Capítulo XXXI: Conde do Milênio/Allen Walker

Enquanto o Sexo Ruge Mais Alto

E lá estava Allen Walker imprensando o Conde contra si, era um passo até a queda total. E ambos queriam cair para fugir um do outro. O Milênio o beijava com ódio, e tudo o que havia na sala eram os corpos e o cheiro de sexo. Sexo. Pois a morte estava ao lado deles, gritando, gemendo, rugindo, sem explicação nenhuma. Um pesadelo branco de sêmen.

Aquilo matava Allen, o garoto amor, o palhaço excitado.

Não importava, pois ele rebolava em prazer, o motivo de seu ódio ao seu lado fazendo-o sentir-se bem com um corpo quente esfregando no seu. O quê o outros diriam? Lenalee gritaria e Allen a mandaria calar a boca. Lavi e Kanda fingiriam não ver, e Allen os insultaria pela indiferença, embora soubesse que estariam explodindo em indignação. Sentimentos.

O Milênio morria entre os dedos decididos de Allen, ridículo, em tesão.

Currava o garoto com força, esquecendo sua própria família e a traição. Não duraria mais do que uma noite, e o sexo sempre existiu, quieto em contraste com os gritos de ambos, buscando o sublime prazer e a satisfação de um domínio mútuo num mundo onde não há exorcistas e noés, onde poderiam se matar com ódio. Naquele sonho negro.