Capitulo cinco: Mil arquivos e uma historia
Michael e Kyle se dirigiram para a garagem do laboratório, onde estava o Taurus de Michael, no caminho Michael encontrou com Rick, simplesmente ignorou o homem sendo que não gostava dele. Kyle agarrou o braço de Michael quando viu Rick saindo do carro dele e se dirigir para o laboratório.
-Ele trabalha aqui? –perguntou Kyle curioso.
-Sim, ele é um idiota incompetente que quer tirar o cargo de Tenente Caine, RA quero só ver ele conseguir tal coisa. Seu pai comanda o laboratório sozinho sem ajuda desse ai. Porque quer saber? –perguntou colocando o filho na cadeirinha dele, e colocou os cintos no menino.
-Porque ele ajudou Royce a ganhar minha guarda. –respondeu Kyle entrando no carro ficaria ali atrás com Keith.
-H precisa saber disso! –resmungou Michael ligando o carro.
-Porque você entrou na policia com doze anos? –perguntou o menino curioso.
-Meu pai, não sei se poderei chama-lo de pai sendo que ele não é meu pai, mas conhecia meu verdadeiro pai. Ele disse que eu devia proteger os meus. Ele disse que se eu aprendesse tudo tão cedo eu poderia começar a viver a minha vida sem estar por perto de Celine. –respondeu atento na pista, não queria cometer uma loucura na rua sendo que tinha duas crianças a bordo.
-Celine? –perguntou curioso.
-A principio achei que realmente fosse minha mãe, mas é somente uma louca que me sequestrou no hospital. –respondeu parando no semáforo.
-Hum, quando conheceu papai? –perguntou.
-Conheci com doze anos, na minha iniciação como membro da corporação de Miami Dade. Cara você não acreditaria na cara que seu pai fez quando viu matando quatro membros da gangue. Seu pai não deu nenhum tiro e quase foi morto por um sniper. –respondeu voltando a dirigir no sinal verde.
-Se você não tivesse entrado naquela época eu não estaria vivo hoje estaria? –perguntou o garoto mega curioso.
-Você nasceu no ano seguinte Kyle. Você já estava no ventre de sua mãe. –respondeu Michael olhando o menino pelo retrovisor.
-Oh. Obrigado por salvar eu pai. –disse Kyle sorrindo feliz, ele não saberia o que seria dele se não tivesse conhecido seu pai.
-Ele me salvou uma vez e nunca soube. –contou Michael entrando com o carro na garagem.
Kyle sorriu. Tirou os cintos da cadeirinha de Keith e pegou o menino no colo e desceu do carro. Michael sorriu ao ver Kyle com seu filho no colo. No fundo esperava que seu filho melhorasse para poder brincar com Kyle, afinal queria que os dois se tornassem melhores amigos no futuro. Tirou o terno, pegou a chave da porta da garagem do bolso e abriu para Kyle.
-Onde é o porão tio? –perguntou Kyle curioso.
-Porque quer saber? –perguntou Michael confuso.
-Eu não sei, algo me diz que nesse caminhão que recebeu, tem coisas a respeito de meu pai. –respondeu com cuidado.
-Nisso você tem razão, não se preocupe ok. Tem uma caixa com o nome de seu pai, mas não sei se devo deixa-lo ler Kyle. –respondeu Michael guiando Kyle para a cozinha, onde viram Sean ser atacado por uma garota. –Sean?
Michael olhava tudo sem entender. Se supunha que Sean estava fazendo trabalho com os colegas da universidade e o que encontrava era aquilo? Kyle não gostou de ver aquilo, ele sabia que o garoto Sean era namorado de seu tio, mas ver o menino ser beijado por uma garota foi a gota d'agua.
-Eu disse Pamela que não estou afim de você. Que você devia respeitar a sexualidade dos outros, porque acha que eu sai da casa dos meus pais? Eles não aceitaram o meu namoro com Michael! –disse Sean, tirando a garota de cima.
