Cap. I - REENCONTROS

Harry entrou na sala comunal da Grifinoria extremamente cansado, foi direto tomar uma ducha, com muitos pensamentos e duvidas o consumindo, mas o principal era este - Não acredito que acabou. Agora sim terei uma vida normal, mas tenho tantas coisas pra resolver e a realizar, saindo do Box achou seu pijama dobrado, fato que lhe passou despercebido enquanto se vestia já que seus pensamentos haviam se voltado para a dona do seu coração. Será que ela vai me perdoar? Farei tudo para tê-la de volta.

Com o coração mais calmo seguiu para o dormitório desejoso por um bom prato de sanduíches, uma jarra de suco e abóbora e uma poção do sono. E lá estava sobre a mesinha uma bandeja com diversos quitutes. Torta de rins, pastelão de carne, batatas assadas, fatias de pernil e também torta de caramelo e pudim, e um perfume inconfundível tomava conta do quarto - Eu conheço esse perfume é o dela. E adormecia sobre a sua cama estava a ela a sua ruiva. A criatura em seu peito saltou feliz e pareceu inchar deslocando seu coração. Agindo por puro ímpeto acaricio o rosto dela que despertou.

- Oi Harry, gostou da surpresa? Queria tudo perfeito para você.

- Gina, eu amei, esta tudo perfeito, tem tudo que eu gosto. - a olhando nos olhos.

- Bom então vou para meu dormitório.

Ele a pegou pela mão puxando-a para si num abraço sussurrou em seu ouvido

- Fica comigo? Não me deixe, por favor.

- Harry.

- Gina me perdoa, sei que não tenho direito de exigir nem pedir nada, mas saiba que nunca deixei de te amar, você era o que me motivava a continuar nesta luta. Fica comigo pra sempre?

Ele sente a camisa molhada ergue o rosto dela e vê lagrimas.

- Meu anjo, o que foi? Te perdi para sempre não é?

- Não seu bobo, você falou tudo o que sonhei esses meses todos. Esses sonhos me deram forças para lutar e te esperar. Também te amo.

A proximidade dos lábios dela estava o enlouquecendo e ele cheio de saudade os tomou com os seus num beijo profundo e apaixonado, separam-se ofegantes e muito corados, sentindo que a vida havia voltado aos seus corpos. Um belo sorriso habitava seus lábios.

- Vamos comer, você está muito magro Harry, disse numa imitação perfeita da Molly.

- Vamos sim estou morto de fome não faço uma refeição assim há muito tempo.

Sentaram-se na cama deliciavam-se com as guloseimas enquanto Harry contava para Gina um pouco da aventura.

Rony e Mione chegavam de mãos dadas ao salão principal num sentimento misto de alegria e tristeza.
Mas o salão ao contrario que esperavam estava num clima de festa, sim uma festa típica de Hogwarts.

- Mione o que é isso? Tudo bem que ganhamos, mas perdemos tantos. Como pode?

- Rony olhe a sua mãe vem vindo e esta sorrindo?

Intrigados eles não entendiam nada. Molly os puxou para um abraço de quebrar costelas, dizendo.

- Ele voltou, eles voltaram.

- Eles quem mamãe?

- O Fred, Lupin, Tonks quase todos.

- Como assim Srª Weasley? Eles não estavam mortos?

- Não, quer disser estavam como os trouxas falam em coma, mas ninguém sabia. Foi uma poção que todos bebíamos que nos protegeu.

- Ainda não entendi mamãe.

- Seu trasgo o que importa é que eu estou aqui – falou Fred vindo em direção ao irmão e o abraçando.

George que vinha logo atrás com um sorriso imenso reparou nas mãos dadas de Rony e Mione

- Hum pelo jeito o Roniquinho é tão trasgo assim Fred.

- Como assim – Fred se afastou e também percebeu

- Mione achei que você fosse mais esperta

- Invés de levar dois, você escolheu logo o Rony? Falaram os gêmeos, Rony já estava escarlate.

- Não provoquem seu irmão, parabéns queridos falou a matriarca com uma meiguice na voz.

- Obrigada Srª Weasley.

- Desculpe foi mal a brincadeira

- Fred valeu so pela cara do Rony.

- Mas serio ate que enfim vocês acordaram para o que estava claro pra todos. - falaram juntos

E saíram abraçados felizes como nunca.

- Mamãe eu não estou entendo nada. Estou feliz, mas perdido nesta historia.

- Rony, não sei se você se lembra da minha afiliada Sarah?

- Claro mãe. Não é a namorada do Carlinhos e mora na Alemanha?

- Essa mesmo, ela é especialista em poções uma medibruxa muito conceituada – falava Molly com orgulho evidente na voz. – Então o Dumbledor foi ate ela e pediu para ela estudar uma poção que protegeria as pessoas da morte.

- Nossa esse tipo de poção é muito difícil – hermione estava admirada

- Pois é filha ela estudou essa poção dois anos ate conseguir a Poção do coração puro.
- Isso é maravilhoso.

- Ainda não entendi, como essa poção os trouxe de volta?

- Rony ano passado cada vez que vocês bebiam algo em Hogwarts ou em casa estavam ingerindo essa poção.

- Sei.

- E assim se vocês fossem atacados por alguns tipos de feitiços estariam protegidos.

- Ta, mas como eles voltaram e todos voltaram?

- Não filho infelizmente como diz o nome só àqueles de coração puro conseguiram voltar, aqueles que deram a vida por amor ou amizade visando um bem maior. E claro os que o corpo não tenha sido danificado.

