CAPITULO 5 – A ENTRADA NA FÁBRICA

Kagome estava no quarto terminando de se arrumar, vestiu uma calça preta e uma blusa preta bem coladas ao corpo, além de um par de botas pretas. Eram roupas confortáveis para se usar em uma missão. Foi até o espelho escovar o cabelo, e ficou pensando no que Mirok dissera.

FLASHBACK

Kagome e Inuyasha já estavam prontos para sair do apartamento de Mirok e Sango quando a jovem vira para Mirok e dispara a pergunta que estava querendo fazer desde que pisara em solo soviético.

-Quem está por trás dessa missão?

-O que perguntou? – Mirok fez-se de desentendido

-Quem encomendou as fotos? – novamente questinou Kagome.

Mirok olhou para Sango em cumplicidade, e esta apenas balançou a cabeça num sinal positivo.

-O governo americano – respondeu displicentemente

Inuyasha ergueu a sombrancelha e pareceu intrigado com o fato.

-O governo americano – repetiu incrédulo

Mirok notou que Inuyasha não havia acreditado naquela história, e resolveu explicar-se melhor.

-Não todo o governo americano – disse debochadamente - O fato é que alguns membros do alto escalão do governo americano desconfiam da existência dessa bomba, e acreditam que a União Soviética pretende fazer chantagem com ela, por isso é importante confirmar a real existência dela.

A história pareceu convincente, mas mesmo assim Kagome sentiu que não devia acreditar totalmente nela.

FIM DO FLASHBACK

Ainda que não soubesse ao certo se a história era o não real, Kagome decidiu prosseguir com a missão; terminando de ajeitar o cabelo, foi para a sala, Inuyasha a esperava lá. O meio-youkai também trajava roupas negras como a noite, parou por um momento e ficou admirando a beleza do parceiro, Inuyasha também não pode deixar de notar quão bonita Kagome estava com aquelas roupas negras.

- Vamos – disse a jovem se dirigindo a porta.

Inuyasha e Kagome se encontraram com Mirok e Sango e estes os levaram de carro até próximo a fábrica, ficando parados a uma distância segura do velho galpão. Inuyasha e Kagome foram os primeiros a descer do carro sendo seguidos por Mirok e sua noiva Sango.

-Tomem cuidado quando estiverem lá, pode haver armadilhas – precaviu Sango.

-Entrem pela porta dos fundos assim que houver a troca de guardas – orientou-os Mirok – estaremos aqui para lhes dar suporte.

-Bah! Não somos principiantes – disse Inuyasha cruzando os braços.

-Eu sei que não são, senão Narak não os teria enviado – ponderou Mirok

Kagome estava quieta, não mencionara uma palavra desde saíram da praça municipal, tinha uma sensação estranha sobre a missão, como se algo ruim pudesse acontecer. Inuyasha começou a caminhar a sua frente, quando estavam a uma boa distância do carro o meio-youkai parou de andar e virou-se para a parceira.

-Escute Kagome – a garota despertou de seus devaneios – nós ficaremos juntos o tempo todo.

Kagome o olhou com incredulidade, numa missão os espiões não deveriam ficar juntos, já que se um fosse pego o outro teria chance de completar a missão; o trabalho de equipe dos espiões funcionava dessa maneira, mas o que Inuyasha propunha parecia não fazer sentido. Entretanto ignorando a expressão de espanto da parceira, e antes que essa pudesse retrucar o meio-youkai continuou.

-Você vai tirar as fotos enquanto eu fico de vigia.

-Inuyasha, você é realmente um espião? Isso não faz sentido, se ficarmos juntos cobriremos apenas uma pequena área da fábrica – Kagome estava preocupada com o tempo que perderiam dessa maneira.

-Cale a boca, se você ficar longe de mim eu não poderei te proteger!

Kagome calou-se naquele instante, então era isso que ele queria com esse plano, queria apenas protege-la, mas por que ele a protegeria? Perguntou-se em pensamento.

-Inuyasha, eu trabalhava em missões SOZINHA – enfatizou a última palavra, a garota não pretendia admitir que precisava ser protegida.

-Bah, pensei que estivéssemos juntos nessa missão.

Novamente as palavras do parceiro a surpreenderam e tocaram fundo em seu coração, não entendia o efeito que aquelas palavras faziam sobre seu ser. Inuyasha seguiu caminhando pelo terreno plaino que havia até o galpão da fábrica, Kagome o acompanhou decidida a seguir o plano do parceiro.