-Sean eu disse que não era pra trazer ninguém aqui, o que aconteceu? –perguntou Michael furioso.
-Pamela me seguiu. Estou saindo da universidade. –respondeu Sean.
-Acho que devia ir embora garota! –disse Michael rude.
Michael esperou a que Pamela pegasse suas coisas e acompanhou ate a porta.
-Contarei para o policia que você abusa de Sean…
-Para o seu governo garota, eu sou a policia! –interrompeu mostrando o distintivo para a garota.
Michael fechou a porta na cara dela, estava completamente irritado com tudo que tinha acabado de presenciar em sua cozinha. Estava completamente irritado, ele não sabia que sua vida viraria daquele jeito. Olhou Sean que estava na sala de braços cruzados.
-Acho que devemos terminar isso, não esta indo pra lugar algum. –disse Michael bravo.
-Era o que ela queria sabe. Estou saindo da universidade pra ficar mais tempo com Keith, com você. –respondeu Sean triste.
-Eu não sei o que você quer dizer com isso, porque esta desistindo assim de sua profissão? –perguntou Michael interessado na resposta do garoto.
-Alguns alunos da classe de medicina não respeita a minha sexualidade, Pamela é uma delas. Eu não gosto dela e nem das garotas. Eu só tenho olhos para você. Quando te conheci foi a coisa mais estranha que já me aconteceu, mas foi a melhor. Eu não quero perder você por causa do que ela fez. –respondeu Sean abalado.
-Eu também não, acredite. Quero que conheça Kyle, ele é meu sobrinho. –disse abraçando Sean.
Sean cumprimentou o garoto, Keith esticou as mãozinhas para o pai, Michael percebeu que o filho estava ficando assustado em lhe ver bravo. Pegou o menino no colo, se sentou com ele no sofá. Kyle sentou na poltrona observando como Sean consolava seu primo.
-Tio o que ele tem? –perguntou se referindo ao pequeno Keith.
-Ele nasceu com dispraxia, ele não consegue controlar seus movimentos, é por isso que é sempre quieto. –respondeu Michael fazendo o filho voltar a dormir, para que ele pudesse melhorar logo.
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Horatio estava completamente abalado de ver aquelas fotos dos corpos que tinha sido encontrados na casa de Royce Harmon, ainda não conseguia entender como foi que seu filho, seu único filho foi parar nas mãos daquele ser, ainda não conseguia acreditar que seu filho presenciou algo horrendo. Marisol ficou com ele uns momentos antes de voltar para o necrotério ajudar Alexx nas autopsias.
-Querido, devia descansar um pouco. –disse Marisol acariciando o rosto de Horatio.
-Eu sei, mas não posso. Eu quero saber com o que meu filho lidou… -se interrompeu pegando o celular do bolso do terno viu que era Michael.
-Sim Michael, vou colocar você no viva voz, Marisol esta aqui. –disse apertando o botão de viva voz.
-Bem, sei que não quer esconder coisas de minha irmã e respeito isso, mas o que eu vou falar aqui é de extrema importância, te juro que vai querer matar Rick Stetler. –respondeu Michael do outro linha.
-O que quer dizer com isso? –perguntou confuso.
-Quando Kyle e eu íamos embora do laboratório, Kyle disse que Rick ajudou Royce a conseguir sua guarda. Alguma coisa esse cara esta aprontando H. –respondeu Michael.
-Verei o que descubro…
-Pai, eu me lembro que ele disse que você devia pagar pelos seus pecados. –interrompeu Kyle já que Michael também tinha colocado no viva voz em sua casa.
-Eu não sei o que ele esta querendo dizer com isso, mas agora eu mato aquele desgraçado! –respondeu H olhando o corredor furioso.
-Deixe que eu mate H, ele tem umas contas a se acertar comigo, por ter mexido com Martha quando ela esta bem quieta na prisão. H, Stetler é só mais um babaca em nosso sapato, ele inferniza todo mundo, mas vou logo avisando fique de olho em Natalia. –respondeu Michael também irritado.
