Capitulo IV – conversas difíceis.

Assim que todos foram embora McGonagall se virou para a neta e falou de uma vez.

Estou muito decepcionada com você minha filha. – a voz da senhora era carregada de tristeza e decepção, mas também muito dura – uma vergonha, jamais esperei isso de você. Jamais sonhei com essa possibilidade.

Sarah apenas baixou a cabeça e deixou as lágrimas caírem, estava com muita vergonha da avó para encará-la. Sabia do que ela falava mesmo não contatando nada, tinha certeza que no momento que a avó a olhou soube que ela estava grávida, e ela temia esse conversa tanto quanto a que teria com Carlinhos.

Minerva não seja tão dura com a menina – falou o quadro de Dumbledore – ela é jovem e cometeu um deslize. Acidentes acontecem, você sabe disso.

Um acidente que eu não entendo como aconteceu, Sarah você é adulta, medibruxa formada, especialista em poções, como foi deixar isso acontecer?

Fui para cama com meu noivo sem tomar a poção. – falou seria e vendo a cara de interrogação da avó continuou – sim, vovó estávamos noivos ele havia me pedido em casamento na Austrália quando estivemos lá visitando os Granger, iríamos anunciar quando a guerra acabasse. – a voz dela era triste, mas decidida - Fui mandada para a Romênia de surpresa, e como não nos víamos há muito tempo, simplesmente isso aconteceu usamos o feitiço, mas eu estava no meu período mais fértil. Resultado uma gravidez de quase quatro meses. – foi a resposta dela.

Mas e o Carlinhos, o que ele falou? Vocês irão se casar logo não é? – a voz dela era ansiosa e esperançosa.

Ele não sabe. Logo depois disso nos terminamos. – falou olhando firme para a avó.

Isso foi uma burrice. – a voz dela soou muito ríspida - Tua mãe já sabe?

Sim a reação dela foi idêntica a da Srª, acho que ela só não foi mais dura, por que eu estava muito mal no hospital, - vendo as feições da avó esclareceu – sim, vovó para completar, estou tendo muitas complicações, porque a Srª acha que o Sirius esta todo cheio de cuidados, e anda grudado comigo feito um cachorrinho? – perguntou sorrindo triste da comparação e antes de McGonagall responder já falou – devo a ele a minha vida e a vida do meu filho.

Merlim, o que aconteceu minha filha? Foi tão grave assim? – a voz de McGonagall já não era dura e sim carinhosa e preocupada.

Foi, ele chegou em casa e me achou desmaiada no meio da cozinha sangrando muito, - McGonagall levou a mão na boca e arregalou os olhos num gesto de terror imaginando a cena – além do principio de aborto, quando cai estava com um copo e uma jarra de cristal nas mãos me cortei toda. Depois disso assumiu o posto de cão de guarda.

Você esta doente?

Não vovó meu problema é o emocional.

Você falou tudo para Kingsley?

Lógico que sim. – respondeu indignada – ele sabe de tudo, e por ele sem problemas, vou ter que me afastar totalmente por pouco tempo. Já que as pesquisas eu posso fazer logo depois do parto.

Minha filha, que situação complicada. E o que você vai fazer agora?

Antes que Sarah respondesse ouviram batidas na porta, enquanto Minerva foi abrir a porta ela rapidamente puxou a varinha e fez um feitiço para tirar a expressão de choro do rosto, ela sabia quem estava na porta e ele não iria vê-la assim.

Assim que os três homens entraram o Ministro falou alegre:

Tudo acertado, Sarah. Você e o Carlinhos irão trabalhar juntos, e o melhor, para o nosso ministério, a reserva da Romênia será nossa reserva irmã, o que precisarmos eles nos darão, e o que eles precisarem nos daremos a eles. Espero grandes descobertas, vocês formam uma dupla incrível. – a alegria dele era imensa, mas os jovens nem se olhavam, tamanha era a carga de emoções e pensamentos que estavam. – nos já vamos, você vai para o ministério agora querida?

Vou sim Kingsley, você me consegue ainda para hoje uma chave de portal?

Claro que sim, vai para Alemanha?

Vou, tenho que arrumar a mudança, avisar a mamãe do falecimento de Severo, e ver se o carro já foi adaptado para o reino unido. – neste momento ela olhou para Carlinhos e viu que ele estava sorrindo, seu coração deu uma acelerada ele ficava toa lindo assim, lembrou-se que uma das coisas que tinham em comum era a paixão por tecnologia trouxa e particularmente carros. Ela não perdeu a chance de pelo menos trocarem palavras amenas. – e você Carlinhos já arrumou a mudança?

Não, amanha vou cedo para Romênia, arrumar tudo, entregar o apartamento, modificar a no.. a minha pick up e me despedir dos amigos e da Jully. – respondeu calmo, quase falara nossa pick up, já que haviam comprado juntos, como tudo que tinham sempre fora considerado deles, tinham a chave de tudo que o outro possua. Estava tão absorto nestes pensamentos que não percebeu a mudança das feições dela

Lógico, você tem se despedir dela. A Jully não vai gostar nada da tua mudança, - voz dela era dura e magoada – ou você vai trazer ela para trabalhar com você? – a magoa e a dor dela eram tão intensas que ela esqueceu de onde estavam e na presença de quem.

Como é que é? – perguntou não entendendo o que ela estava falando.

VOCÊ VAI TRAZER A JULLY PARA CÁ? – repetiu num tom de voz elevado e falando o nome com uma voz de nojo e desprezo.

Todos observavam a discussão sem saber o que fazer, e os quadros com particular interesse.

Até que é uma ótima idéia. – respondeu pensativo.

Ótimo assim não tenho que ver aquela...aquela coisinha asquerosa e fácil, quando eu for na reserva da Romênia.

Não fale assim dela. – gritou depressa.

Vai defender a namoradinha. – falou com escárnio – quando era comigo você não era assim.

Lógico que vou defendê-la e se puder também vou trazê-la, você não trouxe o Sirius? – a voz dele era ressentida e também magoada.

Não coloque o Sirius na história. – a voz dela era firme - É completamente diferente, a vida dele sempre foi aqui. A vida dela é na França de onde nunca devia ter saído.

Agora eu estou aqui e a vida dela é ao meu lado. – saiu sem ele pensar, ele só queria machucá-la, como ele estava machucado. – a tua não é com Sirius? Eu vi o que vocês fizeram.

O que ele falou primeiro teve o efeito de um tapa, para ela que nem ouviu o resto, já que a sua concentração era divida em evitar as lágrimas, tentar não desmaiar já estava tudo rodando e se conter para não socá-lo, ou puxar a varinha e azará-lo dolorosamente, cruciatos não seria uma má idéia, ela sofrendo por amor a ele e ele já colocará outra na vida dele, isso significava que não era apenas um casinho.

Olhavam-se nos olhos com raiva, magoa e dor, o ciúmes estava palpável no ambiente. A respiração de ambos era pesada e profunda. Cada um imerso em dolorosas lembranças. Como não era mais possível conter as lágrimas já faziam estradas nos rostos deles.

Antes que a coisa piorasse Ivan resolveu se meter.

Meninos! Esse não é local nem o momento de vocês tratarem assuntos tão íntimos e pessoais.

Sarah sentiu como se caísse da vassoura dentro de um lago gelado, tamanha a brutalidade que fora arrancada do transe que se encontrava e tomando consciência de onde estava e quem estava ali. Ficou vermelha de vergonha, e não conseguindo encarar ninguém, falou.

