Capitulo VI - DESCOBERTAS.

Harry foi até o quarto de Carlinhos, pensando pela primeira vez no que presenciara na mesa do café, o descontrole de Carlinhos havia sido tão grande, ele nunca imaginou que veria o ruivo daquele jeito, agora ele entendia o que Gina lhe disse no castelo, mas o que devia ter acontecido para Sirius e Sarah se beijarem? Sirius sempre fora impulsivo e inconseqüente, ele não conhecia a moça, mas pelo que todos falavam era uma boa pessoa. Será que o padrinho a forçara? Não, se fosse isso ele não moraria mais com ela e nem seriam amigos. Seria ela uma destas mulheres levianas que se envolvem com vários homens? Poderia ser, apesar da Srª Weasley não acreditar nisso, era o que Carlinhos pensava, e quem melhor para conhecer a moça que ele? Lembrou do que aconteceu no quarto de Gina minutos atrás, e se tivesse acontecido o mesmo? A moça estaria sendo muito injustiçada.

Ele se colocou no lugar do ruivo por um momento imaginou flagrar Gina beijando Neville. O que ele faria? Ele não saberia como agir, mas certamente não agarraria outra menina na frente dela, isso era imaturo, mas se a magoa o cegasse para a racionalidade? É realmente ele não queria estar no lugar do ruivo. Chegou à porta deste e bateu, ele imediatamente disse para entrar, ele abriu a porta com cuidado se admirou com o ambiente que o ruivo criara ali muito diferente do antigo, o avistou ao lado da estante fechando o lhe pareceu ser um álbum de fotos e passar a mão no rosto, Harry percebeu que ele secava algumas lágrimas então fixou o olhar no armário de roupas e falou.

Eu podia falar com você? – disse um pouco receoso, o cara já estava cheio de problemas e ele ainda ia contar que abusara da irmã dele. – mas se você esta ocupado deixe, não é tão importante assim.

Não estou fazendo nada de muito importante mesmo. – disse aliviado por ter outra coisa para pensar. – Venha aqui teremos mais privacidade – disse o guiando para a sala.

Você disse que qualquer coisa podíamos falar com você. – disse assim que se sentaram um em cada sofá e ficaram de frente um para o outro. – E bem! É que aconteceu uma coisa comigo e com a Gina. – disse nervoso.

O que vocês aprontaram? – disse se inclinando para frente e estreitando os olhos e ficando numa expressão carrancuda, mas era mais para assustar Harry, que algo mais sério. Sabia como era ter essa idade e que as vias de fato eles ainda não chegariam, até agosto não.

Gina me levou para conhecer o bosque. – disse nervoso olhando com interesse o tapete, se ele estivesse olhando para o ruivo perceberia a rápida mudança nas feições dele que se suavizaram e deu um discreto sorriso, se lembrando da cabana. – você sabe que lá tem uma cabana não é? Bem então nós... – Harry contou tudo, tudo mesmo que ele e Gina haviam feito. Depois de contar tudo se apressou para contar como se sentiu ao encarar os pais deles, ficou de olhos fechados esperando o soco que certamente viria. Mas para sua surpresa a voz de Carlinhos era calma.

[purple] [b]

Vocês foram muito apressadinhos hein? – ele riu ao ver as feições espantadas com que Harry lhe olhava. - Quer Harry que eu mal te conto como se faz e você já coloca em pratica? Merlim o que será que o Rony esta fazendo com a Mione? – disse numa expressão pensativa. E concluiu – É melhor nem pensar.

Você esta com ódio de mim, não é? – disse num sussurro.

Eu sou o cara menos indicado para te criticar. E Gui menos ainda, com a tua idade ele já tinha muita experiência e ao contrario de nós dois com varias mulheres. – falou sincero

Mas o que nos fizemos foi errado? – perguntou desesperado, ele precisava saber disso com urgência.

Não! De forma alguma, e jamais encare isso assim. - vendo a expressão interrogativa do garoto explicou. – Harry, a Gina é minha irmãzinha, mas não sou cego para ver que ela não é mais criança há muito tempo, em menos de quatro meses ela estará fazendo dezessete anos, será maior de idade. O que vocês fizeram não foi nada além de se conhecerem. O que é natural quando se está com alguém que amamos, e você fez tudo certo, deu prazer a ela e deixou que ela te desse prazer também. Não a forçou a nada? – viu que Harry rapidamente negou com a cabeça. – então, se foi de comum acordo, e vocês gostaram desencana. Se logo no inicio você colocar essas coisas como erradas, quando vocês tiverem intimidade serão como aqueles antiquados que só consumam o ato no escuro e debaixo da coberta, sem preliminares ou um bom pós-ato, que para as meninas é muito importante, se você for atencioso principalmente depois elas não se sentem usadas.

Sério? – disse Harry admirado.

[purple] [b]

Sim. Papai sempre falou que devemos tratá-las como se fossem uma flor rara, elas por mais fortes que possam ser com os outros; inteligentes e dinâmicas nos serviços, todas são sensíveis e delicadas nós temos o dom de magoá-las muito fácil com a nossa impulsividade. – disse triste. E pensou neste quesito eu sou campeão.

É você tem razão. – disse lembrando de como Rony magoava Hermione com coisas bobas e esse era o motivo das brigas dos dois, e se assustou ao perceber o quanto ele magôo Gina esses anos todos.

Harry continue assim descobrindo aos pouco o que vocês gostam, mas principalmente procure buscar prazer nas coisas simples que vocês fazem juntos, tente controlar os impulsos carnais, ou então a meia noite do dia onze de agosto você estará na cama com a Gina. – disse muito sério e continuou – eu sei como é difícil, a Sarah fez dezessete anos em vinte e quatro de fevereiro e eu me controlei até dezembro.

Nossa! – disse admirado, mas ouviu o que o ruivo disse sabendo que era verdade, ele devia se controlar.

Temos que tomar cuidado onde baseamos o relacionamento que deve ser no companheirismo e na cumplicidade. O sexo deve fazer parte do relacionamento e não o relacionamento fazer parte do sexo. Quando conseguimos isso daí sim um relacionamento tem futuro.

Você esta certo. – disse pensativo e admirado com a sabedoria do amigo. Afinal ele manteve um relacionamento de doze anos, devia saber o que estava falando.

Eu quero que você entenda é que momentos como o de ontem devem acontecer sim, eles são ótimos e muito saudáveis, como você contou foi parte de algo que vocês fizeram junto, ou seja, vocês curtiram um passeio que terminou com uma intimidade que nem estava programada. Isso é o certo, se vocês forem lá de novo e só ficarem juntos, andando, deitados na grama, nadando no lago e não acontecer nada de mais, não haverá frustração, pois o que vale é o estar junto.

Pelo que eu vi, estou no caminho certo. – disse Harry muito aliviado pelas palavras do ruivo e se lembrando da delicia que tinha sido acordar com ela e só ficarem juntos.

E o que acontecer deixe fluir, não se reprima com nada.

Valeu Carlinhos. Você me ajudou muito, muito mesmo. – disse sinceramente agradecido.

