Nota da Autora:

Depois de uma discussão em que eu fiquei com MUITA raiva pq o Inuyasha da minha vida tava certo. Sim, Morangos não crescem em árvores, mas vamos imaginar, ok? Afinal, maças não são tão românticas como morangos. ;D

Beijos, Cellah.

Diclaimer: Nenhum deles me pertence, infelizmente. :(

Capítulo Dois:

Inuyasha saiu do Palácio em direção à vila. Se pelo menos soubesse onde era a casa dela... Mas não sabia, teria que procurar. Inuyasha correu durante todo o caminho até a vila, até sentir o cheiro do perfume floral de Kagome, mas com esse cheiro, vinha junto o amargo cheiro de lágrimas. Por que será que estaria chorando ainda?

Ele seguiu seu cheiro, que ficou mais forte enquanto seguia para uma casa. Chegando perto desta, ele olhou na janela, e a viu. Toda vulnerável, chorando na cama, com os joelhos dobrados, deitada no colo de uma amiga,que afagava seus cabelos delicadamente.

"Kagome... Não chore por causa dele!" Sango falou quase caindo aos prantos junto com a amiga. "Ele não te merece..."

"Acho que ele foi o único que eu quis merecer... Mas ele que não me merece." Exclamou, sua voz sendo abafada pela perna da amiga, enquanto chorava ainda mais, os soluços ficando mais fortes.

Inuyasha assistia à conversa das meninas, apoiando a cabeça na janela. Não resistindo à tentação de faze-la olhar pra ele e, ansioso, pela hora em que diria a ela que a amava, apesar de que não se conhecessem a nem um dia.

"Sabia que você parece tão pequenininha chorando?" Comentou com um sorriso triste, mais pra si mesmo do que pra ela, mas mesmo assim, ela o ouviu, e virou rapidamente para trás, encontrando com o olhar assustado de Inuyasha. Logo seu olhar virou raivoso.

"O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI??!!" Gritou com todas as suas forças.

"Não grite!! Eu tenho orelhas sensíveis!!" Falou Inuyasha, cobrindo as orelhas com a mão.

"Então me responda!" Exigiu Kagome com a voz mais baixa, mas nem por isso menos venenosa. Inuyasha ainda continuava com as mãos no ouvido, talvez elas conseguissem fazer o veneno da voz de Kagome não entrar no cérebro dele por meio das orelhas.

"Tá bom! Eu vim pedir desculpas!! Dizer que eu te amo e essas coisas melosas..." Respondeu olhando pra baixo, abaixando as mãos. Essas palavras desconsertaram Kagome, que, por sua vez, se pôs a chorar novamente.

"Você deve estar mentindo!" Falou Kagome, com as mãos apertadas fortemente, se abraçando.

"Nunca fui tão sincero em minha vida..." Inuyasha falou enquanto se ajoelhava no chão. "Me dá mais uma chance??" Perguntou puxando Kagome para si. Esse momento mágico não poderia ser interrompendo por ninguém menos que... Sango.

"O que eu posso segurar ao invés de vela?" Perguntou baixinho enquanto revirava o quarto à procura de alguma coisa. Fazendo o casal olhar intrigado para Sango, que continuava revirando o quarto. Sango Parou, e levantou o dedo. De repente, uns três segundos depois desse ato, Sango grita.

O grito exaltado de Sango, assustou o casal, Inuyasha e Kagome. "Ué... O que vocês tão fazendo?" perguntou com uma cara confusa, ainda com o dedo levantando ao lado do rosto. "Voltem a quase se beijarem, eu tava procurando a vela." Sango senta na cama, e vira pro outro lado, afastando os olhos do casal, para dá-los mais privacidade.

Acho que este foi o melhor momento do dia, afinal, era um beijo após uma briga. Apesar dos morangos estarem ótimos, e meu primeiro beijo com Inuyasha foi com o mesmo gosto destes. Acho que nunca mais vou fazer uma cena mínima dessas por causa de orgulho bobo, é bem mais fácil ficar de bem e conversar o dia todo sobre os problemas, do que armar uma briga, não aceitar levar a culpa pelos seus erros, e, principalmente, deixar o outro magoado por causa de uma besteira.

Estavam andando de mãos dadas, ele e Kagome, a caminho do palácio. Kagome estava tão bonita, com um imenso sorriso olhando pra cima, com os raios do sol escondido atrás das árvores deixando seu rosto suavemente iluminado.

