Eu quero você
Bleach e seus personagens pertecem à Tite Kubo.
Hisagi está disposto a conquistar o coração da severa capitã do 2º Esquadrão. Para isso ele usará todo seu charme e persistência. Será que Soifon cederá aos encantos do belo tenente do 9º Esquadrão?
Capítulo 6: Finalmente...
– Soifon!
Lá estava ela, a rígida e fria Soifon-taicho, deliciosamente molhada, com o rosto corado, no seu quarto! Nem nos seus mais loucos sonhos ele imaginou uma cena dessas!
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Hisagi simplesmente não sabia como agir ou o que dizer. A capitã ainda estava parada na sua frente, talvez esperando algum movimento dele, que continuava estático. Um sorriso de canto apareceu no rosto de Soifon. Havia conseguido surpreendê-lo. Era mais do que óbvio que o tenente jamais esperava que aquela situação acontecesse.
Soifon, mesmo corada, não perdia o contato visual com Hisagi. Lentamente, tirando coragem não se sabe de onde, ela começou a desamarrar a faixa que segurava seu haori para, em seguida, tirá-lo. Depois de tirar as sapatilhas, ela tirou seu uniforme shinigami, deixando seu corpo coberto apenas com o uniforme de comandante do Onmitsukidou, para desespero de Hisagi, que estava quase babando.
Vê-la despir-se assim, de uma forma tão tímida e ao mesmo tempo sensual, o deixou louco. Quando ele a viu hesitar com as mãos sobre a faixa do uniforme, ele não pensou duas vezes e, rápido como um relâmpago, a alcançou com as mãos e a colocou na cama, deitando-se sobre o corpo pequeno da capitã, mas tomando o cuidado para não esmagá-la com seu peso.
Soifon hesitou ao querer continuar com o streap-tease, mas, num piscar de olhos, ela estava deitada no futon, sentindo o perfume de Hisagi invadir-lhe as narinas. Antes que pudesse dizer algo, ou fazer qualquer outra coisa, Hisagi tomou-lhe os lábios num beijo avassalador, enquanto as mãos dele exploravam a pele exposta de Soifon, acariciando e apertando a pele macia, fazendo-a estremecer.
Hisagi nem se importava com as roupas da capitã que estavam molhando sua cama. Logo elas não seriam um problema. Soifon o beijava com o mesmo ardor, acariciando hora os cabelos macios, ora as costas nuas. Logo ela sentir o mesmo volume no baixo ventre de Hisagi que a fez sair correndo aquele dia na floresta; desta vez, porém, foi diferente. Ela não fugiu, mesmo sentindo-se incomodada com o membro de Hisagi pressionado contra seu corpo.
Percebendo o desconforto da capitã, Hisagi, usando todo seu controle, parou os beijos e a olhou profundamente. Soifon estremeceu ao perceber o brilho de desejo nos olhos do tenente. Seu corpo se aqueceu no mesmo instante e sentiu algo estranho na parte mais íntima do seu corpo, local que nenhum homem havia tocado.
– Soifon... – Hisagi começou – Você tem cert...
Mas ele não conseguiu terminar a pergunta. Soifon o puxou para baixo, enlaçando-o pela cintura com suas pernas, fazendo o sexo de ambos roçarem um contra o outro, e beijou-o desesperadamente, como se o mundo fosse acabar naquele momento, tal qual ocorria fora do quarto, com a chuva e os raios aumentando ainda mais de intensidade.
Ao ser agarrado daquela forma por Soifon, Hisagi teve certeza da resposta dela. E não hesitou mais. Ainda beijando-a, tirou a faixa que segurava seu uniforme, para depois remover este, deixando-a apenas com o top branco e uma calcinha branca de algodão. Ele ajoelhou-se entre as pernas dela e ficou daquele jeito por alguns minutos, apenas observando a beleza que havia na sua frente. A pele morena contrastava com o tecido branco da roupa e do futon. Hisagi observou as pernas delicadas, as coxas bem torneadas e firmes, o quadril estreito, a cintura fina, os seios, o pescoços para enfim chegar ao rosto corado.
