Capítulo V Revelações.

Após o almoço os gêmeos continuaram na toca, o que deixou o ambiente muito animado e fez o tempo correr, todos se assustaram quando Molly os avisou que já eram três e vinte, e eles deviam se arrumar, quando todos estavam prontos desaparataram, chegando numa rua lateral do cemitério, a cerimônia seria realizada numa área nova do cemitério, ficava numa colina de onde se avistava a área antiga, não tinha túmulos na superfície e sim um gramado com placas de identificação, árvores frondosas, flores e alguns bancos, lembrava um belo jardim, não demoraram a encontrar o local destinado ao funeral, pois já tinha muitos bruxos sentados, as cadeiras estavam em dois blocos em forma de cone, ia diminuindo a quantidade de cadeiras a cada fileira, e pelo que Harry pode ver deveriam ter mais de quinze fileiras, ele ficou grato por tantas pessoas homenagearem o professor, alguns bruxos olhavam para ele com muito interesse, reconheceu alguns colegas, muitos alunos e ex-alunos da Soncerina, professores, pessoas do ministério, inclusive Kingsley que estava sentado na primeira fileira, ao lado de Sirius, uma moça de cabelos dourados que estava com Teddy no colo, duas meninas de cabelo preto, professora McGonagall, um homem e uma mulher de cabelos pretos, entre eles um rapaz de cabelos castanho escuro, um menino loiro, Lupin, Tonks, as fileiras da frente estavam todas ocupadas então eles se decidiram por sentar numa das ultimas fileiras no bloco esquerdo, onde já se encontravam Luna e Neville, Molly sentou-se na mesma fileira, mas no lado direito junto com Augusta, Andrômeda, Xenófilo e o casal Diggory, Hagrid estava sentado ao fundo, Harry e Gina acenaram para ele.

A cerimônia transcorreu calma e emocionante, o Ministro estava discursando quando seis homens vestidos de verde e prata entraram carregando o um esquife, prateado com detalhes em verde e uma grande cobra em relevo na tampa, todos se levantaram e conjuraram lírios brancos que eram depositados sobre o esquife, sendo recolhidos por Emilia Bullstrode, quando chegaram ao pedestal, depositaram cuidadosamente o caixão no suporte e sentaram-se na segunda fileira, um buxo muito idoso se levantou e foi discursar, as palavras ouvidas eram sobre honra, coragem, lealdade, determinação e paz, quando terminou o discurso, Emilia Bullstrode com um feitiço arrumou os lírios sobre a tampa do esquife que desceu lentamente, as pessoas permaneceram sentadas esperando a saídas dos que estavam sentados à frente, quando o grupo que estava sentado com o Ministro se aproximou Gina sussurrou em seu ouvido.

Esses são os filhos da professora McGonagall Ártemis e Apolo, o menino menor é o Kevin filho do Apolo e o maior é o Klaus.

Aquele que foi torturado por voldemort? – Gina confirmou e Harry olhou para o menino que ela indicara, ele era alto e magro, cabelos castanhos escuro bem cortados, trajava um elegante terno preto, mas o que chamou atenção de Harry eram os olhos um azul claro e puro, ele estava ao lado de um casal que eram uma versão mais nova da McGonagall, com exceção dos olhos da senhora serem mais claros e o formato do nariz e da boca do senhor.

Sirius que vinha logo atrás com Lupin e Tonks quando chegou na fileira que Harry estava parou e os chamou para irem com ele, mal Harry e Gina se encaixaram no espaço um bruxo gordo reclamou e eles seguiram deixando os gêmeos, Neville e Luna para trás, as pessoas formavam grupos pelo gramado e conversavam. Gina perguntou a Sirius olhando ao redor.

Cadê a Sarah?

Ficou lá na frente, as gêmeas do Apolo não estão aceitando bem a mudança dela. – respondeu os conduzindo onde estavam os McGonagall's, Gina os cumprimentou e os apresentou a Harry, Ártemis chamou os meninos que estavam um pouco afastados, Kevin mostrava a vista do vilarejo que tinham dali para Klaus, assim que chegaram ela falou.

Klaus, esse é o Harry Potter. – falou de maneira calma e carinhosa. O rapaz olhou para ele com os olhos admirados sorriu estendendo a mão, e falou pausadamente e com dificuldade.

Obrigado, por salvar o mundo e matar o homem mau. – os olhos dele estavam marejados e a voz sincera – muito obrigado, agora não tenho mais pesadelos com ele, finalmente acabou.

Neste momento chegavam no grupo Molly, os gêmeos, Neville e a avó, todos se emocionaram com a cena.

De nada Klaus! Se você tiver problemas na Alemanha com homens maus é só me chamar ok? – respondeu apertando forte a mão do menino, ele nem sabia o que falar, essas palavras atingiram Harry com muita força, fora o melhor e mais sincero cumprimento que recebera, ele estava certo acabou e todas as vitimas inocentes de Voldemort teriam paz.

Ok, te mando uma coruja. - o jovem respondeu divertido.

Harry ele ficou tão feliz em saber que iria te conhecer hoje, quase nem dormiu. – falou Ártemis emocionada – seria te pedir muito para contar os momentos emocionantes da batalha para ele?

De forma nenhuma. É um prazer. – Harry falou sincero.

Isso vamos para praça ter uma conversa de homens. - Falou Fred carinhoso

Temos tanta coisa para te contar e muitas novidades. - Jorge já foi passando o braço no ombro do menino e foi andando.

Gi, você se importa? – perguntou Harry.

Não! Vai lá ter a conversa de homem. – disse sincera e divertida.

Harry já estava tinha dado uns passos quando parou e olhou para trás, vendo que Neville e Kevin estavam parados chamou.

Vamos Neville!

Eu? – perguntou inseguro o garoto.

Lógico, não teríamos a vitória se não fosse por você. – falou sério

Vem Kevin vamos lá. – falou Neville pegando a mão do garoto loiro de olhos escuros que tinha mais ou menos 12 anos. Que olhou para o pai esse assentiu e os três seguiram juntos até a praça onde os gêmeos já conversavam com Klaus que ria, do que eles contavam.

Como o Klaus esta melhor. Ele esta falando e tão bem, o olhar não está mais vazio. – Augusta estava emocionada.

É, a melhora dele esse ano foi incrível, ele esta como um menino de dez anos, e já esta estudando. – disse orgulhosa – resultado do tratamento desenvolvido pela Sarah, ela vai implementar esse tratamento no St Mungus esse ano. – a voz era carinhosa – quem sabe teu filho e tua nora não melhoram também.

Vocês me dão licença, vou lá falar com a Sarah. – falou Gina, indo para a primeira fileira de cadeiras onde viu uma cena cômica, Sarah ajoelhada no chão na frente de duas cadeiras, onde estavam sentadas com braços cruzados, um bico e feições bravas as gêmeas que quando viram Gina falaram juntas.

Oi Gi. – falaram juntas dando um pequeno sorriso

Oi lindas, o que esta acontecendo aqui? – perguntou, já sabendo a resposta, olhou para Sarah que revirou os olhos e suspirou.

A nossa prima mais favorita do mundo – disse Paty com exagero nas palavras, mas muito sincera.

Que cuida da gente desde que nascemos e sempre ficamos juntas – completou Taty, também sincera.

Vai nos abandonar, sozinhas na Alemanha – falaram juntas. Com lágrimas nos olhos.

Nossa que exagero meninas – falou Gina divertida conhecia aquela duas muito bem, e sabia que estavam só torturando a Sarah, não que não fosse verdade, que elas amavam a prima, ou que estavam sempre juntas, pois pareciam mais três irmãs, mas abandonadas e sozinhas já era demais, elas sempre eram maduras, mas quando queriam algo sabiam insistir como ninguém. – vocês não vão ficar com os seus pais e ainda tem a tia e o Klaus?

Não é a mesma coisa. - Reclamaram juntas.

Não mesmo, mamãe e papai nunca estão em casa. – falou Paty decidida.

E quando estão, só dão atenção para os menores. – a voz de Taty era seria.

E lá não tem livros interessantes. – enumeraram juntas

Nem plantas exóticas. – continuou Taty

Nem poções maravilhosas. – falou Paty olhando para cima e fazendo uma carinha linda.

E a mamãe não deixa a gente ajudá-la a fazer poções nem nos ensina magias. – reclamou Taty, elas detestavam ser tratadas como bebês ou serem superprotegidas.

