Disclaimer: Naruto, nem as músicas aqui apresentadas me pertencem e nem eu quero negociar para me pertencerem!

Lembranças de uma tarde de domingo
Parte I

Era possível ouvir , de onde se encontravam, uma melodia que atraía a todos - de velhos até crianças - para escutarem mais outra história sobre piratas, princesas, tesouros e seres místicos.

Adorava quando alguns ciganos de Malaan se aventuravam na rica cidade de Carveñas, pois quando vinham, em época de festivais, deixavam a cidade muito mais alegre e atraente.

Desde pequena sempre fora apaixonada por essas aparições.

Após ter chegado ao local, logo a

Quando o espetáculo estava para começar viu sua irmã, dois anos mais nova, sentar-se ao seu lado para, também, apreciar o espetáculo. Em seguida, Acomodou-se melhor no banco que encontrara.

Aparentemente, não eram só crianças e velhos os atraídos por aquelas histórias mirabolantes, pois mocinhas de dezesseis anos também eram atraídas, assim como ela.

A melodia mudou. Agora, era mais suave, mais doce.

-

Uma mulher saía de detrás de umas cortinas vermelhas improvisadas, era uma belíssima cigana. Parecia flutuar, dançava de acordo com a melodia; leve, uma pequena bailarina.

Um homem, um cigano com o seu bandolim juntou-se a ela numa sincronia perfeita. Ambos pareciam flutuar naquele, pedregoso e irregular, chão . Tamanha performance iludibriava a todos os presentes.

A cigana parou de dançar.

O cigano parou de tocar seu bandolim.

- Sete são os mares, sete são os lords piratas – outro cigano saía da multidão para se juntar aos outros dois. – sua voz era de um tom profundo, próprio dos contadores de histórias.

- Sete gerações, sete mulheres. – agora era a cigana quem falava.

- Nossa história começa há muito tempo, quando os setes dragões ainda existiam e os lords piratas ainda eram vistos com bons olhos. – o terceiro cigano voltara a falar. A cigana agora estava empunhava um belo violino avermelhado.

Uma suave voz feminina começava a cantar:

"Lembro-me de uma manhã em maio.

Com o céu cheio de sonhos naveguei neste dia

Eu dançava através de ondas verdes, como o mar

por um momento eu podia sentir que eu era livre."

Agora, o cigano retornava com seu bandolim enquanto a cigana com o seu violino voltava a dançar com passos suaves; passos de bailarina.

- A história fala da senhora da cidade perdida; a cidade de Kanon – uma aura de mistério e expectativa envolvia o cigano contador de histórias.

- Kanon – sua voz, vaga, lembrava-se dos momentos que vivera. – Uma cidade muito bela, de imensas riquezas e mulheres divinamente belas, onde tudo era feito de ouro e prata.

O cigano com o seu bandolim dava o tom de fantasia à história de sonhos.

- Naquela época, ainda, era possível encontrar a cidade, ir até ela, confraternizar com seus moradores e voltar para casa, sem risco nenhum.

- Dizem que essa foi a sua desgraça não é mesmo, meu caro amigo? – o cigano que tocava o bandolim agora fazia uma pergunta, algo que, provavelmente, fora ensaiado antes.

- Sim, é o que dizem. Uma mulher de beleza ímpar, senhora de uma cidade igualmente ímpar, meu caro Lou.

A cigana havia parado de cantar,apenas, para ouvir a história.

- Uma bela mulher, a visão mais incrível deste mundo – o cigano voltara a contar a sua história. – Tão bela, tão amável e senhora de uma cidade além da realidade. Todo dia era dia de festa! – o cigano estava sentado em seu baquinho e fazia gestos com a mão, como se conjurasse a cidade diante dos olhos de seus expectadores.

- A fama da cidade de belas mulheres e de riquezas infinitas ultrapassou os Sete Mares, então, numa noite calma de verão a cidade foi invadida. – o cigano fizera uma pausa dramática, assim como todos ao seu redor. O clima era tenso, a cigana havia parado de tocar o seu violino, o bandolim não emitia mais nenhum som.

