Capitulo VII – INTERFERÊNCIAS.

Rony estava sentado num banco na beira do rio olhando o movimento da água, com o pensamento longe, já estavam há alguns dias naquele país, e Hermione estava cada vez mais distante dele, claro que ele entendia o lado dela afinal ela não via os país há quase um ano, mas ele também não tinha contato com a família dele quase ao mesmo tempo em que ela, e mesmo assim os deixara para vir resgatar os pais dela.

Ele não ficara sozinho com ele nenhuma vez, o máximo de carinho que conseguia era andar de mãos dadas, isso quando a irmãzinha dela não ficava no meio dos dois, já fizera quase todos os passeios sugeridos por Carlinhos, mas nenhum fora idéia dele, era sempre o pai dela que convidava e iam sempre os cinco. Beijo eram apenas selinhos roubados, rapidamente.

Na noite anterior foram ao tal cinema ele achou o local ótimo, ficou impressionado com o tamanho da tela, o filme fascinante, eram tantos efeitos especiais, ele teve que admitir que os trouxas eram muito criativos. Quando viu que era tudo muito escuro e que estavam sentados um pouco longe dos pais dela ficou feliz, pois poderiam enfim dar uns amassos, mas logo o pai dela veio trocar de lugar com ela, pois a mãe estava com saudade, e ele ficou o filme inteiro sentado ao lado do Srº Granger.

A pouco ele quase explodira, o pai dela praticamente o colocara de lado ao apresentar a filha, a um trouxa amigo dele, o cara olhou Hermione de um jeito que para não socar o sujeito ele achou melhor sair de perto. O cara era um rico fazendeiro do interior, claro, muito melhor que um bruxo pobretão como ele.

Estava tão imerso em pensamentos que não notou a figura vestida com uma capa que o observava a distância. Ele estava tão desprotegido, sozinho ali, seria tão fácil acabar com ele, uma maldição da morte, e ninguém jamais saberia o que provocou a morte do jovem, mas não, ele tinha que sofrer, primeiro, queria que ele ficasse com raiva, sentisse a dor de perder quem se ama, o plano dele era simples, quando já tivesse conseguido o que queria, eliminaria o ruivo, mandaria as sobras de presente para a família dele, daria um fim na sangue ruim, o nome dos Crabbe estaria vingado.

Mas ele precisava dos dois sozinhos e isso não estava acontecendo. Era incrível, como eles estavam desprotegidos ali, ele pensou que depois do ataque mal sucedido a família Weasley a segurança dos dois estaria muito maior, mas ao contrario parecia que a pouca segurança havia desaparecido. Talvez a tão famosa divisão da Ordem internacional, não fosse nada mais que uma mentira, ele os vigiava desde terça e até agora, não vira nenhum guarda e somente alguns bruxos perto deles. Com esses pensamentos ele desaparatou.

O que ele não havia notado era que por onde Rony ou Hermione fossem sempre eram acompanhados por cães, gatos e alguns pássaros, bem como grupos de turistas, casais de jovens apaixonados, mães com seus bebês ou idosos, que faziam caminhadas.

Segundos depois, Rony sentiu alguém se sentar ao seu lado ele rapidamente secou as lágrimas, e a olhou.

Te procurei por tudo no hotel, mas você havia sumido. – disse carinhosa.

Eu queria ficar sozinho. – falou triste e voltando a olhar o rio.

Esta com saudade de casa? – perguntou atenciosa

Hunhum.

Vim te avisar que recebemos mais uma carta do Harry e de quase todos da tua família.

Legal.

E também o convite de casamento da Gabriela.

Que bom.

Depois do almoço vamos com a mamãe no shopping comprar uma roupa para irmos ao casamento e o presente. Depois vamos a uma biblioteca maravilhosa que tem perto do shopping. À noite vamos ao teatro papai disse que tem uma ótima peça em cartaz, amanhã tem um show do U2 e o Peter, aquele amigo que o papai me apresentou, vai conseguir convites para nós, nossa é tanta coisa para fazer, e locais para ir. – ela tagarelava alheia à expressão contrariada dele.

Ok.

Rony?

Oi?

O que você tem Ron?

Nada. – deu uma risada pelo nariz. Realmente ele não tinha e nem era nada.

Ronald Weasley será que você pode agir como um adulto e conversar comigo. – disse alterada.

Me deixe Hermione, vai lá babar no fazendeiro bonitão, e vai com ele a todos esses lugares, que eu não quero mais ir a droga nenhuma. – falou também alterado, mas imediatamente se arrependeu ao olhar para ela viu que estava chorando. - Desculpa Mi. – falou a abraçando.

Ron! Eu sei que esta sendo difícil. – falou entre soluços – Mas eles são a minha família, eu senti saudade, eu quero ficar com eles, e eu nunca vim para cá, e eu...– ela parou olhou para ele – você também ficou longe da tua, mesmo assim veio só para ficar comigo e eu não estou te dando atenção, oh Ron, me desculpe. Eu sou tão injusta. – disse carinhosa.

Eu estou me sentindo como um intruso, pôxa, tinha planejado um monte de coisas que queria fazer com você, e não deu, há quanto tempo à gente não se beija, ou fica sozinho? – ele se sentia cada vez aliviado enquanto desabafava com ela. – Eu me acostumei a ter você comigo, sendo só minha, - a voz dele era muito carinhosa – e agora tudo mudou, e quando voltarmos como vai ser? Teus pais não deixar você ficar n'A Toca como antes. E outra, eu sou um duro, e ainda não posso trabalhar, tenho que estudar mais um ano. Meu irmão estava noivo e rompeu com a Sarah, você acha que eu não percebi que ela está grávida dele? É muita coisa que tenho para pensar.

Não fica assim. – falou carinhosa admirada da mudança dele, ele estava demonstrando uma profundidade de sentimentos e de percepção que ela não o julgava capaz – Vamos dar um jeito nisso tudo juntos, te prometo. – levantou o rosto e o beijou.

O beijo começou carinhoso e meigo, mas a cada momento se tornava mais exigente e profundo, já estavam quase sem fôlego quando ouviram um estrondo e separaram assustados.

Mas que drog... - as palavras morreram na boca de Rony, eles estavam cercados por figuras encapuzadas.

Vejam só se não é o traidor do sangue e a sangue ruim. – disse um homem gordo – a demonstração de afeto de vocês estava me enojando, mas devo disser que você me forneceu informações valiosas, quer dizer que a Sarah e o teu irmão não estão mais juntos e que ela esta grávida, é patético, mas pelo menos ela é puro sangue e uma sujeitinha de sangue ruim, você tem muito mau gosto Weasley, ou será que apenas vai se divertir com ela, olhando bem ela até tem um certo charme.

Rony não gostou da forma como ele olhava Hermione, mas estavam em minoria, e se ele atacasse um os outros riram reagir, achou melhor permanecer quieto só deixou o abraço que dava em Hermione mais firme e somente com um braço o outro ele pegou a varinha no bolso da calça.

Não com tanta pressa Weasley. - Falou novamente o homem gordo e Rony sentiu sua mão queimar e perder a força viu sua varinha sair voando em direção a um encapuzado, e quando olhou para a mão viu que ela estava roxa e cheia de bolhas amarelas e doía muito. – vamos acabar logo com isso. Yaxley pegue a sangue ruim e Nott pegue o Weasley.

Não – gritou Rony – não se aproxime dela. – e numa atitude desesperada pegou a varinha de Hermione e estuporou um dos comensais que se adiantavam até eles, mas como ele previra os outros revidaram ele foi atingido em cheio por uma maldição cruciatos, Rony gritava e se contorcia de dor. E ouvia ao longe Hermione gritar desesperada ele lutava para escapar da dor que esta lhe sufocando, até que a dor cessou e se viu no meio de uma batalha, mas para seu horror não achava Hermione então se levantou e começou a procurá-la quando a viu sendo arrastada para uma moita nem percebeu quando um raio o atingiu o fazendo voar longe e cair desacordado na margem do rio.

