Disclaimer: Naruto nunca irá me pertencer! Infelizmente, porque eu iria fazer horrores com o Neji, huhuhuhu.
Aviso: capa do primeiro e do segundo capítulo desta fic se encontram no meu perfil \o/
Agradecimentos especiais: Prisma-san por ter me passado uma música maravilhosa que me ajudou a escrever este capítulo*.*
Uchiha Yuuki por ter me agüentado tanto, enchendo a paciência dela \o/ e por ter betado o capítulo. Chuchu maravilhoso!
WELL, se vocês querem um conselho, eu digo pra ler este capítulo escutando Spanish Nights – Blackmore's Night, tem no youtube \o/
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Vamos ao capítulo:
Lembranças de uma tarde de domingo
Parte II
Sua cabeça estava latejando; tentou tocá-la, mas algo impediu sua mão.
"O que seria?"
Abriu, vagarosamente, os olhos enquanto se acostumava com a pouca luz que havia no local. Contudo, a primeira coisa que viu foi um homem, largado, em um canto próximo a ele, preso por grossas corretes de metal. Tentou, novamente, mexer suas mãos - agora percebendo que elas estavam presas no alto de sua cabeça, por correntes, tão ou mais, grossas que a do homem ao seu lado.
"Como havia parado ali?"
Sim, agora lembrava - Neji deu um sorriso amargo- Estava em mais uma daquelas buscas por sua irmã desaparecida.
- Yuuki... – sussurrou o nome de sua irmã. Desde que ela desaparecera, há catorze anos, ele, seu pai e seu irmão faziam buscas por ela. De fato, nunca desistiram, por sua mãe e por eles próprios; ela era a alegria da família, a pequena jóia preciosa tanto de seus pais quanto de seu irmão e sua também.
- Kaius – sorriu com tristeza, seu irmão mais velho iria lhe matar por ter deixado ser pego. Aliás, o que Kaius vivia repetindo? "Nunca deixe ser pego, Neji. Seria a ruína de nosso pai. Nossas cabeças são uma ótima moeda de barganha, não acha?". Sim, as cabeças dos filhos do rei dos piratas eram, realmente, uma ótima moeda de barganha e, justamente, por isso Kaius iria lhe matar.
Pôs-se a lembrar em como chegara naquela situação. Estava ele, Kaius e seu pai procurando por Yuuki; tinham uma pista que levavam até uma cidade, não muito longe de onde estavam, quando o navio foi atacado. Certamente, o fato de navio pirata sofrer ataques não era surpresa, principalmente se esse fosse fruto de outros navios piratas. O maior problema era que esse ataque fora feito por um pirata que odiava seu pai; sempre querendo seu título, toda a sua riqueza e seu poder sobre todos os piratas. Lutara ao lado de seu pai e seu irmão, sua mãe, estava na casa que seu pai havia construído para ela na cidade de Ushnisha.
Suas pernas e seus braços estavam doendo e sua cabeça parecia ter sido acertada por uma bola de canhão. Agora, lembrava perfeitamente como fora apanhado. Um troglodita, três vezes o seu tamanho, que não tinha muita agilidade, mas em um dado momento acabou se distraindo com um grito de seu irmão o que lhe custou uma marretada na cabeça.
Estava ali, preso, dolorido e, literalmente, de pés e mãos atados. Lembrava de ter sentido o barco parar e de ter agradecido aos céus, ou aos mares, por ter percebido isso, o que fora a sua salvação. Bem, pensava agora, não fora, realmente, a sua salvação, fora a garota a sua real salvação, mas fora o princípio.
Viu o homem, que lhe acertara, - cujo se encontrava,o que até ousava dizer, com uma expressão de quem estava prestes a ganhar mil moedas de ouro - chegar perto de si. Pensou rápido. Aquela era sua chance única de sair, de lá, vivo.
- Preciso de um banheiro.
- Faça aí mesmo, seu fedelho!
- Bem, até poderia fazer, mas você não quer que o rei pirata saiba que o filho dele sofreu maus tratos, não é? – viu o troglodita resmungar qualquer coisa e soltar as correntes das mãos.
- Não tente nada, entendeu? – o troglodita, segurando seu braço esquerdo, rosnou. – Estarei do seu lado.
