CAPITULO 13 – CONFIANÇA.

Kagome foi a primeira a despertar, também não dormira parte da noite pensando em Inuyasha, decidiu novamente ceder a briga, ainda que continuasse com a idéia fixa de investigar quem era a mulher misteriosa que beijou Inuyasha. Virou-se para o meio da cama e viu o parceiro de costas para ela, percebeu que ele também estava acordado.

-Inuyasha

O meio-youkai se surpreendeu ao escutar a parceira chamando-o.

-Não está mais brava, eh! – respondeu sem virar para encarar a parceira

-Inuyasha, dizem que quando você dá as costas para uma pessoa é porque confia nessa pessoa.

Inuyasha ficou por algum tempo pensando no que a garota dissera, e achou graça do comentário. Virou-se para encara-la, e ficou surpreso ao vê-la tão linda.

-Inuyasha – continuou a moça – você me disse que aquela mulher não significa nada para você e eu acredito no que disse.

O meio-youkai colocou sua mão direita sobre a mão dela.

-Você me faz sentir algo que eu nunca tinha sentindo antes.

-Eu também me sinto assim, não gosto quando brigamos queria ficar assim com você para sempre.

Seus rostos foram se aproximando lentamente, até que seus lábios se tocaram; estavam finalmente aceitando aquilo que sentiam, ainda houvesse segredos que eles tinham que esconder um do outro, tudo o que eles queriam era confiar um no outro.

Inuyasha e Kagome foram rotineiramente para o trabalho, e como sempre Kouga tentara se aproximar cada vez mais de Kagome, mas esta estava mais decidida do que nunca a não continuar cedendo tanto as investidas do chefe. Sentia que Kouga estava cada vez mais em suas mãos, por isso não precisava ser tão apelativa em seu jogo de sedução.

Por seu lado Inuyasha buscava não ficar pensando tanto que Kouga estava com Kagome, ao invés disso concentrou sua energia em buscar algo de estranho na fábrica; Kikyo queria que ele passasse informações sobre a missão que estava realizando para Narak, no entanto, não havia muito o que ser dito, e aquilo que podia ser dito poderia comprometer não só Kagome como também Mirok e Sango que o estavam ajudando, e o meio-youkai não queria prejudica-los, já que acreditava que a culpa deles estarem envolvidos nessa situação era de Narak.

Inuyasha estava de guarda na guarita no alto da fábrica, daquele lugar podia visualizar toda a floresta que cercava a fábrica, era uma paisagem tranqüila e relaxante. Notara que nos últimos dias a quantidade de caminhões que entravam e saiam da fábrica havia aumentado significativamente; além disso, vira dois carros pretos que chegaram na fábrica com uns homens muito bem vestidos e estes não tardaram a deixar o galpão. Tudo naquele local era bem suspeito, lembrou-se que certa vez conseguira entrar em uma sala onde havia muitos armamentos, mas não vira nada suspeito; havia tirado algumas fotos que entregara para Mirok, estava começando a suspeitar dessa missão que parecia não ter um objetivo concreto, parecia claro que não havia bomba nuclear naquela fábrica, então, porque insistir nesse assunto? Algo em toda aquela história de missão o deixava intrigado.

O resto da semana transcorreu de maneira pacífica, Kagome continuava a investigar os documentos que passavam por sua mão, e sempre que tinha uma oportunidade abria os arquivos de documentos para lê-los ou tirar alguma cópia a qual passava imediatamente para as mãos de Mirok e Sango, Inuyasha também tirava fotos e fazia relatos sobre a fábrica, movimentos de pessoas internas e externas na fábrica e também sobre sistemas de segurança da fábrica.

Inuyasha e Kagome estavam se relacionando melhor, não mais brigavam como antes, e as pequenas e discretas caricias trocadas entre os dois voltaram a acontecer. Inuyasha evitava ficar falando sobre Kouga, e Kagome começou a usar roupas mais comportadas para ir trabalhar, a jovem não falara mais sobre o baile, mas no dia anterior ao grande acontecimento Inuyasha a lembrou do fato dela ir de acompanhante do youkai lobo.

-Então vai mesmo ao baile com aquele lobinho? – perguntou Inuyasha indo se sentar próximo a jovem no sofá.

-Inuyasha, eu tenho que ir, preciso estar próxima dele para descobrir tudo o que preciso.

-Kagome, essa bomba nuclear nem existe!

-O que disse? – a jovem estava surpresa com a revelação que o parceiro fizera.

-Não tem nada lá que comprove que essa bomba existe, estamos apenas correndo perigo indo trabalhar lá.

-Sabe Inuyasha, eu também já estive pensando nisso, não existem documentos que comprovem nada a respeito disso e nem projetos para a construção de uma bomba usando nêutrons. Eu não sou uma especialista no assunto, mas a própria fábrica não possui estrutura para a construção desse tipo de bomba.