E a tia e o Klaus só ficam na escola. – Paty falou com voz que quem encerra a questão.

Por favor, Sarah, volta para casa! – pediram juntas. Enquanto Sarah se levantava muito seria.

Já falaram tudo que queriam? – elas afirmaram com a cabeça e ela continuou – eu ouvi vocês e sei que vai ser difícil ficarmos longe. Ou vocês pensam que para mim será mais fácil?

Não – disseram envergonhadas

O motivo maior da minha mudança são justamente vocês duas – elas olharam intrigadas – em setembro vocês não vão entrar em Hogwarts? - Elas afirmaram – então, assim estaremos juntas na escola e quando tiver a minha casa vocês poderão passar alguns dias das férias e feriados lá, nos três juntas, e o melhor bem longe o pai e da mãe de vocês. Não é melhor assim?

Hunhum - responderam juntas.

Eu já sabia que era por isso – falou Paty num tom sábio.

Eu não! Achei que fosse por causa do Carlinhos. – falou Taty num tom romântico, achava lindo os dois juntos.

Vocês são casar logo? – perguntaram juntas e continuaram.

Quando ele pediu para o papai ele falou que iriam anunciar depois da guerra. – disse Paty pensativa.

Agora que a guerra acabou não vão demorar muito não é? – concluiu Taty sonhadora.

Meninas não posso falar esse assunto com vocês. – disse muito seria, elas não sabiam ainda da briga nem da gravidez, se ela como adulta não entendia nada, como explicaria tudo isso para duas meninas de dez anos? Vendo que elas abriam a boca para falar cortou decidida – assim que puderem saber, contarei. Agora vão pedir ao pai de vocês se podemos ir ao beco diagonal, para passear e tomar um sorvete. – elas se levantaram com um sorriso e foram correndo onde os adultos estavam.

Elas ainda não sabem? – perguntou Gina que se sentava acompanhada por Sarah.

Não nem da briga e nem do neném. – falou Sarah acariciando a pequena barriga que era disfarçada pelas pregas do vestido preto que usava, - nem eu entendo ainda o que aconteceu – falou triste.

Eu sei, mas tenho algo para te contar que talvez te ajude a entender. – disse Gina carinhosa

O que é Gina?

Aqui não é a hora nem o lugar para isso.

Você falou igual ao Sirius. – sorriu triste - ele falou de um almoço, combinei com ele de ser na quarta-feira, amanhã estou muito ocupada, se para você e para o Harry não tiver problemas?

Creio que não, vou falar com o Harry, e te mando uma coruja. – falou Gina calma e pediu – será que posso passar a mão no meu sobrinho?

Ou sobrinha – falou rindo – claro que pode. Gina passou carinhosamente a mão na barriga da amiga e falou.

Nossa esta enorme! O vestido esconde muito bem! – ela estava admirada e alegre. – como o Carlinhos não percebeu?

Sentada ela fica grande mesmo, mas ela está maior que o normal para 13 semanas. - Falou admirando carinhosamente a sua barriga ser acariciada por Gina e continuou - Por sorte teu irmão é meio desligado, depois em casa pode ter pensado no motivo de algumas mudanças, os seios, quadril, até barriga, mas acho que ainda não ligou os fatos. – disse esperançosa, e perguntou curiosa – então ele contou do nosso desastroso encontro?

Ele falou por alto que te viu em Hogwarts, por que no jantar o Rony e a Mione falaram de você, daí a mamãe perguntou para ele, mais não falou nada além de – É eu vi ela por lá sim. – imitou a voz grossa do irmão, mas pensou um pouco e perguntou – não me diz que vocês brigaram?

Brigamos na frente do Ministro, do Andreiev e da vovó, que já tinha me dado uma bronca por estar grávida, - vendo as feições admiradas de Gina continuou – eu nem contei nada, mas seria difícil ela não perceber.

Meu Merlim Sarah você já tinha passado mal um pouco antes, meu irmão também é um poço de sensibilidade. – falou Gina preocupada – a Mione contou quando fomos dormir, ela colocou um abaffiato no meu quarto e me entregou o teu bilhete, e eu contei tudo. – disse sincera - Ela não se conforma com a situação.

A Mione é esperta, ela percebeu a gravidez antes que eu passasse mal. – disse com um tom de orgulho, para ela as mulheres tinham que ser inteligentes e independentes. – Não fale assim dele Gi, o Carlinhos não me viu passar mal e nem sabe da história. – a voz dela era severa.

Sempre defendendo ele não é? – a voz de Gina era triste – sinto tanto que estejam separados.

Eu sei Gi, eu também, dói muito lembrar de tudo. – Sarah limpou uma lagrima olhou para trás e viu as gêmeas se despedindo do grupo e falou para Gina. – ele não está melhor. – vendo a expressão interrogativa de Gina completou – na noite que cheguei, fiquei no hotel em Londres, mas não resisti, fui para o jardim e aparatei nos portões de Hogwarts, me transformei na minha forma animaga, e fiquei escondida no jardim, vi quando ele saiu, tarde da noite, e ele estava chorando, quando ele me percebeu eu me escondi e depois que ele foi para a floresta fui embora. Não queria encontrá-lo tão cedo, mas as coisas parecem não correr como queremos. Mas termino de te contar no almoço, as meninas vem vindo.

Tudo bem. – falou Gina curiosa e brincou – eu te deixo curiosa e você também, ok eu mereço. – a voz dela era muito brincalhona queria afastar a tristeza das feições da amiga, olharam para trás e Molly e Augusta acenaram Sarah respondeu o aceno e Gina perguntou. – você não vai cumprimentar a mamãe?

Não, Gi! Se ela souber muito tempo antes do Carlinhos à vida dele vai virar um inferno, e conhecendo a madrinha assim que ela me vir de perto vai descobrir, apesar de tudo ele não merece isso. – falou muito seria, não agüentava mais a situação de se esconder. – diga para ela que me desculpo, mas as gêmeas estavam impacientes.

Você tem razão, eu falo isso para ela pode deixar.

Mudando radicalmente de assunto. Quer disser que você e o Harry estão juntos?

Estamos, nossa parece um sonho, ele é tão carinhoso e preocupado comigo.

Isso é ótimo Gi, vocês merecem.

Obrigada! Estou tão feliz, Sarah. – disse Gina sonhadora – finalmente entendi o que você me falou de magia dos sonhos, que quando desejamos algo com todo o coração por mais impossível que pareça, ele tem tudo para ser realizado.

Essa sempre foi à magia motivadora da minha vida. – antes que falasse mais algo foi interrompida pela chegada alegre das meninas que estavam discutindo o assunto favorito delas, Hogwarts e como deveria ser a torre da Grifinória. Assim que viram que estavam perto da prima, ficaram quietas e falaram.

Papai disse que podemos ir, mas nossa a chave de portal é as oito e meia – falou Paty no tom adulto costumeiro.

E que já são quase seis horas, se não formos logo, não vamos aproveitar nadinha, já que temos que estar no ministério antes das oito. – disse Taty no mesmo tom da irmã.

Eu não falei? – disse Sarah muito bem humorada indo se despedir de Gina com um abraço e falou no ouvido dessa. - Cuida bem dele para mim. - Pediu com muito amor na voz

Cuido sim fica tranqüila. – Gina falou carinhosa no ouvido da amiga e pediu também – e você cuide bem deste nosso neném.

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Pode deixar Gi. - Sarah respondeu enquanto se afastavam com um sorriso singelo nos lábios. Pegou a mão das gêmeas e desaparatou para o beco diagonal.

Gina olhou triste para o local onde a amiga havia sumido, era obvio que por mais que eles tentassem esse amor nunca iria acabar. Queria muito vê-los juntos e felizes. Com esses pensamentos andou até onde estava a sua mãe, assim que chegou Apolo perguntou.

As meninas estavam impacientes não é? – ele sorria, pois conhecia muito bem as filhas.

Muito – ela falou agradecida por ele falar isso, assim seria mais fácil encobrir a indelicadeza que Sarah fora forçada a fazer – Sarah pede desculpas ela queria vir cumprimentar vocês, mas eu queria contar umas coisas para ela depois as meninas estavam impacientes. – falou num tom divertido.

Queria tanto abraçar a minha afilhada, estou com muita saudade dela, - Molly estava um pouco decepcionada – pensei que estava me evitando e que esta envergonhada, por ela e o Carlinhos terem rompido o namoro, mas acho que me enganei. – disse pensativa. Os presentes que sabiam da história evitaram trocar olhares.