-O que tem Natalia? –perguntou Marisol olhando como seu irmão Eric conversava com ela.
-Ela é espiã do FBI, esta no laboratório para te vigiar H. eu conheço Natalia, já tive o prazer de trabalhar com essa ai. Ela não é flor que se cheire. –respondeu.
-Ficarei de olho nela, mas ela esta namorando Eric…
-Droga! Estou voltando! –respondeu desligando o celular. –Sean fique cuidando de Kyle, eu não sei se voltarei vivo dessa vez, mas acho que vou acabar matando alguém no processo. –disse colocando Keith no colo do namorado.
-Espera. –pediu Sean assustado.
-Que foi? –perguntou curioso.
-Você não vai terminar comigo vai? –perguntou Sean com medo da resposta.
Michael sorriu malicioso, se aproximou de Sean e lhe beijou nos lábios. –Não terminarei nada com você. –disse beijando a testa depois.
Kyle ficou estático quando viu seu tio beijando um garoto em sua frente, no fundo queria conhecer melhor seu tio, sabia que ele tinha muitas coisas por contar. Queria conhecer todas essas novas pessoas que ia passar bastante tempo com ele, no fundo estava assustado. Sean sorriu para Kyle, pois estava feliz.
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Michael tinha ligado as sirenes de seu carro, estava irritado por Eric estar namorando a víbora da Natalia, nunca pensou que seu irmão mais velho fosse cair nas garras daquela loira. Esperava sinceramente que não fosse ser sério o namoro deles, ou teria sérios problemas. Chegou no laboratório, saiu do carro rápido, conseguindo apertar o botão de travas. Como sempre fazia ignorou o elevador, viu H conversando com Eric no corredor.
-Michael, realmente não precisava vir voando…
-Pare! Eu posso ser seu irmão caçula, mas eu não quero você namorando essa garota, é pelo seu próprio bem. –interrompeu Michael indo para a sala do DNA onde era a sala que Natalia foi atribuída.
-Michael espera. –chamou Eric estranhando a atitude de Michael.
-Olha Natalia eu sei que você esta aqui no laboratório para espiar as pessoas, espiar a equipe de H, mas de mim você não vai saber nada. Afinal o que é esse produto que esta usando nas evidencias? –perguntou tapando o nariz.
-Uso enxofre…
-Sua maldita esta estragando as provas desse jeito… -se afastou da sala, estava ficando sem ar.
-Michael! –chamou Horatio ao ver seu amigo desmaiar.
Eric olhou para Natalia sem acreditar no que tinha acabado de presenciar, deu as costas para a garota, agora entendia o que seu irmão queria dizer, mas ainda não entendia o porque dele ter desmaiado. Mesmo sem a gravata H percebeu que Michael era alérgico a enxofre e ele estava começando a inchar de pústulas. Eric chamou a enfermaria do laboratório, para levar Michael para ser atendido. Ryan que estava na sala de vídeos, olhou Natalia viu que ela estava com um semblante triste, pois ela era apaixonada por Eric. Calleigh que estava em sua sala de balística quase cantou vitória ao ver que Eric tinha dado as costas para Natalia ao invés de proteger da fúria de Michael.
Na enfermaria do laboratório de policia, Michael recebia o soro para parar as pústulas de seu corpo, ele estava acordado com os braços cruzados e encarando Eric furioso, ele podia ser o irmão mais novo, mas conhecia bem mais na vida do que Eric.
-Fique longe de Natalia. –disse com a voz crua. H lhe entregou uma garrafa de agua.
-Como é que eu ia saber que ela era espiã? –perguntou furioso.
-Eu não sei, se supõe que vocês deviam pesquisar mais onde ela trabalhou antes! Eu nunca mais namorei mulheres por causa disso! –respondeu completamente furioso.
-Porque esse escândalo todo por causa da Natalia? –perguntou Eric.
