Capítulo XXVII: Lala
A voz que reza por paz
E então, ao cantar, o garoto ao seu lado dormiu profundamente. Havia harmonia, algo além do que podia-se ouvir, as ondas perfurando seu corpo enquanto a vida se esvaia pelo ferimento causado por um demônio. Sentimento, e Lala continuava a cantar e a zelar pelo sono de seu humano. Mas Lala era uma boneca, com um mestre.
Seu único humano, o que a aceitara como era.
Porque havia tanto tempo que ela não cantava para um humano. Agora, a canção era livre dos desejos que ela tinha antigamente, desejos mórbidos de se livrar do poder da imortalidade. E Lala continuou sua oração, ecoando pelas ruínas que eram a cova de seu humano, seu amor, o sofrimento se esvaindo com sua voz amável.
Lala quebrou após cantar o réquiem de seu humano. Durara três dias de paz.
