Capitulo XV – UMA DOCE SURPRESA.
A semana começou muito agitada, descobriu-se que existia alguém infiltrado no setor de transportes mágicos, afinal de onde sairia à informação que os gêmeos Weasley haviam ido para Paris? O hotel da Fadinha fora atacado por comensais, os gêmeos e as meninas não estavam mais lá já estavam em Veneza. E agora se encontravam no Rio de Janeiro, na casa de uma amiga de Sarah, a Joyce, eles ficariam por lá alguns dias antes de seguirem para o Paraná iriam ficar numa cidade pequena da região serrana.
Rony entrou bufando na sala já na noite de sexta-feira, Sarah estava lendo olhou para ele divertida, Rony ultimamente estava cada dia mais amadurecido, mas tinham dias que o menino inseguro ressurgia.
Esta tudo bem Rony? – perguntou ao ouvir ele bufar e olhar com raiva para a porta pela terceira vez.
Por que ele tem que ser tão idiota? – pergunto indignado.
Você esta falando de quem Rony?
Do Percy. O idiota veio falando um monte de coisas, sobre eu ser muito pretensioso ao sonhar em ser um auror, que não tenho capacidade para isso, que devia me candidatar a um cargo de estagiário e me contentar com isso. – disse muito chateado. – acho que ele tem razão, ser auror é para o Harry e não para mim.
Rony você sabe que será um ótimo auror não é?
Você acha Sarah? – perguntou muito alegre, afinal se a loira que era uma auror pensava isso dele deveria ser verdade.
Claro que sim Rony. – disse muito sincera largou definitivamente o livro que lia, e se concentrou no cunhado. – pelo que eu saiba, Harry não teria êxito em muitas tarefas se não fosse por tua ajuda.
Sarah, isso é mentira. – falou ficando sério, a cunhada estava querendo apenas que ele ficasse feliz, e estava exagerando.
Rony! Por quem me toma? – disse magoada. – nossa falo a verdade e você duvida de mim?
É que você exagerou. Afinal o que eu fiz?
Você quer que eu enumere? – disse seria, era incrível como ele não via seus feitos. – vamos lá, no primeiro ano você lutou contra um troll, fez uma partida mortal de xadrez bruxo.
Mas o Harry...
Você poderia ter se negado a participar Rony. – ela o interrompeu, ele ficou vermelho. – isso demonstra coragem e companheirismo, além disso, em todos os anos repetiu esses atos de coragem, inclusive enfrentando teus maiores medos ou mesmo com dores de uma perna quebrada se interpondo entre Harry e um fugitivo. Pense um pouco Rony, e imagine como o Harry se viraria sozinho em todos esses casos. – Rony ficou calado e pensativo, realmente ele ajudara Harry em todas as aventuras, lutara diversas vezes contra comensais, fora com Harry até a colônia de Acromântulas na floresta proibida, ameaçara Sirius, fora com Harry na caça as horcruxes.
Mas eu os abandonei. – disse ao se lembrar desta parte.
Rony quem de nos não erra? – disse seria. – Olhe teu irmão, não é mais criança e veja como ele já errou só esse ano. O importante é reconhecer o erro, assumir e concertar o fato.
Você tem razão, mas por que você pensa que eu seria um bom auror?
Por que Rony você tem todas as qualidades necessárias para desempenhar essa função. Você é corajoso, ágil, ótimo em duelos, - Rony fez uma careta – não faz careta Rony é verdade, além disso, você esta se mostrando muito esforçado em aprender novos feitiços e poções, nisto você já esta melhor até que a Hermione, você esta criando poções de cura, ótimas por sinal, Rony não desista dos teus sonhos logo na primeira pedra, ou na primeira critica, confie em você.
Mas meus irmão riem de mim, me acham um bobo pretensioso.
De quem você esta falando Rony? – perguntou a loira cada vez mais seria. – Carlinhos e Gui, confiaram a você as coisas mais importantes da vida deles, - Rony a olhou intrigado – não foi para você que eles pediram para cuidar de todas nós? Não é você o responsável por proteger a Toca?
É, mas eles colocaram vários feitiços de proteção.
Que podem facilmente serem quebrados. – o tom dela não admitia uma resposta. – você esta na ordem, é um membro atuante da Ordem da Fênix, - ela continuou firme ao ver que ele iria a interromper. – os gêmeos já recorreram muitas vezes a você para os ajudar a criar novos produtos e em quem eles confiram a loja?
Mas isso foi por falta de opção. – ela olhou duro para Rony. – eles não confiam realmente em mim, nenhum deles, nem a mamãe, e muito menos o papai.
Rony chega, eu não vou admitir que você se diminua assim, se você não quer ver quem você realmente é problema seu, mas venha culpar teus irmão, por causa de uma idiotice que o Percy falou. – ela estava indignada, como ele podia não ver as coisas que ele fez e como havia mudado. – Rony você cresceu, mudou, amadureceu, está cada dia mais forte e inteligente, mas se você desistir do te sonho não culpe os outros.
Mas o mesquinho do Percy...
Ele não é um mesquinho Rony, ele apenas tenta ajudar, mas não sabe como e comete esses erros graves, - o ruivo deu um sorriso que encantou a cunhada, ela gostava de o ver assim. – Rony tente entender o Percy, ele sempre foi muito sozinho.
Sarah, como ele pode ter sido sozinho com tantos irmãos?
Rony, o Gui e o Carlinhos tem uma diferença de idade pequena, dois anos, eles ficaram muito unidos e com uma amizade e parceria nas peraltices incomum, o Percy nasceu depois de quatro anos, era um bebe frágil, de saúde delicada, quando ele tinha dois anos os gêmeos nasceram, e eles sempre foram sapecas, eram bebes muito levados e saudáveis, por serem gêmeos unidos, então Percy não se encaixava com os mais velhos nem com os mais novos, depois nasceu você, ele assumiu um papel de protetor, ele o defendia dos gêmeos, mas como ele também era um alvo, você via que ele falhava então corria para os mais velhos, ele assumiu um papel arrogante, se isolou, quando Gina começou a participar das travessuras e devido a pouca diferença de vocês, você e ela formaram uma nova dupla, se você ver bem ele ficou sozinho, viu que sendo arrogante ele não sofria com o isolamento, pois na cabeça infantil dele era solitário por escolha, depois teve um fato na escola, devido a classe social de vocês alguns meninos o perseguiam por usar coisas e roupas velhas, Gui e Carlinhos sempre o defendiam, mas desta vez eles já estavam em Hogwarts, e a ofensa foi seria, ele jurou que seria rico e importante um dia, ele esqueceu que a riqueza esta em se ter uma família unida, em conviver com harmonia com todos, nas amizades verdadeiras, no amor e no companheirismo.
Pensando bem você esta certa, nunca lembro do Percy participando de nada, e nem de nos o chamando para travessuras, ou ele estava lendo algo ou estava doente.
Sim ele agora esta mudando, claro que ele terá algumas recaídas, como hoje, mas acho que ele falou isso mais para te ter perto dele, um pouco de ciúmes de você com o Harry, que por outro motivo.
Pode até ser, mas o que ele falou me abalou muito. – Rony mal terminou de falar a porta foi aberta.
Her! Rony, queria falar com você. – disse Percy visivelmente envergonhado.
Bom, eu vou para cozinha. – disse Sarah começando o processo de se levantar, a barriga estava muito pesada, e o calor só piorava a situação.
Não! Fique por favor Sarah. – pediram os dois, a loira tornou a sentar no sofá.