-Ela esta no laboratório a pedido de Rick, ela esta espiando a equipe de H a procura de falhas! Rick quer tirar H da jogada, ele quer comandar o laboratório. –respondeu tomando mais um pouco da agua, odiava ser alérgico a enxofre.
-Esse Rick não desiste H? –perguntou Eric furioso agora.
-Ele nunca vai desistir, sabia que Kyle reconheceu Rick? Ele disse que Rick ajudou Royce a conseguir a guarda dele. –respondeu H parado encarando os amigos.
-Mas afinal o que ele quer hein? Porque se meter tanto em nossas vidas? –perguntou Eric nada contente de ter Rick em seus caminhos, sabia por anos que Rick queria o cargo de H, mas fazer aquelas coisas que fazia era ridículo.
-É a mesma coisa que ele queria quando estava no FBI, ele tem muita ambição, ele nunca conseguiria um cargo assim. Ele chegou a matar um agente do FBI para conseguir o cargo, mas ele levou a pior, o chefe do comando nomeou outro estupido para ser o chefe da unidade. Um tal de Michael Marino. Eu trabalhava lá antes de voltar para casa e assumir aquela espelunca de empresa de Henry. Eu conheci Natalia lá. –respondeu Michael olhando a garrafa vazia, pediu outra garrafa de agua para H.
-E ela sempre foi espiã? –perguntou curioso.
-Não, ela era uma boa funcionaria, mas quando ela apareceu aqui soube que não era boa coisa, afinal de contas eu a vi conversando com Rick antes de ir para o setor de RH para entregar seus papeis. –respondeu Michael tomando mais agua.
-Algo errado com sua voz? –perguntou H atento na quantidade de agua que Michael tomava.
-Meus médicos particulares me disseram que eu devo tomar bastante agua se eu fico muito tempo perto de enxofre. Quando soube que era alérgico a isso, eu quase morri. Foi quando eu tinha quinze anos H e estava treinando meu corpo, um garoto estupido da escola de boxer achou legal me dar uns remédios que ele acreditava que fazia maravilhas no corpo, o garoto permanece preso ate hoje, por tentativa de homicídio. Mas ele nunca soube que os remédios eram adulterados, não conseguimos provar a inocência dele. Eu conheço ele desde que era mais jovem, antes de entrar na policia. –respondeu percebendo que o soro estava acabando, e com aquilo voltaria a ter a sua voz normal.
-Qual é o nome desse seu amigo? –perguntou Eric pegando seu bloco de notas.
-Alan Sanders. –respondeu se levantando da cama e tirando a agulha do seu braço, passou um pouco de saliva no corte que acabou fazendo.
-O que esta fazendo? –perguntou Horatio não acreditando no que o amigo estava fazendo naquele momento, se supõe que ele tinha que descansar.
-Acha mesmo que vou ficar mofando nessa cama? Não nem pensar, estou indo pra casa. E você Eric, fique longe da Natalia. –respondeu colocando o terno.
-Enxofre estraga mesmo as evidencias? –perguntou Eric duvidoso.
-Natalia é do DNA, enxofre faz alterações nas digitais, assim como o sangue. Acredite não entreguem nenhuma evidencia a ela, se quiser a resposta, procure você mesmo. –respondeu Michael voltando a se sentar na cama.
-Algo errado? –perguntou H olhando atento para o amigo.
-Eu estou bem. Cadê aquela enfermeira filha da mãe que ainda não veio entregar o meu antibiótico? –perguntou irritado.
Eric foi atrás da mulher antes que seu irmão ficasse realmente irritado com todo mundo sem motivos, ele era um supervisor afinal de contas, ele tinha o direito de ficar bravo com qualquer funcionário que não fazia seu serviço direito. Horatio olhava como Michael ficava pálido de uma hora pra outra, era estranho ver o melhor amigo ficando daquele jeito. Nunca tinha visto aquilo em toda sua vida. No final um homem entrou e rapidamente deu a injeção no pescoço de Michael. O moreno olhou o medico furioso.