De alguma forma, que agora não lembrava mais, o troglodita o deixou só e isso foi a sua deixa. Saiu correndo, silenciosamente, para fora do navio, ação que não dera muito certo; alguém havia notado a sua fuga e juntamente a um bando de piratas, aquele troglodita, do tamanho de uma árvore, corriam atrás dele.
Por fim, conseguiu sair do navio e notou que a cidade estava um pouco cheia. Isso era um problema. De fato, o povo poderia ajudar tanto quanto poderia atrapalhar. Saiu correndo do jeito que podia - aos trancos e barrancos- porém, ainda estava um pouco fraco e, nesse momento, que escutou alguém gritar "Piratas", notou o caos que se instalara; bastava uma única palavra para toda uma cidade entrar em rebuliço e ficar de pernas pro ar.
"Sua desgraça"
Era isso o que pensava. Aquele momento havia sido a sua desgraça.
O troglodita já o havia alcançado e quando ele virara para trás, na tentativa de calcular a que distância estava de seu algoz, viu o brilho de uma espada e, no mesmo instante, sentiu uma dor lancinante em sua barriga. Não conseguiu manter-se em pé. Neji caiu sobre aquele chão de pedras irregulares e, pela dor, o corte havia sido feio, muito feio. Sendo assim, preparou-se para levar o próximo - e fatal - golpe.
Mas ele não veio.
"Você está bem?" – alguém o perguntou
Ficara confuso, o que uma garota fazia ali?
- Eu estou bem – Ao invés de tentar ser um pouco amigável, acabou por resmungar a resposta. – Você não deveria estar correndo como todos os outros? – estava desconfiado, o que uma garota fazia ali, afinal?
- Parecia que você ia ser decepado – a viu dar um pequeno sorriso e, nossa, que sorriso! Por mais que fosse um sorriso de desdém, Neji ficara surpreso por não ter levado o segundo corte e, mais surpreso ainda, de ter sido salvo por uma garota.
- Acho que você deveria correr... – olhando por cima dos ombros da garota notou que o troglodita estava se levantando.
Percebeu que a garota havia focado seus olhos naquilo que descansava em sua bainha, a espada. -O que ela pretendia?- perguntava-se
- Me empresta a sua espada? – a viu, novamente, sorrir. Agora, um sorriso mais verdadeiro. Entretanto, ela nem esperou por sua resposta, pois prontamente pôs se a retirá-la de sua cintura e a manuseá-la.
Tinha que admitir, a garota a sua frente lutava muito bem - tanto para uma garota quanto para um garoto - isso o deixou amuado, pois estava se saindo melhor do que ele. Entretanto, com o decorrer da batalha, a jovem já se encontrava em problemas ; o troglodita era três vezes o seu tamanho e quatro vezes a sua força. Tentara sentar ou levantar, não se lembrava bem, mas aquele maldito corte o impedia.
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Tocou na a cicatriz em sua barriga. Neji lembrava, como se fosse ontem, a determinação daquela garota na luta, para não deixar o troglodita chegar perto dele. Nunca vira uma garota lutar tão bem quanto ela, exceto por Temari, pois essa foi criada, desde seu nascimento, como um menino.
Algo cuja garota tinha e o troglodita, não, era a agilidade, o que, durante a luta, fora percebido pela mesma. Viu-a analisar a situação para, logo em seguida, aplicar uma rasteira e uma paulada, na cabeça do troglodita, com uma roda de metal. Ela o matara? Ficou espantado, pois para erguer a roda de metal era necessária força, e ela pegara na roda como se fosse uma pena e a metera na cabeça do homem, sem dó nem piedade.
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- Vamos, essa é a nossa chance de fugir dele! – notava que a garota estava apressada e que começava a enlaçar sua cintura, o que lhe deixou constrangido.
- Você o matou? – em vão, tentou se soltar dela, porém não tinha forças suficientes. Aquela ferida o estava deixando, demasiadamente, fraco.
- Não! Apenas o deixei inconsciente! – a garota o respondia um tanto naturalmente e, um tanto quanto, apressada.
Neji tentou, mais uma vez, se afastar dela, o que acabou lhe custando resmungos por parte da jovem.
Não sei por quanto tempo e...Ora vamos! Você não está em condições de rejeitar nenhum um tipo de ajuda!