- Então quem voltou?

- Dos nossos quase todos.

- Ainda bem

- Bom vão curtir a festa, cadê o Harry?

- Esta no dormitório foi descansar.

- Ok, vocês também deviam descansar. Molly foi se juntar à família na mesa onde todos riam e brincavam

Deixando os dois felizes e esperançosos

Rony e Mione se beijaram, um beijo cheio de amor e carinho, sentimentos guardados há anos em seus corações, só perceberam onde estavam quando ouviram os gritos, assovios e as palmas. Separaram-se ofegantes, envergonhados, mas felizes. Ouviram muitos gritos de parabéns e outros de ate que enfim.

- No meio do salão não é local pra isso, não é mesmo Rony?

- Não mesmo, Vamos pra junto da minha família?

- Vamos. Estou faminta – falou com um sorriso encantador nos lábios.

Enquanto iam para a mesa onde os Weasley estavam, Rony olhava em volta como se estivesse procurando alguém.

- Carlinhos onde esta a Gina?

- Rony ela foi deitar. Estava muito cansada.

- Ok, bom é melhor mesmo, ela já sabe das novidades?

- Sabe sim, e o Harry?

- Também foi deitar.

- Sei. – Carlinhos olhou marotamente Rony e Mione e sorrio enviesado.

Rony não captou no que isso implicava, mas Mione respondeu o sorriso com uma cara de entendimento. Olhando de um para o outro ele juntou dois mais dois.

- Perai eles estão sozinhos na torre da Grifinoria?

- E o quem isso Rony?

- Vamos pra lá agora!

- Rony eu estou com fome.

Ele pegou uma travessa de torta
- Ponto vamos agora?

- Rony!

- Vamos ou eu vou sozinho – já se virando em direção a escada

- Carlinhos é melhor eu ir, senão ele pode fazer uma besteira – saiu correndo atrás dele.

- Hehehe jovens. Carlinhos falou divertido.

- Rony me espera!

- Anda Mione nesse tempo eles já podem ter feito sei lá o que.

- Não Rony não podem não.

- Como você sabe – parou bruscamente para encará-la.

- Um dia você vai ler Hogwarts uma historia, você sabe que aqui tem muitos feitiços protetores?

- Sim e daí, o que isso tem a ver com o que o Harry e minha irmã estão fazendo?

- Um destes feitiços é justamente o Castus, que não permite que nenhum aluno avance o sinal.

- Mas eles devem estar se agarrando lá. Vamos logo Mione.

Eles pararam na frente do quadro da mulher gorda, que os olhou, e pediu a senha.

- Só pode ser brincadeira! Sai logo! Queremos entrar!

- Calma Rony! - E se virando para o quadro Hermione se dirige calma a mulher gorda.

- Não sabemos a senha, mas, por favor, nos deixe entrar.

- Minha querida, pedindo assim com educação é claro que deixo. E hoje não tem senha nenhuma, viu nervosinho? Era só brincadeira! – disse liberando a passagem.

Rony ainda a lançou-lhe um olhar fatal ao entrar na sala comunal.

- Eles não estão aqui.

- Devem estar dormindo e nem sabem que estão aqui sozinhos, Rony.

- Verdade que bobo eu fui, vem cá mione, quero terminar aquele beijo.

- Quer disser o Harry não pode agarrar a Gina, mas você pode...

- Mas, que barulho é esse? Disse interrompendo-a

- Vem do dormitório, parecem risadas!

- Aquele projeto de ouriço vai ver uma coisa. E subiu apressado a escada com Hermione ao seu encalço parou estático na porta com a cena que estava vendo.

Harry e Gina estavam recostados na cabeceira da cama abraçados, beijando-se com ardor, de uma maneira que não sobrava espaço entre seus corpos.

- MAS O SIGNIFICA ISSO! – Rony gritou da porta, já com as orelhas vermelhas, assustando o casal, e indo para a direção de Harry com o punho fechado ameaçadoramente. Este já havia se levantado vermelho de vergonha, mas, desafiava Rony com o olhar e disse.

- Não faça isso! - Já levantado os punhos, pronto para se defender.

- Rony! Calma, não fizemos nada de mais. – Se adiantou Gina.

- Como não? Não dava para saber quem era quem de tão agarrados que vocês estavam! – Exclamou nervoso. -Você parecia uma... Uma... – Não conseguindo terminar a frase.

- Uma o que Rony? Vamos fale logo uma, o que? - Gritou Gina enfurecida.

- È Rony uma o que? Afinal nos não estávamos prestes a fazer isso também? Falou Hermione com magoa na voz.

- Uma qualquer Gina, ah! Uma você sabe o que! Cuspiu as palavras com raiva nem percebendo a pergunta de Hermione.

- NÃO FALE ASSIM DELA EU NÃO ADMITO ISSO – gritou Harry avançando para cima de Rony, que não recuou. Ficaram se encarando com magoa e raiva no olhar.

- Ela é minha IRMÃ e eu falo como quiser! Esbravejou Rony, cada vez mais vermelho.

- Então eu também sou uma qualquer Rony? Perguntou Hermione com os olhos marejados.

- Não Mione você é diferente! - Exclamou o ruivo percebendo a burrada que estava fazendo. – é que a Gina é minha irmãzinha e, esse brutamontes, estava se aproveitando da inocência dela. - Tentou remendar sem muito sucesso.

- Eu não sou inocente Rony? Hermione tinha lagrimas correndo em seu rosto.

- Não começa Mione, isso não tem nada a ver com você e sim com a minha irmã, e com ela eu falo como quiser. - O ruivo estava se sentindo cada vez mais perdido.