Hermione ficou muito assustada quando viu a quantidade de comensais que os cercavam, mas logo começou a ver que diversos animais do parque estavam se direcionando para um ponto atrás do grupo e quando Rony atacou o comensal que iria pegá-la esses animais se transformaram em pessoas, e começaram a duelar com os encapuzados, antes que ela pudesse reagir viu Rony ser torturado e sentiu alguém a segurar forte pela cintura o que a impedia de correr até ele, ela começou a lutas, se debatia e mordia cada parte do braço do homem que a segurava, tinha certeza que conseguira acertar vários chutes nele, que apenas a mantinha pressa cada vez com mais força até ela ouviu-o sussurrar em seu ouvido.

Calma Mione, e me desculpe por isso.

Ela ficou estática reconheceu aquela voz e a última coisa que viu foi o corpo de Rony voar pelos ares caindo pesadamente com um baque surdo na margem do rio depois ela sentiu o corpo amolecer e tudo ficou negro.

Horas antes n'A Toca.

Alheios a tudo isso Harry e Gina, estavam passando pelo pomar quando Carlinhos os chamou e os convidou para jogar uma partida de quadribol quatro contra quatro, já que os gêmeos, Percy, Lino e Gui estavam ali. Harry ficou admirado com a vassoura de Carlinhos, era incrível, lembrou-se com tristeza da sua Firebolt e usou para voar a vassoura de Rony. O jogo estava empatado o seu time era composto por ele, Gina, Jorge e Gui ele estava voando procurando o pomo quando parou para admirar a destreza com que Gina roubava a goles de Fred e fazia um belo gol os colocando a frente no placar, ele viu o brilho dourado quase sobre o telhado d'A Toca e impulsionou a vassoura para lá já estava quase chegando quando só ouviu um assobio alto e um borrão passou por ele e depois Carlinhos descer segurando o pomo.

Ele pousou ao lado dele e perguntou

A quanto essa vassoura chega? – a voz dele estava admirada.

A 300 km por hora em cinco segundos. É a melhor vassoura da Alemanha essa é da linha profissional, toda adaptada para a posição de apanhador – a voz dele era visivelmente orgulhosa. – quer experimentar?

Posso? – perguntou Harry curioso.

Claro aproveita e leva a Gina para um passeio – falou o ruivo piscando um olho – com todos aqui vocês não terão paz.

Harry chamou a Gina e rapidamente montaram na vassoura, ele ficou admirado com a velocidade de subida e só percebeu que estava indo muito rápido quando sentiu Gina apertar o abraço em sua cintura logo ele estabilizou a vassoura que planou leve no ar, ela era realmente muito estável, ficaram assim curtindo a vista privilegiada que tinham quando Harry viu algo que lhe chamou a atenção, de onde estavam ele pode ver um lago sobre uma montanha e voou até lá, quando pousaram ele ficou maravilhado com a beleza do lugar.

Deixou a vassoura cuidadosamente deitada sobre a grama deu a mão com Gina e foram até a beira do lago de águas azuis. Sentaram-se na margem com ele estava de calça de moletom ele dobrou a bainha e colocou os pés na água, Gina estava de bermuda de malha ficaram brincando e atirando água um no outro até que Gina ficou em pé e passando as pernas pelas de Harry se sentou em colo de frente para ele e Harry desabituou a blusa dela e pela primeira vez viu os seios dela e com carinho os sugou e acariciou, logo depois envolveu Gina num forte abraço e começou a beijá-la com volúpia, seu corpo imediatamente reagiu à proximidade do corpo dela, ela sentindo o estado dele começou a se movimentar em seu colo, o que fazia Harry gemer cada vez mais alto e dava a ela muito prazer, os movimentos estavam cada vez mais rápidos e Harry a apertava contra ele quando sentiu seu máximo chegando ficou preocupado se ela também estava tendo prazer então abriu os olhos e viu as feições dela se contorceram e sentiu que ela retesava o corpo e apertava ainda mais a sua intimidade no volume da calça dele ele a segurou firme pela. cintura e a ajudou a acelerar os movimentos até que gritou alto o nome dela e sentiu sua calça ficar molhada, o corpo dela amolecer e ambos respirarem com dificuldade, ele rapidamente a tirou de seu colo a deitando sobre a relva e com um feitiço limpou as vestes, e viu para seu alivio que a bermuda dela estava seca, deitando-se ao seu lado, a abraçando por trás sentiu seu corpo reagir novamente com a proximidade das nádegas dela, mas ele conseguiu controlar e começou a acariciar seu corpo, ela ainda estava com a blusa aberta e ficou assim com ela curtindo o momento, sentindo o cheiro dela, até que olhou seu relógio e já eram onze horas, ele fechou a blusa dela, beijaram-se novamente e voaram rapidamente para A Toca, se a subida era rápida a velocidade de descida era incrível.

Assim que chegaram viram a cara amarrada dos gêmeos e de Percy, assim como Gui e Carlinhos o olharam com um ar divertido de cúmplice, Harry deu um risinho de lado quando entregou a vassoura ao ruivo agradecendo, subiu para se arrumar, pois hoje ele teria o almoço com o padrinho. Logo já estava na sala sentado no sofá ao lado de Gina que também estava arrumada conversavam animados sobre quadribol com os irmãos dela, a noite teria dois jogos de quadribol e eles iriam assistir a um deles, mas a discórdia estava em qual, Harpias, que era o que Gina, Jorge e Carlinhos queriam ver ou Cannons que Gui, Percy e Fred estavam ansiosos por assistir.

Carlinhos quando soube do almoço voltou ao mau humor de antes, pensou que para ele ela não tinha tempo, mas para almoçar com Sirius sim e por que ele não podia ir com ela para Paris? Afinal sempre viajavam juntos e os começais não atacariam novamente tão cedo. Pelo visto ele não era mais importante para ela, hoje recebera uma carta tão carinhosa de Jully ela sim estava com saudade dele.

As onze e meia. Sirius apareceu, e acompanhou Gina e Harry via pó de flú até um luxuoso hotel localizado fora do centro de Londres onde Harry viu pela primeira vez a bruxa sobre a qual já ouvira muito falar. Quando a recepcionista os acompanhou até o restaurante com mesas no jardim e anunciou.

Drª Holff! Seus convidados chegaram. – com a voz polida e formal, logo se retirou.

Olá. – disse a bruxa se levantando e vindo recebê-los calorosamente. Ela era um pouco baixa devia medir mais ou menos 1,65, pele clara, os cabelos loiros dourados, e os olhos azuis muito claros, Harry pode perceber que apesar de não ser magra ela também não era gorda, mas sim cheia de curvas. Estava com vestido lilás claro e bem soltinho. Depois de cumprimentar todos ela falou – Sirius, olhe o que acabei de receber – e entregou-lhe uma foto. – acho que você vai gostar.

Ele está muito bem mesmo. – disse divertido. Mostrando a foto para Harry, que sorriu quando viu um Moody muito bem humorado deitado numa cadeira na beira de uma linda praia usando um antiquado calção de banho, o olho mágico fora substituído por um normal, ele lhe sorria e acenava.

Ele esta vivo? - Perguntou curioso.

Sim! - Disse a loira. – ele precisava se aposentar aproveitamos o fato dele ter sido atingido na tua transferência e o mandamos para a Grécia. Lá ele é somente mais um velho excêntrico.

O almoço transcorreu muito animado, Sarah contou como havia conseguido salvar Sirius do véu, coisa que só foi possível por ele ter sido atingido pela maldição da morte que Belatriz usou. Harry entendeu por que todos gostavam da bruxa e também o motivo do ciúme que Carlinhos tinha, ela não notava, mas era muito carinhosa, e isso era com todos e ele pode perceber que Sirius também era assim com ela, ele era todo cheio de cuidados e atenções. Quando caminhavam pelo jardim após o almoço.

Já almoçamos e vocês ainda não falaram o que queriam me contar. – disse calma. – podem falar?

Sarah, você se lembra daquela sexta feira treze de março, que você chegou em casa muito feliz. – ele parou e olhou para Harry sem saber se continuava.

Sei, como esquecer, foi o dia mais feliz da minha vida, recebi a noticia de que trabalharia com o Carlinhos aqui no Reino Unido, o que resolveria o grande empecilho para o nosso casamento e também soube que estava grávida do meu grande amor. - a voz dela era doce e sonhadora

Você esta grávida do Carlinhos – perguntou Harry muito espantado.

Estou de quase quatro meses Harry. – falou acariciando a barriga – só te peço que guarde segredo, ele ainda não sabe. Assim como a Molly nem sonha com isso. – falou calma. – mas o que houve esse dia?

