Capitulo II – A historia de Sarah

Enquanto Rony e Hermione se isolavam do mundo, o Salão Principal estava muito agitado. A aparição de Sirius provocou grande emoção nos presentes que não sabiam que ele estava vivo.

Molly que tinha chamado Harry e Gina os interrogando:

- Aonde Vocês vão? Agora é momento de festa – falou carinhosamente a matriarca.

- Íamos procurar o Hagrid, mamãe, ele me falou que precisava falar com o Harry. – respondeu rapidamente Gina e Harry recendo um olhar de Molly afirmou com a cabeça.

- Certo, mas deixem isso para amanhã, alguns comensais fugiram, e não quero ninguém andando por ai à noite – falou num tom protetor que só as mães empregam, e perguntou curiosa – onde Rony e Hermione estão? – já olhando para os lados procurando por eles.

- Mamãe, Hermione está naqueles dias, e acabou se irritando com Rony, e como discutiram já foram se deitar, a Srª sabe como ficamos nervosas se não tomamos a poção para isso, e com a agitação da guerra ela esqueceu de tomar. – mentiu Gina com uma perspicácia, que admirou Harry, Molly a olhava atentamente, em busca de sinais que declarassem uma mentira, não encontrando nenhum.

- Coitadinha, depois passo no dormitório para verificar se ela está melhor. – falou num tom extremamente maternal - Venham, a Minerva quer falar conosco. – já se virando e se afastando.

Quando ela já estava a uma distancia onde não os ouviria Harry pegou a mão de Gina e falou em seu ouvido.

- Nossa! Você foi rápida, hein? – elogiou orgulhoso da destreza dela - E se ela for ao dormitório e não achar a Mione? – perguntou curioso, imaginando o desfecho que essa mentira teria se a srª Weasley descobrisse.

Gina sorriu e respondeu.

- Isso eu resolvo com um feitiço, na cama da Mione, a mamãe ira pensar que ela esta dormindo. – respondeu com um sorriso maroto nos lábios. – é melhor irmos já estão nos olhado. – disse indicando onde sua família estava.

Harry olhou para lá e viu todas as cabeças ruivas os olhando e as feições dos mais novos não eram muito boas, engolindo a seco, foram para junto deles.

Muitas pessoas ainda estavam na escola para ajudar na reconstrução do castelo. As famílias que perderam entes queridos, já haviam ido para suas casas, cuidar dos funerais, alguns feridos estavam no St. Mungus, os corpos dos comensais e de Voldemort haviam sido enviados para o ministério, onde seriam colocados no véu da Câmara da Morte, a cerimônia seria assistida pelo Ministro e também por inomináveis, aurores e alguns familiares.

Na mesa da Grifinória onde se encontravam Harry, a família Weasley, Sirius, alguns professores e alunos o assunto era Snape, que não tinha família, mas todos na escola, principalmente Harry queriam fazer um belo funeral para ele. Esse era o assunto da discussão.

- Onde será feito o funeral dele? – perguntou Percy muito curioso.

- Ele me deixou uma carta dela estava anexo um testamento que já enviei ao ministério e na carta estava formulado um pedido, para que ele fosse sepultado, caso você autorize sr º Potter, no mesmo cemitério dos teus pais. – falou profª McGonagall.
- Claro que sim, profª ele fez tanto por mim, por amor a minha mãe, que merece essa homenagem. – falou emocionado Harry.

Ficou acertado que isso aconteceria no dia 04 de maio, dali a dois dias.

- Não acredito que o ranhento morreu de forma tão trágica. – falo Sirius pesaroso – Ele era um chato, mas tinha seus motivos, a família dele era problemática, e perdeu seu grande amor para Tiago e por ciúmes provocou a sua morte, a vida dele foi muito sofrida e difícil, desde a infância, mas o cara não era mal e temos muita culpa na personalidade fria e distante dele, meu Deus como o provocávamos quando estudávamos, nossa é vergonhoso só de lembrar. – complementou envergonhado.

Admirando a todos, com a maturidade, de seu discurso.

- Nunca imaginei que um dia ouvisse você falando assim de Severo. – olhava com admiração para ele. - Sirius, pelo visto o tempo passado na Alemanha lhe fez muito bem. - Disse McGonagall num tom carinhoso e admirado.

- É! O clima de lá é ótimo. – falou sonhador.

- Ou seriam as companhias? – mexeu com ele Lupin

- Oh sim as companhias, devo lhe dizer Minerva a tua família é maravilhosa, bom é minha família também – disse dando uma risadinha de lado. - afinal a Sarah é minha prima, distante, mas prima. E seus filhos Ártemis e Apolo são pessoas incríveis, ela dirige aquela escola com mãos de ferro, e ele é um auror exelente. – falou num tom de admiração o que deixou a diretora inflada de orgulho.

Harry percebeu o desconforto que o assunto provocava em Carlinhos, ele notou que o ruivo estava quieto e estranho, desde a chagada de Sirius, foi o único que não festejou a chegada dele, e quando Sirius falava da família de McGonagall ele o olhava com raiva, com a boca apertada e os punhos cerrados. Pensou em mais tarde conversar sobre isso com Gina ou com Sirius.

Mas, no momento outra coisa lhe despertava curiosidade.

- Essa Sarah é tua prima? Como assim? - Perguntou a Sirius.

- Sim, ela é trineta do Fineus Nigellus Black, o bisavô dela foi o maior desgosto na vida do velho. – falou sorrindo satisfeito. – ele recebeu o nome do pai Fineus Black, era a esperança de um futuro aristocrata esnobe, mas não, ele não era assim desde pequeno defendia os trouxas e os mestiços, quando entrou em Hogwarts foi para a Corvinal, era sem duvidas um traidor do sangue, foi deserdado e retirado da árvore geneológica, o velho nunca falou deste filho, nunca foi conhecer seus descendentes, para ele esse lado da família nunca existiu. – falou feliz e complementou – sempre havia alguém bom na minha família, e esse ramo deu ótimos frutos, não os conhecia até pouco tempo, mas são pessoas ótimas.

- Eles não ficaram na Inglaterra? – perguntou Gina.

-Não, aqui a vergonha de ter esse nome era demais para ele, então quando se casou mudou-se para a Bélgica, lá estabeleceu a família. – falou um tom pensativo.– Ele teve três filhos e duas filhas que estudaram na Kaiserburg uma escola de bruxaria em Nuremberg na Alemanha. A família ficou toda por lá. Somente um neto estudou em Hogwarts, Ludwick Black Holff que casou com a filha da Minerva. - Explicou paciente.

- Nossa que historia – falou Harry admirado. – eles continuam lá então? Perguntou Harry interessado.

- Sim quase todos. Ludwick assim que casou – revolveu morar aqui, mas como era auror e membro da Ordem foi morto pelo próprio Voldemort, o filho mais novo deles foi torturado até quase a morte com a maldição Cruciatos. - Falou muito triste com a lembrança.