Eu estou aqui para o que você precisar. – a voz dele era muito sincera. Começou a ouvir uma batida insistente na janela, se virou em direção do som exclamando – mas que droga é es... Flash! - se levantou apressado, sentia o sangue correr rápido por todo o seu corpo, abriu a janela e uma grande coruja de penas que pareciam feitas de prata entrou na saleta, pousou no encosto do sofá e estendeu a perna pacientemente para ele, que na pressa cortou a corda dourada com seu canivete e sem querer aranhou a perna da grande ave que com uma bicada lhe puxou uma mexa de cabelos. – desculpe querida. - Puxou a varinha e com um feitiço curou o pequeno corte. Abriu afoito o envelope.

Querido Carlinhos.

Espero que esteja bem.

Escrevo-lhe para informar que hoje a uma e meia da tarde teremos uma reunião ministerial, para traçarmos novas diretrizes e resolver assuntos pendentes.

Aproveitando a viagem da coruja deixe te perguntar lembra-se deste verso?

Após os dragões e os leões

Irão comer as serpentes,

O sapo e a coruja correm perigo.

Colocam a pantera e o lobo juntos.

O puma redobra a atenção

A gata, o leopardo e o coelho chegaram.

A águia e o tigre estão seguros.

Assim como o pavão, a garça, o urso e os macacos.

O amor ainda tem força apesar.

Do duro golpe o coração ainda bate.

Achei num caderno do nosso segundo ano do primário, ainda não entendi o que você quis disser, espero te encontrar para discutirmos isso em breve, saudade.

Carinhosamente Sarah.

Harry observou Carlinhos ler a carta com uma ruga de preocupação na testa, a largou sobre a mesa de centro e foi até o outro cômodo escrever a resposta, o moreno leu rapidamente as palavras, que para ele não fizeram sentido nenhum, se ele não soubesse do rompimento dos dois diria que era uma carta de amor comum. As feições do ruivo ainda eram tensas quando voltou com um envelope e atou na perna da ave que voou logo em seguida. Carlinhos ficou olhando por onde a ave saiu com um ar preocupado. Então Harry perguntou.

Algum problema? – com um tom preocupado na voz.

Não! – disse o ruivo saindo do transe e percebendo a presença de Harry. – reunião no ministério. E eu vou reencontrar a Sarah depois de mais uma briga. Só isso. – disse numa voz distante. Olhou o relógio de parede e se admirou do adiantado da hora – espero que chequemos logo a uma decisão da nova reserva estou doido para voltar a trabalhar.

Eu imagino. – disse sincero – bem vou deixar você se arrumar, vou descer para ver ainda dá tempo de fazer uma torta de pêssegos para sobremesa. – vendo o rosto curioso do ruivo esclareceu – a Srª Weasley me ensinou ontem e a Gina adorou.

Isso é bom. – disse divertido – elas amam quando cozinhamos para elas.

Percebi isso ontem. – disse rindo – Carlinhos obrigada mesmo.

De nada! Conte sempre comigo ok?

Ok. – disse Harry já se virando e indo para a escada.

Assim que fechou a porta ficou com a expressão tensa, aquele verso que para qualquer um seria uma coisa tola e infantil numa carta de amor, era na verdade um código que eles usavam em correspondências da ordem, e que a paz ainda não existia. Sua mãe e Harry corriam perigo. Respirou fundo, e foi tomar um banho, colocou uma calça social cinza escuro, uma camisa branca, uma gravata vinho com detalhes em cinza claro e pegou o terno da mesma cor da calça. Sapatos e cinto pretos, ajeitou os cabelos, passou perfume e desceu, já eram meio dia e quinze. Quando apareceu na porta Gina falou

Onde é o casamento. – a voz dela era divertida, estava acostumada a ver o irmão de uniforme da reserva, vestes bruxas, de jeans ou bermuda e camiseta, no máximo calças escuras e camisas estilo pirata, elegante assim era raro.

Recebi uma coruja da Sarah. – disse calmo, mas fez Gina engasgar com o suco, e Molly deixar cair à travessa de arroz que trazia para a mesa. Que por sorte Arthur foi rápido com um feitiço a fez parar a centímetros do chão e a trouxe de volta a mesa.

Vocês vão se encontrar? - Perguntou Molly no tom mais displicente que conseguiu.

Não, mamãe – ele estava divertido com a reação delas. – quer dizer vamos. Teremos uma reunião no ministério.

Oh! Sim. – disse Arthur calmo como sempre. – aquilo ira parecer mais uma reunião quase completa da ordem, do que uma reunião do ministério, praticamente todos os membros estão trabalhando no ministério.

O Srº tem razão papai – disse desconversando não queria discutir esses assuntos na frente de Harry e Gina, se servindo da deliciosa comida da mãe falou – a Sarah pediu para avisar que a Tonks, o Lupin e o Sirius vão passar aqui depois do almoço, parece que a Tonks não suporta mais os parentes e vai usar a desculpa de trazer o Teddy para visitar o Harry para fugir deles. – o tom de voz dele era muito descontraído.

Os parentes trouxas deles não são fáceis mesmo. – disse Molly serena – é bom que tragam o pequeno Teddy mesmo, sinto tanta falta de ter um neném em casa. – disse sonhadora – Gui e Fleur podiam encomendar logo um neto para mim. O que foi menina? Você esta bem? – perguntou a Gina que estava tossindo muito, pois havia engasgado novamente.

To bem mamãe! – disse depressa tomando um gole de suco e pensando o que estava acontecendo com a mãe que dês do fim da guerra estava só falando em netos. Só podiam ser os instintos bruxos dela que a alertavam da chegada de um novo Weasley.

O almoço transcorreu tranqüilo com conversas amenas, o único que estava calado e pensativo era Harry, o instinto para problemas dele estava funcionando a mil por hora, na carta que ele leu, não tinha aviso da vinda dos Lupin nem de Sirius. Somente aquele versinho bobo e infantil. – mas e se não fosse tão bobo assim? – queria lembrar com detalhes o que dizia, mas era tão idiota que ele nem prestou atenção. E como ele leu sem permissão, não poderia falar com Carlinhos sobre isso, lembrou do que o Srº Weasley disse sobre a reunião parecer uma reunião da ordem, só podia ser isso, era coisa da ordem, algum código, mas quem estaria em perigo? Gelou ao imaginar Rony e Hermione longe e desprotegidos. Molly já estava servindo o café e ele nem percebeu.

Antes que pudesse se aprofundar mais nos pensamentos se ouviu um barulho vindo da sala, um estrondo de algo pesado caindo no chão, seguido por um choro assustado de neném e uma voz inconfundível anunciando.

Esta tudo bem! Pode deixar que eu conserto o cabideiro.

Tonks! – exclamaram todos a mesa divertidos, Molly se levantou e foi para a sala onde se deparou com seu cabideiro estirado no chão quebrado, e Dora tentando sem muito sucesso acalmar o neném, Molly resolveu intervir em auxilio da moça que estava visivelmente nervosa.

