N/A: Desde o cap.11 eu estou anunciando que o fim está próximo e agora ele está mesmo. O próximo capítulo será o final com o desfecho desta saga que começou já tem mais de um ano – credo! Como eu escrevo devagar.

Foi minha primeira fic de FMA que eu resolvi escrever assim que terminei de assistir o anime e nem sabia da existência do mangá. Minha abordagem inicial foi mudando aos pouquinhos, mas eu me diverti escrevendo (fora os momentos de bloqueio que todo mundo tem). Espero que vcs tb tenham se divertido lendo... e melhor eu continuar isso quando postar o último capítulo.

16 – Entendimento

- Como? – espantado, com as engrenagens do cérebro tentando codificar a mensagem e lhe dar um sentido plausível, já que Roy Mustang e casamento só se combinavam em frases que terminavam em divórcio - Você vai casar? Quando?

- Conselho da advogada que você me arrumou. – fazendo ar de pouco caso, como se estivesse cantando uma banalidade qualquer - Eu tive que fazer o pedido...

- Eu sei que vai parecer estranho vindo de mim depois de tanto tempo que eu insisti pra que você arrumasse uma boa mulher e se casasse, mas nessas circunstancias eu não sei se... – já ia voltar atrás e falar todo um sermão sobre como casamentos por conveniência não são nada convenientes, pois não fazem ninguém feliz.

- ...Mas ela disse não.

- Não? – parando seu discurso ainda no início, mas a calma e a tranqüilidade com que Roy disse que havia sido rejeitado fez aparecer mais uma dúvida na cabeça de Maes - E você está feliz com isso?

- Por enquanto... – riu, repetindo a mesma resposta que havia recebido – Fazer o que?

Maes riu também, pois o "por enquanto" da resposta transformava o "não" em um "sim" depois de satisfeita alguma condição. Ele também ligou os pontinhos para formar a figura e não foi difícil chegar ao nome de uma mulher que Roy pediria em casamento e que responderia que "não".

– Mas me diga uma coisa, quem rejeitou você é a pessoa que eu estou pensando?

- Deve ser.

- Então meus parabéns pelo "não"... – dando um tapa camarada nas costas de Mustang.

- Isso é um "sim"? – voltando para o convite que fora feito.

- "Com certeza".

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Na mesma noite, Diana voltou a aparecer no apartamento de Roy, mas, desta vez, ela se manteve calma. A fase histérica de revolta havia passado e ela acabou se conformando em seguir as instruções do advogado que, apesar de falar sobre a conversa que teve com Mustang e da não oposição deste para que Diana visitasse o bebê, não informou como as visitas ficaram combinadas, mesmo porque, isso sequer foi discutido na curta entrevista em que Mustang apenas indicou que não deixaria que a criança ficasse sozinha com Diana, pois, pelo estado de espírito desta, acreditar em uma tentativa de fuga ela bastante plausível.

Mesmo sem saber das condições, Diana se encheu de coragem e se arriscou a ser enxotada novamente, pois qualquer risco era menor do que a vontade que ela tinha de ver seu bebê.

- Boa noite eu... O senhor Cohen disse que eu podia vir e eu não sabia se precisava marcar hora, mas...

- Não tem problema. Pode entrar. – respondeu Roy que não estava esperando ver Diana de novo. Ele permitiu as visitar, entretanto não imaginou que a mulher fosse aparecer no mesmo dia. Particularmente, ele não queria ser a pessoa a acompanhar a visita, tendo em vista seu papel na história e também o envolvimento passado com Diana, mas acabou sobrando pra ele mesmo.

- Desculpa por aquele dia. Eu não... – tudo que Diana queria era se desculpar por tudo e continuar a se desculpar até receber o perdão de todos, principalmente de si mesma, entretanto isso não era algo fácil.

- Agora não, Diana. A gente conversa depois. – parando a cena no início pra evitar a choradeira de depois - Quer segurar ele?

A mulher pegou e bebê e ficou brincando com ele na sala. Roy só indicou onde estavam os brinquedos e depois saiu de perto para dar alguma privacidade para eles, mas ficou circulando por ali para monitorar o que estava acontecendo.

Depois dos cumprimentos inicias, um não voltou a falar com o outro e só se ouvia os barulhos e risinhos da criança brincando que foram diminuindo até que só restasse o silêncio. Roy parou de fingir que não estava prestando atenção e voltou para a sala para encontrar a criança adormecida no colo da mãe:

- Ele dormiu?

- Dormiu sim.

- Quer colocar ele no berço? – ofereceu.

- Ainda não. – sentada do sofá e com o bebê meio apoiado em suas pernas – Ele cresceu nesse tempo... E ele parece bastante feliz também. Pelo menos nisso eu acertei. Deixei ele com a pessoa certa.