Desculpem, não queria..., - gaguejou respirou fundo passou a mão no rosto e terminou – Srº Ministro, vou ao hotel fechar a conta e já vou para o ministério. Vovó amanha estarei aqui, provavelmente com a mamãe para o funeral de Snape. – Andreiev assim que possível irei te fazer uma visita na reserva - ainda muito envergonhada e com os pensamentos a mil, desordenados e a emoção num turbilhão, foi em direção à lareira olhou para o quadro de dumbledore e falou – sinto muito. – sumiu nas chamas verdes.

Ivan amanha de manha estarei lá na reserva. – falou Carlinhos com os olhos vidrados na lareira também muito envergonhado – sinto muito por vocês terem presenciado isso. Até amanha – entrou na lareira sumindo nas chamas verdes. Iria para A Toca, mas a sua vontade era ir atrás dela pedir perdão, secar as lágrimas com beijos, abraçá-la disser o quanto a amava e ela era a sua vida e sempre fora.

Na sala da direção estavam todos olhando para a lareira sem entender nada, o silêncio reinava ali.

Mas o que foi isso? – perguntou Kingsley quebrando o silencio. – acho não é uma boa idéia eles trabalharem juntos.

A idéia é ótima Kingsley, o amor deles é evidente. E o que eles precisam é deixar de lado as magoas e conversarem, ainda mais com uma criança a caminho. – falou sabiamente Dumbledore do quadro. – mas Ivan quem é essa Jully?

Jully Marchanty é uma garota, francesa, que estuda na reserva, ela é completamente o oposto da Sarah, em todos os aspectos, ela é alta, magra, um corpo de modelo, cabelos negros, olhos verdes, muito linda, mas o que a Sarah tem de doce e meiga ela tem de amarga, invejosa e intrigueira, da em cima de todos lá na reserva, sendo casado, novo, velho não interessa, e ela arrasta uma asa para o Carlinhos, e ele sempre evitou até uns meses atrás, ele começou a usá-la para fazer ciúmes para Sarah, maldita hora que ela chegou na turma de estudos coordenada pelo Carlinhos, ela começou de conversinha e insinuação sobre o "amigo" que morava com a Sarah, sobre ela morar sozinha na Alemanha, ela sempre observava os dois com inveja e raiva. Deve um dia que... – ele contou tudo o que sabia e o que aconteceu. Após ouvir todo o relato e não acreditar que tudo aquilo era apenas um mal entendido os três decidiram ajudar o casal a ficar junto.

McGonagall estava envergonhada e arrependida do que falara para a neta. Ela já estava com muitos problemas e ela a vez sofrer mais, tudo que ela necessitava era de colo, carinho e apoio. E ela daria isso custasse o fosse. Amanha pediria perdão para a neta.

Sarah chegou no hotel foi ao quarto pegou suas coisas, escreveu uma carta para os Yates avisando da ida de Hermione no dia seguinte também reservando dois quartos do hotel e esclarecendo que toda a estada de Rony e Hermione seria por conta dela, escolheu para levar essa carta a sua coruja cobre, Cronus que era a mais veloz, escreveu outra carta para Sirius, sabia que ele não iria gostar da decisão dela, mas ela queria ir para casa logo, chamou sua coruja negra Brena e lhe deu a ordem de ficar com Sirius e servi-lo pegou a gaiola com a sua terceira coruja, Flash, que era cinza azulada. Foi para a recepção, pediu que deixassem o quarto reservado para o dia seguinte, fechou a conta e foi para o ministério pela lareira, chegou lá falou rapidamente com Kingsley, deixou alguns papeis para Hermione e pegou sua chave de portal, uma escova de cabelos, direto para o jardim da sua casa. Desejando que nenhum dos primos ou seus tios estivessem em casa, eles moravam na casa ao lado da sua, mas as crianças ficavam mais na sua casa que na deles, a casa estava fechada deviam estar passeando, suspirou aliviada. Entrou chamou pela Wendy, sua elfa domestica liberta e assalariada como ela gostava, lembrou que havia dado o final de semana de folga para ela, melhor assim pensou, subiu para seu quarto, foi ao banheiro encheu a banheira de água morna e sais relaxantes usou um feitiço para a água não esfriar, colocou um cd trouxa que amava e lhe trazia boas lembranças, e ali ficou de olhos fechados tentando não pensar em nada do que aconteceu no dia, e sim os bons momentos que passou com Carlinhos acariciou o ventre, não queria que o filho nascesse com raiva do pai, quando tocou a musica deles lagrimas de saudade caíram de seus olhos, ela ouvia cada vez mais distante o som melodioso de Shania Twain cantando From This Moment On. Acabou cochilando e fora acordada pelos gritos das crianças a chamando e pela voz sua mãe também estava ali.

Sorriu, se levantou, secou-se e colocou uma roupa limpa e confortável, foi feliz ao encontro da sua família. Sabia que as gêmeas Taty e Paty e também Kevin iriam a interrogar sobre tudo, desde a batalha até como ficou Hogwarts já que este ano iriam estudar lá.

Carlinhos chegou n'A Toca e estava tudo estranhamente silencioso e tranqüilo, imaginou que todos estavam dormindo, assim era melhor não queria falar com ninguém, queria pensar e entender o que havia acontecido. Resolveu deitar no sofá, pois não sabia se tinha alguém no seu quarto, assim que se deitou lembrou-se da briga deles de pouco tempo atrás, ficou com nojo do que fez, e muito envergonhado, justamente as pessoas que deveriam presenciar a briga estavam presente, o que estariam pensando dele? E Sarah ele a conhecia muito bem, sabia que ela era sensível até demais, devia estar sofrendo muito mais que ele, ela ficara tão pálida. Agora tomava consciência das palavras que falou para Sarah, e o quanto a machucou, sentiu uma raiva de si mesmo. Ele a amava e isso era algo imutável, mas a magoa e a sensação de decepção eram muito fortes ainda. Não iria beber, essa promessa ele não quebraria, ainda doía na sua consciência o mal que quase fizera na última vez que afogara a dor na bebida, se Sarah não tivesse treinamento de auror e fosse ágil com a varinha conseguindo assim estuporá-lo, ele não queria nem pensar no que teria feito com ela, seria muito mais que as marcas roxas que ele deixou no braço dela tentando prendê-la e a blusa rasgada, de que ele tanto se arrependia e mesmo depois de quatro anos.

Sentia saudade e falta da vida que tinham juntos, da intimidade e cumplicidade, da paz que sentia nos braços dela, do calor do corpo. O corpo dela estava tão diferente, um pensamento passou pela sua cabeça, ele o afastou, mas ele retornou insistente ao se lembrar das formas que ele conhecia tão bem, não, ela não estava grávida, não podia eles sempre tomaram cuidado, Jully o alertara sobre isso, mas e se fosse? O que ele faria? Esses pensamentos eram dolorosos, e grossas lágrimas caiam de seus olhos, o cansaço venceu e ele adormeceu, sendo acordado pelo barulho de conversa e panelas batendo na cozinha e um aroma delicioso, subiu foi tomar um banho, para jantar com a família e dar a noticia de seu novo emprego para a família.

Na manha seguinte todos acordaram cedo, n'A Toca, Rony estava tão animado com a viagem que acabou acordando Harry as cinco e meia da manhã e desde então falava sem parar queria fazer a mala que já havia sido trocada por uma mochila, e agora Rony estava na duvida de qual levar.

Leva a mochila Rony, o malão de Hogwarts não fica bem numa viagem de lazer. – falou Harry que estava divertido com a situação.

