CAPITULO 21 – A ÚNICA SAÍDA
Inuyasha foi ao rotineiro bar onde Kikyo se encontrava. Ao chegar lá encontrou-se com a moça sentada em uma das mesas ao canto do bar, aproximou-se do local; a jovem se surpreendeu ao vê-lo.
-Inuyasha o que aconteceu?
-Kikyo, a Kagome já sabe de tudo. Ela já descobriu que eu trabalho para a CIA. – disse parar para respirar.
Inuyasha explicou para Kikyo toda a história sobre Kagome ter descoberta não só que ele trabalhava para a CIA, como também que Mirok e Sango eram os agentes da KGB e que eles eram os agentes que estavam com Kouga nessa missão; depois de ouvir atentamente a história Kikyo começou a rir como se Inuyasha lhe tivesse contado uma piada, o que deixou o meio-youkai um tanto desconcertado.
-Isso não é engraçado? – replicou bravo.
-Inuyasha, por que está tão preocupado? Logo voltaremos para os Estados Unidos e essa missão será passado, ou será que está com peso na consciência por ter mentindo para a sua 'parceira'? – debochou.
-Kikyo, isso é sério. O que vai acontecer com ela? – perguntou preocupado.
Inuyasha ainda não tinha parado para pensar no destino de Kagome, mas agora que Kikyo a mencionara. A jovem se ajeitou melhor na banco onde estava sentada.
-Ela estava trabalhando para o Narak. Por isso, assim que pisar em solo americano será presa por espionagem e traição a pátria. – disse naturalmente.
-A Kagome vai ser presa! Preciso avisa-la.- Inuyasha levantou-se aflito.
Kikyo segurou no braço do meio-youkai.
-Se o que me disse é verdade, esses tais agentes da KGB já devem tê-la prevenido; e talvez até a ajudem, não há com o que se preocupar.
Mesmo as palavras de Kikyo não consolaram o coração de Inuyasha que estava agitado e preocupado. No entanto acreditou mesmo que Mirok e Sango a ajudariam de outra maneira não teriam contado sobre ele ser um agente da CIA, e além de tudo no pouco tempo que conviveram juntos havia percebido que eles não eram pessoas más.
Kagome andava na sala de um lado para outro, não conseguia dormir, o seu dia havia sido cheio. Não só abandonara a fábrica, como deixará para trás seu grande amor, tudo o que ela vinha construindo novamente em sua vida havia desmorado frente a seus olhos.
Lembrou-se do seu encontro com Sesshoumauru e Rin, as palavras que eles disseram naquele dia ficavam indo e vindo na sua mente o tempo todo.
FLASHBACK
-O que sabem sobre a minha missão aqui? – a jovem começava a ficar irritada.
-Essa sua missão é uma farsa – Sesshoumauru era direto e sabia atingir com as palavras.
-O que querem dizer com isso? – gritou.
-Oras Kagome – continuou Rin dispensando formalidades – você está em um jogo de xadrez, e quer saber você é o peão.
-Narak está passando informações secretas dos Estados Unidos para a União Soviética, o FBI está na investigação e nos contratou para conseguir essas provas.
-Não seja idiota Kagome, está mais envolvida nisso do que pensa – disse Rin num tom de voz firme – trabalha para Narak, se ele for preso por traição você cairá com ele.
-Podemos ajuda-la dizendo que está trabalhando para nós – ofereceu Sesshoumauru
-Em troca de informações que ajudem a prender Narak, estou certa? – replicou Kagome.
-E Kagome mais uma coisa não confie demais em Inuyasha, pode se arrepender – alertou Rin.
-O que quer dizer com isso?
FIM DO FLASHBACK
Finalmente Kagome sabia o que Rin quis dizer quando a alertou para não confiar em Inuyasha. Assim como os demais, Sesshoumauru e Rin sabiam de tudo que se passava a sua volta, mas ninguém lhe contou. E a proposta que Sesshoumauru lhe fizera veio novamente a sua mente.
"Podemos ajuda-la dizendo que está trabalhando para nós"
Ela poderia voltar para os Estados Unidos sem ser presa, se concordasse em dizer que trabalhava para o ele. No entanto, fazer isso não era algo que a agradava, na certa Sesshoumauru iria querer informações sobre a missão que realizou, e isso iria comprometer o Mirok e a Sango; além disso voltaria para o lugar que abandonara, como podia encarar os demais agentes depois de tudo o que aconteceu; apesar que Sesshoumauru disesse que a sua saída foi proposital para trabalhar na 'missão em Moscou'.
Esses pensamentos a atormentavam, teria que tomar uma difícil decisão: voltar para os Estados Unidos e ficar ao lado de Sesshoumauru ou viver em exílio político em algum país?
Para completar a agonia de Kagome, ainda havia ele: Inuyasha. Agora que estava mais calma sentia que talvez tivesse sido dura com ele, e por um momento se pôs em seu lugar chegando a conclusão que talvez não contasse também que era uma agente dupla; mas o fato dele não ter contado a ela era o que mais a machucava.
A jovem sentou-se no sofá e encolheu as pernas junto ao corpo, ficava a todo instante se perguntando o porquê dele não ter contado que era um agente duplo, e de tanto pensar no assunto acabou por perceber que na verdade Inuyasha, indiretamente, lhe dissera em diversas ocasiões que ele não era apenas um agente contratado por Narak; mas como ela poderia ter percebido isso quando queria tanto acreditar nele.
