Disclaimer: Harry Potter e todos os personagens pertecem a J.K Rowling

Obs 1: Esta fic é AU e OOC, ou seja, a história lembra em muito pouco a original e os personagens estão com personalidades diferentes. Apenas estou me divertindo com eles.

Obs 2: A intenção foi criar uma história parecida com a das novelas latinas, mas com os personagens de Harry Potter. Como em quase todas as novelas, preparem-se para ver comédia e drama misturados. Também haverá muitas trocas de casais. Yey!

Obs 3: Nesta fic, Milicent Bullstrode é bonita. Também Harry e Draco, e consequentemente Ron e Hermione, nasceram em 1972, e não 1980 como nos livros.


George estava em seu apartamento, fumando um cigarro. Sentia-se solitário. E estava também preocupado. Draco havia esquecido seu chapéu no quarto de hotel, e saído tão rápido, que quando reparou o loiro já estava longe. Estava em dúvida se mandava ou não uma coruja para avisá-lo do ocorrido. Porém temia que seu caso fosse descoberto e então recorreu ao seu celular.

-Droga – Murmurou, ao ver que seu amante havia desligado o celular. Draco aparentemente só utilizava esse meio de comunicação trouxa, quando estava no mundo deles. "Óbvio"- pensou

Tentou relaxar e implorou a Merlin que isso não acabasse em problema.


Draco chegou em casa. Seus pais estavam em seus respectivos quartos, e correu para trocar de roupa. Quando se virou foi surpreendido pela voz calma:

-Meu amor, cozinhando com essas roupas?

-Harry querido, não esperava que você aparecesse aqui tão cedo – Falando isso o puxou para um abraço e um rápido beijo.

-Pois não, eu me livrei de todo aquele incansável trabalho, assinando papéis de contratação de funcionários, problemas com os acionistas da empresa, e etc. Vim te ver por que não suportava mais tudo aquilo. Pensei que estivesse nas aulas com Dobby.

-Sim eu estava com essas roupas,e esse casaco, eu só coloquei por que fui ao Beco Diagonal comprar alguns ingredientes que faltavam. Íamos fazer comida indiana hoje.

-Claro. Só passei aqui para te dar um beijo. Ah, e antes que me esqueça, você pediu para eu avaliar que dia poderia ser nosso casamento. E eu pensei, e está aqui um convite - Harry disse isso, entregando-os nas delicadas mãos de Draco.

-Dia 18 de novembro de 1995. Ainda neste ano Harry? Pensei que fosse esperar até o festim de Natal, e celebração de oitocentos anos da minha família- Draco falou com uma voz cheia de incerteza.

-Era isso mesmo o que gostaria de conversar com seus pais. Que tal avançarmos um pouco com esta data e comemorarmos o aniversário de sua família junto com o nosso casamento? A união das famílias Malfoy e Potter é algo que deve ser comemorado, algo histórico.

-Se você deseja assim meu amor, então assim será – Draco lançou um olhar doce e abraçou seu noivo.

-Draco, você sabe o que é Metrô?!

-Met o quê querido? – Draco respondeu com a cara mais cínica possível

-Deixa pra lá lindo- Harry sorriu e seu noivo encostou a cabeça em seu peito. Um sorriso formado em seus lábios.


Na casa de Ginny:

-Pansy?!

-Isso mesmo, sou eu. Quanto tempo heim senhorita Weasley? – Pansy respondeu com uma voz cheia de sarcasmo ao pronunciar a palavra Weasley. Possuía desdém pela família da ruiva.

- O que está fazendo aqui? Como descobriu onde moro?

-Queridinha, possuo muitos amigos no mundo bruxo, que por sua vez possuem muitos amigos no mundo trouxa. Não foi difícil descobrir esse buraco em que você se esconde.

-Saia daqui agora! Antes que eu te faça pagar por cada palavra que você acabou de dizer- Ginny falou com voz determinada, alcançando sua varinha.

