Kagome e Inuyasha se dirigiram rapidamente para o apartamento do jovem casal, e em menos de meia hora depois estavam sentados na sala deles. Sango lhes servia uma xícara de café enquanto Mirok pegava algumas pastas que estavam na estante.
-Para que nos chamou aqui – perguntou Inuyasha impaciente.
Mirok se aproximou deles e começou a explicar.
-Ótimas fotos da fábrica senhorita Kagome – elogiou
-Obrigada.
-É uma pena que não tenham muita utilidade – suspirou o jovem.
-O que? – Inuyasha levantou-se num sobressalto
-O que acontece é que... as fotos não servem de prova que haja a construção dessa bomba.
-Por que não disse isso antes seu idiota! – disse Inuyasha agarrando a camisa de Mirok.
-Inuyasha – repreendeu a parceira
Inuyasha soltou a camisa de Mirok e virou para a parceira
-Kagome quase morremos na fábrica para que as fotos não servissem de nada! – o meio-youkai estava revoltado com a situação.
-Seria uma fatalidade se isso tivesse ocorrido – lamentou Mirok
-Repita isso – Inuyasha cerrava os punhos pronto para bater em Mirok
-Inuyasha! – repreendeu Kagome novamente, e Inuyasha soltou-o.
Sango que até aquele momento assistia a cena sem dizer uma palavra se pronuncinou.
-Mirok por que não cala essa boca e deixa que eu explico.
O rapaz foi para trás da noiva, e Sango apenas balançou a cabeça desaprovando a atitude do noivo.
-Como essas fotos não servem como prova? – perguntou Kagome querendo entender a situação.
Mirok fez menção de explicar, mas o olhar fulminante que Sango lhe lançou o fez calar.
-As fotos apenas mostram bombas de vários os tipos, no entanto, precisamos de documentos que realmente comprovem a construção dessa bomba.
-Quer dizer que tudo foi para nada? – Kagome estava decepcionada.
-As fotos nos serão de grande valia, mas sem os documentos não temos como
comprovar a existência da bomba – ponderou Mirok, ainda atrás da noiva.
-Estamos fora! – disse Inuyasha irritado.
-O que disse não pode sair...- disse Mirok saindo de trás de Sango, mas voltou ao ver olhar furioso que o meio-youkai lhe lançou.
-A nossa missão era tirar as malditas fotos, missão cumprida, já tem as fotos na mão. Não vamos continuar nos arriscando.
-Inuyasha precisamos da sua ajuda e de Kagome – implorou Sango.
Kagome virou de costas, e voltou a virar para o jovem casal.
-Eu continuou na missão.
-Está maluca ! – explodiu o meio-youkai.
-Inuyasha, a nossa missão aqui era arranjar provas sobre a existência da tal bomba, até a tenhamos conseguido não podemos deixar o país.
-Eu vou com você – disse o meio-youkai contrariado e de mau agrado – Estamos juntos, não é mesmo?
Kagome apenas balançou a cabeça, sabia que o fato de Inuyasha a acompanhar valia mais do que as palavras pouco gentis dele.
-Perfeito! – disse Mirok abrindo um sorriso – eu e a Sango vamos arrumar uma maneira de vocês entrarem na fábrica.
Depois que saíram do apartamento de Mirok e Sango, Kagome e Inuyasha foram até um parque que havia ali próximo. No centro do parque havia um bonito lago de águas límpidas e cristalinas que brilhavam com a incidência da luz do sol sobre elas.
Kagome debruçou-se sobre a pequena mureta da ponte construída sobre o lago, e ficou observando seu reflexo nas águas do lago, foi quando notou o reflexo do parceiro as suas costas, virou-se rapidamente para fita-lo.
-Kagome por que quis continuar na missão? – perguntou o parceiro curioso.
-Inuyasha, a existência dessa bomba pode vir a ser o estopim da guerra entre Estados Unidos e União Soviética, e se o país entrar em guerra novamente muitas pessoas vão morrer – fez uma pequena pausa como se algo lhe viesse a mente naquele instante - Meus pais morreram durante a guerra, e eu não quero que outras crianças percam seus pais também.
Inuyasha a abraçou ternamente.
-Kagome, nessa missão não existe uma causa nobre.
Kagome ficou confusa com as palavras do parceiro, mas estava mais confusa com a atitude dele em abraça-la tão repentinamente.
-Enquanto houver alguém que acredite nisso, haverá nobreza – respondeu a jovem acreditando que o Inuyasha se referia a ela querer lutar por essa causa.