O que aconteceu quando você me contou? – perguntou Sirius displicente.

Eu estava super feliz, nós nos abraçamos e... – ela parou, olhou para Sirius baixou os olhos e falou envergonhada – na empolgação sem querer te beijei. Mas foi só um leve encostar de lábios, um selinho, nada mais. – disse se defendendo.

Meu irmão viu vocês abraçados se beijando pela janela. – disse Gina irônica. – assim que viu ele desaparatou para o ministério e voltou para a Romênia.

E então ele tirou as conclusões dele, - a voz dela estava muito magoada – mais uma vez preferiu agir a falar comigo.

Lembra que você sentiu a presença dele? – perguntou Sirius. – até foi lá fora na esperança dele estar por ali. – ela confirmou com a cabeça

Pois é, daí quando você foi atrás dele, lógico que sem saber que ele viu. - Começou a ruiva.

Ele resolveu dar o troco. – completou a loira triste. – e que troco. – vendo a expressão perdida de Harry ela esclareceu. – Nós havíamos noivado em janeiro, numa ilha da Austrália, mas ainda não havíamos comunicado a família dele, seria um presente de fim da guerra, e uma coisa que sempre nos impediu de casar eram nossos empregos, Shacklebolt havia me procurado sexta pela manhã e falou que nos queria com ele e fez uma proposta irrecusável, tanto para mim, quanto era a que deixou comigo para entregar ao Carlinhos, logo depois, eu fui a uma consulta com a minha tia, que é curandeira obstetra, e descobri que estava grávida, fiquei radiante, enfim era tudo que eu sempre quis, me casar e formar uma família com ele. No sábado eu fui para Romênia, dar as ótimas noticias, como ele sempre trabalhou sábado pela manhã então fui direto para reserva, já imaginando a festa que seria. Mas assim que ele me viu, chamou uma estagiaria, a imprensou contra a parede e a beijou, mas um beijo de cinema. E ficaram se agarrando.

Nossa! – disse Harry genuinamente espantado, jamais imaginaria isso do Carlinhos.

O pior você não sabe Harry. – disse Gina triste.

E pode piorar? – perguntou chocado. Uma atitude assim, nem ele com dezessete anos faria.

Julgue você. – disse a loira triste – sábado é o dia mais movimentado na reserva, tem alunos que só estudam aos sábados, pesquisadores que vão neste dia, além dos que sempre estão lá, e lógico que todos me conhecem como a noiva do Carlinhos, até antes de firmarmos o compromisso, pelo tempo de namoro e tal. E essa cena do beijo foi na frente de todos. As pessoas ficaram sem saber como agir, assim como eu, que fiquei estática olhando aquilo, Andreiev que pe levou para o escritório dele e de lá fui direto para casa. Com uma chave de portal, que ele pode usar em emergências.

Realmente isso piorou muito o fato. – disse Harry triste que viu que ela chorava ao se lembrar da cena.

Sarah! Foi neste dia que você quase perdeu o neném? - perguntou Gina curiosa.

Não Gi, foi outra coisa que eu vi, mas isso não é assunto para discutir com você. – disse seria – desculpa, mas o que motivou o incidente, foi algo muito maior, digamos que a confirmação da traição. – disse seria olhando para Harry. – Não sei o que teria sido de mim se não fosse o teu padrinho. Mas Harry, por favor, não julgue o Carlinhos por isso, ele é uma ótima pessoa, um grande amigo, um bruxo excelente e tudo mais, só que quando o assunto sou eu, ele perde a racionalidade.

Nesse momento tudo se encaixou para Harry, a troca de carinho que Sarah e Sirius tinham nada mais era que uma amizade, fruto de muita gratidão, Sirius sempre gostou de ser útil, e cuidar dela foi à forma encontrada de retribuir por ela o ter salvado. Eles eram como ele e Hermione, como irmãos.

Você já havia salvado a minha vida antes – com uma voz muito carinhosa. - Vamos mudar de assunto - disse Sirius num tom que tentava ser divertido. – Harry, você faz questão de morar em Londres? Ou você prefere morar perto d'A Toca?

Perto d'A Toca lógico. – disse o moreno olhando apaixonado para Gina.

Ainda bem. Por que pela manhã fechei negocio com uma casa bem pertinho de lá. – disse Sirius alegre.

E seremos vizinhos - anunciou Sarah.

Quais são as casas? – perguntou Harry curioso, ele esta sentindo uma coisa estranha em parte estava alegre, pois iria morar com o padrinho, mas também estava triste, pois iria sair d'A Toca.

Podemos ir lá? – disse Sirius alegre, e era uma alegria contagiante. Aparataram na frente de um cruzamento em T, cuja rua iria para o bosque, e em cada esquina havia uma bela casa fechada, eram as casas que Harry admirara, quando passeou com Gina.

Essa é a nossa - disse Sirius indicando uma grande casa de madeira, com uma torre central, era linda.

Então você comprou a casa dos sonhos? - Perguntou Gina a loira. Se referindo a outra casa.

Sim. – falou triste – venha deixe os meninos na casa deles. – ela pegou a mão de Gina e foi para a outra casa, era uma casa de tijolos muito bonita.

Você e o Carlinhos sonharam tantos anos em comprar essa casa. – disse Gina nostálgica. – a mamãe até a apelidou de casa dos sonhos.

Gi eu a comprei num impulso, depois do que aconteceu ontem, - vendo o olhar interrogativo de Gina ela falou - bem ontem eu e teu irmão tivemos por um momento, o nosso namoro de volta. – falou enquanto se sentavam num banco no jardim.

Então vocês voltaram? – perguntou a ruiva curiosa, mas muito alegre.

Não Gi, tivemos um lindo momento, - a voz dela era triste – mas com o que fiquei sabendo hoje, é melhor que continuemos separados.

Porque? – perguntou a ruiva arrependida de ter contado a amiga o motivo que levou o irmão a agir como um imaturo.

Não se arrependa disso. Você fez o que era certo. – disse a loira séria – Gi eu estava disposta a perdoar tudo o que ele me fez, até a traição. Pelo bem do inicio da nossa família, iria colocar uma pedra em cima de tudo, esquecer mesmo, mas o que mais me doeu, foi saber que ele, me conhecendo há vinte e cinco anos não confia em mim. Outra vez ele foi imaturo e egoísta, agora com uma criança inocente envolvida, não posso arriscar, não quero criar um filho num ambiente de brigas e discórdia. – grossas lágrimas caiam de seus olhos. - No fim comprar essa casa foi uma boa, vou morar perto d'A Toca, vai ficar fácil para Molly cuidar do neném quando eu tiver fora, não confiaria isso a mais ninguém.

Sarah! – disse Gina abrindo os braços e assim que a amiga deitou a cabeça em seu peito ela a abraçou e acariciava as costas da loira, que chorava copiosamente no colo da ruiva, que murmurava palavras de conforto. Após alguns minutos ela se aclamou então Gina perguntou – você vai contar a ele do neném?

Vou! Ele tem o direito de saber que vai ser pai. – ela respirou fundo e continuou. – quero manter a nossa amizade e que ele participe da vida da criança.

O amor de vocês é tão lindo. – disse a ruiva triste – será que você vai conseguir se interessar por outro?

Não Gi! E eu nem quero, o meu único amor é o Carlinhos e agora o neném, e é a ele que eu vou dedicar todo o amor que tenho. Ou ela não é?

Ou ela. – disse Gina sorrindo – ou eles. – disse brincando.

Já pensou Gi? Um casal de gêmeos, seria a realização do meu sonho. – disse sonhadora. – As possibilidades de isso acontecer são grandes.– ela tinha um discreto sorriso – Na próxima consulta já dá para saber tudinho, será daqui a quinze dias, se der certo quero que você e a Molly vão comigo.

Mas me fale como esta à gravidez, muitos desconfortos ou desejos?

A gravidez está ótima, apesar de que ainda enjôo, logo que acordo é horrível, o que eu cuido muito são os desejos, e eu tenho cada um, mas não gosto de abusar do Sirius. – falou conformada – tadinho, já saiu de madrugada atrás de morangos e sorvete para mim.

