De acordo com o episódio "Red Tide", o pai de Lisbon se suicidou – palavras dela. Mas como um escritor pode brincar, eu resolvi deixá-lo vivo, senão um dos temas da história não teria muito sentido. Portanto, esta é minha licença poética a The Mentalist.
Disclaimer: The Mentalist e suas personagens não me pertencem. Se fosse meu, não ia prestar. Eu teria feito Jane matar Bosco por nutrir uma paixão por Lisbon. Aaaaaaargh!!
Capítulo 10 – Amor?
Lisbon levou Jane ao barco no píer. Deixaram o carro do pai no estacionamento vazio, e caminharam até o barco branco com o nome de Maggie Ship.
Ela entrou e fez um sinal para Jane a seguir.
- Não vai me levar para alto-mar? – perguntou vendo que ela não seguiu para a direção do barco.
- Está muito escuro. Temos amanhã pra isso. Prometo que depois do casamento te levo pra velejar.
- Okay.
- Quer conhecer lá embaixo? – e fez um sinal para ele acompanhá-la.
Ao descerem as escadas, Jane percebeu que o que pai de Lisbon não era, era pão duro. Aquele barco era caro e extremamente bem cuidado. A madeira forrava do teto ao chão. À sua frente estava uma longa mesa retangular e a direita, um balcão com fogão, pia e armários.
Lisbon sorriu ao ver a expressão de surpresa no rosto dele.
- É, este é o amor da vida dele. Lembra do filme "Curtindo a Vida Adoidado" e a Ferrari? Pois é. Eu morria de ciúmes desse barco.
- Mas ele agora te deixa usá-lo.
Ela somente assentiu com a cabeça, resmungando e abriu a geladeira.
- Tem três quartos lá atrás. – ela disse apontando.
- Impressionante!
- Vinho? – ela perguntou, ao mostrar uma garrafa a ele.
Jane sorriu.
- Sempre. – e ela sorriu de volta. Abriu um dos armários e retirou duas taças. - Posso? – e Jane esticou a mão. Ela apenas lhe entregou a garrafa, pegou as taças e se virou subindo as escadas. Jane a abriu com facilidade, caminhando atrás dela. Ela parou no convés, e virou-se para ele encher as taças. Fizeram um brinde silencioso. Ela, em seguida, tomou um gole lento mantendo os olhos fechados.
Jane assistiu aquilo, fascinado.
- Énofila? – ela gargalhou ao ouvi-lo.
- Só um pouquinho.
- Fico imaginando você numa banheira cheia de espuma e uma taça de Romanée Cont.
- Romanée Cont? – e riu de novo. – Este é um vinho de 5 mil dólares, Jane.
- Eu sei. Só não sabia que você sabia.
Ela suspirou, e encheu a taça mais uma vez.
- Quem é Maggie? – ele perguntou, a fazendo o encarar.
- Minha mãe. Como soube?
- Maggie Ship.
- Oh! – ela soltou. Maggie Ship era o nome que o pai deu ao barco.
Ela voltou os olhos para o horizonte, e suspirou novamente. Jane sabia o que havia acontecido. Ele a viu conversando com Jeffrey e viu as expressões nos rostos deles quando voltaram a mesa.
E ele sabia, ou ao menos desconfiava, o que Lisbon planejava. Aquilo estava começando a irritá-lo profundamente.
- Então... como foi sua conversa com Jeffrey?
Ela se virou e Jane viu seu rosto corar. O coração dele se agitou.
- Sobre o que conversaram?
- Nada importante. – ela disse de uma forma séria e sem emoção.
Ele sabia que ela, como sempre, estava escondendo o jogo.
- O que há com você? – ele perguntou.
- Comigo? – ela perguntou, e ele apenas arqueou as sobrancelhas. – Nada, Jane.
- Você está mentindo pra mim de novo.
- Acho que você não entenderia.
- Não? Tente.
Ela respirou fundo. Era inútil mentir para ele. Talvez Jane devesse saber sobre tudo.
- Estava pensando em ficar em Londres.
- O quê? – ele soltou sem pensar. Aquilo só estava confirmando o que ele imaginava.