-Porque o atraso? –perguntou furioso.
-Estava preso no transito. –respondeu o medico.
-OK Samuel, mas da próxima vez mando mata-lo. –respondeu Michael se levantando.
-Pouparei seu trabalho, pegue isso. –disse o Medico chamado Samuel entregando uma pequena maletinha.
-O que é isso? –perguntou duvidoso em aceitar aquilo.
-Seus remédios para a próxima vez que precisar se livrar do mal do enxofre em seu organismo, sei que você teme nunca mais ter filhos, mas eu me preocupo com você. –respondeu abrindo a maletinha para que Michael visse que ali só tinha frasquinhos da quantidade certa que Michael teria que tomar.
-Acaso quer me viciar em drogas? –perguntou não crendo.
-Acho que não, esses remédios são raros para quem tem uma alergia tão estranha quanto a sua…
-Pro seu governo não é estranha! Meus pais tiveram isso quando era criança! Minha irmã tomava um remédio totalmente diferente a cada quimio que ela fazia! Então não, não é estranha é só você que é estranho que não estudou a medicina direito, passou direto sem nem ler um livro direito! –respondeu irritado se desviou do medico não aceitaria aquilo, era um suborno isso que era, ficar viciado em drogas? Nem morto ele ficaria.
Horatio e Eric foram atrás de Michael, não queria que o amigo cometesse uma loucura, não quando ainda poderia desmaiar. Eric queria saber como Michael sabia aquelas coisas sobre seus pais. Era impossível Michael saber mais sobre os pais do que ele, que viveu praticamente a vida toda com eles. Sabia que teria conversar mais com Michael, mas naquele momento estava irritado com ele, pois ele tinha feito algo que faria sua irmã ir para a morte, coisa que ele não queria que acontecesse. No fundo Michael ignorou completamente o laboratório e foi para a garagem, H e Eric ainda seguiram ele.
-Vai mesmo para casa? –perguntou H vendo o amigo entrar no carro grande que ele tinha.
-Sim. –respondeu tirando o terno e jogando de qualquer jeito no banco do passageiro.
-Cadê suas armas? –perguntou vendo que o amigo não estava armado.
-Deixei em casa, na hora que sai nem me toquei que tinha tirado elas. –respondeu sentando no banco do motorista e ligando o carro, fechou a porta.
-Vejo você amanha? –perguntou H ele estava visivelmente preocupado com o colega.
-Acho que não, ficarei uns dias com as crianças e Sean. Ligarei se tiver alguma noticias naqueles arquivos. –respondeu Michael saindo com o carro.
-Acha que ele vai ficar bem? –perguntou Eric.
-Sim. –respondeu H voltando para o laboratório.
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Michael chegou em sua casa completamente irritado, mas estava bem. Entrou na cozinha onde ouvia vozes, viu Sean e Kyle conversando, sabia que estava na hora de conversar bastante com Kyle, no dia seguinte levaria Kyle para conhecer o porão. Pegou o filho do chão onde o menino estava brincando, olhou o relógio percebeu que já era quase hora do menino começar a tomar a vitamina dele. Keith sabia que seu pai era o único que sabia preparar sua vitamina melhor que Sean, deitado no ombro dele viu seu pai preparar. Sean olhou para o namorado sorrindo, pois sabia que teria que aprender a preparar a vitamina do menino. Kyle ficou atento no que o tio fazia.
Logo depois Michael se dirigiu para a sala onde ligou o radio e colocou um CD no toca CD. Sean olhou a capa do CD e percebeu que era o CD que Keith vivia pegando, queria saber que CD era aquele, quando deu por si estava ouvindo uma melodia calma e bonita, não conhecia aquela musica, ia perguntar quem estava cantando, mas parou ao ver que não tinha vozes senão o som do instrumento.
-De quem é esse CD? –perguntou baixinho ao ver que Michael fazia o menino ficar deitado em seus braços onde segurava a mamadeira do menino.
