Eu quero você

Bleach e seus personagens pertecem à Tite Kubo.

Hisagi está disposto a conquistar o coração da severa capitã do 2º Esquadrão. Para isso ele usará todo seu charme e persistência. Será que Soifon cederá aos encantos do belo tenente do 9º Esquadrão?

Capítulo 3:

Soifon caminhava desgostosa pela Sereitei. Desde aquele dia com Hisagi, ela o evitava a todo custo, mas ele parecia ser persistente e não deixava de procurá-la. Por isso, ela afundava-se ainda mais no serviço do esquadrão. Infelizmente, ela tinha um tenente pateta e preguiçoso e nesse exato momento estava correndo o risco de encontrar o tenente do 9º Esquadrão enquanto procurava Omaeda, que tinha escapado do serviço. Ultimamente a capitã estava mais nervosa e cruel do que nunca. Vivia de mal humor. E pior, não parava de sonhar com o tenente. Agora os sonhos se tornavam mais picantes do nunca. Maldita hora que aceitei aquele maldito convite, pensava a capitã.

Foi quando ela viu uma cena curiosa. Ao longe, ela distinguiu Hisagi conversando com a tenente do 10º Esquadrão, Matsumoto. Ela não podia ouvir o que eles falavam e não ousava chegar mais perto porque poderia ser vista e não queria de jeito nenhum encarar Hisagi. Mas ela podia ver que o tenente parecia meio triste e nervoso e a bela tenente parecia tentar consolá-lo.

Aquilo fez o sangue da pequena capitã ferver. Então era assim? Ele vinha, a corteja, a seduzia e depois, mesmo sabendo que ela estava fugindo dele, continuava tentando encontrá-la, enquanto saía por aí com outras? A vontade que Soifon tinha era de ir lá e matar ambos.

– Está fazendo um belo dia, não está, Soifon-taicho? ­ ­– Soifon ouviu uma voz doce falar atrás dela e pulou de susto, nem percebendo a dona da voz se aproximar. Ela virou-se um pouco envergonhada e viu Hinamori sorrindo-lhe docemente.

– É... pode ser. – Falou Soifon de mau humor por ter sido pega espiando e por não perceber a chegada de um shinigami.

– Ah, lá estão Hisagi-san e Rangiku-san! Estava procurando ela porque o Shiro-ch..., digo, Hitsugaya-taicho me pediu. É que ela fugiu do trabalho de novo... Mas eu acho que ela foi conversar com o Hisagi-san. Coitadinho!... Não sei o que aconteceu, mas ele anda meio triste ultimamente... Ele não quer contar o que aconteceu, mas ele anda meio mal humorado e cabisbaixo... Ops! Desculpe atrapalhá-la, taicho. Hehe, eu vou lá ver se ele precisa de alguma coisa e avisar a Rangiki-san que o Shiro-chan está procurando por ela. Até mais, taicho! Tenha um bom dia! – Disse Hinamori percebendo que a capitã estava perdida em pensamentos, mas não percebendo que chamou o pequeno capitão do 10º Esquadrão pelo seu apelido que ele odiava.

Soifon nem respondeu a despedida de Hinamori e realmente estava perdida em seus pensamentos. Depois de ouvir Hinamori dizer que o tenente estava estranho e meio triste, ela não ouviu mais nada do que a outra shinigami disse. Ela ficou tão perturbada que resolveu sair de lá para pensar um pouco. Por que diabos Hisagi estaria daquele jeito? Será por causa dela? Mas e se não fosse? Mas e se fosse?

Soifon achou que sua cabeça ia explodir com tantas perguntas que vinham à sua mente. Para sorte de Omaeda, ela se esqueceu completamente dele.

Soifon foi para seu quarto, onde poderia colocar as ideias em ordem. Ela admitia para si mesma que o tenente do 9º Esquadrão mexia com ela de um jeito que nem ela podia imaginar. Só de pensar no que podia ter acontecido aquele entre os dois aquele dia se ela não parasse, seu rosto ficava em chamas, mas também um arrepio gostoso percorria seu corpo, fazendo-a lembrar-se dos sonhos que tinha com ele. Mas a capitã nunca tinha tido nenhum tipo de intimidade com nenhum homem e ela tinha medo do que poderia acontecer. Além disso, ela não sabia como se comportar, nem o que dizer e mal sabia o que fazer.

Depois de muito pensar, decidiu procurar alguém que a ajudasse a sair daquela enrascada. E essa pessoa era justamente aquela que a meteu nisso tudo: Shihouin Yoruichi.

Soifon levantou-se da cama onde estava deitada e partiu imediatamente para o mundo real, para a loja de Urahara, onde encontraria a ex-capitã.