Rony, queria te pedir desculpas pelo que falei agora a pouco, eu sei que você será um grande auror, um ótimo auror mesmo, disso não tenho duvida, mas é que seria legal ter você ao meu lado no ministério, nossos irmãos seguiram careiras tão distintas, e sempre sonhei com você ao meu lado, crescendo num bom setor. É que além disso eu fiquei com ciúmes do Harry, afinal eu sou seu irmão mais velho, e você quer seguir os passos do dele, ele sempre foi mais teu amigo que eu. Me perdoa meu irmão?
Percy esta tudo bem, pelo menos vamos trabalhar juntos no ministério. – disse Rony abraçando o irmão com força, trocou um olhar agradecido com Sarah, e viu que ela estava emocionada. Eles ficaram na sala conversando por uns minutos quando Carlinhos chegou e a viu chorando, foi até ela e ela contou o ocorrido ele também se emocionou, logo Molly os chamou para jantar, Rony e Percy foram juntos brincando um com o outro, o que causou estranheza mas contagiou a todos.
Rony custou muito a dormir na noite de sábado para domingo, não entendia o motivo de Hermione o evitara ela mal falou com ele no sábado, e nem "brincar" ela quis, quando finalmente caiu no sono, já era madrugada, logo foi acordado com um barulho simplesmente persistente e irritante, um choro agudo e alto, nem feitiços silenciadores foram capazes de abafar o som, ele levantou iria deitar na sala lá com certeza não teria barulho, já estava no corredor quando colidiu com Carlinhos.
A neném também te acordou? – perguntou Rony carrancudo.
Sim. – respondeu Carlinhos divertido. – vou levar essa poção, Sarah disse que deve ser ou cólica ou ouvido, com isso a dor passa. – disse mostrando um frasco com um liquido verde clarinho.
Tomara, vou esperar um pouco então antes de ir para sala. – falou Rony, olhando esperançoso para o irmão. – nunca pensei que uma coisinha tão pequena poderia ser tão barulhenta. – Carlinhos meneou a cabeça, deu uma risada pelo nariz e subiu correndo, Rony ficou na porta logo o choro diminuiu e cessou, Carlinhos reapareceu com um sorriso encantado nos lábios.
Eu não vejo a hora dos meus estarem assim chorando, sorrindo, brincando. – disse Carlinhos sonhador, Rony o olhou como se ele fosse maluco ou algo assim, mas se lembrou que logo a toca pareceria uma creche, além dos dois de Gui teriam os três de Carlinhos, e eles seriam mais novos que Danny, ou seja, ainda mais chorões.
Vocês já tem previsão de quando os nenéns vão chegar? – perguntou Rony nervoso.
Ainda não, o certo seria inicio de novembro, mas Mariana acha isso impossível, torcemos para chegarmos até outubro, se eles ficarem até depois do dia quinze já estará ótimo.
Já estarei em Hogwarts. – disse Rony aliviado.
Nós também. – disse Carlinhos divertido.
Como assim?
McGonagall não conseguiu alguém para substituir a Sarah, então eu vou dar aulas em Hogwarts, todas as aulas de poções serão no período da manha, a tarde eu vou para reserva, e volto para escola, como o parto da Sarah tem que ser num hospital, e o St. Mungus não é seguro, o melhor local é sem duvidas a escola, a ala hospitalar já esta preparada para o parto e tudo. Eu também não ficaria tranqüilo deixando a minha esposa sozinha ainda mais num período tão delicado.
Vocês vão ficar na torre da grifinoria? – perguntou incrédulo, ele pensou que estaria livre da choradeira.
Não Rony, vamos ficar num aposento que já esta preparado ao lado da ala hospitalar. Não se preocupe, você não vai ouvir os nenéns, a menos que você vá nos visitar. – Carlinhos estava se segurando para não gargalhar da cara que Rony estava fazendo.
Nossa que bom. – disse aliviado, mas pensou um pouco e viu que foi um pouco sincero demais. – quer disser vocês ficaram perto da ala hospitalar, isso que é bom.
Sei. – Carlinhos estava muito divertido. – bom já estou indo quero aproveitar um pouco mais a minha cama e a companhia da minha bruxinha.
Vai lá também vou tentar dormir um pouco. – disse Rony divertido. Deu as costas a Carlinhos, e tornou a entrar no quarto. O sono logo venceu os pensamentos que só tinham uma dona, a morena mais linda de todo Reino Unido Hermione.
Rony acorda! Acorda meu amor. – ele ouviu a voz dela ao longe, estava tendo um sonho nada pudico com ela, em seu sonho ele a pegava na cozinha da casa deles e se amavam na pia. – Rony acorda temos que conversar.
Mione! Meu anjo você está aqui. – disse feliz, mas sonolento.
Estou meu amor. Disse o beijando, ele se afastou na cama e ela deitou ao lado dele, se beijaram com carinho, a ereção de Rony ficou ainda maior.
Mione eu te quero. – implorou o ruivo.
Não Rony, estamos na casa da tua mãe, não é certo. – disse tirando os braços dele de cima dela e se levantando muito rápido. – Vai tomar teu banho, te espero lá em baixo. Disse dando mais um beijo nele e saindo do quarto, com uma expressão preocupada, tinha que falar algo com o Rony, mas temia, não só a reação dele como o medo que se falasse seu receio em voz alta ele se realizasse. Hermione foi direto para sala, pegou um livro que não conseguiu ler, mas serviu de disfarce, já que Harry e Gina também estavam ali, ele deitado no sofá com a cabeça no colo dela, sorriu ao ouvir fragmentos da conversa dos dois, era sobre o que Gina queria de presente de aniversario na terça-feira, ela havia cochichado algo que deixou Harry vermelho, ela se escondeu ainda mais atrás do livro para o amigo não se sentir tão desconfortável, quando Rony apareceu ela sentiu um arrepio pelo corpo, ele estava lindo de short preto e camiseta regata branca, seu corpo desejou ser estreitada por aqueles braços fortes, mas ela tirou isso da cabeça, tinha algo mais serio em que pensar.
Dia! – disse Rony sentando no sofá ao lado da morena e passando o braço por seus ombros. – vocês também acordaram com o choro da Danny?
Minha nossa, nunca vi, ou melhor, ouvi algo tão persistente e agudo. – disse Harry sentando no sofá.
Vocês são uns incessíveis, tadinha ela estava com dor de ouvido. – disse Gina muito seria e aborrecida.
Tudo bem Gi, mas que é uma coisa muito chata de se acordar com isso, você tem que concordar.
Ela chora por que não sabe falar Rony. – disse Gina olhando firme para o irmão. – um dia você e a Mione terão filhos, e daí o que você vai fazer? Vai dormir fora de casa?
Não né Gina, será diferente, afinal quero ser pai babão que nem o Carlinhos, mas ainda falta tanto tempo para isso. – disse Rony abraçando forte Hermione. – tudo bem não foi nada de mais acordar com o choro da Danny, é que eu não dormi bem, só isso.
Por que Rony? – perguntou a morena curiosa. Mas antes que Rony respondesse a porta da sala foi aberta e um menino loirinho lindo entrou correndo.
Dindo Rony! Dindo Rony me ensina a jogar xadrez? – pediu Francis se jogando no colo do tio, era visível a mudança na aparência dele, ele estava mais alto, muito corado e mais gordinho do que no dia que chegara a família, estava cada vez falando mais palavras e com perfeição, a adaptação fora surpreendente, parecia que ele havia nascido ali com os Weasley, até a assistente social para assunto de bruxinhos adotados ficou surpresa, ele atribuiu a todos da família seus títulos, Fleur se derretia toda vez que ele a chamava de mamãe, o que era repetido por todos da família.