-Homens maus, perversos, que queriam aquela riqueza para si, tiraram tudo que puderam da cidade: ouro, prata, bebidas, mulheres, foi então quando o perverso capitão, que havia comandado toda aquela invasão, estava indo embora, feliz com sua pilhagem, a viu de relance, uma bela mulher, de longuíssimos cabelos da cor dos troncos das árvores, ela estava em algum ponto, para além daquele caos no centro da cidade. Saiu à procura da dona de tão belas melenas.

- Se encontraram, a mulher, dona de uma beleza sem igual, que enlouqueceu o perverso capitão, estava fugindo. Um soldado, o guerreiro daquela senhora interpôs-se entre sua senhora e o perversão capitão. "Vá! Corra!" fora o que o bravo guerreiro gritara para a senhora. "Não, não o deixarei aqui" fora a sua resposta, tão baixa e serena. O perverso capitão não tinha olhos para outra coisa senão a mulher à sua frente. Era muito bela, pensava ele, o maior tesouro de todos!

No intuito de dar mais ênfase à tensão criada pelo contador de histórias, um som mais agitado era emanado pelos instrumentos musicais.

- O capitão avançou com tudo para cima do bravo guerreiro! – a tensão do público era visível, inclusive das duas mocinhas que estavam, um pouco distante, sentadas num banquinho.

"Eu adoro essas histórias românticas" o suspiro apaixonado de uma e o risinho abafado seguido de uma resposta da outra "Pois eu prefiro as cenas de batalhas. São emocionantes."

­- O guerreiro lutou bravamente contra o perverso capitão. Lutaram até a última gota de sangue e, por um golpe azarado do destino, o guerreiro foi atingido diretamente em seu coração. ­– nesse momento, o cigano parou a história para escutar vários "ooh!" vindos da pequena multidão a sua frente.

­- O perverso capitão, aproveitando-se de seu golpe de sorte, enterrou sua espada o mais fundo possível! Depois, com um sorriso sádico foi em direção à mulher que chorava a perda de seu bravo guerreiro, de seu eterno amor...

Suspiros apaixonados foram escutados pela pequena multidão. Então, solitário, o violino voltou a tocar como se chorasse a morte do guerreiro.

­- Tristemente, a senhora fora levada de sua cidade, seu amor havia morrido sem conseguir protegê-la e dizem que este foi o fim de Kanon, a cidade perdida. Dizem, também, que toda a cidade chorou a perda de sua senhora, que ela parou no tempo, pois seus habitantes ainda acreditam que a espera de sua senhora poderá trazer vida à cidade – o violino parara de tocar novamente e a platéia estava presa nas palavras do cigano contador de histórias. – A verdade, senhoras e senhores, é que a cidade ainda está lá atraindo vários viajantes corajosos, que nunca retornaram de sua jornada, somente a espera de sua senhora para poder acordar e voltar a rica e bela cidade que fora um dia... – o cigano parecia haver terminado de contar a história. Então a cigana voltara a cantar e a cigana com passinhos de bailarina voltara a dançar envolta de Lou, o cigano bandoleiro.

Uma voz suave saía da boca da cigana cantora

"Lembro-me de uma manhã em maio

Com o céu cheio de sonhos naveguei neste dia

Eu dançava através de ondas verdes, como o mar

Por um momento eu podia sentir que eu era livre..."

Lou começara a tocar seu bandolim, dando uma melodia suave e aconchegante à voz da cigana.

"...Existem vagas de perdão e ondas de pesar.

E as primeiras vagas de um amor verdadeiro nunca se esquece

Havia ondas verdes de saudade para a vida ainda desconhecida..."

A voz da cigana aumentou de forma graciosa, com mais paixão.

"...Leve-me para casa, para o berço de campos que é o meu coração

Quando as ondas chegarem tão longe quanto você possa ver.

Leve-me para casa, para os campos que há muito tempo está afastado

Ainda posso ouvi-lo chamar por mim..."