Isso era coisa para o Carlinhos estar fazendo. Meu irmão é um idiota. – falou brava – um completo idiota.

Não fale assim Gi. – disse seria – eu tenho certeza que tem alguém por traz dessa história. Alguém que fez muita fofoca e envenenou teu irmão, há muito tempo eu não via o Carlinhos como ele estava ontem, para falar a verdade a última vez, foi quando engravidei, depois disso ele sempre estava desconfiado, brigava por tudo, implicava até com as roupas que eu usava. Foi apenas um mês e nós mais brigamos do que ficamos bem, e isso jamais havia acontecido, eu achei que fosse por causa da guerra, pelas preocupações com vocês e com o trio, por isso relevava tudo. Pelo menos ontem eu tive o meu Carlinhos de volta, foi uma linda despedida.

Isso tem cheiro de cobra – disse Gina – e daquelas bem venenosa. Será que ela o enfeitiçou?

É o que eu acho e essa cobra tem nome Jully Marchanty. Não duvido nada que ela tenha usado algum feitiço ou poção.

Então Sarah, vocês ainda tem alguma esperança de retorno. – disse Gina muito esperançosa – quem sabe agora com o neném, e vocês trabalhando juntos, morando perto, ele não volte ao normal.

Não sei Gina – a voz dela era cansada - Sei que para mim é muito difícil resistir ao teu irmão. Mas chega. – ela estava triste. - Para gente voltar ele tem que me provar que mudou.

Você esta certa. – falou a ruiva pensativa - A mamãe vai pirar, quando souber que o neto que ela tanto quer já esta a caminho.

Nossa, quero tanto ver a reação da Molly. Só tenho dó do teu irmão nessa história.

A mamãe é capaz de matá-lo, ela vai querer o casamento de vocês.

Mas eu não quero! – disse triste – Não assim forçado, ou por causa do neném.

Nem pode ser assim não é? – disse séria - Ainda bem que vou estar Hogwarts esse ano, assim vou curtir muito esse neném.

Eu não sei se vou poder dar aula em Hogwarts.

Por que?

Uma professora grávida e mãe solteira não sei se os pais de alunos irão aceitar. – a voz dela era conformada. – Mas tenho o trabalho no ministério, no St Mungus, que eu acho que não terei problemas com a minha nova condição, e se não der para trabalhar nestes também eu tenho a Ordem, além das minhas pesquisas.

Nossa Sarah quantos problemas para você resolver, você devia estar tranqüila, e não assim cheia de duvidas e incertezas, sabe o que dá raiva enquanto você esta ai passado por isso o meu irmão ta lá em casa combinando de assistir um jogo de quadribol com os gêmeos e Percy, a única duvida dele é decidir se será o jogo da Escócia ou da Irlanda.

Gi ele nem sonha que eu estou grávida e Eu estou grávida, ou seja, quem enfrenta o mundo olhado feio quando você fala que é solteira sou eu, quem passa por todos os desconfortos físicos e emocionais sou eu, - vendo a expressão da ruiva esclareceu – estar grávida é algo maravilhoso, mas é cheio de complicações, dores, enjôos, tontura, teu humor é instável, inchaços e outras coisas, lógico, que as alegrias superam o desconforto, mas ele existe. Já para o teu irmão não é assim, ele não passara por nada, se não quiser aceitar o filho, é direito dele, e se falar que é pai solteiro para as pessoas é indiferente.

Isso é injusto – falou indignada – toda a carga e o preconceito ficam com você.

A errada fui eu, para muitos a vulgar, a fácil, a oferecida, a golpista. Tudo sempre sobra é para a mulher. Mesmo que ele assuma o neném quem fica com todas as responsabilidades de cuidar da criança dia e noite, e não é fácil, pois uma criança exige cuidados e atenções constantes é a mulher. Agora eles podem ir para um bar, um jogo, namorar e daí ele pode, não tem responsabilidade, a única talvez é passar pela casa do filho e deixar algo, dar um beijo e brincar com o neném, mas na hora do choro cai fora. Claro quando se é casada é diferente, ele vai querer participar, existe a divisão de tarefas e cuidados com o neném. Isso te dá segurança e tranqüilidade. – olhou o relógio e falou – Gi vou te deixar com o Harry e o Sirius e já vou voltar para o hotel e de lá desaparatar para o ministério. Tenho que ir para Paris essa tarde.

Vai passear? – perguntou enquanto andavam até o portão.

Não vou trabalhar. – esclareceu – a minha vida vai complicar muito depois do dia vinte.

Você não vai mais poder aparatar! – disse Gina se lembrando da regra imposta às grávidas depois de alguns acidentes.

Só acompanhada e em casos extremos.

Elas entraram na casa de Sirius. Harry contou feliz a Gina que da janela do quarto que havia escolhido dava para ver a janela do quarto dela, e subiu com ela para mostrar a casa, deixando os adultos sozinhos, Sarah despediu-se de Sirius, e sumiu num estalo.

Sirius combinou com Harry que eles sairiam no dia seguinte para comprar os móveis e objetos para a casa, Gina se prontificou a acompanhá-los, pois segundo ela eles precisavam de um toque feminino.

Logo em seguida foram para a Toca. E Gina fez questão de contar onde Sirius e Harry morariam e a casa que Sarah havia comprado. Ela não se conformava com tudo que a amiga estava passando, à vontade dela era falar tudo para mãe, e acabar com a paz do irmão, só não faria por que prometera a Sarah, mas que a situação era injusta isso era. Estava perdida em pensamentos quando ouviu uma batida na porta, limpou o rosto e abriu deu de cara com Carlinhos.

Gi, o que foi? – perguntou preocupado – porque você esta chorando? Foi o Harry? Ele fez algo para você?

Não foi o Harry que fez e também não foi nada. – disse brava – ou melhor, foi sim Carlinhos e quem fez foi você.

Eu? – disse assustado – O que eu te fiz Gina?

Além de ser um idiota, você não fez nada para mim, mas olhe o que você fez para Sarah.

Tinha que ser. – disse derrotado. – e porque eu sou um idiota Gina?

Você tinha tudo para ser feliz, e jogou tudo fora. Você não sabe o quanto ela esta sofrendo e nem pelo que esta passando por tua culpa. – Gina estava falando cada vez mais alto. O que fez Harry e Molly subirem assustados.

E eu Gina, você já parou para pensar como eu me sinto? Eu vi a mulher que eu amo nos braços de outro homem, um homem que eu não sei o porque mora com ela. – gritou Carlinhos, Harry queria entrar, mas Molly o impediu assim ficaram na porta assistindo a briga dos irmãos. Ela sabia que essa discussão era necessária.

Você já pensou que o beijo podia ter sido um acidente? Pois foi Carlinhos. Exatamente igual ao que aconteceu com a gente hoje pela manhã.

Eu não acredito nisso eles estavam abraçados. Eu vi.

Estavam sim, e você sabe porque? Por que ela tinha acabado de descobrir que... – parou a tempo de não revelar o segredo, pois viu Harry a olhar assustado – que vocês iriam trabalha juntos aqui no Reino Unido e poderiam enfim se casar, já que estavam noivos. – Molly ficou surpresa com a noticia.

Isso é mentira, ela esta te envenenando contra mim. – disse com raiva, essa possibilidade nunca passou pela cabeça dele, Jully sempre falava que Sarah devia ter algo com o "amigo" que morava com ela. Pois nenhuma mulher mora com um homem se não tem algo com ele. Que as roupas que ele nunca antes havia visto problema eram muito vulgares, e que ela era atenciosa demais com os outros homens, enfim ela lhe abrira os olhos.

É você que foi envenenado, a Sarah só faz te defender e falar bem de você.

Claro o errado sou eu, a srtª perfeita, nunca erra. Mas quem mora com outro homem é ela, quem vive de carinho com os amigos machos é ela, quem gosta de roupas decotadas ou acinturadas se mostrando é ela - disse sentindo toda a magoa e dor voltarem e sendo assim não pensava no que falava só queria tirar do seu peito a duvida que sentia. – ela é uma mulher fácil, ontem mesmo, bastou um pouco de carinho que ela já abriu as pernas para mim e isso ela deve fazer com qualquer um, daqui a pouco engravida e vai querer que eu assuma o filho de outro. – grossas lágrimas caiam dos olhos dele – garanto que transava com Sirius e depois ia para minha cama.