Ensino sim Francis, vamos jogar contra o tio Harry. – disse Rony apertando e fazendo cócegas no menino, que ria alegra, ele o colocou no chão, pegou a varinha no cós do short e conjurou o tabuleiro colocou na mesa de centro, e sentou no chão com o afilhado no colo, Harry sentou a frente deles e começaram o jogo, Francis observava tudo com muita atenção. Depois de três partidas ele jogou contra Rony, e não foi uma partida muito fácil não. Tudo bem que Harry cochichava alguns movimentos para o pequeno, mas ele jogou muitas vezes sozinho. Gina tirou varias fotos e chamou os demais familiares para verem a beleza da cena. Rony notou que Hermione não mudou o comportamento estava muito calada, quando foram almoçar, ele a reteve na sala, ela mal o olhou nos olhos, se desviou dele foi para mesa, almoçou muito pouco, Rony já estava exasperado. Ela começou a arrumar a cozinha assim que três pessoas param de comer, quando todos já tinham terminado, ela ainda lavava a louça, a família foi para sala, pois todos notaram o comportamento da morena, Rony ficou sentado na mesa olhando para ela de costas para ele, lembrou do sonho que tivera, o afastou rapidamente agora não era hora para pensar esse tipo de coisa.
Você ainda esta aqui! – exclamou quando se virou, pelo silêncio pensou que estava sozinha, Rony viu os olhos vermelhos dela, se levantou e foi até ela parou na frente dela pegou as mãos delicadas entre as suas.
Mione o que eu fiz?
Por que Rony?
Por que eu devo ter feito algo terrível, você esta calada, distante, me evita, vejo que anda chorando, não come quase nada, e eu vi você passar mal ontem. Você esta fugindo de mim. Me por favor meu anjo o que eu fiz? – a reação dela foi inesperada, ela o abraçou e começou a chorar. – calma meu amor. – disse a apertando contra o peito - O que esta acontecendo. – perguntou prendendo seu rosto entre as mãos e secando as lágrimas com os polegares.
Rony preciso te falar uma coisa. – disse entre soluços. – Mas não pode ser aqui.
Venha vamos passear no pomar. – deu a mão a ela e a guio até o pomar, ela chorou o trajeto todo, quando estavam bem longe sentaram num balanço de ferro, ela deitou a cabeça no ombro dele.
Rony, eu acho que ... – ela não conseguiu concluir a frase, pois uma nova onda de choro e soluços sentidos tornou a dominá-la deixando Rony confuso e assustado.
Calma Mi, por favor, me fala o que esta acontecendo. – disse com um tremor na voz, conjurou um copo de água com açúcar e deu a ela, que bebeu com dificuldade, mil coisas passavam na cabeça de Rony, sobre qual seria o motivo de tamanho desespero dela, ela estava com a cabeça enterrada mas mãos e murmurava palavras incompreensíveis, ele estava passando a mão nas costas dela. Quando ela levantou a cabeça e o olhou, ele viu pavor nos olhos dela e isso gelou o seu sangue, ela abriu a boca para falar o a afligia Rony estava fixo nas palavras dela e ficou branco quando ela terminou.
Mi, você tem certeza? – perguntou num fio de voz.
Rony, ainda não, mas os sintomas indicam que sim. – respondeu com os olhos brilhando.
Mas como? – falou se levantando e andando de um lado para o outro muito nervoso, agora entendia o jeito dela, e lhe dava razão, com essa duvida na mente não se consegue pensar em mais nada.
Eu não sei Rony, mas acho que aconteceu. – ela falou engolindo o nó em sua garganta.
Mione, nós sempre cuidamos, tomamos todas as medidas de segurança, droga como isso foi acontecer? - disse olhando sério para ela, ela não agüentou e começou a chorar, ele se amaldiçoou, afinal ela era vitima e não a culpada, foi até ela e a puxou para si a consolou, sentia as lágrimas quentes dela molhar a sua camiseta, disse palavras doces em seu ouvido, enquanto passava a mão pelos cabelos macios e cheirosos, eles exalavam um perfume de ervas frescas, uma mistura de alecrim com lavanda, sentiu que os soluços cessaram ela o olhou e disse.
Rony, devemos ter deixado passar algo ou algo falhou. – o tom de voz dela era quase um miado.
Meu anjo, você disse que não tem certeza ainda.
Não Rony, mas temos que verificar isso logo.
Concordo com você. – disse a olhando bem fundo em seus olhos. – você sabe que estamos juntos nisso?
Sei meu amor e isso é o que me conforta. – respondeu também o olhando firme. – quem poderia nos ajudar? Eu não sei fazer o feitiço que detecta isso, e também não quero que muitas pessoas saibam disso ainda.
Vamos falar com a Sarah e com o Carlinhos eles são os únicos que podemos falar sobre isso. – falou isso dando a mão a ela e se encaminhando para casa, quando estavam quase lá fez um feitiço que tirou todas as marcas de choro da morena e entraram. Toda a família estava na sala, não passou despercebida a Harry e a Gina as feições preocupadas dos dois. – Mamãe! Onde estão a Sarah e o Carlinhos?
Eles foram descansar um pouco. – disse Molly carinhosa, Hermione sentiu Rony apertar mais forte a sua mão. – eles acabaram de subir. – completou. Eles deram as costas enquanto ela ainda falava – ela tem que descansar muito, isso e as poções estão fazendo milagres com o Logan – eles já estavam nas escadas subindo até o quarto do irmão, e nem a ouviram direito, chegaram a porta Rony bateu, com mais urgência e força que queria, Carlinhos abriu a porta rápido, Sarah já estava na cama e ele estava de roupão fechado na cintura, mas mostrava seu peito nu, quando viu quem era, ficou corado, pois Hermione estava ali, fechou melhor o roupão.
O que foi Rony? – perguntou surpreso.
Desculpe atrapalhar – ele nem queria pensar o que atrapalhou. – mas é que precisamos falar com vocês é algo urgente.
Tudo bem, só me deixe colocar uma roupa, que já atendo vocês, estava colocando o pijama quando vocês bateram com tanta ansiedade que só coloquei o short, e pequei o roupão. – falou se desculpando, ele estava muito sem graça mesmo.
Sem problemas maninho. – disse Rony, também sem graça. – Vamos esperar.
Rony! Será que atrapalhamos alguma coisa? – perguntou Hermione preocupada assim que o ruivo fechou a porta.
Não sei meu anjo, mas se foi não será nada que não possa ser reiniciado, nosso probleminha é mais importante que isso. - falou decidido.
Você tem razão. Rony e se... – ela não terminou de falar Carlinhos abriu a porta já vestindo uma bermuda e camiseta, eles entraram ele o conduziu até a sala, Sarah já estava lá no sofá de dois lugares Carlinhos sentou ao seu lado. O casal mais jovem sentou no sofá de três lugares, Rony admirou um pouco a barriga da cunhada, ela não engordou nada além da barriga, que estava parecendo de uma gestante de uns sete meses, ele estremeceu.
Falem o que o é tão importante? – disse Carlinhos, num tom sério, mas calmo, não queria que os dois pensassem que eles estavam aborrecidos. Hermione baixou a cabeça e começou a chorar, Rony achou o bibelô de fada na mesa de centro muito interessante.
O que está acontecendo? – perguntou Sarah alarmada, devia ser algo muito sério para eles terem aquela reação. – por favor nos contem, seja o que for não julgaremos vocês e os apoiaremos no que for preciso. – Rony trocou um olhar com Hermione que o encorajou a contar.