Vem com a vovó. - Disse esticando os braços e pegando o pequeno que chorava desesperado muito assustado, ela vendo a expressão intrigada de Tonks falou simplesmente. – Ele não tem avós paternos, eu assumo esta vaga. – e já foi aninhando o pequeno em colo farto e macio, ele logo foi se acalmando, até que apenas pequenos soluços eram visíveis. Assim que ele se aquietou olhou para a senhora robusta deu um lindo sorriso e mudou seus cabelos para um tom ruivo idêntico ao de Molly, que ficou emocionada.

Você precisa me ensinar essa tática. – disse Tonks admirada com a rapidez que o pequeno se acalmou.

Esta tudo bem mamãe? – perguntou Carlinhos que entrava na sala acompanhado por Harry, Gina e Arthur, e vendo a bagunça deu um sorriso, a Tonks jamais mudaria seu jeito estabanado, e com alguns passos cortou a distância e abraçou forte a amiga. Quando a soltou foi substituído por Gina, ele foi a te a mãe e começou a brincar com o Teddy que dava gargalhadas altas – com o cabelo assim ele parece um Weasley. - olhou para a mãe e disse. – a senhora tem razão, faz falta um neném nesta casa. – Gina mordeu o lábio inferior e baixou os olhos, Tonks que estava abraçando Harry olhou para Gina e trocaram um sorrisinho.

Mas logo as atenções se voltaram para a lareira de onde surgiu um Lupin muito alegre, as feições eram saudáveis e se vestia com esmero, parecendo muito mais jovem. Ele estava rindo de algo, e assim que notou que todos olhavam para ele com interesse saiu da lareira e cumprimentou os presentes, contando a Tonks que o inquiria com o olhar que a tia dela quase desmaiara quando Sirius provou que podia se transformar num cachorro. Tonks deu uma gargalhada alta imaginando a cena que perdera, as chamas tornaram a ficar verdes e Sirius apareceu. Saindo muito alegre da lareira, era incrível a transformação dele, ele estava muito bonito, com o cabelo comprido, um cavanhaque, os olhos com um brilho de felicidade, a aparência dele era jovial e despojada, estava bem arrumado. Cumprimentou um a um dos presentes, mas ficou evidente a tensão em todos quando foi cumprimentar Carlinhos, que apertou a mão de Sirius o olhando firme nos olhos, e com mais força que o necessário. Quando se soltaram Sirius puxou Harry e passou o braço sobre os ombros do garoto e Arthur se pronunciou.

Vocês também irão para a reunião?

Não essa reunião é só para o pessoal do ministério mesmo. – disse Lupin – não tem nada a ver com a ordem.

E você Dora? Não vem? – perguntou já que Tonks era uma auror.

Não! Eu estou de férias. – disse alegre. – Meu único trabalho é cuidar destes marotos aqui. – indicou Sirius e Lupin. O que arrancou risadas de todos.

Então até mais e fiquem a vontade. – saudou os visitantes e sumiu nas chamas.

Eu também já vou – disse Carlinhos dando um beijo carinhoso na testa da mãe, se despediu e também sumiu nas chamas, não sem antes dar uma encarada em Sirius.

O ministério estava praticamente vazio, aquelas seriam semanas de limpeza, mas não uma limpeza física e sim de pessoal. Eles tinham que descobrir de que lado às pessoas estavam, muitos seriam afastados definitivamente. Eles pegaram o elevador em que também se encontravam Aldemar Morgan, Tales Goodloop, Ligia Clear, Milena Diamont e Erigoberto Travis cumprimentaram-se e foram direto para o nível um, seguiram falando amenidades.

Quando chegaram na sala de reuniões, já se encontravam na mesa, discutindo algo em voz baixa Kingsley

Shacklebolt, Gawain Robards e Sarah Holff. Assim que notaram a presença dos recém chegados ficam em silêncio e se levantaram para trocar cumprimentos, o mais caloroso foi de Sarah com o padrinho e o mais tenso dela com Carlinhos um simples e leve aperto de mãos, mas por dentro eles estavam com o coração batendo a mil. Faltavam alguns minutos para o inicio da reunião assim como vários convidados então se formaram grupos de conversas, Arthur percebeu que Sarah estava sentada sozinha em um sofá olhando carinhosamente para Carlinhos que conversava com ele e Tales sobre quadribol, o Srº Goodloop era um ex apanhador muito famoso e ídolo de Carlinhos na infância. Arthur pediu licença para os dois e foi se sentar com a afilhada.

O amor que vocês tem um pelo outro é tão evidente. – disse logo que se sentou assustando a moça que de tão enamorada que estava não notou a presença dele. – tenho esperanças que vocês voltem a ficar juntos logo.

Acho que desta vez não tem volta. – disse triste – Apesar do amor que tenho por ele, a magoa e a decepção ainda doem.

Vocês precisam conversar sobre o relacionamento de vocês. – disse sério – nós vamos jantar essa noite aqui em Londres, porque você não vem conosco? Quem sabe assim conseguem conversar.

Padrinho seria maravilhoso, mas esta noite eu já tenho um compromisso. – disse chateada.

Sem problemas, mas saiba que a tua madrinha esta ansiosa para te ver. – falou sincero – e você sempre será bem vinda n'A Toca.

Eu sei padrinho – disse emocionada – Quero ver se sábado ou no máximo semana que vem dou um pulo lá.

A Molly ficará muito feliz.

Antes que falassem mais algo a porta do elevador se abriu e dentre alguns senhores, incluindo McGonagall, tinham cinco jovens, Sarah quando reconheceu quem eram olhou rápida para Carlinhos que trocou um olhar sério com ela, e fechou as feições, assim como a loira, os anos de convivência e trabalhos juntos desenvolveram neles um instinto tão aguçado que muitas vezes não precisavam falar se comunicavam com o olhar, e o motivo desta reação foi à presença de Goto Ishii, um jovem auror japonês, muito impulsivo e imaturo já colocara diversas vezes os companheiros em perigo por não acatar as ordens, sendo que na última investida deles sofreram uma baixa por culpa dele, que quando foi repreendido atacou Carlinhos e Khalyl pelas costas. Os outros eram Jean Paul D'Alembert, auror francês, Khalyl Rahal, auror árabe, Antonnelle Richardelli, auror italiana e Carlitos Rhueda, colega de Carlinhos na reserva. Essa era cúpula da equipe de nível internacional da Ordem da Fênix eram liderados por Carlinhos e Sarah, que assim que viram os companheiros assumiram a postura profissional e se reuniram a eles, num canto da sala de espera, e receberam os diversos relatórios e relatos de prisões e perseguições de comensais ou familiares destes.

Quando o relógio bateu uma hora e trinta minutos todos se dirigiram para a mesa de reuniões onde foram apresentados os novos chefes de seções, e anunciada a criação de uma nova, Kingsley anunciou com orgulho.

Estamos criando a seção de estudo e aperfeiçoamento de tecnologia trouxa para o mundo bruxo. E a frete desta seção eu quero você Arthur Weasley.

Eu? – perguntou emocionado – lógico que eu aceito. – respondeu ao ver o outro afirmar.