Você tem razão. – Rony fez uma cara pensativa e continuou – lá tem praia e fez calor, acho que a capa grossa não precisa levar não é? – Harry negou com a cabeça, e Rony continuou – e a roupa de gala, é demais levar não é?–Harry afirmou com a cabeça - queria ter roupas novas, olha só tudo está tão velho – indicando as roupas que estavam sobre a sua cama.

Rony, ontem uma coruja trouxe um pacote com roupas, presentes de Sirius, algumas ele mandou para você, estão ali no guarda roupas. – indicando o móvel com a cabeça. – Quando a coruja chegou você já estava dormindo.

Sério? Para mim mesmo? – os olhos dele brilhavam na expectativa de levar coisas novas.

Claro, ele falou na carta que eram para você. – Harry estava emocionado com o amigo, sabia na pele o que era não ter nada seu, ou nada novo. Já indo ao guarda roupas e pegando a grande pilha de roupas que eram para rony.

Tudo isso? – falou Rony com os olhos arregalados, pois nunca na vida viu tantas roupas novas, ainda mais para ele. Já foi em direção da cama onde Harry depositou as roupas e começou a admirá-las, tinha seis camisetas, três lisas e três estampadas, três camisetas lisas de manga comprida, quatro camisas, duas calças jeans uma clara e uma escura, uma calça preta, três bermudas, dois pijamas curtos e dois compridos, um pacote com seis meias e outro com seis cuecas, duas sungas, dois casacos de moletom e três conjuntos de moletom, duas capas e para finalizar uma linda jaqueta preta de couro de dragão. – Uau, olha a qualidade destas peças. Nunca tive tanta roupa boa assim. – a emoção de Rony era evidente, ele não passaria vergonha de só ter roupas velhas. Sentiu um peso sair dos ombros, pois se preocupava da Mione ter vergonha dele.

Ele mandou igual para mim, lógico que cores e estampas diferentes, nos deu como chamam os trouxas um banho de loja, tirando a jaqueta, essas roupas são trouxas, ou seja, você pode usar na viajem sem problema. – Harry estava comovido com a reação de Rony, se abaixou no lado da cama e puxou cinco caixas de sapato e falou para Rony – isso também são para você.

Brincou cara! - Rony não estava acreditando, além de roupas sapatos também, era a realização de um dos seus sonhos de menino. – Meu isso é incrível. – Rony abriu a primeira caixa e tinha um par de tênis branco, na segunda eram tênis pretos, a terceira um par de chinelos de dedo de couro bege, na quarta um par de sapatos preto e na quinta um par de botas de couro de dragão, pretas muito brilhantes. – parece natal. - Falou Rony com lágrimas nos olhos.

Foi o que eu pensei ontem. – Harry finalizou – escolhe as roupas para você viajar e coloca o resto na mochila, pelo cheiro tua mãe já esta fazendo o café. E você ainda tem que tomar banho e se arrumar.

Verdade, cara são tantas opções que não sei qual usar. - Rony passava os olhos pelas peças de roupas e se decidiu por uma camisa pólo bege, a calça preta, o sapato, uma cueca Box preta, colocou as outras roupas e sapatos na mochila ampliada por magia, foi tomar banho e quando voltou se vestiu, e não resistiu por cima de tudo colocou a jaqueta de couro de dragão, se olhou no espelho e gostou do viu.

Cara, cadê o Rony e o que você fez com ele? – brincou Harry admirado da elegância do amigo, mas tinha que lhe falar uma coisa seria – Rony! Você já decidiu quando vai falar com os pais da Mione?

Rony ficou branco, arregalou os olhos e numa voz esganiçada falou.

Preciso fazer isso?

Lógico, você não achou a Mione na rua, ela tem família, ou você acha que vai poder ficar de beijos e amassos com ela sem pedir ela em namoro pros pais dela? – falou Harry muito sério – hoje no almoço eu vou falar com teus pais sobre a Gina.

Não tinha pensado nisso, - falou desanimado - acho que não quero mais ir.

Rony é melhor fazer isso de uma vez. – falou Harry num tom muito maduro

Eles não vão me aceitar, quem quer um pobretão como eu para namorado da filha. – a voz de Rony era desesperada – onde estava com a cabeça de imaginar que poderia um dia casar com a Mione?

Os pais dela não são assim, e sabem que você só tem 18 anos e ainda estuda. – falou Harry calmo – ou você vai desistir da Mione?

Isso nunca. – falou Rony muito sério – vou falar com eles assim que a Mione os fizer recuperar a memória.

É assim que se fala, agora vamos descer?

Vamos estou com muita fome – o que foi confirmado pelo ronco de sua barriga.

Assim, que chegaram na cozinha, Molly olhou para Rony colocou as mãos na cintura e exclamou.

Rooooooooonald Weasley! Que roupa é essa? – a voz dela era inquisitória e esganiçada.

Foram presentes do Sirius mamãe. – falou desesperado e baixinho parecendo um miado – não foram Harry? – falou olhando para o amigo pedindo auxilio enquanto cutucava dolorosamente as costelas dele.

Foi sim srª Weasley. – falou Harry rápido para tirar o amigo da possível enrascada – lembra aquele embrulho que a coruja negra trouxe ontem à noite? – vendo Molly afirmar com a cabeça – eram roupas e sapatos de presente para mim e para o Rony. – de repente gelou por dentro e perguntou depressa – a srª não se ofende não é?

Que bobagem Harry querido. Foi um presente e Sirius sabe que você esta aqui e não quis que Rony sentisse ciúmes. – falou carinhosa e olhou para o filho elogiou – você esta muito elegante, mas deixe-me dar um jeito neste teu cabelo. – já foi mirando a varinha para a cabeleira ruiva que estava um pouco comprida.

Não mamãe, deixe assim. – falou colocando as mãos na cabeça e correndo para longe da mira dela. – a Mione falou que assim esta bonito. – a voz dele estava tão embevecida e medita.

Molly e Harry se olharam e sorriram do jeito de Rony, Molly movimentou a cabeça negativamente e falou alegre gesticulando.

Venha tomar café senhor bonitão.

Mamãe cadê as meninas? – perguntou Rony olhando para os lados

Elas ainda não desceram, mas ainda esta muito cedo.

Há bom. – falou Rony murchando, pois queria que a Mione o visse assim todo arrumado.

Mal começaram a comer ouviram um tropel de passos nas escadas e conversa amimada, pontuadas por sonoras gargalhadas. Viram a origem quando entraram na cozinha, os gêmeos, Carlinhos, Percy e o senhor Weasley que ouviam atentamente a estória que Carlinhos contava.

Daí depois de muito custo consegui colocar a coleira no filhote de focinho-Curto Sueco, saiu um trouxa do bar, torto de bêbado quando me viu todo arrebentado com o dragão na coleira, lutando para controlá-lo já que ele pulava e me puxava, me olhou nos olhos e falou com a voz pastosa – Meu Deus do céu, esse é o cachorro mais feio e desobediente que eu já vi, cruz credo se fosse você ia no pet shop pedir meu dinheiro de volta ia sim, isso parece um filhote do capeta. – e o pior é que o dragão já estava uma ferra, por ter sido capturado, olhou para o lado do bêbado e abriu as assas pronto para soltar fogo, o cara quando viu o cachorro com assa arregalou os olhos e vi que as calças do cara ficaram molhadas, ele paralisou de terror eu não tive duvidas aparatei com o bicho na mesma hora. – Carlinhos falava divertido arrancando risadas dos irmãos e do pai que imaginavam a cena.

Mas você usou um feitiço Obliviante? – perguntou Percy com ar responsável.

