O Final

A imagem sumiu instantaneamente, Eragon chegou a pensar que as lembranças haviam se acabado, quando uma luz tênue cintilou em sua mente, mostrando um ambiente cavernoso, mas incrivelmente belo; brilhos de várias cores se refletiam das paredes, como se houvessem cristais multicoloridos presos ali.

Glórianiss segurava um bebê de olhos dourados e cabelos louros, mas seu olhar caía triste sobre um homem de cabelos castanhos deitado na cama de madeira a sua frente, ele estava pálido e gotículas de suor frio escorriam de sua testa.

- Me prometa uma coisa Glórian... – Começou ele, sua voz falhando enquanto arfava e se esforçava para falar – Prometa que você a deixará viver no império. Ela não pode ficar aqui...

- Ri – interrompeu a elfa –, eu não posso! Não posso deixá-la, é minha filha!

- É nossa filha Glórian – corrigiu-a – e você sabe que não pode mantê-la aqui. Uma criança não pode viver presa, não pode viver se escondendo... Ela jamais entenderá o porquê não pode ter uma vida livre, jamais entenderá o porquê deve odiar o império...

- Ela não precisa...

- Sei que não precisa Glórianiss! Mas ela crescerá ouvindo você dizer que lutará sempre contra o império e por mais que você explique a ela o porquê odeia tanto Galbatorix, Blackniss jamais entenderá... Prometa que vai deixá-la viver com os humanos, deixe-a conhecer a liberdade, a maldade do mundo... Deixe-a escolher em que lado lutar...

A voz dele falhou e o homem começou a tossir, até que coágulos de sangue escorressem por seus lábios. Glórianiss deixou a filha na cadeira a qual estava sentada e correu para ajudá-lo: limpou o sangue, e fez com que ele bebesse um liquido alaranjado que estava em uma jarra pousada sobre uma mesa no centro do cômodo. Ele tremeu descontroladamente antes de dizer com a voz rasgada:

- Prometa...

- Eu prometo a você cavaleiro Riblack que nossa filha viverá entre os humanos para que possa compreender a nossa luta. – Disse ela, na língua antiga, mas não sem completar – Porém, ela voltará para mim quando eu decidir que aprendeu a lição.

Ele sorriu, abençoou a filha e olhou intensamente para a elfa, mas antes que pudesse dizer o que queria seu olhar se perdeu na imensidão desconhecida que é a morte.

Eragon piscou várias vezes, até perceber que estava novamente no pavilhão vermelho de Nasuada, antes que pensasse em tudo o que viu, uma voz soou mais alta que o normal:

- Não é elegante entrar na mente das pessoas desta maneira sem ter pedido permissão a elas. – Observou Ângela. Glórianiss sorriu ao responder:

- Não há tempo para ser elegante.

- Então você deixou sua filha para que ela pudesse sentir na pele o que representava o império de Galbatorix? – Perguntou Eragon, indignado. Ele sabia o que era não conhecer seus pais verdadeiros, e sabia muito bem como era a dor da verdade.

- Sim. Mas não com imprudência. O colar que minha filha traz no pescoço, é feito por duas escamas de Crystal, nele está um encanto que demorei um ano para inventar com perfeição e quase duas horas para executá-lo. Ele não permite que descubram o verdadeiro nome de Blackniss, nele há proteção, energia e informações. A partir dele eu podia vê-la quando quisesse independentemente de qualquer encantamento que pudessem lançar sobre ela.

- Então, os meus sonhos eram reais? – Perguntou Blackniss, sentando-se. – Eu sonhava com você, com Riblack, sonhava com cidades antigas e com elfos que nunca imaginava existir... Então, tudo era verdade?

Glórianiss assentiu.

- Eu nunca deixei você... Filha.

Um silêncio comovente dançou e brincou entre eles, até que todos voltassem a encarar o presente: estavam numa guerra, lutavam contra forças extremamente poderosas e desconhecidas. Pessoas estavam sofrendo enquanto eles estavam ali e muitas decisões ainda deviam ser tomadas.

- Você lutará ao nosso lado? – Questionou-a Nasuada, com um olhar inquisidor.

- Lutarei.

- Perdoará a sua raça Cavaleira? – Perguntou uma pálida Islanzadí.

- O tempo jamais apagará as minhas lembranças. – Respondeu ela, simplesmente – Mas mudou meus sentimentos.

- Acho que agora temos mais chances de vencer. – Comentou Orrin.

- Não é a quantidade da força que vence uma luta, Majestade – Ângela interpelou –, mas o que se faz com ela.

- Mas pelo menos estamos perto do fim! – Falou a criada de Nasuada, nem conseguir se conter.

Todos a olharam com pena e solidariedade, a ignorância pode ser também uma virtude, pois apesar de enganar o coração, acalma também a alma. Pensou Eragon. Um longo minuto se passou, no qual ele perceber que Blackniss o observava, ele respondeu com um olhar carregado de palavras. Ela sorriu e piscou para ele, não precisava dizer que o perdoara por tê-la deixado. Uma felicidade há muito tempo esquecida cresceu dentro dele até que Islanzadí dissesse:

- Isso é apenas o começo de uma luta de um século. Encontra o fim quem encontra a morte. Os vivos lutaram para sempre.

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Oiii!

Qto tempo, não?!

Então, esse é o fim da fic, o resto fica pra vces imaginarem!

My Odd World, vce pediu se eu li BRISINGR. Li sim e ameeei, estou louca pra que venha o próximo livro! Tomara que chegue logo!

Espero que todos tenham curtido ela assim como eu!

Agradeço de coração a todos que mandaram reviews, por mais que a fic não fosse minha.

E agradeço a Jeh por ter escrito essa história linda!