A cigana, de passinhos de bailarinas, havia parado de dançar e agora tocava seu violino, o bandolim havia silenciado, para logo depois, voltar a tocar a suave melodia em conjunto com o violino.

"...Leve-me para casa, para o berço de campos que é o meu coração

Quando as ondas chegarem tão longe quanto você possa ver.

Leve-me para casa, para os campos que há muito tempo está afastado

Ainda posso ouvi-lo chamar por mim.

Eu me lembro que eu estava em um estado celestial

Aguarde um momento no tempo - para criar minas

Como meu ultimo o sei tudo o que quero ver

Lá ser eternamente verde com ondas lá fora esperando por mim..."

Agora a cigana dançava, com seus passinhos de bailarina, encantando a todos, dançava como se fosse a senhora raptada de sua cidade tempos atrás...

"...Leve-me para casa, para o berço de campos que é o meu coração

Quando as ondas chegarem tão longe quanto você possa ver.

Leve-me para casa, para os campos que há muito tempo está afastado

Ainda posso ouvi-lo chamar por mim."¹

- Ai estão vocês! – uma senhora robusta, aparentando seus trinta e tantos anos, com um vestido que cobria-lhe até o pescoço se dirigia as duas moçoilas sentadas no banco. Parecia um pouco irritada, a julgar pelo tom rubro em seu rosto e sua voz meio estridente.

Olharam para trás meio assustadas.

- Mary! Por Deus! O que houve? – a mais velha das mocinhas estava se recuperando do pequeno susto dado pela sua ama.

- Tenten! – a ama estava visivelmente esbaforida. – Vamos logo, há navios suspeitos no cais, vamos para casa.

- Mary, para você todos os navios que não sejam de Carveñas são suspeitos! – estava mais aliviada, do susto que sua ama lhe pregara.

- Querida, vosso pai as quer em casa imediatamente, mandou-me buscar as duas. – falando isso Mary, a ama esbaforida e irritada, pegou no braço da mais nova. – Hinata querida, convença a sua irmã a ir conosco agora sim? Vosso pai está preocupado.

Hinata olhou para Tenten.

- Aaaaah! – jogou as mãos para o alto. – Eu me rendo, com esse olhar Hina, ninguém será capaz de dizer um não a você! – e as duas começaram a sorrir.

As duas andando abraçadas, rindo, felizes, com uma ama logo atrás, meio esbaforida meio contente, meio desconfiada com os navios atracados no porto...

Tenten, lembrava agora, estava muito feliz naquele dia de domingo, o clima estava perfeito, os ciganos haviam visitado sua cidade, e ela sempre adorava essas visitas, lembrava também do sorriso doce de Hinata. Adorava sua irmãzinha, irmãzinha que fora dada pelo destino quando ela e seu pai encontraram uma menininha de longos cabelos negros e olhos tão claros, que julgaram ser cega, assustada, encolhida perto de um barril no cais. Acolheram a criança e desde o primeiro momento foi amor a primeira vista, o governador a adotou como sua filha mais nova e Tenten a adotou como a irmã que sempre quisera ter. – Foi realmente um dia magnífico aquele domingo – sussurrou e fechou os olhos voltando a lembrar daquele domingo.

... Uma agitação perto de onde elas estavam, as pessoas começaram a correr, assustadas, as três, Mary, Hinata e Tenten, andaram mais depressa pelo caminho mais livre e mais perto para casa.

- Piratas! – alguém havia gritado perto delas. – Piratas invadindo a cidade! – pronto, o alvoroço estava completo. Tenten pôde perceber o terror nos olhos de Mary e um início de pânico no rosto de Hinata.

- Mary, pegue na mão da Hina! – Tenten sabia que sua irmã era delicada e tinha uma saúde um pouco frágil, e que era muito fácil dela cair quando estivesse correndo.

Viu Mary pegar na mão de Hinata, que não reclamou. Tentou olhar para trás, para ver o que realmente estava acontecendo. O que viu a deixou assustada: um homem, grande, uns dois metro de altura, robusto, medonho, acabava de cortar a barriga de um garoto que aparentava ter a sua idade.