- Mas ela é a mulher da minha vida e eu não admito que você ou qualquer um fale com ela assim. E a Mione é uma irmã para mim, e você não me vê fazendo essas cenas. – Harry falou mais calmo olhando bem no fundo os olhos de Rony.

- O que você quer dizer com isso? Perguntou Rony olhando nos olhos do amigo

- Rony é que eu a amo e agora nada nem ninguém me impedira de viver esse amor, não quero perder a tua amizade, mas não me peça para escolher entre vocês, por que eu escolho a Gina, mas, se você quiser brigar ok. –sendo categórico.

- Mas... - Rony fitou a irmã que olhava firme para ele, sentiu a mão de Hermione no seu braço e baixou os punhos.

- Desculpa, não era pra ser assim, Mione me perdoa? Virou se para Hermione com um olhar muito envergonhado.

- Rony eu perdôo, por que sei que você esta cansado, mas não terá uma próxima vez, entendeu? Respondeu Hermione com um olhar firme.

- Não terá Mione, tentarei me controlar, prometo – disse olhando fundo nos olhos chocolate dela então virou – se olhando para Gina perguntou:

- Você sabe o quanto sofreu no verão passado e que com isso me fez sofrer também?

- Sei Rony.- Falou a baixando a cabeça, pois as lembranças deste sofrimento ainda eram muito vividas.
- E ainda assim você o perdoou por tudo?

- Sim, eu o amo muito.

- E se acontecer de novo? Surgir uma nova ameaça e ele te abandonar feito um saco de batata podre?

- Jamais faria isso novamente Rony, você sabe que foi pelo bem dela! E eu também sofri, ou que você pensa que eu sou? Falou Harry furioso.

- Eu sei que foi difícil para você também Harry, mas ela é minha irmã! Disse exasperado.

- Rony querido eles se amam e nada que você disser vai mudar isso é melhor você aceitar esse amor que lutar contra, de uma chance a eles! – falou serenamente Hermione, conseguindo acalmar Rony.

- Alem do mais agora a guerra acabou e nada nos impede de ficarmos juntos. – falou Gina firme olhando-o nos olhos.

- Você esta feliz Gina?

- Muito! - Falou com um sorriso lindo no rosto.

- Tudo bem então.- Virou-se para o Harry olhando bem nos olhos e falou serio -Faça-a sofrer uma única vez que eu acabo com você, trate de falar com os meus pais o mais rápido possível, evitem cenas como essa na minha presença, e seja bem vindo na família irmão, fico muito feliz por vocês terem se acertado – e foi puxando o Harry para um abraço sorrindo. – De todos os pretendentes dela eu sempre torci por você, mas cara ela é minha irmãzinha, então já sabe?- O que Harry respondeu com um aceno de cabeça. – abraçou Hermione e perguntou – podemos nos juntar com vocês nesta refeição?

- Claro. – falou Harry animado.

Terminaram a refeição e o cansaço os venceu ficou acertado que ficariam juntos no dormitório, Gina havia trazido uma poção do sono para Harry que a bebeu assim que se despediu de Rony e Hermione. Suas ultimas palavras antes de adormecer foram um pedido a Gina.

- Durma aqui comigo.

- Sim meu amor. – fechou a cortina e deitou ao lado de Harry e ficou acariciando seus cabelos ate adormecer sorrindo.

Rony e Hermione se dirigiram para a cama de Rony, onde mal Hermione fechara a cortina já sentiu os braços de Rony na sua cintura, com a cabeça apoiada em seu ombro ele sussurrou em seu ouvido fazendo-a se arrepiar.

- Você esta me devendo um beijo.

Ela se virou e deixando o rosto bem perto dele respondeu

- È mesmo, detesto dever algo, ainda mais para você. – disse sedutora, já inclinado à cabeça em direção a Rony e beijaram-se com volúpia, colando os corpos, as mãos deslizando acariciando cada centímetro um do outro e ainda abraçados se deitaram ficaram entre beijos, caricias e abraços ate adormecerem Hermione fazendo o peito de Rony como travesseiro.

Já era principio da noite quando Harry acordou não reconhecendo onde estava, levou alguns segundos para ele recordar tudo que aconteceu, sorriu ao se lembrar de tudo principalmente de que alguns de seus amigos não haviam morrido, não entendeu direito quando Gina lhe contou, mas, isso para ele era um alivio, sentiu a cama se mexer olhou para o lado e lá estava ela, a sua ruiva parecia um anjo dormindo, ficou ali admirando sua beleza até perceber que ela entreabria os olhos.

- Oi meu anjo, dormiu bem? – Perguntou beijando-a na testa.

- Sim e você?

- Também, vamos levantar? Se o Rony nos pega assim já viu! Falou brincando com um beijo carinhoso e saíram da cama.

Mal se viraram e ouviram um estalo forte, era mostro que aparatou no dormitório, quando os viu fez uma reverencia exagerada e falou.

- Senhor Potter vejo que já acordou, tenho esse bilhete para o senhor – e fazendo uma nova reverencia entrou a Harry um rolo de pergaminho com uma caligrafia muito elegante, que ele reconheceu, como sendo de McGonagall.

- De quem é Harry? - Perguntou Gina.

- Da professora McGonagall. Respondeu ainda lendo com feição intrigada.

- O que ela quer?

- Pediu para irmos, os quatro, no gabinete dela o mais rápido possível, a senha é apanhador. – se virou para mostro e pediu – Você pode trazer alguns sanduíches e suco para nos?