- Ai! – ela havia apertado, propositalmente, os braços dele. Era a única explicação para ter sentido aquela segunda dor. Conquanto, viu-a,novamente, sorrir e se deixou levar.
Estavam andando muito lentamente, devido a sua condição, pois o ferimento lhe ordenava restrições. Viram mais piratas do navio que haviam-no aprisionado, em seguida, sentiu-se ser puxado pela garota para uma viela próxima de onde se encontravam. Por fim, esperaram todos os piratas desaparecerem de seu campo de visão para voltarem a caminhar sem riscos.
- Bem, já percebi que você não é um simples ladrão de maçãs. – ele a escutou falar, entretanto, ao tentar dizer algo, a garota não o deixou prosseguir.
– Não preciso saber quem é, nem o porquê de o procurarem. Muito menos o porquê de quererem tua cabeça E... – ao seguir o olhar da garota, notou que esse estava concentrado em seu ferimento. – No momento o que precisamos, mesmo, é tratar desta ferida.
- Você é sempre assim, tagarela? – finalmente ela parara de falar.
- E você é assim, sempre mal educado para com aqueles que te protegem? – ela nem esperou a sua resposta.
– Vem, vamos ao Joe's! Não está tão longe e os homens parecem estar distantes de nós. – ela estava se levantando e enlaçando os braços em sua cintura novamente.
- Joe's? – arqueou a sobrancelha assim que chegaram na porta dos fundos de uma taverna.
- Joe! – a garota deixara-o sentado ali por perto, enquanto pôs-se a abrir a porta e a chamar pelo homem que atendia pelo nome de Joe.Não escutou o que ela falou por último, estava cansado demais.
- Por Deus, menina! Deveria estar em casa, há piratas na cida... – viu um homem rechonchudo e de longos bigodes louros que parara de falar assim que pôs os olhos em seu ferimento – Querida, não vou perguntar o que andou aprontando, muito menos o que ele fez para conseguir esse corte.
Fizera uma careta ao escutar o que o homem falara. E, novamente, a garota se pôs a falar.
- Certo Joe, certo! Me ajude a levá-lo para dentro, ele precisa de cuidados e eu não posso, simplesmente, chegar com ele em casa!
O homem levantou-o com uma facilidade incrível. Neji tentara protestar contra o ato, mas logo percebeu que seria em vão. Por fim, decidiu ficar quieto.
Fora depositado num pequeno leito, improvisado pela garota, com alguns panos de mesa e mais outros amontoados a lhe servir como um travesseiro.
- Deite-o aí, Joe! – disse a garota enquanto corria até a porta da taverna - vou até lá em casa pegar o material necessário e acalmar meu pai e minha irmã.
"O que? Ela ia deixá-lo lá com aquele homem?"
Antes que pudesse protestar ela já havia saído.
- Sabe... - viu Joe olhar curiosamente para ele. – Ela é uma garota de ouro, espero que não a tenha metido em apuros. – impressão sua ou...Joe o estava ameaçando? Era só o que faltava! Sendo ameaçado por um taberneiro gordo e super protetor.
- Eu não a meti em apuros, ela que decidiu se meter em apuros sozinha! – resmungou.
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Lembrando desse pequeno acontecimento há sete anos, Neji deu um sorriso, o que era raro; tão raro que espantou um pássaro que o rodeava no momento.
"Aquela garota realmente fora um incômodo hein?"
Fechou os olhos, voltando a se lembrar daquele domingo.
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- Imagino com quem você esteja metido – escutou, novamente, Joe resmungar – Como fizeram esse corte em você?
Tentara se sentar, mas até isso estava sendo difícil. Sua barriga doía demais e o sangue não estancava. Sim, Neji estava fazendo um esforço enorme - para o seu próprio bem - ao tentar se manter atento à conversa.
- Estava correndo. – puxou o ar com extrema dificuldade. – Então, me desequilibrei e conseguiram me fazer este corte – tentou lançar um sorriso sarcásticos que, segundo Gaara e Sasuke, era tão comum quanto o fato dele se chamar Neji. Contudo, nem isso conseguia realizar com destreza.