Olhou para os lados e viu uma roda de metal ali perto, parou de correr, pegou a roda e rapidamente jogou na direção do grandalhão que estava prestes a dar um golpe certeiro na cabeça do mais novo. Não precisou nem olhar duas vezes para onde atirara, saiu correndo na direção contrária a multidão, saiu correndo para onde estavam o homem grande e o garoto.

- Mary! – gritou enquanto corria até o garoto. – Leve Hinata para casa! Depois me junto a vocês! – saiu correndo.

- Tenten! – voltara sua cabeça na direção de Hinata. Dera-lhe um sorriso como a dizer "não se preocupe ficarei bem".

– Hina! Vá para casa e depois eu me encontrarei com você! – voltou-se para frente, não estava tão distante assim do garoto caído.

Parou de correr e se agachou para ficar na altura do garoto.

– Você está bem? – percorreu com os olhos o corpo do garoto, localizou o corte na extensão da barriga, parecia sério, profundo. Sorriu, para tentar amenizar a tensão do momento.

- Eu estou bem – escutou o garoto resmungar, parecia irritado por ela estar ali. – Você não deveria estar correndo como todos os outros? – percebeu que o garoto tinha forças suficientes para discutir com ela.

- De onde estava, me parecia que ia ser decepado. – dera um pequeno sorriso, tinha que admitir, desdenhoso para o garoto a sua frente.

- Acho que você deveria correr... – notou que o garoto olhava para além de seus ombros. Nem precisou olhar para imaginar que o homem que havia acertado estava se levantando. Olhou ao redor e viu a espada ao lado do garoto

- Me empresta a sua espada? – com um sorriso, nem esperou ele responder, pegou a espada rapidamente, pensava agora, essa fora a sua sorte, no mesmo momento o grandalhão lhe lançava um golpe de espada.

Defendeu como pôde, com a destreza que obteve durante todos os seus treinos. O homem era grande, ela sabia, não conseguiria sair completamente vitoriosa daquela luta e nem pensava em contar com a ajuda do garoto, ele poderia até ter forças para discutir com ela, mas parava por aí, o corte lhe impedia de sequer sentar direito, o que dirá se levantar.

Analisou a situação, o homem era gigante e sua força o triplo da dela, teria de dar um jeito de fugir dali, mas como? Estava claro o que o grandão a sua frente queria: o garoto que ela tentava defender.

Percebeu uma brecha na luta, por ela ser menor, por ela ser mais leve, ela era bem mais ágil do que o grandão com quem estava lutando e naquele instante ela agradeceu por ser uma mulher, esperou o momento certo, deu uma rasteira no homem, viu-o cair e no mesmo instante com a roda de metal que estava ali perto, deu-lhe uma paulada na cabeça, o homem caíra inconsciente. Essa era sua chance de sair dali com o garoto ferido.

Percebeu uma ponta de surpresa nos olhos pérolas do garoto.

- Vamos, essa é a nossa chance de fugir dele! – estava apressada, começava a enlaçar o garoto para poder levantá-lo e levá-lo a um lugar seguro.

- Você o matou? – percebeu que ele estava tentando protestar a ajuda para levantar e andar.

- Não! Apenas o deixei inconsciente! Não sei por quanto tempo e ora vamos! Você não está em condições de rejeitar nenhum um tipo de ajuda! – apertou de leve os braços na cintura do garoto, para lhe lembrar do ferimento "ouch" escutou ele reclamar e sorriu quando ele a deixou levar.

Estavam andando, bom, de certa forma, a passos de formiga era verdade, mais ao menos estavam andando. Viu mais homens parecidos com o grandão que tinha deixado inconsciente e instintivamente, puxou a ela e ao garoto para uma viela que tinha ali perto, esperaram todos os homens desaparecerem das vistas deles.

