CAPÍTULO 17 – UMA NOVA CHANCE

Inuyasha havia voltado do tal encontro com Kikyo, não sabia até quando poderia sustentar essa situação. Foi até o quarto, imaginou que àquela hora Kagome já estivesse dormindo, mas levou um susto ao ver a cama intacta, sinal de que ela não havia voltado para casa.

-Kagome, por que não voltou? – perguntou para si mesmo, começara a ficar preocupado com a demora da moça.

Pensou em n razões para explicar o fato de Kagome não ter voltado para casa, mas nenhuma foi tão forte em sua mente quanto à de que Kagome decidira passar a noite com chefe, seus ciúmes o cegava a qualquer outra razão, por isso apenas decidiu espera-la sentando na sala.

Cerca de uma hora depois, escutou a porta do apartamento sendo aberta; não perderia a oportunidade de ralar com a moça por estar chegando àquela hora, mas no momento que a Kagome pisou dentro do apartamento sentiu um forte cheiro de sangue, antecipou-se para acender a luz e ficou chocada ao ver a parceira naquele estado. Ela apoiou-se na parede, pois suas pernas já não eram o suficiente para sustentar seu corpo; estava ofegante, sua saia estava rasgada e a roupa toda suja de terra; além disso, tinha arranhões nas pernas e braços. No entanto, o que mais preocupou o meio-youkai era o ferimento que ela parecia ter do lado esquerdo do abdomem, Kagome tentava ocultar o ferimento com as pastas que carregava nas mãos, mas não estava sendo bem sucedida, e Inuyasha logo notou que a blusa estava empapada de sangue naquela região, parecia ser um ferimento bem sério.

-Kagome o que aconteceu? – perguntou preocupado

Kagome procurou inalar um pouco de ar antes de responder.

-Não te interessa – disse fria

No entanto, a indiferença da moça a sua preocupação, não o fez recuar.

-Não me diga que não me interessa, eu me preocupo com você! – gritou.

Kagome ficou tocada com as palavras do parceiro, mas sentia suas pernas fraquejarem e sua mente se apagar momentaneamente, tudo o que ela queria naquele momento era repousar, tentou caminhar até o quarto, mas suas pernas voltaram a fraquejar, as pastas com os documentos escorregaram por sua mão e sentiu o corpo cair para frente, Inuyasha correu para ampara-la.

O meio-youkai a amparou entre seus braços, e ao sentir envolvida em um abraço tão cheio de calor Kagome sentiu-se segura.

-Sua bobona o que você fez?

-Inuyasha me perdoe, eu invadi a sala do Kouga sozinha, mas os guardas... – não tinha mais forças para continuar.

Inuyasha não podia acreditar no que a moça com tanta dificuldade o relatava, ela tentara invadir a sala de Kouga sozinha. O meio-youkai a carregou no colo, e colocou-a sobre a cama, a garota gemeu de dor ao deitar-se.

Delicamente o Inuyasha começou a desabotoar a sua blusa da jovem, a fim de verificar o ferimento; Kagome mantinha os olhos fechados, a dor estava bem forte e incomoda, o meio-youkai verificou o ferimento, e Kagome soltou um gritinho abafado quando o parceiro tocou na ferida.

Ambos estavam calados, não havia nada a ser dito naquele momento. Inuyasha saiu do quarto sem dizer nada e Kagome tentou sentar-se na cama, mas a dor que sentira ao realizar tal movimento a fizera recuar. Inuyasha entrou no aposento novamente, e ao ver a moça com os cotovelos apoiados no colchão numa tentativa que se resultara inútil em se levantar a repreendeu.

-Acho que não notou a seriedade de seus ferimentos, mesmo que à bala não a tenha atingido esse ferimento é bem grave – disse sério, mantinha o rosto inexpressivo o que fez Kagome acreditar que ele estivesse bravo com ela.

-Não preciso dos seus sermões – a jovem ainda estava zangada com o parceiro pela outra noite, mas a preocupação que ele estava demonstrando com ela a comovia.

Inuyasha terminou de limpar a ferida e a cobriu com uma gaze, ainda ajudou a jovem a trocar a blusa. Quando o meio-youkai começou a guardar os panos e as gazes sujas de sangue, Kagome pegou na mão dele.

-Inuyasha obrigada – disse esboçando um sorriso.

Inuyasha ergueu a mão da jovem e a beijo suavemente.

-Kagome poderia ter morrido essa noite, percebe a loucura que fez.

-Eu sei que sou uma boba, achei que podia fazer tudo sozinha – a jovem finalmente percebia o quão idiota tinha sido ao agir daquela tão imprudente, e desabafou - eu só dou trabalho para você.

