Eu quero você

Bleach e seus personagens pertecem à Tite Kubo.

Hisagi está disposto a conquistar o coração da severa capitã do 2º Esquadrão. Para isso ele usará todo seu charme e persistência. Será que Soifon cederá aos encantos do belo tenente do 9º Esquadrão?

Capítulo 2: Segundo encontro

Hisagi caminhava pelos corredores da Sereitei indo encontrar Soifon para chamá-la para um passeio. Fazia quase uma semana desde o primeiro encontro e os dois apenas tinham trocados algumas palavras sobre relatórios, pois Hisagi sempre ficava enroscado em alguma coisa quando tinha um tempinho para ir procurá-la.

– Aonde você vai com tanta pressa, Hisagi-san? – Hisagi viu Kira se aproximando e suspirou, imaginando que ficaria enrolado com o amigo e perderia outra oportunidade de encontrar a capitã do 2º Esquadrão.

– Eu tenho que resolver um assunto...

– Ah, bem... eu ia chamá-lo para bebermos sakê. Faz um tempo já que não saímos para beber como fazíamos antigamente. – Disse Kira.

– Quem é a nova eleita? – Hisagi ouviu uma voz feminina perguntar. Quando se virou para ver quem era, viu Matsumoto e Renji se aproximando. Ela tinha um sorriso no rosto, enquanto que Renji não escondia o orgulho, mas não se sabia se era por ostentar o haori de capitão do 3º Esquadrão ou se por estar de mãos dadas com a bela ruiva de seios fartos, tenente do 10º Esquadrão.

– Matsumoto-san? Abarai-taicho? – Disse Hisagi surpreso.

– Vamos, Hisagi, não enrola, quem é a garota dessa semana? – Disse Renji com cara de safado.

– Do que vocês estão falando? Não há nenhuma garota. De onde vocês tiram essas ideias, hein? – Hisagi tentava disfarçar ao máximo. Afinal, se caísse na boca de seus amigos o quase-caso dele com Soifon, eles poderiam dar com a língua nos dentes qualquer hora, principalmente Matsumoto, que adorava contar fofocas na Associação das Mulheres Shinigamis. Se ela não perdoou nem o Hitsugaya-taicho e a Hinamori quando tirou aquela foto dos dois dormindo juntos no quarto dele e "divulgou" para todos da Soul Society, imagina o que ela faria comigo?, pensou preocupado Hisagi.

– Não se finja de bobo, Shuuhei. Eu sei que você anda com alguma garota. Você só foge da gente assim quando tem alguma garota na história. Além disso, você não tem mais saído com a gente para beber sakê. E você só faz isso quando está com algum romance.

– Pelo que eu sei, você também não anda mais bebendo sakê por aí, Matsumoto-san. – Disse Hisagi, tentando mudar de assunto.

– Ora, mas é porque agora eu namoro um capitão do Gotei 13, e não posso sair por aí dando mau exemplo, não é, querido? – Disse Matsumoto, virando-se e sorrindo para seu namorado–capitão.

– Achei que você não deveria dar mau exemplo por ser uma tenente, Matsumoto-san... – Disse Kira, com uma cara aborrecida.

– Bom, vocês me desculpem, mas eu tenho que ir. Preciso resolver um problema do esquadrão e tenho que fazer isso logo. – Mentiu Hisagi, querendo escapar dos amigos. Sem esperar resposta, ele saiu rapidamente, para estranheza dos amigos.

– Tenho certeza que ele anda com alguma garota... fico imaginando quem é... – Disse Matsumoto, colocando o dedo indicador no queixo, fazendo uma cara pensativa, tentando arranjar um jeito de descobrir. As "garotas" iriam adorar saber com que o Shuuhei está saindo, pensou.

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Depois de dispensar seu quase-inútil tenente e terminar seus relatórios, Soifon recostou-se na sua cadeira, olhando pensativa pela janela. Ultimamente ela andava um pouco distraída, tão distraída que seu tenente perceu.

Flashback on

– Então, taicho, o capitão-comandante pediu para que enviasse esse relatório para o 6º Esquadrão. O que você acha, taicho? Taicho? Você está me ouvindo, taicho? – Disse Omaeda, estranhando o fato de sua capitã não o ter respondido e de ainda não ter gritado com ele ainda naquele dia. Será que ela está doente? Ela pode estar com dor de barriga ou..., pensou o tenente, com uma ideia surgindo em sua cabeça.

– Hã? O que você disse Omaeda? Claro, pode enviar para o Kuchiki-taicho. – Disse finalmente Soifon, acordando de seus desvaneios, ou melhor de seu desvaneio: Husagi Shuuhei.

Taicho, você está bem? Parece preocupada. Como não obteve resposta da mulher a sua frente, ele arriscou – Será que a Soifon-taicho anda de namorico por aí? Ultimamente anda tão distraída e vive corando pelos cantos...

