De acordo com o episódio "Red Tide", o pai de Lisbon se suicidou – palavras dela. Mas como um escritor pode brincar, eu resolvi deixá-lo vivo, senão um dos temas da história não teria muito sentido. Portanto, esta é minha licença poética a The Mentalist.
Disclaimer: The Mentalist e suas personagens não me pertencem. Se fosse meu, não ia prestar. A UST entre Jane e Lisbon seria resolvida selvagemente, e uma das grandes graças da série seria acabada, e a audiência iria pra dois. Talvez três. Ao menos, eu ia assistir.
"RED SECRETS"
By Ligya Ford-Northman
Capítulo 7 – Culpando o álcool
A festa de despedida de solteira das mulheres comemoravam, enquanto estavam no seu drinque numero sete no bar número sete, um pub australiano. As coisas estavam indo morro abaixo – ou morro acima – dependendo do ponto de vista.
Theresa sentou no bar. Aos fundos, Christine dançava bêbadamente com TJ. Woody, o estúpido e sexy bartender australiano, apareceu atrás do bar com um drinque para ela.
- Este é por conta da casa.
Theresa agarrou o braço dele. Estava bêbada a ponto de tocar nos outros.
- Estou preocupada. Christine não é boa pra beber. Ela fica muuuuito bêbada muuuuuito rápido. Álcool grátis te deixa mais bêbada ou menos bêbada?
- Só bêbado o suficiente.
Woody pegou o drinque grátis e esticou uma garrafa d'água.
- Se você mudar agora, você vai ser capaz de ficar em pé na cerimônia.
Theresa o olhou pela primeira vez e percebeu que o conhecia.
- Woody? - ele só sorriu. - Woody Durão?
- "Ainda não..." – ele começou.
- "...mas chego lá." – ela terminou.
Theresa desajeitadamente atravessou o bar e o abraçou, quase derrubando uma garrafa de cerveja, que Woody conseguiu segurar.
- Eu achei que estivesse vivendo em São Francisco. Ou era Nepal?
- Quase. Sidney. Voltei. Senti falta da chuva.
Eles absorveram um ao outro. O sorriso dela era meio bêbado.
- Você parece fantástico.
Woody tentou não se sentir tímido perto de Theresa.
- É isso o que está fazendo? Atendendo em um bar? Não que não seja ótimo, você costumava ter sonhos e planos.
Woody orgulhosamente apontou para o guardanapo de cocktail. Dizia Woody's Watering Hole.
- Whoa! Que ótimo pra você!
Woody pareceu pensar em algo. Ele decidiu dizer.
- Eu sempre penso no que teria acontecido conosco.
- Eu não penso sobre isso há anos.
E então, Christine apareceu atrás de Theresa.
- Theris te disse que ela te chutou por causa do seu hálito nojento?
Theresa ficou mortificada e emendou furiosamente.
- Chris te disse que ela guarda sua coroa de rainha do baile debaixo da cama?
Com a irritação de Theresa, Chris riu.
- Ela está bêbada. Mais do que eu. Mas eu não... de verdade, chutei você, foi?
- Com toda força. - Woody sorriu, com doçura. - O que era compreensível. - Você era uma das garotas mais quentes da Escola Americana, mas eu tipo pensei que seria legal... ao menos me dizer porque... porque éramos amigos antes de tudo.
Theresa se sentiu em apuros. Envergonhada. Christine estava dançando bêbada e murmurando para si mesma.
- E nós sabemos que Theris era a expatriada mais quente da escola porque ela foi votada como os olhos mais lindos, o sorriso mais brilhante e a que mais vai ser sucedida. Não, espere. Esta era eu. Não importa.
Theresa não agüentava mais.
- Os olhos mais lindos, o sorriso mais brilhante? – repetiu. – Nós somos gêmeas, Einstein.
- Oh, cale a boca e seja feliz. É sempre isto ou aquilo. Você nunca é feliz, você parece uma completa idiota.
- Estar bêbado não é o mesmo que ser feliz, Chris.
Elas duas sabiam que falavam sério mas Christine colocou os braços em volta de Theresa.
- Você é minha irmã gêmea, mas eu te amo.
Theresa estava furiosa mas forçou um sorriso.
- Por que você não consegue para sua irmã gêmea seu sétimo buraco?
- Bacardi 151.
Christine deu piruetas bêbadas. Lagrimas começaram a se espalhar no seu rosto.
- Eu não acho que consiga fazer isso.
- Golfe de Bar?
- O casamento. – murmurou. - Eu sou tão... tão má! Eu não acho que deveriam me dar permissão para casar.
Theresa ficou confusa.
- Do que você está falando?
Então, tão rápido quanto ela veio da escuridão, Christine se foi. Ela gritou com TJ.
- TJ! Virginia Slim!
TJ veio dançando, entregou a Christine um cigarro e um isqueiro. A multidão assistia enquanto Christine colocava o cigarro nos lábios, derramava tequila na boca aberta de TJ e colocava fogo com um isqueiro. Então ela se aproximou e acendeu seu cigarro nas chamas vindas da boca de TJ.
O bar se encheu de "oh" e "wow", mas Theresa ficou quieta em sua preocupação, perturbada com a confissão de Chris.
