AULA DE POÇÕES

Lá fora a noite caía sobre a neve. Um pavão coberto por flocos brancos perambulava pelo pátio. Irritado, Draco fechou sua cortina de camurça cor-de-vinho. Por ele, teria ficado em Hogwarts nas férias: não fazia a menor questão de voltar para casa e encarar seu pai e sua mãe e muito menos o círculo de amizade dos dois. Um gosto de suor e sangue permanecia em sua boca e parecia surgir em tudo o que ele comia e bebia.

Draco não entendia o que tinha acontecido naquela caverna, todas aquelas coisas que tinha feito; antes ele tinha certeza de que era por causa de algo que dera errado com a poção, mas por que, então, ele não conseguia parar de pensar naquilo? Não tinha sido completamente ruim, pensava Draco enquanto intercalava sua mão entre a marca roxa em sua bochecha e o hematoma em seu peitoral.

Após dar duas batidinhas na porta, entrou um elfo doméstico idoso de pele desbotada.

- Jovem Sr. Malfoy, sua mãe o chama para o jantar.

- Diga-lhe que estou sem fome agora.

- Mas...

- ESTOU SEM FOME.

Draco não desejava comer nada – era melhor não sentir mais aquele gosto. Era bom ir se acostumando, afinal, ele provavelmente nunca mais o sentiria.

-------------------------------------------------------------------------------------------------

Pairava no ar da primeira aula de Poções do semestre o constrangimento do estorvo causado por Draco Malfoy na última aula. Os alunos se entreolhavam, olhavam para Draco e se entreolhavam novamente. Este parecia ignorar tudo a sua volta.

- Como foi de férias, Harry? Não recebi nenhuma coruja sua! – constatou Hermione enquanto picava ingredientes para a sua poção.

- Ah, bem. Andei meio ocupado pondo algumas coisas em dia – respondeu Harry distraído, para o estranhamento de Hermione.

- Ao terminarem de preparar os ingredientes, formem duplas – anunciou Snape por cima da voz dos alunos, silenciando-os. – Duplas, não trios – ele reafirmou, olhando na direção de Harry, Rony e Hermione.

Aproximando-se de Draco, Snape disse em alto e bom som:

- Você se juntará a Potter – e, vendo o olhar de choque do aluno, complementou secamente ao pé do ouvido de Draco: - Ordens do diretor.

Sentando-se na mesa de Draco, Harry depositou sobre ela seus ingredientes. Na mesma hora que seus olhares se cruzaram, Draco desviou o dele. Harry, contudo, continuou a fitá-lo.

- Então, temos que começar a ferver as raízes de mandrágora.

Draco concordou com um aceno de cabeça, mantendo os olhos fixos nos seus ingredientes. Prosseguiram desta maneira por quase toda a aula, até que Harry disse:

- Escuta, vai ser meio difícil fazer uma poção decente se você nem ao menos olhar para mim.

- Você? Fazer uma poção decente? Nem que eu olhasse diretamente na sua cara – respondeu Draco, olhando, de fato, diretamente nos seus olhos.

Seus olhares então mantiveram-se um no do outro, azul no verde, verde no azul, e a voz de Snape pareceu se dissolver, ao fundo.

- ... e é óbvio que você trocou mandrágoras chinesas por drangômeras chilenas, Longbottom. A cada dia superando-se em talento e genialidade...

Draco viu Harry engolir seco e soltar sua colher de pau. A mão do menino começou a passear em direção às vestes de Draco. O que Harry pretendia fazer, algum tipo de vingança, humilhando-o no meio de Poções como ele fizera?

Sentiu, então, Harry deslizar sua mão para dentro de sua calça. Por um segundo entrou em pânico, mas tranqüilizou-se ao perceber que ninguém conseguia ver por debaixo de sua mesa, e, concentrados na poção quase impossível que Snape lhes designara, não tiravam os olhos de seus caldeirões.Uma onda de prazer dominou-o, mas conseguiu manter uma expressão controlada.

Harry continuou a apalpar Draco, aumentando a intensidade de seus movimentos. Draco manteve-se firme até que não conseguiu dominar um espasmo de deleite. Harry, captando seu leve gemido, esboçou um sorrisinho de satisfação.

