CAPITULO 22 – LADOS OPOSTOS

Kagome não sabia o que fazer, resolveu sair cedo para uma caminhada pelas ruas de Moscou enquanto tentava decidir qual caminho tomar. Foi até o parque e ficou na ponte olhando seu reflexo nas águas cristalinas do lago, Inuyasha estava ali próximo ao lago quando sentiu um doce aroma de rosas trazido pelo vento, e não teve dúvidas de quem era aquele cheiro de rosas. Adiantou-se em relação a Kikyo que ficou perdida em meio a multidão, ela estava próxima dali, podia finalmente encontra-la; sentiu seu coração bater rápido como se fosse explodir e seu estômago revirava, parecia que havia borboletas dentro dele, como ansiava por vê-la.

Ao chegar no parque a viu em cima da ponte olhando as águas cristalinas do lago, ficou por algum tempo a admirando, no entanto a jovem logo notara a presença dele ali observando-a; Kagome virou as costas e começou a caminhar em direção ao lado oposto da ponte. Inuyasha rapidamente começou a subir na ponte de pedra que havia sobre o lago.

Kagome, espere – gritou.

A jovem parou, mas não teve coragem de olha-lo; lhe doía demais vê-lo a sua frente. Fechou os olhos e sentiu os braços fortes de Inuyasha envolvendo seu corpo, seu corpo tremeu ao sentir o toque da pele do meio-youkai com o dela, por seu lado Inuyasha também podia agora sentir de perto o perfume doce de rosas de Kagome, ela agora estava ali em seus braços, como estivera em outras ocasiões.

Inuyasha por que? – perguntou a jovem

Kagome, não se afaste de mim – pediu

Kagome virou-se de frente para Inuyasha, e finalmente pode olha-lo nos olhos, o meio-youkai ainda mantinha os braços em torno de sua cintura, seus rostos estavam bem próximos, sentiam a respiração acelerada e o coração descompassado de cada um; naquele momento não haviam palavras que pudessem ser ditas. Kagome apenas fechou os olhos e deixou Inuyasha beija-la, mas ela resistiu em corresponder ao beijo; o meio-youkai logo percebeu a distância da parceira e não demorou-se em finalizar o beijo.

Inuyasha, nós estamos de lados opostos – a jovem tentava manter o tom de voz frio e a face inexpressiva.

É isso o que você quer depois de tudo? – a pergunta a surpreendera, mas manteve o olhar altivo sobre o meio-youkai - Pensei que estivéssemos juntos.

O silêncio de Kagome e seu olhar frio eram a resposta da jovem, e Inuyasha foi embora, se ela não queria entender o quanto ele a amava e se preocupava com ela; então não havia mais nada a ser dito. Assim que o meio-youkai se afastou Kagome finalmente relaxou e deixou as lágrimas, que a tanto custo continha, rolarem por seu rosto e caírem no chão de pedra da ponte.

Eu sinto muito Inuyasha, mas esse fardo é meu! – disse entre lágrimas.

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Inuyasha voltou-se a encontrar com Kikyo que o esperava sentada em um banco no parque, ao ver a aproximação do meio-youkai ela se levantou.

Quanta demora! – reclamou.

Eu vou voltar com você para os Estados Unidos.

Até que enfim está sendo racional – disse abrindo um sorriso e se agarrando na manga do casaco do meio-youkai.

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Kagome caminhou por mais algum tempo pelo parque, e teve um novo encontro; não tão agradável como o primeiro.

Vejo que ainda continua na missão – zombou a jovem de cabelos castanhos

Sempre tão agradável, Rin – Kagome não estava com humor para os desdenhos da ex-companheira da agência de Nova Iorque.

Kagome, venho ver o que decidiu da proposta que lhe fizemos.

Onde está o Sesshoumauru? Não quis vir me ver? – disse olhando ao redor.

Não estou brincando – replicou Rin ao ver que a jovem desviava do assunto.

Nem eu garotinha.- disse Kagome séria.

Rin ficou furiosa ao ouvir Kagome chamando-a de garotinha, mas não podia perder o controle frente a jovem já que dependia das informações que Kagome tinha em mãos.

Diga ao seu chefe, ou noivo, como preferir que quero que ele venha falar pessoalmente comigo. Não gosto de tratar de assuntos importantes com subordinados – enfatizou a última palavra.