Ótimo, esta parte já esta definida, vamos a outro tópico. Nossas crianças e jovens o que faremos para evitar um novo Voldemort? – disse Kingsley com a voz grave.

Esportes sempre são uma boa solução para ocupar a mente dos jovens. – disse o Srº Goodloop – Quem sabe criar um torneio de quadribol?

Na época que fui capitão em Hogwarts, ao montar um time deixávamos vários bons jogadores de fora. – disse Carlinhos – Quem sabe esse ano ao invés dos times das casas que geram uma disputa interna, fazer times inter casas e esses competirem e o campeão seria o time que representaria a escola que no final do ano depois dos exames – disse rápido ao ver o olhar severo de McGonagall - disputaria uma copa na classe juvenil?

Realmente uma excelente idéia, esta anotando tudo Percy?

Sim Srº Shacklebolt – respondeu Percy, que era secretario Junior do Ministro. E anotava frenéticamente tudo que era dito.

Creio que a criação de um orfanato para crianças bruxas seja necessária, bem como uma campanha de incentivo a adoção destas crianças. – disse Sarah – Assim como uma escola de educação fundamental, lógico que não seria no regime de internato, mas sim um local onde as crianças são preparadas para lidar com a magia.

São coisas necessárias mesmo. – disse Shacklebolt pensativo. – Temos que estudar a viabilidade disso.

Surgiram outras idéias algumas ótimas, outras absurdas, discutiram como seria o regime em Azkaban, algumas provas do envolvimento de altos funcionários do ministério com o lado das trevas foram reveladas assim como a inocência de outros, estudo dos trouxas tornou-se matéria obrigatória em Hogwarts, à repatriação ou a soltura e a devolução da varinha de todos os mestiços ou nascidos trouxas que foram exilados ou presos pelo antigo regime, dentre outros assuntos, até que se chegou.

O último tópico desta reunião é a criação da nova reserva de dragões, - disse Shacklebolt com a voz grossa cheia de orgulho, ele queria ser lembrado como um Ministro de vanguarda. – Weasley essa será uma reserva modelo, tendo como exemplo a reserva da Romênia teremos varias espécies, além das que se encontrar lá traremos outras de diversos paises além de alguns raros, e você também trabalhara junto com os MacFusty na reserva das ilhas Hébridas. A reserva será a maior reserva escola da Europa. E eu acho que a drª Holff tem algo a acrescentar.

Weasley, - numa reunião eles sempre seguiam as formalidades – você acha que além destas responsabilidades consegue trabalhar com dragões do gelo? – disse com um sorriso lindo, pois sabia que esse era um dos sonhos da vida dele.

Você conseguiu? – perguntou admirado.

O Srº Hans Paaske nos cedeu uma ninhada de oito. É só você ir para Groelândia mês que vem buscar os filhotes. – disse de maneira calma o olhando nos olhos, sorrindo, ele moveu os lábios desenhando a palavra obrigado, mas sem som.

Creio que dará para cuidar sim. – disse displicente.

E vocês têm um local para a reserva em mente? – perguntou Shacklebolt.

Montanhas Braeriach na Escócia. – responderam os dois juntos.

Um ótimo lugar. – disse Shacklebolt pensativo – creio que conseguiremos fazer a reserva lá sim. – e com uma voz firme falou – já decidimos todos os assuntos da pauta. As senhoras e os senhores estão dispensados, e amanhã começaremos os trabalhos. Eu vou me reunir com o grupo de representantes internacionais nós dar seu apoio. Drª Holff e Senhores Weasley agradeceria se vocês ficassem para essa outra reunião, já que discutiremos assuntos dos setores de vocês.

Todos os outros se levantaram e saíram para a sala de espera onde ficavam os elevadores, assim que o último saiu e fechou a porta Shacklebolt jogou um feitiço da Imperturbabilidade na porta e um abaffiato e começou a reunião da ordem. Onde a pauta era as novas ameaças à vida de Harry e dos Weasley.

Ainda não recapturamos os Malfoy nem Rodolfo e Rabastan Lestrange, assim como muitos do núcleo principal dos comensais. – disse Sarah muito séria e continuou – Hoje fomos informados de que – ela fez uma pausa respirou fundo olhou com carinho para Arthur e Carlinhos e falou triste – eles planejam um ataque aos membros da família Weasley. A reação deles foi como a esperada perplexidade e horror. – eles querem vingar a morte de Bella e de Voldemort, ou seja, os alvos principais são Harry e Molly.

Prendemos essa manhã Goyle – disse Jean Paul sério – ele nos afirmou que Crabbe quer liquidar com Hermione e Rony, pois os culpa pela morte do filho, e que os Malfoy juntamente com os Lestrange querem exterminar a família Weasley. E os comensais acreditam que o primeiro deles que conseguir matar Harry será o novo líder.

Da família de vocês, a vitima mais cotada para ser a primeira é a menina Weasley, - disse Khalyl triste – o plano é no mínimo sujo e nojento, eles invadiriam A Toca a noite, depois de capturar todos de surpresa, os cinco homens abusariam da menina na frente de vocês e depois da satisfação carnal, a torturariam ainda mais para daí então matá-la, e ai sim matar a todos menos Molly, que seria feita prisioneira e assistiria a morte de cada um dos filhos, e enquanto estivesse presa seria o brinquedo da luxuria dos comensais.

O outro plano seria - disse Goto frio como sempre – como foi que ele disse? Ah sim matar os filhotes e o pai primeiro um a um e deixar as três para no fim fazer uma festa.

Aí! Eles são nojentos – falou Antonnelle com escárnio na voz. – Esse Goyle na hora do interrogatório me olhava como se eu fosse um pedaço de carne. – disse a bela auror, que era linda, baixa, um pouco gordinha, cabelos loiros bem claros e olhos num tom de verde água. E a pele morena dourada que criavam um contraste incrível. Era uma ótima pessoa, de coração puro.

Eu mato com as minhas próprias mãos, o primeiro que encostar a mão na minha família. – disse Carlinhos com ódio e ferocidade enquanto dava um murro na mesa, o perigoso tom vermelho já cobria seu rosto, estava com os punhos cerrados, os olhos saltados e respirando muito forte.

Calma meu amor! Ficar assim amor não vai adiantar. – disse Sarah sem perceber – descobrimos o plano, e agora é traçar a captura deles, e para isso temos que ser racionais. – as palavras dela tiveram um forte efeito em Carlinhos que já respirava mais calmo e abrira as mãos.

Creio que vocês já têm um plano não é? – Perguntou Arthur que até agora estava em silêncio, o que ao ver de quem o conhecia era mais perigoso que a explosão do filho.

Temos sim, como o Srº já sabe a segurança d'A Toca esta reforçada, e agora mais que nunca, o chalé das conchas é praticamente inatingível, mas também esta sobre forte vigilância assim como o apartamento do Percy. O nosso ponto mais frágil é a loja dos gêmeos, mas que está com três grupos de aurores os vigiando dia e noite. – disse Sarah olhando para o padrinho e tentando acalmá-lo.

E o Rony e a Hermione? – perguntou o senhor com a voz calma.