Que nada mamãe, ela até desmarcou um compromisso e nos convidou para almoçar. – disse Gina que se lembrara de algo importante, e para não deixar Sarah mal com a Molly tinha que torcer para dar certo. – Ela esta com a agenda lotada essa semana, e me perguntou qual dia seria melhor, eu disse que na quarta-feira seria perfeito. – ela estava com uma voz e um olhar inocente.

Gina! Como você combina algo justo no dia que Gui e Fleur marcaram um almoço lá em casa! – ralhou severa.

Ai! É mesmo mamãe. – disse com uma cara de preocupada, mas por dentro gritando YES. - Como fui me esquecer. – deu um tapa na testa - Mas mando uma coruja desmarcando com a Sarah. Ela vai ficar triste, mas vai entender.

Negativo Ginevra, você e o Harry iram neste almoço e eu fico com as visitas em casa. – falou muito decidida. – Pedirei para Carlinhos acompanhar vocês.

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O Carlinhos mamãe? - falou arqueando as sobrancelhas, - acho que isso não daria muito certo, eles brigaram feio quando se viram em Hogwarts. – estava radiante por dentro, o plano deu certinho. Só esperava que Sirius entendesse.

Foi sim Molly se Andreiev não interviesse, não sei como acabaria, eles já estavam com a mão nas varinhas. – contou McGonagall.

Essa história esta cada vez pior. – falou com os olhos arregalados. – tenho que ter uma conversa seria com esse menino. Mas quem poderá ir com vocês?

Eu vou - falou Sirius com um sorriso discreto – quero mesmo passar mais tempo com o Harry, e Sarah havia comento que iria marcar um almoço com vocês e depois me avisaria à data certa para ir também.

Ótimo, assim está perfeito. – falou Molly, não percebendo que fizera exatamente como Gina queria.

Aos poucos todos iam embora, o grupo formado pelos McGonagall, Sirius, os Lupin, Gina, Molly, Andrômeda e Augusta, caminharam sem pressa até a praça onde estavam os meninos iam conversando coisas sobre o tempo deles em Hogwarts, matando a saudade dos amigos que ali estavam reunidos, Molly e Ártemis apesar de aborrecidas com a separação dos filhos eram muito amigas e nada estragaria essa amizade. De longe viram o grupo animado, davam risadas altas, não que o dia fosse para isso, mas o assunto que os gêmeos estavam falando era hilário, e não tinha como não rir, o que era bom, já que a tristeza devia fazer parte do passado, dali para frente era só alegria e novas emoções.

Assim que os adultos se aproximaram eles ficaram quietos, já que o assunto faria os pais ficarem muito irritados. Papos de homem falando de mulheres. Algumas aventuras amorosas dos gêmeos Weasley.

Estão se divertindo? – disse Ártemis carinhosa.

Muito mamãe. – respondeu Klaus e disse orgulhoso – Arrumei um emprego!

Um emprego! – perguntou admirada – Com quem?

Com os gêmeos. – a voz dele trasbordava carinho.

Ele será o representante da nossa loja na Alemanha. - Disse Fred.

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O serviço é fácil – esclareceu Jorge vendo o olhar intrigado de Ártemis – ele distribuirá os formulários de pedidos, depois nos manda por coruja assim que recebermos lhe enviamos os produtos com a nossa coruja de entrega, que é como a do profeta diário recebe a quantia certa e todos os produtos que forem para a Alemanha ele recebe uma comissão de 15%.

Uma idéia muito boa meninos. - elogiou Molly emocionada com a sensibilidade dos filhos.

Harry havia se levantado e ido para o lado de Gina pegou a sua mão e sussurrou no seu ouvido.

Vem comigo.

Mãe! Vou ali com o Harry e já volto. – falou acompanhado o moreno. Perguntou – aonde você vai me levar?

Tem dois lugares que quero ir com você. – respondeu misterioso. Passou o baço no seu ombro e ela fez o mesmo na sua cintura e ele a acompanhou até o chalé de seus pais, ele tocou nos portões como fizera na noite de natal com Hermione, e a placa surgiu, eles leram as mensagens ali deixadas, Harry sorriu ao constar que tinham novas.

Esse chalé deveria ser lindo antes da explosão. – falou Gina emocionada.

Deveria ser sim. – falou Harry também emocionado. – quero falar com Sirius para o reconstruímos, assim quando nos casarmos teremos onde morar.- disse sonhador. - Lógico se você quiser morar aqui. – a olhou nos olhos esperançoso.

Claro que eu quero! – ela estava surpresa com o que ele falou, se ela compreendeu direito ele praticamente a pediu em casamento, sentiu uma alegria imensa. – A cidade é linda, ótima para se constituir uma família.

Sério Gi? Você quer mesmo? – os olhos dele estavam marejados ela afirmou com a cabeça, ele a abraçou forte e sussurrou no seu ouvido. - Obrigado amor.

Antes Gina pudesse responder sentiu o desconforto da aparatação, quando tocou o solo percebeu que estava na área antiga do cemitério na frente de um tumulo de mármore como o de Dumbledore. Quando leu os nomes uma onda de emoção varreu seu corpo, era o tumulo dos pais de Harry.

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Gi, quando vim aqui no Natal, e vi pela primeira vez onde meus pais estavam descansando, senti muitas coisas, dor, revolta e não vou te negar que senti raiva e que também fui egoísta. - Ele percebeu o olhar dela e explicou. - Eu não entendia a magnitude do sacrifício deles, queria tê-los comigo ou estar com eles, porque na época tudo parecia perdido e sem esperanças, eu tinha perdido tudo o que me dava forças para viver, as únicas coisas que ainda me mantinham em pé eram a amizade de Hermione e a certeza que somente eu poderia acabar com os dias de terror que estávamos vivendo e assim te dar segurança. – Gina o olhava com carinho, e lágrimas corriam pelas faces dos dois, Harry respirou fundo e continuou ele precisava desabafar para as três pessoas mais importantes da vida dele. - quando fui para a floresta, decidido a morrer pelos que eu amava, te vi no gramado, e neste momento compreendi o sacrifício dos meus pais, para o bem de quem amamos vale a pena morrer. Vale a pena se sacrificar para dar um mundo melhor a quem amamos. - Olhou Gina nos olhos acariciou seus cabelos. – Gi obrigado por me esperar. Eu te amo!

Harry! Espero por você desde que ouvi teu nome pela primeira vez. – disse sincera. - Eu te amo muito também. – se abraçaram e trocaram um beijo carinhoso. Assim que separaram os lábios Harry manteve um barco na cintura dela ficou de frente para o tumulo dos pais e falou

Pai e mãe! Vim aqui hoje agradecer a vocês por terem me dado a chance de viver. E também lhes apresentar a minha ruivinha; pai temos o mesmo bom gosto para mulheres. - disse sorrindo, com um movimento da varinha conjurou uma coroa com rosas brancas e lírios cor de rosa depositou sobre o tumulo e saiu andando com Gina até a praça foram em silencio, mas sorrindo com o coração em paz, quando chegaram se reuniram ao grupo e foram envolvidos pela alegria que emanava dos presentes.

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A conversa estava tão boa que quando perceberam já eram oito horas da noite. Os McGonagall se despediram, Ártemis prometendo que iria visitar Molly nas férias, Sirius combinou um jantar com Harry e Gina para noite seguinte na casa de Lupin, o que Tonks achou ótimo, pois tinham que decidir os detalhes do batizado de Teddy. E assim todos foram embora apesar do motivo da reunião ter sido triste, eles estavam confortados e felizes, pois sabiam que por mais que Snape fosse frio, ele reconhecia e admirava o valor da amizade. Harry descobrira que Ártemis fora professora de Herbologia dos seus pais em Hogwarts, e algumas traquinagens da juventude do Srº e da Srª Weasley, que fizeram a alegria dos gêmeos que ainda perturbavam Molly quando chegaram em casa e enquanto ela preparava uma sopa de ervilhas com bacon para o jantar.

Molly e Gina estavam lavando a louça e arrumando a cozinha quando Molly falou, como quem não quer nada.

Gina eu não sei o que você esta me escondendo com relação à Sarah e ao Carlinhos, mas saiba que eu não nasci ontem e tenho muito mais experiência de vida que você. – Gina olhava com interesse o prato que estava secando não conseguindo encarar a mãe. – eu percebi todo o teu joguinho hoje.

Mamãe me desculpa, mas não posso te contar o que sei – disse olhando a mãe com a voz firme e seria - eu prometi para a Sarah.