- Não fale idiotice. – respondeu Roy sem aquiescer com a lamentação da viúva - Você nunca poderia ter abandonado ele.

- Eu sei que não. Agora eu sei...

- Se estava tudo tão difícil, por que você não procurou ajuda? Tinha muito tempo que a gente não se via, mas se você tivesse conversado comigo, eu poderia ter feito alguma coisa...

- Em um bar, Roy? – esboçou um sorriso amargo, trazendo de volta para a realidade as falas cheias de solidariedade do coronel - Você não estava interessado em saber da minha vida e eu não estava procurando a ajuda de ninguém.

Aquilo calou o coronel. Era verdade que ele não era o tipo de pessoa a quem as outras procuravam quando precisavam desabafar, era mais o tipo que se procurava para ajudar a esquecer os problemas e não para enfrentá-los. E ela havia se aproveitado disso e o usado só para o que queria.

- Onde fica o berço? – ela perguntou por fim para acabar com a tortura de ambos.

Roy indicou o caminho até o quarto e Diana colocou o Paul dentro do berço que fora dado de presente por Armstrong depois de dar um último beijo na testa do bebê. Ela ficou parada com as mãos apoiadas na grade do berço assistindo o bebê dormir sem ter coragem para deixá-lo de novo, mas sabendo que, por mais que atrasasse, ainda teria que o fazê-lo.

As lágrimas foram se juntando nos olhos de Diana e logo rompeu em soluços, tentando não fazer muito barulho para não acordar o filho. Era o elemento tensão que faltava para tomar conta do quarto e fazer Roy querer fugir pela janela. Ele até esqueceu o que queria perguntar para esclarecer o que havia sido dito na última vez em que se encontraram e também o que o advogado disse sobre o bebê ser velho demais para poder ser seu filho.

Roy não era um coração de manteiga feito Armstrong, mas também não se sentia completamente à vontade quando alguém estava chorando na sua companhia e agora, diferente do primeiro encontro com Diana, ele não estava com raiva para reagir guiado por esta.

- Diana, você não...

Ela o interrompeu, tentando engolir o choro:

- Está todo bem. Não precisa se incomodar... – como se fosse possível fazer uma coisa dessas – Desculpa ter envolvido você nisso e por causar tantos problemas. – deu as costas e foi caminhando para a saída sem esperar a resposta. Roy foi atrás e os dois se voltaram a se encontrar à porta.

- Obrigada por me deixar ver ele. – ela agradeceu sinceramente, mas produziu um efeito diferente em Roy que não se sentia fazendo uma boa ação, digna de agradecimento. Pelo contrário, ele era o obstáculo era mãe e filho e cada vez essa verdade ia ficando mais difícil de engolir.

- Ele é seu filho. Eu não poderia impedir. Mas naquela noite, eu não reconheci você.

- Eu também não me reconheço mais às vezes. A pessoa que você conheceu não faria muitas coisas que eu fiz.

Roy sabia que também tinha várias passagens de seu passado, especialmente durante a guerra, que gostaria de apagar e que não o definiam como pessoa, mas que ele também não podia negar que o haviam moldado de uma forma ou de outra.

- Nós ainda precisamos conversar. Por que você não senta?

Diana assentiu e ocupou um dos cantos do sofá. Roy foi o primeira a falar:

- As visitas, de manhã, quando eu vou para o quartel, ele fica com uma senhora que mora lá perto. Se você tiver esse tempo livre e quiser cuidar dele durante o dia, eu posso deixá-lo com você.

- Claro. Isso seria... ótimo. Obrigada.

- E sobre a noite em que nós passamos juntos. Você disse que...

- Desculpa, mas eu não quero falar sobre isso... – dessa vez ela não negou com tanta convicção como fizera antes, fazendo parecer que ela não havia sido sincera em suas declarações - Como você já sabe, eu estava casada naquela época e eu não me orgulho do que eu fiz com o meu marido e nem com você. Nós não estávamos muito bem, mas isso não era desculpa.

- Então você quer dizer que...

- Eu não quero dizer nada.

- Seu advogado, o senhor Cohen, disse que você já estava grávida. Isso é verdade?

- O Paul nasceu trinta e duas semanas depois.

- Isso é quase oito meses. – calculou por alto com o calendário lunar de quatro semanas - Tem certeza que ele não poderia ser...

- Se você me perguntar, eu vou dizer que tenho certeza que ele é filho do meu marido, mas essa certeza é minha e não vai servir pra você.

- Obrigado por responder.

- Está na hora de eu ir. – disse a mulher se levantando e Roy a acompanhou até a saída, trancando a porta depois de desejar boa noite e de pegar um telefone de contato para que acertassem como ficariam estabelecidas as visitas.

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O dia da audiência chegou (1) (2).

