Capitulo seis: O casamento
Nos dias que se seguiram Michael ficou completamente na dele, fazia seu trabalho no modo automático, não conversava com ninguém no trabalho. Em seus horários de almoço ficava sozinho. Teve dias que ignorou completamente os chamados dos amigos. Horatio não conseguia entender o que estava acontecendo com o colega de trabalho, naquele momento obrigaria o amigo a contar o que estava havendo.
-Hei Michael , não se atreva a descer! –chamou H indo ate o amigo.
-OK, o que quer? –perguntou irritado.
-O que esta acontecendo? –perguntou H olhando atento ao amigo.
-Nada, só descobri que minha vida é uma verdadeira merda, poderia entregar isso para Eric? –respondeu entregando uma foto, a foto dele com Pavel.
-Você e Pavel? –perguntou olhando a foto.
-Eu disse que tinha um caminhão, mas tudo o que estava lá era mais a respeito dos Mala Noche, a ultima caixa era a meu respeito e tem uma caixa a seu respeito que deixei longe da vista de Kyle, eu não acho que o menino deva ver o que estiver lá dentro. –respondeu Michael.
-Olha não precisa ignorar ninguém aqui…
-Só preciso de um tempo ok. –interrompeu ficando irritado.
-Kyle esta bem? –perguntou H interessado, queria saber como se filho estava.
-Sim esta bem, me ajudando a montar um mural no meu escritório. As vezes penso que ele tem medo de mim, ao ver que a maioria dos membros do mural foram mortos por mim. –respondeu suspirando frustrado.
-Ele falou alguma coisa? –perguntou puxando o amigo para a sala dele, precisavam conversar.
-Me perguntou se você ficaria feliz em ver ele no time da policia. –respondeu aceitando a se sentar na poltrona da sala.
-Ficaria orgulhoso claro. Mas não quero que ele entre tão cedo! –respondeu.
-Não, ele não quer entrar cedo, sei que ele quer estudar. –disse Michael.
-Ele disse o que quer estudar? –perguntou curioso, afinal queria que seu filho tivesse uma formação acadêmica.
-Não, só disse que quer estudar. –respondeu e se levantou quando Eric entrou na sala, não estava pronto para encarar ninguém naquele momento. Viu H entregar a foto para Eric. Resolveu que já tinha ficado demais naquela sala. Pegou o celular que tocava e atendeu, ouviu Kyle, sabia que o garoto queria falar com o pai, simplesmente entregou o telefone para H que estranhou, mas no fim soube que era o filho.
-Pai estou preocupado com o tio, desde aquele dia ele anda estranho. –disse Kyle.
-Estranho como? –perguntou baixo sabendo que Michael poderia ouvir a conversa deles.
-Tem ignorado todo mundo aqui em casa, passa mais tempo com o filho do que com o namorado dele, ou comigo. Ele já teve duas recaídas. –respondeu Kyle achou que naquele momento era melhor contar tudo para o pai.
-Verei o que posso fazer ok, Michael disse que quer estudar, o que exatamente quer estudar filho? –perguntou com cuidado não queria acabar ofendendo o menino.
-Quero ter minha formação acadêmica. –respondeu.
-Ok, veremos isso. Preciso ir, depois conversamos ok? –perguntou.
-OK pai, por favor, cuide do tio. –respondeu Kyle desligando o telefone.
Michael recebeu o telefone de volta. Acabou se sentando de novo, odiava se sentir fraco naquele momento. Estava completamente irritado com Natalia por usar produtos químicos errados. Sabia que acabaria tendo mais uma recaída e sabia que não podia mais ignorar ajuda, ele não queria ir tão cedo.
-Ele te mandou cuidar de mim não é? –perguntou Michael olhando os olhos azuis de Horatio.
-Teve duas recaídas cara, tem que se cuidar. –respondeu H, Eric olhou assustado para seu irmão mais novo.
-Henry me deixou mais irritado me enviando aqueles arquivos e saber que é atrás de mim que eles estão é mais irritante. –respondeu aceitando o copo de agua que Eric lhe entregava.
-Mala Noche esta atrás de você? –perguntou Eric.
-Sim e eles querem matar minha irmã gêmea, não entendo. –respondeu Michael.
-Acha que é por causa da marijuana? –perguntou Eric nervoso.