- Ártemis e Sarah só se salvaram porque estavam lá em casa, lembro-me muito bem deste dia. – falou Molly com a voz triste - eu estava com quase quatro meses de gravidez, esperava você Gina – olhou para a filha com carinho - e não estava muito bem, os meninos eram pequenos e Rony um bebê curioso de um ano. Era um sábado frio do inicio de março e à tarde Arthur precisou ir ao ministério, como não podia ficar sozinha Ártemis, foi me ajudar, e Sarah que tinha feito oito anos na semana anterior foi com a mãe, ela sempre amou brincar com os meninos – olhou com firmeza para Carlinhos, que baixou o olhar. - Lud ficou em casa cuidando do pequeno Klaus, que tinha pouco mais de um ano e estava um pouco resfriado, jamais imaginamos que Voldemort conseguiria entrar na casa, ele torturou o menino na frente do pai, e quando o menino estava quase morto ele matou Lud. – o rosto de Molly estava lavado de grossas lágrimas e a voz cada vez mais embargada, não conseguindo mais falar sendo abraçada por Arthur deitou a cabeça em seu peito enquanto ele acariciava seus cabelos, ele também chorava.

- Isso foi demais para minha filha, ela resolveu mudar com os filhos para Alemanha, onde vivem até hoje, ela é diretora da escola Kaiserburg, meu filho acabou indo para lá alguns anos depois, fazer um curso de especialização de auror e conheceu uma alemã, se apaixonou, casou, formando família lá. Sarah veio estudar aqui em Hogwarts e Klaus fica na escola com minha filha, se ele não tivesse sofrido essa tortura, teria entrado na turma de vocês. – complementou Minerva, que também tinha lágrimas nos olhos.

A Srª Longbottom que também conhecia a história e estava as lágrimas com a lembrança, Neville perguntou:

- Ele ficou como... – não conseguindo formular a pergunta, recebendo um olhar carinhoso da avó, encheu-se de coragem e concluiu - como meus pais?

- Sim, meu filho. - Respondeu Minerva triste.

- Mas, por que Voldemort fez isso? - Perguntou Harry com raiva na voz, imaginado quantos horrores Voldemort fora capaz de provocar.

- Ele era membro da Ordem e auror, um dos melhores, era da equipe de olho tonto. E como eles haviam frustrado diversos planos, matado ou mandado para Azkaban vários comensais essa foi à vingança dele, começar a matar aurores, nas suas casas, torturando ou matando suas famílias na presença deles, para obter informações – sua feição era séria e a voz triste. – e assim colocar medo nos outros aurores que desistiriam de perseguir os comensais, foi assim que ele conseguiu entrar na casa dos Holff, ele torturou o fiel do segredo, até ele contar onde ficava a casa deles depois o matou. - disse Sirius, com tristeza.

- Suspeitamos que Voldemort além destes motivos, torturou o menino para fazer Lud, revelar onde era a sede da Ordem imaginando que ele fosse o fiel do segredo. – Concluiu Lupin com pesar na voz.

Segui-se um pesado silêncio, todos estavam imersos em pensamentos ou lembranças, às vezes ouvia-se um soluço de Molly que estava sendo abraça carinhosamente por Arthur ou de Minerva que era consolada por Lupin. O silencio foi quebrado pela chegada de Tonks com o pequeno Teddy nos braços, assim que ela se aproximou de Lupin, Minerva limpou o rosto, olhou pelo salão que estava cheio. Levantou-se cumprimentou Tonks e falou:

- Acho que todos já estão aqui. Darei alguns recados e depois volto. - Falou já se virando e indo para a mesa dos professores que estava quase vazia já que a maioria deles estava com suas famílias nas mesas das casas.

Tonks ao sentar ao lado de Remo bateu com o pezinho do neném num copo que caiu fazendo barulho, cumprimentou os presentes e afastou a manta do rosto de Teddy e o mostrou para Harry e Gina que sorriram.

- Boa Noite a todos! – falou profª McGonagall, fazendo os presentes virarem para ela e o silencio caiu pesado no salão. – tenho alguns recados a serem dados
- a reconstrução do castelo será realizada amanha no período da manha, o ministério enviará bruxos construtores e todo aquele que puder ajudar será bem vindo.
- A lista das cerimônias fúnebres está afixada nos quadros de avisos.
- O expresso de Hogwarts partira para Londres amanha as 15:00 horas. Quem precisar ir antes, pode usar a lareira da minha sala. Ou sair dos portões e aparatar.
- Quem tiver mudas de plantas mágicas, e puder nos dar uma muda de alguma da lista, afixada nos quadros de aviso, ficaremos agradecidos, as estufas foram praticamente destruídas.- falou olhando carinhosamente para professora Sprout.
- Quem tiver conhecimento no tratamento de criaturas mágicas e possa auxiliar Hagrid, deixe seu nome na lista que esta na mesa próximo a porta. – indicando com a cabeça onde estava à lista.
- E como último aviso alguns comensais escaparam e estão sendo caçados pelos aurores, e há algumas famílias que podem querer vingança por seus mortos, então apesar da alegria do momento devemos ser vigilantes e cuidadosos por algum tempo. - Falou muito séria – agora bom apetite. – bateu as mãos e surgiu o tão conhecido banquete.

Molly, Arthur e Augusta se levantaram com a desculpa de deixar os jovens conversarem sossegados foram para o outro extremo da mesa.

- Harry, quer pegá-lo? - Perguntou Tonks indicando Teddy com a cabeça

- Não sei, tenho medo de deixá-lo cair – falou um pouco corado.

- Deixa que eu pego, e te ensino. - falou Gina carinhosa, se levantou, indo até onde Tonks estava e pegou Teddy no colo, com cuidado, e retornou para onde estava.

Harry olhava a cena com amor, ela estava linda com aquele bebê no colo, sentiu um sentimento novo, era algo gostoso e confortável, e se pegou pela primeira vez na vida, sonhando com o futuro, um sorriso brotou em seus lábios.

Gina se aproximou e lhe explicou como pegar e lhe passou o pequeno. Que abriu os olhos e sorriu, fez uma careta e seus cabelos mudaram de azul claro para preto. O que fez Harry rir, e acariciar o pequeno afiliado.

- Ele gostou de você, não é com todos que ele faz isso. – falou Remo.

- Harry você já sabe que a madrinha dele é a Gina? - Perguntou Tonks.

- Não! Isso é maravilhoso! - Exclamou dando um beijo na testa da ruiva e ficou brincando com o afilhado que estava atento a tudo, e tentava pegar os cabelos de Gina ou os seus óculos, rindo gostosamente das caretas dos padrinhos. Deixando Harry cada vez mais seguro e tranqüilo com ele.

- Qual era o assunto que estava rolando antes? Estava um clima, tão pesado.

- Estávamos falando dos Holff. – esclareceu Lupin.

- Entendi. Realmente um assunto triste. – Falou num tom sério, pouco característico dela – você estava com eles não é Sirius? – perguntou.