As lágrimas começaram rolar por seu rosto, toda a angústia que ela tinha em seu coração agora se dissolviam em forma de lágrimas; aliviando toda a tensão que tomava conta do corpo da jovem.
Ao escutar Kagome chorando, Sango foi até a sala para vê-la. Ao ver a 'amiga' parada a sua frente trajando apenas uma camisola, Kagome começou a limpar as lágrimas e engoliu o choro.
-Kagome pode chorar – disse a moça ternamente.
-Me desculpe Sango – disse Kagome tentando enxugar o rosto com a manga da camisola.
-Está tudo bem, não deve estar sendo fácil para você.
O silêncio tomou conta do ambiente, nem Kagome e nem Sango tinham nada a dizer porque nenhuma delas tinha palavras para descrever a situação.
-Já decidiu o que vai fazer? – perguntou Sango quebrando o silêncio.
-Não gostaria de morar em outro país, eu nem mesmo sei falar outra língua – Kagome tentou sorrir, mas já não era capaz de esboçar alegria.
-Kagome se voltar para os Estados Unidos você vai ser presa! – Sango estava preocupada com o bem-estar da jovem, ainda que não fossem grandes amigas sentia um carinho especial pela jovem que passara a ser como uma irmã para ela. Foi Sango que convenceu Mirok a contar para Kagome sobre Inuyasha e também o convenceu a ajuda-la.
-Sango, tirando o exílio político eu só tenho uma única saída: recorrer ao meu antigo chefe.
-Seu antigo chefe?!
-Sim, antes de vir para a União Soviética eu trabalhava numa agência em Nova Iorque. E há poucos dias encontrei o meu antigo chefe aqui em Moscou, soube que ele estava trabalhando numa investigação para o FBI... acho que a CIA não conseguiu muitas informações.
-Ele lhe ofereceu ajuda, não é mesmo? Ele já sabia do que estava acontecendo.
-Sesshoumauru também não me contou a verdade, mas me ofereceu ajuda, só que em troca...
-Ele quer as tais informações secretas – completou Sango.
-Sesshoumauru disse que me ampararia frente as acusações, e diria a todos que eu estava trabalhando para ele.
-Então Kagome por que não aceita logo a ajuda do seu antigo chefe? – disse Sango abrindo um sorriso terno, parecia a melhor opção que a amiga tinha nas mãos.
-Por que isso poderia envolve-los? Não quero prejudicar nem você e nem o Mirok que foram tão bons comigo.
Sango balançou a cabeça e esboçou um sorriso maior que o anterior.
-Não haverá problema se você contar que estava trabalhando para o Narak como espiã – sugeriu - Conte apenas porque veio aqui, não precisa contar sobre o 'jogo de espiões'
-E se Inuyasha contar?
-Ele não vai prejudica-la dessa maneira. Aceite a ajuda que seu ex-chefe lhe oferece – Sango levantou-se – Agora vá descansar.
Sango voltou para o quarto, e Kagome permaneceu sentada no sofá mais algum tempo antes de regressar para o quarto de hóspede que ocupava. Sango talvez tivesse razão, pedir ajuda ao Sesshoumauru era o mais sensato a ser feito. No entanto, havia algo que ela não contara a Sango, que ela deixou a agência em Nova Iorque porque estava apaixonada por seu chefe e que ele havia pedido uma colega em noivado; se voltasse teria que encarar Rin todos os dias desfilando por toda a agência com seu brilhante anel de compromisso.
Quando voltou ao quarto, pegou nas mãos a passagem de trem que Mirok lhe dera, se resolvesse não pedir ajuda para Sesshoumauru aquela era a única saída que teria.
Na manhã seguinte Inuyasha resolveu ir procurar por Kagome, não suportava mais ficar longe dela, ainda mais porque tinham brigado daquela maneira. Ele foi até o apartamento de Mirok e Sango procura-la, mas ao chegar no portaria do prédio descobriu que o apartamento estava vazio.
-Como assim está vazio! – disse revoltado, o porteiro ficou um pouco assustado com a reação do meio-youkai.
-Não há mais ninguém no apartamento – disse o porteiro com a voz tremula. – eles se mudaram há alguns dias.
Inuyasha deu as costas e saiu do prédio, do lado de fora Kikyo o aguardava.
-O que foi Inuyasha? Não encontrou quem procurava? – desdenhou
-Agora está me seguindo.
-Esqueça a garota, hoje mesmo estaremos voando de volta para a casa – disse alegre.
-Eu não vou voltar – disse firme fazendo Kikyo ficar de boca aberta
-Como assim não vai voltar?
-Eu não vou voltar sem ver a Kagome novamente.
-Não seja idiota, ela nem deve estar mais no país. Se for mesmo esperta já pegou um trem para outra cidade, e se for bem esperta mesmo já está em outro país!
-Então eu vou procura-la.
-Por acaso instalou um rastreador nela? Como vai encontrar alguém que não quer ser encontrado, ainda mais ela sendo uma espiã – kikyo começou a zangar-se com o parceiro, parecia que a Inuyasha lhe estava fugindo a razão.
-Kikyo não importa quanto tempo vai levar, eu vou encontra-la – disse lançondo-lhe um olhar firme.
-Ela vale tanto a pena assim?
-Caso não tenha notado, eu a amo.
Ao ouvir aquelas palavras Kikyo ficou parada em meio a multidão, enquanto Inuyasha prosseguia em seu trajeto.
OBRIGADO A TODOS QUE ENVIARAM AS REVIEWS, ESPERO QUE ESTEJAM GOSTANDO DO RUMO DA HISTÓRIA!