-Marijuana? O que isso tem a ver? –perguntou Michael confuso.
-Minha irmã usava marijuana…
-É só uma erva que todo mundo consome por ai, porque isso importa? –perguntou Michael irritado.
-Ela comprava antigamente com Antônio Riaz. –respondeu Eric na defensiva.
-Droga Eric! –Michael se levantou num rompante e saiu correndo para o elevador.
-O que deu nele? –perguntou Eric sem entender.
-Vamos atrás dele, parece que vai falar com Marisol. –respondeu H correndo atrás do amigo antes que o elevador fechasse a porta.
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Michael olhou zangado aos dois que estavam com ele, naquele momento ele só precisava limpar o sistema de Marisol, ou ela teria sérios problemas no futuro. Horatio olhava o amigo atento ao que ele fazia, estava deveras preocupado com o amigo, não queria que ele tivesse uma recaída naquele momento. Eric por outro lado ainda estava sem entender o que estava acontecendo.
-O que esta acontecendo? –perguntou Eric, ele queria de uma vez por todas entender o que estava rolando.
-Acha mesmo que Antônio vendia somente marijuana? –respondeu saindo do elevador.
Marisol estava fazendo uma autopsia de um corpo junto com Alexx. Michael ficou onde estava, ele não entraria naquela sala nem que pagassem. Horatio franziu o cenho para o amigo, se supunha que queria falar com Marisol, mas lá estava ele grudado na parede oposta suando frio. Eric piscava sem entender, olhou para o vidro e viu que as mulheres trabalhavam num corpo.
-Conhece o defunto? –perguntou Eric, nisso Horatio olhou o corpo em cima da mesa da autopsia.
-Não Eric, não conheço o defunto e mesmo que conhecesse não vou entrar naquela sala! –resmungou Michael virando as costas e apoiando a cabeça na parede fria.
-Você não gosta de cadáveres? –perguntou Eric curioso.
-Tive um trauma psicológico ok, não vou reviver isso de novo, eu não posso com isso. Inocentes não devem morrer Eric. –respondeu olhando bravo o irmão.
Horatio resolveu chamar Marisol, já que seu cunhado odiava ver corpo inocente em cima da mesa autopsia. Alexx sorriu ao ver que os dois realmente estava tornando a vida deles melhor e o que era bom, já estavam com um casamento marcado. Deixou que os pombinhos conversassem.
-Podemos conversar em um lugar com bastante ar sim? –perguntou Michael saindo daquele corredor.
-O que deu nele? –perguntou Marisol.
-Ele odeia ver cadáver. –respondeu Eric sorrindo.
-Nem pense em fazer alguma brincadeira com ele, não quer ver ele te arrebentar quer? Ele arrebentou dois caras do FBI Eric. –respondeu H avisando.
-Droga estraga prazeres! –resmungou Eric começando a ir atrás de Michael que estava parado nas escadas esperando os outros.
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No estacionamento Michael abriu a porta de seu taurus e pediu que os outros entrassem, que estaria levando eles para um lugar onde ninguém mais conhecia. Eric no fundo ficou assustado por seu irmão conhecer lugares que ele não conhecia. Marisol sabia que poderia ser a sua futura casa e esperava que fosse verdade, pois estava na hora de conhecer um pouco mais sobre seu irmão gêmeo. Horatio por outro lado estava duvidoso em aceitar aquilo, mas deixaria que o cunhado seguisse as rédeas da situação do momento.
Calleigh que estava indo embora do laboratório viu como Eric , H e Marisol entrava no carro de Michael, sabia que eles já estavam agindo como família, mas ainda não entendia porque Michael começou a ignorar os amigos. Ryan também viu como os quatros entravam no taurus de Michael.
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Michael conduziu o carro ate um lugar remoto, mas Horatio reconheceu o lugar como o lugar em que Michael estava treinando com Henry. Só Michael saberia a trilha para aquele caminho, mas não sabia o que estaria fazendo num lugar como aquele, ate ver que o matagal era maior ate do carro, soube que em algum lugar ali teria algum esconderijo. Michael parou o carro e pediu para descerem. O carro ficou escondido e longe da trilha. Na carreta Michael pegou uma maleta preta e depois andou alguns passos se ajoelhou no chão abrindo um cadeado no chão.
-O que estamos fazendo aqui? –perguntou Eric olhando para os lados sem entender.