Molly, Harry e Gina estavam chocados com o que falara e pelo visto ele também, mas Molly se recuperou e tomou uma atitude

Chega – gritou enérgica entrando no quarto colocando as mãos na cintura e continuou – eu não admito que você fale essas coisas para tua irmã e nem fale assim da minha afilhada. Vá já para o teu quarto! Que já vou lá ter uma conversa séria com você.

Ele saiu pisando duro estava arrependido do que falara, pois acabou de tornar sujo e nojento, algo tão lido e puro como o momento vivido por eles no dia anterior, ele não entendia por que agia assim com tanta raiva e estragava tudo o que podia resultar numa volta com a namorada, ele a amava, mas não conseguia entender o porque da sua atitude, no dia anterior quando a viu sentiu todo o amor e o carinho de volta, mas quando chegou em casa naquela manhã e viu a carta que a Jully lhe mandara, a magoa que sentia retornou com força total, então ouviu gina gritar.

Hoje ela esta indo para Paris tomara que ache um homem que a valorize como ela merece e a faça esquecer que te ama. – logo depois se ouviu o som de uma porta batendo.

Harry querido, - disse calmamente se virando para Harry, que estava estático na porta - tente acalmar a Gina que eu vou preparar um chá e vou conversar com aquele dragão e filho não repare, no que o Carlinhos falou, ele esta muito magoado, e eu conheço meu filho, alguém andou colocando coisas na cabeça dele.

Não se preocupe Srª Weasley. – disse Harry, e assim que ela saiu, abraçou Gina que tremia e chorava, ele a guiou até o sofá e lá ficaram sentados abraçados até que ela se acalmou e falou.

Eu amo o meu irmão, mas ele é injusto, a Sarah não é nada do que ele falou, ela esta passando por cada situação difícil sozinha e está grávida dele.

É Gi, eu concordo com você, conheci pouco da moça, mas percebi que ela não assim e também ele não sabe da gravidez. – falou com carinho.

Ele não aceitar. – disse triste – você viu o que ele falou.

Gi não adianta ficar assim – falou acariciando o rosto dela – vem vamos deitar na cama para você descansar, depois do jantar vamos todos para Irlanda ver um jogo de quadribol das Harpias. – ele a pegou no colo e a depositou carinhosamente na cama deitando-se ao lado dela e ficou acariciando os longos cabelos ruivos até que ela adormeceu. Então ele saiu do quarto e subiu ao passar pelo quarto de Carlinhos ouviu claramente a bronca que Molly dava nele, realmente ele estava sendo muito injusto e irracional. Mas também estava sofrendo muito.

Quando a ruiva acordou também levou uma bronca da mãe por se meter em assuntos que não eram da conta dela.

Carlinhos se desculpou com ela e com Harry. Por ter se descontrolado.

No jantar Gina e Carlinhos se tratavam cordialmente, quase como antes, assim que Percy chegou trazendo a chave de portal foram para a Irlanda, o jogo estava ótimo, e com muita ação, terminou com uma vitória esmagadora das Harpias, Carlinhos e Gina comemoraram muito, e ele lhe revelou algo no ouvido quando se abraçaram que a deixou emocionada selando a volta da amizade entre os irmãos.

Sarah chegou ao hotel de Paris, estava feliz, pois apesar do adiantado da hora havia realizado quase todas as obrigações que a levara até ali, e se tudo desse certo poderia voltar para o Reino Unido na tarde do dia seguinte, estava tranqüila, pois o ataque havia sido frustrado, encheu a banheira e começou a pensar no que ela Gina haviam conversado, e uma coisa lhe chamou a atenção, saiu rápida da banheira e escreveu uma carta a Gui, se culpando por ter notado os sintomas de Carlinhos antes. Ele estava claramente sobre o efeito da maldição fragrance dominion, mas ela precisava ter certeza já que esta era ilegal e tinha pena prevista em Azkaban. Quando a sua coruja saiu pela janela ela viu que outra estava se aproximando velozmente assim que esta pousou ela pegou a carta e soltou um sonoro palavrão, trocou de roupa rapidamente e criou uma chave de portal

Quando chegou foi direto para o hospital St Hope, uma enfermeira a olhou de cima a baixo e tentou impedir a sua entrada, mas quando ela se identificou essa recuou. Assim que ela chegou a uma sala de espera já foi falando.

- Vocês são uns incompetentes, isso jamais poderia ter acontecido. – a voz dela era de raiva. - Onde eles estão?

- A Hermione já esta no quarto, mas os curandeiros a mantém dormindo.

- E o Rony? – perguntou com uma voz falsamente calma.

- Bem ele – as pessoas que formavam o grupo trocaram um olhar antes de responder.

- E o Rony? – ela falou entre os dentes.

- Ele esta bem. – começou Córmaco McLaggen inseguro - mas é que.

- Fale logo - gritou Sarah perdendo a pouca paciência que tinha.

- Ele foi atingido por uma maldição que não conhecemos – falou Gabriela triste – e os curandeiros acham que ele perdera o braço.

- É o que veremos - falou desafiadora. – e McLaggen de um jeito nestas mordidas, pelo visto a Hermione te deu trabalho. – saiu em direção do quarto com uma enfermeira a guiava.

Estressadinha esta moça hein? – falou McLaggen com escárnio – Ela me lembrou a professora McGonagall, quem ela pensa que é?

Ela é a tua superior – falou Gabriela.

Minha não – falou desdenhoso – quem me contratou foi o Weasley. – os outros se entreolharam e ficaram em silêncio.

Sarah e a enfermeira subiram por um elevador quando chegaram ao vigésimo andar, seguiram por um longo corredor branco pararam em frente a uma porta e enfermeira deu três batidas e a abriu, no quarto tinham duas camas em uma estava deitada, mas pelo exame visual rápido que lhe fez ela estava ótima, Hermione, e na outra o coração de Sarah gelou estava Rony, ela percebeu a palidez do corpo, a respiração difícil, a cabeça dele estava enfaixada, mas o pior era o braço, a mão e os dedos estavam pretos, uma boa parte acima do pulso estava num tom vinho, que ia clareando conforme subia.

Ao sentir a presença dela o curandeiro responsável se virou e para surpresa dela era um colega de faculdade.

Denis Edelholz! – disse tranqüila – quanto tempo. – após um abraço fraterno ele passou detalhes do caso a ela.

A menina esta bem, agora – vendo o olhar dela ele explicou – ela chegou em choque, e praticamente foi estrangulada, até deixei os hematomas para você examinar. Preferi deixá-la dormindo para ser acordada por alguém conhecido, a moça que os trouxe disse que os dois são namorados e pelo visto ela presenciou a tortura quis poupá-la.

Você fez o certo – disse olhando carinhosamente para Hermione – depois vou examiná-la e então eu a acordo. Mas primeiro vamos cuidar do Rony.

O caso dele é grave, falaram que foi desarmado com um feitiço não verbal, que causou esse dano ao seu braço, depois foi torturado pela maldição cruciatos por dois bruxos um bom tempo, e por último provavelmente estuporado, quando ele caiu bateu com a cabeça em uma pedra. Quanto ao braço dele eu te falo que estou perdido, nunca vi um caso assim isso esta se alastrando muito rápido. – a voz dele era seria.

Não se culpe Denis, pelo pouco que vi é magia das trevas, e nem todos os curandeiros sabem como lidar com ela. – falou carinhosa – será que você me consegue um jaleco, vim tão rápido que não trouxe nenhum. – assim que ela estava pronta começou o exame. E foi direto onde era mais grave o braço, tentou vários feitiços sem sucesso, mas que revelaram o que era e ela sorriu, se concentrou e logo ouviram um estalo. Ela estava escrevendo algo num pergaminho.

A senhora chamou Wendy? – perguntou uma pequena elfa que vestia um impecável conjunto de saia e camisa amarelo bem clarinho.

Wendy desculpe te chamar assim, mas preciso de um favor me traga as poções desta lista o mais rápido possível. – e entregou pergaminho a ela que fez uma reverencia e sumiu.

