –perguntou Horatio.
-O nome dele é Royce Harmon, e ele adota crianças para fazer o trabalho sujo dele, e só podemos comer depois de acabar o serviço, eu vi algo que não nem sei se sou capaz de contar. Me deixou traumatizado. –respondeu Kyle aceitando se sentar ao lado de Marisol, ficando assim no meio entre seus pais.
-Precisa contar, Horatio precisa saber com quem estamos lidando. –disse Marisol tirando os cabelos do rosto do menino.
-Eu vi um corpo. –respondeu Kyle tremendo.
Horatio fechou os olhos, não estava gostando dessa conversa, foi para o computador de Michael e entrou em sua senha, pesquisaria sobre aquele homem, não deixaria aquele homem fugir. Viu Marisol abraçando o menino. Assim que conseguiu o endereço de Royce, ligou para Frank, pediria que o amigo fosse prender Royce, saiu um minuto da sala e chamou Eric.
-Eric, quero que vá com Tripp ate esse endereço, revire toda casa, Kyle viu um corpo lá. –disse entregando um pedaço de papel com o endereço.
-Minha irmã? –perguntou vendo como sua irmã sorria para o menino.
-Estamos bem. Leve Ryan e Calleigh com você. –respondeu H voltando para a sala.
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No endereço indicado Eric e Ryan acharam o corpo, e quase estragaram a cena do crime, de tão horrível que era a cena. Calleigh olhava o perímetro, parou as crianças que trabalhava, no total eram quatro meninos. Todos com idades de dez a quinze anos. Calleigh percebeu que só um deles tinha dez anos e era o mais franzino dos outros três garotos. Levou os garotos para dentro de uma das viaturas, pediu que levassem os meninos para o hospital, trabalhando naquelas terras imundas era capaz de algum deles estar doente. A loira voltou para dentro ver como seus colegas andavam encontrou o corpo da mulher, não acreditava muito no que via, agora sabia porque Kyle tinha fugido da casa.
O corpo era de uma mulher gravida, alias nem gravida ela estava mais, a criança estava deitada ao lado do corpo sem vida de sua mãe. Saiu da casa, aquilo era traumatizante, não admira que Kyle tenha fugido tão cedo, mas ainda queria saber porque nenhum dos outros garotos fugiram com Kyle. Eric resolveu revirar o terreno em busca de mais alguma coisa estranha, quando passou pelo carro onde Royce estava percebeu que o homem olhava para um lado fixamente, andou ate o lugar e viu uma cova mal feita e com mais três corpos ali, se segurou para não vomitar, mais ouviu um gemido, um pedido de socorro.
-Chamem a ambulância! –gritou Eric, escorregando para dentro da cova, ajudando o menino a sair de baixo dos três corpos que estavam em cima dele.
Ryan seguiu o grito de Eric e ajudou eles a sair da cova. Royce foi levado direto para a prisão sem direito a julgamento. Calleigh tirou varias fotos dos crimes que o homem cometeu e registrou como resolvido, já que Royce parecia não querer falar do assunto. O garoto salvo da cova era um menino bem pequeno, aparentava ter sete anos.
-Qual é seu nome? –perguntou Calleigh para o menino que estava sendo atendido pelos paramédicos.
-Henry. –respondeu o garoto tossindo.
-O que aconteceu aqui? –perguntou Eric curioso depois de ter tomado um remédio para enjoos.
-Royce, ele é um assassino, ele disse que todas as crianças que ele adotava tinha que pagar pelos seus erros do passado. A verdade é que eu não entendi o que ele quis dizer com isso, sendo que eu nem conheço ele direito, mas ele disse que no passado o pai dele matou seu irmão menor a sangue frio. –respondeu o garoto aceitando a garrafa de agua que o paramédico lhe entregou.
-Que absurdo! –respondeu Ryan.
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Alexx ficou atarefada depois que recebeu os cinco corpos achados na casa de Royce. Kyle tinha confirmado por foto que corpo ele tinha visto. Quando Horatio viu, por pouco não desmaiava, aquilo que tinha visto por foto era mais traumatizante do que ver pessoalmente. Não deixou Marisol ver a foto, não daria motivos para a amada ficar traumatizada, eles nem tinha filhos ainda. Kyle tinha se escondido no peito de Marisol depois de ver a foto, tinha gostado de conhecer Marisol e trataria ela como se fosse sua mãe, não importando se era de sangue ou não, afinal ela tinha sido carinhosa com ele e lhe consolado.