Eles estão muito protegidos Arthur – disse Shacklebolt – eles tem a segurança formada por aurores tanto daqui quanto da Austrália e alguns da Alemanha e da Bulgária.

Neste momento a simples visita de Sirius, Tonks e Remo nada mais é do que uma forma de não deixar os três sozinhos. – disse Sarah.

E onde eu e Carlinhos entramos no plano? – ele estava visivelmente ansioso. Todos os olhares se voltaram para Sarah.

Já vi que teremos outra briga – disse Goto com a voz entediada se escorando na cadeira e cruzando os braços – o cabeça de fogo não vai aceitar as tuas condições Sarah, estou até vendo.

Goto mais respeito com o Carlinhos – o repreendeu Shacklebolt – caso você tenha esquecido ele é teu superior.

Quem brigou com você Sarah? – perguntou o ruivo seco parecendo que não ouviu nada depois desta palavra.

Não foi briga – disse Sarah fuzilando com o olhar o oriental que estava dando risada – apenas divergência de opiniões com nossos superiores. – olhou com carinho para Arthur se levantou e disse – Padrinho o senhor e o Carlinhos não participarão ativamente de nada.

Como assim? Sarah eles são a minha família! – disse Carlinhos novamente alterado também se levantando como havia se sentado de frete para ela se encaravam. – e eu vou participar sim.

Eu não quero nenhum Weasley participando de nada. – ela também estava alterada.

Isso não é você quem decide. – disse o ruivo desafiador.

E muito menos você – respondeu a loira sarcástica – Sirius e Remo já decidiram, você fica de fora.

E você quer o que? Que eu fique sentado vendo minha família ser assassinada? – disse o ruivo encarando Sarah nos olhos, firmemente que era correspondido com a mesma intensidade.

Eu não falei? Briga de novo! – disse oriental com escárnio.

Cala a boca Goto! – disse o casal junto ainda se encarando e medindo forças com o olhar.

Não é isso Carlinhos, você está trabalhando permanecendo n'A Toca, cuidando da segurança interna deles, assim como o padrinho. Qualquer Weasley num campo de batalha seria o mesmo que entregar de bandeja ao inimigo o que eles querem. – disse Sarah calma.

Mas eu quero lutar, pela minha família! Vale a pena morrer por quem se ama. – disse um pouco mais calmo.

Eu sei! – a voz dela esta calma e tranqüila – Eu te entendo amor. Mas procure entender eles querem qualquer Weasley morto, num campo de batalha quem você acha que seria o alvo principal? – disse carinhosa e baixando a voz – E eu não quero te perder. – como se olhavam nos olhos ele viu os dela brilharem com as lágrimas que formavam ao pensar nessa possibilidade. E isso teve um efeito muito forte nele, além do fato dela o ter chamado três vezes de amor, o que o deixava muito feliz.

É amorzinho você está certa. – disse derrotado. – eu ficarei de fora.

Nas brigas eles eram sempre assim desde pequenos, se esqueciam das magoas ou dos espectadores, era um mundo particular onde entravam e se entendiam, saindo de lá somente quando a paz era estabelecida, e como cada um conhecia muito bem o outro, tinham as armas de como se fazer entender. Pena que ainda não fizessem isso com relação ao namoro dos dois já que era fato que ainda se amavam.– Pensava Arthur que os observava com carinho.

Que bom que você entendeu! – Disse com um sorriso nos lábios, por dentro exultava de felicidade ele a chamara de amorzinho. Mas então se lembrou de onde estavam ficou um pouco corada, ele percebendo a reação dela também voltou à realidade. Ela desviou o olhar e os direcionou para Arthur e perguntou. – Para o senhor esta tudo bem?

Concordo com o que você disse! – falou sabiamente o Srº - Molly sofreria demais se um de nós morresse, e numa batalha seriamos mais um incomodo do que uma ajuda. – para finalizar perguntou algo para se arrepender depois, pois gerou outra briga. – E você? Ficara só com a parte operacional não é? – a voz dele era preocupada.

Desta vez não. – disse séria

O QUÊ? QUER DISSER EU NÃO POSSO LUTAR, MAS VOCÊ PODE? – gritou Carlinhos.

Sim – disse calma. – Estamos com poucos aurores e eu não sou uma Weasley. – sabendo onde e o quanto essas palavras o atingiriam, mas era a verdade.

Eu não quero você na batalha. – disse extremamente sério, mas mais calmo.

Eu vou lutar, como você mesmo disse, vale a pena morrer por quem se ama. – falou carinhosa, e vendo que ele iria objetar ela continuou – Já discuti isso com Sirius essa manhã não quero brigar de novo. – falou se sentando e concluiu – Só peço sigilo, não quero Harry, Rony e a Hermione se aventurando sozinhos. Eles merecem um pouco de paz já fizeram muito pelo mundo bruxo, agora a luta é nossa.

Meu filho! – chamou Arthur – ela tem razão, estamos com pouco pessoal ainda mais com tantos locais a serem vigiados. – disse calmo vendo que o filho iria protestar falou – confie nela.

OK papai o Srº está certo. – disse derrotado, sentando-se.

Chamarei os lideres dos grupos e iremos definir as estratégias baseadas nos planos que Sirius deixou. – disse Gawain Robards chefe dos aurores.

Rapidamente surgiram diversos homens e mulheres que se uniram com os que estavam presentes e se subdividiram em grupos menores espalhados por varias mesinhas que haviam sido conjuradas na sala de reuniões. Arthur era solicitado a todo o momento para fornecer informações sobre os filhos ou ser informado de algo do plano, Carlinhos estava numa mesa discutindo a rotina d'A Toca com Khalyl, Antonnelle, Carlitos e Shacklebolt, quando sentiu falta de alguém e com os olhos a procurou pela sala, ela não estava em nenhum dos grupos se virou e pela fresta da porta da sala adjacente a viu sentada em uma mesa de costas para a porta e parecia que estava sozinha.

Ele se levantou pediu licença e foi até ela, fechando a porta ao entrar, se aproximou dela colocando uma mão no encosto da cadeira e a outra no tampo da mesa se inclinou e falou ao seu ouvido.

Então eu ainda sou o seu amor. – com uma voz rouca e muito carinhosa.

Sempre foi e sempre será o meu único amor. – disse meiga se virando na cadeira e assim ficando com o rosto a centímetros do dele, ela sentira a presença dele no momento que ele pisara na sala. Nesta hora a magoa sentida fora esquecida, existia apenas o agora e os dois. Olhavam-se nos olhos com carinho e ternura, ela respirou fundo fechou os olhos, entreabriu os lábios, ele fez o mesmo e foi de encontro aos lábios dela, sentiram o calor das bocas se unindo, o sabor doce da saliva, a maciez das línguas se acariciando, a umidade do interior das bocas, era um beijo cheio de saudade, carinho e amor. Após alguns minutos se separaram. Ele puxou uma cadeira sentando-se de frente para ela e falou acariciando o seu rosto.

Promete que vai se cuidar bruxinha? – a voz dele trasbordava carinho.

