CAPITULO 18 – SUSPEITAS

Inuyasha estava se aprontando para sair, não ia deixar a Kagome sozinha na fábrica. Ela talvez nem imaginasse o risco que estava correndo. Ainda que tivesse ignorado o seu aviso sobre Kouga ser da KGB, ele não a abandonaria.

Assim que pisou fora do prédio, viu Kikyo esperando-o; aproximou-se da mulher que usava trajes um pouco mais discretos do que aqueles que normalmente usava, no entanto, o batom vermelho ainda permanecia em seus lábios.

-Kikyo o que faz aqui? – perguntou quase que num sussurro.

-Inuyasha, tenho algo importante para lhe contar – disse num tom alegre.

Inuyasha notou que o que fosse que Kikyo tinha para lhe contar deveria ser notícia boa pela expressão de felicidade da moça.

-Kikyo eu tenho que ir para a fábrica...

Kikyo o interrompeu.

-Depois do que eu vou lhe contar não vai mais voltar para lá – abriu um largo sorriso.

Inuyasha estava preocupado com o que podia acontecer com Kagome, mas o que Kikyo tinha para lhe contar parecia ser realmente importante, ainda mais por ela estar arriscando ser vista novamente em frente ao prédio onde ele e Kagome moravam. Resolveu seguir Kikyo para que pudessem conversar num local mais reservado do que o meio da calçada, onde no momento passavam muitas pessoas que olhavam curiosas para o estranho casal.

Kagome chegou na fábrica e agia com naturalidade, ao subir para o segundo andar notou uma movimentação estranha dos guardas, não era tão estranha assim dado o que aconteceu na noite anterior. Ayame estava entre os guardas e assim que avistou Kagome parada na entrada da recepção se dirigiu a moça, antes que a jovem ex-secrtetária de Kouga pudesse lhe falar algo, ela imediatamente foi perguntando.

-O que aconteceu Ayame? – perguntou Kagome inocentemente

-Invadiram a sala do Kouga essa noite.

Kagome notou que Ayame a olhava desconfiada, talvez fosse impressão de Kagome já que ela carregava essa culpa nos ombros, tentou disfarçar o máximo que pode, e novamente deixou o seu lado de atriz aflorar.

-Não pode ser! Será que eram ladrões? – perguntou num falso tom de preocupação.

Kouga adentrou naquele instante na recepção, e Kagome foi rapidamente ao seu encontro se antecipando a Ayame.

-Kouga, soube o que aconteceu. Graças aos céus que esses ladrões não entraram quando você estava aqui. Às vezes você fica até tarde da noite trabalhando, imagina se alguma coisa tivesse acontecido, não sei nem o que pensar; isso ia ser terrível, não sei como os guardas não viram esses ladrões entrando... – a jovem falava rápido e quase não respirava o que deixou o youkai lobo atordoado com tantas palavras seqüenciais, no entanto, ele percebeu que eram todas palavras de preocupação.

-Fique calma Kagome, agora estamos seguros – disse beijando a mão da jovem fazendo Ayame ficar vermelha de raiva e sair pisando duro.

-Kouga conseguiram reconhecer quem era? – perguntou Kagome preocupada com que os guardas a tivessem reconhecido, no entanto, acreditava que isso não fora possível primeiro porque desde que chegara não a haviam acusado e segundo porque a sala estava escura assim como a noite, o que deve ter dificultado que eles a reconhecessem.

-Infelizmente não minha querida – desabafou.

Kagome sentiu uma alivio imenso ao escutar as palavras do youkai-lobo. Kouga dispensou os guardas, e foi para a sua sala trabalhar; poucos minutos depois apenas Kagome estava na recepção. A jovem entrou na sala do chefe carregando uma carta que ela terminara de datilografar no dia anterior. Viu que o escritório de Kouga continuava bagunçado, e que ao lado da mesa estava no chão a barra de ferro que ela usara para arrebentar a gaveta. No entanto, Kouga trabalhava tranqüilo em meio ao caos que estava o escritório, na verdade, agora que a jovem parara para pensar melhor no assunto.

-"Kouga não ficou abalado por terem entrado no escritório dele, e terem roubado os documentos do cofre, será que aqueles documentos não eram importantes?"

-Kagome, Kagome – chamou o youkai lobo fazendo sair de seus pensamentos – Já assinei a carta, envie-a o quanto antes para Londres.

-Claro. – disse abrindo um sorriso e saindo.

Kagome voltou para a mesa da recepção, e ao sentar-se sentiu uma pontada do lado esquerdo onde fora atingida de raspão pela bala na noite anterior, o ferimento não doía mais tanto, apenas latejava o que a incomodava principalmente quando ia realizar algum movimento.

A jovem se pôs a pensar na atitude calma de Kouga após saber que haviam invadido o seu escritório, qualquer pessoa teria surtado em saber que documenrtos importantes haviam sido roubado; pensou se talvez isso pudesse ter ligação com o que Inuyasha lhe contara pela manhã.

-"Kouga não se importou com o sumiço dos documentos, e Inuyasha me contou que ele pertence a KGB – naquele instante a cena que presenciara no dia do baile veio a sua mente – A KGB está envolvida nisso!" – disse por fim levantando-se da mesa da recepção.

Sem esperar mais Kagome saiu da fábrica, se a KGB estava envolvida a missão começava a assumir um outro tom, não era mais uma missão boba e simples, era uma missão que envolvia relações políticas internacionais. Kagome levantou-se, pegou sua bolsa e sem dizer nada foi embora.

Algo a impulsionava a sair dali, uma angústia muito grande invadiu seu peito, só pensava em uma coisa voltar para casa. Kagome não sabia explicar aquele sentimento, alguns poderiam defini-lo como intuição, talvez fosse isso que a chamava de volta para a casa. As idéias em sua cabeça estavam desconexas, mas parece que finalmente achara uma maneira de interliga-las.

No caminho para casa foi pensando naquilo que havia se tornado a missão, e o quanto ela estava envolvida em toda essa história. Começou a passar mentalmente todo o que havia descoberto a fim de encontrar uma relação entre elas.

-"Sesshoumauru vem para Moscou em missão investigando Narak... Narak manda eu e o Inuyasha em missão para Moscou...Kouga pertence a KGB...o baile estava cheio de militares, possivelmente com relação com a KGB...Mirok e Sango estavam no baile..."

Finalmente encontrou a primeira relação, aquela que talvez fosse a chave para desvendar as demais.

-"As pessoas que eu vi no baile naquele dia eram Mirok e Sango ... eles estavam no mesmo baile que o Kouga ... foram eles que conseguiram para mim esse emprego... Mirok e Sango também trabalham para a KGB?." – a jovem ficou chocada com a própria conclusão que chegara sobre os 'amigos'.

Apressou-se em voltar para o apartamento, precisa contar para Inuyasha que Mirok e Sango também eram agentes da KGB.

COMENTÁRIO DA AUTORA

O jogo está prestes a ser revelado... e cada peça começa a ganhar nome e função nessa história, mas ainda tem muita surpresa até o final

Obrigada pelas reviews!!!

No próximo capítulo deixo a resposta das reviews