-Marijuana Eric! –respondeu Michael irritado, assim que abriu a porta do chão, acendeu a luz pelo interruptor.
-É a erva que eu tomava. –respondeu Marisol descendo as escadas atrás de Michael ela queria saber o que estava havendo.
Michael tirou o terno, sua gravata agora usava frouxa, deixou como estava, pendurou o terno numa cadeira. Tinha uma mesa retangular no meio da pequena sala, mas ao redor tinha prateleiras com vidros, uma pequena geladeira onde tinha os produtos químicos. Michael abriu a maleta preta pegou uma seringa nova e um frasco e entregou para H.
-Tire o sangue de Mari. –disse enquanto ia na geladeira pegar algumas coisas para fazer um teste no sangue, um teste que só ele sabia fazer, pois ele tinha descoberto como descobrir através do sangue se a pessoa foi ou não envenenada por alguma droga.
-O que vai fazer? –perguntou Eric sem entender as coisas que Michael montava em cima da mesa.
-Marijuana certo? Antônio não é burro Eric, ele pode ter misturado alguma coisa nessas ervas que vendia para Marisol. –respondeu Michael recebendo o frasco com o sangue de Marisol, viu H abraçando sua irmã.
-Nunca comprei ervas com esse homem, eu comprava com Diego. –respondeu.
-Diego vulgo Antônio Riaz, é desse jeito que ele escapava da policia, ele tem vários codinomes Mari. –respondeu Michael separando um pouco do sangue de Marisol pegou um dos produtos químicos e misturou.
De dentro da maleta pegou um caderno com as anotações que fazia do dia a dia. Ali tinha umas instruções que só ele podia saber. Como se o sangue ficar roxo era porque tinha tomado heroína, se ficava verde era anfetamina, se ficava azul era metafetamina, se ficava laranja era cocaína. Se ficava amarelo era a pior coisa que poderia acontecer, significava que tinha sido envenenada por antraz através de heroína. Ficou atento no sangue que ficava verde.
-O que o verde quer dizer? –perguntou H confuso, nunca tinha visto aquilo em toda a sua vida.
-Marijuana e anfetamina. Mari tomava drogas sem saber. –respondeu Michael anotando no caderno.
-E como sabe disso? –perguntou Eric não acreditando no que via e ouvia.
-Eric, eu desenvolvi esse teste. –respondeu voltando para a geladeira.
-E se ficasse de uma cor diferente? –perguntou H curioso, não queria perder a amada assim.
-O bom é que não ficou amarelo, ou seria obrigado a internar. –respondeu entregando um vidro com um liquido roxo e uma garrafa de agua para Mari.
-O que é isso? –perguntou Mari curiosa.
-Vai limpar seu sistema, eu não quero que no futuro você fique triste por não poder ter filhos. Não use mais marijuana de quem você não conhece Mari, pode retirar do meu estoque pessoal ok. –respondeu Michael.
-Você usa marijuana? –perguntou Eric.
-Alias o que significaria o amarelo? –perguntou H curioso.
-Sim Eric marijuana me deixa mais calmo. H o amarelo significa que ela foi envenenada por antraz misturado com heroína. –respondeu recolhendo os vidros de Mari.
Horatio ficou mais chocado com a resposta, abraçou Marisol mais ainda, não a perderia para aquele Antônio Riaz. Não deixaria mais a mulher sozinha. Eric não saberia dizer o que fazer, mas de uma coisa ele sabia que teria que fazer, acabar com o maldito que quase envenenou sua irmã.
-Devia ensinar esse teste no laboratório sabia, caso sejamos envenenados sem saber…
-Eric, é só sangue e H2occ uma única gota e já saberá o resultado. –respondeu guardando o caderno e jogando o resultado do teste de Mari num frasquinho com uma etiqueta.
-Marijuana devia ser proibido. –disse H de repente.
Michael olhou o amigo sem crer que ele dizia isso, mas riu, riu como nunca tinha rido em sua vida. Os outros dois lhe olharam sem entender porque ele estava rindo.
-Não pode impedir de uma planta nascer H, mas concordo, devia ser proibido, tem gente que anda fazendo cigarro com eles, mas eu não fumo, eu uso para fazer chá. –respondeu Michael pegando suas coisas para irem embora do lugar.