-Kyle, eu quero que você fique na casa do Michael por um tempo ok. –disse Horatio passando uma mão pelos cabelos loiro do filho.
-Porque? –perguntou Kyle sem entender
-Porque foi ele que conseguiu sua guarda. Tenho certeza de que ele contara muitas coisas a meu respeito e Marisol, eu só quero que você fique a salvo. –respondeu puxando o filho para um abraço apertado.
-Ok. –disse o menino aceitando.
-Quero que você ouça ok. –pediu H olhando os olhos verdes do filho.
-Esta bem. –respondeu.
Horatio se levantou, pegou o telefone ligou para Michael, ele não queria esperar mais um minuto para se casar com Marisol. Estava na hora de colocar o plano em ação. Eric entrou na sala onde eles estavam, olhava como o chefe falava no telefone completamente abatido, viu a pasta de fotos em cima da mesa e soube que ele tinha visto as fotos do crime de Royce Harmon. Marisol protegia o menino, Eric beijou o rosto de sua irmã, estava feliz de que ela tenha aceitado o filho de H sem nenhum reclamo.
Num minuto Michael estava de volta ao laboratório com Keith, tinha deixado Sean fazer o trabalho com seus colegas da universidade. Entrou em sua sala, já que era ali que tinha a maior festa de reunião de família.
-Bem o que esta acontecendo? –perguntou assim que entrou Keith como sempre escondia o rostinho no pescoço do pai, Michael sorriu beijando o ombro do filho.
-Kyle vai ficar em sua casa…
-Eu disse que ele teria que ficar lá. –resmungou Michael olhando estranhado para o amigo.
-Acho que terá que explicar muitas coisas aqui não acha? –perguntou H ficando sério de repente.
-Humpf, vai me bater Eric? –perguntou Michael olhando o irmão mais velho que estava na janela.
-E porque teria que bater? –perguntou confuso.
-Sou gay. –resmungou em resposta, não estava contente em revelar as coisas assim tão de repente, olhou para Eric bravo.
-Eu não tenho preconceito com essas coisas! Você namora quem quiser…
-Já ouvi isso, mas obrigado. –interrompeu Michael olhando estranhado para sua irmã gêmea, percebia que Eric tinha uma ligação bem mais forte com Mari.
-O que isso tem a ver pai? –perguntou Kyle assustado.
-Sean. –respondeu Michael resolvendo se sentar num das poltronas perto da porta, caso precisasse fugir.
-Ainda continuo sem entender, o que isso tem a ver? –perguntou Kyle confuso.
-É a historia da minha vida que é complicada. Eu te contei que Antônio Riaz esta atrás de minha irmã, pois no passado ela usava marijuana, é somente uma erva para fazer um chá, Kyle, a verdade é que Antônio estava atrás de toda a família Delko, principalmente atrás de mim. Quando eu entrei na policia eu não tinha nem doze anos direito, mas quando entrei eu matei membros da gangue dele, membros importantes. –respondeu ajeitando melhor o filho em seu colo, mas depois entregou para Marisol ao ver que ela queria segurar o menino.
-Isso ainda não explica a sua sexualidade. –disse Eric.
-Eu conheci Martha numa confusão doida, eu preferia não ter me metido com ela desde o inicio, mas o fogo daquele momento era mais forte do que qualquer outra coisa que tenha estado em volta de mim, desde aquele tempo eu soube que tinha algo errado, algo completamente errado, foi quando eu conheci um membro da gangue do Mala Noche que queria sair de lá, sair do inferno que era estar dentro da gangue. Eu me apaixonei por aquele imbecil. Acho que é chamado de síndrome de Estocolmo. –respondeu se levantando.
-O que aconteceu? –perguntou Kyle ficando curioso.
-Eu tive que mata-lo ou ele me mataria. Como seu pai também tinha se infiltrado numa gangue inimiga tempos atrás, eu também estive infiltrado, mas ninguém sabia quem eu era e foi fácil para que eu descobrisse as piores coisas que acontecia dentro daquela gangue. Foi naquela época que eu soube sobre Alexander Sharova, o maldito que matei era um de seus filhos. Então eu fugi com Martha e escondi o fato de ter me apaixonado por um assassino de sangue frio. –respondeu Michael, estava com um semblante completamente triste naquele momento, ele não gostava realmente de lembrar de coisas que teve que fazer no passado.