Ela respirou fundo e se apoiou nas laterais do barco.
- Já se arrependeu de algo na sua vida? – ela perguntou.
- Profundamente. – soltou a fazendo se virar para ele. Ela sabia que ele falava sobre sua profissão antes da morte de sua família.
- Acho que eu descobri que eu também.
- Você não está falando do seu casamento, está?
- Estou, Jane.
- Você quer ficar em Londres porque quer voltar para ele. – ele constatou.
Ela o encarou sem responder, voltando o rosto para o horizonte.
- Não entendo. – ele continuou. - Você o quer de volta?
- Quero.
- Mas por quê? Você merece muito mais que isso!
Ela tentou segurar as lágrimas.
- Eu disse que você não entenderia.
- Lisbon! – a voz de Jane agora estava alterada. – Como pode querer isso? Ele não é pra você!
Ele tinha a vontade de falar sobre o caso que Jeffrey e Christine tinham, mas aquilo só a magoaria mais ainda. Não podia dizer sem causar um verdadeiro escândalo na família. Lisbon diria a Edward, e o casamento seria desfeito.
Christine parecia arrependida. Jane acreditava nisso, acreditava que ela teria uma chance de felicidade com Edward.
Mas como convencê-la de que Jeffrey não a amava, não a queria? Que ele mesmo havia confundido os sentimentos de Jeffrey quando o conheceu? Que aquilo não era amor, era piedade. Que o olhar de paixão dele na recepção de boas vindas era para Christine e não para ela?
- Ele é minha única tentativa de felicidade. Eu gastei todas as minhas chances de ser feliz, Jane. – ela deixou as lágrimas começarem a cair. – Eu o deixei porque queria amar e ser amada de verdade. Eu não queria viver com o cara certo que tinha o nome certo e a conta bancária certa. E agora me parece que essa é a única maneira que posso ser feliz.
- Você não pode se vender desse jeito.
- Eu tentei, Jane. Eu ainda tento. Até mesmo agora. Mas parece que amar não foi feito pra mim.
- Quem você ama, Lisbon? Me diz. Me diz quem. – ele precisava ouvir da boca dela.
- Que importa quem é? De que me vale amá-lo? De que me vale amá-lo se estou sozinha aqui e agora?
- Você não está sozinha. Eu estou aqui.
- Você, Jane? Você? Quem importa pra você a não ser aquelas que já se foram? Você jamais vai abrir os olhos e ver algo além de você mesmo.
- Mas eu abri os olhos. Estou agora nesse momento vendo mais do que eu. Estou vendo você.
- O que você quer de mim, Jane? Porque eu cansei de tentar entender isso.
- Eu quero você, Lisbon. – disse sem piscar, a fazendo perder a respiração.
- O quê?
- Eu só quero uma coisa de você. Quero que você me deixe amá-la, assim como você me ama. – ele pode ver os olhos dela envoltos numa profunda confusão. – Eu quero isso. Estou pronto pra você.
- Jane... – a voz dela mal saiu dos seus lábios.
Jane apenas deu um passo e pegou o rosto dela com as mãos, a beijando com ardor.
Pode sentir seu gosto novamente. O indescritível gosto dela. Nada podia ser comparado àquele sabor. Comparando com aquele beijo bêbado no quarto da casa dos pais dela, aquilo era o céu. Achou que poderia morrer e ir ao céu naquele momento.
Lisbon correspondeu apaixonadamente. Enlaçou seus braços no pescoço dele, e se agarrou ao seu corpo. Jane a apertou entre seus braços, sem interromper o beijo.
Ele aprofundou o beijo, colocando ritmo e a fazendo perder a força das pernas. O beijo foi intenso e avassalador. Ele explorou a boca dela com a língua, e Lisbon a abriu mais para senti-lo por completo.
Jane achava que não conseguiria mais parar. Não conseguia sequer mais lembrar onde estava, o que estava fazendo. Só sabia que se parasse podia morrer.
Ela levou as mãos aos cabelos dele, pressionando mais o rosto dele no seu. Jane percebendo o incentivo de Lisbon continuou ali, naquele beijo apaixonado.