-Bethovem, se ver o menino carregando isso pra cima e pra baixo é por que quer ouvir. –respondeu.
-Desculpe não sabia Keith. –disse Sean beijando a testa do menino.
-Eu devia ter te alertado antes. –respondeu Michael.
Kyle sentou no sofá e apreciou a musica que o primo gostava de ouvir, era interessante, era uma musica calma, percebeu que o menino dormiu no colo do pai dele. No fim Michael subiu as escadas para colocar o menino no berço dele para que dormisse. Ainda não era completamente noite, mas Kyle sabia que o tio ficaria acordado. Desde que ficou ali com Sean, tinha arrumado seu novo quarto, não tinha nada pessoal dele ali e sabia que teria que arranjar algumas roupas e entre outras coisas.
-Ei Kyle, venha conhecer o porão. –chamou Michael com um radinho na mão.
-E esse radio? –perguntou o garoto curioso seguindo Michael até a garagem.
-É pra saber se Keith precisa de mim. –respondeu abrindo uma porta escondida da garagem.
Kyle percebeu que a porta só se abria com a digital de Michael, ao invés de ter uma escada, era somente um quadrado, duvidoso entrou. Michael sorriu quando percebeu que Kyle estava assustado com o que encontraria naquele momento. Apertou um botão e começaram a descer. Kyle se assustou quando começaram a descer.
-Você tem um elevador em sua casa? Como conseguiu isso? –perguntou completamente fascinado no momento.
-Eu construí essa casa antes de voltar totalmente para Miami. –respondeu Michael.
-Uau. –respondeu Kyle quando a porta do elevador abriu.
Se viram numa sala completamente arrumada, mas com um monte de caixas empilhadas em um canto. Michael pegou a caixa intitulada Horatio Caine, tiraria aquela caixa da vista de Kyle, não sabia o que encontraria no interior da caixa, e não queria traumatizar mais ainda ao menino. Viu Kyle olhando o mural que tinha em frente a uma das mesas que tinha em seu esconderijo.
-Esse é papai e você? –perguntou o menino olhando uma foto que estava pendurada no mural.
-É, foi o reencontro. Eu tinha treze anos quando voltei. Seu pai apanhou feio de mim nesse dia. –respondeu vendo que foto Kyle se referia.
-Como assim? –perguntou curioso.
-Tiro ao alvo, apostaram quantos tiros eu acertava na cabeça e bem, eu acertei vinte, seu pai só acertou cinco. No fim ele teve que pagar o lanche pra todo mundo nesse dia. –respondeu rindo, era uma ótima lembrança afinal de contas.
-Acha que papai vai ficar feliz se eu decidir entrar na policia também? –perguntou duvidoso da resposta.
-Acho que seu pai ficaria orgulhoso. Eu sei que Keith vai ser o que ele quiser no futuro, pois a doença dele não permitiria correr bastante atrás de bandidos. No fundo quero que meu filho seja um advogado, se me permite dizer, acho que o sonho que meu filho tiver quero que ele siga com o coração, mesmo que o sonho seja ser um policial como eu. –respondeu indo esconder a caixa de Horatio Caine dentro de uma sala que também só se abria com a impressão digital.
-O que viemos fazer aqui? –perguntou Kyle curioso, as outras fotos eram de seu pai e Michael.
-Eu não sei, acho que alguma coisa nessas caixas me fazem querer saber o que esses Mala Noche estão aprontando. Ou Henry não teria me mandando esse caminhão inteiro para mim não concorda? –respondeu Michael pegando uma caixa intitulada Mala Noche 1990. Era o ano de sua iniciação como membro da policia.
Abriu a caixa, Kyle se juntou a Michael naquela caixa. Dentro dela a maioria das coisas que tinha dentro dela era somente fotos, fotos dos membros do Mala Noche, naquele momento Michael chocado, não conseguia entender como Henry conseguiu tirar fotos do Mala Noche sem ser descoberto, mas em uma das fotos viu Celine, agora sabia o que acontecia, Henry tinha se infiltrado para conseguir tudo aquilo que via. Fotos de drogas, armas, munições. Fotos de Antônio Riaz, Memmo Fierro, Armando Salazar e entre outros que não conhecia seus nomes, mas ao virar a foto viu seus nomes escrito nelas.