-Não precisa, e mesmo assim, se eu fosse você tomava cuidado com o que falava. Posso fazer com que sua família jamais queira ver sua cara – Quando Pansy falou isso, Ginny sentiu um calafrio e engoliu em seco- Pare de dar em cima de Harry Potter. Draco quer isso, ele é noivo dele e quer que você pare de se intrometer em sua vida.

-Mas eu nunca dei em cima de Harry!

-Sério mesmo, queridinha?! – Pansy soltou uma risada curta – Soube que você toda manhã é a primeira a chegar ao trabalho, tem proximidade com ele e gosta de mimá-lo com pequenos presentes. Leva o café todos os dias pontualmente e usa roupas apertadas para seduzi-lo.

-Você fala isso só por que eu posso usar roupas apertadas sem parecer vulgar, e você não- Nessa hora a face de Pansy demonstrou surpresa e raiva:

-Não vou me demorar nem mais um segundo neste buraco, devo lhe avisar o que possuo em mãos. Uma cópia de sua carta a sua amiga Luna, que conta perfeitamente bem o motivo por que saiu de sua casa. Talvez seja por causa dos problemas de alcoolismo do seu pai – Ginny sentiu como se tivesse levado um soco no rosto – Estou certa?!

A ruiva não conseguiu pronunciar nenhuma palavra a mais. Sentou-se em sua cadeira, imóvel.

-Portanto senhorita Weasley deixe-me terminar. Se você continuar no escritório de Harry trabalhando como sua secretária, alem de afastá-lo de você, destruo sua vida, sua família, e quem sabe, não consiga te despejar de seu apartamento. Afinal, meu pai conhece alguns proprietários de prédio nesta região de Londres. É uma região bem conservadora por sinal. Eles não gostariam de ter uma dependente química "recuperada" aqui provavelmente - Cada palavra caia em Ginny como uma faca. Ela não conseguia nem se mexer e nem pronunciar uma palavra sequer, parecia que seu sangue havia congelado, e o pior seus pesadelos virando realidade.

Vendo essa cena, a qual Pansy considerava patética, aparatou de volta para sua casa, deixando Ginny imóvel e estática em sua poltrona, incapaz de falar ou fazer algo

Após Pansy ter ido embora, o sangue da ruiva começou a ferver em suas veias. Queria vingança.


A mansão Parkinson podia não ser tão requintada e grande quanto à casa de Draco, porém também daria inveja a muitas pessoas. Era grande e escura, pisos e colunas de granito negro. Pansy chegou a sua casa com o sentimento de missão cumprida. Draco de certeza não ficaria decepcionado, e mais, ainda a ajudaria a conquistar seu amor de anos, Blaise Zabini. Não lhe importava que o mesmo já fosse casado com Milicent Bullstrode, uma atraente jovem de Essex. Ao chegar, a loira notou que as malas de seus pais ainda se encontravam na sala, ou seja, seus pais não haviam ainda viajado. Havia saído de casa sem a permissão dos mesmos.

-PANSY PARKINSON!

-Sim Mamãe?! – Respondeu com a voz mais doce possível

-Onde estava todo esse tempo?! Já falei para que não saia de casa, as ruas estão perigosas esses dias. Assassinatos de hora em hora. Estão atribuindo ataques a um tal de lorde Voldemort. Ele usa um tipo de magia negra para assaltar e matar suas vítimas, li isso no Profeta Diário.

-Morrer e viver faz parte da vida Mãe- Pansy falou com raiva e se dirigiu aos seus aposentos. Teria o coração de Blaise Zabini, custe o que custasse. Nem se para isso, tivesse que destruir todo o mundo bruxo, incluindo seu melhor amigo e aliado, Draco Malfoy.


Na mansão Malfoy, Harry e Draco ainda se abraçavam, o moreno se desvencilhou do abraço do noivo e disse:

-Vou buscar meus tios e meu primo Duda na Grécia. Estão passando férias lá. Eles vão adorar saber que finalmente oficializamos a data de nosso casamento – Draco parecia entediado.

-Claro Harry, vá lá buscá-los, será um prazer os receber aqui na mansão.