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Hisagi estava sentando debaixo de uma árvore pensando. Há dias estava atrás da capitã do 2º Esquadrão, mas ela não o recebia de jeito nenhum. Até parecia que o estava evitando. A droga era que ele não sabia se ela estava brava com ele ou se apenas estava envergonhada pelo que aconteceu. O mais provável é que ela esteja brava, muito brava..., pensou Hisagi. Justo quando as coisas estavam começando a dar certo, justo quando ela começava a ficar relaxada perto dele, ele vai e perde o controle e avança mais do que poderia. Ele não se perdoava, já que a culpa era totalmente dele. Justo agora que estava realmente gostando da capitã, justo agora que não era mais apenas uma atração...

– Oi... hein... Shuuhei, você está me ouvindo??

Hisagi deu um pulo, se assustando ao ouvir a voz que apareceu do nada.

– Rangiku-san!? Não chegue de surpresa assim! – Hisagi disse ao ver a bela tenente.

– Você acha que eu cheguei de surpresa...? Faz uns cinco minutos que estou te chamando e você não presta atenção em mim. – Ao dizer isso Matsumoto fez um biquinho, tentando sensibilizar o tenente.

– O que você quer? Não deveria estar no seu esquadrão fazendo seu trabalho? Pensei ter ouvido você dizer que agora você deve dar exemplo. – Hisagi disse mal humorado e até mesmo um pouco ríspido por ter sido tirado de seus pensamentos e ser pego de surpresa.

– Eu disse isso mesmo, mas é que o taicho não dá moleza... E agora com essa história de namorar a Momo-chan, ele sai e deixa mais coisas ainda para eu fazer... Como se apenas ele tivesse alguém que precisasse de atenção... E o meu Renji, como fica?

– Você deveria agradecer por ter um capitão... – Disse Hisagi, amargurado ao se lembrar do capitão (agora morto) traidor.

– Ora, não diga essas coisas! Huumm... ultimamente você anda meio triste e muito mau humorado. O que foi? Levou um fora da garota que você andava paquerando, é? Ah..., já sei! Você deve ter avançado o sinal e ela não gostou, não é? Agora ela está brava com você. Acertei?

– Com... como você sabe disso? – Quando viu, Hisagi já tinha feito a pergunta e se traído.

– Ahah! Eu sabia! Então era isso mesmo, hein? Eu não sabia de nada, seu bobinho. Eu só imaginei. Afinal, vocês homens não são tão diferentes assim uns do outros. – E nisso Matsumoto caiu na gargalhada, ao ver a cara que Hisagi fazia por ter sido enganado.

Nisso, Hinamori aparece.

– Olá! Olá, Hisagi-san. Como vai? – Disse Hinamori se aproximando dos dois.

– Mal humorado, como ultimamente, Momo-chan. O que faz aqui? ­– Matsumoto nem deixou o pobre do Hisagi responder.

– Ah, o Shiro-chan me pediu para vir atrás de você. Ele quer que você leve uns documentos no 7º Esquadrão. Ele está bravo porque você saiu sem avisar. Ele acha que você está matando o serviço para ir tomar sakê.

– Não falei! Agora o taicho me faz trabalhar mais ainda...! – Disse Matsumoto, fazendo cara de desanimada.

– Acabei de encontrar a Soifon-taicho. Ela parecia que estava olhando vocês conversarem, mas ela estava estranha e nem me cumprimentou direito... – Hinamori falou, nem imaginando o que essa informação iria causa.

Ao ouvir que a capitã do 2º Esquadrão estava por perto, Hisagi imediatamente se levantou e olhou para os lados, procurando-a. Mas, pelo jeito, ela já havia indo embora. O que será que ela estava fazendo? Será que ela queria conversar comigo, mas não se aproximou por causa da Rangiku-san? Não, acho que não, pensou com seus botões Hisagi. Ele precisava pensar. A situação não poderia continuar como estava. Mas com as duas garotas por perto, isso era impossível.

– Bom, vou voltar para o meu esquadrão. Preciso terminar de preencher uns relatórios. Até mais! – Disse Hisagi, saindo rapidamente, nem esperando resposta das duas shinigamis.

– Hum?! Ele realmente está estranho, não é, Momo-chan? Você viu como ele ficou quando você mencionou o nome da Soifon-taicho? Será que...? Não, não pode ser... Os dois...? Mas será...? Preciso verificar... – Disse Matsumoto, mais para si do que para Hinamori.

– Mas será o quê, Rangiku-san? E precisa verificar o quê? – Perguntou Hinamori, não entendendo nada do que a tenente falava.

– Ahn? Não, nada, não... Estava pensando alto. Vamos voltar para o esquadrão? Se eu não voltar, o taicho vai vir atrás de mim. E aí é pior porque com certeza ele vai se queixar para o Renji de novo...

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Hisagi realmente estava voltando para o esquadrão, mas para poder pensar em paz. E foi quando teve uma ideia: talvez Yoruichi pudesse ajudá-lo a acabar com essa situação! Ele poderia pedir que ela conversasse com Soifon. A capitã do 2º Esquadrão com certeza escutaria o que a mulher de cabelos roxos iria dizer. É minha única chance, pensou Hisagi, mudando de direção e indo para um dos portais para o mundo real.

Continua...