- Sim mestre. – e desaparatou com um estalo.

- Gi vai tomar um banho que vou chamar o Rony, você sabe onde a Mione esta?

- Harry não abre essa cortina – alertou Gina, Harry que já estava com a mão na cortina virou-se para ela com um olhar de quem havia compreendido e um sorriso atravessado nos lábios.

- Mas é claro, como não pensei nisso? Disse divertido imaginando que os amigos estavam dormindo juntos como ele e Gina.

- Vem, vamos tomar um banho depois chamamos eles. E pegando a mão de Harry se dirigiram aos banheiros, já estavam quase lá quando Harry parou, assustando Gina.

- Gi eu não tenho roupas! - Disse envergonhado.

- Tem sim! Lembra que você deixou umas peças de roupa na toca nas ultimas férias? – ele respondeu afirmando com a cabeça – Então quando retornei para a escola eu as trouxe. Dormir com elas era, um modo de ter você perto de mim. - falou num sussurro muito envergonhada.

- Você dormia com as minhas roupas? – Ela assentiu muito envergonhada. – mas isso é ótimo elas devem estar com esse teu perfume maravilhoso – e deu um beijo terno nos seus lábios.

- Harry me deixa ir buscar as roupas no dormitório feminino, vai indo tomar o teu banho. - Deu um selinho em Harry e foi feliz para o dormitório das meninas onde pegou roupas. Escolheu uma calça jeans clara, uma camisa preta e uma cueca branca, para Harry, sim ela tinha até cuecas para ele, pois sabia que um dia ele iria voltar, foi ao banheiro masculino e deixou as roupas dele e se dirigiu para o banheiro feminino para tomar seu banho, se arrumou com esmero, havia escolhido uma bata azul clara bordada com flores num azul mais escuro, uma calça branca e um conjunto de lingerie tambem brancas, ganhara essas roupas de Fleur no Natal. Com um feitiço secou e penteou os cabelos e decidiu deixa – los soltos. Olhou-se no espelho e aprovou o visual.

Harry terminou seu banho, vestiu-se com um sorriso nos lábios, sua camisa estava com o perfume dela, e se dirigiu à frente do banheiro feminino para esperar Gina, que não demorou em aparecer, estava simplesmente deslumbrante naquelas roupas trouxas.

- Uau! Que gatinha! – elogiou deixando-a rubra. Mas, ela ia deixar por menos.

- Olha quem fala, você está ótimo, parece um modelo. - Sendo a vez dele se envergonhar. Puxou-a para um abraço apertado e um beijo que começou calmo, mas estava ficando cada vez mais profundo, ele começou a sentir algo diferente, seu baixo ventre pulsava de uma maneira alucinada, estava com um desejo louco de acariciar e beijar cada pedaço do delicado corpo de Gina, claro ele já havia sentindo essa isso antes, mas nunca, de maneira tão intensa. Sentiu a mão de Gina nas suas costas por dentro da sua camisa, e um arrepio de prazer percorer sua coluna, querendo corresponder, fez o mesmo, levantou a bata dela e acariciou sua pele macia e quente das costas, beijou seu pescoço, o que arrancou um gemido da ruiva, num ímpeto já estava levando uma das mãos ao seio de Gina, percebendo o que iria fazer a centimetros do alvo, achou melhor parar com tudo antes de perder todo o controle. Separaram-se ofegantes, as vestes amarrotadas e os olhos transpareciam puro amor e volúpia. Harry abaixou a cabeça e percebeu que seu desejo por Gina estava visível por um volume na calça jeans, o que o deixou envergonhado, Gina que havia lançado um rapido olhar nesta parte do corpo de Harry estava com um sorriso tímido, mas satisfeito nos lábios. Mas, percebendo que ele estava envergonhado falou.

- Harry vem cá, deixa-me desamassar a tua roupa? - Tirou a varinha do cós da calça e com um feitiço deixou a roupa dele passada, fazendo o mesmo nas vestes dela, e perguntou naturalmente - Precisa ir ao banheiro de novo amor? – ele assentiu muito envergonhado, pensado que se Rony o visse naquela situação, ele levaria um soco do amigo e com toda a razão. Voltou após alguns minutos tentando parecer natural, perguntou:

- Gina me perdoa? Quase passamos o limite, eu estava com muita saudade de você. - Falou a olhando nos olhos, ela respondeu.

- Querido, não fizemos nada demais, e o que aconteceu foi com meu consentimento também. Alem do mais aqui na escola, jamais passaríamos o limite.- Percebendo o olhar intrigado dele esclareceu – Hogwarts possui um feitiço que impede isso Harry! Caso contrario não poderia ser uma escola mista não é? Os pais não permitiriam suas filhas ficarem em uma escola, onde tem tantos adolescentes com os hormônios em ebulição!

- É você tem razão, nunca tinha pensado nisso. - Respondeu pensativo.

Ela se aproximou dele oferecendo os lábios para ele que novamente os provou, mas antes do beijo, ficar mais profundo, separaram-se .

- Meu anjo! Vamos? Antes de o Rony acordar e nos pegar aqui. Disse Harry divertido e a pegando pela mão.

Já se dirigiam para o dormitório começaram a ouvir uma gritaria, apresaram o passo pensando ser uma briga típica de Rony e Hermione, mas estavam muito enganados, param na porta em choque com a cena que ocorria no dormitório, Rony e Hermione, estavam parados próximo à cama de Rony muito assustados assistindo a um briga de Mostro com Winky que já estavam aos berros:

- Você não vai incomodar o mestre Potter, Monstro não vai permitir!