Ela sentiu seu corpo em brasa, e percebeu que o corpo de Jane começava a corresponder com mesma excitação.
Ele afastou do beijo, e a admirou. Os olhos verdes dela brilhavam. Aquilo era tudo o que ela queria. Queria que o mundo acabasse e que eles continuassem naquele momento único.
O coração de Jane disparou. Ela tinha um sorriso imenso nos lábios. Como se a felicidade extrema estivesse lhe saindo por cada poro. Estivesse sendo mostrada por cada gesto, cada sorriso, cada olhar. Como poderia não amá-la? Ele a amava mais do que nunca naquele momento.
Sorriu, desconcertado. E Lisbon viu os olhos azuis dele ficarem claros, como mágica. Seu sorriso estava mais deslumbrante que nunca. Então ela soube. Soube que era real, que por mais ridículo que aquele pensamento tivesse passado por sua cabeça, aquilo não era um sonho. Ele estava ali. Ele estava ali em seus braços, sentindo seu corpo, seu calor. Nada importava mais. Nem porquês, nem como.
Lisbon se chocou com a própria ousadia. Sem desviar os olhos, levou as mãos ao peito dele e começou a retirar o casaco do smoking dele. Jane não se mexeu, apenas a deixou fazer.
- Sua abusada. — disse ele.
- Você está tremendo. – ela observou.
- Estou? – estava nervoso.
- Patrick... – ele a ouviu dizer seu nome e ficou arrepiado.
Ele levou as mãos ao rosto dela, após o casaco cair no chão.
- Me sinto um garoto de 12 anos. – ele confessou.
- Eu não quero fazer amor com um garoto de 12 anos. - e o beijou.
Jane sentiu novamente aquele gosto inconfundível. Mesmo que beijasse dezenas de bocas, jamais confundiria aquele gosto.
Sentiu a língua dela invadindo sua boca, e perdeu qualquer noção de tempo ou espaço. A apertou mais nos seus braços, como se ela pudesse desaparecer se a soltasse.
Pouco a pouco os beijos foram se acalmando, tornando-se mais sonhadores e suaves, até que por fim os lábios dele eram como plumas colando-se à boca tenra dela.
Lisbon deslizou as mãos por baixo da camisa de Jane e percorreu a deliciosa pele desconhecida de suas costas. Seus corpos estavam apertados com força, as palmas das mãos dele na bunda dela trazendo-a para ainda mais perto, e ela se sentia lânguida, flutuante. Não saberia dizer quanto tempo ficaram assim. Pode ter sido dez minutos ou duas horas.
Ele se afastou dela e a puxou enquanto caminhavam na direção da cabine do barco. Ele desceu as escadas, e ela apenas o acompanhou em silêncio.
Seguiram para o fim do corredor onde ficava a suíte principal do barco do pai de Lisbon. A cama tinha o formato de um v de ponta cabeça. O formato da parte da frente do barco.
Ela, ainda de mãos dadas com ele, parou diante da cama, no quarto escuro, apenas banhado pelo luar, que também batia no mar calmo.
Disfarçando o nervosismo, o encarou. Jane sorriu, sabendo o que ela escondia, e a beijou novamente. Frenética e desesperadamente. Ficaram se beijando pelo tempo que não puderam definir. Jane sem parar de beijá-la, levou as mãos aos seus ombros, deixando as alças do seu vestido caírem.
Lisbon, incentivada, conseguiu lhe tirar a gravata borboleta que ornava com seu smoking, e em seguida, desabotoou a camisa branca. Ela viu a barriga reta e o estomago côncavo. Passou a unha pela pele branca até chegar a calça, e o ouviu gemer.
Sentiu novamente os lábios dele, só que dessa vez na pele do seu pescoço. Lisbon achou que poderia se embriagar com o perfume dele. Era inebriante. Poderia se viciar naquele cheiro.
As mãos dele desciam pelas costas dela, alcançando o seu bumbum, e ela tremeu ansiosa. Como se precisasse daquele toque, daquele estímulo. E Jane mirou os olhos dela de uma forma selvagem e devoradora, como se nunca a tivesse visto antes. Os olhos verdes dela estavam escuros de desejo, e Jane mergulhou neles, se recusando a viver se não os tivesse mais.