- Bem, já percebi que você não é um simples ladrão de maçãs. – viu o garoto tentar falar algo, mas não deixou. – Não preciso saber quem é, nem porque o estavam procurando, nem muito menos o porque queriam você morto! E – olhando para o ferimento do garoto. – No momento o que precisamos mesmo, é tratar desta ferida.

- Você é assim sempre tagarela? – viu o garoto resmungar.

- E você é assim sempre mal educado para com aqueles que te protegem? – nem esperou a resposta. – Vem, vamos, o Joe's não está tão longe e os homens parecem estar distante de nós. – apressou-se em se levantar e a enlaçar novamente os braços na cintura do garoto.

- Joe's? – viu o garoto arquear uma sobrancelha quando chegaram nas portas dos fundos, de uma taverna.

- Joe! – Deixou o garoto sentado ali perto e foi abrindo a porta dos fundos e chamando pelo dono do local. – Joe, sou eu! Tenten.

- Por Deus menina! Deveria estar em casa, há piratas na cida... – viu o homem rechonchudo e do longos bigodes louros que atendia pelo nome de Joe, parar de falar assim que pôs os olhos no garoto ferido. – Querida, não vou perguntar o que andou aprontando, nem muito menos o que ele fez para conseguir esse corte.

Viu o garoto fazer uma careta de descontentamento com a frase do Joe.

- Certo Joe, certo! Me ajude a levá-lo para dentro, ele precisa de cuidados e eu não posso simplesmente levá-lo até minha casa!

Viu Joe levantar o garoto com extrema facilidade e mais uma vez ouviu o garoto reclamar qualquer coisa por estar sendo levado.

Joe depositou o garoto num pequeno leito improvisado por ela, Tenten, alguns panos de mesa para o chão ficar mais fofo e mais outros amontoados para se fazer de travesseiro.

- Deite-o aí Joe, vou até lá em casa, para pegar o material necessário e acalmar meu pai e minha irmã.

Saiu correndo, se escondendo quando necessário, chegou em casa e entrou cuidadosamente para não fazer barulhos, não queria, nem podia escutar reclamações agora. Viu Hinata entrar na cozinha, onde tinha todos os aparatos para cuidar de ferimentos.

- Tenten?

- Hina! Você me deu um susto!

- Você está bem irmã? – Hinata olhou para o que a irmã estava pegando.

- Hum... Er... Estou bem sim – estava desconcertada. – Isto é para um amigo meu. – Hina, por favor não tenho tempo para explicações, diga ao papai que estou bem certo? Que estou lá no Joe! Prometo lhe explicar tudo depois – o tom era de súplica.

- Está bem, mas você terá de me contar tudo depois está bem?

- Certo! – saiu correndo no mesmo instante. Estava rezando para que o garoto não estivesse morto a esse momento, quando estava descendo uma das ruas que dava para a Taverna do Joe's avistou um navio lá longe, com uma bandeira pirata içada, calculou que logo mais a noite estariam já no porto da cidade.

- Joe! – estava esbaforida devido a corrida. – Como ele está?

- Tenho tentado mantê-lo acordado.

- Ah! Finalmente você chegou. – torceu a boca, ele poderia estar muito fraco, mais ainda tinha forças para reclamar de qualquer coisa.

- Oras! Não sejas tão reclamão. – se agachou e com uma certa rapidez tirou a camisa do rapaz.

- Uou! Isso dói!

- Me desculpe, me desculpe. – com um pouco da água que Joe trouxera, começou a lavar a ferida, o sangue coagulado e que agora não parava de sair.

- Joe, pode me trazer uma garrafa de rum?

- Você vai beber agora? – viu o garoto arquear uma sobrancelha.

- Aqui querida – Joe lhe entregou uma garrafa nova de rum.

- Obrigada Joe! Não, não irei beber agora, acontece que é bom para lhe limpar a ferida. Tome. – entregou um pedaço de pano enrolado. – Para você morder quando sentir muita dor.

- Hmpf! Não preciso!

- Não é? – derramou o rum no ferimento sem delicadeza nenhuma.

- Ouch! Isso arde! Queima! Sabia?