Prometo – disse sincera. Chegou a cogitar a idéia de contar sobre a gravidez agora, mas se o fizesse ele não permitiria que ela lutasse.

Quando será a batalha?

Hoje à noite. – disse seria – a tua idéia do jantar em Londres foi perfeita.

Quem te contou?

O padrinho. – respondeu divertida. – queria que eu fosse.

Até que não seria uma má idéia. – falou sedutor – e quem sabe depois podíamos matar a saudade desses três meses que os nossos corpos não sentem o calor do outro.

Não faz tudo isso que não temos relação. Faz quase dois meses – disse divertida, cada fibra do corpo dela desejava ardentemente sentir o corpo dele, mas...

Não conte as rapidinhas, to falando de fazer amor como se deve. – disse carinhoso.

Então faz quase quatro meses.

Tudo isso? – perguntou admirado.

Sim! A última vez foi no dia dos namorados. – disse sonhadora – ou seja, quatorze de fevereiro.

Então, precisamos dar um jeito nisso. – falou com a voz cheia de desejo, e beijando-a novamente.

Bem que eu queria. – disse com desejo e carinho – mas estamos numa guerra, e não seria certo nós numa cama fazendo amor, enquanto os outros lutam.

É você tem razão. – disse triste. – mas eu te quero tanto. Começou a beijá-la, e com a mão acariciar a coxa dela, que abriu as pernas o que facilitou a chegada dele ao fruto de seu desejo, que com um movimento ágil afastou a calcinha dela e acariciou a intimidade dela que latejava de desejo e estava muito molhada, introduziu um dedo nela que a fez gemer baixinho, ele lembrando que na sala ao lado estava no mínimo trinta pessoas tirou o dedo, pegou a varinha e com alguns feitiços na porta tornou a sala segura para o que iria fazer. Ele a pegou no colo e a sentou sobre a mesa, tirou a calcinha dela, abriu o zíper da calça, colocou o seu membro para fora e a penetrou com carinho, ela jogou seu corpo para frente o abraçando com os braços no pescoço e as pernas na cintura, ele começou as estocadas lentas no inicio, mas se tornando cada vez mais exigentes e rápidas quando sentiu que ela estava quase no seu êxtase ele acelerou ainda mais os movimento, fazendo assim com que os dois chegassem juntos ao prazer. Ela sentia os jatos fortes dele a cada contração da glande. Quando ele parou de ejacular a beijou e tirou seu membro de dentro dela, sorrindo quando ela protestou com um gemidinho triste. Transfigurou um pergaminho em uma toalhinha, ela havia se deitado sobre a mesa ele a limpou colocou a calcinha nela, limpou-se também, deu fim à toalhinha e com um feitiço fez sumir o odor característico, se arrumou e deitou ao lado dela na mesa.

Nos somos malucos – ela disse rindo – Acabamos de fazer amor na mesa de reuniões do Ministro.

Com uns trinta aurores na sala ao lado, inclusive meu pai. – disse Carlinhos divertido. – Mas me fale se você não gostou?

Eu amei. – disse carinhosa – foi delicioso como sempre.

Pena que não pude ver teu corpo. - falou indo com a mão em direção aos seios dela, que gelou de medo. Mas uma batida na porta os trouxe para a realidade e rindo se levantaram, ela abaixou a saia, sentou-se e começou a ler um pergaminho como se nada houvesse acontecido ele rindo abriu a porta.

Weasley veja se esse cronograma esta certo. – disse Goto desdenhoso – o que vocês estavam fazendo aqui com a porta fechada? – perguntou curioso.

Resolvendo questões da liderança da Ordem. – respondeu Carlinhos seco, como Sarah estava de costas para porta eles não viram o sorriso dela. – se era só isso? – o outro afirmou com a cabeça e saiu ele tornou a fechar a porta, mas a deixou encostada.

Não sabia que mudou de nome. – disse divertida quando ele sentou-se ao seu lado.

Você queria que eu dissesse o quê? Nós estávamos fazendo amor? – falou sério, mas brincando com ela.

Não, isso não. – falou rindo - vamos trabalhar?

Vamos. – ele estava estudando o cronograma e corrigindo os erros, estava distraído quando ela perguntou.

Amor você sabe se a Brena trazia alguma carta quando saiu d'A Toca?

Uma carta do Harry para o Sirius. – disse sério – porque? – perguntou preocupado.

É que ela foi interceptada. – disse triste – chegou quase morta aqui no ministério. Você não sabe o conteúdo da carta?

Não, mas Sirius cancelou o jantar e isso foi depois do convite que eu fiz, então. – ele a olhou preocupado – provavelmente ele falou do jantar em Londres.

Droga! – exclamou séria – Agora provavelmente melou o ataque. – ficou pensativa até que – Bom ele falou do jantar?

É provável.

Mas ele não falou de vocês passarem a noite em Londres. – disse sorrindo – já sei como faremos, o plano original era tirar vocês da toca por rede flú até o ministério, então vocês iriam de carro para um hotel trouxa, que já temos um andar ocupado por aurores, e três quartos para vocês. Então você os leva para jantar, mas a Antonnelle jantara com vocês.

A mamãe nem a Gina irão gostar disso. – falou sério – coitada, vai receber a antipatia feminina Weasley. A mamãe e a Gina serão cruéis com ela, você acha isso necessário?

Muito. Eu falo com ela antes, aviso do perigo. – disse divertida, imaginando a reação das duas ao conhecerem a amiga italiana do Carlinhos. – pegaremos o Carlitos mais quatro aurores e com a poção polisuco os transformaremos em vocês, eles pegaram a camionete no restaurante e iram para A Toca, depois de meia hora vocês vão para o hotel, eu deixo meu carro para o grupo de aurores ir ao restaurante, mas, por favor, depois você dirige ok?

Ok! – disse divertido sabia que a Mercedes era um xodó dela. – eu falo para eles que você me pediu a camionete, pois precisava ajudar uma amiga trouxa a se mudar, mas deixou teu carro. E fez questão que ficássemos num hotel, para não termos que viajar a noite.

Perfeito. No hotel você fica com o Harry, a Antonnelle com a Gina, e teus pais ficam juntos. – disse aliviada.

Mas e você? – perguntou preocupado.

Eu vou estar n'A Toca – respondeu carinhosa.

Sarah por favor, não. – pediu desesperado.

Não começa amor. Eu vou já está decidido. – falou num tom que não aceitava discussões.

Então vamos conversar. – falou sério – esclarecer a nossa situação.

Hoje não – falou acariciando o rosto dele se inclinou e o beijou com ternura e amor – vamos esquecer a nossa separação pelo menos por hoje. Guardaremos a lembrança do que aconteceu nesta sala, e se algo me acontecer quero que se lembre disso, pois é nisso que vou me agarrar nesta batalha.

Não fale assim – pediu com lágrimas nos olhos – quando poderemos conversar?

Não sei, amanhã à tarde vou para Paris. – ao ver expressão intrigada dele esclareceu - Compromissos representando a Ordem, o ministério e Hogwarts, volto sábado pela manhã.