- Sim, fiquei um tempo na escola e depois na casa da Sarah em Berlim. – respondeu.

- Estou com tanta saudade da minha amiga. Agora que a guerra acabou quero ir visitá-la. – tonks tinha uma alegria na voz ao falar isso.

- Não precisará ir muito longe. – falou Sirius maroto. Percebendo o olhar interrogativo de Tonks, deu um sorriso de lado e anunciou – ela está em Londres. Viemos juntos, mas como ela tem alguns compromissos em Londres, ela ficou lá, a deixei hospedada no Unicórnio's. À tarde ela vem para Hogwarts. – falou muito pensativo.

Flashback
Um casal surge em uma rua escura de Londres.
- Sarah você tem certeza que não quer ir comigo para Hogwarts?
- Sim, amanhã cedo tenho uma reunião com Kingsley, depois uma palestra St. Mungus, a tarde eu vou para lá. Não quero ficar viajando muito - falou a jovem decidida - e depois o castelo esta cheio, e é seu reencontro com o Harry. Minha presença ofuscaria o brilho da ocasião, – sua voz era divertida.
- Mas onde você irá ficar? – perguntou preocupado e não esperando a resposta continuou – a casa da minha mãe deve estar inabitável e não quero você sozinha lá, meu antigo apartamento não .Ele está anos abandonado, não acho apropriado você ficar no Caldeirão Furado desacompanhada. – ele tinha um tom protetor na voz.- Quer ir para um hotel trouxa ou ficar no Unicórnio's? - perguntou afinal.
- Quando venho a Londres sempre fico no Unicórnio's – respondeu divertida do jeito dele.
- Então vamos!
E desaparataram para o hotel. Após cadastrá-la e deixá-la no quarto se despediram com um beijo na face ela acariciou seu rosto e disse de forma carinhosa:
- Boa sorte no encontro, avise a vovó e obrigada por cuidar tão bem de mim. – ela estava com os olhos brilhando.
- Isso é um prazer. Você também cuida de mim. – sorrindo maroto piscou um olho e continuou – me colocou na linha. - Falou divertido. Beijou sua testa, e quando estava se virando ela o chamou.
- Sirius! Mande uma coruja me avisando quando ele for embora. Não quero encontrar com ele. - Falou com a voz triste, e percebendo o olhar de Sirius completou - Sei que tenho que falar para ele, mas não agora.
- Mando sim. Você se cuide, caso precise, me chame que venho na mesma hora. – falou muito sério, ao se virar tinha um sorriso nos lábios, pois sabia que o real motivo dela ficar, era o medo de encontrar o ex-noivo.
Fim do flashback

- Sério? Isso é ótimo. – Tonks tinha uma expressão de pura alegria.

- Desculpem a minha ignorancia, mas o que é o Unicornio's? – perguntou Harry curioso

- É o melhor hotel bruxo de Londres, estremamente limpo e arrumado, o oposto do Caldeirão Furado. – explicou Sirius.

- Ela ficará chocada com a morte do Snape, ela gostava muito dele, não sei como, mas gostava.

- A Srta. Holff parece ser uma pessoa muito legal, queria conhecê-la - falou Harry.

- E vai! Não faltarão oportunidades, além do mais ela será a nova profª de poções de vocês, no próximo ano em Hogwarts e depois no curso de auror. - Explicou o moreno.

- Nossa Sirius como você esta por dentro da vida da Sarah! – falou Carlinhos e em sua voz tinha um misto de mágoa e rancor.

- E como não estar, se morei na casa dela, e a admiro muito uma jovem de vinte e cinco anos, que passou por tantas coisas deu a volta por cima, realizou coisas incríveis, tem os estudos reconhecidos mundialmente, livros publicados, tinha tudo para ser esnobe, mas ao contrario nunca vi pessoa mais simples, doce, bondosa e carinhosa. – falou duro.

- Isso parece paixão, pela Srta. perfeita, Black. - Falou o ruivo sarcástico.

Antes que o clima esquentasse já que Carlinhos tinha as orelhas vermelhas e sírios estava estreitando os olhos Lupin conhecendo bem os dois sabia que dali a pouco estariam duelando Perguntou:

- Vocês estudaram juntas não é Tonks?

- Sim, lembra da nossa turma Gui?

- E tem como esquecer? Éramos tão unidos e bagunceiros. E nunca vi meninas tão opostas e de casas diferentes, mais grudadas que as duas, se os professores soubessem o que vocês faziam duvido que as notas da Sarah ou o parentesco dela com McGonagall impedisse a suspensão de vocês. - Falou divertido

- Hei! Eu também tinha boas notas. – se defendeu Tonks rindo

- E o que elas aprontavam? -Perguntou lupin curioso, com a sobrancelha erguida.

- As duas eram um terror, estavam sempre juntas, sempre foi proibido alunos de outras casas
dormirem fora dos dormitórios, elas tinham a mania de a cada noite ficar em um dormitório, da Lufa-Lufa ou da Grifinória, no inicio escondiam dos colegas, depois já era normal ter a Tonks na nossa torre.- falou divertido – iam a floresta proibida, sozinhas, à noite ou nos finais de semana, tinham uma estufa secreta e perdi a conta das vezes que invadiram a sala de poções, DCAT ou a biblioteca. Além é claro das bagunças normais, estilo ir a Hogsmeade antes da idade permitida. E com o passar dos anos coisas características da idade. – olhou de uma Tonks muito sem jeito para Carlinhos que ficou vermelho.

- Sei! Mas me poupe dos detalhes.– falou Lupin brincalhão.

- Foi no nosso terceiro ano que vocês começaram a namorar não foi Carlinhos? – provocou Tonks e não esperando a resposta dele continuou – lembro até hoje da briga de vocês no nosso último ano.

- Se o assunto só vai ser esse eu vou dormir. Boa noite. - Falou Carlinhos se levantando da mesa bruscamente, e indo para os dormitórios pisando duro.

Lupin falou ao ouvido de Tonks.

- Você foi indiscreta, amor.

- Ele merece – percebendo o olhar interrogativo de Lupin ela continuou – depois te conto.

- Essa briga deve ter sido feia, - Falou Gui que estava surpreso com a atitude do irmão - sempre quis saber, mas ele nunca me contou, disse que se eu soubesse ia socar ele, e como já não estava mais na escola e os meninos nunca contaram não soube.

- Ele nos proibiu de falar os detalhes para você. – se defendeu Percy.

Eu posso contar. – falou Tonks decidida.

Flashback

Era inicio de verão, e os alunos de Hogwarts estavam aproveitando os jardins, no dia anterior tinham feito sua última prova, agora para os alunos do quinto e do sétimo ano era esperar pelos resultados que definiriam seus futuros.

