Finalmente chega a noite do baile...
CAPÍTULO 14 – A NOITE DO BAILE
Kagome e Inuyasha voltaram para o apartamento no final da tarde. Logo assim que chegaram no apartamento, a jovem foi para o banheiro tomar um banho e começar a se arrumar para o baile. Inuyasha sentou-se na sala, não estava nem um pouco de acordo com o fato de Kagome ter que ir a esse baile com aquele youkai lobo.
Quando finalmente estava pronta, Kagome foi até a sala e Inuyasha ficou atônico ao ver quão bela estava a parceira naquele vestido de gala azul, ela havia prendindo o cabelo com um coque e deixara algumas madeixas soltas, estava esplendorosa; no entanto ao invés de elogia-la Inuyasha apenas emburrou a cara e virou o rosto numa atitude de desaprovação. Kagome não ficou chateada com a atitude do meio-youkai, uma vez que sabia que essa reação por dele era por causa do ciúmes que estava sentindo dela.
-Inuyasha, quero que me prometa que não vai me seguir.
-Bah!
-Inuyasha, me prometa – disse firme
-Está certo – disse simplesmente, e voltou a sentar-se no sofá.
Sem dizer mais nada Kagome saiu e ficou esperando por Kouga no saguão do prédio, Inuyasha não podia controlar os ciúmes que estava sentindo naquele momento, tinha vontade de descer lá e pegar Kagome de volta, ela era somente dele, não queria que ninguém a tocasse.
Kouga chegou ao prédio num carro preto modelo esportivo, um tanto incomum naquela época, mas era muito bonito.
-Kagome, você está linda – elogiou Kouga enquanto Kagome entrava no carro.
-Obrigada Kouga – respondeu simplesmente.
Kouga dirigiu rápido pelas ruas frias da capital soviética, e quando chegaram ao local do baile Kagome se surpreendeu com a beleza do local onde o baile se realizaria.
Era um prédio de arquitetura antiga com altas pilastras, na entrada havia uma enorme escadaria que conduzia a uma porta de metal dourada. Na entrada da porta haviam dois homens que recepcionavam os ilustres convidados que chegavam trajando roupas finas e muito bem acompanhados por belas moças.
Kouga desceu do carro e ajudou Kagome a sair, enquanto subiam as escadarias que davam acesso a porta dourada Kouga comentou algo a respeito do local.
-Esse era um castelo que pertenceu a um antigo czar.
A garota estava encantada, nunca estivera num local tão lindo. Ao adentrarem ao salão, a jovem notou que a festa não estava muito cheia, e havia poucos casais na pista de dança. Uma agradável música ambiente preenchia o local, correu os olhos por toda a extensão do salão e viu que havia uma pequena concentração de militares trajando uniformes do exército soviético, e viu que próximo a eles haviam senhores distintos com condecorações no paletó.
Kouga a conduziu até uma mesa, e Kagome sentou-se. Um homem alto e loiro se aproximou de Kouga antes mesmo que ele pudesse se sentar o puxou para um canto e lhe falou algo, mas Kagome não entendeu nem uma palavra do que o homem dissera. Assim que o homem que também trazia medalhas no paletó se afastou de Kouga, este se aproximou de Kagome.
-Me desculpe Kagome, mas tenho que resolver um assunto sério. Volto logo em seguida. – disse por fim beijando a mão da moça.
Kouga saiu no encalço do homem loiro e em meio as pessoas que circulavam pelo salão desapareceu. Kagome olhou as pessoas dançando na pista e sentiu uma ponta de inveja, queria que Inuyasha estivesse ali com ela. Viu de repente um vulto passar por trás dos casais que bailavam alegremente, e reconheceu-o imediatamente, mas preferiu ir checar mais de perto.
Saiu da mesa e com cuidado se esgueirou pelos cantos do salão, e novamente viu o vulto próximo a duas moças, as suas suspeitas foram imediatamente confirmadas, ficou atrás de uma pilastra de onde viu uma terceira mulher se aproximar do grupinho. Assim que a última moça se aproximou, o tal 'vulto' que Kagome vira primeiro saiu atrás da terceira da moça.
Kagome voltou para a mesa, Kouga a aguardava ansioso.
-Kagome onde esteve?
-Fui ao toalete – respondeu de pronto.
-Minha querida fiquei preocupado – disse beijando a mão da moça.
Kagome estava se sentindo um pouco desconfortável naquele lugar, principalmente depois de ter presenciado tal cena, preferiu ocultar sua presença na festa, para isso iria embora.
-Kouga, eu não estou me sentindo bem – disse Kagome num tom melancólico.
Para melhor protagonizar a cena, Kagome colocou a mão na testa e começou a simular que ia desmaiar.
-É melhor leva-la para o hospital – disse o youkai lobo preocupado.
-Não precisa – apressou-se em dizer - eu quero ir para a casa.
-Kagome, eu sinto, mas não posso sair nesse momento.
Kagome ficou feliz por dentro ao ouvir que ele não a acompanharia de volta.
-Poderia, por favor, me ajudar a pegar um táxi – disse apoiando-se na mesa, se não fosse espiã poderia ter tentado carreira em Hollywood.
O youkai lobo a amparou até a saída e a ajudou a entrar no táxi, quando estava sentada dentro do veículo agradeceu Kouga.
-Obrigada Kouga e me desculpe por ser tão péssima companhia para você – Kagome mantinha o tom de voz baixo e melancólico para que o youkai lobo não suspeitasse da farsa.
Kouga voltou a beijar a mão da moça.