Que nada, o cara tava tão bêbado que não vai se lembrar de nada ou ninguém vai acreditar no que ele falar. – falou Carlinhos ainda rindo, mas o sorriso morreu quando viu a expressão dura de Molly. Limitou-se a falar – bom dia. – deu um beijo na mãe e foi se sentar. O que foi imitado pelos demais.

Assim que se sentaram Fred cutucou Jorge e com a cabeça indicou Rony, que olhava para a porta a cada dois segundos, Jorge depois de olhar Rony deu um sorriso de entendimento que foi correspondido por Fred e soltou.

Como você esta elegante irmãozinho. – fazendo Rony ficar vermelho e engasgar com o café.

Verdade, essas roupas são caras hein Jorge?

São sim, temos que ver se não esta faltando nada no estoque de produtos que mantemos aqui.

Ou será que você pegou um pouco de ouro quando roubou o cofre dos Lestrange? – terminou Fred, deixando Rony perigosamente vermelho. Antes que a coisa piorasse Molly decidiu intervir.

Parem de implicar com seu irmão, foram presentes de Sirius, e ele precisava disso já que vai viajar com a Mione. - colocando um ponto final na brincadeira.

Por falar nisso maninho – falou Carlinhos puxando um grosso envelope do bolso das vestes – você ira precisar disso. – e entregou a Rony.

Minha nossa Carlinhos o que é isso – falou Rony com os olhos arregalados depois de abrir o envelope e ver em seu conteúdo, um grosso calhamaço de notas coloridas que ele não conhecia.

São três mil e quinhentos dólares australianos, - vendo a cara interrogativa de Rony explicou – o dinheiro trouxa da Austrália, e ai –indicando o envelope – tem muito dinheiro, você pode usar o que for necessário, para pagar passeios, almoços, jantares e presentes para Mione, se você não souber usar deixe com ela. – falou sério.

Mas Carlinhos como você conseguiu todo esse dinheiro? – perguntou Molly admirada. – e ainda mais desta moeda?

Sobrou da viagem que eu e a Sarah fizemos no inicio do ano para a Austrália. – a voz dele era melancólica, pois lembrava da delicia que havia sido a viajem. – tem mais ou menos 340 galeões ai.

Ah! - expressou Rony branco, nunca em toda a vida havia visto tanto dinheiro.

Vocês sempre viajavam juntos? – perguntou Fred só para implicar com o irmão.

Vocês viviam como casados, não é? - continuou Jorge que percebendo a cara do pai e recebendo um aviso com o olhar do mesmo terminou – quero disser tinham uma boa convivência.

Isso é tão lindo e romântico viver assim com quem se ama – falaram os dois juntos com a voz sonhadora, mas de forma brincalhona.

Sim. – respondeu secamente cortando as indiretas dos gêmeos e ainda olhando para Rony continuou - É só mesmo para vocês pagarem as coisas fora do hotel. – vendo a cara interrogativa de Rony explicou – toda a estadia de vocês e refeições feitas no restaurante do hotel já ficou acertado que será por conta dela, lógico na época que estivemos lá ela falou para os Yates que seria da Hermione e acompanhantes, então será de vocês dois.

Uau. – foi à única coisa que Rony preferiu, a vida parecia estar mudando depressa, ele estava vendo o que era ser um homem e ter responsabilidades.

Foi arrancado dos devaneios pela risada de Gina e Hermione que entravam na cozinha, elas cumprimentaram a todos e só olharam apaixonadas para os dois rapazes. Hermione passou atrás de Rony e dando um beijo no rosto falou em seu ouvido.

- Que ruivo mais lindo e cheiroso. Estou louca de vontade de te beijar e te abraçar colando nossos corpos. – o que deixou Rony um pouco vermelho, mas, fez com que se sentisse mais alto tamanha era a sua alegria.

O café transcorreu animado com Carlinhos contando como era a cidade. Quando estavam satisfeitos e como ainda tinham muito tempo Hermione e Gina ficaram na cozinha ajudando Molly, que resolveu falar um assunto delicado com as meninas. Mas elas não eram mais crianças e já estava na hora.

Será que vocês podiam ir comigo dar comida para as galinhas?

Vamos sim. - responderam as duas.

Assim que estavam no jardim Molly falou carinhosamente, mas firme.

Eu preciso falar um assunto sério com você. – percebendo as feições preocupadas das meninas continuou – Hermione você já é maior de idade, e nenhuma poção ou feitiço castus, tirando os que estão em lugares como Hogwarts, tem efeito sobre você.

Eu sei – falou a morena olhando com interesse um canteiro de margaridas.

Querida, sei que você é inteligente e esperta, e não vou falar com você sobre como são feitos os bebês. Isso você já deve ter lido e conversado com a tua mãe, assim como eu já falei com a Gina.

Sim, já li e mamãe sempre falou sobre esse assunto comigo. – falou mais calma e olhando a matriarca.

Como eu imaginei, mas quero falar como evitar bebês. – percebendo que Hermione iria responder continuou - métodos trouxas não funcionam, - vendo a expressão de espanto de Hermione explicou - se um for bruxo o efeito já cai pela metade e se ambos forem os efeitos são nulos.

Disso eu não sabia, tomo pílulas há anos por causa de problemas com as regras, e elas nunca funcionaram como deviam. Só melhorou quando eu passei a tomar a poção que a Gina me ensinou. – falou muito pensativa.

É querida se você e Rony tivessem mais intimidade provavelmente você já estaria grávida.

Merlim! – exclamou Hermione apavorada com a possibilidade, lembrando que Rony havia ejaculado quando ela estava sobre ele roçando as suas intimidades, mas ele estava de calça e cueca e ela de calcinha, quando ele estava sem nada ele ejaculou nos seios dela. Seria impossível estar grávida.

Mione você esta me ouvindo – perguntou Molly preocupada.

Sim. – falou sacudindo a cabeça e afastando os pensamentos.

Você e o Rony não...?

Não - apressou-se Hermione - ainda não.

Melhor assim. Já tive a idade de vocês sei como é intensa, me casei grávida do Gui. – vendo a expressão de surpresa das meninas riu – na nossa época as poções não eram tão eficazes, e o feitiço não é 100% seguro, se você esta no teu dia mais fértil ele tem só um terço de eficácia. Só existe duas únicas poções confiáveis uma só pode ser tomada por mulheres casadas, ela tem efeito por trinta dias, mas se você não tem relações periodicamente ela perde o efeito daí você pensa que ainda esta protegida e não esta mais. E essa – falou pegando um estojo que continha dez pequenos frascos de cristal com um liquido rosa claro – é a melhor ela protege por quarenta e oito horas, mas deve ser tomada quatro horas antes do ato.

E como é feita? - Perguntou Hermione com interesse.

Com algumas flores e ervas colhidas ao amanhecer, mas o problema é que deve ser feita na lua minguante e deve maturar até a próxima lua nova. Mas pode ser feita bastante já que dura dois anos antes de perder definitivamente o efeito.

Como é demorada. – falou num tom preocupado, que fez Molly sorrir, lembrando como era ardente ser jovem.

Estes frascos são para você. E aqui esta a receita. – falou já lhe passando o estojo e um pergaminho.

Obrigada – falou Mione já abraçando Molly.

Não estou falando para vocês fazerem algo, mas se fizerem você estará protegida, e não que eu não queira um neto, quero muito, mas sei que você quer concluir os estudos, e uma criança dificultaria isso. – e virando-se para Gina falou – a senhorita também ganhara esta poção em agosto.