Eu não vou forçar nada nem de você e nem do teu irmão. – a voz dela era sincera – e também não estou zangada com vocês. Mas que eu vou descobrir a verdade, ah isso eu vou.

Mamãe te garanto no máximo semana que vem a senhora vai saber. – falou decidida. E antes que continuasse Harry entrou na cozinha.

Gi! Eu vou subir, quero escrever para o Rony antes de dormir.

Tudo bem meu amor, se a mamãe me liberar também vou subir queria escrever uma para Mione, assim a Edwiges pode levar as duas. – disse na esperança de ficar um pouco sozinha com Harry.

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Bem vamos todos subir, eu tenho que arrumar a cama para o teu pai dormir e aproveito e escrevo algo para o Rony também, assim que terminar, pego a sua carta Gina e levo para você Harry. – falou dando um aceno na varinha e as louças se guardaram e um pano secou a pia.

Subiram as escadas quando chegaram no andar do quarto da Molly ela falou:

Gina daqui a quinze minutos eu vou ir pegar pergaminho no teu quarto, espero não achar um certo garoto de óculos por lá. – a voz dela era muito divertida.

Obrigada senhora Weasley. – falou Harry envergonhado.

Harry e Gina subiram as escadas quase correndo, quando chegaram na porta do quarto de Gina, Harry a imprensou contra a madeira e colou seus corpos e grudou suas bocas num beijo exigente e apaixonado, Gina sentia-se dominada pela paixão se corpo tremia, as não obedeciam sai mente e passeavam pelas costas de Harry e sentia as mãos dele nas suas, quando ele a beijava assim ela sentia a sua intimidade pulsar e a umidade aumentar, principalmente porque sentia o membro dele firme e pulsante contra o corpo dela, ele estava de moletom o que permitia a ela senti-lo ainda melhor. Quando se separaram estavam ofegantes e com os lábios vermelhos, Gina acariciou o membro dele sobre o tecido da calça, o que fez ele gemer baixinho, enquanto fazia o carinho falou sedutoramente.

Boa noite amor. Sonhe comigo.

E tem como não sonhar? – disse apaixonado – boa noite amor. – falou dando um selinho delicado e sussurrou no ouvido dela – sua doida, se a tua mãe te pega fazendo isso, sou um bruxo morto.

Desculpa amor não resisti. – mordeu o lábio inferior o que deixou Harry mais acesso.

Gina me deixe subir, vou ter que me aliviar antes de escrever para o teu irmão e tua mãe já deve estar subindo. – se aproximou dela e a beijou novamente, e foi pelas escadas para o banheiro o mais rápido possível.

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Ela ficou acompanhando ele com o olhar, não entendia o que acontecia, quando estavam juntos ela perdia a noção do perigo, achava o máximo como mexia com ele, lembrava da época que namoraram em Hogwarts e sempre fora assim com ele, muito intenso e sem os tabus impostos pelos puritanos, completamente diferente dos outros namorados que teve, com eles era fácil impor limites, já com Harry ela não conseguia, por que com ele o desejo era recíproco, ela ansiava pelas caricias e pelos avanços dele com cada um era uma nova descoberta, Harry estava com o corpo cada vez mais definido e bonito. Sabia que era amada na mesma intensidade e isso lhe dava muita confiança nele, apesar dos seus dezesseis anos sabia que com Harry seria para sempre, e que quando fosse a hora poderia se entregar sem medo. Coisa que nunca sentira antes. Mas ela teria que começar a se controlar, pois estava ficando cada vez mais arriscado serem pegos, ainda mais com seus irmãos quase sempre na toca. Entrou no quarto colocou uma camisola branca e foi escrever para Mione. Guardaria a lembrança do que aconteceu naquela manhã para seu momento de intimidade antes de dormir.

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Harry chegou no quarto só de roupão, cabelo molhado e com um sorriso nos lábios, enquanto vestia o pijama pensava em como Gina mexia com ele e agora que ele não tinha outras preocupações, bastava um beijo para ele ficar com muito desejo precisava urgente descobrir como esconder isso, pois agora que estavam juntos na toca era embaraçoso, lembrava com saudade das escapadas deles em Hogwarts escondidos com a capa da invisibilidade, seu sorriso se ampliou quando lembrou que numa destas escapadas, um pouco antes do ataque a escola, ele numa brincadeira boba perdera uma aposta para Gina e ela como pagamento queria ver como ele era na intimidade, lógico não fora como nesta manhã, pois estavam numa passagem secreta do castelo e Rony logo faria a ronda de monitor e Harry sabia que ele iria verificar todas as passagens usando o feitiço Homenum Reveliose eles não estivem na sala comunal logo, mas a carinha dela naquela noite fora linda. O que ele estranhou quando Rony contou a reação da Mione foi que a Gi não se assustou com o seu "amigo". Sentou-se na escrivaninha de Rony, afastou esses pensamentos e começou a escrever, contando os fatos do dia, o que Harry não sabia era que quase do outro lado do mundo um ruivo muito agitado, também lhe escrevia.

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Rony estranhava tudo naquele país, primeiro fora o horário, pois saíram as oito e vinte da manhã de Londres e chegaram ali as cinco e trinta oito da tarde, não que a viajem durara todo esse tempo, ela durou apenas dezoito minutos isso se devia ao tal fuso horário, o clima fora outro problema quando chegaram estava um calor agradável com o chegar da noite ficou cada vez mais frio, agora já era a manhã de terça, para dormir ele e Hermione fizeram uso da poção do sono, o céu que ele via da janela estava um azul lindo, mas se arrependeu quando abriu a janela, pois entrou um vento muito gelado. O quarto era cheio de coisas trouxas, algumas ele sabia usar, pois quando foi no apartamento de Carlinhos, uns anos atrás, ele o ensinou como usar o controle remoto da tv, do som e do dvd, ele não atreveu a chegar perto do computador que tinha ali, o rapaz que o trouxe até o quarto lhe falou que ele podia usar a vontade, mas ele não entendia como se usava aquelas letras presas num retângulo, o telefone, Carlinhos também o ensinara a usar, e principalmente lhe explicou que não era necessário gritar, ele quando via essas tecnologias trouxas se sentia um lerdo, mas o que o irmão lhe falou antes de sair o fez pensar muito, e agora que estava com Mione ele tinha que aprender essas coisas, senão como viveria no mundo dela? Não queria fazê-la passar vergonha toda vez que seus parentes trouxas fossem a casa deles ou quando eles fossem visitar os parentes dela. Estava decidido conversaria com o irmão e pediria a sua ajuda.

Pegou a pena e o pergaminho e começou a escrever para Harry, queria fazer isso antes do café da manhã, começou a se lembrar de tudo que aconteceu no curto espaço de tempo que tiveram no dia anterior.

[i] [navy] Flashback

A chave de portal os levou direto para a sede do ministério da magia da Austrália, Eles chegaram direto no jardim que tinha nos fundos do prédio, ali diferente da Grã Bretanha, os bruxos e trouxas conviviam em total harmonia, como lhes explicou Gabriela Hoover, uma estagiaria de longos cabelos cacheados castanho escuro, não muito alta, de olhos pretos e rosto meigo, que fora responsável por auxiliá-los em sua estadia na Austrália, ela os levou por um breve passeio pelo ministério, enquanto seus documentos eram verificados e as autorizações emitidas, contou um pouco da história do país, que foi colonizado por ingleses e que em sua maioria eram bruxos, mas como ali não houve problemas de interação com os trouxas eles não se escondiam tanto como na Inglaterra, tanto que os prédios importantes bruxos ficavam bem a vista dos trouxas, o ministério, por exemplo, estava localizado num dos maiores arranha-céus da cidade. Gabriela os mostrou os diversos andares do ministério que era muito luxuoso, explicando os detalhes mais importantes, até chegarem à cobertura, onde tinha um local de pouso de vassouras, o local para guardá-las, um restaurante e um mirante, ela os levou até o mirante para mostrar a vista da cidade, mas Hermione não quis ir até a sacada assim foram somente Rony e Gabriela.

Hermione não gostou nem um pouco da situação, percebeu os olhares que a morena dava para o ruivo, mas a moça se portou com muito respeito e atenção, logo voltaram e ela solicita mostrou os mesmos pontos turísticos para Hermione, e foi com eles tomar um lanche já que eram quase seis da tarde, onde numa conversa mais informal contou que estava para casar no sábado e se eles ainda estivessem na cidade seriam muito bem vindos no seu casamento. O que fez Hermione se sentir culpada por ter julgado mal a moça, quem não olharia para Rony? Ele estava muito elegante e charmoso, e a cada dia mais lindo.