- Imagino. – um pequeno sorriso em sua face. Estava terminando de limpar. – Bem, você terá de confiar em mim agora. – começava a pegar algo dentro da pequena bolsa que trouxera

- Confiar? O que você vai fazer? – ele, o garoto estava desconfiado, uma sobrancelha arqueada.

- Bem... – estava segurando uma agulha grande e uma linha grossa de costura.

Percebeu o garoto olhar com certo espanto.

- Você vai me costurar? É isso?

- Sim! Precisamos fazer seu sangue estancar! E se a ferida não for fechada, ela nunca irá sarar. – Já ia avançando para costurar o garoto quando a mão dele, firme, fria, e um pouco áspera tocou a sua, suave, quente e meio trêmula.

- Alguma outra vez você fez isso? – ele indagou um tanto incerto.

- Não! – viu o rosto do garoto ficar lívido e tratou de acrescentar rapidamente – Mas já acompanhei diversas vezes essas costuras! Mary sempre dizia que devíamos aprender essas coisas, para o nosso próprio bem.

- Certo. – notou que ele soltara a sua mão. – Vou confiar em você e vou deixar você me costurar! – viu-o olhar para Joe e perguntar – Você pode me trazer uma outra garrafa de rum? Quero ter certeza que não sentirei dor alguma.

- Nada disso! Você pode ser o que for! – Tenten ralhou. – Mas ainda é um rapaz e não está em idade para se embebedar!

- Não estou? – viu-o arquear novamente a sobrancelha, percebeu naquele momento, que este pequeno gesto irritava-a terrivelmente.

- Não, não está! – abrandando um pouco a voz ela lhe disse – Vai doer um pouco, pode usar o pano. – e começou a costurar-lhe.

Ele até que agüentou bem, não reclamou, apenas alguns pequenos gemidos contidos de dor, percebeu que o pano havia ficado em frangalhos e em dado momento ele havia ficado inconsciente, melhor assim, pensou, ao menos não sentiria tanta dor.
Estava terminando de limpar-lhe a barriga quando ele acordou aos poucos. Ficou corada, um pouco sem jeito, percebia agora que a barriga do garoto era perfeita, bem talhada, exceto pelo ferimento. E ao olhar ele acordar, percebeu também que o rosto era tão belo quanto a sua barriga. Seus cabelos, longos e negros combinavam com ele. Foi pega de surpresa com a pergunta que ele lhe fizera.

- Por quanto mais tempo você vai ficar avaliando o meu ferimento? Ou será que é outra coisa que você está avaliando?

- Você é muito atrevido para quem estava em apuros há algumas horas atrás, não acha?

- Não, não acho. – sua resposta fora desdenhosa, convencida. – Então? Terminou?

- Sim terminei, apenas preciso enfaixar-lhe.

- Certo.

- Vai deixar uma cicatriz. – conversava com ele enquanto enfaixava a barriga.

- Não me importo muito com isso. As garotas acham cicatrizes, sexy!

- Você é bem convencido não? – estava quase terminando de enfaixar. Não esperou pela resposta. – Vi um navio pirata logo mais cedo, quando estava voltando para cá, algo me diz que era um dos seus, digo, não esses grandalhões que estavam querendo você, mas, alguém que veio por você.

O garoto ficou calado, olhando para ela.

- Preciso ir, antes que façam alguma outra coisa para a cidade.

- Está bem. – terminou de enfaixar a barriga e se levantou. – Vem, eu te ajudo a se levantar!

- Eu estou bem! – ele tentou se levantar e no mesmo instante cambaleou para frente. Tenten fora rápida e o segurara.

- Você é bem teimoso né? – apoiando ele em seus braços, para ele poder andar, ela se dirigiu para a porta dos fundos – Eu te levo até as docas! – antes de fechar a porta deu um grito – Joe! Estou indo! Obrigada por tudo.

- Espere! – viu o garoto exitar.

- O que houve? – notou que ele tirava alguma coisa de seu cinto, um brasão, com um dragão negro e de olhos tão brancos quanto os deles.