"Inuyasha..." Kagome começou movendo seu olhar pra mim. "Você acha que sua mãe vai gostar de mim?"

"Ela já gosta..." Disse dando um olhar sarcástico. "Ela me fez ir atrás de você." Sorri meigamente.

"Quer dizer que se ela não tivesse mandado você não viria?" Perguntou com uma falsa raiva.

"É.. Posso dizer que ela salvou minha vida." Parou de andar, e passou seus braços pela cintura delicada de Kagome. Ela botou as duas mãos em seu peito, e se inclinou para frente. Seus lábios se encontraram facilmente, como se um fosse chamado pelo outro. Mostrando-os que a ligação entre eles era realmente forte.

Mesmo que eu não saiba de meus verdadeiros sentimentos por ela, acho que já sei como terminaria essa história. Continuamos o caminho até o castelo, conversando e rindo, como éramos bons em fazer. Conversando sobre a família, tive certeza de que mamãe iria adora-la. Ela era linda, honesta, generosa, tudo o que mamãe apreciaria. Parecia até que mamãe que casaria com ela ao invés de mim. 'Estarei pensando em compromissos com ela?' De repente me perguntei isso. Será que tinha me encantado tanto assim com essa humana?

Bom, não preciso dizer de que ao chegarmos ao palácio, meus olhos se arregalaram. Não acreditava, muito menos achava possível eu entrar naquele lugar precioso, imagina morar aí! 'Inuyasha mora aí.' Comentei distraída enquanto ficava a apreciar as paredes brancas que revestiam o palácio. A casa era toda branca, dois andares, mas muito larga para os lados. Com certeza seria uma bela mansão. A minha curiosidade para ver tudo como era lá dentro, era imensa!

"Espero que vocês se dêem bem!" Inuyasha falou quando me viu parada com a boca aberta olhando atônitamente para 'sua casa'. Insegura, segurei sua mão.

"Você tem certeza que está disposto a isso?" Perguntei apertando suas mãos e virando para encara-lo.

"Kagome..." Inuyasha começou, apertando minha mão com tanta força e segurança como eu apertava a dele. "Eu nunca senti uma coisa assim por ninguém! E olha que a gente se conhece há um dia." Ele sorriu sinceramente enquanto suas mãos seguiam para a cintura. E de súbito, o senti me puxando para um forte abraço, o qual retribuí com a mesma intensidade.

"Eu também não sei como essa história vai acabar, Inu." Sussurrei na dobra de seu pescoço, ainda abraçando-o.

"Então vamos! Minha mãe nos ajudará a resolver e responder qualquer duvida que tenhamos." Segurou minha mão e foi me puxando, enquanto corria para a porta do palácio.

"Madame." Miroku chamou, enquanto botava sua cabeça para dentro do cômodo onde a Rainha se encontrava. Quando finalmente viu que tinha obtido a atenção da Rainha, que estava sentada com os pés em cima do sofá, lendo um livro de capa dura, começou com as informações. "Eles chegaram. A garota parecia muito confusa no inicio, mas Inuyasha pegou sua mão e a trouxe confiante para cá."

"Miroku... Isso foi à quanto tempo?" Perguntou a Rainha desconfiada enquanto largava o livro de capa dura vermelha no sofá branco cheio de almofadas. De acordo com seus cálculos dos acontecimentos, à esse tempo eles já deveriam estar sendo apresentados.

"À meia hora atrás, Madame." Miroku respondeu constrangido.

"Onde eles estão então?" Perguntou novamente a rainha, assustada com o sumiço.

"Possivelmente no jardim, por isso, resolvi não atrapalhar. Parece que eles ainda estão se conhecendo, sabe, Madame?" Miroku deu uma piscadela para a Madame. Miroku era um dos melhores amigos de Inuyasha, também um excelente monge. Meio atrevido, de acordo com o Príncipe e o Rei, mas estava na cara que, Miroku era como um segundo filho para a Rainha, assim como um irmão mais velho para Inuyasha. Não conseguiam obriga-lo a fazer nenhum serviço pesado, nem levava broncas por não cumprir suas missões. O pior era que Miroku sabia disso, e se aproveitava da situação.

"Está certo, então." A Rainha fechou os olhos, impaciente. Teria que esperar até a hora do jantar para que Inuyasha apresentasse sua futura noiva. "Só quero que você os faça virem jantar!"

"Claro, Madame!" Miroku falou com o sorriso galanteador que possuía, enquanto saía da sala fechando a porta.