- Winky tem que falar com o senhor Potter sim, Dobby pediu e Winky vai falar!

- Eu não permito que aborreça o meu senhor com os teus problemas! – esbravejou Monstro.

- Mas ele tem que saber, winky vai falar e Monstro não vai me impedir – os olhos de pires do elfo já estavam vermelhos de raiva.

- O que esta acontecendo aqui? – perguntou Harry assustando os dois elfos que se deram conta de que não estavam sozinhos.

- Mestre Potter – Monstro fez uma exagerada reverencia – Perdoe Monstro senhor, é a que Winky quer incomodar o mestre com um problema dela, e monstro não vai deixar. Falou lançando um olhar raivoso a Winky.

- Senhor Potter, Winky gostaria de falar com o senhor! – pediu o elfo muito envergonhada.

- Pode falar sim Winky – disse Harry compreensivo.

- Senhor, Dobby e Winky se casaram, senhor, e Winky teve um filho de Dobby. Dobby pediu para Winky falar com o jovem senhor para cuidar de Winky e do pequeno Dobby, se algo acontecesse a ele, e como ele... ele.... – não conseguindo terminar a frase, pois já estava chorando – Winky é uma elfa muito má, Winky nunca poderá ser feliz – falou entre soluços.

- Winky, não fica assim – Hermione já estava de joelhos abraçando Winky, que se afastou e a olhou como se ela fosse uma doida. Deixando Hermione muito sem graça. Rony revirou os olhosdivertido com a cena.

- Onde está o pequeno elfo, Winky? – perguntou Gina curiosa

- Jovem senhora – Winky fez um reverencia – ele esta na cozinha vou trazê-lo - e estalou os dedos e nos seus braços surgiu um embrulho, o que parecia uma toalha de chá muito velha e encardida, que se mexia, winky abriu e tirou de lá o que pareceu para eles o bebê mais feio que já haviam visto, tinha olhos azuis enormes, orelhas pontudas, era extremamente magro e a pele tinha um tom acinzentado, uma miniatura perfeita de Dobby, ele agitava as pernas e os braços sem parar, usava uma fronha embolorada como fralda. Mas, assim que seus olhos viram o Harry ele sorriu e estendeu os bracinhos, emocionando o moreno que o pegou no colo. Lembrando-se do amigo que havia enterrado no chalé das conchas.

- Winky é claro que cuidarei de vocês. – disse ignorando os resmungos de Monstro – mas, eu ainda não sei nem para onde irei ao deixar a escola, assim que eu tiver onde ficar venho buscar vocês. – tinha um pesar na voz, pois isso era uma de suas muitas duvidas, foi tirado de seu devaneio sentindo algo bater na sua perna, era Winky se atirara aos seus pés chorando e balbuciando:
- Nobre mestre, Dobby sempre falou para Winky de sua bondade e nobreza, Dobby não estava enganado. – falava numa voz esganiçada. – muito obrigado mestre. Winky terá uma casa pra cuidar novamente, Winky esta muito honrada senhor – e pegando o bebê do colo de Harry sumiu num estalar de dedos. Sendo seguida por monstro após uma reverência e resmungando algo sobre como elfos pequenos são chatos e que as elfas são importunas.

Deixando os quatro num silencio emocionado, cada um perdido em suas lembranças de Dobby.
Rony olhou para os dois e segurou a vontade de perguntar onde eles estavam, pois quando acordou não os achou no dormitório, e ambos estavam arrumados e com um olhar feliz, se roeu de ciúmes pensando no que eles estavam fazendo, tentou tirar isso da cabeça e quebrou o silencio perguntando:

- Vamos comer? Estou faminto! O que foi confirmado com o ronco de sua barriga.

- Por Merlim Rony, quando você não tem fome? - Hermione perguntou só para brincar com ele pois estava faminta também.

- Ora eu estou em fase de crescimento! Respondeu o ruivo com simplicidade.

- Vamos comer sim, e vocês tratem de tomar banho e se arrumar, a Professora McGonagall, quer nos ver no gabinete dela. - Falou Gina imitando fielmente a voz de sua mãe.

- E o que ela quer? - Perguntou Rony extremamente intrigado

- Não sei, ela não adiantou nada, só que era para irmos, os quatro, o mais breve possível. - Respondeu Harry.
- Será uma nova missão? - Perguntou o ruivo muito apreensivo engasgando com seu suco.

- Creio que não, dever ser algo sobre o nosso futuro na escola. - Falou Hermione pensativa, enquanto comia um sanduíche.

- Não saberemos até irmos lá, não é mesmo? Falou Gina colocando um ponto final nas especulações, enquanto se servia.

- Bom isso é verdade Gina, vamos tomar banho Rony? - Perguntou Hermione apresada, pois estava curiosa e detestava isso.

- Vai indo que, depois eu vou – respondeu Rony com a boca cheia – Deixe a minha mochila na porta do banheiro que já estou indo. – pediu já se servindo de mais um sanduíche.

Hermione virou os olhos, e seguiu para o banheiro levando a sua bolsa de contas. Ouviu Harry avisá-la que estariam esperando por eles na sala comunal. Saiu do banheiro, estava usando uma saia preta e uma blusa branca e encontrou Rony esperando por ela, ele a olhou de cima a baixo, assobiou e perguntou:

- É tudo meu? Com um sorriso maroto nos lábios.

- Sim, e isso - fazendo um gesto com o dedo indicando ele – é meu?