- Hum... Nem vou perguntar por que o estavam seguindo. Na verdade, está claro como água que você está envolvido com aqueles piratas. – Joe parecia bastante desconfiado e irritado, também.
- Bom... – sua voz já estava pastosa, o sono começava a atingi-lo. Por fim, fechou os olhos.
- Hei! – abriu os olhos meio assustado com o grito de Joe.
- Não durma! Não quero ser esganado por ter deixado você morrer.
Tudo o que Neji fizera fora lançar um olhar de desprezo e soltar um resmungo qualquer.
- Joe! – com sinais de uma provável corrida, a garota se encontrava, sutilmente, esbaforida e corada. – Como ele está?
- Tenho tentado mantê-lo acordado.
- Ah! Finalmente você chegou. – segurou a vontade de rir ao vê-la torcer a boca, pois até isso era doloroso, pensando bem, o que, naquele momento, não doía? Dormir, talvez.
- Oras! Não sejas tão reclamão. – ela se agachou e com agilidade lhe tirou a camisa.
- Uou! Isso dói! – ela não se esforçou para ser delicada. Sim, havia doído bastante.
- Me desculpe, me desculpe. – fora o pedido de desculpas da garota.
Começou a limpar ferida com água trazida pelo Joe. Contudo, Neji começou a alimentar uma sensação; a sensação de desejar fechar olhos e sentir um pouco mais as delicadas mãos da garota a tocar-lhe a barriga. De fato, era uma sensação gostosa. O roçar de duas peles antagônicas lhe provocava, pois a pele dela, ao contrário da sua, era quente e suave.
- "Não durma" - fora o pensamento permaneceu em sua cabeça até escutá-la fazer um estranho pedido a Joe.
- Joe, pode me trazer uma garrafa de rum?
- Você vai beber, agora? – Neji arqueou uma sobrancelha.
- Aqui, querida. – Joe lhe entregava uma garrafa nova de rum.
- Obrigada, Joe! Não, não irei beber agora, mas é bom para limpar feridas. Tome. – entregou-lhe um pedaço de pano enrolado. – Para você morder quando sentir muita dor.
Olhou para o pedaço de pano e considerou a oferta. Não; não precisava disso. Ele era um pirata!
- Hmpf! Não preciso!
- Não, é?
- Ouch! Isso arde! Queima! Sabia? – ela havia derramado, sem dó, o rum em seu ferimento.
"Puro sadismo."
Aquela garota era louca, só podia.
- Imagino. – viu um pequeno sorriso brotar-lhe na face, porém, ao término do serviço, escutou-a falar novamente.
– Bem, agora, você terá de confiar em mim. – ela estava pegando algo dentro da pequena bolsa que trouxera
- Confiar? O que você vai fazer? – o que ela iria fazer pra ter que dizer uma coisa dessas? Arqueou a sobrancelha como que para demonstrar sua desconfiança.
- Bem... – a garota estava exitando e, notou que ela segurava uma agulha grande juntamente a uma grossa linha de costura. Agora, não mais estava desconfiado. Neji estava espantado.
- Você vai me costurar? É isso?
- Sim! Precisamos fazer seu sangue estancar! E se a ferida não for fechada, ela nunca irá sarar. – ela já estava avançando para lhe costurar quando ele resolveu lhe impedir. Ao segurar a mão dela, notou que a mão da garota estava um pouco trêmula.
- Alguma outra vez você... Fez isso? – ele indagou um tanto incerto.
- Não – pronto, estava, decididamente, assinando a sua sentença de morte ao deixar aquela garota lhe costurar
– Mas já acompanhei, essas costuras, diversas vezes! Mary sempre dizia que devíamos aprender essas coisas, para o nosso próprio bem.
- Certo. – nem queria saber quem era essa Mary, mas deveria lhe agradecer no final das contas. Por fim, soltou, de forma que ela pudesse voltar a fazer o que estava pretendendo, sua mão. – Vou confiar em você e vou deixar você me costurar! – olhou para Joe. – Você pode me trazer outra garrafa de rum? Quero ter certeza que não sentirei dor alguma.
- Nada disso! Você pode ser o que for! – ela estava ralhando com ele. – Mas ainda é um rapaz e não está em idade para se embebedar!