- Joe! – o homem aparecera na porta. – Pendure isto em um lugar visível.

Joe analisou o brasão, olhou para o garoto e assentiu com a cabeça.

- Certo, agora vamos Sr. Eu posso caminhar sozinho!

- Está bem, está bem! Estou indo. – e rumaram a caminho das docas.

Assim que chegaram às docas viu um pequeno bote atracar. Um homem muito belo, de longos cabelos presos em um rabo de cavalo baixo e olhos tão brancos quanto à lua, percebeu ser algum tipo de parente do garoto, e que aparentava ter uns vinte anos.

- Kaius! – escutou o garoto sussurrar.

Não escutou o que o homem chamado Kaius sussurrou de volta, apenas o final.

- Venha, vamos, papai está prestes a aportar na cidade para procurar você! Eu e a mamãe conseguimos o convencer a me deixar vir primeiro.

Notou que o homem chamado Kaius olhava-a e escutou-o perguntar

- Namorada?

­- Não! Ela me ajudou contra os outros.

­­- Hm, certo! Ande logo, papai não me deu muito tempo! – o homem chamado Kaius já estava de volta ao bote e o garoto estava com metade do corpo dentro.

- Espere! – escutou o garoto sussurrar e o viu saindo do bote e caminhar, com certa dificuldade até si.

- Tome! – ele tirou um cordão, que tinha um pingente com o mesmo emblema do brasão dentro do disco prata: um dragão negro com olhos tão brancos quanto a lua.

- Não posso aceitar! –sussurrou de volta.

­- Isto, - viu o garoto marcar, com uma adaga, na parte de trás do pingente uma letra. – É uma forma de agradecimento à tudo que fez por mim hoje. – viu-o pausar para puxar o ar – Ninguém irá sequer lhe tocar. Você estará protegida.

Permitiu que o garoto colocasse o cordão em seu pescoço e deu um pequeno suspiro. Notou um pouco tarde que o garoto segurava o seu queixo com uma das mãos.

- Você é muito bela, apesar de lutar como um garoto!

­- ­E você é muito reclamão! Apesar de estar ferido. – percebeu um pequeno sorriso de canto na face do garoto, antes de ser beijada por ele.

- Adeus minha pequena protetora!

E com isso, Tenten viu o garoto partir com o tal de Kaius...

- Tenten!

- Não, espere, estou sonhando! Não me acorde Hinata!

- Hahahaha! Boa! Vamos levante-se daí! Acabo de descobrir que os ciganos estão na cidade! – uma bela garota de longos cabelos negros, presos com uma pequena presilha prateada, e de olhos cristalinos sacudia sua irmã mais velha, que parecia haver dormido ali no banco do jardim enquanto lia.

Abriu os olhos castanhos, para encontrar sua irmã toda contente lhe contando a novidade.

- Sério que eles estão aqui? – Tenten estava desperta e igualmente entusiasmada com a notícia.

- Seríssimo! Venha, vamos, Mary não irá nos acompanhar!

- Está bem, estou indo, me deixe apenas encontrar meus sapatos! – Tenten procurava por eles. Ainda estava um pouco entorpecida com o sonho que tivera. Sonho de um domingo de há exatamente sete anos atrás.

Estava agora com 23 anos, ganhara muitas curvas, comumente escondidas em vestidos folgados e práticos, seus cabelos castanhos, eram mantidos longos, mas sempre escondidos por coques ou pela bagunça, se tornara uma mulher prática e sem vaidades. Hinata, sua irmãzinha querida, tinha agora 21 anos, Tenten avaliava: delicada, pequena, voz doce, um belo rosto, muito bonita mesmo. Qualquer um se apaixonaria por ela!

- O que será que eles vão apresentar para nós hein, Hina?

- Não sei!

E as duas saíram abraçadas uma a outra em direção ao portão de casa, estavam contentes, risonhas.