Enquanto isso Sarah examinou os locais onde Rony havia sido atingindo pela maldição da tortura, mas uma das poções que ela lhe daria acabaria com o desconforto, ele estava com um feio corte na perna na altura da coxa, e um hematoma na virilha, sorriu ao imaginar o embaraço do ruivo se ele soubesse que ela o estava examinando tão minuciosamente, Rony a muito deixara de ser um garotinho, e estava se tornando um belo homem como os irmãos, ela gostava de todos, mas tinha um xodó especial por Rony e Gina, eram para ela como irmãos mais novos. Com carinho o virou e verificou as costas dele, estava bem machucado, tinha cortes arranhões e hematomas feios ali, ele provavelmente caiu de costas e pelo jeito era em pedras, com um feitiço verificou os pulmões e os órgãos internos, tirando um ferimento minúsculo no pulmão e outro no baço estava tudo bem, examinava a cabeça dele quando Wendy chegou com uma enorme cesta.

Wendy encontrou todas senhora, estão aqui. – disse entregando a pesada cesta ao curandeiro que olhou admirado a quantidade de frascos e a depositou na mesa.

Obrigada querida você se importa de ficar aqui caso eu precise de mais alguma coisa?

Não senhora Wendy fica aqui – falou e pela primeira vez olhando onde estava arregalou os já grandes olhos e exclamou assustada – é o jovem senhor Weasley! Como ele esta grande! O meu senhor já sabe disso?

Não, ele não sabe. - Disse calma enquanto conjurava uma cadeirinha para a elfa e ai até a cesta. – Denis o braço dele foi atingido por uma maldição que é formada por três feitiços e duas azarações. Se ela atingir o peito ela afeta o coração matando a vitima. Esse é o cartão de visitas do Rookwood um dos mais sádicos comensais da morte.

Eu fiquei chocado quando vi, pois nunca tinha visto nada igual, tentei vários contra feitiços que só fizeram piorar então estabeleci uma linha limite e se o roxo chegasse ali eu iria amputar o braço dele. – a voz dele tinha um tom de derrota.

Se você o amputasse, ele morreria de hemorragia. – explicou enquanto terminava de separar as poções - você pode dar essas para ele beber? – e lhe entregou uma bandeja com oito frascos de poções de varias cores – siga a ordem começando pela cristalina e terminando pela âmbar. Ela pegou uma poção que parecia um creme verde claro e outro com um liquido azul e foi para o lado de Rony, que agora já tomava o terceiro frasco de poção e a sua cor melhorava, e a respiração estava se normalizando. Ela carinhosamente passou a poção azul começando pelo ombro. Que já estava avermelhado e foi descendo até a mão dele e quando a poção era absorvida o braço dele voltava ao normal ficando curado até o cotovelo ela repetiu a ação e desta vez somente a mão dele estava levemente escura o processo foi repetido pela terceira vez e agora não existia mais sombra da maldição, ela pegou o creme verde e massageou vigorosamente os braços, o peito, a virilha, a coxa e o virando de bruços com a varinha ela massageou as costas e as pernas dele, o efeito foi imediato toda a palidez sumira assim como os hematomas e machucados, o colocou na posição normal e foi novamente até suas poções pegou um frasco com um gel amarelo que ela usou para passar na cabeça dele, o inchaço sumira e o corte cicatrizou ela usou a mesma poção no corte da coxa. – ele já esta bem! Vou cuidar da Hermione antes de acordá-lo.

Sarah que poções são essas? – perguntou admirado, claro ali eles tinham poções eficientes, mas não como as que a amiga trouxera.

Algumas eu criei outras eu aperfeiçoei. – disse com simplicidade – eu te dou o livro de receitas. Você não tem um pijama aqui? - Perguntou enquanto dava última olhada em Rony, satisfeita por seu pulmão e o baço estarem cicatrizados.

Não o hospital só fornece essa camisola.

Wendy por favor, pega para mim um pijama longo do Carlinhos e um meu, no meu armário se eu não me engano tem novos, e também os livros poções de cura avançada volume I e II. – e assim que ela sumiu Sarah foi para o lado de Hermione.

Desculpe perguntar, mas por que pijamas?

Se o Rony acordar de camisola ou assim nu na minha frente ele ficara muito envergonhado. De pijamas ele se sentira melhor, e a mesma coisa a menina, afinal ela está na frente de dois homens e essas camisolas são um tanto indiscretas.

Você tem razão! - falou sorrindo – nunca imaginei isso. Você os conhece há muito tempo?

Ele eu conheço desde que nasceu, ela eu conheci faz pouco tempo. – disse se concentrando em Hermione ela estava bem, a pressão estabilizada, os batimentos calmos, respiração estava estável agora estava indignada com as marcas no pescoço dela, isso era algo que Remo, Sirius, Carlinhos e conseqüentemente Rony tinham que ver, respirou fundo e pensou, ao fazer isso ela enfrentaria a ira de dois ruivos, um loiro e um moreno, não fazer acobertaria um mal funcionário. Antes que decidisse Wendy chegou com os pijamas de flanela um azul marinho e o outro azul claro Denis vestiu Rony com o pijama escuro e ela carinhosamente vestiu Hermione. E ela já havia se decidido.

Você já publicou dois livros? – disse Denis espantado enquanto observava os grossos volumes que a elfa lhe entregava. – eu mal publiquei alguns artigos.

Que nada eu fui apenas co-autora do primeiro. – falou modesta, ela já havia publicado muito mais de dois livros. Enquanto dava uma poção lilás para Hermione beber.

Você já vai despertá-los?

Ainda não Denis. – se dirigiu a escrivaninha escreveu rapidamente dois bilhetes e virou-se para elfa – Wendy eu sei que você não é coruja, mas eu preciso que você leve essas duas cartas.

Eu levo sim senhora, Wendy esta aqui para servir a sua senhora.

Primeiro eu quero que você entregue essa na residência dos Lupim. – ela olhou o relógio e fez uma careta contrariada ele marcava 3:20 da manhã pelo horário de Paris, o que significava que eram 2:20 em Londres e 12:20 no horário local ela suspirou, teria que acordá-los. – vá direto ao quarto de Sirius.

Wendy acorda o senhor Black senhora.

Depois essa você vai levar para A Toca, direto para o Carlinhos – os olhos da elfa brilharam – ele deve estar dormindo, por favor, cuidado para não assustá-lo, o acorde com calma, tenha certeza que ele esta acordado antes de sair de lá, se ele precisar de algo cumpra as ordens dele.

Wendy sabe como acordar o senhor dela – disse num tom esnobe e sumiu.

Já esta na hora de trazê-los de volta – dizendo isso Sarah tirou a echarpe que estava usando e colocou com cuidado no pescoço de Hermione. – vou acordar a Hermione primeiro. Dizendo isso se aproximou dela e murmurou um feitiço e ela despertou muito assustada.

Rony? Cadê o Rony? Onde eu estou?

Calma Mione – falou Sarah acariciando os cabelos fofos dela. – o Rony está do teu lado e você esta num hospital.

Sarah! É você mesma? – a voz dela estava mais calma virou a cabeça e viu Rony adormecido ao seu lado. – ele esta bem? - Perguntou temerosa.

Está sim e já vou acordá-lo. – a voz dela era calma e tranqüila, e aquilo acalmou Hermione – Você esta bem? Está sentindo alguma dor ou desconforto? – como a morena negou; ela se aproximou de Rony e antes de murmurar o feitiço falou para Hermione – ele vai acordar assustado e nervoso, não se assuste. E por favor, não tire essa echarpe – pediu ao ver a morena levar a mão ao pescoço, então despertou Rony cuja primeira reação foi um grito.

Mione! Eles pegaram a Mione! Socorro! – ele gritava e se debatia na cama. Quando seus olhos se abriram viu o rosto bondoso da amiga que lhe sorria calma.

Ela está do teu lado. Pode olhar. – ela usava um tom de voz maternal enquanto acariciava os cabelos vermelhos dele.

Não Sarah eles a levaram eu vi. – ele estava desesperado. – Vai lá salvá-la, eu sei que você consegue.

Eu estou aqui amor. – disse Hermione carinhosa e Rony se virou e a olhou com amor, e as lágrimas caíram de seus olhos. Sarah com um feitiço juntou a cama dos dois, que trocaram um beijo carinhoso e eles ficaram de mãos dadas. Enquanto ela fazia a Rony as mesmas perguntas que havia feito a Hermione.