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Quando terminaram voltaram para o setor de legalização de bruxos do exterior, e tudo já estava pronto, então Gabriela os levou até a lareira, se despediu, e eles foram para o hotel, chegaram na área em que fica a residência dos Yates, que esperavam por eles. Os Yates eram um casal idoso e de feições bondosas, seus nomes eram Mathews e Milleny. Depois dos tradicionais cumprimentos e breves palavras seguiram para a recepção do hotel, durante o curto percurso Rony percebeu a mudança de Hermione ela estava cada vez mais tensa e nervosa, respirava fundo e repetias palavras inaudíveis, Rony soltou a mão dela e passou seu braço pela cintura, e a trouxe para perto, o que pareceu acalmá-la um pouco. Enquanto a Srª Yates fazia o cadastro deles o Srº Yates foi chamar os pais de Hermione, e assim que voltou apresentou-os ao jovem casal, Hermione conteve as lágrimas, seus pais a olharam como se fossem estranhos.

Mônica e Wendell Wilkins quero lhes apresentar Hermione Granger e Rony Weasley. – disse o Srº Yates animado.

Weasley? Você é parente do Carlinhos Weasley? - Perguntou o pai de Hermione.

Ele é meu irmão – falou Rony, a situação era muito estranha.

Ele e a namorada estiveram aqui no inicio do ano. Logo depois de uma tentativa de assalto. – disse pensativo e continuou – Ótimas pessoas, o pedido de casamento que ele fez para ela foi um dos mais românticos que já vi. – a voz dele era sonhadora.

Rony arregalou os olhos, ele não sabia disso, o irmão estava noivo, isso agrava a situação e o deixou mais curioso em saber o motivo do rompimento.

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Deixe de ser indiscreto Wendell – ralhou à mãe de Hermione, e falou. - Hermione é um lindo nome até hoje não sei porque não dei esse nome a Allison. – falou pensativa, não notando os olhos marejados de Hermione. – a Allison é nossa filha, tem quatro anos, e se encantou com o teu irmão e a noiva, quase não os deixava sozinhos. – disse muito divertida e olhou bem para Hermione dizendo – Você se parece muito com a minha filha. Vocês irão conhecê-la, daqui a pouco ela chega da escola.

A Sarah e o Carlinhos exercem esse fascínio nas crianças mesmo. – respondeu Rony divertido.

Por que vocês não acompanham o jovem casal até a sala de espera especial, enquanto termino o cadastro deles, assim vocês podem conversar? – sugeriu Milleny.

Boa idéia – respondeu um animado Srº Granger. Que chegou perto de Rony e falou em seu ouvido – se você veio superar teu irmão, vai ser difícil, mas tenho umas idéias ótimas. – o que deixou Rony vermelho ele deu uma risadinha se afastou do garoto e disse para a esposa. – Mônica você tem a sensação de já conhecê-los?

Antes que ela pudesse responder foram interrompidos por sons de passos apressados e gritinhos de uma voz meiga.

Tio Carlinhos ... tio Carlinhos vocês vieram me visitar. Cadê a tia Sarah? – uma versão em miniatura quase idêntica de Hermione, vinha correndo quando Rony se virou ela já estava bem perto e parou abruptamente olhou bem para ele cruzou os braços fez uma cara de decepcionada e falou. – você não é o tio Carlinhos, mas é muito parecido, por favor, me perdoe o engano. – falou muito envergonhada.

Não tem problema. - Falou Rony de abaixando para ficar na altura da menina e com a voz muito carinhosa – Ele é meu irmão. – os olhos da menina brilharam em entendimento, Rony sorriu, pois era idêntico ao de Hermione. – Pode me chamar de tio Rony. – estendeu a mão para a menina e ela apertou e falou.

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Meu nome é Allison, mas pode me chamar de Alli. – a voz dela era muito alegre e perguntou para Rony. - Quem é essa moça bonita que esta com você? Ela tem cara de inteligente!

Esta é a minha namorada. Hermione Granger

Muito prazer Allison – Mione também se abaixou para falar com ela com a voz muito carinhosa. – pode me chamar de tia Mione.

Tia Mione a Srtª também pode me chamar de Alli. – abraçou e beijou Hermione com carinho. Quando a soltou correu para o colo da mãe contanto. – Mamãe a senhora não sabe o que aconteceu hoje!

O que Allison? - Perguntou a Srª Granger pegando a pequena no colo.

Sabe a Violet, a menina mais bonita e a mais burra da minha sala? – perguntou com a voz seria.

Allison não devemos falar assim das pessoas. – ralhou.

Desculpa mamãe, mas é a verdade, a senhora sabe que é não é? – como a mãe afirmou com a cabeça ela continuou – então ela me chamou de cabelo de palha, sabe tudo irritante e disse que eu ia ficar vesga de tanto ler. Mas ela falou alto, daí todo mundo da sala riu de mim. Eu fiquei com raiva e desejei que ela ficasse com a cara, não com o rosto – corrigiu vendo as feições contrariadas da mãe. – cheio de verrugas e daí ela começo a coçar a ca... o rosto e ficou cheia de bolas a professora falou que devia ser alergia. Mamãe ela ficou tão feia e estranha.

Rony trocou um olhar significativo com Hermione.

Realmente deve ter sido alergia. – colocou um ponto final Milleny – agora, por favor, acompanhem os hospedes. – ela sabia que Hermione tinha pressa em trazer os pais de volta. Ela se sentia triste, pois havia se afeiçoada muito aos Granger's, mas sempre soube que esse dia chegaria.

Sim, desculpem, por favor, nos acompanhem. – o Srº Granger assumiu um tom profissional.

Os guiou até uma sala que tinha dois sofás e algumas poltronas, os pais e a irmã de Hermione sentaram num sofá que ficava de frente para as poltronas onde sentaram Rony e Hermione, que rapidamente lançou um feitiço não verbal que fez os três dormirem então ela se aproximou da família e reverteu o feitiço da memória.

E os acordou ansiosa para saber se o feitiço havia funcionado. Nunca sentira tanta dor como a de não ser reconhecida pelos pais e pela irmã.

Quando eles acordaram a cena foi muito emocionante, eles estavam confusos, não entendendo por que a filha os abraça e beijava chorando tanto. Ela estava muito diferente desde a última vez que a viram, o que para eles parecia ter sido a minutos atrás e não quase um ano. Quando Hermione e Rony contaram tudo que aconteceu Elisabeth, Jack e a pequena Hellen, estavam horrorizados e perplexos com a atitude tomada por Hermione e pela aventura vivida pelo trio, então com mais um feitiço Hermione devolveu as lembranças dos meses passados na Austrália, assim quando a srª Yates lhes trouxe um chá, a emoção foi forte novamente.

Ela havia convivido com eles como se fossem filhos se afeiçoou muito a família Granger, e Elisabeth que era órfã desde a juventude sentia uma grande carinho pelos Yates, o jantar foi uma festa, com muitas historias a serem contatadas. A pequena Hellen queria que seu nome continuasse sendo Allison, então Rony prometeu sempre a chamar de Alli, e ela continuou a chamá-lo de tio, o que a deixou mais feliz foi saber que o Carlinhos e a Sarah estavam na Inglaterra.

Os pais eram só carinhos e atenções com Hermione, Rony estava feliz com isso, mas ele ficou de lado por mais que participasse da conversa, ali a estrela era ela, e ela estava ainda mais linda com aquele sorriso radiante nos lábios os olhos brilhando de felicidade. Ficaram acordados e conversando até tarde, eles teriam que ficar até a próxima semana para resolver a situação trabalhista dos pais da Mione, o apartamento dos Granger's no hotel era pequeno, assim Hermione e Rony ficaram mesmo em quartos do hotel, a irmã da Mione dormiu com ela. Rony tomou a poção e logo dormiu.

Fim do flashback.

Rony colocou o ponto final na carta que escrevia para Harry e já ouviu uma batida na porta ele mandou entrar e ali estava a sua Hermione linda num vestido rosa claro e a Hellen num vestido da mesma cor, elas entraram, Rony e Mione trocaram um beijo leve e desceram para tomar o café, quem os visse pensaria se tratar de uma jovem família, Rony tinha um braço passado na cintura de Hermione e no outro a irmãzinha dela. Quando chegaram na recepção do hotel o Srº Yates, pegou a carta dele e as duas que Hermione escrevera e disse que mandaria pela coruja de Sarah. Seguiram para o restaurante.