Ficaram conversando sobre assuntos de namoro enquanto cuidavam dos animais.

Dentro da toca após a saída dos gêmeos Carlinhos decidiu conversar com Rony e Harry os chamando para o seu quarto.

Eu quero conversar com os dois sentem-se – falou enquanto pegava um livro grosso no armário, era um livro de anatomia humana que Sarah deixara lá achou a pagina desejada colocou um feitiço marcador, deixando o livro fechado, voltou-se para os rapazes e falou – vocês já são praticamente homens, estão namorando não sei até onde foi à intimidade de vocês com as meninas. Mas acho que não passaram dos amassos – vendo que os dois afirmaram com a cabeça sorriu e prosseguiu – vou falar com vocês o que o papai falou comigo e com o Gui quando éramos um pouco mais novos que vocês. O que vocês sabem sobre sexo? – perguntou observando divertido os dois.

Quase nada – responderam juntos

Imaginei isso, - falou divertido, mas sério, a obrigação seria grande - Rony, você é meu irmão e já nos vimos nus, então eu sei que você tem um "grande amigo", o Harry eu não sei, mas – antes que falasse foi interrompido por Rony.

É igual, na escola eu já vi, ele acima da media também. – falou dando um sorriso de lado se referindo ao fato dos banheiros serem coletivos, não ter divisória nos Box e eles sempre ficarem comparando os amigos.

Então tudo que eu ensinar ira servir pros dois. O maior problema não é o comprimento e sim a espessura, isso assusta as meninas se elas ainda são puras, - olhou para os dois que ouviam atentamente e continuou – no começo, beijem e acariciem elas muito, sempre procurem descobrir por observação, o que elas gostam, onde ficam mais excitadas, e dêem prazer a elas, isso é o principal, coloquem ela em primeiro, e sigam seus instintos e vontades, mas se elas falarem não, parem na hora, respeitem os desejos delas. – olhou firme para eles. E perguntou entenderam?

Sim - falou Rony, que prestava uma atenção, que ele nunca teve em nenhuma aula.

Quando você fala seguir os instintos e fazer o que a gente tem vontade, quer dizer tudo? – perguntou Harry lembrando de uma revista que viu no quarto de Duda uma vez.

Sim, se a menina concordar, sem problema, só não se deve fazer o que elas não querem, nisso elas é que mandam. - frisou bem e continuou - A primeira vez para elas, é muito complicada, elas tem uma pele fina na parte interna que será rompida, e isso provoca dor e sangramento.

Mas eu quero machucar a Mione, se for assim eu não faço isso nunca. – Rony estava indignado.

Nem eu – falou Harry apavorado.

Bem então nem vou explicar mais, - falou Carlinhos largando o livro, de costas para eles, com um sorriso lembrava que a reação dele e do Gui foi igual.

Continua – falaram juntos

Ok, então como eu estava falando, essa pele se rompe na primeira penetração, sempre essa é a parte mais delicada da relação, deve ser feita com muito carinho, na primeira vez quando vocês sentirem essa resistência, tem que forçar um pouco, quando sentirem que se rompeu, parem, e de preferência comecem a beijá-las, fazendo carinho, falar coisas delicadas e amorosas, logo elas relaxam e se acostumam, daí vocês podem continuar a penetração, mas não total, perguntem se está bom, sempre pergunte a elas, sobre tudo, e o que elas falarem obedeçam, machucar sério uma menina fazendo amor é muito fácil.

Mas se é tão ruim assim por que a gente faz? – perguntou Rony que já estava achando aquilo um absurdo.

Não é ruim, é muito bom, mas tem que ter cuidados, fazendo certo, vocês e elas iram amar, só é bom se for feito com amor, e com quem a gente ama. Vocês se aliviam sozinhos? – eles concordaram com a cabeça – o prazer fazendo assim, é muito maior, é algo maravilhoso, depois da penetração, os movimentos são os mesmos que vocês fazem com as mãos, mas serão feitos com a cintura, calmos no inicio e depois mais rápidos, cada casal tem seu ritmo, sua posição e isso só se descobre fazendo. Não se permitam ejacular antes delas atingirem o prazer, já treinem o controle disso, quando se aliviarem, quando estiver quase lá parem dêem um tempo e recomecem, assim vocês já terão o controle necessário.

Mas como eu vou saber que ela esta tendo prazer? – Rony estava curioso.

Acredite em mim, você vai saber, vai sentir isso. Varia de menina para menina, mas a gente sempre sabe, apesar de que eu só tive a Sarah, e com o tempo e convivência você passa a conhecer ainda melhor. – falou um pouco triste lembrava com detalhes de todas às vezes deles. E perguntou. - Vocês já viram a intimidade de uma menina?

Não! - Falou Rony apavorado.

Eu só vi numa revista trouxa. – confidenciou Harry.

Bem então para você isso não será novidade – falou mostrando uma foto de tamanho natural em 3 D do livro.

A Mione também é assim? – perguntou Rony com os olhos arregalados, a voz esganiçada e branco.

Provavelmente sim, muda pouco, são mudanças sutis, tamanho, cor, algumas são mais gordinhas outras mais magras.

Mas como isso – falou apontando para o membro – vai entrar nisso – apontando para foto

Bom é assim... – e ficou explicando com a foto as partes para os dois, o que era fácil, por ser uma foto de um livro de medicina, era manipulável e assim ele podia mostrar todas as partes, explicando até onde era mais sensível, ficou emocionado com a ingenuidade e a pureza dos dois meninos, e feliz por ser ele a ensinar isso para eles. Depois de mostrar tudo e explicar os detalhes, responder as perguntas, tirar todas as duvidas, ele finalizou - Na primeira vez, vocês podem usar um feitiço que vai afinar um pouco, esse feitiço só pode ser usado uma vez a cada seis messes, ele não dura a relação toda, depois de cinco minutos volta ao normal lentamente, vocês devem girar a varinha, dar duas sacudidas na última falar apontando para o "amigo" Afinatus membrun – olhou para Harry e falou. – Harry, com a Gina, você ainda não pode ter intimidades.

É, você não quer que eu faça isso com ela até estarmos casados. – falou olhando triste para o chão

Não, não é isso, seria hipócrita se falasse para você esperar, já que eu mesmo não esperei, eu tinha quase dezoito anos na minha primeira vez, é que nenhuma bruxa perde a virgindade antes de fazer dezessete anos. – falou com simplicidade.

Isso eu não sabia. – falou Harry emocionado, Carlinhos era um bom professor, calmo, cuidadoso, detalhista e aberto a responder as duvidas.

Onde foi a primeira vez de vocês – perguntou Rony curioso

Sabe a nossa cabana no bosque? – era uma cabana de troncos ampliada internamente por magia, que o srº Weasley havia feito para as crianças brincarem.

Sei sim, foi lá?

Foi, era uma noite de outono no inicio de dezembro, e foi lindo e mágico, as meninas gostam do clima de romance que a gente cria.

É eu sei, - Rony contou ao irmão sobre a tenda e tudo que aconteceu lá.

O que deixou Carlinhos de queixo caído, então o irmão não tão inocente assim, e estava no caminho certo.

Uma dica observem as meninas, quando vocês saem, geralmente ela não pedem o que querem, mas se olharem um objeto mais de três vezes, ou comentarem com vocês, geralmente é o que elas querem de presente, procurem sempre pagar as contas e dar lembranças dos lugares que vão. Caso vocês saiam ou viajem sem elas, comprem algo de presente e tragam para elas, isso é uma forma de mostrar que elas não foram esquecidas. – explicando um pouco do difícil universo feminino.