- Só seu. – falou com a voz rouca de desejo. Chegou perto do seu ouvido e sussurrou – quando voltarmos quero ficar a sós com você! – ela concordou com a cabeça, mordendo o lábio inferior, se beijaram e desceram abraçados para a sala comunal.

- Vamos? – perguntou Harry impaciente, já se levantando e pegando a mão de Gina, não lhe passou despercebido o olhar apertado de Rony.

Seguiram em silencio até a gárgula, onde Harry falou a senha e subiram pela escada circular até a porta onde bateram ouvindo a professora os mandar entrar.

- Boa Noite, conseguiram descansar? - Perguntou McGonagall, sem o habitual tom severo.

- Sim professora! – responderam os quatro juntos, o que rendeu um sorriso da velha senhora

- Ótimo. Os chamei aqui, para repassar algumas coisas que foram decididas mais cedo e já foram anunciadas no salão principal, mas como os senhores não estavam presentes. - Terminou a professora. – primeiramente parabéns pela destreza na batalha, vocês usaram feitiços dificílimos e isso é motivo de orgulho pra nós professores. – estava com o orgulho evidente na voz e olhava seus pupilos com admiração. Os quatro ficaram vermelhos e ela sorriu mais uma vez.

- Decidimos também que este ano letivo será anulado, não poderíamos considerá-lo como um ano normal, já que tivemos muitos alunos que não o cursaram e uma grade muito diferente da habitual. Então assim espero todos aqui no dia 1º de setembro. Falou frisando a palavra todos - A escola agora passara por uma reforma tanto física como na estrutura interna, teremos novos professores e novas matérias. – ao perceber o olhar surpreso deles perguntou: - vocês pretendem ter uma carreira não é mesmo? – com uma voz severa.

- Claro professora, eu ainda quero ser auror, mas... mais matérias? Perguntou Harry desolado imaginando mais deveres.

- Essas matérias serão extracurriculares, ou seja, um enriquecimento de currículo, ou uma preparação para a vida fora da escola. – esclareceu McGonagall.

- Que maravilha! - exclamou Hermione. – Mas não irão interferir nos N.I.E.M.S? perguntou com a voz ansiosa.

- Não senhorita Granger, já verifiquei tudo, essas matérias serão opcionais. - Falou encerrando o assunto. – Senhor Potter, tenho alguns assuntos para tratarmos. – disse olhando para Harry que a olhou assustado pensando no que viria agora.

- Que assuntos professora? - Perguntou curioso.

- Você será o capitão do nosso time de quadribol no próximo ano, e não aceito nada menos que a vitória, estamos entendidos? – ele assentiu com a cabeça e ela continuou – agora que já esclarecemos essa parte, vamos tratar de assuntos mais sérios. – disse com seu característico tom severo - Após a morte de seus pais alguns membros da Ordem resgataram todos os pertences da casa. – percebendo o olhar interrogativo de Harry explicou – objetos de decoração, roupas, livros, moveis, fotografias, jóias, brinquedos e outros objetos pessoais que foram salvos da explosão. Eu as depositei em um cofre no Gringotes e agora que você é maior de idade pode mexer nele, - entregou uma grande chave de ouro para ele. - a casa de Godric's Hollow também é sua. – entregou-lhe um pergaminho de aparência oficial. – Dumbledore pediu para lhe entregar essa carta, assim que você derrotasse Voldemort. – lhe passou um pergaminho contendo a caligrafia do velho diretor, Harry olhou para o quadro do professor e este lhe assentiu com a cabeça indicando para ele ler.

Harry começou a ler em voz alta, para todos na sala, percebeu que todos os quadros prestavam atenção nele:

"Caro Harry!
Se esta lendo esta carta é porque já parti para a outra grande aventura.
E você cumpriu a jornada que iniciamos sendo vencedor, da sua maior batalha.
Lembre-se que a vida sempre lhe trará desafios a serem vencidos, o que sempre é possível com persistência.
Sei que muitas vezes pareci um louco, exigindo de você mais do seria capaz um garoto da sua idade, deixando enigmas a serem descobertos, se fiz isso foi porque nunca duvidei de sua capacidade, nem da capacidade de seus amigos, que te completavam nas partes que você era falho, senhor Weasley com a sua alegria jovial, mas possuidor de uma coragem e um senso de companheirismo que poucos possuem, senhorita Granger uma inteligência e sagacidade que vi somente em algumas pessoas , a senhorita Weasley possui todas as qualidades dos irmãos alem de uma fé inabalável e todos possuidores de um coração puro e verdadeiro. Vocês possuem um dom, que é dado a todos, mas poucos o cultivam, esse dom é o amor, jamais se esqueçam desta força, e de seus derivados, a bondade, a amizade, a humildade, a paciência, a esperança e a fé, façam uso delas diariamente e teram uma vida feliz.
Sempre tive muito orgulho de vocês, e a certeza da vitória.
Todo vencedor merece uma recompensa, a que pude te dar foi à volta de muitos amigos queridos, não sei quantos ou quais amigos e colegas foram, mas espero que tenha gostado. Conhecendo-te sei que pegaria para si a culpa destas mortes, o que não é verdade.
Harry muitas, vezes errei com você, omiti fatos por medo ou por excesso de amor e zelo, peço-lhe perdão por isso. E principalmente pela volta de alguém que tive que manter escondido de você todos esses anos, na vida diversas vezes fazemos coisas das quais não nos orgulhamos, para termos um resultado desejado e essa volta foi uma delas, agora sei que vocês estão livres para aproveitarem a companhia um do outro. Espero que um dia me entenda e me perdoe, fui apenas um velho que amou e protegeu demais seus amigos.