- Ah! Naruto pediu-nos para estarmos aqui na hora do almoço Tenten! Sem atrasos hein! – Hinata avisara a irmã, sabia que Tenten se atrasava facilmente quando tinha ciganos na cidade. – Ele disse que quer falar algo conosco e com o nosso pai.

- O que será? – Tenten estava curiosa, Naruto era seu amigo desde que ali ele chegara, e da sua irmã, bem... Ela tinha fé que um dia eles ultrapassariam a barreira da amizade e seriam algo mais!

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BEIJOS RELUZENTES DE ANO NOVO \o/

FELIZ ANO NOVO PARA VOCÊS

Confeitinhos adorados e dourados!

Beeeeeeeeeeeeem, cá estou eu com o primeiríssimo capítulo desta fic!

E eu achei que vocês mereciam esse presente de ano novo, por isso estou postando o primeiro capítulo agora \o/

Muito obrigada a todos que lêem a fic! E muitíssimo obrigada as que comentaram, eu fico extremamente feliz *.*

¹ Música de Secret Garden, Greenwaves, eu diria que daria o toque especial escutar ela enquanto se lê a história contada pelo cigano, digo isso porque foi assim que escrevi essa parte! Escutando a música ^^

Antares D. Bem, eu não se você tá se referindo ao nome da fic ou ao sumário 8D Mas a fic ganhou a música tema depois que eu comentei com a U. yuuki sobre a idéia que eu tava e ela me mostrou "The Reel" e ela é só instrumental e combina com a fic, e eu confesso que escuto "The Islander" também, pra escrever a fic!

Pronto! Demorei menos do que pensei que ia demorar pra postar o primeiro capítulo xD Espero que não tenha se esquecido da fic aqui ^^ E espero que tenha gostado desse primeiro capítulo, tanto quanto eu gostei de escrevê-lo \o/ Beijos reluzentes de ano novo! E um ótimo ano novo pra você!

Hyuuga ALe: Moça, eu simplesmente adoro você! É sério *.*

Bem, como posso dizer, não posso adiantar! Senão perde a graça! Me desculpe x.x

"Uma historia para toda a vida...

A lenda da chave de uma cidade que parou no tempo, da mulher mais bela que já existiu e do amor de um homem que morreu para protegê-la..."

No caso, nesta parte, necessariamente, é uma lenda, que é contada há anos! Perceba que está no passado a frase e que o homem morreu! Você não acha que eu seria louca de matar o Neji né? 8D

JAMAIS! E eu espero que tenha gostado desse primeiro capítulo \o/ De verdade ^^ E muito obrigada por ler a fic \o/

Beijos reluzentes de ano novo e ótimo ano novo pra você moça!

Uchiha Yuuki: MEU CHUCHU! MEU CONFEITO! MINHA JUJUBA!

E aí, consegui fazer uma surpresa pra você? ;D A intenção era essa!

Gostou?!!! Espero que sim Chuchu meu!

Um beijo do tamanho do meu coração, lá dentro do seu coração! AMOUR ~

Lust Lotu's: Outro presente \o/ E espero que goste desse aqui também!

Eu fico tão contente que goste das fics *.* Obrigada mesmo por lê-las! Neji e Tenten também é meu casal favorito, confesso a você que to louca, para a outra fic (a trilogia) chegar logo na terceira parte, que é a do Neji e da Tenten 8D

Beijos reluzentes de ano novo \o/ E ótimo Ano Novo \o/

Prisma-san: Tudo, menos formalidade comigo! 8D Pode me chamar apenas de Naia, ou de Naia-chan ou de Naiara, ou de qualquer outro apelido, menos formalidade! 8D (to falando assim, mas eu não to reclamando não viu! Nem brigando!)

Ah *.*

Eu fico até com vergonha com um elogio desses! E eu que adoro suas fics e acho você uma ótima escritora! Fico aqui envergonhada! Que bom que gostou do trailler \o/ Espero que goste desse primeiro capítulo também \o/

Muito obrigada mesmo por ler a fic!

Beijos reluzentes de ano novo e um ótimo Ano Novo \o/