-É a melhor companhia em qualquer ocasião
Dizendo isso fechou a porta do táxi.
Inuyasha estava na varanda do apartamento olhando o céu estrelado se estendia como um manto por toda a Moscou, pensou em Kagome, ela o havia feito prometer que não a seguiria, e em nome dessa promessa ficara no apartamento. Sentia um fogo o consumindo por dentro cada vez que pensava em Kouga a abraçando, ou mesmo nele próximo a garota. Não entendia como sentimentos assim tão fortes podiam invadir sua alma fazendo seu corpo arder nas chamas dos ciúmes, não agüentava mais aquela situação, foi até o quarto buscar um casaco, mesmo tendo prometido a Kagome que não a seguiria iria até o local do baile, precisava saber se ela estava bem.
Quando se dirigia para a porta de entrada, viu que esta se abrira, viu a parceira entrar por ela e acender a luz.
-Kagome, o que aconteceu? – perguntou em um tom de preocupação.
A garota esboçou um sorriso e Inuyasha sentiu uma paz imensa invadir o seu corpo, o fogo do ciúmes não mais queimava seu corpo, era outra a chama que se acendia naquele momento, era a chama da paixão que começava a arder.
-Eu não podia fazer isso Inuyasha – disse simplesmente e correu em direção aos braços do parceiro.
O meio-youkai a abraçou, e eles começaram a se beijar; o sentimento que começava a tomar conta deles era maior do que eles mesmo podiam controlar, um toque, uma carícia eram motivos mais que suficientes para acender qualquer chama em seu coração e fazer seus corpos tremerem.
Inuyasha pegou a garota no colo enquanto continuava a beija-la, levou até o quarto e chegando no aposento voltou a coloca-la no chão, abraçou e sentiu o doce perfume de seus cabelos. Com a mão direita ajudou a jovem a abrir o zíper do vestido, Kagome sentiu seu corpo arrepiar quando a mão de Inuyasha a tocou; a jovem soltou os cabelos e pouco a pouco foram se despindo dos tecidos que impediam seus corpos de se tocarem completamente. Inuyasha a ergueu novamente no colo, e colocou-a sobre a cama de lençóis brancos ficando sobre a moça, colocou de lado uma pequena mecha de cabelo da jovem que cobria seu rosto, e viu uma menina muito linda debaixo de toda aquela mulher sedutora e decidida que fazia seu corpo tremer como uma simples palavra e incendiar com um simples toque. Kagome afastou os cabelos do meio-youkai e voltou a beija-lo; os beijos eram ardentes e cheios de paixão.
-Inuyasha eu te amo – disse quase que num sussurro enquanto Inuyasha beijava seu colo.
-Eu também te amo, minha Kagome.
A garota não pode evitar que uma lágrima caísse quando escutou ele chama-la de 'minha Kagome', nunca pertencera dessa forma a ninguém, nunca fora de ninguém.
Kagome fechou os olhos e deixou-se levar pelo momento, seus rostos estavam tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro e as batidas descompassadas de seus corações; não havia limites naquela noite, não havia segredos e nem jogos que pudessem estragar aquele momento tão perfeito e único. Gozaram juntos ao simples prazer de se entrar a uma paixão ardente e sincera.
Ao final daquela entrega mágica, Kagome apoiou a cabeça no peito do meio-youkai enquanto esse acariciava seus cabelos.
-Inuyasha, eu quero ficar com você.
-Kagome – puxou para mais próximo de si – eu vou estar com você sempre. "Nem que eu tenha que lutar por isso" – completou a última frase em pensamento.
Entre os braços protetores do amado Kagome adormeceu.
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COMENTÁRIO DA AUTORA
Essas partes 'românticas' não são a minha especialidade, mas desse vez tentei dar uma improvisada espero que tenha ficado boa; dei mais ênfase a parte romântica do que o ato em si, espero que tenham gostado.
Sobre todos guardarem segredos. Eles trabalham como espiões e por isso não podem simplesmente confiar em todos os que estão ao seu redor; no capítulo anterior quando falei sobre confiança me referi justamente a isso; Kagome, Inuyasha sabem que cada um tem um segredo próprio, mas confiam um no outro e confiam também em Mirok e Sango. Confiar em alguém é algo perigoso, porque a decepção pode acontecer e quando isso acontece o sentimento envolvido fica mais forte. Kagome é a primeira a dar o voto pleno de confiança em Inuyasha contando a ele que ela resolveu pedir transferência para Washington por ter se apaixonado por seu ex-chefe; só em troca Inuyasha não confiou a Kagome seu segredo, que ele na verdade é um agente da CIA. (pelo menos até agora, ele ainda tem chance de dar essa prova de confiança para Kagome)
Mirok e a Sango são personagens secundários na história, por isso o segredo deles não atinge os personagens principais, por enquanto, já que as coisas podem mudar. O segredo que os dois carregam posso dizer que é à base do jogo.
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COMENTÁRIO DAS REVIEWS
Luizaty, Lory Higurashi podem deixar que eu vou continuar
MariInha coitado do Inuyasha, mas ta bom que ele merece afinal não confia em Kagome para contar-lhe o 'seu' segredo
Nicki-chan os casais estão formados, mas eles ainda terão muitos desafios pela frente, e somente se gostarem verdadeiramente um do outro poderão supera-los.
OBRIGADA A TODOS OS LEITORES QUE VEM ACOMPANHANDO A
HISTÓRIA!!!
NÃO PERCAM MEU MAIS RECENTE TRABALHO:
CASTELO DE CRISTAL.