-Ele não pode ser tão inteligente assim. –disse Eric de mau humor.
-Bem vamos. –chamou Michael que estava impaciente na escada.
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Meses depois.
O casamento de Horatio aconteceria naquela manha, logo a tarde Marisol daria como morta e Michael a esconderia. No fundo Eric aceitou que Marisol se casasse com H, afinal de contas eles passaram três meses se conhecendo melhor. Kyle estava presente no cartório com o pai assim como Keith o menino tinha completado três anos no mês anterior. Sean também estava presente, afinal de contas amava o namorado que tinha e mais ainda sabia que queria ter uma vida instável com o detetive. Marisol chegou ao cartório com Alexx.
No fim do dia H e Marisol foram almoçar no restaurante ali por perto do cartório. Kyle estava junto queria conhecer mais ainda o pai e sua nova mãe. Michael estava a um lado conversando com Sean. Eric viu algo brilhando do alto de um prédio e soube que algo começaria, nunca se imaginou que veria Michael ser atingido assim como Marisol, os dois caíram no chão. Os policias que estavam ao redor apontaram suas armas para cima, mas não surgiu mais nenhum tiro. Horatio protegia sua amada com o corpo, mas ela não tinha sido atingida, pois ela usava um tipo de colete por baixo de seu vestido, mas com um efeito, sangrava. Michael gemeu de dor tirou seu terno e a camisa branca olhou o ombro ferido, por pouco não acertava seu coração, olhou para Sean que estava com Keith encolhido em seu colo. Kyle estava debaixo da mesa com medo. Meteu os dedos na ferida e retirou a bala e entregou para Calleigh que se aproximava com um kit. Pegou a agulha da mão dela e ele mesmo costurou seu machucado.
Horatio seguiu os paramédicos que estavam com Marisol na maca, ele tinha avisado eles que aconteceria algo extraordinário e Marisol poderia ser atingida por algo. Juntos dos paramédicos e Michael eles aramaram um plano sem Eric, pois sabia que algo poderia sair mal e não queria que o outro ficasse furioso. Horatio viu Michael se costurando a si mesmo pediu que um dos paramédicos atendesse a ele. No fundo Michael estava orgulhoso de ser inteligente a ponto de poder se costurar a si sozinho, mas deixou que o paramédico jogasse um liquido âmbar na ferida, no fundo soube que era whisky que estava na mesa, logo pegou o copo da mão do homem e tomou o liquido irritado. Se levantou do chão e pediu que Calleigh ficasse com Sean e Kyle, precisava ir para o hospital com Marisol.
-Procure o desgraçado que me acertou. –pediu Michael a Eric, não deixaria que Eric fosse ao hospital naquele momento.
-Ok, me mantenha informado. –respondeu duvidoso de querer deixar que Michael e H fossem ao hospital queria saber como estava sua irmã naquele momento.
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No caminho para o hospital um carro parou eles, Michael já se imaginava que isso poderia acontecer, parecia que Antônio não se dava por vencido. Horatio ia sair, mas Michael não deixou, que ele poderia fazer o trabalho sozinho. Pegou a arma que H emprestava, saiu de trás da ambulância atirando nos três homens que saia começando a atirar. Um deles fugia, pois não estava armado e Michael soube que era Memmo. Bateu na lateral da ambulância pedindo para que eles fossem. Olhou para o caminho que Memmo fazia e saiu em disparada atrás dele, não deixaria que o assassino fugisse. Conseguiu pegar o homem antes que ele entrasse na lancha e sumisse do mapa. Prendeu suas mãos atrás. Pegou o celular do bolso e ligou para Eric e Frank, precisava que eles levassem Memmo para a prisão.
-Não deixarei que você mate minha irmã. –disse se sentando no chão, seu ombro estava com uma ferida dos infernos.
-Sua irmã? –perguntou Memmo.
-Sim, minha irmã. –respondeu Michael irritado.
-Achei que ela era da família Delko…
-Bom mexeu com a família errada, pois eu também sou um Delko. –interrompeu Michael assim que viu Eric se aproximando com o carro com Frank.
Eric deu um soco em Memmo antes de deixar Frank leva-lo.
-Onde esta Antônio? –perguntou Eric furioso.
-Eric, Antônio esta no Brasil. H esta esperando você de qualquer forma. –respondeu Michael.
-Mari? –perguntou duvidoso.