Bem! – começou Rony, olhando o casal mais velho. – nos achamos que... – e contou tudo que Hermione o contou, o casal ouviu a tudo calado, Sarah apertava com força a mão de Carlinhos, com tudo que ouvia. Como prometeram, deixaram Rony falar sem interromper, já imaginando o reboliço que a noticia causaria, Hermione complementou com alguns dados, o que tornavam as suspeitas praticamente verdadeiras.
Hermione, você tem certeza de todos esses sintomas? – perguntou Sarah, num tom maternal.
Tenho Sarah. – disse a morena calma, sabia que com os dois do lado deles tudo seria resolvido tranqüilamente.
Então, sinto muito querida, mas é quase certo que realmente é isso que você esta pensando. – ela manteve o tom.
Nos temos que avisar... – falou Carlinhos se levantando, mas foi interrompido pela morena.
Não, não quero que ninguém saiba ainda. – disse Hermione enfática.
Tudo bem, apenas creio que o Harry e a Gina se sentiram traídos se forem excluídos disso. – disse sabiamente o ruivo.
Você tem razão Carlinhos. – disse Mione seria. – Rony chame os dois até aqui enquanto falo com a Sarah. – ela olhou para Carlinhos envergonhada.
Bruxinha vou pegar um pedaço da torta que você falou que estava com vontade de comer. – disse Carlinhos dando um beijo carinhoso nos lábios da esposa, e acariciando o rosto dela.
Obrigada Karl, te amo. – disse carinhosa ele a olhou novamente e saiu com o irmão, as duas ficaram conversando, enquanto os irmãos desceram calados, Rony estava perdido em pensamentos, assim como Carlinhos, por sorte Harry e Gina estavam na cozinha dando água a Francis, Rony pediu para que eles o acompanhasse até o quarto do irmão, e assim que Carlinhos cortou uma generosa fatia de torta de limão, eles subiram em silêncio, não queriam chamar a atenção de ninguém, era uma sorte os gêmeos estarem no Brasil. Quando abriram a porta Sarah e Hermione param de falar. Carlinhos fechou a porta, colocou vários feitiços contra curiosos, deixou o pedaço de torta na mesinha de cabeceira, e foi para a sala onde todos já estavam sentados, quando ele sentou Hermione olhou para os amigos e disse.
[b] [navy]
Harry! Gina! Eu... eu... – ela não conseguiu completar.
Suspeitamos que ... – Rony também não conseguiu falar.
Gente o que esta acontecendo? – perguntou Harry preocupado.
Vocês estão me assustando. – disse Gina imaginando mil coisas.
É que o assunto é um tanto delicado. – disse Sarah tranqüila.
Delicado e complicado, demais. – disse Carlinhos sério. Harry e Gina se olharam realmente assustados.
Gente esse mistério esta me matando. – disse Gina.
Eu estou muito curioso. – disse Harry.
É que é uma coisa tão inesperada, não sei como foi acontecer. – disse Hermione com os olhos brilhando.
Hermione você esta grávida? – perguntou Gina, preocupada, sabia que isso agora seria algo muito difícil, afinal ela iria continuar Hogwarts, eles não tinham profissão e ela perderia muitas coisas da adolescência. Hermione olhou seria para Rony, Gina sentiu um arrepio pela coluna, quando viu o olhar deles, não, não podia ser isso.
Gina por que com tantas possibilidades você foi pensar logo nisso? – perguntou a morena com um leve sorriso.
Sei lá, tanto mistério, vocês assim tão preocupados.
Não Gi eu não estou grávida. – disse a morena divertida, nunca imaginou que a amiga pensaria isso.
Meu deus, não quero nem pensar numa coisa destas. – disse Rony serio. – A gente ainda tem muito o que fazer até termos os nossos filhos, se acontecer antes de casarmos serei um Weasley morto, a mamãe me mata, o papai me mata, o pai da Mione me mata, minha nossa Gi, a Mione não poderia seguir os estudos dela, a carreira dela teria que esperar um tempo, seria um rolo, por Merlim, por que você pensar, ou melhor, falar isso? – disse o ruivo exasperado.
Já falei era tanto mistério e pela cara de vocês só pude pensar nisso de tão grave assim. – se defendeu a ruiva.
Eu também achei que fosse isso. – se manifestou Harry.
A coisa é tão grave quanto, apesar que se eu tivesse grávida do Rony seria um rolo, mas teríamos um filho lindo. – disse divertida, pelo menos o pensamento dos amigos serviu para animar um pouco a morena, ela falou isso só para mexer com Rony.
Mione tudo tem a sua hora, e definitivamente um filho agora seria completamente fora de hora. – disse o ruivo serio, Sarah e Carlinhos observavam calados, a conversa dos jovens, era bom eles terem essa consciência.
Então o que é? – disse Harry preocupado.
Bem Harry, é que temos quase certeza... – começou a morena
Digamos que noventa e cinco por cento de certeza, para ser mais exato. – cortou Rony.
Rony deixe-me contar afinal eles estão curiosos, que coisa. – a morena falou impaciente
Mi eu só quis ajudar. – disse o ruivo num tom de voz serio.
Você ajuda não me interrompendo. – ela não mudou o tom.
Desculpa Mi! – disse envergonhado.
Ron, não foi nada amor, desculpe-me, eu estou muito nervosa e descontei em você. – falou carinhosa oferecendo os lábios a ele, que os tomou num beijo delicado, eles pareciam ter esquecido que não estavam sozinhos.
Quando vocês parem de se beijar, será podem acabar com o mistério? - disse Gina divertida. Eles se separaram, um pouco envergonhados, afinal haviam ido para um mundo só deles, Hermione viu que eles estavam tão em sintonia como o casal mais velho.
Desculpem! – disse a morena. – bem o que vou contar para vocês eu peço sigilo, não quero que mais ninguém saiba, pelo menos ainda não.
Pode confiar na gente. – disse Gina realmente preocupada.
Ajudaremos no que vocês precisarem. – disse Harry também preocupado.
Com a ajuda de vocês junto com o Carlinhos e a Sarah, sei que conseguimos resolver tudo.
Mione afinal o que é? – perguntaram Gina e Harry juntos.
Meu pai esta sobre efeito da maldição Imperius.
O que? – exclamou Harry – mas como?
Mione que eu saiba a Ordem cuidou da segurança da tua família, e ainda cuida. – disse a ruiva intrigada. – como isso foi acontecer?
Não sei, mas dês da Austrália ele esta estranho, cada vez mais implicante com o Rony, tem dias que ele esta mais calmo em outros ele chega a ser violento, e agressivo não só comigo como com a mamãe também.
Ele bateu em você? – perguntou Harry levantando num pulo.
Não, mas ontem ele quase me bateu, depois que o Rony saiu lá de casa ele disse coisas duras e fortes, me pegou pelo pulso e me jogou no porão, fiquei a noite toda lá sem jantar. – disse triste. - Foi quando juntei as peças, ele sempre foi rígido, mas nunca desta forma, sempre foi um pai carinhoso e atencioso, podíamos conversar sobre tudo com ele. – ela estava com lagrimas nos olhos. – Pôxa, ele é meu pai, eu o conheço, como pude demorar tanto tempo para perceber isso?
Calma amor, agora nos vamos resolver isso. – disse Rony carinhoso, passando o braço pelos ombros dela, não queria imaginar os riscos que ela correu, afinal ela estava debaixo do mesmo teto que o inimigo, tantos cuidados para eles não entrarem na casa e eles tinham alguém lá dentro.
- Conversando com a Mione, eu acho que além da maldição, algumas vezes, alguém assumiu o papel do pai dela, com a poção polissuco. – disse Sarah seria, era uma situação muito preocupante.
- Esses comensais estão jogando cada vez mais sujo. – disse Gina aborrecida.