Ele delicadamente baixou o zíper do vestido dela, e o deixou cair ao chão. Ela usava apenas uma calcinha preta, daquelas que John dizia que ela adorava usar. Ele a fez deitar na cama, e Lisbon sentia sua pele ardendo, como se cada centímetro do seu corpo precisasse ser tocado, aliviado com a pele dele, com o sabor e o gosto da boca dele.
Jane ficou de pé a observando. Apenas observando a mulher que amava. Sentiu seu corpo corresponder com tanta excitação que poderia perder a sua ereção ali. Só a observando. Como ela era linda!
Ele retirou os sapatos, as meias, a calça e a cueca. E Lisbon pode vê-lo por completo. A pele dele era branca, quase transparente. A ponto dos cabelos louros mal puderem ser vistos. Tinha coxas musculosas, pernas torneadas e uma ereção firme e pulsante. Ele era lindo!
Subiu na cama, e lhe retirou a calcinha de rendas, enquanto beijava e passava a língua sobre sua pele quente e macia, descendo do seu pescoço até sua barriga. Beijava pescoço, ombros, colo, sempre ignorando os seios, mesmo eles implorando sua atenção. Passou com beijos por entre os eles, a fazendo gemer.
Lisbon mantinha os olhos fechados, e parecia ter entrado em transe. Bem lá no fundo da sua cabeça, voava sobre campos de cor, paisagens e estrelas.
Quem precisava de drogas?
Jane jamais achou que poderia estar naquela situação. Com uma linda mulher sob seus lábios, suas mãos. Achou que poderia ficar inebriado com o perfume da pele de Lisbon, que vibrava cada vez que ele lhe tocava.
Parecia que ele queria mapear o corpo dela. Decorar cada curva, cada centímetro. Lisbon esticou as mãos querendo tocá-lo. Precisava senti-lo também. Também queria mergulhar na pele dele, saber o sabor que ele tinha.
Jane passou a língua pelos lábios dela e a beijou novamente, mordendo o lábio inferior. Ouviu-a soltar um gemido. Desceu até os seios, sugando-os com voracidade, denunciando toda a intensidade de seu desejo. Teresa achou que ia parar de respirar.
Voltou a descer com os beijos pelo corpo dela novamente. Desceu até o umbigo dela e começou a fazer movimentos circulares com a língua. Ela arqueava o corpo e suspirava. Pegou um dos seus pés, e foi subindo com os beijos pela perna, coxas até chegar a intimidade dela. Viu-a prender a respiração. Começou dando pequenos beijos fazendo-a suspirar. Logo começou a intensificar suas carícias calmamente enquanto ela gemia sem mais se conter. Ele brincava com a região mais íntima dela de uma maneira que poucos sabiam fazer. Jane introduziu um pouco de sua língua nela e a viu soltar um gemido bem mais alto.
Voltou a subir com os beijos e a beijou novamente. Ela arranhava suas costas o fazendo ficar cada vez mais excitado. Se olharam e se beijaram mais uma vez.
- Jane, por favor... – ela murmurou.
Jane, em êxtase, ouvindo a voz dela implorando, deslizou bem devagar para dentro dela, apoiando com cuidado o peso do corpo. Lisbon o enlaçou com as pernas e entrou no seu ritmo. E sentiu que seu corpo havia sido moldado ao corpo dele. Morreria se ele parasse, e morreria se ele não parasse.
- Lisbon... - ele murmurou o nome dela, e ela sentiu novamente que ele a completava.
Jane, a cada investida, a beijava como se precisasse disso pra sobreviver. E Lisbon devolvia com o mesmo ardor a impaciência e excitação.
Lisbon começou a perder a noção de tudo, enquanto ouvia suas respirações ficarem cada vez mais curtas. Ela cravou as unhas nas costas dele, e ele mordeu seu seio. Ela gritava com cada espasmo, e arquejou junto com ele, gozando juntos, chegando ao céu juntos.