- Não estou? – com essa pergunta, ao arquear a sobrancelha, não pudera deixar de notar que ela havia ficado irritadiça com seu pequeno gesto.
- Não, não está! – e ela amaciou a voz para dizer as palavras que viriam a seguir, antes de lhe começar a costurar – Vai doer um pouco, pode usar o pano.
Neji tentou agüentar como pôde. Segurou-se ao máximo para não reclamar, pois sabia que a culpa não era dela, então, contentou-se em soltar apenas alguns gemidos de dor. Por fim, o pano, que há pouco havia negado, estava em suas mãos e já se encontrava num estado deplorável; estava inutilizável.
De repente não sentiu mais nada, estava tudo escuro. Agora, Neji estava no paraíso, não sentia dor alguma.
"Será que fora tudo um sonho?"
Se fosse, não queria mais acordar, não queria sentir aquela dor cruciante novamente. Estava tudo tão calmo, tão sem dor, que decidiu abrir os olhos e, felizmente, se deparou com a garota voltando o olhar para a sua barriga, a qual estava quase limpa. Curiosamente, com uma pitada de convencimento, a viu corar. É, ela poderia ter os cabelos mais desarrumados que fossem e usar aquele vestido super folgado, mas havia de admitir, seus olhos cor de chocolate e seu rosto alvo eram, realmente, lindos.
Decidiu interromper aquele momento, para o seu próprio bem.
- Por quanto tempo mais ficará avaliando meu ferimento? Ou será que é outra coisa que você está avaliando?
- Você é muito atrevido para quem estava em apuros há algumas horas, não acha?
- Não, não acho. – sua resposta fora desdenhosa, convencida. – Então? Terminou?
- Sim, terminei. Apenas preciso lhe enfaixar.
- Certo.
- Vai deixar uma cicatriz. – estava conversando com ele enquanto fazia o serviço não remunerado.
- Não me importo muito com isso. As garotas acham cicatrizes sexies! – na verdade, ele sempre quisera ter uma cicatriz, mas não sabia que era assim, tão doloroso, ter uma.
- Você é bem convencido, não? – a garota estava quase terminando de enfaixar-lhe. Nem esperou pela resposta, novamente - Vi um navio pirata mais cedo, quando estava voltando para cá, algo me diz que era um dos seus. Digo, não esses grandalhões que estavam querendo você, mas alguém que veio por você.
Ficou calado enquanto olhava para o rosto que dera a notícia.
"Será que era seu pai?"
Se fosse, era melhor ir logo, antes que ele pusesse a cidade a baixo à sua procura.
- Preciso ir, antes que façam alguma outra coisa para a cidade.
- Está bem. – ao terminar de enfaixar-lhe a barriga, se levantou. – Vem, eu te ajudo a se levantar!
- Eu estou bem! – ele tentou se levantar e no mesmo instante cambaleou para frente. A garota fora rápida e o segurara.
- Você é bem teimoso, né? – ela o apoiou em seus braços para que pudessem andar. Dirigiram-se à porta dos fundos.
– Eu te levo até as docas! – antes de fechar a porta ela deu um grito – Joe! Estou indo! Obrigada por tudo.
- Espere! – precisava fazer alguma coisa, afinal tanto ela quanto Joe lhe salvaram a vida.
- O que houve?
Tirou de seu cinto o brasão de sua família, um dragão negro de olhos brancos.
- Joe! – assim que Neji o chamou, o homem aparecera na porta. – Pendure isto em um lugar visível. – assim outros piratas iriam ver o brasão e não iriam fazer nada contra ele. Era o sinal de respeito que havia entre lords piratas.
Joe analisou o brasão, olhou para Neji e assentiu com a cabeça.
- Certo, agora vamos Sr. "Eu posso caminhar sozinho"!
- Está bem, está bem! Estou indo. – e rumaram a caminho das docas.
Assim que chegaram às docas viram um pequeno bote atracar. Um homem, de longos cabelos presos em um rabo de cavalo baixo e olhos tão brancos quanto os seus, saía do bote.
- Kaius! – era o seu irmão, quatro anos mais velho que ele, Neji.
- Neji! O que houve? – seu irmão sempre fizera perguntas demais. Saíra, como seu pai dizia, a cópia da mãe. - Venha, vamos! Papai está prestes a aportar na cidade para procurar você! Eu e a mamãe conseguimos o convencer a me deixar vir primeiro.