Um grupo se destacava dos demais, não só pelo tamanho ou pela diversidade de uniformes e idades, mas pela alegria que emanavam. Ali no meio deles tinha um rapaz ruivo, que contrastava com os demais, ele estava muito pensativo, sério e quieto. O que chamou a atenção de uma moça se aproximou dele e perguntou:

- O que foi? Não esta feliz com o final das provas? – brincou tentando animá-lo

- Não é isso! – falou muito sério assustando-a ainda mais, ela tentou pegar a mão dele, mas ele não permitiu.

- O que aconteceu amor? Fala-me! – ela estava desesperada para entender a mudança tão rápida no humor dele, por que na noite anterior, enquanto faziam a ronda, e aproveitavam para namorar, ele estava feliz e faziam planos juntos e agora estava assim.

- Sarah! Precisamos conversar! – a pegou pela mão e a afastou um pouco do grupo, sentando-se em baixo de uma arvore próxima a puxou para o seu lado e falou a olhando nos olhos.

- Recebi uma coruja hoje, ela trouxe uma carta. – começou e como não continuava ela resolveu mexer com ele

- Que eu saiba é isso que elas trazem ou então encomendas – sua voz era divertida, tentando esconder o medo e a angustia que nasciam dentro dela.

- Não tem graça – falou ríspido, o que a magoou, e continuou num tom mais calmo. – lembra que ontem eu te falei da proposta da seleção de quadribol da Inglaterra?

- Lembro, comemoramos muito isso. - Respondeu séria

- O que vou te falar uma coisa agora e te peço para não me interromper até o final está bem?

- Ok!

- Você sabe que eu amo lidar com criaturas mágicas - ela afirmou com a cabeça e ele continuou -e o profº Kettleburn mandou copias daquele trabalho que fiz sobre Dragões, para alguns amigos dele chefes de reservas de dragões me indicando ao cargo de aprendiz. Hoje recebi uma proposta praticante irrecusável, bom salário, chances de crescer, de estudar enfim um ótimo futuro. Tudo que eu sempre sonhei – ele baixou a cabeça triste.

- Mas amor por que essa tristeza? – perguntou não entendendo.

- Porque é na Romênia, lá no fim do mundo, distante de todos que eu amo, por um ano e meio, não poderei sair de lá e visitas somente nos feriados e só da família. É por isso. – falou com raiva na voz

- Calma! Carlos! Logo você recebe uma proposta de uma reserva mais perto.

- Já recebi e essa é a melhor, e já aceitei, está decidido. Eu vou embora.

- Como assim ir embora? Já decidiu sem conversar comigo? – ela estava com lágrimas nos olhos, mas a voz era firme.

- É a minha chance, meu sonho, meu futuro e eu irei já decidi – falou tão alto que assustou alguns pássaros que estavam na árvore e chamou a atenção dos colegas que estavam próximos, pois nunca viram os dois discutir.

- Sim e eu? O que sou para você? E os nossos planos? – falou também em voz alta e já se pondo em pé.

- Você é a mulher que eu amo, é por você que vou seguir esse sonho, mas não me peça para escolher prefiro te perder a deixar escapar essa oportunidade. Os planos podem esperar - Falou ainda mais alto, todos ao redor olhavam a cena, Sarah, que não entendia o por que daquela reação, pois sempre que tinham um ponto de divergência, conversavam e decidiam juntos, estava muito magoada, olhou bem do fundo dos olhos dele e falou calma apesar das grossas lágrimas.

- Já acabou?

- Sim – falou mais baixo.

- Então é a tua vez de me ouvir sem interromper.

- Ok!

- Que bom que você já decidiu o teu futuro, eu jamais te pediria para abrir mão de um sonho, a distância é grande sim, nesse tempo que você estaria impossibilitado de me ver, poderíamos usar corujas e depois deste período, somos bruxos, temos chave de portal, pó de flú e aparatação, e eu também tenho sonhos e planos, você sabe disso melhor que qualquer um, quero fazer o curso de Auror o mais rápido possível, para poder me dedicar ao curso de medibruxa, EU também não terei muito tempo para você, também vou estudar e trabalhar, sabemos que se aceitasse jogar quadribol não seria muito diferente, sempre viajando ou na concentração. Ainda não entendi o motivo da tua explosão ou do egoísmo de decidir tudo sozinho. Você deve ter teus motivos, não me interessa sabê-los agora. Estou muito magoada, e qualquer coisa que você falar pode piorar as coisas e estragar até a nossa amizade. Boa sorte na tua vida, seja muito feliz. Um dia me mande uma coruja contando o que esta acontecendo. Adeus! - Se virou e saiu andando firme os espectadores abriram espaço para ele que assim que tomou uma distância correu para o seu esconderijo, uma pedra que ficava nas margens do lago e era oculta por arvores e arbusto, sentou-se lá e deixou toda a magoa sair do seu coração.

Seus amigos que presenciaram a cena estavam muito tristes, Tonks falou.

- Simon cuide do Carlinhos. Vou atrás da Sarah. – já se virando e indo à direção de onde ela sabia que a amiga estava.

Carlinhos ainda olhava para onde ela estava minutos antes, sentiu uma mão forte em seu braço olhou para Simon e pediu:

- Vai atrás da Sarah.

- Tonks já foi.- sua voz era calma e firme - Eu vou cuidar de você.

- Sou um idiota, você viu o que eu fiz? A burrada sem tamanho! Cara o que me deu? Sei que se falasse numa boa com ela teria evitado tudo isso. Ela sempre me apoiou, sempre esteve do meu lado e agora por minha culpa a perdi. – lágrimas escorriam dos olhos do ruivo.

- Vem cara, vamos para dormitório amanha vocês conversam.

Antes de seguir o amigo virou-se para os irmãos e pediu.

- Nem uma palavra disso para o Gui. – falou muito sério para os gêmeos e Percy.
E foi de cabeça baixa para a torre da Grifinória.

Fim do flashback

Até aqui

Tonks contou a todos o que se lembrava e finalizou.

- Pior que não teve conversa no dia seguinte, depois que ela se acalmou, decidiu ir falar com Dumbledore e pedir autorização para voltar para casa deu como desculpa que não teria tempo para ficar com a mãe e o irmão antes de começar os estudos para auror, ele a olhou nos olhos, tenho certeza que usou Legilimência, mas como ela era ótima em Oclumência, já que para esconder coisas da mãe teve que aprender cedo. Não sei se ela permitiu a ele acesso a tudo o que aconteceu, sei que ele a olhou triste e perguntou se ela tinha certeza, ela disse que sim e ele providenciou uma chave de portal, as coisas dela a McGonagall recolheu no dia seguinte e mandou para ela, nem na formatura ela veio.

- Com certeza socaria ele muito.- falou Gui sério. – agora sei por que a mamãe cada vez que olhava para ele tinha raiva no olhar, ou tratava ele seco, sempre pensei ser pela mudança dele, e como já estava no Egito nem dei muita importância.– falou pensativo.