Jane descansou a cabeça embaixo do pescoço dela, e ela o abraçou. Ficaram recuperando o fôlego, ali unidos, como se um mundo separado tivesse sido criado. Ela deu um beijo na testa dele e se deitou ao seu lado. Ele olhou para ela e sorriu.
- Grande habilidade para um celibatário. – ela soltou, e ele gargalhou.
- Eu não fazia isso há tanto tempo.
- Nem eu. – ela sorriu, e ele a puxou para perto do seu corpo.
Ficaram por um tempo recuperando o fôlego.
- O que Rigsby, Cho e Van Pelt vão dizer quando souberem?
Jane riu levemente.
- Depois do choque, irão ficar bem.
- Você tem certeza sobre isso, Jane?
- Absoluta. – e beijou sua testa. - Minha única dúvida, - ele continuou, na escuridão. – é se você vai me respeitar amanhã de manhã.
- Não precisa se preocupar. Eu nunca te respeitei mesmo.
Ele lhe deu um beliscão.
- Ai! É claro que vou te respeitar amanhã de manhã. – garantiu. – Talvez te despreze um pouco a tarde. Mas posso te garantir meu respeito incondicional na parte da manhã.
Jane riu e viu-a deitar a cabeça no seu ombro.
- Tenho uma confissão. – ele disse.
- Diga.
- Eu menti pra você.
Lisbon levantou a cabeça e o encarou.
- Naquela noite da despedida de solteira... você chegou bêbada... – ela arqueou as sobrancelhas. -... e me beijou.
- O quê?
- Foi o melhor beijo bêbado que eu tive na minha vida.
Ela abriu a boca, e pousou a testa no peito dele.
- Não, não fique assim. – e tentou levantar a cabeça dela. – Foi maravilhoso. Você estava tão linda, tão natural. Você me disse que eu era só seu. Eu amei aqueles segundos antes de você desmaiar.
Ela o encarou, vermelha de vergonha.
- Viu? O desmaio não foi mentira.
- Oh, eu sempre faço papel de palhaça quando eu bebo.
- Não, nunca. Se não fosse aquele beijo, eu jamais perceberia que eu te queria de verdade.
- Por quê? Você me queria de mentira antes?
- Antes era uma fantasia. Não é mais.
Lisbon o beijou apaixonadamente e Jane a sentou sobre seu colo e eles fizeram amor novamente. Agora mais devagar, com mais preguiça, mais sensual do que antes.
Na manhã seguinte, Lisbon acordou cedo. As minúsculas janelas da suíte do barco de seu pai banhavam o quarto de luz. Virou-se para o travesseiro ao seu lado e lá estava ele. Jane. Jane, do trabalho. Sem suas roupas. Adormecido e lindo, com as sobrancelhas grossas, as pontinhas da barba por fazer começando a despontar no maxilar, o quarto tomado pelo cheiro dele novamente.
Jane abriu os olhos, ainda com as pálpebras lânguidas, mas com um olhar expressivo.
- Oi. – disse ele, meio grogue, sorrindo ao vê-la com os cabelos espalhados em cachos no travesseiro.
- Oi. – sussurrou ela. - Nunca vi esse sorriso antes.
- É um sorriso de satisfação. Igual ao seu.
Ela riu.
- Não seja condescendente. – ela rolou e pousou sobre o corpo dele, o beijando com paixão.
- Não me entenda mal. Não é disso que estou falando. Eu dormi a noite toda. A noite toda. – ele parecia animado.
- Você quer dizer que eu te cansei tanto assim?
- Não. Você me deu paz tanto assim! Não foi o sexo, foi você. Você é perfeita Lisbon. Nunca imaginei que você pudesse ser tão perfeita.
- Jane...
- Não! Não diga que estou errado. Você é a melhor coisa que aconteceu comigo nos últimos anos. – e voltou a encará-la mudo. Apenas admirando-a no seu esplendor, banhada pela luz do sol. Então, Jane percebeu que nunca havia dito com todas as palavras seu amor por ela. – Eu te amo.