- Por favor... por favor.. pára - implorou Draco, ofegante.

Vendo que o rosto de Draco exprimia o exato oposto de seu pedido, Harry intensificou ainda mais seus movimentos. Não conseguindo mais se controlar, Draco contorceu-se batendo seu joelho na parte de baixo da mesa. Com um baque, o caldeirão dos dois rolou pelo chão esparramando litros do líquido pela chão da sala, chamando a atenção de todos, fazendo com que Harry afastasse rapidamente sua mão de Draco.

- Vocês dois! Limpem isso – falou Snape, e vendo os dois sacando suas varinhas, complementou: - sem varinhas. O restante da turma está dispensada.

Utilizando os esfregões e panos do Filch, eles começaram a limpar, calados. Vendo que seu pano já estava ensopado de poção, Draco ordenou:

- Joga isso fora, Potter!

- Era o que faltava: – resmungou Harry indo até a lixeira - tortura numa caverna, faxina na sala do Snape e agora isso... Eu devia te matar.

- Mas não vai – sussurrou uma voz vinda de trás dele, ao pé do seu ouvido.

Draco então virou Harry, encarando-o, para depois puxá-lo para um beijo. Draco pressionou Harry contra a parede, enquanto se alimentavam um do outro.

- Minha vez –disse Draco tirando as vestes e abrindo a camisa de Harry. Depois lambeu todo o seu peitoral até chegar ao seu zíper. Olhando para cima pôde ver que na expressão de Harry misturavam-se medo, ansiedade, nervosismo e... prazer. Após ver isso, prosseguiu sem dúvida alguma. O vazio da sala de poções foi preenchido com os gemidos roucos de Harry. Este fincava suas unhas violentamente na nuca de Draco, guiando seus movimentos.

Draco então se levantou, puxando Harry para perto da mesa onde haviam trabalhado juntos. Fechando uma mão no ombro de Harry e outra em sua cintura, virou de costas e apoiou-o contra a borda da mesa.

- Você quer isso mesmo? – perguntou Draco, continuando a apalpar Harry.

- S-s-s-im.

- Vai ter que pedir então – disse Draco, sorrindo cinicamente.

- Vai à merda, eu não vou pedir nada para você.

- Desdenhando, é?

Harry então virou-se de lado, e, mordendo o lábio inferior de Draco, puxou-o para junto de si pela gravata. Harry, sentindo mais prazer do que achou que poderia tolerar, foi impelido para frente, caindo de peito sobre a mesa enquanto Draco forçava-se para dentro dele.

Uma dor lacerante misturou-se à um deleite insano. Draco, percebendo que causava alguma dor nele, hesitou. Não conseguindo conter seu desejo, Harry jogou suas mãos para trás, pressionando Draco para frente. Draco entrou por completo, em um ritmo acelerado em que os dois gritavam de um prazer extasiado.

Os dois atingiram simultaneamente o clímax, agarrando-se um ao outro, Draco apoiando sua cabeça na nuca de Harry, que segurava seus cabelos suados. Ofegantes e exaustos, os dois deitaram-se sobre as vestes espalhadas no chão.

Draco irrompeu em risos descontrolados. Harry, sem entender o que poderia fazer Draco Malfoy rir daquela maneira, perguntou:

- O que foi?

- Seu idiota, – disse Draco, dando um leve tapa na face ruborizada de Harry – olha a encrenca em que a gente foi se meter.

- Encrenca é a minha especialidade – respondeu Harry, colando sua testa à de Draco, seus olhos se mirando, suas bocas se unindo como se não fossem mais desgrudar.

-------------------------------------------------------------------------------------------

­­­­­­N/A:

Bom, esse foi o último capítulo, espero que vocês tenham gostado. Essa fic foi feita com muito amor e carinho..rs... e muito entusiasmo tbm!! Reviews please!! Façam essas autoras felizes! D

Sério, se vocês conseguiram ler até o último capítulo, de alguma coisa devem ter gostado! Rs Não custa nada deixar reviews dizendo o que achou! Hahahaha