- Mas a mamãe não o perdoou fácil, ela tinha festejado muito o namoro deles, ela é filha da melhor amiga da mamãe com o melhor amigo do papai e afilhada deles, passou a infância lá em casa, resumindo protegida da mamãe, então quando soube do que aconteceu, lógico que por um descuido nosso, ficou uma fera com ele e sempre que podia falava dela – disse Fred.

- Deixava fotos deles pela casa. - Continuou Jorge

- Sempre que recebia uma coruja falava – ah! Pensei que fosse da Sarah. – Fred falou imitando a voz da mãe.

- Fazia os pratos favoritos dela e lembrava isso a ele. – Sarah ama essa torta! – ou – Essa recita foi a Sarah que me ensinou! – disse Jorge imitando a voz da mãe tão perfeita, quanto o irmão.

- Ela sempre passava férias lá em casa, então ela tinha muitas roupas lá, vocês lembram quando a mamãe lavou todas as roupas dela e colocou na cômoda do Carlinhos? – perguntou Gina.
- Essa só não foi mais cruel do que aquela que ela colocou o perfume da Sarah na água que enxaguou as roupas dele, todas ficaram com o perfume dela. - Lembrou percy

- O Natal daquele ano passamos na Romênia com o Carlinhos, pediu a coruja dele emprestada para mandar o tradicional suéter para ela. – lembrou Gina.

- Colocou cartas que ela mandou para ele na época do namoro no meio das paginas do profeta diário, ah! Essa fomos nos, não é Jorge? - que afirmou com a cabeça. - Falou Fred

- Mamãe sabe ser cruel. – disse Jorge.

- Ele se arrependeu amargamente do que fez. – completou Fred.

- Cara nunca mexa com um protegido da mamãe – falou Jorge sério.

- Ela sabe se vingar. - Concluiu Gui sorrindo e imaginando como seu irmão pagou caro a burrada que fez.

O que rendeu um olhar enciumado de Fleur. Mas antes que pudesse se pronunciar Tonks falou

- Quando nos reencontramos no curso de auror, quase não reconheci a Sarah, ela não tinha mais o brilho no olhar, não brincava mais com a gente, sorria pouco, nunca perdeu a natureza carinhosa e prestativa, mas algo havia morrido dentro dela, só estudava, levou isso tão a sério que logo não tínhamos mais aulas juntas, era sempre a primeira a pegar as técnicas ou feitiços novos, ela foi à primeira bruxa da história há terminar o curso em um ano e meio. – a voz de Tonks estava nostálgica.

- Como assim terminou o curso rápido? - perguntou Harry interessado.

- O curso de auror pode ser feito em até três anos, isso vai da destreza dos aspirantes, lógico que ao final de cada ciclo os piores são eliminados. Se você pegar logo o que é ensinado numa matéria do ciclo você já passa para a próxima, o normal é o curso ser feito em dois anos e meio. E assim que acabou voltou para a Alemanha, nós sempre estavamos em contato, pelas cartas dava para perceber que ela não estava feliz.- explicou Tonks calmamente.

- Uau! Ela foi bem rápida. . – admirou Harry - Devia amar isso.

- Pior que não, o sonho dela era ser medibruxa, para descobrir uma poção que traga a cura para seu irmão e outras vítimas do cruciatos, ela só fez o curso por que prometera ao pai, quando era criança, ela estava era fugindo de Londres, ou melhor, esse era o prazo para ela fugir de Carlinhos. - concluiu Tonks.

- É mesmo! – falou Harry pensativo. - Mas eles nunca voltaram a ficar junto? - Perguntou, sabia que era errado falar da vida das pessoas, mas estava curioso, e nunca tinha tido a oportunidade de conhecer a historia de vida de outras pessoas além da sua, que para ele ainda tinha mistérios. E isso que estavam fazendo ele sabia que não era fofoca, pois quem contava eram amigos e familiares, e não denegriam a imagem dos envolvidos, estavam apenas lhe contando a interessante vida de uma amiga.

- Voltaram sim graças a Molly Weasley, que fez uma armadilha tão bem pensada que eles não tinham como não cair. Ela passou quase dois anos planejando – falou percy

- Já havia acabado o período de reclusão do Carlinhos, e ela sabia que Sarah estava de folga na escola de medibruxa na Alemanha. - Falou Fred.

- Nos estávamos na escola e Gui no Egito. – continuou Jorge.

- Ela mandou um convite para a Sarah vir jantar em casa, mas omitiu que Carlinhos estava lá de folga. - Disse Gina com um sorriso de lado.

- Como era 30 de Outubro, aniversario da mamãe ela não pode recusar. – disse Gui entrando na brincadeira.

- Ela também esqueceu de avisar a Carlinhos que Sarah vinha jantar com eles, só avisou que teriam um jantar especial, as 19:00 horas naquela noite. Que era para ele se arrumar bem, pois teriam convidados. – falou Gina.

- Ele inocente se arrumou – falou Fred fazendo cara de anjo.

- E ela veio via chave de portal, tão inocente como uma lebre, nem sonhava que ia cair em uma armadilha. – foi à vez de Jorge fazer cara de anjo.

- Mamãe que havia colocado um feitiço de Imperturbabilidade nas escadas, quando ela chegou, recebeu a presa com amor e carinho. – os gêmeos falaram juntos fazendo gestos uma caras engraçadas arrancando risos de todos.

- A mandou para a sala. E com a desculpa de terminar o jantar e recusando a ajuda dela, a deixou sozinha ali. Colocou outro feitiço de Imperturbabilidade na porta e foi para a cozinha, esperar Carlinhos descer o que não demorou nada chamou ele e o levou até a sala, foi um choque para ambos, não se viam há anos e não esperavam se encontrar ali. - Falou Gina num tom de conspiração. - Antes ela já havia preparado a sala com Feitiço Anti-Aparatação, Feitiço Anti-Desaparatação e Colloportus em todas as portas e janelas, e falou que era para eles conversarem que ela só os soltaria quando terminassem de falar tudo que queriam um com o outro se quebrassem algo não tinha problema, eles tinham é que se acertar. Fechou a porta com um feitiço e foi jantar tranqüilamente com o papai, quando abriu a porta os dois já estavam aos beijos no sofá. – concluiu Gina sorrindo marota.

- Lembrem-me de nunca mexer com a Molly – falou Lupin brincalhão.

- Quando eles reataram, ela voltou ao normal, alegre e brincalhona como sempre. – disse Tonks com um ar sonhador.

- Se eles voltaram, por que esse desconforto do Carlinhos sobre o assunto? - Perguntou Harry sem segurar as palavras.

- Eles terminaram de novo, dessa vez não sabemos o motivo ainda. - Esclareceu Gui – estavam juntos e felizes ela só não foi no nosso casamento por que estava fazendo um curso no Brasil. Inclusive ele falou numa surpresa para depois da guerra. Eram um casal feliz, até dois meses atrás, ele não me falou nada, mas também com tantas coisas acontecendo ainda não pude conversar com meu irmão. – concluiu triste.