Você devia escrever um livro. – falou Rony com sinceridade.

Falando nisso – falou pegando dois livros na estante – isso é uma leitura básica para vocês. – entregando para cada um o livro Sexo: Desvende os seus mistérios. - Se vocês precisarem conversar ou perguntar qualquer coisa. Podem falar comigo ou com o Gui, sem terem vergonha ok. Prefiro que vocês me perguntem ao invés de fazer algo que possa machucar ou traumatizar as meninas, e jamais afoguem as magoas na bebida, uma vez eu fiz isso e por pouco não peguei a Sarah a força. - olhou para o relógio e falou. – Nossa já esta na hora, Rony vai pegar a tua mochila, para irmos.

Ok - falaram os dois juntos. Dando risadas e foram para as escadas Carlinhos e Harry desceram e Rony subiu para pegar a mochila.

Você vai morar aonde Carlinhos? – perguntou Harry

Vou ficar aqui na toca, pelo menos por enquanto, os moveis do meu apartamento e utilidades domesticas, vou dar para a mamãe, só vou ficar com os moveis do quarto, e alguns aparelhos eletrônicos. – falou pensativo – o papai vai pirar tenho vários, tudo modificado por magia para funcionar em casa de bruxos.

O senhor Weasley vai ficar doido mesmo. – falou Harry imaginando a reação do senhor que ele tanto amava. – cara valeu pela aula, aprendi muito, nunca tive com quem falar esses assuntos.

De nada Harry, qualquer duvida me pergunte, ok.

Ok. – viu que em Carlinhos teria um bom amigo, como já estavam na sala eles foram se juntar à família, ele foi para perto de Gina.

Logo que Rony desceu Carlinhos o chamou num canto e falou

Rony, em Melbourne tem uns locais lindos para vocês irem, leve a Mione no parque que tem perto do hotel, lá tem um zoológico lindo.

O que lozoogico?

É zoológico Rony, passe a falar os nomes de coisas trouxas certo, a Mione é trouxa e ela pode cansar de te corrigir, zoológico é um local onde os trouxas vão ver animais. – explicou e continuou – tem um shopping, e neste shopping tem restaurantes, lojas, cinema e até um teatro, isso rende muitos passeios. E o meu local favorito, mas para irem vocês terão que pedir ao Yates para direcionarem a aparatação, uma linda praia, que tem passeio de barco é um ótimo local para namorar.

Vou levar a Mione nestes locais sim. – e perguntou curioso – o que é cime.. cina... cinema?

É onde passam filmes, numa sala escura e cheia de cadeiras, numa tela enorme.

Ah! Entendi. – falou ainda não entendendo direito o que eram aquelas coisas, mas estava curioso e ficou pensando na possibilidade de ficar no escuro com a Mione.

Logo Arthur estava os chamando, se despediram e foram todos para o ministério. Ficando na casa somente Harry, Gina e Molly que logo pediu:

Gina! Quero que você vá ao mercado, por que você não aproveita e leva o Harry para conhecer melhor o vilarejo? – falou docemente, sabia que eles queriam e precisavam ter um tempo para eles.

Ótima idéia mamãe, vamos nos arrumar e já vamos. – eles ainda estavam de roupas de dormir e roupão, subiram apressados, quando chegaram no quarto de Gina trocaram um beijo e Harry subiu para o quarto de Rony, escolheu uma bermuda e cueca brancas, uma camiseta vinho e os chinelos foi para o banheiro tomou uma ducha rápida, fez o feitiço para tirar a barba, passou perfume, se arrumou e desceu para esperar a Gina que veio logo depois, num vestido de meia manga, lilás estampado com pequenas flores amarelas, mas o que chamou a atenção de Harry foi o fato de ser acima do joelho e ter um decote em V um pouco profundo, e completando uma sandália branca baixinha.

Vamos? – chamou Gina.

Você não vai colocar uma capa Gi? – perguntou depressa.

Não! Está calor vou assim. Por que?

Você não acha que está muito curto e decotado para sair assim? – falou num tom zangado.

Não, para mim está ótimo. – falou decidida. - Venha logo ou não teremos tempo para namorar. – já foi puxando ele pela mão indo para cozinha, onde Molly deu a lista e algumas libras para Gina e falou para estarem de volta em no máximo duas horas.

Eram oito e meia da manha e já estava esquentando, foram caminhando de mãos dadas, a estrada era encantadora, com muitas árvores, e algumas casas, duas em particular chamaram a atenção de Harry por serem lindas e estarem fechadas, rapidamente chegaram ao vilarejo e fizeram as compras para Molly, Harry percebeu que algumas pessoas o encaravam, ou acenavam, um pediu um autografo, Gina falou que eram alguns bruxos que moravam ali. Ele foi gentil com todos, Gina mostrou rapidamente o lugar a ele que era pequeno e acolhedor, o comercio era basicamente trouxa tinha algumas lojas, correio, a papelaria, uma padaria, o mercado, dois bares, um restaurante, uma escola e uma sorveteria, onde compraram sorvetes e foram caminhar na praça, com Gina contando coisas sobre o lugar e apontando alguns bruxos, a praça era linda, florida e bem cuidada, tinha um parquinho e algumas crianças corriam por lá, sentaram e ficaram conversando sobre a infância de Gina ali no vilarejo, trocando beijos delicados e caricias leves, e Harry rindo das peripécias dos Weasley's quando estudavam na pequena escola. Quando o assunto se esgotou Gina perguntou.

Temos muito tempo, onde você quer ir? – falou meiga fazendo uma carinha de menina sapeca que Harry amava

Eu queria conhecer o bosque. – disse com simplicidade

Como você sabe do bosque? – olhou para ele surpresa.

O Carlinhos disse que lá é lindo tem cachoeira e uma cabana. – falou carinhoso.

Se você quer conhecer vamos. – se levantou e pegou a mão dele e continuou – é perto da toca.

Andaram um pouco e na esquina onde tinham as duas casas que chamaram a atenção de Harry eles viraram, e andaram mais um pouco e Harry viu Gina pegar a varinha e murmurar um feitiço e na sua frente surgiu onde antes era uma terra seca e sem vida um lindo e denso arvoredo, tinha uma trilha de cascalhos brancos, e ele ouvia o som dos animais que ali habitavam e também o som de água correndo, pela diversidade de plantas parecia às estufas de Hogwarts, mas em céu aberto.

Nossa isso é lindo! – exclamou extasiado pensando que amava magia.

Esse bosque só é de conhecimento dos bruxos da região, ele nos fornece ingredientes frescos para as poções. E também um local para as famílias passearem ou as crianças se divertir livremente, sem trouxas perto. É o nosso refugio, ótimo local para meditar e pensar. – a voz dela era tranqüila e gostosa pegou a mão dele e entraram no bosque andaram até o lago formado pela cachoeira, Harry estava encantado com tudo que via.

Quem mora ali? – apontou para uma cabana feita de troncos era alta, mas menor que uma casa de verdade.

Essa é a nossa cabana. – falou saudosa. – O papai fez para brincarmos, mas ficou tão boa que no verão a família toda passava mais tempo aqui que na toca. Vem vamos entrar. – puxou ele pela não e abriu a porta.

Uau - foi o que Harry falou depois de entrar, eram dois andares, no primeiro era um amplo salão em um lado tinha uma sala, arrumada e bem decorada se deixasse à porta aberta à sensação era incrível e do outro a cozinha completa, logicamente uma lareira, num canto tinha uma peça com porta que Harry julgou ser o banheiro e no fundo da sala uma escada em L.