Graças ao segredo de justiça existente em audiência de família, somente os servidores, partes e testemunhas poderiam entrar na sala, de modo que Riza ficou esperando do lado de fora. Paul ficou com a senhora Wilson porque se fóruns são extremamente chatos para adultos, acostumados com isso, para crianças, era quase insuportável.

A audiência seria realizada em um salão pequeno e às postas fechadas, já que a decisão caberia ao juiz singular e não a um colegiado e nem ao júri (3). As partes e seus advogados entraram e ocuparam seus lugares, e as testemunhas ficaram todas juntas na fila de cadeiras localizada na lateral da sala, enquanto o taquigrafo terminava de ajeitar o rolo de papel em sua máquina.

A audiência foi aberta e todos ficaram de pé para a entrada do juiz (4). O homem, vestidos com a tradicional beca preta, entrou por uma porta que dava para os fundos da sala, onde ficava seu gabinete particular, e foi para seu lugar. O juiz era um homem objetivo, com cabelos grisalhos e algumas rugas.

Depois da introdução de práxis, com identificação das partes e natureza da demanda, a palavra foi entregue à advogada da parte autora para que Rita Harrison formalizasse seus argumentos no sentido de demonstrar a impossibilidade do retorno da criança para a mãe por esta não demonstrar ter condições de criá-la e também pela manifesta instabilidade psicológica da mulher que chegou ao extremo de abandonar o filho. Em seguida demonstrou os esforços de Mustang para cuidar da criança e sua melhor condição para criá-la.

O advogado de Diana, Sandy Cohen, não negou o abandono e nem que a criança foi muito bem tratada enquanto estava sob os cuidados de Roy, entretanto, explicou os motivos pro trás dos atos, juntando laudos psiquiátricos que comprovavam o transtorno depressivo pelo que a mulher vinha passando em razão da crise de seu casamento e que posteriormente foi agravado pela perda do marido e pelo choque hormonal do período posterior ao parto (5). Insistiu também no desejo de Diana de reaver o filho e na mudança de sua situação depois que ela se submeteu ao tratamento profissional adequado, finalizando suas falas em afirmar o dever do Estado de proteger aquela unidade familiar, já fragilizada pela perda do pai e marido.

O primeiro a ser ouvido foi o psicólogo designado que, na primeira parte da entrevista, confirmou a instabilidade emocional da Diana, mas na segunda informou que tal instabilidade não era permanente e nem incapacitante, sendo que a paciente apresentaria melhoras depois de se submeter ao tratamento adequado.

Após, foi a fase de oitiva das testemunhas de Roy que foram o major Armstrong e o casal Hughes. Os outros militares ficaram de fora, pois eram subordinados diretos e a alegação de "temor reverencial" seria coisa certa. Eles foram interrogados por Rita e comprovaram com os fatos narrados desde o dia em que o bebê foi abandonado sem muita riqueza de detalhes, porque ninguém precisava saber dos pequenos incidentes havidos, principalmente do que envolveu metade da força policial da cidade.

As perguntas de Sandy não foram nenhuma surpresa. Elas foram formuladas no modelo "sim" ou "não" no qual não cabia espaço para muitas explicações, mas não era fácil controlar o major quando ele começava a divagar, de modo que a técnica de interrogatório do advogado restou um pouco prejudicada. As perguntas se limitaram em esclarecer que Roy não era casado, nunca havia mencionado planos de constituir família e nem tinha experiência com crianças.

As testemunhas de Diana eram seus pais e uma amiga que confirmaram a versão dela dos fatos, mas sem saber apontar detalhes, vez que a mulher havia se fechado até mesmo para os seus contatos íntimos quando seu casamento entrou em crise. Ninguém sabia de nada o que estava acontecendo. Diana passou por tudo sozinha e não se permitiu ser ajudada por ninguém antes de tomar suas decisões erradas, o que foi lamentado pelos pais da moça e em especial por sua mãe que ainda estava chocada com a atitude da filha, mas pronta para acolher tanto a esta como também ao seu netinho.

O juiz determinou um recesso e convidou os advogados a irem até seu gabinete.

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Gracia e Louis deixaram a sala junto com outras testemunhas e Diana, só Maes ficou para trás e foi pulando de lugar para lugar até parar na cadeira atrás de Roy que permaneceu no mesmo lugar esperando que Rita voltasse para comunicar a decisão do juiz.

- E ai?

- Por que eles entraram? E isso é bom ou ruim?

- Bom pra um, ruim pro outro. Não sei dizer. Como é que você está?

- Me sentindo o vilão.

- Eu avisei... Mas mudando de assunto, eu vou levar a Gracia pra almoçar em um restaurante aqui por perto e queria saber se você e a Hawkeye não querem vir conosco. O retorno só está marcado paras às duas da tarde mesmo.