Soifon olhava para o lado e mordia o lábio inferior. Não conseguia encará-lo. A hora que ela temia havia chegado. Teve que se segurar para não sair correndo. Por que ele não reagia? Será que estava tão decepcionado assim? Mas ele já sabia que ela era pequena em todos os sentidos. Sentiu, pela segunda vez naquela noite, os olhos arderem e a garganta trancar com a vontade de chorar. A vergonha estava se transformando em humilhação. E ela jamais fora humilhada por alguém, muito menos alguém com uma patente menor que a dela. Com o instinto de preservação falando mais alto, Soifon tentou se levantar para sair, se esconder e esquecer o que aconteceu.
No momento que Hisagi percebeu a intenção da capitã, ele a segurou, a puxou de volta e jogou-se sobre ela, prendendo-a com seu corpo e segurando as mãos pequenas acima da cabeça.
– O que pretende fazer, Soifon-taicho? – Hisagi perguntou com uma voz rouca e sensual, os lábios roçando no lóbulo da orelha. Soifon tentou em vão se soltar, mas sentia-se fraca, seu corpo não obedecia. Podia sentir a respiração do homem no seu pescoço enquanto ele esfregava o membro ainda coberto, e agora ainda mais excitado, contra o sexo dela. Sem conseguir conter o gemido, Soifon instintivamente jogou os quadris contra os de Hisagi, simulando o que estava por vir.
– Você é a coisa mais linda que eu já vi... – Ele dizia, enquanto uma das mãos tentava tirar o top branco. – Você é perfeita... – Hisagi afastou-se um pouco (ainda sem soltar as mãos da capitã) para puxar o top e jogá-lo em algum canto do quarto. – Você é linda... Linda... – Ele dizia, hipnotizado pelos seios da capitã. Eles não eram grandes, mas eram maiores do se percebia sob as muitas camadas de roupa que ela usava diariamente, numa tentativa inconsciente de esconder o corpo.
Sem poder se cobrir, Soifon engoliu em seco ao ver Hisagi abaixar a cabeça em direção aos seus seios. Logo seu corpo frio estremeceu ao sentir a boca quente e molhada de Hisagi abocanhar um dos seios. Agora suas mãos estavam livres para agarrar os cabelos arroxeados, já que Hisagi a libertou para poder acariciar o outro seio.
Soifon se contorcia debaixo do seu corpo e gemia baixo, tentando conter-se. Céus, se ele não se controlasse, gozaria só de senti-la assim, entregue, quente, nua, apenas sentindo o cheio daquela pele até então intocada. Para ele, aquilo era o paraíso!
Depois de se deliciar com o sabor dos seios, Hisagi voltou a atacar a boca pequena, enquanto as mãos desciam para um local mais interessante. Uma das mãos escorregou por entre as pernas da capitã e acariciou a sua intimidade por sobre a calcinha. Hisagi sentiu-a molhada e quente e não resistindo, puxou a peça para o lado e tocou o sexo da capitã, que se livrou do beijo para gemer de prazer. Agora pouca coisa importava. Ela sentia os dedos de Hisagi acariciando seu clitóris, circundando a entrada da sua cavidade úmida e, por fim, penetrando-a. Ela sentiu-se um pouco incomodada no início, mas, ela acostumou-se e relaxou, entregando-se as sensações inéditas.
Hisagi podia senti-la ficando cada vez mais úmida e excitada e desejou prová-la. Ajoelhando-se mais uma vez, ele retirou o mais devagar que conseguia a última peça que cobria o corpo da capitã, enquanto a observava.
Soifon, de olhos fechados para tentar diminuir a vergonha, sabia que estava exposta completamente aos olhos gulosos do tenente. Sentiu suas pernas serem afastadas e quase gritou de susto e prazer ao sentir sua parte mais íntima ser tomada por boca e língua afoitas. Não demorou muito para sentir seu corpo ser tomando por espasmos, numa sensação final de bem-estar e cansaço.