Era chocante o que acabava de descobrir, nunca tinha visto aquilo em toda a sua vida. Henry Macbranks era um filha da mãe que tinha conseguido o que mais ninguém tinha conseguido em mil anos, muitos policiais estavam querendo colocar atrás das grades os membros da gangue. Mas para Michael os membros deviam ser mortos, não daria o gostinho para que eles um dia pudessem escapar da prisão onde não era o lugar deles, o lugar deles era debaixo da terra a sete palmos. Era nisso que Michael acreditava. Olhou a caixa seguinte e percebeu que era do ano de 1991. Kyle estava com medo das coisas que estava lendo naquele momento.
-Esta tudo bem Kyle, nada do que esta vendo aqui, deixarei que aconteça com você. Nada. Confie em mim ok. –disse Michael abraçando Kyle que tremia.
-Vai contar pro pai? –perguntou abraçando o tio.
-Sim, esta vendo esses dois homens? –perguntou mostrando as fotos de Memmo e Antônio.
-Sim. –respondeu Kyle duvidoso.
-Esses é Antonio Riaz é o líder da gangue Mala Noche e quer matar Marisol. Esse careca aqui é Memmo Fierro, Antônio mandou ele matar minha irmã. –respondeu Michael deixando a foto da dubla de lado.
-Acha que consegue pegar os dois? –perguntou Kyle curioso ele não queria perder sua mãe.
-Vou mata-los na primeira oportunidade que tiver, acredite, eu não mereço ver mortes de inocentes nas mãos desses dois. –respondeu Michael, começando a separar as fotos dos membros da gangue, para que pudesse montar um mural, tinha algumas fotos que estavam marcados em x.
Cujas fotos marcados em X Michael percebeu que era membros que ele mesmo tinha matado e não sabia, pois não olhava para os assassinos que matava, simplesmente matava, sem nem olhar para a cara do bandido assassino. Kyle ajudou Michael a montar o painel de assassinos mortos, as vezes lia quem tinha matado eles, não se surpreendia ao ver que a maioria foi morta pelas mãos de seu tio, estava ficando assustado ao ver que seu tio era sangue frio nessas horas.
-Não fique com medo Kyle, eu não mato crianças, olha isso aqui. –disse Michael ao perceber que Kyle olhava os assassinos mortos.
Kyle não acreditou ao ver fotos de crianças como membros do Mala Noche, tinha ate crianças que já tinha a marca que o marcava como Membro Junior era como estava escrito atrás de suas fotos.
-O que esses caras estão fazendo recrutando crianças inocentes? –perguntou raivoso, ele nunca se juntaria a uma gangue como aquela.
-A vizinhança em que mora os Mala Noche é assim acredite, se tiver que matar essas crianças serei obrigado a usar minha cara de malvado. –respondeu o moreno bagunçando mais ainda o cabelo de frustração.
Quanto mais fuçavam, mais coisas descobriam a respeito daquela gangue dos infernos. Era chocante conhecer a gangue pelas mãos de Henry, ainda não conseguia entender como foi que o homem conseguiu aquilo tudo sem ser descoberto. Quando pegou a ultima caixa o que tinha ali, quase não acreditou. A caixa datava do ano de 2002 o ano em que Henry tinha morrido. Ali na caixa só tinha fotos de Michael quando era criança, certidão de nascimento que Michael pegou e conferiu, ali estava marcados como pais biológicos Pavel Delko e Maria Delko. Tinha algumas fotos dele com Pavel, não se lembrava daquelas fotos. No fundo da caixa uma pasta de arquivo, pegou e leu.