Percebeu Kaius olhar com interesse para a garota a qual estava do seu lado.
- Namorada?
- Não! Ela me ajudou contra os outros.
- Hm, certo! Ande logo, papai não me deu muito tempo! – Kaius já estava de volta ao bote. Porém, com metade do corpo dentro do bote, lembrou-se de algo
- Espere! – sussurrou e, ainda com dificuldades para caminhar, saiu do bote para ir até ela.
- Tome! – tirou o cordão que sua mãe havia lhe dado quando tinha completado quatro anos. O artefato prateado tinha um pingente em forma de disco e, em seu interior, tinha o símbolo de sua família, o dragão negro de olhos brancos.
- Não posso aceitar! – escutara-a sussurrar de volta.
- Isto... - falava enquanto marcava com uma adaga, tirada de seu irmão, a sua inicial, um N, na parte de trás do pingente. – É uma forma de agradecimento à tudo que fez por mim, hoje. – pausou para puxar o ar – Ninguém irá sequer lhe tocar. Você estará protegida.
Ficou feliz por ela lhe permitir colocar o cordão em seu pescoço.
- E que pescoço mais macio - pensou
Escutou-a soltar um suspiro muito baixo e, aproveitando-se da situação, segurou o queixo dela com uma das mãos. Estava com vontade de beijá-la, iria tentar a sorte, nunca mais a veria de novo mesmo.
- Você é muito bela, apesar de lutar como um garoto!
- E você é muito reclamão! – esbravejou - Apesar de estar ferido.
Sorriu com o comentário dela, um pequeno sorriso formado com o canto de seus lábios, então a beijou, fora um beijo rápido, suave e doce. De fato, um beijo muito bom.
- Adeus, minha pequena protetora! – e pulou de volta para o bote.
- Não acredito que meu irmãzinho está apaixonado!
- Cala a boca, Kaius. – Neji ficara desconsertado com o comentário do irmão.
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Irmão... Há quanto tempo não visitava o túmulo de seu irmão? Dois, três anos? Depois daquele domingo, a sua vida voltara ao normal, sua mãe havia ficado tão aliviada quando o viu. O corte? Descobrira depois, pois se não tivesse sido tratado e fechado logo, poderia, realmente, ter sido fatal.
Sua mãe, cuja morrera dois anos depois daquele domingo, estava muito doente e ninguém conseguiu tratá-la; seu irmão morreu um pouco depois, a marinha havia-o matado. No fim, sobrara apenas ele e seu pai que, acometido de dor e desespero, acabou por se descuidar e foi morto por um inimigo. Agora, Neji estava só. Sem seus pais e seu irmão só lhe restava a esperança de encontrar sua irmã. Por ele, por seus pais e irmão.
- Capitão! - escutou alguém lhe chamar.
Neji, agora, tinha 23 anos, era um lord pirata, tomara o posto de seu pai, mas entregou o título de "rei pirata" para o seu amigo de infância, Gaara. Tinha uma grande tatuagem em suas costas, símbolo de sua "realeza", um grande dragão negro de olhos brancos. O seu navio era um dos mais temidos, só perdia para o lord pirata da América, e, francamente, estava pouco se importando com isso. O lord da América era um insano que adorava decepar seus inimigos vivos – não pôde deixar de sorrir sadicamente ao relembrar que esse lord era um amigo seu...
- Capitão! – lhe chamaram de novo.
- O que é, Austus? – sua voz grave sempre impunha respeito e medo, gostava dessa combinação.
- Chegaremos por volta da noite na cidade, capitão. O que devemos fazer? – o homem, agora, parecia estar receoso.
- Diga aos homens que podem se divertir na cidade, mas nada de roubos e seqüestros. Nada disso, ouviu-me? Esta cidade pertence ao lord do Ocidente e não queremos ter a sua fúria voltada para nós. Descartando o fato que não viemos para roubar; é apenas uma investigação.
- Certo, mas e o senhor, capitão? O que fará?
- Eu? – Neji sorriu sarcasticamente. – Traga-me a mulher mais bonita que encontrar e tentarei me divertir.
O homem lhe olhou com algum espanto no rosto.