Hisagi tomou todo o líquido que jorrou de Soifon com a vinda do orgasmo. Agora, mais do que nunca, queria sentir-se dentro dela. Levantando-se, despiu-se e deitou-se sobre a mulher que ainda ofegava.
Soifon foi trazida de volta à realidade quando sentiu seus seios serem acariciados novamente e percebeu o "desejo" de Hisagi completamente livre.
Hisagi tomou as mãos pequenas da capitã e as levou ao seu sexo, fazendo-as envolvê-lo. Soifon tentou retirá-las quando tocou o membro duro, mas ele as segurou firmes ali.
– Soifon, por favor... – Ela ouviu-o implorar e, um tanto relutante, deixou-se ser guiada por ele, aprendendo o que fazer, onde apertar e qual a velocidade certa. Como era uma ótima discípula, logo suas mãos estavam livres para continuarem a masturbação, arrancando gemidos de Hisagi, que estava nas nuvens. Seu desejo mesmo era que ela o masturbasse com a boca, aquela boquinha pequena e virgem, como ela fazia nos seus sonhos eróticos. Mas decidiu ir com calma para não assustá-la. Mas da próxima vez, ah, na próxima vez, ele iria tornar seu sonho realidade. Se aquelas mãos o estavam enlouquecendo, o que aquela boca não faria!
Vendo que logo gozaria se aquela doce tortura prosseguisse, ele afastou as mãos e preparou-se para penetrar sua amada. Pela segunda vez, Soifon o envolveu com as pernas, esperando o tão sonhado momento.
Hisagi olhava-a atentamente enquanto a penetrava para, ao menor sinal de dor, parar. Ele a desejava muito, mas a amava demais para machucá-la. Soifon, porém, não esboçou nenhum sinal de dor. Dor era uma coisa corriqueira para ela, que sempre treinou tão duro e esteve perto da morte várias vezes. Não seria essa dor que faria seu rosto se contorcer, por mais intensa que fosse.
Depois de entrar todo nela, Hisagi a abraçou e escondeu o rosto no pescoço de Soifon, inalando a fragrância da pele dela, tentando esquecer o prazer e a ânsia que sentia, esperando que ela se acostumasse com o membro dele dentro dela.
Quando se mexeu um pouco e a sentiu jogar o quadril contra o dele, ele percebeu que era hora e iniciou os movimentos de vai-e-vem, a princípio lentos, para irem aumentando de ritmo com o tempo.
Soifon deixou o corpo mover-se instintivamente. Parecia que ela estava separada em duas partes: uma movia o corpo suado no ritmo das estocadas de Hisagi, enquanto a outra apenas sentia e se deliciava com o prazer do momento. Porém, era como se essas duas partes fossem conectadas: uma saboreando as sensações da outra.
Sentindo o ápice se aproximar, Hisagi ajoelhou-se, trazendo Soifon consigo, deixando-a livre para mover-se em seu colo como bem quisesse. E ela não o decepcionou. Sentindo o corpo ficar leve com a proximidade do orgasmo, ela aumentou a velocidade, rebolando sobre o membro de Hisagi, levando-o a loucura.
Os gritos de prazer dos amantes foram abafados pela tempestade. Depois do violento orgasmo, onde Soifon sentiu algo no limiar da dor e do prazer, ela aconchegou-se nos braços fortes de Hisagi, que a cobriu, protegendo-a do frio. Sonolento, ele acariciou os cabelos molhados dela, enquanto a via piscar pesado. Uma ternura como nunca antes apossou-se dele, ao vê-la lutar contra o sono como uma criança que quer esperar o pai chegar para desejar-lhe boa noite.
Beijando-lhe a testa, ele deixou a ternura tomar a forma de palavras:
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
Quando Soifon percebeu, as palavras já haviam saído da sua boa. Tão fácil como os gritos que ela soltava para seu tenente. Mas aqui as palavras saíram doces, sonolentas e meigas, como ele jamais imaginou ouvir dela.
Depois da declaração, ambos caíram no sono, sem se preocuparem com o dia seguinte, com as pessoas, com os cargos, nem com a chuva que insistia em cair.
Continua...