Sarah! Você esta bem? – perguntou Rony preocupado já que agora passada a adrenalina do momento, o cansaço dela era evidente na sua palidez.

Estou ótima. – mentiu sem sucesso, pois ela sentiu uma forte contração no estomago e correu para o banheiro. Quando voltou minutos depois, já estava com uma aparência melhor.

Pelo visto meu sobrinho está te dando muito trabalho. – falou Rony sereno, num tom de brincadeira. Ela arregalou os olhos e olhou para Hermione – ela não me contou, eu percebi lá em Hogwarts, mas fique tranqüila eu não vou contar para o Carlinhos.

Não vai me contar o que Rony? – perguntou Carlinhos que entrava como um vento no quarto. – como você esta? E você Hermione esta bem? – ele falava rápido sem esperar respostas até que se virou para loira e soltou a carga – Maldição Sarah isso não podia ter acontecido! Achei que eles estavam seguros e com um exercito de aurores e membros da Ordem. Mas que droga quase mataram meu irmão e por pouco não seqüestraram hermione! E por culpa sua! Você é uma incompetente! – ele espumava de raiva e estava aos berros, ele precisava descontar a frustração em alguém e foi nela.

Oi para você também Carlos. – ela falou calma, tinha certeza que a reação dele seria assim, mas mesmo assim ela fazia força para segurar as lágrimas e a falta de sono a deixava mais sensível ainda. – peço que se acalme, pois estamos em um hospital, e teremos uma conversa sobre o que aconteceu assim que Lupim e Black chegarem, por que nem eu sei o que aconteceu direito. – ela sentiu o estomago novamente, e desta vez mais forte e o pior na frente dele. - Agora com licença que eu preciso ir ao banheiro. – e saiu o mais rápido que pode.

Você não precisava ser tão grosso. – falou Rony bravo. – Não foi culpa dela. E caso você não tenha percebido ela não deve nem ter dormido, pois se me lembro bem é madrugada em Londres e ela veio cuidar de nós.

Você está certo! – falou envergonhado por seu irmão mais novo estar dando bronca nele. – Mas ela estava em Paris. – falou sem nem perceber. Ficou olhando a porta do banheiro quando esta se abriu ele disse. – Desculpa Sarah.

Tudo bem já estou acostumada Weasley! – disse com a voz fria. Ele baixou a cabeça. A porta tornou a se abrir desta vez revelando Remo e Sirius.

Vocês estão bem? – falou Lupin olhando para os jovens assim que esses responderam afirmativamente ele cumprimentou Carlinhos e Sarah.

Como você está? Você se alimentou direito? – perguntou Sirius indo direto em direção a Sarah, a abraçando e dando um beijo em sua testa falando quando a soltou em seguida. – você esta pálida! Garanto que nem dormiu. – disse severo.

Carlinhos olhou a cena contrariado, era gritante a diferença de tratamento, ele a xingara e nem notara como ela estava abatida e cansada, já o moreno a tratava com carinho e atenção, ele se sentiu mal e mais uma vez arrependido.

Eu estou bem Sirius e não eu não dormi e sim eu me alimentei. - Ela sabia que essas atitudes carinhosas de Sirius, só pioravam a situação dela perante Carlinhos, mas não tinham nada de mais, e afinal de contas ela também merecia ser tratada com carinho e cuidados, mesmo que não fosse de quem ela queria. Jamais sentira por Sirius algo além de amor de irmãos e uma imensa amizade e sabia que ele também se sentia assim por ela, o amor de Sirius pertencia a Shannon.

Mas afinal o que aconteceu aqui? – perguntou Lupin

Sarah contou tudo que se passou desde recebera a coruja até aquele momento, Rony e Hermione relataram o que se passou no parque naquela manhã.

E eu tenho que mostrar uma coisa a vocês.- disse Sarah ao final se dirigindo a Hermione, tirando a echarpe.

Quem fez isso com ela? – perguntou Sirius assustado, pois marcas de uma grande mão estavam desenhadas em roxo na pele do pescoço dela.

Córmaco McLaggen! Se ele mantivesse o aperto por mais alguns segundos ele tinha a matado estrangulada.

Mas ele não é dos nossos?

É sim Remo eu que o contratei. – falou Carlinhos arrependido – ele falou que era amigo deles então pensei que ele era melhor do que mandar o Krum, que era o que a Sarah queria, mas o Rony tem tanto ciúmes dele, e ele não passa despercebido pelos locais. – disse se justificando.

Eu vou matar esse idiota. – disse Rony se levantando depois de ver o pescoço de Hermione.

O Srº ficara deitadinho nessa cama Rony. – falou Sarah com o tom severo igual ao da avó e o forçando a se deitar com um feitiço – esse assunto nós cuidaremos. Os quatro saíram do quarto, Carlinhos teve o cuidado de trancar a porta com um feitiço, enquanto caminhavam Sarah contou realmente como estava o braço de Rony, o que deixou Carlinhos ainda mais envergonhado. Quando estavam próximos à sala de espera onde o grupo aguardava, Sarah Carlinhos e Sirius entraram em uma sala vazia e Remo foi até a porta e chamou.

Gabriela você pode nos acompanhar? – num tom autoritário, e assim que saíram dali entraram em uma sala onde os três estavam e já foi falando. – Me passe o relatório do que aconteceu.

Bem hoje o Rony saiu muito cedo, sozinho e ficou sentado apenas olhando o rio, nos ficamos vigiando, vimos quando um encapuzado ficou o espionando, depois Hermione chegou e eles ficaram conversando, minutos depois surgiu um bando de comensais, ficaram humilhando os dois, falaram coisas horríveis mesmo, então atacaram, nós seguimos as novas ordens e só atacamos depois quando eles usaram o cruciatos no teu irmão.

Que novas ordens? – perguntou Sarah – as ordens que eu dei foram claras, atacar ANTES, ao primeiro sinal de perigo tirar os dois do local os protegendo, e atacar o inimigo. Eu falei isso à exaustão com você Gaby, quem era a responsável pela segurança deles era você.

McLaggen, disse que tinha novas ordens, que ele era o responsável pelo grupo, pois o Srº Weasley não queria um grupo de tal importância comandado por uma mulher.

E a que horas foi esse ataque? – Sirius falou pela primeira vez.

Eram um pouco mais de seis horas da manhã. – disse olhando para o chão.

O quê e vocês esperaram mais de três horas para me chamar? – disse Sarah realmente irritada – você sabia que o Rony podia ter morrido?

McLaggen não deixou chamar ninguém antes, e quando ouvi o medico falando em amputar o braço dele e McLaggen disse que por ele tudo bem eu fui ao banheiro e escrevi a carta, transformando-a numa chave de portal e mandando para o teu hotel em Londres. Já deve ter sido em torno das nove da manhã, no horário daqui, como já passava das vinte e três lá eu coloquei urgente no envelope.

E como eu estava em Paris, eles mandaram por coruja e lá já eram mais de meia noite. – falou pensativa. – ainda bem que eu estava acordada.

Insônia de novo? – perguntou Sirius displicente, sabia que ela desde que ficara grávida tinha problemas para dormir, ele estava com um sorriso enviesado, escorado numa mesa de braços cruzados e a olhava desafiador.

Não acabava de chegar de um compromisso. – falou divertida, sabia onde Sirius queria chegar – Gabriela as varinhas deles estão com você?

Sim estão aqui – e as entregou a Sarah.

Você já pode sair. Monte um esquadrão de guarda no quarto de Rony no hotel siga as ordens que a Sarah lhe deu. – Remo falou enquanto a dispensava.

Que tipo de compromisso termina depois da meia noite? – perguntou Carlinhos assim que a morena saiu.

Terminou depois das onze e meia. – falou calma, vendo que Sirius ria descaradamente atrás de Carlinhos, com uma expressão de vitória. – apesar de não ter que te dar satisfações, para seu governo era um congresso de medicina e depois teve uma recepção. Vamos logo falar com o McLaggen por que tenho um almoço importante e preciso dormir um pouco. – falou séria. Remo saiu para buscar o rapaz, deixando os três sozinhos novamente. Mas como ele logo voltaria eles não iniciaram nenhum assunto. Só Carlinhos que lamentou

Eu assistindo a um jogo e meu irmão sendo torturado. – mas a porta foi aberta antes de qualquer outra palavra

Weasley, você tem que dar um jeito nessa curandeira, - falou McLaggen assim que entrou num tom insolente – você me acredita que ela ficou com o Weasley e a Granger desde que chegou e nem veio me examinar?