- Eles nunca jogaram limpo não é mesmo. – disse Rony contrariado, ele estava com as orelhas vermelhas e Gina iria responder a ele.
- O principal agora, é nos concentrarmos no pai da Mione. – disse Carlinhos firme, uma discussão dos mais novos não ajudaria em nada.
- Sim temos que bolar um plano. – disse Sarah. – você disse que ele esta estranho dês da Austrália?
- Sim ele começou a implicar comigo e com o Rony dois dias depois que trouxe as lembranças dele de volta. – falou pensativa.
- E como ele trabalhava no hotel qualquer um disfarçado poderia ter feito isso. Como pude ser tão relapsa com isso. – disse Sarah muito chateada. – deveria ter os mandado de volta assim que você desfez o feitiço. Mas achei que vocês mereciam um descanso, me desculpem. – pediu num fio de voz, com lagrimas caindo dos olhos.
- Realmente você errou feio Sarah. – disse Rony duro. – antes nós tivéssemos vindo logo para cá, a Austrália só serviu para causar aborrecimentos não é mesmo, fomos atacados e agora descobrimos isso e tudo por tua culpa. – disse com ira e raiva na voz, o que fez Sarah chorar ainda mais, e Carlinhos se levantar de um pulo.
- Entendo que você esta com raiva, mas a culpa não é dela, todos da Ordem concordaram que vocês precisavam de descanso, que uns dias fora fariam bem a vocês, o que aconteceu aconteceria aqui também, afinal o pai dela continuaria trabalhando como dentista, e os comensais teriam a mesma facilidade.
- Pensando assim você tem razão. – disse Rony cabisbaixo e envergonhado. – Sarah desculpe, você sempre só pensou em nós e nos ajudou.
- Você não sabe, mas quando ela os mandou para Paris, foi por que ela tinha descoberto um plano para atacar a Mione, graças a ela conseguimos prender os comensais que iriam atacar e vocês estavam a salvo em Paris, quando falei com o teu pai, não disse para onde vocês iriam de verdade, disse que a Mione tinha que resolver uns assuntos na escola, e a Sarah fez um feitiço que vocês não falariam o destino correto a ninguém. – disse Carlinhos se sentando ao lado da esposa e lhe dando um copo de água, já estava acostumado as crises de choro, eram um dos efeitos colaterais da gravidez, passou o braço pelos seus ombros e ficou a acariciando até ela se acalmar, Rony se sentiu um trasgo, a cunhada sempre fizera tudo por eles, além disso estava grávida, e ele falara daquela forma com ela.
- Desculpem! – disse Sarah assim que se acalmou, quebrando o silencio que havia caído no aposento. – Os hormônios andam me deixando assim, chorona. – disse sorrindo.
- Sarah eu sou quem tenho que me desculpar, afinal você só nós ajudou. O que aconteceu poderia ter acontecido aqui também, e a viagem a Austrália foi ótima mesmo. – disse sincero, recebeu um olhar carinhoso da cunhada e um orgulhoso da namorada.
Não acredito que eles infiltraram alguém na casa da Mione. – disse Harry, revoltado.
Nem eu. – disse Rony aborrecido.
Sempre pensei que com o fim de Voldermort, teríamos paz. – disse Harry.
Nós sabíamos que ainda teríamos algumas lutas e um período de problemas, o que não imaginávamos é que seria assim, e nem que os comensais estivessem tão covardes. – disse Carlinhos serio.
Eles aprenderam bem com o mestre – Harry usou um tom sarcástico.
Bem até demais. – disse Rony preocupado. – como a Mione vai ficar lá com um deles na casa?
- Por falar nisso tenho que ir para casa. – disse triste.
- Não Hermione, você não vai voltar para lá. – disse o ruivo decidido.
- Ron eu tenho que ir. – disse suplicante. – a mamãe e a Hellen estão sozinhas com ele.
Você não vai Mione. – Rony a olhava firme – Não quero correr o risco de perder você. – a puxou para si num forte abraço.
Eu vou até a tua casa, tentarei desfazer o feitiço. – disse Carlinhos calmo e emocionado. – se conseguir, darei ao teu pai uma poção que impede o domínio desta maldição.
Amor seria bom colocar alguns aurores dentro da casa deles. – disse Sarah.
Teu pai aceitaria que você tivesse um novo bichinho?
Acho que sim. – disse a morena entendendo o que eles fariam.
Ótimo! – disse Carlinhos - temos coruja, gato ou cachorro, qual você quer?
Qual é o melhor auror? – perguntou Rony
Os três são bons. – disse Sarah. – Mas creio que a coruja seja melhor, além de ser uma mulher, ela poderá, sair da casa para voltar a forma normal você não estiver em casa sem levantar muitas suspeitas.
Você esta certa. – disse a morena.
Mandarei a Flash levar as ordens a Srta Questfill, a chamarei aqui, assim vocês já se conhecem enquanto Carlinhos vai resolver o problema na tua casa.
Carlinhos e se não conseguir tirar o feitiço do meu pai? – perguntou num fio de voz.
O levarei para a casa da Sarah – recebeu um olhar feio da esposa ao falar isso, ele deu um sorriso de lado. – e chamarei Lupin e Sirius, daí veremos o que fazer, desculpe Mione.
Tudo bem. – falou a morena num fio de voz. – faça o que for preciso. – as lagrimas já caiam soltas e grossas cortavam as faces dela. Rony a abraçou com força, enquanto a acalmava.
Amor! Tenha cuidado. – disse Sarah, também com lagrimas nos olhos, não ficaria tranqüila até o marido voltar, aquilo tudo podia ser uma armadilha. – te amo.
Também te amo bruxinha, não se preocupe, procure descansar um pouco, está bem? – ela concordou com a cabeça. – logo estarei de volta com tudo resolvido. – a abraçou forte e falou em seu ouvido – quero terminar o estávamos fazendo antes do Rony bater. – deu um sorriso de lado e a beijou com ternura. Quando a soltou se despediu e aparatou. Sarah escreveu um bilhete, pegou sua coruja mais veloz atou a mensagem e a mandou até a auror, quando voltou a sala, conjurou uma bandeja com chá. Logo se ouviu Molly anunciando a visita, quando a moça entrou Hermione simpatizou com ela no ato.
Hermione essa á Jamilly Questfill - depois das apresentações e das ordem a moça foi até sua casa avisar do trabalho, enquanto eles ficaram esperando Carlinhos retornar, a demora estava angustiante, Carlinhos já tinha saído há mais de duas horas, Harry e Gina que tinham descido, para contar ao restante da família o que estava acontecendo, já haviam retornado e estavam abraçados num sofá em completo silencio, Gina secava as lagrimas que caiam temia pelo irmão e pela amiga, Sarah estava na poltrona reclinável, o corpo estava descansando mas a mente não, lagrimas caiam silenciosas de seu rosto, Hermione estava abraçada com Rony no sofá, ele a acariciava, enquanto ela chorava, seu corpo era sacudido por soluços, ele também chorava, Jamilly retornou e ficou a espera numa poltrona, foi com alivio que viram Carlinhos surgir no quarto, ele estava bem machucado no rosto, sua camisa estava rasgada e ele sangrava por um corte em seu peito.
Hermione teu pai esta bem, não se preocupe, reverti o feitiço e tudo está como antes, dei a poção a todos da tua família. – falou ofegante assim que surgiu na sala.
Amor o que aconteceu? - disse Sarah se levantando rápida, e o fazendo se sentar, enquanto o examinava, conjurou uma poção e foi cuidar dele, os cortes eram feios e profundos.