-Eu não sei, me dá seu celular o meu acabou a bateria. –pediu, discou o numero rapidamente.
Michael quase levou um susto quando Horatio revelou algo estupido. Conversou um pouco com o amigo e deu um sinal para ele, ficou de costas para Eric e Memmo que ainda estava ali, por pedido de Michael. Depois irritado, olhou Memmo furioso, enquanto entregava o celular para Eric para ele ouvisse o que tinha acontecido. Michael deu um soco tão forte na coluna de Memmo e depois pediu que Frank o levasse embora, enquanto puxava Eric para o carro que Eric tinha pegado no laboratório.
Juntos os irmãos foram para o hospital onde estava esperando por eles para se despedir de Marisol. Eric dirigia o carro chocado, ainda não aceitava bem a morte de sua irmã, não daria aquele gostinho para Antônio Riaz quando o pegasse. Michael olhava atento as reações de Eric, sabia que um dia teria que revelar algumas coisas para o mais velho dos irmãos, mas aquele não era o momento adequado para se por em dia.
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Eric olhava para Marisol que estava deitada na cama do hospital imóvel, ele ainda não queria acreditar que sua irmã mais nova estava naquele estado, assim que encontrasse Antônio acabaria com a raça daquele assassino, nem que um dia vá preso por assassinar o assassino de sua irmã. Kyle estava com o rosto escondido no peito do pai, chorava, sem entender porque tinha acontecido aquilo com sua madrasta, tinha aprendido a querer a mulher como uma mãe. Sabia que seu pai e seu tio não estava bem. Michael estava olhando a janela do quarto, já que não sabia o que fazer, precisava esperar que Eric fosse embora com Horatio, já que os dois tinha uma conta a se acertar com Antônio.
Assim que foram embora. Eric deixou que Michael cuidasse do funeral de sua irmã, ele não se sentia bem para realizar algo como aquilo, sua irmã merecia algo melhor do que aquilo. Eric disse que Michael arcasse com as consequências de ter feito aquilo com as irmã, afinal estava reticente em querer que sua irmã se casasse tão cedo e sem se proteger daquilo tudo. Michael ouviu tudo o que Eric explodiu em sua cara, estava acostumado a perder milhares de pessoas em seus braços, mas não deixaria que Eric estragasse sua reputação.
Assim que se viu sozinho com Kyle e Sean que protegia Keith em seu colo. Michael ministrou um soro. Momentos depois Mari abria os olhos desorientada com a medicina que tinha tomado antes de chegar no hospital, dando a entrada como morta. Assim que despertou completamente, se levantou da cama e abraçou Kyle. Michael olhou os corredores para ver se tinha algum conhecido, assim que se viu livre, foi embora com Mari para o estacionamento onde tinha deixado o carro, por via das duvidas.
Foram embora do hospital sem olhar para trás. Mari estava feliz em ver que agora viveria escondida e na casa de seu irmão. Michael olhava atento para as ruas, não daria um gostinho se visse algum mala noche no meio do caminho. Chegaram em sua casa são e salvos.
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No Brasil, Rio de Janeiro, Horatio e Eric olhava como Antônio se via livre da prisão do país, não conseguia acreditar que os policias não prendiam pessoas como Antônio Riaz, era estranho ver como um assassino frio como Antônio andando livremente pelas ruas. Eric queria mata-lo ali mesmo, mas H disse que não podia atacar ele ali na frente de policiais, não naquela rua.
Encontraria um jeito de encontrar Antônio num lugar longe dos olhos daquelas águias que existia como policia naquele bairro em que estava. Aproveitaram e passearam pela cidade, para conhecer mais da cultura estranha em que vivia Antônio.
Horatio naquela noite recebeu a ligação de Michael, dizendo que tinha conseguido localizar Armando Salazar e que estava preparado para mata-lo. Horatio ouviu o tiro que Michael deu, por pouco não ficou surdo com o barulho que foi produzido.
-O que foi isso? –perguntou Eric ao seu lado.
-Michael acaba de matar Armando Salazar. –respondeu olhando Eric.
-Quem é esse cara? –perguntou franzindo o cenho.
-A mão direita de Antônio Riaz. –respondeu e desligou o celular depois de ouvir Michael cantando vitória.