Lá em cima tem três quartos, vamos subir? – convidou alegre – a vista é incrível. Harry colocou as sacolas das compras no chão e subiu com ela.

Assim que chegaram no topo da escada Harry viu um corredor com três portas uma a cada lado e outra bem de frente a ele.

Esse é a suíte dos meninos – falou Gina já abrindo a porta a sua esquerda, o cômodo era amplo tinha quatro beliches de madeira, um armário ao lado da porta do banheiro e uma porta dupla de vidro que dava para uma sacada, Gina o puxou de novo indo para a porta no final do corredor – esse é a suíte dos meus pais - o cômodo também era amplo e simples, mas muito aconchegante – e esse indo para a porta que ficava na frente dos quartos dos meninos – é a das meninas, a que tem a vista mais linda – era igual a dos meninos, mas tinha dois beliches e uma cama. – venha ver que vista magnífica – abriu a porta que dava para sacada e Harry viu maravilhado o riacho serpenteando entre as pedras terminando na cachoeira.

Gina é magnífico! – ficaram alguns minutos abraçados olhando a natureza que os rodeava quando Harry perguntou envergonhado: - Gina posso usar o banheiro?

Pode sim usa o meu. – quando Harry saiu Gina ficou debruçada no parapeito da sacada absorvendo os detalhes da paisagem, não percebendo a posição sexy que ficou.

Quando Harry saiu do banheiro prendeu a respiração, viu Gina de costas para ele, com o tronco abaixado e o quadril empinado, o que fez seu vestido subir e mostrar quase toda a coxa, ele sentiu o desejo despertar dentro dele, foi até ela silenciosamente, pois queria a pegar assim, encaixou o corpo dela no seu, abraçando-a pela cintura também se inclinado sobre ela, falou no seu ouvido.

Não fica assim que você me deixa louco. – a voz dele era rouca e sensual – Te amo tanto Gi.

Gina ficou arrepiada quando sentiu a pegada dele, e seu corpo estremeceu ao sentir o membro dele pulsando nas suas nádegas.

É bom saber que eu te deixo louco – fez algo por puro instinto, empurrou ainda mais seu quadril para trás, apertando ainda o pênis dele contra ela, o fez Harry gemer, ela estava adorando a forma que o deixara ele começou a remexer os quadris, num suave rebolado, sentindo os beijos dele no seu pescoço e as mãos passeando pelo seu abdômen. – também te amo Harry – a voz dela era leve.

Harry estava completamente excitado, passou a ousar as caricias, passou a ampliar a área do abdômen dela indo do baixo ventre até quase os seios, como ela não protestou desceu um pouco mais, e na subida acariciou os seios dela, o que a fez gemer, a puxou suavemente de forma que seus corpos ficaram retos e a virou a olhando nos olhos, acariciou o rosto dela e a beijou, com desejo, força e volúpia. As línguas exploravam a boca um do outro, Harry pegou a mão de Gina e colocou no seu membro, sobre a bermuda, ela começou a acariciar levemente, o que deixou Harry ainda mais excitado, ainda com os lábios colados ele a pegou pela cintura, ela passou os braços pelo pescoço dele que a ergueu e colocou sentada no parapeito, ela abriu as pernas e ele encostou as suas intimidades e ela cruzou as pernas nas costas dele. Eles sentiam o desejo que despertavam no outro, Harry a apertou mais forte e a pegou no colo indo em direção da cama.

Harry a depositou carinhosamente na cama, se posicionando ao lado dela deixando apenas o tronco sobre ela, separou os lábios, acariciou o rosto dela passou os dedos pela boca dela, baixou a cabeça e começou uma trilha de beijos iniciando pelo pescoço, indo para seu colo e dali para os seios, que por sobre o tecido ora beijava, ora mordiscava ficando ali, a mão dele estava entrelaçada com a dela e a outra passeava pela perna, desceu quase toda a extensão pelo lado externo e na volta pelo interno, quando chegou perto da intimidade ela fechou os olhos e arqueou o corpo, o que ele tomou por uma liberação para continuar a caricia, chegando ao final da coxa, afastou o elástico da calcinha, e sentiu com os dedos a intimidade, quente e molhada, o que fez Gina gemer alto, ele sorriu, soltou a mão da dela, e voltou a trilhar beijos pela barriga dela, quando estava na altura da cintura, tirou a mão da intimidade indo para o lado e fez o mesmo com a outra mão, delicadamente tirou a calcinha dela, a olhou e percebeu que ela estava corada, ele rapidamente voltou para perto dela beijo os lábios com carinho e perguntou:

Fui muito ousado? – ele estava preocupado de ter avançado o sinal.

Não, amor, você esta sendo muito doce e carinhoso, é que é a primeira vez que fico sem calcinha perto de um rapaz. – falou tímida – mas está muito gostoso.

Gi me deixa conhecer teu corpo, quero saber onde mexer para te dar prazer. – tornou a beijá-la.

Ela fechou os olhos e abriu as pernas num sinal de entrega, ele se ajoelhou entre as pernas de Gina e viu a pequena e rosada intimidade, coberta por uma penugem avermelhada, ele aproximou a cabeça das coxas dela, olhando de perto a beleza secreta, o aroma era incrível, ele acariciou os locais que Carlinhos havia dito serem os mais sensíveis, mas ele queria sentir o sabor dela aproximou os lábios e deu um beijo, o que fez Gina gemer muito alto, ele resolveu ousar, passou a língua, na mesma hora sentiu as mãos de Gina puxando seus cabelos, sorriu, queria dar prazer a ela e faria isso, então começou a alternar, beijos, chupões fortes e lambidas firmes, ficou assim até ouvir Gina gritar seu nome e se contorcer, e sentir a umidade dela aumentar, deu mais uns beijinhos leves e deitou sobre ela deixando seu membro encostado na vagina dela, assim começou a fazer os movimentos de vai e vem, esfregando suas intimidades e beijou-a com amor e volúpia, quando separaram os lábios ela pediu.

Harry agora eu quero te ver. – olhou bem nos olhos dele

Ao ouvir isso ele parou saiu de cima dela, sentou escorado na cabeceira da cama com as pernas espichadas, deixando sua ereção muito aparente.

Não sei Gina. – estava envergonhado

Harry quer disser que me abro toda para você e não posso te retribuir o prazer? – falou carinhosa já indo para cima dele, beijou os lábios dele e se afastou, ficando de joelhos ao lado dele acariciou o membro duro dele abriu a bermuda ele se arqueou e ela tirou a bermuda e a cueca dele, ficou olhando admirada, pegou carinhosamente e sentiu como era duro, quente e o quanto pulsava, começou a acariciar, até que agarrou com a mão e imitou os movimentos de vai e vem que ele fizera com o corpo, Harry gemeu alto, ela então se inclinou e o colocou na boca, repetindo o movimento, só que agora era com a cabeça, ainda sugava e passava a língua pela glande, depois tirava e ficava lambendo todo o comprimento.

Harry compreendeu o que Carlinhos quis dizer com auto controle, ele quase ejaculou quando sentiu o calor e a maciez da boca de Gina. Estava sentindo um prazer único com o que ela estava fazendo, quando sentiu que não poderia mais segurar pediu:

Gina, amor faz de novo com a mão, bem forte e bem rápido.