Atenciosamente
Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore "

Harry terminou de ler a carta com lágrimas nos olhos e um nó na garganta, isso era refletido em todos presentes no gabinete, Gina e Hermione tinham as faces lavadas por grossas lagrimas, Rony tinha os olhos marejados e McGonagall assoou o nariz em seu lenço.

- Professora McGonagall quem voltou? Ele não esclarece nada na carta. - Perguntou Harry esperançoso olhando de Minerva para o quadro de Dumbledore que estava os olhando com um olhar divertido.
Antes que McGonagall. Pudesse responder ouviram batidas na porta.

- Já estava na hora de chegarem - exclamou Dumbledore e fez um pedido.

- Se importaria de abrir a porta senhorita Weasley – Gina se levantou caminhou até onde ficava a porta e a abriu, quando viu quem batia soltou um grito e abraçou o recém chegado que sorria ao ver a expressão incrédula dos três jovens que haviam ido até a porta assustados com o grito de Gina e de onde eles estavam sentados não era possível ver o se passava ali. Gina já havia soltado o recém chegado e olhava para Harry que não estava acreditando no que via.

- Mas você? Merlim não acredito! Mas como? Quando? Onde você estava todo esse tempo? O que aconteceu? - Despejou Harry sem se dar conta de tantas perguntas que fazia.

- Achei que você ficaria feliz em me ver, mas pelo visto me enganei. – disse o recém chegado fazendo Harry corar.

- Feliz? Isso é pouco para o estou sentindo! - Respondeu indo abraçar o recém chegado. – você é real, não é? Isso não é um sonho? – a aparição do homem a sua frente era tão maravilhosa que não parecia ser real, a vida estava realmente lhe dando coisas boas, e eram tantas que ele não conseguia raciocinar direito.

- Sim, sou real, e isso definitivamente não é um sonho. – respondeu divertido – sei que para você isso parece impossível, para mim no inicio também parecia, mas sim eu voltei, estou aqui e agora poderemos finalmente morar junto. Claro se você ainda quiser! Você quer não é?- perguntou ansioso

- Claro que quero. – respondeu rapidamente.

- Porque vocês não entram eu também gostaria de ver meu querido amigo e presenciar este reencontro. -Falou o Dumbledore de seu quadro.

Só então eles perceberam que estavam na entrada do gabinete da direção, sorrindo os cinco entraram no gabinete, chegando onde a iluminação era melhor, Harry percebeu como o homem a seu lado estava diferente.

- Sirius seja bem vindo de volta ao Reino Unido! Fez boa viajem? - Perguntou o antigo diretor

- Foi tranqüila. – respondeu o moreno que estava muito diferente. Ele estava com um corte elegante nos cabelos que estavam na altura dos ombros muito limpos, estava elegantemente vestido com uma calça social preta, uma camisa branca que estava com os primeiros botões abertos revelando alguns pelos do seu torax e uma capa de viagem preta bordada com fios dourados, suas feições estavam coradas e saudáveis, nos olhos haviam um brilho e uma vivacidade, que Harry só havia visto em fotos e lembranças na penseira. Em nada lembrava o homem que haviam conhecido anos antes.

- Ótimo. Chá para todos? – perguntou McGonagall, recebendo resposta afirmativa de todos conjurou xícaras e bandejas de bolos e biscoitos. Enquanto comiam ela perguntou a Sirius – Minha neta, não veio com você?

- Viemos juntos McGonagall, mas ela ficou em Londres, pela manha terá uma reunião no Ministério, e ela também não queria atrapalhar o meu reencontro com Harry, você sabe como a Sarah é. – respondeu divertido. Deixando Harry e Hermione intrigados, não sabiam que a diretora tinha filhos, muito menos netos.

- Sei, e como sei. – respondeu a diretora com um sorriso saudoso.

Conversaram sobre a caçada as Horcruxes e sobre a guerra, por algum tempo, até que McGonagall olhando o relógio falou.

- Nossa, esta tarde, hoje foi um dia muito diferente e feliz, mas temos que retornar a vida normal amanha. Há familiares e amigos que querem revê-los, que já devem estar todos no salão principal, e tenho que acertar os grupos de reformas e reconstrução do castelo. – disse se erguendo e seguindo para porta. Todos já estavam se direcionando para a escada quando Rony puxou Harry pelo braço e sussurrou:

- Empresta-me a capa da invisibilidade? Pediu com um tom de ansiedade na voz.

- Claro, esta no meu armário, mas por que você quer? – perguntou já adivinhando a resposta, mas não iria perder a chance de deixar Rony sem jeito.

- Quero fazer um passeio com a Mione, mas a minha família esta toda aqui. Se a mamãe nos vir, adeus passeio. – respondeu com as orelhas já vermelhas.

- Tudo bem, eu e Gina daremos cobertura, mas você fica me devendo uma, ok? – falou divertido com a situação do amigo.

- Harry mais uma coisa... - e cochichou algo em seu ouvido que fez Harry dar um sorriso de puro entendimento e concordar com a cabeça.

Já estavam no corredor quando Rony parou e puxou Hermione pelo braço e sussurrou.

- Vem comigo! - E a guiou para os dormitórios.

- Mas o que Rony? Porque estamos indo para os dormitórios, você não quer ver a sua família? Perguntou quando já chegavam na frente da mulher gorda.