Lisbon sentiu seu coração parar. Jane não falava rindo ou sorrindo, o que ela podia entender que ele estava sendo irônico ou manipulador. Seus olhos estavam em azul escuro e profundo, e ele estava sério. Ele falava com toda sinceridade do mundo.
- Eu também te amo. – e Jane a puxou para um beijo sôfrego. - Vamos! – chamou ela, cutucando sua barriga.
- Vamos onde?
- Para o banheiro, vamos tomar banho.
- Por quê? Você tem que ir embora logo, a fim de voltar pra casa? – brincou ele.
- Porque nós viemos a Inglaterra por um motivo, lembra?
- Meh. – ele chacoalhou a cabeça. – Não precisam de nós.
Ela voltou a beijá-lo.
- Só porque agora eu me animei em ir...
- Então vamos! – ele exclamou e riu.
Dando risadinhas, eles entraram meio desengonçados no banheiro, em direção ao boxe. Lisbon lhe entregou uma esponja e uma embalagem de gel para banho.
- Me lave!
- Tá legal. – concordou ele, analisando o corpo dela e olhando para a esponja. – Só que primeiro vamos ter que molhar você.
Abriu a torneira de água quente e colocou Lisbon embaixo dela. O jeito curioso e calado com que ele olhou para o corpo dela, sob a água da ducha que descia suavemente pelas curvas dos seus seios e chegava aos mamilos antes de continuar escorrendo, e a forma lenta com que espremeu a embalagem de gel sobre a esponja, sem tirar os olhos dela, foi algo carregado de erotismo.
- Você está imunda! – disse ele, com o rosto sério.
- Eu sei. – ela mal conseguia falar.
Ele passou a esponja bem devagar entre as pernas dela e a sentiu contorcer-se de desejo.
- Fique quietinha! – ordenou ele.
Ela tentou, mas a massagem firme e incessante era irresistível. A água morna, o corpo molhado dele e a pele escorregadia dela foram demais para ambos.
Encostando-a na parede fria, com a perna dela em volta da sua cintura, Jane a penetrou novamente. Por alguns momentos paradisíacos eles se agarraram com força, os dentes cerrados de desejo, enquanto ele, de forma ritmada, lançava-se dentro dela em golpes constantes. Até que ele perdeu o apoio dos pés no piso molhado e os dois escorregaram no chão onde, estirados, com as pernas entrelaçadas, mas ainda firmemente unidos, caíram na gargalhada.
Minutos depois, eles terminavam de se vestir, não conseguindo disfarçar que a felicidade extrema os preenchia. Lisbon sorriu corada, fazendo Jane rir toda vez.
- Você é impossível. – ela frisou.
- Acho que sou sim.
- Impossível e convencido.
- Impossível, convencido e feliz.
Ela caminhou com ele para o convés, e encontrou John, Edward, Jeffrey e Christine sentados nas poltronas que rodeavam a traseira do barco.
- Oh!
- A noite foi boa? – Christine ironizou.
- Bom dia! – disse Jane, sorrindo.
- Viemos buscá-los. – disse John. – Papai estava preocupado. Vocês disseram que voltariam para a casa de Edward.
- É, mas... – Lisbon estava sem graça.
- Vamos logo. Porque eu tenho que me preparar para o meu casamento. E vocês estão nos atrasando. – gritou Christine, saindo do barco. Todos saíram do barco a caminho dos carros. Jane pegou a mão de Lisbon e a beijou, ainda sorrindo.
- Tenho que te dizer Theris. – soltou John. – Você não é nem um pouco discreta.
- Por dormir no barco?
- Não. Precisava gritar tanto? – ele gargalhou, e todos riram. Lisbon levou uma das mãos ao rosto, absolutamente morrendo de vergonha. Jane também corou, e a abraçou.
- Peço desculpas. – ele disse, sem graça.
XxLFNxX
N/A: Uhul! Impressionante como tou escrevendo rápido. Escrevia pelo menos, tive uma semana de folga da Fatec – por causa do santo congresso – e agora as aulas recomeçaram com as provas. E amanhã já tenho a de alemão. Então, o capitulo 11 é provável que só saia no fim de semana. Talvez... É, eu sei. Não quero torturar ninguém, mas... é difícil. Conselho? Não façam faculdade integral. Você só vai conseguir fazer duas coisas na sua vida: estudar e dormir.