Eles se entreolharam, e a respiração estava cada vez mais próxima, e naquele momento deixaram o sentimento que havia dentro deles se expressar por si; e essa expressão veio na forma de um beijo singelo e cálido. Não houve resistência de nenhum dos lados; as barreiras que haviam entre eles pareciam ter sido rompidas, pelo menos naquele momento tão único e eterno. Assim que seus lábios se desgrudaram o meio-youkai a olhou ternamente.
-Eu vou estar do seu lado o tempo todo – disse passando a mão pelo rosto da parceira que tinha os olhos iluminados de felicidade.
Kagome mal conseguira dormir naquela noite, pensava na atitude de Inuyasha em beija-la e dizer que estaria sempre a seu lado e pensou nele, seu amor passado, que agora estava tão distante dela.
Ao despertar pela terceira vez no meio da madrugada viu que Inuyasha não estava na cama a seu lado. As lembranças do tempo que passara na agência em Nova Iorque lhe vieram a mente e junto com elas as lembranças de seu amor não correspondido; a imagem de seus pais sorrindo também era tão vivida em sua memória. Tais recordações pareciam estar sendo esquecidas a cada dia que passara longe de sua terra natal, talvez porque no momento apenas tinha uma coisa em mente: completar a missão.
Levantou-se e foi até a sala onde encontrou o meio-youkai sentado no sofá.
-Inuyasha o que faz acordado a essa hora? – disse a garota ainda sonolenta.
-Kagome, você também está acordada.
A garota abriu um sorriso e foi sentar-se ao lado do meio-youkai que a abraçou trazendo-a para junto de si.
-Está preocupado com a missão – concluiu a jovem.
Inuyasha a olhou sério, na verdade, haviam outras preocupações em sua mente, não que o fato de continuar no país sob as ordens de Narak não fosse motivo suficiente para causar-lhe insônia. Lembrou-se das palavras de Mirok daquela vez que se encontraram pela primeira vez, ainda não tivera oportunidade de questiona-lo a esse respeito.
"Você e a garota parecem ser boas pessoas, se quer um conselho assim que a missão estiver concluída pegue a garota e desapareça das vistas de Narak."
Não entendia o porquê tinha que sumir das vistas de Narak junto com Kagome, pensou que Mirok também soubesse que...
-Inuyasha... – seu pensamento foi interrompido pela garota que agora estava de pé a sua frente
-Kagome você confia no Narak?
A pergunta do parceiro a surpreendeu, era uma pergunta um tanto incomum e fora de contexto, uma vez que nem sequer mencionaram o nome do chefe.
-Inuyasha por que está me perguntando isso?
-Já trabalhou com eles em outras missões, queria saber se confiava nele?
Kagome parecia um pouco relutante em responder, mas achou que não teria mal nenhum se o meio-youkai soubesse da verdade, ou melhor, soubesse apenas de uma parte da verdade.
-Inuyasha eu nunca trabalhei com Narak antes, eu trabalhava em outra agência.
-Não conhecia o Narak? – agora era Inuyasha estava intrigado pelo fato da parceira ter aceitado tal trabalho sem conhecer seu chefe – Por que decidiu aceitar essa missão, então?
-Inuyasha, tenho minhas razões pessoais – respondeu secamente, não falaria a respeito disso com ninguém especialmente com Inuyasha - Gostaria de não falar sobre isso. – finalizou o assunto, pois acreditava que o meio-youkai a consideraria uma tola se contasse que aceitou a missão apenas por causa de um amor não correspondido – Vamos voltar para cama?
O meio-youkai balançou a cabeça e seguiu os passos da parceira.
() referente à Segunda Guerra Mundial
Sobre o capítulo 7 - As coisas parecem que estão acontecendo um pouco precocemente entre o Inuyasha e a Kagome, levando em consideração a história pessoal de cada um, por isso eu escrevi esse capitulo 'parceiros' que conta um pouco mais da aproximação deles.
Eles ainda não se amam, mas estão começando a sentir uma atração um pelo outro.
RESPOSTA DAS REVIEWSMariInha e Lory Higurashi – realmente o amor deles já deu o primeiro grande passo, agora falta só eles admitirem isso.
dessinha Almeida – e pode deixar que eu vou continuar
Obrigada a todos os leitores que vem acompanhando a história.
PS: eu já liberei as reviews para anônimos, eu tinha esquecido de liberar, sorry!