Não passou despercebido a Harry o olhar trocado entre Sirius e Tonks deixando claro que eles sabiam o motivo nas não contariam.

- Mas seja o que for tenho certeza que eles voltam – Gina tinha esperança na voz – não consigo imaginar um sem o outro.

- Vamos falar de outra coisa a mamãe esta vindo e ela não sabe que eles terminaram. - Alertou Fred.

- Onde você pretende ficar Sirius? – perguntou Lupin mudando rápido de assunto.

- Não sei ainda, estou pensando em ficar no caldeirão furado até achar uma casa ou um apartamento em Londres ou outro local para morarmos, mas tenho que conversar com Harry ainda. - respondeu o moreno.

- Podem ficar lá em casa. – convidou Lupin - temos um quarto de hospedes.

- Ou lá n'A Toca - falou Molly que chegou nesta hora.

- Faremos assim. Harry fica n'A Toca e eu na casa de vocês. – resolveu sabiamente Sirius

- Ótimo! Crianças já esta tarde, e amanhã começaremos cedo na reforma – Molly falou de maneira maternal, mas que não aceitava recusas. - onde está Carlinhos?

- Já foi deitar mamãe. – respondeu Gina -Já vamos não é Harry?

- Vamos sim estou cansado. – respondeu bocejando.

- Nos também já vamos – os gêmeos falaram juntos, já se levantando, enquanto Gina entregava Teddy, que já dormia, a Tonks.

- Vocês dois ainda não, preciso falar uma coisinha com vocês. – se adiantou a matriarca, enquanto Harry e Gina se afastavam sorrindo pela atitude de Molly.

- Mamãe a Srª está louca? Perguntou Jorge fazendo um gesto característico.

- Demente ou o quê? Terminou Fred.

- Simplesmente sei o que estou fazendo. – respondeu olhando o casal que se afastava com carinho.

- Vocês viram que aquele projeto de ouriço estava de mãos dadas com a Gina? – Fred estava com indignação na voz

- E nem pediu a nossa permissão para isso. – Jorge que tinha a mesma indignação do irmão concluiu.

- Vi, e sei que eles são jovens, se amam, e merecem um pouco de privacidade. - Falou calma – e depois ele tem que pedir permissão para seu pai e para mim.

- Dêem a eles uns 10 minutos de dianteira. – falou rindo Arthur.

Ao se dirigirem para a torre da Grifinória, o jovem casal conversava.

- Essa moça que vocês estavam falando parece ser boa pessoa.

- É sim Harry, uma pessoa incrível, sabe quem me lembra ela? – percebendo o olhar interrogativo dele continuou - Lógico com muitas mudanças de temperamento e aparência. Mas a inteligência é a mesma da Hermione.

- Você percebeu que o Sirius e a Tonks sabem o motivo da separação deles?

- Ãhã! - Respondeu mordendo o lábio inferior e olhando para cima.

- Você também sabe? – falou surpreso.

- Sei, sempre fomos amigas, apesar da diferença de idade, ela sempre me tratou como uma igual, e o pior acho que sou a única, a saber, a história dos dois lados. – sua voz era triste

- Como assim?

- Logo depois que eles brigaram ela me mandou uma coruja, você sabe que não tínhamos mais privacidade nas correspondências? – ele afirmou com a cabeça - então uns dias antes das férias de páscoa, levei um susto, estava indo para os jardins com a Luna e o Neville, quando vi um lobo prateado escondido atrás de um arbusto me olhando, Neville já estava puxando a varinha, quando falei para ele que era um patrono e conhecia a dona dele, pedi para me darem cobertura. Agachei-me perto dele e ele sussurrou - Brena te espera no local de sempre. - E sumiu, olhei para a entrada da floresta e vi a coruja negra da Sarah, corri para lá e pedi para Neville e Luna ficarem de guarda, quando peguei a carta, a Luna gritou, me chamado, virei antes de esconder a carta, Profº Snape me viu com a carta na mão, gelei, mas ele olhou para a coruja e falou - guarde logo isso menina.- Se virou e se afastou enfiei a carta dentro da blusa e pedi licença para os dois e fui apressada para o banheiro. Onde li a carta mais triste da minha vida. Confesso que devo ter lido umas cinco vezes, para acreditar. Destruí a carta com um feitiço antes de sair do Box do banheiro. - Seus olhos estavam marejados. - Mas não posso te contar nada, ainda mais aqui, se a mamãe souber o que eu sei, pela boca de outra pessoa que não da Sarah, acho que ela mata o Carlinhos.– falou triste e pensativa

- É tão grave assim?

- Pior que é . -Falou tão séria que assustou Harry - Esse foi o lado da Sarah, o lado do Carlinhos descobri quando fui resgatada dias depois, ele me contou a versão dele, o pior é não podia falar nada pra ele.- A voz dela estava indignada.

- Meu anjo, tem como ajudá-los?

- Pior que até os dois cabeças duras conversarem não. Sei que não vai demorar, mas até lá os dois vão sofrer. Mas sabe o que é o pior?

- Não. – respondeu com sinceridade, mas como conhecia o genio desses ruivos já imaginava o motivo.

- Tudo não passou de mais uma atitude impulsiva e ciumenta de um Weasley macho. – riu triste

- Como assim? – estava cada vez mais curioso. Era tão bom falar de outros assuntos que não fosse a guerra ou a caçada.

- Deixa eu te explicar sem te contar os fatos. – falou já mais alegre. – meu irmão viu uma coisa inocente, mas imaginou outra e aconteceu uma coisa ótima com a Sarah, quando ela foi contar para ele. Ele se vingou do que viu. O que arrasou ela e quase aconteceu uma tragédia. Só mais uma coisa o Sirius está envolvido na história. Mas tenho certeza que ele não sabe disso – finalizou sorrindo da cara dele. - Entendeu não é?

- Tudinho. – respondeu divertido.

- Logo, você vai entender, te prometo. – falou divertida, deu um beijo nele e falou – obrigada.

- Por que obrigada?

- Você não sabe o quanto me aliviou falar isso com você, mesmo não podendo te falar tudo, foi tão bom – disse com sorriso lindo nos lábios.

- Pode falar tudo comigo sempre Gi. Sobre qualquer coisa, chega de segredos entre nós. - Falou a beijando na testa.

Já estavam na frente da mulher gorda e entraram

- Será temos um tempinho para namorar antes de um Weasley macho ciumento e impulsivo chegar? -Perguntou brincando com ela.

- Acho que uns 10 minutos. - Respondeu divertida.

- Então é melhor aproveitar. – Harry estava com uma carinha safada, que provocou um sorriso em Gina.

Ficaram no sofá da sala comunal aos beijos, abraços e caricias, até serem despertados por um estouro e pela voz grave da Molly, pularam um para longe do outro. Harry agarrou a primeira almofada que viu e colocou no colo. O que fez Gina rir da cara dele.