"Agora é só esperar para que eles reparem que a metade de seus morangos está cada uma nas mãos do outro." Murmurou enquanto se debruçava na imensa janela que havia no cômodo, e ficou a observar as sombras que brincavam e corriam pelo jardim.

"Kagooooome!" Gritava enquanto corria atrás dela, que ia se desviando das árvores com graça. "Você pode correr, mas não pode se esconder!" Ameacei quando a vi parar atrás do tronco de uma das mais grossas árvores do jardim.

Silenciosamente fui chegando perto da árvore, afim de dá-la um susto. Conseguia ouvi-la respirar depressa, para recuperar o fôlego, mesmo aquele mais simples gesto do corpo, fazia meu pelo se eriçar, e fazia a vontade que um dia vivêssemos juntos e felizes para sempre. 'Ora, Inuyasha! Agora você está parecendo uma mulherzinha sonhadora!' Pensei imediatamente.

Quando estava perto de encostar a mão em seu ombro, ela se virou pro meu lado. Parte do meu plano estava completo, pelo menos ela levou um susto e gritou. Até o ponto de cair de bunda no chão ao chegar para trás e tropeção num galho caído.

"Você fica linda quando ta com medo, sabia?" Comentei com um sorriso, ajoelhando na frente da menina petrificada.

"Inuyasha! Nunca mais faça isso!" Ela gritou bem perto do meu ouvido, o que me fez instintivamente proteger minhas orelhas da voz aguda da menina.

"Kagome! Meu ouvido!" Inuyasha gritou para que ela parasse de xinga-lo, pelo menos, parar de gritar.

"Desculpa, Inuyasha!" Ela fez cara de triste e preocupada, dava para reparar em sua voz que estava arrependida. Nessa hora, mergulhei as mãos em sua cintura, e colei meus lábios nos dela, ficando por cima da garota agora corada.

Uma mão subiu para a nuca, fazendo as bocas ficarem ainda mais coladas, enquanto a outra continuava em sua cintura. Depois de aprofundar o beijo, ela enlaçou suas mãos pequenas em minha nuca, fazendo carinho. Com gostava daquele toque, ela era tão delicada, dava vontade de ficar com ela em meus braços, seu corpo e sua boca colados em mim por todo o sempre!

Nossas pernas se misturavam, as mãos dela desceram para minhas costas, enquanto nossas cabeças mexiam sincronizadamente. Mas, antes que pudéssemos continuar com aquele beijo. Alguém pigarreou atrás da gente. Virei minha cabeça, rompendo o beijo, para ver quem era...

Quando Inuyasha rompeu o beijo, reparei que tinha alguém nos olhando. Inconscientemente, joguei Inuyasha para o lado, enquanto tentava me recompor. Ninguém acreditaria se eu dissesse que a gente não iria fazer nada além de um simples beijo, e eu tenho minha ingenuidade a preservar!

"Desculpe atrapalhar o belo beijo." O jovem começou a falar, ele era alto, com olhos azuis escuros, cabelo curto preto e uma roupa estranha de monge. "Mas só vim para avisar em nome do Rei e da Rainha que o jantar será servido dentro de três horas, o tempo suficiente parar a noiva avisar os pais do jantar,e se arrumar apropriadamente." Terminou com um sorriso.

"Está certo, Miroku.. Eu a acompanho de volta!" Falou Inuyasha levantando e me oferecendo a mão para eu levantar junto.

"Srta. Kagome, não?" Continuou o tal Miroku.

"Sim!" Falei alegre, já com um sorriso no rosto corado.

"Bom, se as coisas não derem certo com Inuyasha..." Começou o discurso, pegando as minhas duas mãos e juntando com as suas. "Gostaria de ter um filho comigo?" Nem terminei de raciocinar o que aquela pergunta queria dizer, quando Inuyasha deu um soco forte na cabeça do jovem, que largou minhas mãos e foi parar no chão.

"Melhor irmos!" Inuyasha falou enquanto me levava para longe e ia pisando na mão de Miroku que gemia de dor. "Você mereceu por se meter com a minha futura mulher!" Inuyasha sussurrou malvadamente para o amigo. Mas mesmo com a cena de violência e brutalidade que ele demonstrou, ainda foi romântica, só para mim, pelo visto. Coitado de Miroku. Estaria ele tão feliz com o fato do nosso casamento?

Fomos andando até a vila. Agora seria a hora em que eu avisaria pro meu pai as notícias. Mas continuava pensando ao entrar em casa: 'Será que estava fazendo a coisa certa?'