-E por que está dizendo isso agora? – perguntou Inuyasha elevando a sombrancelha.

-Você começou a falar, e eu apenas expus a minha opinião.

-Vamos investigar melhor – ponderou Inuyasha.

O meio-youkai levantou-se do sofá e ficou de frente para a parceira.

-Ainda vai no baile com aquele lobinho?

Kagome levantou-se do sofá, e colocou a ponta dos sobre os lábios do rapaz.

-Será que não confia em mim?

-Não gosto de vê-lo perto de você! – disse fazendo bico.

-Pois terá que se acostumar, até o fim da missão é assim que será!

Inuyasha a puxou para junto de si.

-Eu vou estar por perto, caso precise.

-Eu sei me cuidar sozinha, apenas confie em mim – pediu a jovem.

Beijou a ponta dos dedos e depois elevou a ponta dos dedos até os lábios de Inuyasha, mas este não queria apenas um gesto simbólico, queria beija-la de verdade, puxou-a para junto de si e a beijou ternamente, a garota riu com a atitude do parceiro.

-Eu só gosto de você – sussurrou

Inuyasha ficou chocado ao escutar aquelas palavras, era a segunda vez que a garota dizia que gostava dele, mas ele também sentia que gostava muito dela. Não importava se estavam de lados opostos, ou quem se opusesse a eles, lutaria por ela até o fim, afinal essa era a única coisa que valia a pena naquela missão. Já estava cansando de jogos políticos que apenas traziam sofrimento para as pessoas, se a chance dele de ser feliz estivesse ao lado da jovem, ficaria com ela para sempre. Inuyasha a pegou no colo e levou-a para a cama.

Na manhã seguinte Kagome não foi trabalhar, Kouga a havia dispensando por ser o dia do baile queria que sua acompanhante estivesse maravilhosa. Pela manhã, Kagome saiu para um passeio no parque com Inuyasha, aproveitariam o dia juntos já que o meio-youkai simplesmente decidira não ir trabalhar. Pararam na ponte que atravessava o lago, foi naquele local que trocaram o primeiro beijo, Kagome apoiou-se na mureta, e Inuyasha apoiou as costas na mureta.

-Kagome, por que mudou de agência? – perguntou o meio-youkai curioso.

Kagome virou-se para encara-lo, e depois de pensar por um momento achou que não teria problema se Inuyasha soubesse a verdade. Voltou a olhar para as águas cristalinas do lago, não agüentaria encara-lo enquanto contava a história da sua vida.

-Essa história começou quando meus pais morreram, eles eram espiões e trabalhavam na mesma agência que eu viria a trabalhar anos depois. Depois da morte deles eu fui morar com meu avô que me treinou para me tornar uma espiã, sempre ao final das aulas no colégio eu ia para casa treinar. Quando completei a maioridade fui até a agência onde meus pais haviam trabalhado para pedir emprego, ao chegar lá descobri que a agência havia mudado de chefe já que o anterior fora morto em missão. Provei ao novo chefe que era habilidosa e ele me aceitou; comecei com missões simples até ser enviada para missões mais complexas. O problema foi que nesse tempo eu – parou um instante de falar, parecia que havia um nó na sua garganta que a impedia de continuar – eu ...me apaixonei pelo chefe da agência.

-O quê? – Inuyasha estava incrédulo com o que escutara, e Kagome apenas riu da reação do parceiro.

-Eu me apaixonei por ele, mas ele não se apaixonou por mim – notou um certo tom de decepção na voz da jovem.

-Por isso mudou de agência? – quis confirmar, pois a resposta parecia bem clara.

-Depois que ele ficou noivo de uma outra menina da agência, eu não tinha mais motivos para ficar lá. Achei que seria mais fácil enfrentar essa situação se me afastasse dele, e por isso me pareceu boa idéia de sair do país em missão.

O meio-youkai notou uma lágrima que escorria pelo rosto da jovem, era notável que isso ainda a machucava

-Kagome...

-Tudo bem Inuyasha, eu já superei isso – disse limpando a lágrima que escorria.

O meio-youkai a abraçou ternamente, e Kagome se sentiu aconchegada e protegida nos braços dele.

COMENTÁRIO DA AUTORA

Esse capitulo abordou vários tipos de confiança: Kagome e Inuyasha começaram a confiar mais um no outro; Kagome confiou seu 'segredo' a Inuyasha; Kagome e Inuyasha confiavam em Mirok e Sango, pois passavam todas as informações para eles. No entanto um desses elos de confiança será quebrado, vocês sabem dizer qual é?

RESPOSTA DAS REVIEWS

DEIXO A RESPOSTA DAS REVIEWS NO PRÓXIMO CAPÍTULO.

Quero agradecer a todos os leitores pelas reviews, e por estarem acompanhando a história.