Capítulo XV: Conde do Milênio
A Cor da Nova Era
O Conde do Milênio nunca parava. Os preparativos estavam sempre em andamento. A cada segundo o Conde criava mais demônios, mais e mais, e sorria enquanto os humanos gritavam de puro desespero quando se descobriam enganados.
Sorria porque era lindo.
Naquele momento, o Conde podia ver o tom mais belo que transbordava dos humanos. Agonia, desespero, arrependimento, saudade, tristeza, melancolia. Ele pintaria o futuro com esse tom. Porque era lindo. Era a cor dos olhos de Allen Walker, o destruidor do tempo. Era a cor dos Noés, pobres crianças. Era cinzento.
Uma pena que não fosse pintor.