Isso despertou totalmente Soifon. Ninguém, ninguém mesmo, ainda mais um subordinado seu, ficava fazendo piadinhas dela. Com um chute mandou Omaeda longe. Quando ele caiu no chão, ela já estava em cima dele chutando-o com toda força.

– Não faça piadas de mim, Omaeda! Eu nunca te dei intimidade para esse tipo de coisa! Mais uma gracinha dessas e eu acabo com você, ouviu?

– Sim... sim... tai...cho..., mil... per...dões... ­– Gemia Omaeda entre os chutes que recebia de sua furiosa capitã.

– Ótimo. – Disse Soifon quando percebeu que já tinha batido bastante. – Agora suma da minha frente!

Não foi preciso dizer duas vezes. Omaeda desapareceu como vento, deixando pra trás uma Soifon furiosa: furiosa com ela mesma e com Hisagi, que não a procurava e a deixava se sentindo estranha. E ela não gostava de se sentir estranha.

Flashback off

Enquanto fingia que contemplava o pôr-do-sol, Soifon divagava. Por que ele não veio me ver? Ele disse que viria! Mas ele poderia estar mentindo... Mas ele não seria idiota de fazer isso comigo! Ele disse que eu era linda! Mas ele poderia estar mentido... Bom, ele pode estar com problemas no Esquadrão. Afinal, ele tem que cuidar de tudo, fazendo trabalho de tenente e capitão... Talvez eu devesse me oferecer para ajudar... Não, não. Eu não posso dar o braço a torcer e ir atrás dele. Ele disse que me procuraria. Então, que me procure! Eu não estou nem aí pra ele mesmo! Mentia para si mesma Soifon. É claro que ela estava aí sim para ele. Desde o dia do encontro, ela estava mudada, apesar de não perceber. Antes de sair para o seu Esquadrão ela se olhava no espelho para ver se estava arrumada. Passava perfume, cuidava mais do cabelo. Certo dia alguns shinigamis juraram ver a capitã do 2º Esquadrão com um batom bem clarinho nos lábios.

E o pior que quanto mais lutava para não pensar no tenente, mais ela pensava nele. Até sonhar com ele ela sonhava! Nem para dormir ele a deixava em paz. Quando se lembrava dos sonhos que tinha, seu rosto ficava imediatamente em chamas. Afinal, não é todo dia que se sonha com um homem forte e lindo deslizando semi-nu por sua cama, enlaçando sua cintura com um braço musculoso e retirando sua roupa enquanto fala coisas picantes no seu ouvido. Até mesmo ela sentia arrepios por todo o corpo ao pensar nesses sonhos.

Uma batida leve na porta do escritório acordou Soifon. Imediatamente ela recuperou o autocontrole e disse na voz forte e autoritária de sempre:

– Entre.

Mas esse autocontrole se desfez segundos depois de ver quem é que entrava. Ele.

– Shuu... Hisagi-fukutaicho... – Disse com uma voz surpresa a capitã do 2º Esquadrão. Então ele viera atrás dela, como havia prometido. Isso deixou Soifon radiante, apesar de não demonstrar, exceto por um leve rubor nas bochechas.

– Com licença, Soifon-taicho. – Disse Hisagi tentando manter uma atitude séria. Estou com um problema no meu Esquadrão e gostaria de saber se não poderia me ajudar.

Aquilo foi um balde de água fria nos sentimentos de Soifon. Então ele viera atrás dela apenas para pedir ajuda com um problema do Esquadrão?

– Claro, Hisagi-fukutaicho. Posso ir imediatamente. – A capitã se levantou para seguir o tenente até seu Esquadrão. Agora ela voltou a ter uma postura fria como antes. Ele está me tratando assim, não está? Por então é dessa forma que ele será tratado.

Ambos caminhavam lado a lado, mantendo uma distância segura um do outro. Hisagi permanecia sério enquanto Soifon não conseguia esconder sua cara emburrada. Então ela percebeu que ele não a estava conduzindo para a sede do 9º Esquadrão. Eles estavam entrando em um bosque que era pouco frequentado pelos shinigamis. Foi quando Hisagi se viu e encarou a capitã.

– Soifon... Desculpe tratá-la daquele jeito frio e ter mentido para você, mas não queria que ninguém do seu Esquadrão me visse circulando por lá sem um motivo aparente. Não há nenhum problema no meu Esquadrão. Isso foi apenas uma desculpa.

Aquelas palavras fizeram toda raiva e todo ódio da capitã desaparecerem imediatamente, com a mesma rapidez que surgiram. Então ele foi atrás dela mesmo! E queria se encontrar com ela a sós! Soifon corou imediatamente, sentindo-se como se tivesse recebido um magnífico presente. Ele se importa tanto comigo que não quer que nossos encontros caiam na boca das pessoas...

– Não... há... problema nenhum... Hisagi-fukutaicho... digo, Shuuhei. – Guaguejou Soifon ao sentir o tenente se aproximar.