- Não é má idéia...

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- Doutores, eu já entendi o ponto aqui, então os senhores não precisam seguir em frente com o teatro. – disse o juiz esfregando as têmporas - Isso aqui é uma ação de paternidade e não um pedido de guarda provisória baseado no melhor interesse da criança. No bilhete que a ré deixou com o bebê, ela dizia que o requerente era o pai. Isso é verdade?

- Isso é irrelevante em razão da presunção legal de que... – começou a falar Sandy, mas foi sumariamente cortado pelo juiz.

- Senhor Cohen, o senhor pode se satisfazer com presunções, eu gosto da verdade e de jeito nenhum eu vou separar uma criança do pai e dormir tranqüilo com isso só porque existe uma presunção legal, porque se as leis resolvessem alguma coisa sozinha, eu não teria mais trabalho e nem os senhores.

- O meu cliente tem dúvidas com relação a isso, excelência. – respondeu Rita – Porque ele se encontrou com a requerida em data próxima a da concepção da criança.

- Na verdade esse encontro foi posterior... Eles se encontraram em maio e a criança nasceu em janeiro, oito meses depois.

- Isso não prova coisa alguma. Crianças prematuras nascem a todo o tempo. – argumento Rita.

- Crianças prematuras não nascem com mais de três quilos. – contra-argumentou Sandy.

- Você tem o registro do hospital com esses dados? – interveio o juiz para parar a discussão.

- O parto foi realizado por uma parteira e... – explicou Sandy.

- Não tem. – resumiu o juiz que não queria saber das explicações - Então a solução é fazer o exame de sangue dos três para conferir a compatibilidade dos tipos.

- Mas excelência... – insistiu Sandy.

- Indeferido, doutor. Eu quero o exame.

O juiz já tinha formado sua convicção, não havia mais nada que pudesse ser feito a não ser obedecer. A continuação da audiência foi re-marcada para a próxima brecha na pauta depois que os exames ficassem prontos e as partes foram dispensadas de retornar ainda naquele dia.

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Mesmo sendo dispensados de voltar mais tarde, ainda era hora do almoço, então os dois casais foram para um restaurante próximo. Só Maes e Riza estavam de farda, pois, como não era um tribunal militar, Roy achou mais adequado aparecer à paisana.

- Na verdade esse teste não comprova nada. – Maes ainda estava comentando a decisão enquanto falava que Gracia podia escolher por ele - Ele só serve mesmo pra excluir a paternidade porque a mistura do tipo sangüíneo dos genitores só pode resultar em alguns tipos, mas algumas combinações podem dar vários resultados.

- Alelos múltiplos, genes recessivos... Eu já não gostava nada disso nas aulas de biologia. – resmungou Roy – Já pediu Riza?

- Ainda não... Eu vou querer a omelete de cogumelos.

- E eu quero a costela de porco com salada de batata. – pediu Roy por último.

- Você está pensando em voltar pro quartel depois de comer isso? – perguntou Maes.

- É. Talvez... – indicando que provavelmente tiraria o resto do dia de folga - Eu vou ter que passar em casa pra pegar minha farda. Não dá pra aparecer lá vestido assim.

- O senhor tem uma muda extra no quartel. – disse Riza.

- Tenho?

- Tem.

- Desde quando?

- Desde a última vez que choveu e o senhor esqueceu o guarda-chuva e descobriu que passar o resto do dia com a roupa meio molhada não fazia bem pra saúde.

- É verdade... – lembrando do episódio - Então eu não tenho mais desculpa pra não ir trabalhar. Melhor eu mudar meu pedido. – chamando o garçom de volta.

... continua...

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(1) ALERTA: Vc pode morrer de tédio e ler esta parte. Pule até o próximo "corte" ou siga em frente por sua conta e risco.

(2) ALERTA 2: Eu inventei as leis e os procedimentos usando meus muitos anos de experiência assistindo filmes e seriados de advogados.

(3) O juiz pode decidir a questão sozinho ou, em certos casos, pode ser um grupo de juizes que formam um colegiado (no Brasil, são as câmaras dos Tribunais). O júri é composto por pessoas comuns que são chamadas para decidir em determinados casos. No Brasil, o Tribunal do Júri só julga crimes dolosos contra a vida como homicídio, mas nos EUA a sistemática é outra.

(4) Era pra ter um promotor de justiça aqui tb, mas eu preferi matar ele para não ter a chance de enrolar ainda mais com essa parte, pq ele teria que participar, mas a participação seria completamente dispensável.

(5) Só de curiosidade, existe um crime específico para a mãe que mata o próprio filho logo após o parto se estiver sob influência do "estado puerperal". Chama infanticídio e tem a pena menor que a do homicídio, pra vcs verem como essa coisa de hormônio não é brincadeira.