- Parem com isso meninos, vão acordar o castelo inteiro. – falou Molly severa. – não sei onde errei com vocês. Olhem seus irmãos, nunca agiram assim. – sua voz era firme, mas divertida.

- Mamãe, isso é porque eles sempre esconderam, - a voz de Fred era solene.

- Mas nos somos sinceros e fazemos o errado na sua frente. – completou Jorge também solene

- Vocês sabiam que eu amo vocês? – falou sincera, mas tão de repente assustando os gêmeos. – me fazem tão feliz. Tenho orgulho de vocês filhos! – sua voz estava emocionada e foi já abraçando e dando um beijo em cada um.

- Você esta bem mamãe? Perguntaram juntos. Com os olhos arregalados.

- Alguma dor? - Começou Fred olhando a mãe com um olhar piedoso.

- Febre? - Jorge levou a mão à testa de Molly.

- Será um sinal do fim dos tempos? -Se olharam e falaram juntos fazendo caretas de terror.

- Quais são os sinais? – Perguntou Jorge fazendo cara de apavorado e olhando para o irmão. E mostrando as mãos.

- Harry e Gina juntos. - Falou Fred apontando e olhando para o casal no sofá, não lhe passou despercebida a almofada puída que estava no colo de Harry, ele estreitou os olhos, mas continuou a brincadeira.

- Rony e Hermione finalmente juntos - Jorge fez cara de até que enfim e mostrou o dedo correspondente ao numero dois.

- Voldemort morto. – Fred, fez cara de alivio e levantou mais um dedo.

- Os mortos voltaram. – Jorge falou com a voz tremida e levantou mais um dedo.

- Eu voltei dos mortos. – Fred apontou para si e recebeu um tapa no braço de Molly.

- O Harry também. – Jorge apontou pra Harry e recebeu um olhar mortal da Gina.

- Até o Sirius, voltou. – Fred fez uma voz grossa, que lembrava um latido apontou para o moreno que riu gostoso.

- Ano letivo cancelado. - Falaram juntos e com uma voz de incredulidade.

- Percy deixou de ser um idiota. – Fred olhou para o irmão sorrindo.

- McGonagall sorrindo e brincando com gente. – Jorge estava com os olhos muito arregalados

- O profº Binns se aposentou. – Fred tinha a voz divertida.

- O profº Flitwick também. – Jorge disse triste.

- Mamãe falando assim conosco. - Falaram juntos com uma careta de terror e a voz assustada.

- Dentre outros que não sabemos. - Fred disse com voz solene.

- Ou não podemos contar. Terminou Jorge também com voz solene.

- O mundo vai acabar! – falaram juntos, com uma cara de puro horror. E saíram correndo de um lado para o outro pela sala comunal, arrancando risos de todos.

Param quando Carlinhos desceu com a cara amarrada e perguntou:

- Que bagunça é essa, querem acordar todos? – estava bravo e irritado – amanhã cedo temos trabalho, moleques. Vão dormir. – falou já se virando e voltando para o dormitório. Resmungando alto suficiente para ser ouvido. – só sabem fazer palhaçada. Nunca vão crescer. E ainda esse babaca do Sirius está aqui.

Harry e Gina trocaram um olhar significativo, pois os olhos e o nariz vermelhos, não eram de sono, e sim de chorar.

Todos ficaram em silêncio alguns minutos até que Molly o quebrou.

- Desculpe Sirius e Harry querido. – pediu a matriarca - Eu não sei o que esse menino tem. – falou Molly triste - ele está assim há algum tempo, mas com tudo que aconteceu ainda não falei com ele. – sua voz era desolada.

- É por que o idiota terminou com a Sarah mamãe. – os gêmeos falaram juntos, a magoa que sentiam do irmão era grande. E falaram sem pensar.

- Como é? - Molly colocou as mãos na cintura o os olhou ameaçadoramente. – e vocês sabiam e não me contaram – a voz cada vez mais esganiçada.

- Desculpa mamãe. - Os gêmeos olharam para o chão, e se deram conta da gravidade do que fizeram. Agora não tinha mais jeito a titica de coruja já estava no ventilador.

- Há quanto tempo vocês sabem disso? – a sua voz era falsamente calma. Mas os olhos estavam estreitos e as orelhas perigosamente vermelhas.

- Há dois meses mamãe. – eles ainda olhavam com muito interese um furo no tapete

- E não me contaram porque? - a sua voz ainda calma. Os olhos estavam mais estreitos e as sobrancelhas juntas, além das mãos na cintura agora ela batia o pé direito ritmicamente no chão. – nem respondam, já sei vão dar como desculpa o fato de estarmos escondidos ou da guerra eminente. Agora vão para os dormitórios os três, isso inclui você percy por que tenho certeza que você sabia. Em casa conversaremos com a família toda. – sua voz era firme se virou para Harry e Gina que estavam encolhidos no sofá e falou com uma voz suave – Gina minha filha, de boa noite ao Harry e vá dormir já esta tarde sei que você não sabia nada sobre isso, você me contaria tenho certeza. Harry querido durma bem, boa noite a todos - se virou e já estava chorando quando saiu da sala comunal indo, em direção ao quarto de hospede em que estava alojada com Arthur nem esperando que os filhos a obedecessem.

- Eita, mas vocês também são os reis da discrição não é? – falou Gina brava com os gêmeos.

- Não comece se o baixinho não tivesse falado com a gente daquela maneira não teríamos feito isso. - Se defendeu Fred mas nitidamente arrependido.

- Ele humilhou a gente, que nanico marreto, chato e mal humorado, isso é falta de mulher. O cara tem uma gata daquelas do lado, apronta se arrepende e depois fica assim. – Jorge tinha a voz magoada.

- É cara, sobe pra cabeça. Concluiu Fred também magoado.

- Não julguem ele. Vocês não sabem que está acontecendo ele ainda vai sofrer muito. – falou Gina com a voz séria e madura.

- O que você sabe maninha? - Perguntou Jorge estreitendo os olhos.

- Pode começar a falar. - Terminou Fred cruzando os braços.

- Eu sei de tudo, e acho que sou a única pessoa que sabe, mas não falarei nada para vocês. – sua voz era firme assim como seu olhar – só falo para a Sarah e para você Sirius – que a olhou assustado – por que tenho certeza que você sabe o que esta acontecendo com a Sarah, mas não sabe o que meu irmão viu.
Sirius olhou para ela com as feições pensativas, e começou a mudar para incredulidade e perguntou:

- Oh! Não, não, não pode, não me fale que ele viu?

- Sim Sirius, ele foi pra lá de surpresa e viu pela janela da sala. – a voz de Gina era suave, mas firme, olhava Sirius diretamente nos olhos, não com acusação mas com tristeza.

- E foi por isso que ele fez aquilo?

- Lógico, qual outro motivo além de dar o troco na mesma moeda? Ele está magoado com ela e com ódio de você.