Quando chegaram no restaurante os pais da Mione estavam sentados esperando por eles, ele soltou a namorada cumprimentou todos, entregou Hellen para o pai e antes de sentar falou.

Srº e Srª Granger eu gostaria de comunicar que eu amo a filha de vocês e que estamos namorando, as minhas intenções são serias, e queria a bênção de vocês. - Disse muito sério e solene.

Lógico que vocês a tem. – disse o Srº Granger – nossa achei que vocês nunca fossem perceber que se amavam. – a voz dele era divertida.

Todos riram e foram comer, o dia seria longo e cheio de passeios com a família. Rony e Mione estavam pensando nos amigos que estavam na toca, que provavelmente estariam dormindo.

Uma das coisas que Harry amava n'A Toca era a forma que ele acordava, um cheirinho delicioso de café, bacon e ovos. Mas naquela manhã tinha outro cheiro, um que ele amava mais que tudo, um aroma floral único, com um sorriso nos lábios abriu os olhos, pegou os óculos na mesinha de cabeceira e virou para o lado donde vinha o aroma e a viu sentada em uma cadeira ao seu lado, o olhando enamorada, quando seus olhos se cruzaram ela falou carinhosa.

Bom dia amor! Você fica tão lindo dormindo! – ela estava com um sorriso tão meigo.

Bom dia anjinho. – disse Harry todo carinhoso – esta ai há muito tempo?

Não mamãe acabou de descer, e eu vim te chamar para tomar café, mas você estava dormindo tão gostoso que fiquei com dó de te acordar.

Nossa Gi! Dormi muito bem mesmo. – falou indo para o lado oposto da cama. – deita aqui comigo?

Claro amor! – disse já se deitando ao lado dele e pousando a cabeça no peito de seu amado e acariciava seu rosto; ele a abraçou e com uma das mãos começou a acariciar os longos fios cor de fogo e a outra passeava pelo braço dela, ficaram assim juntos e em silencio por um bom tempo apenas curtindo a presença um do outro, sem a presença de desejo carnal, existia apenas o prazer de estarem juntos, vivos e felizes. – eu te amo Harry! – falou Gina com uma sinceridade que tocou fundo na alma de Harry estavam com os rostos próximos e seus olhos estavam fixos um no outro o castanho perdido no verde.

Também te amo ruivinha. – disse Harry com a mesma sinceridade usada por Gina, já foi inclinando a cabeça, buscando pelos lábios carnudos dela se beijaram com amor e ternura, apesar de ser um beijo apaixonado, não havia fúria ou urgência, somente carinho e delicadeza, as línguas exploravam a boca um do outro se acariciando, as mãos dele passeavam pelos cabelos e pelas costas dela; e as dela se perdiam naqueles cabelos tão rebeldes e no pescoço dele. Quando se separaram estavam com um sorriso nos lábios. E cada uma segurava nas mãos o rosto do outro, ficaram dando selinhos até ouvir a voz da Molly chamando por Gina. – amor vai indo que eu vou tomar um banho e já desço. – disse Harry muito carinhoso.

Não demora. – disse Gina dando mais um beijo em Harry e saindo do quarto com um sorriso lindo nos lábios.

Já estavam quase terminando o café quando se ouviu o ronco forte de um motor de carro entrando no jardim d'A Toca, o Srº Weasley se levantou e foi para a janela ficou estático e admirado com a linda camionete vermelha que estacionava na porta de sua casa, e mais impressionado quando viu quem desceu dela, seu filho Carlinhos. Que pegou na traseira uma grande bolsa preta e se encaminhou para o interior da residência.

Bom dia! – saldou ao chegar na cozinha e largar a bolsa no chão.

Dia – respondeu a família.

Meu filho de quem é aquele carro? – perguntou o Srº Weasley ainda fascinado com a beleza da camionete.

É meu papai. – respondeu enquanto se sentava e a mãe lhe estendia uma xícara de café com leite.

Molly foi ao fogão servir um prato para o filho e olhou pela janela e também se admirou.

Mas filho você não estava economizando para comprar uma casa? - Perguntou preocupada enquanto lhe entregava um prato com salsicha, ovos e bacon.

Mamãe o dinheiro da casa eu já tenho. – disse muito sério e vendo as feições de espanto da mãe esclareceu. – Eu sempre economizei ao máximo o meu salário, e todos os prêmios recebidos pelas copas de quadribol, abonos, prêmios recebidos por trabalhos feitos na reserva e serviços extras eu sempre guardei. O salário na reserva era ótimo mamãe, sempre te falei isso, quando eu ou o Gui queríamos assumir alguns gastos d'A Toca e a senhora recusava. – a voz dele era um pouco ressentida, mal sabia Molly das formas que ele e Gui usaram para ajudar os pais sem que esses soubessem, mas ele e o irmão ainda achavam pouco.

Meu filho o dinheiro de vocês é para o futuro da família que vocês terão. – A voz dela era firme e não aceitaria ser contrariada. - Parabéns pela tua aquisição. – Disse sincera e orgulhosa do jeito maduro do filho. Colocando um ponto final na discussão falou. – ela combina bem com você.

Foi o que a Sarah falou quando a viu, no dia que saímos para comprar um carro para mim, ela bateu o olho e falou é essa, disse que um cara como eu tinha que ter um carro assim forte e grande. - Falou sem perceber, mas chamou muita a atenção dos presentes que ficaram em silencio deixando ele recordar em voz alta. - Ela ama essa camionete, quando ia passar o final de semana comigo, sempre íamos viajar, acampar ou simplesmente explorar a região. – a voz dele era melancólica, como se tivesse mergulhado em boas lembranças. – Eu amo dirigi-la, pois me trás ótimas lembranças e ela é linda, não é mesmo?

Ela é maravilhosa! – exclamou o patriarca encantado com a beleza da camionete. - Filho depois nosso dar uma olhada mais de perto? - Já voltando para a mesa.

Claro que sim papai ela vai ficar conosco mesmo. – disse divertido trocando um olhar de eu não disse com Harry que também estava divertido. – inclusive quando o senhor voltar do ministério podemos dar uma volta. Quem sabe iremos todos jantar num restaurante trouxa em Londres?

O convite foi feito com tanto carinho que Harry ficou chateado ao falar.

Que chato marquei um jantar hoje com Sirius. – a voz dele era muito triste. Quando viu uma grande coruja negra pousar na janela da cozinha.

Brena? – exclamou Carlinhos

É. A Sarah a deixou com o Sirius. – respondeu Gina, com uma voz muito desinteressada. – Porque achou que fosse uma carta dela para você?

Não. Nós não temos mais nada para conversarmos, além de assuntos profissionais, eu pensei que fosse algo do gênero. – respondeu, com a voz desapontada.

O que não passou despercebido por Molly que trocou um olhar significativo com Gina, e falou enquanto entregava a carta para Harry e a coruja voava para o ombro do ruivo.

Então é verdade que vocês terminaram? – a voz dela era calma.

Sim mamãe! Terminamos há quase dois meses.- a voz dele era séria e triste, mas estava decidido a por um ponto final na história, ou depois seria pior para ele. - Desta vez a culpa foi dela. A vi abraçada com o Sirius.

Meu filho, vocês se amam tenho certeza que não foi nada de mais. – Disse meiga, olhando o filho com carinho, sabia que ele era ciumento, imaturo e precipitado quando o assunto era a namorada.

Mamãe nós tínhamos um trato, que qualquer coisa seria perdoada, menos traição, - a voz dele era ressentida e muito magoada. - No dia 13 de março fui para a casa dela e a conselho de uma amiga cheguei de surpresa e vi pela janela que eles estavam se beijando. – os olhos dele estavam marejados.

A Sarah jamais faria isso! – Exclamou Molly com os olhos arregalados e o coração apertado. Pelo que o filho lhe falara a coisa era muito complicada mesmo.

Mas fez mamãe. Eu vi! Graças a Jully não pude por um ponto final nisso. – a expressão dele era dura e fria. - Ela morava sozinha há anos naquela casa, sabem-se lá quantos "amantes" ela já não teve?

Meu filho não fale assim. – ralhou o Srº Weasley – Vocês pelo menos conversaram depois disso?