Hoje quem estava lá era um comensal, pelo visto é alguém novo, não o conhecia, quando ele viu que tínhamos descoberto tudo ele sacou a varinha e lutamos, ele usou um sectumsempra, fiz o feitiço escudo, mas um pouco passou, e me atingiu de raspão. – disse sentindo um leve ardor por onde Sarah passava a poção seguida pela varinha e o curava. – quando o venci, o deixei amarrado, e o fiz falar onde estava teu pai, - viu as expressões de todos. – teu pai estava preso no porão do consultório dês de sexta, esse cara que estava no lugar dele todos esses dias, ele esta doido para te ver, pelo que vi eles o dominaram na invasão do hotel em janeiro, mas foram espertos, a dominação foi aos poucos, e depois do ataque no consultório, ele passaram a mudar de lugar com ele, a inteçao era pegar o Rony desprevenido, tua mãe ficou emocionada, em saber da verdade, parece que quando era o comensal que assumia o lugar do teu pai ele a fazia dormir no chão do quarto.
Por que você demorou tanto a retornar? – perguntou Harry curioso, mas aliviado.
Levei o tal de Ralf Tropss para Azkaban. – esclareceu o ruivo.
Carlinhos muito obrigada. – disse a morena emocionada. – quero ir logo para casa.
Eu te levo meu anjo. – falou Rony. Ele agradeceu o irmão, pegou a gaiola com uma grande coruja cinza e aparatou com a morena direto na casa dela.
Nós vamos avisar a família que tudo acabou bem. – disse Gina carinhosa.
Carlinhos valeu mesmo, mas tem risco de isso tornar a acontecer? – perguntou Harry com uma tona de preocupação na voz.
Não é impossível, mas será muito difícil, além da poção reforcei vários feitiços na casa e nas pessoas também, e creio que eles viram que descobrimos e não repetiram a tentativa, além disso agora teremos uma auror com eles, então duvido muito que a família da Mione sofra novamente.
Fico mais tranqüilo assim. – Harry disse antes de se despedir e descer com Gina. Assim que eles fecharam a porta Sarah olhou para o marido com carinho, ele a tomou nos braços com força, e a beijou com amor e voracidade, ela sabia que ele precisava disso e nem ligou pelo fato dele estar sujo de sangue.
Venha amor vamos tomar um banho. – disse a loira ao esposo assim que ele a soltou.
Vamos sim, quero tirar esse sangue. – disse já tirando a camiseta, revelando o peito musculoso.
Temos que terminar uma coisa não é mesmo? – disse a loira mordendo o lábio inferior, o que fez Carlinhos sentir desejo na hora, fato que não passou despercebido a Sarah. – infelizmente não podemos fazer na banheira.
Tomamos uma ducha rápida, aproveitamos e nos aquecemos um pouco. – disse sedutor com a voz rouca de desejo. A pegou pela mão e a conduziu até o banheiro, tomaram uma ducha onde trocaram vários carinhos e caricias, se secaram com um feitiço, e foram se beijando até a cama Carlinhos fez Sarah deitar com cuidado, desceu com beijos o corpo da loira até chegar na sua intimidade e a fazer delirar de prazer, quando ela estava bem excitada a se ajoelhou entre suas pernas e a penetrou com cuidado, fazia movimentos suaves e carinhosos, tudo muito calmo e devagar, era uma tortura, pois queria saciar logo o desejo, aumentou o ritmo aos poucos, Sarah gemia de prazer, fazia isso cada vez mais alto, o que o deixava louco, quando sentiu que ela estava tendo prazer, aumentou o ritmo das estocas até explodir de prazer dentro dela, ficou um pouco assim e logo saiu deitando ao seu lado, ficaram trocando caricias e palavras carinhosas até dormirem. Acordaram quando já estava noite, depois da higiene pessoal se vestiram e desceram para jantar.
Mione que surpresa. – disse a loira ao chegar na cozinha com a sua cadeira enfeitiçada, e ver a morena ali, e ela estava com toda a família Carlinhos a ajudou a se levantar.
Papai queria vir até aqui agradecer a todos. – explicou a morena. – ele disse que tinha que se desculpar, principalmente com Rony.
Já falei para ele, que sabemos que as atitudes não eram dele. – disse o ruivo abraçado a morena.
Onde já se viu impor aquelas regras absurdas a um namoro que me agrada tanto. – disse o Srº Granger envergonhado. – confio plenamente nos dois, minha filha é muito ajuizada.
Tia como a senhora esta gorda. – disse Hellen admirada com a barriga da Sarah, fato que deixou os pais envergonhados. – tem muito neném ai dentro né?
Tem três, Hellen. – disse Sarah divertida, a menina passava a mão na barriga da loira, logo foi brincar com Francis, que estava encantado com a amiguinha, Rony e Mione eram só chamegos, assim como Harry e Gina, o jantar transcorreu tranqüilo, Francis estava admirado de como Hellen era inteligente.
Papai ela sabe de tudo. – disse inocente, quando a menina explicou a ele por que o sol sumia a noite. Os adultos riram, tudo seguiu tranqüilo, calmo e acolhedor, na hora de irem os Granger's convidaram Rony pra passar a noite na casa deles, já que ele e a Mione iriam cedo para o St. Mungus fazer um trabalho muito complexo lá.
A segunda chegou quente, parecia antever a tempestade que teriam, e essa ocorreu logo no almoço.
Gina querida. – disse Molly carinhosa. – filha a tua festa de dezessete anos terá que ser na hora do chá amanha.
O que mamãe? – disse Gina com lagrimas nos olhos, sabia que não teria uma festa grandiosa, mas queria pelo menos um jantar, sonhara com isso a vida toda, nunca tivera uma festa grandiosa, era sempre um almoço um pouco mais elaborado e um bolo a tarde, esse ano ela queria tanto algo especial.
Filha a data é em plena terça-feira, com os ataques dos comensais, a gravidez da Sarah, as crianças do Gui, e você sabe filha as coisas estão um pouco apertadas ainda.
Tudo bem mamãe. – disse com a voz grossa pelo choro preso, e os olhos brilhando. – eu não ligo pra isso mesmo.
Eu reformei o vertido que você usou no casamento do Gui, pelo menos a roupa Será especial. – disse Molly abraçando a filha, sabia o quanto ela sonhara com a data. – convidaremos alguns amigos da escola, Sarah disse que o bolo Será com ela, assim como os doces, os gêmeos vão voltar hoje a noite, amanha estarão todos aqui.
Tem razão mamãe, isso é o que importa, todos estaremos juntos, não queria imaginar a festa sem um dos meus irmãos. – disse conformada, sentia uma dor no coração, era seu dia, seu dia mais especial e ela passaria sem realizar mais um dos seus sonhos, pelo menos teria Harry com ela.
Você me desculpe Harry, mas isso você terá que resolver. – disse Sarah seria entrando na cozinha acompanhada pelo moreno.
Mas amanha é o aniversario da Gina. – disse o moreno preocupado.
Harry, você sabe o tem que ser feito, e você falando com o ministro será mais fácil conseguir. – disse a loira seria. – afinal são das crianças do orfanato que estamos falando.
O que aconteceu? – perguntou Molly aflita.
A Umbrige, quer revogar a licença de funcionamento do orfanato. - disse a loira seria. – ela mandou um documento essa manha, todo envio de verbas pra instituição foram suspensas.
Minha nossa que crueldade. – exclamou Molly.
Pois é madrinha o pior é que todas as adoções serão anuladas.
Meus netos. – disse a bruxa levando a mão ao peito.
Sim se ela conseguir o que quer teremos que devolver o Francis e a Danny para o orfanato trouxa, onde eles mal comiam. – disse Sarah com lagrimas caindo dos olhos.