Do que ela estava falando? Sem resposta, arqueou as sobrancelhas e então engoliu seu drinque.
XxLFNxX
Ecos de vozes ecoavam pela noite enquanto Jane ajudava Edward a chegar em sua casa. Edward deslizava pelo chão como se fosse de gelo. Eles alcançaram a porta.
- Okay. Chegamos.
Edward se agitou, e então ficou de pé. Jane destrancou a porta.
- Só porque alguém paga, não significa que você tem que... sabe. – Edward tentava explicar.
- Pela minha experiência, quem contrata uma prostituta, é porque precisa de uma prostituta. Você fez a coisa certa. Sua vida é com Christine.
- Acho que eu te amo, cara. Como sabe tanto sobre tudo?
- Sou um vidente.
Edward gargalhou subitamente e começou a caminhar andando para dentro da casa.
Pouco depois, Theresa e Christine pararam na calçada da casa de seus pais. Christine estava próxima a porta do carro, quando se virou para Theresa.
- Foi uma grande festa. Obrigada.
Christine alcançou e abraçou Theresa. Ela não esperava o abraço e completamente bêbada quase perdeu o equilíbrio. Christine e ela gargalharam e se afastaram.
- Você quer entrar um minuto? Nós podíamos conversar sobre...
- Quando eu endoidei no pub? - ela soluçou. - Não era nada além de nervoso. Não se preocupe com isso.
- Mas eu me preocupo. Você é minha irmã.
Com a cara cheia de Bacardi 151, o rosto de Christine se contorceu em vergonha. Ela se recolheu, uma lagrima nervosa correu no rosto dela.
- Deus, Theris! Por favor. Não seja legal comigo. Eu posso agüentar tudo agora menos você sendo legal comigo.
- O quê? Por quê? O que você quer dizer? – com o rosto em confusão.
Christine estava de repente aflita.
- Eu tenho que ir.
- Tem certeza que você tá bem?
- Estou bem. Prometo.
Theresa queria dizer mais, mas Christine já havia entrado no carro e batido a porta. Theresa se virou para a casa.
Theresa subiu as escadas, tentando não fazer barulho. Estava tão bêbada que parecia que estava andando sobre nuvens, tentando alcançar a próxima sem cair no espaço vazio.
Abriu a porta do seu quarto e caminhou na escuridão. Ouviu a respiração de Jane e continuou tentando fazer silêncio, querendo entrar no banheiro, pra trocar de roupa e então dormir. Mas seus pés abandonaram de vez sua destreza, e ela desabou no chão.
- Lisbon? – Jane perguntou se sentando na cama.
- Oi. – disse ela sonhadora. – Desculpe. Eu tropecei em... em...
- Em você mesma? – ele riu, ao vê-la estendida no chão. Se levantou da cama e foi até ela.
Lisbon se espreguiçou e sorriu.
- Acho que vou dormir aqui mesmo.
- Quanto você bebeu? – ele perguntou.
- Não sei. Trinta, quarenta...
Jane começou a levantá-la.
- Ou cinqüenta.
Jane a deixou de pé, a segurando pela cintura, tentando apóia-la contra si.
- Você se divertiu? – ela perguntou. Ele só deu um resmungo a encarando. De repente ela começou a rir. – Alguma stripper agarrou você?
Jane abriu um sorriso de proporções épicas.
- Está com ciúme?
- Estou. – disse sem corar. – Você é meu agora.
Ambos ficaram no escuro, apenas se encarando, então Lisbon abriu um sorriso. Jane adorou aquilo. Lisbon nunca havia sorrido daquele jeito. O que o álcool não fazia com uma pessoa.
- Sabe, eu estou completamente bêbada e posso usar isso como desculpa para fazer qualquer loucura.
- É mesmo? De que tipo?
- Tipo isso. – e o beijou. Jane sentiu seu coração acelerar quando sentiu os lábios dela nos seus. Sentiu o gosto de bacardi e de algo doce que não podia identificar. A língua dela pediu passagem e ele abriu mais a boca, aprofundando o beijo. Devolveu aquilo com ardor. Queria aquilo com uma intensidade que jamais achou que pudesse querer.
Xx TO BE CONTINUED...xX
N/A: Tchan-nan-nan-nan!! E ai? O que acham que vai acontecer?
Notas:
Virginia Slim – cigarro americano feito para mulheres.
Bacardi151 - ou simplesmente"151" é um rum de alto teor alcoólico, aproximadamente de 75.5%.
Agradecimentos:
Madam Spooky – Jane nem curte ser o centro das atenções, né? E quanto ao Jeffrey, Lisbon ainda se sente culpada. É por isso.
Penélope Charmosa – Acredito que esse romance vai ficar bem pra frente. Eles vão esticar como fazem com Brennan e Booth, que copiaram do romance de Mulder e Scully.
Niick b.x3 – Postado! Obrigada pela força!
Erica Ribeiro – Pois é, Jane ainda não sabe o que se passa na cabeça da Lisbon em relação ao Jeffrey. Ela se sente culpada. Mas até onde essa culpa a vai levar?
Lu Roque – Obrigada pelo esforço! Postado!
Agradecimentos a quem favoritou e/ou colocou o alert de Red Secrets: Anis, Blair Archibald Bass, Gina Molly Potter, Lis, MiSam, Nayla, e V.