Ela levantou os olhos e encarou Hisagi. E assim ficaram um bom tempo se encarando: ela esperando ansiosamente ele abraçá-la e beijá-la, mas sem coragem de dar o primeiro passo; ele não sabendo que fazer ou o que conversar. Finalmente Hisagi decidiu por arriscar e beijar a capitã. Ele a puxou para perto, envolvendo a pequena cintura com seus braços, quase a prensando contra si e, novamente, encostou os seus lábios nos da capitã, que imediatamente abraçou o pescoço do tenente, ficando na ponta dos pés para facilitar o beijo.

Quando sentiu a capitã gemer baixinho contra seus lábios quando acariciou suas costas, Hisagi decidiu que era hora de avançar mais um pouco. Forçou a capitã a abrir sua boca com a língua e assim que conseguiu, invadiu aquela cavidade úmida, guiando a inexperiente capitã. Céu, como era bom beijá-la! Os lábios macios, a boca pequena, a língua quente, inesperiente e tímida. Tudo nela era perfeito. Hisagi estava nas nuvens.

Soifon, talvez pela primeira vez na sua vida, agia por instinto. Ela não pensava mais. Quando sentiu a língua de Hisagi forçando a entrada na sua boca, ela não pensou em resistir. A língua experiente dele guiava a sua, inexperiente, enquanto as mãos dele corriam pelas costas dela, fazendo um carinho gostoso, que fazia o corpo dela estremecer.

Quando Soifon caiu em si, já não sabia que horas eram, não sabia a quanto tempo estava naquele bosque com o tenente, nem sabia como havia ido parar naquela posição em que ambos estavam. Só se sentia incrivelmente bem. Agora ambos estavam sentados sob uma árvore, ele com as pernas abertas e ela entre as pernas dele, beijando-se desesperadamente. Ela percebeu, com o pouco de lucidez que ainda lhe restava, algumas estrelas brilhando no céu. Mas apenas isso. Uma mão forte e decidida massageando sua coxa a fez voltar toda sua atenção novamente para o que estava fazendo.

Hisagi se segurava para não "avançar o sinal". Tinha que ir com cuidado, ele sabia. Qualquer passo em falso botaria tudo a perder. Mas estava sendo praticamente impossível. Nunca em seus mais loucos sonhos, ele imaginou a capitã tão entregue como ela estava: linda e inexperiente, gemendo baixinho com suas carícias. Ele a puxou para debaixo de uma árvore e sentou com ela no chão, numa posição, digamos, constrangedora, e ela nem se importou. Agora a mão atrevida dele acariciava a coxa dela, e ela nem ligava, na realidade aprecia gostar. Ela apenas o beijava, entregue, deslizando as mãos pequenas pelos braços nus, pelo rosto e pescoço, para depois fazer um carinho gostoso na nuca dele. Ah, como ele queria levá-la para seu quarto, arrancar-lhe as roupas e fazer amor com ela a noite toda! Só de pensar nisso, ele já ficava excitado. Soifon, mesmo sem perceber, estava enlouquecendo o tenente.

Então, veio a gota d'água que acabou com todo o autocontrole do tenente. A capitã, sem querer, mexeu um pouco sua perna, fazendo sua coxa roçar no membro de Hisagi. Pronto: Hisagi gemeu roucamente contra a boca da capitã, apertando-a e puxando-a mais para si, querendo mais daquela sensação. A mão que estava acariciando a coxa de Soifon subiu e parou sobre um dos seios dela, massageando-o. Isso fez a capitã quebrar o beijo, jogar a cabeça para trás e gemer. Hisagi aproveitou a opurtunidade para atacar o pescoço desprotegido, lambendo, beijando e sugando a pele macia e cheirosa, enquanto continuava acariciando o seio.

Nenhum dos dois pensava mais. Ela nunca havia sentido nada assim antes e as sensações eram ótimas demais para ela se importar com alguma coisa. Ele estava tão excitado que Soifon já percebia algo duro entre as pernas do tenente roçando na sua coxa.

Mas, como Hisagi temia, ele foi com muita sede ao pote e jogou tudo fora. Querendo mais de Soifon, ele deslizou a mão que acariciava o seio para dentro do quimono dele, desesperado para sentir aquela pele macia com mais intensidade. Quando Soifon sentiu ele apertar seu seio por debaixo da sua roupa, algo nela despertou. Talvez algum instinto de proteção ou algo assim, ela não sabia. Imediatamente ela se livrou do abraço do tenente, ficando de pé, encarando-o assustada. Hisagi a olhava confuso e, num abrir e fechar de olhos, Soifon não estava mais na sua frente.

Envergonhada pelo que estava fazendo com o tenente, a única saída que Soifon viu foi desaparecer da frente de Hisagi, deixando-o lá, sozinho, excitado, confuso, solitário e agora sentindo o vento frio da noite.

Continua...