Inuyasha encostou o dedo sobre os lábios da jovem impedindo-a de continuar falando.

-Kagome, nós estamos juntos, lembre-se disso da próxima vez.

E depositou um beijo na testa da garota que corou.

-Não está bravo comigo?

-Kagome não gosto quando faz as coisas sozinhas – deitou-se ao lado da jovem – o que faria se alguma te acontecesse?

-Inuyasha, eu te amo.

Pouco a pouco seus rostos se aproximaram e um singelo beijo nasceu em meio à preocupação e a felicidade por simplesmente estarem juntos. Naquele momento Kagome se esquecera de tudo o que havia acontecido, inclusive esquecera que estava brigada com Inuyasha.

-Inuyasha fica comigo essa noite – pediu a jovem num tom de súplica.

O meio-youkai ajeitou-se ao lado da jovem, e esta apoiou a cabeça sobre seu peito, e entre os braços de Inuyasha ela adormeceu, queria poder dormir dessa maneira mais vezes.

Na manhã seguinte Kagome foi a primeira a se levantar e foi para o banheiro, precisava de um banho. Ao sair do banho esperando por ela.

-Kagome como você está? – perguntou o meio-youkai se aproximando dela.

-Estou bem – Kagome abraçou o parceiro, como era bom saber que ele estava ali por ela.

Inuyasha também foi invadido por um sentimento de felicidade plena, não sabia como explicar, mas tudo o que desejava naquele momento era ficar ao lado de Kagome para sempre.

Kagome se desvencilhou do abraço.

-Inuyasha, eu preciso me arrumar. Tenho que ir trabalhar.

-Você está maluca? Como pretende voltar para aquela fábrica depois do aconteceu.

-Se eu não for vou ser considerada suspeita.

-Não conseguiu o que queria? – disse apontando para uma pilha de documentos em cima da mesa.

-Mesmo assim, se eu não aparecer hoje lá poderão vir me procurar.

-Não vai voltar! – disse firme

-Inuyasha temos que completar a missão - Kagome tinha a face rosada naquele momento, não acreditava que o parceiro estava pedindo que ela desistisse da missão depois de tudo o que haviam feito para o sucesso da missão – Eu vou voltar para fábrica, você goste ou não!

-Kagome entenda não existe missão – calou-se ao perceber o que dissera.

Kagome ficou um tanto perturbada ao escutar o parceiro dizer que não havia missão, e novamente as suas incertezas a respeito do parceiro voltaram a aparecer.

-Inuyasha como assim não há missão, o que você sabe que não quer me contar?

-Eu não posso lhe contar, estaria em perigo se o fizesse.

-O que está me escondendo? – gritou e sua voz ecoou pelo apartamento, naquele momento seus olhos ficaram marejados.

-Kagome...

-Inuyasha, pare de me esconder a verdade...

A jovem balançou a cabeça, e voltou para o quarto; alguns minutos depois Kagome apareceu na sala toda arrumada e pronta para sair.

Inuyasha que estava sentado no sofá levantou-se novamente e se pôs a frente de Kagome impedindo-a de prosseguir até a porta.

-Inuyasha eu vou trabalhar você querendo ou não. – disse firme.

-Kagome, escute – segurou nos braços da jovem e esta o olhou repreensiva – o Kouga trabalha para a KGB.

A jovem ficou atônica ao escutar que Kouga trabalhava para a inteligência soviética.

Não é confiável você ficar perto dele – continuou o meio-youkai.

Kagome deu um selinho em Inuyasha.

-Eu vou tomar cuidado.

Inuyasha não podia acreditar o quão teimosa ela era, será que ela não havia acreditado nele ou simplesmente fazia isso para provoca-lo?

-Kagome, o maldito lobo trabalha para a KGB – gritou

-Eu entendi Inuyasha, mas isso só faz a missão ainda mais interessante.

A moça saiu deixando Inuyasha falando sozinho, por um momento ele pensou em segui-la, mas desistiu ao pensar que isso poderia ser mais problemático ainda para ela.

COMENTÁRIO DA AUTORA

Kagome escapa por pouco da morte e de quebra consegue fazer as pazes com Inuyasha, mas mesmo assim a garota decide voltar para a fábrica; afinal ainda existem muitos segredos por lá. Inuyasha conta que Kouga pertence a KGB, e nem assim Kagome desiste de voltar a fábrica. O que espera pela garota quando chegar lá?

No próximo capítulo SUSPEITAS

RESPOSTA DAS REVIEWS

Realmente a Kagome está sozinha em toda essa história, só que ela ainda não percebeu isso. Imagina só quando ela descobrir, isso é se ela descobrir hahaha

Obrigada pelas reviews, que bom que estão gostando da história.