-É por isso que você vive irritado? –perguntou Eric.
-Tsk. Eu sempre fui irritado, desde o momento que matei aqueles membros do Mala Noche na minha iniciação como policial. No fundo Henry Macbranks soube que eu era Russo e não fez nada para me devolver a Pavel, mas sabe o que Eric. Pavel sabia que eu era filho dele. –respondeu Michael olhando Eric sério.
-Mas então? –perguntou sem entender.
-Entre as coisas que eu achei no escritório de meu pai antes de vender, estava um caminhão cheio de caixas a meu respeito, um caminhão Eric! Recebi esse caminhão em minha casa ontem, tive que levar todas as caixas para o porão de minha casa, fico irritado pessoalmente porque ele sabia o que estava errado comigo desde o inicio de minha vida. Eu ainda espero entender o que ele sabia a meu respeito que não pode me dizer o que era. Henry não era burro para falar dessas coisas com Celine por perto. –respondeu tirando o terno, tirou suas armas de seus estojos.
-Porque ela sabia que Henry daria com a língua nos dentes. –disse Eric entendendo.
-Exatamente. Desde que fugi de Henry, aprendi muitas coisas, agora sabe porque ando sempre com quatro armas? Celine não é idiota, ela mandou Memmo Fierro atrás de mim. Eu tenho um amigo fiel infiltrado naquela gangue. Antônio Riaz mandou que Memmo alvejasse Marisol. Joguei o anuncio do casamento para o ar, eles já estão preparados para dar o fim. –respondeu Michael guardando cada uma das armas recarregadas em seus lugares.
-Quer mesmo que isso aconteça? –perguntou Eric ficando irritado.
-Quem disse que Memmo é bom de mira? –perguntou Michael encarando Eric furioso.
-OK Eric já chega. O casamento já esta marcado. Michael sabe o que faz. –respondeu Horatio querendo evitar uma briga.
-Depois não venha me pedir perdão H. –respondeu Eric deixando a sala.
-Não se preocupe. –disse Michael para a porta fechada.
Horatio viu como Eric voltava para o laboratório examinar provas de outros crimes, percebia que ele não queria se meter nos assuntos de sua irmã, sendo que ele não podia fazer nada. H olhou a amada, a amava demais para não querer se casar com ela. Percebeu que Kyle estava tenso na sala.
-Michael pode levar Kyle agora? –perguntou com cuidado.
-OK. Pronto Kyle? –perguntou Michael ao menino que ainda estava quieto em seu canto.
-Promete me contar mais a respeito de papai? –perguntou o garoto completamente curioso com a historia da vida de seu pai.
-Contarei sim, mas conheço mais sua mãe. –respondeu Michael colocando o terno novamente.
-Desista da gravata Michael, chega a ser medonho ver você assim todos os dias. Fala pra ele Mari. –disse Horatio abraçando o filho pela ultima vez no dia.
-Quero que meu filho saiba que eu sou respeitável. –resmungou mostrando a língua para o amigo, pegou o filho do colo de Marisol.
-A proposito quantos anos seu filho tem? –perguntou Marisol curiosa.
-Meu pequeno tem dois anos e meio. O nome dele é Keith, H é o padrinho. –respondeu Michael fazendo o menino voltar a dormir em seu colo.
-Hum, é um nome muito bonito. Nos veremos depois Kyle. –disse Marisol abraçando o menino mais uma vez.
Marisol tirou a gravata de Michael, abriu os dois primeiros botões da camisa branca que ele usava, acariciou o rosto de Michael. Guardou a gravata num dos bolsos do terno do irmão.
-Assim você fica melhor. –disse Marisol beijando o rosto de seu irmão.
-Vocês são impossíveis! –resmungou saindo da sala com o filho e Kyle.
Horatio sorriu vitorioso quando viu que Marisol tinha feito que Michael ficasse um pouco sem a gravata, daquele jeito ele ainda era respeitável. Ele queria que Kyle seguisse os passos de Michael, era melhor assim. O garoto era inteligente disso não tinha duvidas, sabia que o menino era respeitador, pois não tinha falado nada a respeito da sexualidade de seu tio.
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Nota:
Capitulo completamente grande, melhor assim, pois a historia é grande, tenho certeza de que terá muitos leitores.
Vamos embora para os reviews logo ali embaixo?
Então ate breve…