Ela tirou o pênis dele da boca exibiu a glande e deu uma chupada bem forte e mais umas lambidas, que fizeram Harry urrar, e se contorcer, ai sim fez o que ele pediu, segurou firme e começou a movimentar com força na terceira vez sentiu ele se contrair e jorrar seu quente liquido seminal, enquanto chamava o nome dela num grito. Beijaram-se com amor, foram ao banheiro se limpar, enquanto conversavam e prometeram repetir a dose logo, desceram, pegaram as compras fecharam a casa e aparataram no portão da toca, chegando assim quinze minutos antes da hora marcada por Molly.

Assim que ele sentiu a terra nos pés, soltou Gina do abraço, haviam feito aparatação acompanhada, Harry abriu o portão estava com as sacolas na mão então ela o ajudou na tarefa ele olhou para ela e falou:

Gi! Fiz uma burrada. – estava sério e aborrecido.

Harry você não tem licença. – falou assustada, olhou para ele com os olhos arregalados, ele negou com a cabeça, deu um sorriso de desanimo, e levantou os ombros.

É, mais uma transgressão, fazer o que? – a voz estava chateada

Entraram na cozinha, onde estava Molly que veio alegre pegar as compras e os elogiou.

Vocês chegaram mais cedo que bom saber que posso confiar em vocês. – ela estava carinhosa e orgulhosa do fato.

Harry se sentiu mal com o que ela falou, lembrando do que havia feito com Gina minutos antes, ele sabia que apesar de ter sido maravilhoso, foi muito rápido, ele nem oficializara o namoro ainda. Foi arrancado dos pensamentos por uma batida na janela, era uma coruja-das-torres, com uma carta oficial no bico, gelou, não era menor de idade, mas temia por ter feito aparatação sem licença, Harry pegou a carta, abriu, leu seu conteúdo e deu um sorriso imenso de puro alivio.

Harry! O que foi? – perguntou Gina curiosa

É a minha licença para aparatar, valida a partir de hoje cedo, e tem a do Rony também.

Mas vocês não prestaram exames! – Molly falou seria.

Parece, que aparatamos tanto na busca pelas horcruxes que não temos necessidade de fazer o exame.

Isso é ótimo – Gina estava feliz, abraçou Harry e deu um selinho, o que deixou o rapaz vermelho. Molly deu um sorriso, virou de costas indo guardar as compras e pediu:

Gina querida, você pode descascar as batatas, para mim? E Harry querido você pode colher uns pêssegos maduros no pomar?

Claro Srª Weasley – ela lhe estendeu uma cesta e ele se encaminhou ao pomar.

Enquanto colhia os pêssegos ficou pensando, na guinada que vida dele dera, antes não ousava sonhar ou fazer planos futuros, agora estava imaginando numa vida junto com a Gina, logo iria morar com Sirius, lembrou da chave que McGonagall lhe entregou, convidaria Molly e Gina para irem com ele ver o conteúdo do cofre ainda essa semana, mas será que ele seria bem recebido no Gringotes? Como estava sentindo falta de Rony e Mione, era tão estranho estar longe dos amigos, sorriu imaginado o quanto eles estariam aproveitando a viagem. Estava tão imerso em seus pensamentos que só notou que a cesta estava cheia quando um pêssego caiu dolorosamente no seu pé. Sorriu e voltou para toca, onde Molly o ensinou o feitiço para descascar e picar frutas e legumes. Olhou para a mesa onde Gina estava escondida atrás de uma pilha de batatas, tornou a olhar para Molly que afirmou com a cabeça e ele repetiu o feitiço, recebendo um lindo sorriso de Gina em agradecimento, assim ficaram os três na cozinha da toca conversando e fazendo o almoço, Harry aprendeu todos os feitiços para cozinhar e também organizar a cozinha, inclusive a torta de pêssego com creme que seria a sobremesa fora feita por ele.

Quando o carrilhão da sala bateu meio dia, escutaram o barulho característico de aparatação e logo o srº Weasley e Percy entraram na cozinha, conversando animados. Cumprimentaram todos e foram lavar as mãos, logo em seguida chegaram os gêmeos repetindo o que o pai e o irmão fizeram, assim que Fred sentou Molly serviu o almoço que transcorreu animado até a hora da sobremesa.

Essa torta foi o Harry quem fez. – anunciou orgulhosa a matriarca.

O que? – exclamou Jorge fazendo uma concha com a mão onde não tinha a orelha, assim que Molly repetiu continuou – mãe acho que não quero sobremesa não.

Nem eu. Amo muito a minha vida. – falou Fred olhando para a torta como se ela fosse um explosivim.

Pois eu quero e um pedaço bem grande. – disse Gina, com orgulho e determinação na voz.

Todos iram comer a torta, onde se viu, o menino fez com o maio amor e vocês ficam com palhaçada. – ralhou Molly enquanto cortava a torta e espalhava um delicioso aroma pela casa. Serviu o primeiro pedaço e entregou a Arthur.

O cheiro esta divino, Harry garanto que esta deliciosa. – falou Arthur, já levando um pedaço à boca, os gêmeos olhavam fixo o pai comer a primeira garfada.

Porque estão olhando assim para pai de vocês? – perguntou Molly com severidade enquanto largava um prato de torta na frente de cada um.

Estamos vendo se ele vai ficar bem. – a voz de Fred era muito seria.

Sim, e qualquer coisa temos um bezoar no bolso. – Jorge olhava Arthur tão firme que nem piscava.

Ahhh! Parem já com isso e comam logo. – Molly perdeu a paciência.

Somente depois que vocês coçarem a comer. – Jorge disse firme

E termos certeza que continuaram bem. – concluiu Fred também firme.

Tanto melhor, esta uma delicia e se vocês não comerem sobra mais. – disse Percy, enquanto comia uma garfada com uma cara exagerada de prazer.

Harry achou a brincadeira muito boa, pois assim aliviou o seu nervosismo, ele ria do jeito apavorado com que os gêmeos estavam olhando a torta em seus pratos, o medo com que tiraram um pedaço e levaram a boca para então exclamarem juntos.

Gárgulas galopantes! Harry isso esta incrível! Você já pode casar, humm que delicia! – e comeram fazendo caras de quem estavam gostando.

Harry aproveitou que o clima estava bem tranqüilo e alegre se levantou e limpou a garganta.

Hum-hum! Gostaria de comunicar uma coisa.

Eu sabia a torta tem veneno. – disse Fred levando a tora em seu garfo ao nariz e cheirando.

Mas se for isso morro feliz, isso esta muito bom. – falou Jorge ainda comendo.

Não é isso. Srº e Srª Weasley eu gostaria de – pausou respirou fundo e continuou – de pedirapermissãodevocêsparanamoraraGina. - Falou tão rápido que Molly pergunto calma.

Gostaria do que meu filho?

Pedir a permissão de vocês para namorara Gina. – Harry falou mais calmo.

Harry que atitude bonita. – falou Arthur – lógico que a tem, mas não se esqueça a Gina é minha única filha, não brinque com os sentimentos dela nem a magoe, senão é comigo que você ira se entender. E outra coisa ela é menor de idade, e uma menina de respeito, espero que a trate como tal. Agindo assim sempre será para mim como um filho.

Para mim também Harry. – falou Molly com lágrimas nos olhos e indo abraçar Harry com força.

Seja bem vindo à família – falaram os gêmeos e Percy juntos.

As palavras de Arthur deixaram Harry desconcertado, não que os momentos de mais cedo eram desrespeitosos, mas foram muito íntimos, ele estava numa batalha de consciência com o que aconteceu, decidiu que no dia seguinte iria falar com Carlinhos, poderia até levar um soco, mas precisava falar com alguém.

O Srº Weasley e Percy não poderiam ir ao funeral à tarde, mas os gêmeos iriam com eles.