- Quero, mas não agora! Agora eu quero ficar com você. - Falou com a voz rouca, perto do seu ouvido fazendo-a arrepiar, beijou seu pescoço e pediu – sobe no teu dormitório e pega uma capa grossa, esta um pouco frio lá fora. - Deu um selinho e foi em direção ao dormitório dos meninos onde pegou a capa de Harry, uma capa grossa para si. Saiu feliz para a sala comunal já imaginando se Harry teria feito sua parte no combinado.

Já estavam chegando no salão Harry chamou Gina, ela se virou e perguntou por Rony e Mione ele explicou o que Rony havia lhe falado, ela sorriu e concordou em dar cobertura a eles. Então Harry chamou Winky e lhe fez um pedido, ela saiu feliz para realizar o que seu novo mestre havia pedido e o fez com muito capricho.

Hermione não tardou a descer, estava corada e seus olhos brilhavam em expectativa e curiosidade.

- Pronta?

Ela assentiu e ele a pegou pela mão, assim que saíram no corredor ele os cobriu com a capa e foram para o salão principal, lá já viu Harry e Gina próximos a porta, foram até eles e Rony falou:

- Pode abrir!

Harry e Gina abriram a porta e já estavam saindo quando ouviram Molly os chamar. Sorriram e se viraram entraram novamente, ao passar por onde achavam que estavam Rony e Mione:

- Boa sorte! E juízo! - Falou Gina com uma voz divertida

- Já esta tudo arrumado, olhem bem o que vão aprontar. - Disse Harry num falso tom de seriedade.

- O que esta arrumado? – perguntou Hermione cada vez mais curiosa.

- É uma surpresa. Falou Rony, percebendo que ela estava ficando furiosa com o mistério, ele falou – Confia em mim? - Ela assentiu - então vamos.

E pegou pela mão e a guiou até a entrada do campo de quadribol, onde ele tirou a capa da invisibilidade e um lenço das vestes e a vendou, ela não agüentava mais de curiosidade, estava sendo guiada por Rony até pararem e ela sentir as mãos macias de Rony em seus cabelos desfazendo o nó que prendia a venda, esta caiu e as mãos de Rony foram para a sua cintura.

O que ela presenciou a deixou muito emocionada, havia uma tenda estilo árabe com um belo tapete vermelho peludo, almofadas multicoloridas de cetim, flores em vasos de cristal de exalavam um perfume delicioso, em um canto, uma mesa com varias delicias, garrafas de hidromel, jarras de suco, taças de cristal, pratos de porcelana, talheres de prata, candelabros de cobre com velas prateadas e fadinhas iluminavam o belo cenário. Hermione não acreditando no que via, tinha lagrimas nos olhos quando virou para Rony.

- Gostou? – perguntou o ruivo inseguro.

- Amei, mas como você soube? Perguntou muito curiosa a morena.

- Gina me contou, que você viu isso num filme trouxa e achou muito romântico, então eu pesquisei e com ajuda da Gina, do Harry e da Winky consegui fazer isso para você. – falou com simplicidade e uma voz apaixonada.

- Rony esta perfeito! – abraçou e beijou o ruivo, que a pegou pela mão e a guiou para dentro da tenda.

Rony fechou a entrada, ficando tranqüilo pois havia feito um feitiço de desilusão, agora ali seriam só os dois, com um sorriso maroto virou para Hermione que estava parada no centro da tenda admirando a perfeição daquele local. Rony foi até as almofadas se deitou e puxou Hermione para seu colo, beijaram-se com amor, o que no principio era um beijo terno estava virando uma explosão de desejos, Rony passava a língua nos lábios carnudos de Hermione e foi ao céu quando sentiu a língua da morena acariciando a sua, não tinham mais controle das mãos, que percorriam livremente o corpo um do outro.

Sentiu as mãos tremulas de Hermione abrir os botões da sua camisa, neste ponto separam os lábios, Rony terminou de tirar a camisa, deixando Hermione admirada com a beleza do seu tórax, que já estava bem definido, eles tinham desejo no olhar, tudo ali era propicio para o amor e o romantismo, Rony se encostou novamente nas almofadas, Hermione se deitou sobre ele, e se pós a acariciar o peito e os ombros de Rony, com as pontas dos dedos.

Rony gemia de prazer, aquelas caricias estavam mexendo demais com ele, Hermione num ímpeto de coragem passou as pernas pela cintura de Rony, sentando de frente para ele no seu colo, como ela estava de saia isso deixou suas intimidades muito próximas fazendo-os sentir o que provocavam um no outro. Ela ao sentir a ereção de Rony tão próxima da sua intimidade gemeu baixinho, perto do ouvido de Rony, o que fez o ruivo a pegar pela cintura e a apertar contra si, e nisto suas intimidades se roçaram mais, cada movimento de Hermione ele sentia uma onda de prazer e Rony não agüentando mais soltou um urro seco e Hermione gemeu alto e percebeu que pela umidade que havia onde seus corpos se ligavam que ele também havia atingido o êxtase. Ela descansou a cabeça em seu peito ele falou divertido:

- Mione acho que vou precisar de outra calça. – estava sorrindo mas também muito envergonhado.

- Nada disso eu sei um feitiço que resolvera isso. - Respondeu divertida.

- O que foi isso, Mione até onde fomos, a gente quase... – foi interrompido por ela que colocou os dedos nos seus lábios e falou.

- Fomos até onde é permitido, e você sabe que eu também quis. – ela o beijou e tornou a deitar a cabeça em seu peito e ele acariciando seus cabelos. Conversando sobre os mais variados assuntos.

Assim ficaram até a barriga de Rony se manifestar, comeram e resolveram que aquela noite passariam ali.