Sobre isso não. – disse num tom muito frio

Eu não estou entendendo como foi que vocês terminaram? – perguntou Molly extremamente perdida.

No dia seguinte a Sarah foi procurar o Carlinhos para dar ótimas noticias e ele deu o troco. – disse Gina num tom mordaz.

O troco como assim? – perguntou Molly.

Quando ela chegou na reserva eu beijei uma aluna, a Jully, na frente dela. – ele olhava para Gina com raiva num tom perigosamente vermelho. O que não passou despercebido a Harry que levou a mão a varinha e a se posicionou na cadeira de forma a ficar na frente de Gina.

Você não fez isso Carlos Fabian Weasley? – disse Molly no tradicional tom severo.

Fiz sim mamãe! – pensava pior que fiz. – eu estava sendo traído pela única mulher que eu já amei, estava sofrendo queria que ela também visse que não era a única desejável e que sentisse a dor que eu sentia. – ele estava quase gritando e lágrimas corriam pela sua face.

Mas vocês nunca mais conversaram? – Perguntou Molly perplexa com a situação.

A primeira vez que nos vimos depois disso foi em Hogwarts domingo. – disse mais calmo – e o encontro não foi dos mais tranqüilos.

Meu Deus! – Molly teve a noção que a tarefa de juntar os dois seria muito mais difícil. – e nem na reserva?

Nunca mais a vi por lá. – falou pensativo, era estranho mesmo, o fato que nestes quase dois meses ela não fora nenhuma vez lá.

Andreiev sempre te mandava em serviços externos quando ela ia lá. – falou Gina com a voz triste. Carlinhos a olhou compreendendo tudo.

Gina que noticias eram essas? - Perguntou Molly.

Isso eu não posso falar, é assunto deles, e quem tem que falar é a Sarah. – disse decidida.

Cronus! – exclamou Carlinhos olhando rápido para o dragão na pulseira de seu relógio.

O que fez tanto Gina quanto Molly sorrirem. Enquanto uma linda coruja cobre pousava na mesa e estendia a perna direita para Molly que desamarrou e as distribuiu falando.

Cartas do Rony e da Hermione. – e foi entregando uma carta para Harry, outra para Gina e ficando com duas.

Ainda tem uma carta. – falou Harry se referindo a carta amarada na perna esquerda da ave.

Deve ser para a Sarah. – Falou Gina – Essa coruja é dela também.

Ela tem duas corujas? – perguntou Harry espantado.

Não Harry ela tem quatro, isso é se ela não comprou mais nenhuma. – disse divertida e vendo a cara de espanto de Harry esclareceu. - Ela trabalha muito e em vários projetos com bruxos do exterior, então ela não pode depender de uma única ave. Então ela tem a Brena para coisas mais próximas, assuntos da ordem ou pessoais, a Cronus para longas distancias, uma cinza prateada chamada Flash que ela usava para se comunicar com o Carlinhos e uma dourada chamada Fee que é para coisas oficiais.

Nisso a coruja preta que com a discussão havia voado para o alto de um armário voltou para a mesa e bicou a mão de Harry, que se lembrou da carta de Sirius, leu deu uma risada pelo nariz e respondeu no verso do papel e entregou para a coruja que voou pela janela junto com sua companheira.

Sirius cancelou o jantar. – falou com um sorriso – chegaram uns parentes trouxas do falecido senhor Tonks na casa da Andrômeda e parece que surgiu um compromisso para o Sirius. Mas o nosso almoço de amanhã com a Drª Holff esta confirmado.

Beleza, então quando o papai chegar do ministério vamos num ótimo restaurante em Londres. – disse Carlinhos se levantando pegando a mala. Virou para a mãe e disse. – outro dia falamos mais sobre o meu rompimento com a Sarah, não nego que ainda a amo muito, já estava difícil com a distância, agora que vamos trabalhar e conviver será ainda pior, um dia acho que possamos voltar a ser amigos, mas nada mais que isso. Pode convidá-la para vir aqui a qualquer hora, que a tratarei com muito respeito, só peço que não se repita o que aconteceu da outra vez, como combinei com a senhora e com papai vou continuar morando por aqui, por favor, eu preciso de um tempo são onze anos de namoro, e destes cinco tendo uma vida em comum intensa, eu estou sofrendo muito. – a voz dele era triste e derrotada.

Pode deixar filho, mas o que você precisar estamos aqui, e ninguém vai te torturar, inclusive vou falar com os gêmeos. – Falou Molly num tom maternal.

Eu agradeço, bom eu vou me instalar no meu antigo quarto, mamãe os móveis que estão lá eu vou colocar no quarto do Rony.

Mas estão novos, você só usou uma vez. – ele havia comprado logo depois do casamento do Gui, já que os antigos haviam sido destruídos pelos comensais.

Eu sei mamãe, mas quero usar os do meu apartamento. – virou-se para Gina e falou – baixinha, tem um jogo de quarto novinho para você também. Era o nosso presente de páscoa para você, mas com tudo que aconteceu, não deu para te dar na época. – falou com um tom triste, afinal em menos de três meses a vida dele havia virado de cabeça para baixo, respirou fundo e subiu as escadas.

A mudança toda dele esta naquela bolsa? – disse Harry admirado, lembrando de quanta coisa eles levavam na bolsinha de contas de Hermione. – eu adoro magia. – pensando como seria praticamente impossível uma mudança da Romênia para o Reino Unido na forma trouxa.

Além do feitiço Indetectável de Extensão na bolsa ele deve ter usado um Redutor nos móveis. – disse Gina com simplicidade.

Harry e Gina vocês poderiam cuidar das criações e depois desgnomizar o jardim? – pediu a matriarca.

Sim Srª Weasley – falou Harry feliz por ter algo que fazer. – vamos Gi? – ele estendeu a mão para a ruiva que pegou a carta que recebeu de Hermione colocou no bolso da bermuda jeans, deu a mão para Harry e saíram felizes para o jardim.

Molly ficou os olhando com um sorriso nos lábios, e com um movimento de varinha arrumou a cozinha e foi lavar a louça olhando divertida Harry e Gina, cuidarem dos animais brincando um com o outro, quando terminou fez um floreio e a louça se secou e voou para os seus lugares no armário. Ela secou as mãos no avental respirou fundo e foi para as escadas iria falar com o filho. Não puxaria o assunto apenas conduziria a conversa para o que ela queria ouvir.

Quando chegou no andar onde ficava o quarto do filho ele já estava no corredor carregando uma caixa de sapatos.

Vim ver se você precisa de ajuda. – disse carinhosa

Bem mamãe o meu já esta praticamente arrumado. – falou divertido ao ver a expressão incrédula da mãe, quando mais novo ele era muito desorganizado – mas se a senhora quiser ajudar a arrumar o do Rony eu aceito.

Ótimo, Carlinhos vou aproveitar que você está aqui para te pedir uma ajuda.

No que mamãe?

Faz tempo que quero reformular os quartos aqui, mas sozinha fica difícil. Você sabe o Gui casou, logo serão você, Percy, os gêmeos, Rony e Gina, a família esta crescendo daqui a pouco chegam os netos. – falou sonhadora. – você me ajuda?

Claro que sim mamãe! – disse prestativo. – Netos? Mamãe Gui e Fleur já encomendaram um?

Não! Ainda não. – disse rápido – mas eles estão casados não é mesmo.

É verdade. Apesar de que para encomendar um não precisa se estar casado – deu uma risadinha o que lhe rendeu um tapa no braço. – Aí mãe! Doeu! – disse passando a mão no braço onde estava desenhada em vermelho a mão da mãe.

Eu sou capaz de matar um de vocês se me aparecer com um neto sem casar. – falou muito seria. – Essa não foi à educação que eu dei para vocês.

Nenhum de nós seria louco de fazer isso mamãe. – disse sério agradecendo a Deus por sempre ter se cuidado com Sarah, um filho deles agora era a última coisa que ele queria pensar em ter. E também por já terem chegado no quarto de Rony assim podia mudar de assunto, ele abriu a porta perguntando a mãe. – esses móveis do Rony podem ir para uma instituição de caridade não é?

Sim, eles estão tão velhos. – disse pensativa. – ele vai amar o quarto novo.