Kagome percebeu o rosto da garota ficar vermelho, com certeza não gostara do comentário que fizera, mas ela adorara faze-lo. Finalmente estava se vingando pelos anos que passou na agência de Nova Iorque sob a sombra de Rin, que sempre fora tida em grande consideração por Sesshoumauru, enquanto ela ficava apenas com o trabalho sujo.

Sem dizer uma única palavra Rin se retirou da presença de Kagome, que riu da atitude da jovem, ainda que tentasse aparentar ser uma mulher séria, não passava de uma garotinha, era notável que lhe faltava maturidade.

Kagome ainda não havia decidido se aceitaria ou não a proposta de Sesshoumauru, ainda que essa fosse a saída mais sensata, sentia que se o fizesse trairia seu orgulho e teria que voltar para as mãos dele e de Rin. E isso era o que mais lhe custava aceitar.

Por um momento sentiu vontade de voltar a ponte, talvez voltasse a encontrar com Inuyasha, é engraçado que quando a raiva momentânea passa e os sentimentos se acalmam nos arrependemos de muitas coisas que fizemos ou dissemos; não que isso significasse que Kagome estava arrependida de ter negado o amor de Inuyasha na ponte, já que isso ela fizera apenas para se proteger de uma dor maior que seria ter que deixa-lo quando tudo isso tivesse um final.

Kagome resolveu voltar para o apartamento de Mirok e Sango, tomaria a decisão que poderia mudar a sua vida apenas amanhã.

..................

Inuyasha finalmente chegara ao lado de Kikyo em solo americano, a jovem que o acompanhava não se contia de felicidade por estar novamente em casa.

Finalmente estamos em casa- disse aliviada – Já não agüentava mais o frio daquela cidade!

É mesmo – disse Inuyasha concordando com a garota, ainda que não lembrasse de ter sentido frio enquanto estivera em Moscou, talvez porque o amor que sentia por Kagome o mantivera aquecido nas noites frias.

Viram dois homens vestindo ternos pretos e camisas brancas se aproximando deles, não esperavam ninguém para recepciona-los. Um dos homens que se aproximou mais rápido do que outro, cumprimentou os dois parceiros.

Bom dia, Eu sou Kye do FBI. Por favor queiram nos acompanhar.

Inuyasha e Kikyo se entreolharam, e numa troca de olhares de cumplicidade resolveram seguir os dois homens.

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Kagome estava no parque novamente, tinha um encontro muito importante naquele dia, torcia para que ele aparecesse. E não demorou a que visse os cabelos prateados em meio a multidão, ele estava sozinho; logo que se aproximou da moça apenas a cumprimentou formalmente como se ela fosse uma completa estranha.

Bom dia – disse simplesmente.

Sesshoumauru deve estar esperando a minha resposta – disse a jovem indo direto ao assunto, sabia que com Sesshoumauru não adiantava prolongar a conversa, ele era bem objetivo – Pois saiba que eu aceito.

Que bom que foi sensata nessa questão. Voltará comigo e com Rin amanhã. O FBI a interrogará assim que chegar em solo americano.

A garota apenas balançou a cabeça, e depois de combinarem como se encontrariam no dia seguinte, Sesshoumauru foi embora.

Kagome caminhou até a ponte, e ficou novamente na mureta olhando seu reflexo na água, ali era um bom lugar para pensar e refletir, além disso aquele local guardava boas recordações de uma pessoa que se tornara parte de sua alma.

Amanhã estarei novamente em casa – a jovem estava aliviada em voltar - Narak eu mesmo entregarei a sua cabeça para o FBI, isso é uma promessa – prometeu a si mesma.

Nota da autora:

Não acharam que a Kagome ia deixar o Narak em paz depois de tudo não é mesmo, afinal ela é uma espiã e está mais do que acostumada a resolver casos especiais desde pequenos furtos até mesmo assassinatos, não deixaria Narak escapar as mãos da justiça. Agora nem queiram saber como ela vai fazer para captura-lo.

OBRIGADA A TODOS OS LEITORES PELAS REVIEWS, EU AS LI COM MUITO CARINHO E DEPOIS DE MUITO TEMPO ESTOU AQUI POSTANDO NOVAMENTE, DESSA VEZ ATÉ O FINAL.