- Não acredito, o cara é mais babaca e infantil que eu pensava, mas o que ele viu, não chegou aos pés, do que ele fez na segunda vez que ela foi tentar falar com ele.– a voz tinha incredulidade, e espanto, as feições estavam tristes – mas ele não sabe de tudo?

- Não. Que eu saiba além da Sarah, só eu, você, Tonks e provavelmente agora o Lupin sabemos.

- Temos que contar isso pra ela. Ela não vai acreditar.

- Conte você, por que por carta não esse assunto não dá, e creio que antes da bomba estourar, não vou falar com ela pessoalmente e sozinha.

- Eu estava pensando em programar um almoço para nós quatro, quero apresentá-la ao Harry, só não sei se será antes ou depois do ocorrido. Vamos fazer assim eu vejo se não der para marcar o almoço antes eu conto, caso contrario contamos juntos!

- Ótimo.

- Ela pretende falar com ele quando?

- Quando tiver coragem – falou divertido. – ela não pode demorar muito.

- Eu sei, mas conhecendo meu irmão, já te falo que ele não vai aceitar bem a situação.

- Eu imagino, mas ele que deixe o ódio para mim e a trate com respeito, se ele a machucar ou acontecer aquilo de novo, não sei se me seguro. – Sirius tinha a voz rouca e firme. Olhava firme para Gina, que sustentava seu olhar.

Os outros presentes observavam a conversa com interesse, Fred estava sentado em uma poltrona na frente do sofá que estavam Harry e Gina tendo Jorge sentado no braço da mesma, Percy estava no tapete de costas para a lareira e de frente para a poltrona que Sirius estava.

- Cara você não detesta isso? – soltou Jorge quando percebeu que o assunto acabou. – Quando falam e esquecem que tem mais gente presente.

- Quando não somo nós, que fazemos, detesto sim – respondeu Fred rindo.

Sirius e Gina ficaram envergonhados, mas sorriram e Sirius falou.

- Já vou deitar. – se levantou abraçou Harry se virou para Gina e disse com sinceridade – obrigada Gina, você é uma grande amiga, agora eu entendi tudo.

- Eu só quero que isso termine logo e da melhor maneira possível, para todos. – falou com simplicidade.

- Eu também quero isso. Boa noite a todos – se virou e saiu deixando os jovens sozinhos.

Percy também deu boa noite e saiu, ficando apenas os quatro mais novos.

- Que papo brabo foi àquele maninha? Perguntou Fred.

- Infelizmente é pior do que vocês imaginam, a mamãe vai pirar quando souber, mas eu não posso falar nada pra ninguém ainda, eles tem que conversar primeiro. Mas isso não será segredo por muito tempo. – disse taxativa.

- Vamos deitar Fred. – chamou Jorge e continuou – você tem cinco minutos para irem deitar – sua voz era séria - por que daqui a cinco minutos vou sentir uma vontade imensa de fazer xixi e se pegar os dois aqui, se agarrando, ou o Srº Potter com uma almofada no colo, eu esqueço que você é meu amigo, e pra não deixar duvidas, eu vou até o teu dormitório ver se você esta na cama ok?

- Pode deixar Jorge - Harry segurava o riso – mas podem ser 10 minutos?

- Ok! 10 minutos. – respondeu Jorge divertido.

- Caras obrigado, pelo aviso de antes. – se referindo ao estouro antes deles chegarem

- De nada. 10 minutos hein! – Fred falou rindo apontando o dedo para o relógio em seu pulso e piscando um olho.

- Boa noite. – falaram os gêmeos divertidos.

- Noite - responderam o jovem casal.

- Pelo menos a briga teve um lado bom – falou Gina pensativa abraçando Harry pelo pescoço

- Qual? – perguntou curioso, mas, já entendendo antes dela responder.

- Mamãe esqueceu do Rony e da Mione, eles devem estar aproveitando não é? – falou passando as maos pelas costas de Harry e deitando a cabeça em seu peito

- Sim e como. – respondeu acariciando os cabelos ruivos, com um pouco de inveja dos amigos, pois queria nesse momento estar numa tenda com Gina, pensar nisso fez seu corpo se manifestar de novo, Merlim bastava ela chegar perto, para ter uma ereção, teria que conversar com Sirius, ele talvez soubesse de algo para lhe ensinar a não ficar assim toda vez, senão logo, logo estaria enrascado.

Beijaram-se com carinho despediram-se e foram para suas camas.

O que ninguém percebeu, foi um vulto nas sombras, que ouviu a tudo escondido e com cada vez mais magoa, Carlinhos se arrependeu do fez aos irmãos, afinal Fred, havia quase morrido, e se não fosse pela poção dela, ele não estaria ali, pronto já estava ela de novo nos seus pensamentos, quando seu coração idiota iria deixar de perder uma batida cada vez que ouvisse o nome dela, quando deixaria de sonhar com ela e principalmente chorar por ela? Ele sabia a resposta, mas isso nunca ele iria fazer, nunca. E agora ela estava de volta, iriam trabalhar para o mesmo ministério, seria certo permanecer em Londres? Foi tirado de seus devaneios pela voz perigosa da sua mãe apresou o passo para defender os irmãos, mas parou quando entendeu do que eles falavam, resolveu fazer algo que não era correto escutar escondido.

Assim ouviu a tudo, a briga da sua mãe com os irmãos, que o traíram contando tudo para a mãe, o que a Gina falou para eles e principalmente a conversa dela com Sirius, ela contou tudo para ele e contaria para Sarah, não acreditou na traição da sua irmã, ele seria motivo de riso para os dois, isso doeu demais, sabendo que não conseguiria dormir resolveu sair. Assim que todos deitassem iria para floresta, não queria deitar e ficar pensando, em como seu mundo havia desabado. E assim fez, saiu para a noite fria, decidido a encontrar Hagrid e ajudá-lo a cuidar das criaturas feridas, que ele sabia que eram muitas, trabalhando ele não teria tempo para pensar Uma duvida estava martelando na sua cabeça como assim, "que ele fez na segunda vez que ela foi tentar falar com ele" só se lembrava dela ter ido aquele dia. E agora ainda teria que enfrentar a fúria da sua mãe, e uma futura conversa com Sarah. Lágrimas teimosas escorriam pelas suas faces e o seu corpo tremia.

Ele não percebeu que desde que saiu do prédio era acompanhado a distância por uma linda samoieda, tinha os pelos longos, sedosos e de um branco tão puro que brilhava ao luar, olhava para ele com amor, carinho e tristeza.

De repente Carlinhos parou, sentia que estava sendo observado, mas não era algo que seus sentidos aguçados, o alertassem como um perigo, mas sim algo que tinha saudade, uma sensação que há muito não sentia, que fazia seu coração perder uma batida, um calor ser espalhado pelo seu corpo, pois despertava o dragão que tinha em seu peito. E em todo o mundo apenas uma criatura era capaz disso, virou-se rápido, mas não havia ninguém ali, ele sabia que era ela quem o observava.