Então vá sábado à tarde n'A Toca. – falou carinhoso – assim você já revê a mamãe.

Sábado a tarde está ótimo – disse sorrindo – vamos passar esses novos planos aos outros?

Saíram da sala de mãos dadas, o que não passou despercebido a Arthur e aos outros. Eles passaram as novas diretrizes aos outros. Era incrível a sincronia com que trabalhavam juntos Arthur nunca tinha os visto em ação, e entendeu por que Dumbledore os escolhera como lideres da parte internacional e também da área operacional, eles eram ágeis, criativos, nunca um problema ficava sem solução, muitas vezes se comunicavam apenas com um olhar, e depois de tudo acertado, os grupos já se despediam e iam embora, Carlinhos a puxou para um canto do corredor onde ficavam os elevadores a beijou com amor e pediu.

Assim que começar e quando acabar você me avisa? – a voz dele tinha um tom de medo.

Aviso, sim imediatamente. – disse sincera.

Da forma de sempre? – ele parecia um menino com na primeira vez que se separa da mãe, tamanha era a insegurança e o medo dele.

Sim da forma de sempre! – a voz dela era muito carinhosa, se beijaram novamente e Carlinhos a abraçou com força sendo retribuído da mesma forma. Ela deitou a cabeça no peito dele, e ficou sentindo o perfume que emanava dele e ouvindo seu coração bater forte, ela o amava mais que tudo e sentia falta da paz e da segurança que aqueles braços a davam, respirou fundo e falou. – Amo o teu perfume, ele combina com você. Eu te amo Carlinhos.

Também te amo Sarah. – falou carinhoso – me perdoa?

Não vamos nos lembrar disso.

Vocês dois vamos? – perguntou Arthur. Eles se separaram, e foram até o elevador de mãos dadas e sorrindo.

Quando estavam no elevador conversavam com Arthur e Shacklebolt sobre Rony e Hermione. Sarah falou

Sexta à tarde eles vão para Lizard Island. – disse Sarah com a voz sonhadora.

O casamento da Gabriela, - disse Carlinhos com a voz chocada – nós iríamos não é?

Eu mandei o presente dela e uma carta nós desculpando. – disse tranqüila.

Porque você não vai? – perguntou curioso.

Sozinha? Naquela ilha? – disse olhando nos olhos dele. – Acho que são lembranças e explicações demais.

Você tem razão. - falou ficando vermelho. Ele havia a pedido em casamento na ilha, na beira da praia com a lua cheia brilhando sobre eles. E depois anunciou a todos os presentes no hall do hotel fazendo uma imensa festa de noivado.

Quando chegaram ao átrio se despediram com muito carinho. Cada um entrou em uma lareira e sumiram nas chamas verdes.

Carlinhos estava de tão bom humor quando chegou n'A Toca, que nem a presença de Sirius tirou o sorriso do seu rosto. Inclusive conversou com o moreno, e na despedida pediu que ele protegesse Sarah.

Quando discretamente lhe entregou frascos com fios de cabelos dos cinco. Que Sirius na hora percebeu para que eram.

À medida que a noite se aproximava era evidente que a tensão dele aumentava, ainda mais que ele tinha que esconder dos outros o que iria acontecer. Lembrava com carinho do momento vivido por ele e Sarah a pouco, lembrou-se que haviam feito amor sem nenhuma proteção, sorriu ao imaginar se seu filho não havia sido feito naquele dia.

Harry estava muito desconfiado da atitude do ruivo, anos desvendando mistérios o tinham deixado com os instintos aguçados, quando comentou com Gina ela disse que ouvira o pai contando à mãe que ele havia se entendido com a namorada, mas isso não convenceu Harry, a alegria dele podia ser por isso, mas não explicava o Porquê da tensão crescente.

As cinco e meia estavam todos a caminho de Londres, Harry observava que Carlinhos olhava muito pelo retrovisor enquanto dirigia, e quase não falava. Respondendo com monossílabos as perguntas da mãe que tagarelava sem parar. As únicas vezes que falou uma frase completa foram para anunciar que Sarah iria pegar a camionete no restaurante e que eles dormiriam em Londres, e neste momento foi à vez de Arthur ficar tenso, e trocar um olhar significativo com o filho. E a outra vez para avisar que elas teriam uma surpresa no jantar. O que deixou Molly e Gina esperançosas dele anunciar ter reatado o namoro.

Quando chegaram ao restaurante era um local charmoso e romântico, um pouco afastado do centro, mas com certeza era trouxa, Arthur se encantou com tudo. O restaurante estava cheio de pessoas que conversavam e riam, o ambiente era muito agradável e descontraído, mal se sentaram à mesa, uma linda mulher se aproximou e cumprimentou Carlinhos com um abraço e beijos nas faces. E ele apresentou-a a família.

Mamãe, papai, Harry e Gina essa é Antonnelle Richardelli, uma grande amiga e auror italiana que trabalha comigo na Ordem. – não pode deixar de sorrir ao ver a cara decepcionada da mãe e da irmã, já prevendo que a pobre moça seria hostilizada.

Encantada – disse a moça polidamente, e como a amiga a avisara ela logo disse – Sarah fala tanto de vocês, que parece que eu já os conheço.

Você conhece a Sarah? – perguntou Gina, pois achava que era alguma nova conquista do irmão.

Sim! Somos muito amigas. Inclusive em dezembro ela e Carlinhos serão meus padrinhos de casamento. – disse sincera, e conquistando a simpatia das mulheres Weasley, Arthur fingiu que não conhecia a moça, pois esse era o plano. – Carlinhos ela pede desculpas, mas quando me deixou aqui já pegou a camionete, e como ela tem a chave não quis incomodar você. – o que era mentira, pois a camionete permaneceria ali por um bom tempo até o grupo de aurores a pegar.

O jantar transcorreu tranqüilo, a não ser pelo fato de Harry estar observando Carlinhos atentamente que olhava para o dragão vermelho em seu relógio a cada cinco minutos. Já estavam na sobremesa quando aconteceu.

Carlinhos parecia ter levado um choque levantou rápido o braço e o dragão antes vermelho estava azul ele olhou rápido para a auror e para Arthur, o sorriso que ele tinha até então foi substituído por uma linha fina e a aparência ficou preocupada. Voltou a ficar num silêncio quase total.

N'A Toca cinco minutos após a chegada da suposta família aconteceu o ataque. Ouviram-se estalos de todos os lados e surgiram aproximadamente vinte comensais encapuzados, que arrombaram a porta e se depararam com um numero superior de aurores, e membros da Ordem que estavam tanto dentro d'A Toca como nos jardins.

Voavam feitiços e maldiçoes para todos os lados, logo o cheiro de sangue invadia o local, não se sabe quem colocou fogo no galinheiro e no galpão, o barulho de gritos era ensurdecedor.

Sarah, Sirius, Remo e Tonks estavam lutando juntos quando um raio veio na direção de Sarah só não a atingiu por que para surpresa de Sarah Goto se jogou na frente sendo atingido no peito e no pescoço por uma maldição Sectumsempra, Sarah correu para o lado dele, tentou o contra feitiço, mas a maldição atingira sua aorta e ele perdia muito sangue, num sussurro ele a olhou nos olhos e disse.