-Tchau Amor- Harry acenou e aparatou para seu apartamento. Quando estava só, Draco suspirou:

-Por que esse tal Lorde Voldemort não mata e dá um fim nesses parentes trouxas dele?

Nesse momento, Bellatrix Lestrange chega a mansão. Draco vai recepcionar a tia calorosamente, com um grande abraço:

-Titia!

-Draquinho querido como vai?!

-Vou bem, escute-me, queria lhe agradecer pelo favor que fez em me deixar usar seu sobrenome no Hotel.

-Sem problemas querido, imagino que isso lhe dê confiança, por que, aliás, sou conhecida no mundo trouxa. Trabalhei anos no governo, isso deve me ajudar em algum aspecto de ser conhecida. Isso é um presente que dou a você e o Harry.

-Pois então tia Bella, agradeceria ainda mais se não comentasse sobre essa escapadinha com Harry a minha mãe.

-Imagina! Sei como sua mãe é ela não deixaria que vocês tivessem uma vida amorosa aqui dentro desta casa, não cairia bem para uma família tradicional. Posso até ouvir aquela voz de gralha dela pronunciando essas palavras- Nesse momento ambos deram uma gargalhada.

-Obrigado tia, e outra coisa, se notarem alguma diferença na pessoa que freqüenta o Hotel comigo, é por que me encontrei com um promoter que vai promover uma surpresinha para Harry no nosso casamento. Ah, e já lhe contei? Será dia 18 de novembro!

-Querido, que maravilha! Fico felicíssima por você! Seus pais já sabem?

-Não, vou subir para contar-lhes, por favor, não estrague a surpresa!

-Claro, só vou agora conversar com seu pai, preciso dos conselhos dele- Falando isso, Bellatrix se dirigiu a escada da mansão.

Lucius estava sentado em uma poltrona de seu quarto lendo um livro, quando ouviu uma leve batida na porta.

-Se for você Narcissa, não, eu não quero me mudar agora! Pode ir embora!

-Não Lucius, sou eu, Bellatrix, soube que queria falar comigo.

-Pode entrar minha amiga!

Bellatrix entrou e com um aceno de cabeça cumprimentou seu amigo de muitos anos, sentando-se em uma poltrona em frente a dele:

-Então Lucius,creio que tenha coisas a me dizer, porém tenho um segredo para te falar também.

-Então Bellatrix que segredo é esse que você tem? – O loiro e patriarca da família Malfoy mentalmente rezava para que não fosse o que estava pensando.

-Estou apaixonada –" Droga "- Lucius pensou.

-Por quem? –Tentou segurar a voz e não ser passional.

-Então, você se lembra de um dos colegas de Harry Potter em Hogwarts? Oliver Wood? Poisé, ele está na firma onde trabalho sendo o garoto propaganda das novas Nimbus , aquelas vassouras?

-Bellatrix, só por que sou alguns anos mais velho que você não quer dizer que seja tão fora de marcas assim não. No meu tempo eram as Nimbus 1380, mais isso não importa. Como o conheceu?

-Ele me chamou para irmos a uma diversão trouxa que eu não ia há anos! Ao cinema! No ínicio é claro, achei, nossa, eu tenho 37 e ele está na casa dos 20 ainda, porém o que importa, tenho essa idade mais a minha alma é de adolescente, quero amar e ser amada, e logo quero passar para as poções da juventude – Disse com brilho nos olhos.

-Minha amiga, só acho que está sendo precipitado. Quem diz que vocês terão muito em comum? Por que você o conhece, imagino, há pouco tempo. Você pode se decepcionar, talvez um homem mais maduro a fizesse feliz.

-Ah Lucius não sei, só sei que após ouvir que Draco e Harry já marcaram a data de seu casamento... Ops! Não deveria ter contado –Lucius demonstrou surpresa –Pois bem, eu vou me casar com Oliver no mesmo dia também!

-Eles marcaram a data?! E como eu não sou avisado?!- A voz do pai de Draco estava fria e contida. Odiava se sentir por fora da vida de seu único filho e herdeiro.