-Humm, Michael gosta mesmo de matar assassinos. –respondeu encarando o céu do hotel em que estavam, no dia seguinte eles iriam procurar Antônio.
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Enquanto isso Michael que estava em um prédio de dez andares camuflado com um rifle mirado na cabeça de Armando que ria feliz com seus amigos na festa lá embaixo. Michael mirou bem no meio da cabeça do assassino, não deixaria que nada dele sobrevivesse, tinha percebido que um dos garotos que estava ao lado de Armando poderia ser um segundo líder se matasse Armando. Tinha um pequeno álbum de fotos dos membros da gangue ao seu lado, olhou um momento ela rapidamente, e viu que aquele garoto que estava ao lado de Armando também era membro honorário do Mala Noche. Disparou o rifle acertando a testa de Armando. Disparou mais uma vez no garoto que estava tentando se esconder, mas a bala lhe acertou acima de sua orelha esquerda.
Recolheu os cartuchos das munições que disparou, desmontou o rifle e guardou na maleta. Pegou o álbum de gangues e riscou Armando Salazar e Miguel Mendoza da lista, estava certo que faltava só poucos membros dessa gangue de mala noche e estaria feliz quando todos eles estivessem enterrados a sete palmos do chão. Foi embora daquele lugar o mais rápido possível, não daria o gostinho para que nenhum desses garotos que não fazia parte da gangue se metesse em seu caminho.
Naquela noite Michael só queria um pouco de paz, mas tinha encontrado Armando por acaso quando voltava para casa, em seu carro sempre tinha um estojo de rifle e entre outras armas que poderia precisar. Ficou feliz em poder eliminar aqueles dois membros honorário de mala noche. Assim que saiu do prédio e entrou em seu carro. Foi embora daquele bairro o mais rápido possível, no caminho viu como a rua enchia de policiais e ambulâncias, nem se imutou quando viu Frank no meio deles, não estava afim de investigar a morte desses dois, sendo que seu rifle nem estava registrado no sistema.
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Marisol tinha arrumado suas roupas no guarda-roupa, assim como as de Horatio, estava feliz que seu irmão gêmeo lhe protegeu, mesmo ele levando o principal tiro. Sabia que o outro estava com o ombro dolorido, e ainda tinha matado mais duas pessoas com aquele ombro machucado. Saiu do quarto para ir a cozinha, encontrou com Sean fazendo o jantar, Kyle estava ajudando picando a salada, o menino estava feliz, pois tinha aprendido a gostar de mexer na cozinha, resolveu ajudar.
Michael chegava da estrada, guardou o carro totalmente na garagem, tirou a roupa preta que usava para se camuflar e guardou na caixa da carreta do carro. Olhou seu ombro costurado, o sangue voltava a sair, irritado foi para dentro de casa, viu a família reunida na cozinha. Foi correndo para o quarto, não deixando que ninguém visse que seu ombro voltava a sangrar. Tomou um banho, estava mega cansado de tudo aquilo, ele queria acabar com toda a gangue do mala noche, ainda não entendia porque eles estavam atrás dele, sendo que quando tinha conhecido o significado do mala noche não tinha nem doze anos direito.
Michael esperava poder viver em paz assim que acabasse com aquela gangue dos infernos. Assim que saiu do banho e se trocou, fez um novo curativo no ombro. Colocou uma regata, para não incomodar o machucado. Desceu as escadas e entrou na cozinha onde estava todos.
-Boa noite. –disse Michael se sentando numa das cadeiras da sala de jantar que tinha na cozinha.
-Hum, onde esteve? –perguntou Sean franzindo o cenho.
-Por ai matando estúpidos que querem me matar. –respondeu levantando uma de suas sobrancelhas.
-Argh, num gosto que fale assim. –disse Sean voltando sua atenção para as panelas.
-Humpf. –resmungou Michael, ele não ligava para nada daquilo.
-Tio, papai vai voltar quando? –perguntou Kyle um tanto assustado.
-Eu não sei, quando terminar de fazer o que foi fazer no Brasil. –respondeu confuso, já era para Horatio ter ligado lhe confirmando que Antônio estava eliminado.
-Hum. –disse Kyle.
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Nota autor:
Vejo vocês no próximo capitulo, logo, logo essa fic estará na reta final... são somente dez capítulos ao todo
Então vamo embora para os reviews do dia!
Ate breve
Fui…