Vale a pena morrer por quem se ama. – e a vida abandonou seu corpo. Deixando a moça chocada com a revelação.

Ouviu um grito de Sirius o que a trouxe de volta para a realidade, e viu que ele lutava sozinho com cinco comensais e que Khalyl jazia no chão ao lado dele, ela correu e o ajudou prendendo os comensais e para seu alivio verificou que o jovem havia sido apenas estuporado. Assim que foi reanimado voltou à batalha, do outro lado Tonks estava debruçada protegendo o corpo de Lupim, eles correram até eles, Sirius criou um escudo protetor enquanto Sarah examinava Remo, e ficou alivia ao ver que ele havia sido vitima de um Petrificus Totalus, e que o sangue em Tonks se devia a um pequeno corte na cabeça. Logo já estavam lutando e pelo que viam a vitória era iminente.

No hotel quando Harry e Carlinhos ficaram sozinhos o nervosismo do ruivo era tão grande, que ele quebrou o controle da tv, Harry consertou com um feitiço e falou.

Aonde é a batalha? – disse tão natural que o ruivo respondeu prontamente.

N'A Toca – quando viu já tinha saído, olhou para Harry e perguntou – como soube?

Você parece um leão enjaulado, e nos tiraram de lá por algum motivo. – disse o rapaz perspicaz. – Sirius se despediu de mim como se talvez nunca mais me visse. E Tonks pediu que eu cuidasse muito bem de Teddy. E modéstia à parte sou bom em entender coisas que querem me esconder. - Falou triste.

O pior é a batalha já começou, e está durando muito tempo. – disse o ruivo desesperado.

Como você sabe? – perguntou Harry curioso, não vira nenhuma forma de comunicação o alertar sobre isso.

Esta vendo esse dragão? – perguntou o ruivo mostrando o enfeite da pulseira do relógio e se sentando numa poltrona na frente de Harry. – ele é uma forma que eu e a Sarah temos de nos comunicar o dela é um pingente. Eu comprei um dragão de rubi e um de safira, logo que voltamos a namorar em 93, e com um feitiço eu os juntei, fiz um outro feitiço que eles mudariam alertando três situações e depois os separei. – vendo a expressão admirada de Harry continuou. – o normal dele é vermelho claro. Se um de nós quer indicar ao outro que o ama, que esta recordando momentos felizes ou tem saudade basta acariciar o dragão que na mesma hora o do outro ficara levemente morno e num tom vermelho escuro. – a voz dele era um pouco tímida. - A outra situação eu fiz especialmente por ela morar longe e sozinha, se ela segurar o dragão com a mão ele fica gelado e azul como esta agora, isso indica que ela esta em perigo, ou no caso de batalhas que esta iniciou. – ele respirou fundo e continuou – quando ele ficar roxo e muito quente significa que tudo esta bem, que já acabou e ela esta a salvo, isso no caso de batalhas, já no relacionamento queria indicaria outra coisa. – disse com um sorriso maroto e fez Harry entender o que era. – para isso basta levar o dragão aos lábios.

Muito engenhoso. – disse Harry admirado. – a carta desta manhã era um código não é?

Você leu? – Harry afirmou envergonhado – era sim um dos muitos métodos que usamos, como éramos namorados, nos correspondíamos com freqüência sem levantar muito suspeitas, então aproveitávamos isso para coisas da ordem.

Naturalmente – falou Harry pensando quanto trabalho eles tinham em bolar coisas para enganar Voldemort.

Esse aqui, por exemplo - disse Carlinhos tirando do bolso a carta que recebera aquela manhã, e entregou a Harry, que leu com atenção, mas não viu nada de anormal no verso, além do fato de não ter sentido algum.

Não quer disser nada para mim. – disse por fim depois de ler cinco vezes e imaginar diversas coisas.

E se eu te disser que ai tem, o informe de uma reunião da ordem, além de me alertar que você e a mamãe correm perigo, que assim colocam o papai e a Gina em risco. Que eu devo ficar atento, e que os outros membros da família estão bem, me avisou da visita que recebemos depois do almoço e que apesar das perdas os comensais ainda tem força.- ele riu da feição admirada de Harry, pois parecia impossível algo tão bobo ter tantas coisas importantes - Agora releia tendo isso em mente. – pediu o ruivo

Harry pegou um papel e uma caneta na escrivaninha do quarto e começou a ler e tentar fazer ligações até que depois de uns cinco minutos disse vitorioso.

Descobri! – e leu em voz alta fazendo as alterações. – a primeira parte não quer disser nada além do que está escrito. – como o ruivo afirmou, ele continuou.

Após os dragões e os leões

Irão comer as serpentes,

Esse trecho é sobre a reunião da Ordem. – Carlinhos confirmou novamente

[i] [blue]

O sapo e a coruja correm perigo.

Colocam a pantera e o lobo juntos.

O puma redobra a atenção

A gata, o leopardo e o coelho chegaram.

A águia e o tigre estão seguros.

Assim como o pavão, a garça, o urso e os macacos.

[/i] – Essa parte seria assim.

O Harry e a Molly correm perigo

Fazendo com que a Gina e o Arthur também sejam ameaçados.

Você deve ficar com mais a atenção aos movimentos no exterior d'A Toca.

A Tonks, o Lupin e o Sirius vão para A Toca.

A Hermione e o Rony estão seguros

Assim como o Percy, a Fleur, o Gui e os gêmeos.

[i] [blue]

O amor ainda tem força apesar.

Do duro golpe o coração ainda bate.

[/i] – Aqui é sobre os comensais que apesar de perder o líder eles ainda lutam. E o resto também não é nada.

Com certeza você será um ótimo auror Harry. – elogio o ruivo. – você acertou tudo.

Mas não foi fácil, e só consegui por causa das dicas que você deu. – disse o moreno com simplicidade.

E tínhamos vários tipos, podia ser uma receita de poção, uma lista de compra ou recordações, esse sempre fora à única forma segura de nos comunicarmos. – disse o ruivo, agora que conversava com Harry estava mais calmo. Até que – Graças a Deus - exclamou aliviado e Harry viu o dragão ficar roxo.

Após quase uma hora chegou à mesma coruja prateada de antes trazendo uma carta que Carlinhos leu em voz alta, era um relatório da batalha, informando as perdas de ambos os lados, assim como as prisões, mas todos que Harry conhecia estavam bem, e que Narcisa e Draco haviam escapado, mas Lucio e os irmão Lestrange estavam a caminho de Azkaban, e que o ataque havia sido múltiplo, além d'A Toca, foram atacados a loja, o chalé e o apartamento de Percy. Crabbe não fora visto em nenhum local, e suspeitava-se que estivesse indo atrás de Rony e Hermione. Carlinhos pediu sigilo a Harry, o cansaço os venceu e dormiram. Na manhã do outro dia, foram para A Toca, que se Harry não soubesse que houvera uma batalha ali não suspeitaria de nada estava tudo perfeito.