- Uma mulher, capitão?
- E o que mais seria? Você por, algum acaso, acha que sou dado a gostar de homens?
- Não, capitão! – o pobre homem tratou de se corrigir.
- Não precisa me trazer uma mulher, Austus. Quando achar necessário ter uma, irei em busca – concertou - Pois bem, assim que atracarmos não quero ser perturbado, irei sair ao amanhecer.
- Sim, senhor! – o homem saiu de volta para a parte de baixo do convés.
- E eu pensando que você ia dizer que gostava de homens!
- Lee... – Lee era o braço direito de Neji, depois dele próprio, só confiava em Lee para lhe entregar o Black Dragoon, seu navio.
- Nem em seus sonhos mais tórridos iria dizer algo assim.
- Espero nunca ter um sonho desse tipo! – Lee era divertido, ao contrário de Neji, gostava de conversar bastante, tinha um espírito invejável, possuía grossas sobrancelhas negras e um cabelo em formato de cuia.
Após o comentário de seu braço direito, Neji apenas estreitou o olhar. O atual capitão se tornara um homem muito bonito, seus cabelos negros agora estavam abaixo de sua cintura presos num frouxo e baixo rabo de cavalo, seus olhos demonstravam uma frieza maior do que há sete anos atrás.
- Então, é para cá que a pista nos leva? – Lee olhou para a cidade que começava a surgir à sua frente; uma bela cidade.
- Sim, novamente, é para cá que a pista aponta. – Neji agora estava pensativo e Lee resolveu deixá-lo novamente sozinho.
Será que iria reencontrar aquela garota que o salvara? Pelo tempo, ela já devia estar casada e cheia de filhos. Será que a reconheceria? Não importava, estava seguindo uma pista, quem sabe, não seria dessa vez...
Quantas vezes o destino iria lhe empurrar até ali?
- Carveñas... – inconscientemente tocava por cima da blusa a pequena cicatriz em sua barriga.
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HALLOOOOOOO meus chocolatinhos maravilhosos *.*
°pegando a mania de uma certa Jujuba°
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E como foram de ano novo? Devo dizer que o meu foi extremamente divertido 8D Dancei "HairSpray – The Age of Aquarius" yeah baby o.o Eu parecia uma louca, mais do que já sou XDDDDDD
E aí gostaram do segundo capítulo chocolatinho? *.* Espero que sim \o/ Tá vendo! Nem demorei pra postaaaar \o/
Uchiha Yuuki: Tra lá lá! Eu seeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, que você já leu este capítulo, meu Chuchuzinho! Mas, vou perguntar de novo! Gostou? *.*
Muito obrigada amour, por ter tido a paciência de me agüentar te azucrinando e por ter betado o capítulo!
Beijo chuchuzento pra você! Meu Chuchuzinho
Hyuuga ALe: Eu não to brincando nããããoooooooooooo, eu acho você um miminho a parte *.* E muito obrigada pelo elogio *.* Neji e Tenten é tudo né? Adoro eles de paixão.
Moça, assim me deixa encabulada! Não sou muito boa com elogios não .
Ahá! Gostou deste capítulo? Inteirinho Neji *nham*
Nem demorei tanto assim pra postar né? 8D
E como foi seu ano novo? Espero que tenha sido bom^^
Beijos mimosos pra você moça mimosa! E muito obrigada por ler a fic
Prisma-san: Hahahahahahaha! Viu conseguiu mandar a review XDDDD
Nhaaaaaaaaaam *.* Que bom que gostou do capítulo \o/
Ahá! A Yuuki betou esse hoje e já to postando \o/ Espero que goste desse capítulo também^^
E obrigada novamente pela música! Leia o capítulo escutando ela XD Dá um "Q" a mais na história!
Beijo Prisados (adoro inventar nomes, percebeu?) e obrigadinha por ler a fic *.*
Lust Lotu's: CAPÍTULO POSTADOOOOOOOO \o/
Nhaaaaaaam, espero que goste desse capítulo tanto quanto do primeiro \o/
Obrigada mesmo por acompanhar as fics *.*
Um bocado de Neji nesse capítulo ;D
Beijos luxuosos para você \o/
Muitíssimo obrigada a todos que lêem a fic, deixando ou não uma review ;D