N/B: Até que enfim!!!!!! Eu estava muito, muito ansiosa por isso, e me senti com inveja da Lisbon. Aiai... Adorei de novo, amiga! Parabéns pelo incentivo no orkut. Eu falo prá você: solta seus textos aos quatro ventos!!! O que vier é lucro! Luv u xuxu! Bjokas!!
Agradecimentos: Anis (Love of my life! Se a Fatec acaba comigo, a Usp vai fazer pior com você. Tú soube? Eu viciei a Dani. Ela me perguntava quem era aquele loiro maravilhoso nas minhas imagens do MSN. Respondi: você ver a série você não vai só achar ele lindo, como vai se apaixonar. Emprestei a 1ª
temporada pra ela, e ela já tá num vicio a ponto de querer escrever fanfic, é mole? Sem querer parecer convencida demais, eu tenho bom gosto. HUuahuahuahuahuhua. Love you! Saudade! Tu vai no Halloween da Sô, né? Se não, for eu vou te buscar!) Lu Roque (Fico feliz quando meus leitores dizem que "acredita que Jane faria aquilo mesmo". Significa que estou caracterizando bem o personagem, e isso é o maior medo de um escritor de fics. – Apesar de que o rei da dificuldade de caracterização é House, sem dúvida. – Pois é, a fic jamais vista é algo fechado a sete chaves. Estou querendo trabalhar bem nela antes de postar qualquer coisa. E tá difícil porque tem muitos termos técnicos, e como eu sou obsessiva, não gosto de deixar buracos. Obrigada pela força) Laura (Obrigada pelo "belo". Belo é Jane, o que eu faço é só fantasiar. Ops! Acho que isso saiu meio pervertido. Huauhuauhua). Penelope (Fics em português não existem mesmo. Eu me atrevi e estou apaixonada. Está totalmente bem vinda a comu do Orkut. Lá descobri que minha paixão não é tão louca assim.) Bia (Satisfeita com o resultado? Espero que sim. O capitulo 10 foi o mais difícil de fazer. Eu já fiz tanta NC17 na minha vida, que fazer algo inédito – inédito e que faça o leitor suspirar – é difícil.) Marcela (Fico feliz que todo mundo tenha gostado da cena da permissão. Eu também acho a cara do Jane fazer isso. Ah, fiquei em dúvida, se especificaria bem a cena com uma NC17 bem linda, ou só deixaria tudo bem implícito. Achei melhor descrever pra deixar todo mundo imaginando e fantasiando. Fiz bem?) Teresa (Repetindo: Também fico feliz por ter tenha gostado da cena da permissão. Foi o dialogo mais "quotado" do capítulo. E não foi minha intenção torturar. Teria postado no fim de semana. Mas aproveitei o feriado pra me esbaldar em Bertioga. Brigadaça!) Bruna (Pronto! Postado! Espero que tenha gostado. Obrigada pelo incentivo) Felipe (Meu Deus, não faça isso! Não surte! Não tenha ataques epiléticos! HUuhauhauhahu. To brincando. Sei o que é isso. Já tive surtos assim com fanfics amadas. Principalmente de the mentalist. Sei bem o que é isso. E então, a cena do barco correspondeu as suas expectativas? Espero que sim.) Renata (Brilhante? Ai meu Deus! Não diga isso! Sou péssima com elogios. Fico mais corada que a Lisbon.) Miss Red (Pois é, tinha que ter um motivo pra Christine e Teresa não se bicarem. Não era tudo a toa. Obrigada pela força e pela ansiedade. Espero que tenha gostado.) Carolina (Também não sei se existe "velejada". Não faço idéia. Mas o que achou? Correspondeu as suas expectativas? Achou que Jane seria assim tão apaixonada até mesmo na hora H? Huhuahuahu. Ele é bom em tudo. Nisso ele tem que ser. Huauhahuhua.) Mariana (Obrigada pela leitura. Espero que tenha gostado. Estou realmente me matando para deixá-la assim. Obrigada novamente.)