-Ele vai te contar Lucius, espera. E ele pediu para que eu não te contasse isso, eu que sou boca grande acabei te contando. -Nesse momento Lucius se lembrou do que queria falar com sua amada de anos.

-Bellatrix,no meu trabalho me contaram que viram um rapaz se hospedando no hotel em que você possui uma suíte privativa. A descrição deste rapaz bate com a de Draco. E ele estava acompanhado por um rapaz ruivo. Eu sei disso por que um de nossos fornecedores fica bem perto deste, devo dizer, pequeno hotel.

-Nada que possa te preocupar Lucius. Seu filho só quer fazer uma surpresa para o noivo. Ele está recorrendo ao mundo sem magia para evitar que Harry descubra, pois Harry é muito conhecido e possui informantes em todo lugar.

-Se você fala assim então me conformo. Se fosse no mundo bruxo eu próprio já teria todos os detalhes do que se trata, essa surpresa.


-Luna- Ginny recebeu a amiga com um abraço, enquanto desabou em seus braços, não chorava, porém estava pálida e trêmula

-O que aconteceu lindinha?! Conte-me? Recebi sua coruja me pedindo para vir aqui urgentemente.

-Pansy Parkinson, Pansy Parkinson Luna...

-O que tem ela minha amiga?

-Simplesmente ela veio aqui e me disse coisas horríveis. Que sabia dos problemas do meu pai, daqueles tempos em que estive em processo de reabilitação- Nessa hora Ginny começou a chorar, só um pouco, gastar lágrimas com Pansy era uma lástima –O problema Luna, é que ninguém vê o lado de dependentes químicos, ninguém pensa em todos os sofrimentos que passei e presenciei na minha casa. Agora eles querem me afastar de Harry.

-O que tem Harry haver com isso? E por que ela te atacou?

-Então, ela quer que eu me demita da empresa, diz que eu dou em cima do Harry, e disse que Malfoy sente ciúmes de mim e quer me ver fora da vida do noivo.

-Então ele sabe? –Luna falou como uma constatação:

-Luna, jamais dei em cima do Harry. Ele me trata bem, me deixa o chamar pelo primeiro nome, porém eu nunca desrespeitei o fato de ele estar noivo do Draco – Falando isso Ginny ergueu o rosto para limpar as lágrimas.

-Querida você sabe que não sou de perder batalhas. Eles jogaram sujo, mas eu vou em frente, ao seu lado. Serei para sempre sua aliada –Luna falou com determinação em seu olhar – Não vou deixar que eles te destruam

-Obrigada Luna-disse Ginny, mais calma

-Olhe a primeira coisa que precisamos descobrir, é os defeitos presentes no "exército" rival. Draco Malfoy e Pansy Parkinson são cheios de problemas, só precisamos encontrá-los e trabalhar em cima deles. Agora seja esperta, e vá levando isso com calma. Tente fingir para Pansy que aceita as condições dela, para depois partirmos para o ataque! – Com um sorriso nos lábios, Luna abraçou carinhosamente a amiga, que com o tempo, sentia como se fosse uma filha, ou pelo menos, desejava pensar assim.


No dia seguinte:

-Pansy Parkinson têm mantido correspondências secretas com o marido de Milicent Bullstrode! Descobri isso com um amigo que trabalha com corujas, e após diversas cartas dela terem sido rejeitadas pelo marido de Bullstrode, e mesmo assim ela continuou as mandando, tanto que ele começou a reenviá-las para um corujal que recebe correspondências indesejadas. É lá que meu amigo trabalha, e ele abriu uma dessas cartas, só por diversão.

- Deixa eu imaginar, amor indesejado. E segundo, nosso plano, precisamos entregar essa carta as mãos de Milicent, que deve estar chegando de viagem amanhã, após desfilar no continente.

-Exato Ginny! – Respondeu Luna quando viu a coragem da amiga.


Próximo Capítulo:

-Pansy Parkinson!- Milicent diz a sua ex colega de Hogwarts

-Não Acredito! – Diz Harry a Bellatrix