Também acho. – e com um movimento desenhado com a varinha apareceram caixas e as roupas, os livros, revistas, pergaminhos e outros objetos voaram se arrumando dentro delas, que foram encolhidas e voaram para o corredor, com um floreio elaborado os móveis diminuíram de tamanho parecendo miniaturas e foram guardados em uma caixa que se juntou as demais, então Carlinhos e Molly direcionaram as varinhas para as paredes ampliaram o cômodo e mudaram o tom do laranja para um mais claro, com outro movimento renovaram o piso, e Carlinhos carinhosamente restaurou o pôster dos Chudley Cannons, quando essa parte estava pronta pegou a caixa que havia trazido e com cuidado colocou os móveis em miniatura nos locais e com um movimento deixou-os no tamanho natural. Molly arrumou as roupas e os pertences de Rony. E olhou admirado, o belo trabalho que haviam feito. Uma linda cama de casal, duas cômodas uma alta e outra com um espelho sobre ela, criados mudos, uma escrivaninha com prateleiras sobre o tampo da mesa, uma cadeira estofada de laranja, um armário e uma estande de livros tudo de madeira num tom mel.

Ficou lindo. Não é mais um quarto de menino e sim de um rapaz. – disse emocionada.

É verdade mamãe. – disse carinhoso abraçando a mãe por trás e animado perguntou. - O quarto do Rony já esta pronto qual é o próximo?

Quero fazer do antigo quarto do Gui um quarto de hospedes de casal no dos gêmeos um feminino e no do Percy um quarto masculino. – disse sonhadora – o que você acha?

Acho ótimo mamãe. – disse sincero e concluiu. – Eles estão morando em Londres mesmo e quando vierem podem dormir juntos e assim fica mais fácil acomodar todos. Então vamos fazer isso?

E assim foram aos outros quartos e arrumaram todos mudando a cor, restaurando os móveis. Rapidamente eles tinham arrumado quase todos os quartos só faltava o de Gina. Estavam conversando animados quando ao passarem na frente do quarto de Carlinhos Molly disse.

Filho você não me mostrou o teu quarto. – disse carinhosa. – posso ver?

Claro mamãe – disse já se adiantando para abrir a porta.

Nossa filho é lindo. – disse admirada. – de muito bom gosto. – já entrando e admirando os detalhes dos móveis de madeira entalhada artesanalmente com o desenho em estilo medieval de um grande dragão de frente para um leão em pé entre eles havia uma flor de lótus tudo em relevo era repetido nas portas do armário e na cabeceira da cama, numa madeira muito clara. A roupa de cama era num tom claro de mostarda e a colcha bordo. Tinha uma estante cheia de livros e vários aparelhos eletrônicos, uma escrivaninha com uma cadeira estofada de preto e uma confortável Chaise Lounge de couro preta que estava sob a janela, próxima a outra estante que tinha muitos livros grossos. Um tapete de pelo curto num tom marfim cobria quase todo aquele ambiente, ele havia ampliado o quarto e criado um outro ambiente separado por uma grande porta em arco era sala na frente da lareira ali tinha um tapete branco de pelos longos e um jogo de sofá avelã, as paredes estavam num tom areia de praia, tudo muito confortável e aconchegante.

Esta praticamente igual ao meu quarto na Romênia mamãe. – disse orgulhoso.

Esses móveis entalhados são lindos.

Esses foram meu presente de natal no ano retrasado. – disse com a voz triste e pegando Molly de surpresa a abraçou deitando a cabeça em seu ombro e começou a chorar ela o guiou até a cama onde sentou e o aconchegou em seu colo abraçando-o, acariciando a sua cabeça, enquanto o corpo dele era sacudido por soluços; após alguns minutos ele se acalmou, ela conjurou um copo de água e deu a ele que bebeu se acalmando ainda mais, apesar das lágrimas que corriam soltas pelas faces sardentas ele já conseguia falar – dói tanto mãe! Eu queria conseguir arrancar esse amor que tenho no meu coração e esquecer que ela existe e tudo o que vivemos, ou conseguir engolir o orgulho e me humilhar pedindo perdão e esquecer o que eu vi. Eu ainda a amo muito mamãe. Quando a vi em Hogwarts depois de tanto tempo, a minha vontade era de tomá-la nos meus braços e abraçar com força, esquecer que estávamos separados, mas então eu a vi com Sirius, e a lembrança deles se beijando voltou com tudo, assim como a raiva e a magoa. Eu não sei mais o que fazer mãe. – disse derrotado, mas se sentia mais leve depois de desabafar com a mãe.

Meu filho, vocês devem conversar, esclarecer o que aconteceu. – Molly queria justamente isso ela conhecia o coração de seus filhos como mingúem, apesar de homens feitos, ainda eram como crianças ficavam perdidos quando algo envolvendo a mulher amada acontecia e ao invés de resolver ficavam remoendo as magoas. E no seu colo eles se permitiam chorar e desabafar.

Assim que as coisas se ajeitarem na minha cabeça eu vou falar com ela. – vendo que a mãe ia protestar falou – Mamãe se eu falar com ela da maneira que estou, nos iremos brigar de novo, eu estou magoado e ela também deixe as coisas se acalmarem, nos teremos que trabalhar juntos daqui uns meses com a convivência a gente se consegue conversar.

Você tem razão meu filho. – disse conformada – venha vamos arrumar o quarto da Gina senão me atraso para fazer o almoço.

Foram para o quarto de Gina e quando tudo estava perfeito e arrumado Carlinhos colocou a cabeça para fora da janela e deu um sorriso com o que viu, Harry e Gina estavam em baixo de uma árvore sentados na grama aos beijos, ele deu uma risada silenciosa respirou fundo e com a voz muito seria gritou.

Gina! Venha me ajudar com o teu quarto. - Voltou para dentro fingindo que não vira nada. Molly ficou no quarto ela queria ver a reação da filha e ele foi para o corredor.

Não demorou muito Gina chegou ofegante seguida por Harry.

Carlinhos cadê os móveis? Eu to doida para ver como eles ficarão dispostos no quarto. – disse ansiosa, pois há tempos queria ter um quarto de adulto, e se livrar daquele papel de parede listradinho de rosa e branco e cheio de ursinhos amarelos. – será que dá para pintar o quarto? – perguntou fazendo cara de cãozinho pidão para o irmão.

Gina assim você já quer demais. – disse sério – O que tem de errado com aquele teu papel de parede?

Além de ser muito infantil nada. – falou derrotada.

Entra logo e vamos ver o que dá para fazer. - Disse indicando a maçaneta da porta. Gina bufou ao passar por ele e abriu a porta.

Aí meu Merlim! – gritou quando viu a transformação de seu quarto, as paredes eram um tom de verde muito claro com detalhes em lilás, os móveis em estilo clássico brancos com entales em relevo, eram uma cama, uma penteadeira, duas cômodas, escrivaninha com prateleiras, uma estante, um armário e um sofá cheio de almofadas em tons pasteis, que Carlinhos lhe disse ser uma cama para as suas amigas, duas poltronas brancas, a roupa de cama combinava com a cor das paredes. Tudo era claro, calmo e romântico, exatamente o que ela precisava um local tranqüilo, Ela abraçou o irmão agradecendo, foi lhe dar um beijo no rosto, mas na empolgação acabou tocando os lábios dele, soltou-o e sorriu envergonhada, olhou para Harry que viu tudo.

Gi, acidentes assim acontecem. – disse calmo e sincero. - Parabéns pelo quarto você merece amor. Disse indo abraçá-la e lhe dando um selinho.

Harry é tão lindo. – disse por fim e foi abraçar a mãe, pois sabia que ela havia ajudado na arrumação. Agradeceu a mãe e novamente o irmão que havia a abraçado por trás e falou em seu ouvido.

Tem um monte de roupas e acessórios novos para você. – deu um beijo na cabeça da irmã. - Vou terminar de arrumar o meu.

Filha sei que você quer explorar o seu quarto, mas você poderia descer logo para me ajudar com o almoço?

Desço sim mamãe.

Assim que todos saíram Harry fechou a porta, se aproximou de Gina, a abraçou por trás com carinho e começou a beijar o seu pescoço e falou em seu ouvido.

Você fica tão linda quando esta feliz. – tornou a beijar seu pescoço o que fez Gina gemer baixinho. E se esforçar para falara.

É a realização de um sonho Harry. – disse sincera. – Eu não ligo muito para essas coisas, mas que menina não quer ter um quarto assim?

Eu sei Gi, por isso que eu digo você merece. – a virou e a beijou com carinho nos lábios. – vou deixar você curtir, - vendo as feições de decepção dela falou – eu quero falar com teu irmão.

Ok vai lá. – beijaram-se novamente e ela ficou o vendo sair.