Sirius e Remo trocaram um olhar maroto, mas ficaram calados e foram para um canto da sala.

Srº Weasley, me desculpe, mas como o senhor havia dito que a prioridade eram os dois jovens, eu cuidei deles primeiro. – falou num tom de voz submisso. Entrando no jogo do garoto, daria corda para ele se enforcar.

Drª Holff, isso não tem desculpa. – falou Carlinhos num tom severo eles queriam ver até onde McLaggen iria com a sua prepotência. – cuide do rapaz e depois terei uma conversa séria com a srtª.

Sim Srº - conjurou uma poção das que estavam na outra sala um fraco com um liquido num tom horrível de verde arroxeado. Carlinhos quando viu de que se tratava deu um sorriso de lado e se juntou com Sirius e Remo, ficando no meio deles. – vai arder um pouco – ela usou o tom mais sério que conseguiu, pois a cara dos três parados atrás do rapaz era no mínimo cômica, aquela poção diferente das usadas em Rony, era feita para cauterizar os ferimentos causados por mordidas de algumas criaturas, ela tinha uma planta acida na formula, e quando entrava em contado com um machucado, ardia demais seria o mesmo que passar suco de limão num corte.

Não tem problema eu sou forte. – falou extremamente arrogante – eu não sinto dor.

Ok. – pingou a poção, teve pena, mas se lembrou de Hermione e Rony e esse sentimento praticamente sumiu.

Mas que droga é essa. – e exclamou um sonoro palavrão.

Desculpe, mas mordidas humanas são muito perigosas, se infeccionar o Srº pode sofrer graves conseqüências. – o tom dela era tão sincero, que ele acatou afinal ardia, mas não era como um cruciatos que ele permitiu que Rony sofresse. Ela terminou de aplicar a poção em todas as mordidas que dali a algumas horas sumiriam ficou de costas para colocar o frasco sobre a mesa quando o ouviu falando.

Ela também me machucou aqui.

Onde Srº - perguntou antes de se virar, não acreditando que acabara de ouvir um zíper sendo aberto e quando ela o encarou, ele estava com a calça abaixada, nu da cintura para baixo, atrás dele Sirius e Remo seguravam Carlinhos com esforço. – A sim realmente é um feio hematoma em seu escroto. – o tom profissional dela era incrível.

Pode passar poção ai. – ordenou – não precisa ter medo é grande, mas não vai te morder. – deu uma risada debochada.

Não é indicado essa poção neste local – falou seria tentava não olhar para os três atrás do rapaz e nem para o local em si – ai o recomendado é um feitiço – pegou a varinha e murmurou um feitiço.

Sabem eu apertei com força mesmo o pescoço da Granger quando ela me chutou, foi tão forte que ela desmaiou. – falou orgulhoso.

A então foi assim! - disse Carlinhos entre os dentes.

Foi sim. – falou enquanto vestia a calça – e também assumi a liderança do grupo, onde se viu uma mulher num cargo deste, eles queriam atacar antes dos comensais e deixar os pombinhos em segurança, até parece que iria permitir isso, o Weasley tinha que sofrer por roubar a minha garota. Por falar nisso vocês são parentes?

Primos distantes – disse Carlinhos controlando ao máximo a sua raiva – Drª Holff a srtª já pode ir, de uma olhada nos dois antes.

Sim Srº Weasley – a voz dela era calma, - acredito que já posso dar alta a eles? – ele confirmou com a cabeça e ela saiu quando fechava a porta ainda ouviu.

Você não é uma boa curandeira não viu! As mordidas não cicatrizaram e meu saco ainda dói.

Ela pensou você ainda não viu nada, não queria estar em seu lugar, sozinho com esses três. Ela voltou ao quarto onde o casal estava, e de lá aparatou com eles para o quarto de Rony no hotel, olhou o relógio já eram quase cinco da manhã em Paris.

Vocês fiquem aqui, - falou enquanto conjurava uma bandeja com um farto almoço. – temos aurores nesta andar e eu vou deixar a Wendy aqui qualquer coisa podem pedir a ela. Explicou enquanto entregava as varinhas deles.

Quem é Wendy? – perguntou Hermione já imaginando a resposta.

É a minha elfa. – respondeu a loira e se concentrou.

Imaginei. – resmungou brava, ficando muito decepcionada com a loira. Mas para sua surpresa, a elfa não estava vestida de trapos sujos como era costume. Ela achou que se precipitara no julgamento, mas como será que a elfa seria tratada? Pensou.

Wendy querida. – falou carinhosa – vou te pedir mais um favor, fique com o Rony e Hermione, cuide deles com carinho, tem umas pessoas más que querem machucá-los, qualquer coisa errada que você ver os leve para um local seguro, mas não se esqueça que eles são namorados então precisam de privacidade. Use mais os teus instintos que teus olhos.

Sim senhora Wendy cuida do jovem senhor Weasley e da...

Srtª Granger – disse Sarah educada e terminou – depois te prometo que você terá uma semana de férias e um abono no salário.

Só um final de semana de férias já esta bom para Wendy senhora.

Ok discutiremos isso depois – disse divertida, voltou à atenção para os dois e concluiu – eu já vou, daqui a pouco o Carlinhos, o Remo e o Sirius estarão aqui e explicaram tudo para vocês.

Sarah fica! – pediu Rony com a voz carinhosa – você pode dormir aqui.

Não dá Rony! Eu tenho um almoço importante hoje com o secretario do Ministro francês e não tem como adiar.– explicou enquanto pegava um pequeno espelho na bolsa e um frasco co um liquido rosa claro, quando Rony falou.

Desculpe, ele sabe que você esta grávida. – a voz dele era angustiada.

Quem Rony? – ela estava apavorada.

Crabbe! Ele ouviu a minha conversa com a Mione e também sabe que vocês não estão mais juntos.

Não se preocupe com isso. – apesar do perigo ainda maior que corria agora, ela estava aliviada.- mas mesmo assim teu irmão não pode saber de nada, nem ninguém da tua família. Até logo, e curtam muito o casamento da Gaby.

Nos ainda podemos ir? – perguntou Hermione esperançosa.

Claro que sim, lá vocês estarão muito seguros, mas qualquer coisa é só chamar a Wendy. Mione o Sirius tem que tirar umas fotos destas marcas, depois você usa essa poção que elas irão sumir. – entregou um frasco a ela, encostou a varinha no espelho e segundos depois sumiu.

Rony puxou Hermione para um forte abraço e um beijo carinhoso, assim que se separaram foram almoçar em silêncio, palavras agora não se faziam necessárias bastava à certeza da presença do outro. A elfa se acomodou numa poltrona e adormeceu, Hermione pegou uma manta e colocou sobre ela. Sentando-se no sofá onde Rony se deitou colocando a cabeça no colo da morena e ala ficou a lhe acariciar os cabelos, estavam perdidos em pensamentos, ficaram assim até a chegada dos três bruxos.

Eles contaram sobre a batalha n'A Toca, explicaram a punição que McLaggen sofreria, ele seria julgado pela corte bruxa e se condenado poderia ir para Azkaban, Hermione ficou chocada a principio, mas quando eles explicaram o por que da atitude dele, ela se conformou, Sirius tirou as fotos necessárias, e ele junto com Remo foram embora, Carlinhos ainda ficou, pois teria que plantar uma falsa lembrança nos pais de Hermione, que teriam a certeza de que a filha passara a manhã num tranqüilo passeio com o namorado e o irmão dele, assim que isso foi feito, eles voltaram para o quarto de Rony.

Rony a Sarah falou para vocês com quem seria o almoço dela em Paris? – Carlinhos perguntou de uma maneira tão natural, que Hermione teve certeza que era para Rony responder sem pensar.

Com o secretario do Ministro francês. – respondeu após pensar alguns segundos, quase respondera que não sabia, mas preferiu contar a deixar o irmão imaginar coisas.

Carlinhos deu um sorriso de lado, imaginando que nada mais era que um almoço chato com um idoso gorducho. Se despediu dos jovens e voltou para A Toca.