Olá Michael,
Sei que não é o momento certo para falar disso, mas sei que alguma coisa lá fora esta acontecendo e sei que serei atingido. Pavel Delko foi o melhor amigo desde que o conheci na empresa em que montei para fazer a sua fortuna. Pavel sempre soube que você era filho dele, pois foi ele que armou esse esquema, ele queria que você fosse forte que aprendesse a se defender da melhor forma que existia. Ele sabia que você era o melhor garoto que o mundo poderia ter, afinal você nasceu perfeito demais para ser filho dele, mas ele te amava de qualquer forma, quando nos encontramos naquele dia no hospital eu soube que ele queria que você curasse sua irmã gêmea, pois ele sabia que o futuro dela era incerto.
Michael esse foi o nome que ele me pediu para colocar em você, pois só assim saberia que você era filho dele. Vocês se encontravam sempre que podiam, e eu sempre fazia com que esses encontros acontecessem, afinal ele era seu pai biológico tinha mais direito que Celine e eu, mas ele sabia que eu não queria ser seu pai, pois eu nunca amei Celine, só fiquei com ela porque queria saber mais a respeito dos Mala Noche, eu era da policia quando resolvi me aposentar dela, pois eu não queria morrer cedo e não ter nada preparado para quando você pegar os membros do Mala Noche. Essa gangue é uma gangue que gosta de sangue fresco. Pavel por anos me disse que o pai de Antônio Riaz estava atrás de sua irmã, ele disse que Antônio Riaz é apaixonado por ela, acho que por isso ele é capaz de matar qualquer um que se aproxime dela.
Pegue esse Antônio por Pavel, não deixe que ele mate mais inocentes no caminho.
Michael não conseguia acreditar no que tinha acabado de ler. No fundo Pavel lhe treinou bem, riu frustrado, pois não se lembrava muito bem daquelas vezes do passado. Irritado pegou um copo e jogou contra a parede oposta de Kyle. O menino se assustou ao ver seu tio irritado. O menino sabia que Michael tinha descoberto alguma coisa naquele momento, para estar do jeito que ele estava era capaz de ter conhecido coisas dolorosas ao seu respeito. Resolveu se aproximar cauteloso do tio e abraçou, tentando assim consolar o mais velho.
-Kyle, acho que devemos ir para cima. –disse Michael pegando o radinho onde se podia ouvir um chorinho.
-Esta tudo bem com você? –perguntou Kyle seguindo o tio para o elevador.
-Estou bem Kyle, só descobri que meu pai Pavel Delko sempre soube que eu era filho dele e me deixou para viver com aquela víbora da Celine. –respondeu se irritando mais ainda.
-Acho que não deve se irritar mais, percebo que seu filho tem medo desses seus momentos. –disse Kyle com cuidado.
-Keith tem medo da minha braveza, afinal ele me viu ficar puto da vida com Celine quando sai daquela casa pra vir viver minha vida aqui. –respondeu Michael saindo do elevador. Saiu correndo para o quarto do filho.
Sean estava lá com o menino no colo tentando consola-lo, mas o que conseguia era que o menino chorava mais. Michael pegou o filho no colo assim que entrou no quarto. Sabia o que seu filho queria naquele momento, mas não sabia se poderia cumprir com aquilo, mas tentaria. Saiu do quarto com o filho e foi para seu quarto no final do corredor, trancou a porta, não estava afim de conversar com ninguém naquele momento. Tirou a camisa e a roupa do seu filho, deitou na cama e deixou o menino deitado em seu peito, logo se sentiu acalmado. Michael sorriu, ele amava seu filho por ser aquele menino, seu instinto paternal com o menino era mais forte do que aquele que ele teve com Martha, pois Martha nunca esteve por perto de Keith nem mesmo quando ele nasceu.
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Nota...
Mais um capitulo pronto, sei que ele foi intenso mais foi bom assim, é assim que tem ser a historia da família Delko, pois é uma pena que Marisol tenha morrido tão cedo na série.
Então bora pros reviews?
Ate a próxima!