O meio-youkai se pôs de tocaia junto a Kagome, eles se esconderam entre algumas árvores que cercavam a fábrica e de ficaram observando dois guardas que vigiavam a porta dos fundos, viram quando um terceiro guarda se aproximou deles e os dois que estavam vigiando o seguiram em direção a parte da frente da fábrica; assim que viram os guardas virando a esquina do galpão, Inuyasha e Kagome aproveitaram a oportunidade para adentrar no local. Se aproximaram sorrateiramente até a porta dos fundos, e Inuyasha verificou se estava trancada, para a surpresa deles a porta estava aberta, eles se entreolharam, poderia ter sido deixada aberta por descuido, ou poderia ser uma armadilha; mais cautelosos do que nunca entraram no velho galpão, sempre com Inuyasha a frente de Kagome.

Inuyasha pôs a arma engatilhada e ficou vigiando enquanto Kagome tirava fotos do interior da fábrica, e até mesmo de algumas bombas e armamentos bélicos que estavam espalhados pelo local.

Assim que havia terminado de fotografar algumas caixas que estavam empilhadas próximas ao corredor, Kagome retirou o pequeno rolinho de filme da máquina e estendeu a mão para Inuyasha que não entendeu o que aquilo significava.

-Inuyasha quero que fique com isso – disse séria – caso algo dê errado você é o mais ágil, portanto tem mais chances de sair em segurança.

-Sua boba, guarde isso com você, se alguém vai sair daqui é você – esbravejou

Kagome ficou surpresa com as palavras de Inuyasha.

-Inuyasha o que importa é cumprirmos a missão.

Escutaram passos se aproximando do local onde estavam, esconderam atrás das caixas empilhadas de madeira.

- там? (Quem está aí?) – perguntou uma voz masculina grave.

Escutaram em seqüência vários passos que ecoavam pela fábrica vazia, Inuyasha e Kagome permaneceram atrás da pilha de caixas, Inuyasha pegou a arma e a engatilhou novamente, os passos estavam cada vez mais próximos.

-Kagome, – apontou para um corredor mais a frente –– siga pelo corredor, há uma saída por ali - ordenou.

-Não – respondeu firme a garota que pegou a arma que carregava nas costas – estamos juntos, não é?

Inuyasha a olhou com reprovação, não queria que ela permanecesse naquele local, mas a teimosia da garota parecia não ter limites, acenou mais uma vez com a cabeça o corredor, mas Kagome permaneceu irredutível segurando firme a arma na mão. Os passos estavam bem próximos, o meio-youkai sabia que não tardariam até encontra-los, e um confronto com os guardas não era nem de longe a melhor opção. Inuyasha apontou a arma em direção a umas caixas de estavam do lado oposto do deles e atirou, a caixa explodiu chamando a atenção dos guardas, aproveitando a distração dos vigias Inuyasha empurrou a pilha de caixas sobre eles; essa era a deixa perfeita para eles escaparem, no entanto, um dos guardas não fora muito atingido pela pilha de caixas e rapidamente se levantou apontando a arma na direção dos dois fugitivos; instintivamente Inuyasha passou o braço pela cintura de Kagome puxando-a para trás de si. O guarda o olhava fixamente com a arma empunho e Inuyasha permanecia estagnado a frente da parceira, se atirasse contra o guarda haveria uma troca de tiros e Kagome poderia sair ferida.

O guarda apontava a arma engatilhada para o peito de Inuyasha, não havia escapatória pelo menos para um deles.

-Kagome, vá e não olhe para trás – ordenou Inuyasha

-Eu não vou sozinha – esbravejou

O guarda aproximava-se cada vez mais de Inuyasha, a adrenalina fazia o coração bombear o sangue cada vez mais rápido. Kagome sentia um aperto no peito e a respiração começou a ficar ofegante, nunca se sentira assim antes numa situação de perigo.

-Sua boba, não disse que o que importava era cumprir a missão?

-Inuyasha, existem coisas que importam mais.

O barulho da arma disparando ecoou pela fábrica abandonada, seguido ao barulho escutou-se passos apressados pelo corredor.

Muita emoção espera os personagens nessa fic.

Agradeço as reviews que recebi, e espero continuar recebendo.

Obrigada a todas os meu leitores.