Harry por que você não quer ir na reunião?
Por que Gi será amanha a tarde eu vou chegar tarde pra tua festa se chegar a tempo. – disse o moreno aborrecido.
Harry as crianças são mais importantes que qualquer outra coisa. – disse a ruiva, emocionada. – você vai para Londres e pronto, afinal você é um dos diretores do orfanato.
Se você concorda eu vou. – disse o moreno muito chateado. –Teu aniversario deveria ser feriado. - falou a puxando para si e dando um beijo delicado.
À tarde Gina sofreu uma sucessão de noticias chatas, Neville e Luna não poderiam vir, pois estavam na Irlanda, Anna, Ariadne, Jeniffer e Karina suas companheiras de quarto, não viriam, cada uma deu uma desculpa diferente, suas primas e amigas Fernanda, Carol, Claudia e Sabrina estavam de férias na suíça, Sarah se sentira mal por causa do estresse com o problema do orfanato e não pode fazer os doces e os bolos, os gêmeos mandaram Wendy com uma mensagem na qual avisavam que estavam encantados com o Brasil, e não voltariam em menos de uma semana, Gina foi dormir sem jantar, chorou a noite toda, não acreditava que tudo estivesse acontecendo assim, esperava que na manha do dia seguinte tudo estivesse melhor.
Como assim vocês vão para a França hoje? – Gina acordou com os gritos da mãe. Ela estava discutindo com alguém, que pela voz eram Gui e Fleur.
Ninguém tirara meus filhos. – Gina ouviu a voz chorosa da cunhada, enquanto descia as escadas.
O que esta acontecendo. – disse a ruiva ao entrar na porta da cozinha e ver toda, ou melhor, quase toda já que Rony estava na casa da Mione e os gêmeos no Brasil, ali sentados à mesa.
Recebemos uma notificação que teremos que entregar as crianças. - falou Gui desanimado, apertando forte Francis contra si.
Vamos para a casa dos meus pais, lá ficaremos a salvo. - disse uma Fleur chorosa.
Se vocês fizerem isso poderão ser presos. – disse Sarah seria.
Fiquem calmos, e aqui não se precipitem. – falou Carlinhos – vamos Harry, vamos revolver isso no ministério, chega destas maldades. – a voz dele era decidida, o que fez Fleur e Gui sentirem esperanças. Carlinhos beijou Sarah e Harry beijou Gina e aparataram. O resto da manha foi silenciosa, Gui logo recebeu uma coruja e também seguiu para Londres, ninguém sequer lembrou que era o aniversario de Gina, ate que.
Merlim! – exclamou Sarah – Gina você tem que ir com a tua mãe para o bosque.
É mesmo – disse Molly apressada. – os rituais de aniversario. – a voz dela era pesarosa. – como pude me esquecer disso, filha sobe e coloque aquele vestido branco rápido, temos que fazer isso antes do meio dia. – Gina subiu esperançosa tanta coisa dando errado, ela sabia que só podia ser uma armação, era isso ela teria uma festa surpresa, sorriu com a idéia e com o carinho da família, se vestiu imaginando no trabalho que todos tiveram, ela desceu tentando conter o sorriso, aparatou com a mãe até o bosque onde elas fizeram todos os rituais, colheram as plantas para as poções, Molly fez vários feitiços para a filha, Gina sentia-se forte, Molly explicou que era o poder da sétima filha que estava se manifestando, com as bruxas o ato de completar dezessete anos era muito mais forte que para os bruxos, pois elas tinham mais dons e poderes que eles, uma vez que elas eram diretamente ligadas com a deusa Terra, e com Gina era ainda mais especial, já que ela era a sétima filha nascida em sete gerações onde só nasceram homens na família do pai, e que cada vez o poder de Gina para feitiços seria maior, Gina se sentiu encantada com as explicações da mãe, depois de tudo feito e explicado elas retornaram para A Toca.
Gina que esperava uma festa se decepcionou, estavam apenas as cunhadas e alguns parentes, os mais velhos e mais chatos, o almoço foi um leitão assado, salada e arroz, ela ganhou alguns livros antigos, umas vestes fora de moda, os parentes foram ficando para o chá, e Gina estava a ponto de explodir em lagrimas, não havia sinal dos irmãos, Percy já havia dito que não viria, não podia deixar o serviço, Carlinhos e Gui assim como Harry não retornaram, os gêmeos estavam no Brasil, Rony e Mione estavam trabalhando no St. Mungus, logo depois das quatro da tarde a família começou a chegar, o bolo de Gina e alguns doces feitos as pressas estavam numa mesa no quintal, algumas crianças da família corriam pelo local, varias mesinhas estavam dispostas onde se encontravam as mulheres sentadas conversando, Gina perdera a conta de quantas vezes tivera as bochechas apertadas, ou ouvira aqueles comentários chatos "como você cresceu", "me lembro do dia que você nasceu", "te vejo como aquela menina de trancinhas correndo pelo jardim" ou "já esta uma mocinha" ou ainda "cadê o Potter?", e ainda as opiniões, "você esta muito magra", "deveria cortas os cabelos", "eu não usaria uma roupa assim", ela estava resignada a não se abalar, parecia que outra que estava sofrendo com os comentários e sugestões absurdas era Sarah, tia Muriel grudara na loira, assim como mais umas cinco tias muito idosas, e cada uma tinha a sua opinião sobre gravidez, parto e cuidados com os nenéns, a loira a olhou desesperada com os absurdos que ouvia, uma chegou a sugerir que Sarah se isolasse no bosque na hora do parto, e ficasse lá sozinha até as crianças terem sete meses outra que ela e Carlinhos deveriam dormir em quartos separados, Gina sorriu com isso e resolveu salvar a cunhada, caminhava despreocupada até ela quando tudo aconteceu.
Bem na hora que ela passava pela mesa de doces umas crianças trombaram nela e a fizeram se desequilibrar e ela caiu de encontro a mesa, o que fez a frágil mesa desabar e Gina cair sobre o bolo, ela se ergueu coberta de glacê vermelho e branco, correu chorando para casa, todos no quintal olharam a cena desolados, Sarah deu um pouco de tempo a cunhada e com a sua cadeira encantada foi até o quarto da ruiva, a encontrou deitada de bruços na cama estava de camisola, tinha a cabeça enterrada no travesseiro e soluçava, Sarah se aproximou e acariciou os cabelos ruivos, Gina ao sentir o toque da cunhada, levantou o rosto e abraçou.
Por que? – perguntou entre soluços o que cortou o coração da loira.
Gina as vezes tudo da errado, para valorizarmos ainda mais quando da certo. – disse a loira acariciando os cabelos da cunhada.
Mas tinha que ser assim? – disse Gina em prantos. – sonhei com essa festa dês que me entendo por gente, daí meus irmãos estão fora, meu namorado também, estamos em risco de perder as crianças, estou vendo a hora que você vai passar mal, por estar se esforçando para ficar comigo, daí caio e destruo todos os bolos e doces. – falou caindo em prantos novamente.
Calma, Gina, chorar não resolve nada. – disse isso pegando o rosto dela entre as mãos, e secando as lagrimas. - Olhe o Harry já esta vindo, Carlinhos mandou o patrono dele com a mensagem, e também avisou que resolveram tudo com relação ao orfanato e as crianças.
Jura? – perguntou olhando a cunhada com descrença.
Sim e o Harry pediu para te dar esse presente. – disse entregando uma grande caixa a Gina, quando Gina abriu seu queixo caiu era um vestido longo preto com detalhes prateados.
Sarah é lindo. – disse se levantando e colocando a sua frente e se olhando no espelho.
Lindíssimo, Harry tem bom gosto, ele pediu que desse esse junto. – disse lhe entregando uma caixa um pouco menor. Gina abriu o pacote com rapidez.
Essas sandálias ficarão perfeitas. – disse ao ver um par de delicadas sandálias de salto alto prateadas.
É melhor você se vestir. – Gina a olhou pesarosa. – Gina com a quantidade de bruxas que temos lá em baixo tenho certeza que elas já arrumaram tudo, e Harry ficara feliz em te ver assim.
Você tem razão. – disse com um sorriso tímido, tirou a camisola colocou uma lingerie preta e se arrumou, Sarah a ajudou ed ela ficou deslumbrante.
Esse Gina é meu e do teu irmão. – falou entregando a ela um estojo de veludo negro, Gina não acreditou quando abriu, era um conjunto de colar, brincos, anel, presilha e pulseira de diamantes com rubis.
Sarah é lindo. – disse tirando as jóias do estojo, ela colocou os brincos e o anel Sarah a ajudou com a pulseira e com o colar.
Vou sentar e você se abaixa na minha frente para que eu faça um penteado em você. – disse a loira se sentando na sua cadeira. Gina se acocorou na frente dela ficando de costas, Sarah tirou a varinha e arrumou os cabelos da cunhada, os deixando levemente cacheados, pegou as mexas da frente e puxou para trás, quando fechou a presilha, Gina sentiu um puxão no umbigo e viu uma luz forte azulada, nem teve tempo de pensar, ao piscar os olhos, quando abriu estava num salão todo decorado em tons de azul escuro e dourado, tinha um bolo imenso, vários doces e salgados, garçons serviam aos convidados, uma enorme cesta de presentes esta disposta ao lado da porta, uma banda tocava musicas da moda, varias mesas estavam dispostas, todos seus amigos e familiares estavam lá, a ruiva não acreditou.
Sarah! – disse a ruiva com um sorriso imenso olhando agradecida para cunhada.
Surpresa Gina. – disse a loira divertida. – você acha que deixaríamos a nossa caçula sem uma festa digna? - perguntou seria. – esse é um presente de todos nós, Gina você merece.
Foi tudo mentira? – perguntou admirada, por essa ela não esperava.
Não tudo, a Umbridge tentou mesmo fechar o orfanato e tirar as crianças do Gui, mas conseguimos resolver tudo, Harry se empenhou muito em arrumar tudo. – disse a loira ainda estavam na porta do salão, Carlinhos e Harry estavam vindo até elas, Gina se jogou nos braços do moreno ele a beijou com amor, e a abraçou forte.
Gi, você esta linda meu amor. – disse ao soltar sua namorada.
Obrigada. – falou um pouco tímida, o que não era seu normal. – você acertou em cheio na escolha do vestido.
Tenho bom gosto mesmo. – disse convencido, Hermione o ajudara na escolha.
Você esta muito convencido senhor Potter. – disse divertida, Harry tornou a beijá-la e a conduziu para o salão, onde Gina recebeu os cumprimentos de todos. A festa foi um sonho, era realmente como Gina sempre desejou, Harry fez um lindo discurso, teve valsa, brincadeiras, e muitos sorrisos, os salgados e os doces estavam deliciosos e quando Gina cortou o bolo saiu um cavalo e um alce prateados que logo se dissolveram no ar, depois dos parabéns e muitos brindes começou uma sessão de musicas lentas, Harry abraçou sua ruiva e a conduziu ao salão. Rony e Hermione dançaram muito, estavam felizes.
Mione, será que podemos dar uma fugida? – perguntou ao ouvido da morena.
Rony! – disse Mione dando um tapinha no braço do ruivo.
Que foi? – perguntou indignado. – não posso te desejar?
Pode, mas vamos sumir em todas as festas?
Se depender de mim vamos. – disse decidido, Hermione rolou os olhos, não podia negar que também queria, afinal estavam sem se amar a bastante tempo, com os problemas de sua família, e os preparativos pra festa da amiga, não tiveram tempo pra isso.
Vamos pra onde? – perguntou seria, não conhecia aquele salão, e duvidava que encontrassem algum local reservado.
Tem um deposito no porão, é bem limpo, tem um sofá e ninguém vai descer agora. – disse num sussurro. – ou podemos aparatar.
Não! O deposito esta ótimo. – disse cheia de ansiedade, não podia negar que o fato de correrem um certo risco era tentador. Eles foram se aproximando da porta e saíram despercebidos, Rony a guiou até o deposito, era limpo, arrumado e confortável, tinha um grande sofá num canto, onde Rony sentou e a puxou para seu colo, ela sentou de frente para ele com as intimidades se roçando, colaram os lábios num beijo alucinado, as mãos percorriam os corpos, Rony baixou o zíper do vestido da morena, ela gemeu ao sentir o calor das mãos do ruivo em sua pele, ele com destreza abriu o sutiã dela, diminuiu a intensidade do beijo se afastou um pouco e passou a beijar o canto da boca da morena, se afastou novamente, enterrou a cabeça no pescoço dela passou a beijar a região onde ela mais sentia desejo, Hermione arfava de prazer, jogou o corpo pra trás, sabia que podia pois ele estava com as mãos em suas costas, com isso o vestido caiu até a cintura, Rony jogou o sutiã dela longe e passou a beijar o colo da morena, com as mãos apertava os seios delicados, os bicos já estavam duros quando ele abocanhou um, sugava, mordia e beijava, a morena gemeu alto quando ele deu varias e rápidas lambidas somente no bico, com um sorriso de lado ele atacou o outro seio, enquanto apenas acariciava o que até pouco tempo estava em sua boca, quanto Hermione gritou alto, ele trilhou de volta a sua boca.
Hermione se afastou um pouco para poder retribuir os carinhos, foi delicada ao beijar o pescoço dele, sentia o perfume que tanto amava, abriu a camisa, dando beijos em cada pedaço de pele que surgia, quando ela se ajoelhou na frente dele, ele fechou os olhos, sentiu primeiro as mãos dela abrindo o cinto, depois o botão e por ultimo o zíper, ele ergueu um pouco ela abaixou de uma vez a calça e a cueca preta, logo sentiu a maciez da mão dela em seu membro rígido e pulsante, ela acariciou com muito cuidado, adorava o ter pulsando entre as mãos, sabia que tudo aquilo era por ela, que era que o fazia ficar assim, mas ela queria mais, inclinou a cabeça e o colocou nos lábios, sorriu ao ouvir o gemido que Rony deu, o sugou com força, ficou ali uns minutos, quando já tinha judiado o suficiente dele se ergueu, retirou o resto das roupas com sensualidade e tornou a sentar no colo do ruivo, soltando o peso devagar, sentia-o cada vez mais dentro de si, quando julgou o suficiente começou a se mover cada vez mais rápido, Rony e ela urravam de prazer, logo chegaram juntos ao paraíso, ela deitou contra o corpo do ruivo, pousando a cabeça no ombro dele, ficaram um tempo assim, quanto se olharam, o amor estava estampado no olhar de ambos, se arrumaram e retornaram a festa.
Todos ficaram até ao anoitecer no salão, ao final da festa teve uma queima de fogos mágicos dos gêmeos, que estavam lá com suas namoradas, Sarah e Carlinhos se retiraram mais cedo, afinal mesmo com a careira encantada e as poções que tomou, Sarah não podia abusar, Gina não cabia em si de felicidade, quando deitou não acreditava no dia que tivera. Nem se recordou que não havia jantado, estava escrevendo no seu diário quando ouviu um barulho na janela.
Edwings
