Coisas que eu amo odeio em você

Coisas que eu odeio em você

Disclaimer: Harry Potter e seus personagens não me pertencem. É.

Obs.: Essa fic é Yaoi, ou seja, tem garotos se pegando, e também tem Lemon, ou seja, garotos fazendo çékissu. Caso você não se sinta à vontade com isso, sugiro que não leia. Caso contrário, boa leitura, rs. :D


Capítulo 2 – Eu odeio os seus olhos

Hogwarts era uma das escolas mais respeitadas pela alta sociedade. Apenas ricos estudavam lá – e poucos bolsistas. E normalmente os bolsistas não eram muito bem vistos.

Eu particularmente não gostava da ruiva bolsista que estava com Harry.

Como eu sabia que ela era bolsista? Bem, ser amigo de Blaise Zabini tinha seu lado bom. Ele sabia os mínimos detalhes de todos naquele colégio – desde alunos até professores, e eu não me espantaria se ele soubesse tudo sobre os cozinheiros ou até mesmo sobre Filch, o zelador. Claro que tudo que você pedisse a ele tinha um preço, mas até que valeu.

- E o que você vai querer Blaise? – Eu perguntei, um tanto apressado. Era o primeiro dia de aula e eu havia acordado um pouco atrasado. Culpa de Potter por falar enquanto dorme. Juro que ouvi meu nome pelo menos duas vezes.

- Deixe-me pensar... – Ele fingiu que estava pensando em algo, mas eu tinha certeza de que ele já sabia muito bem o que ele queria. Antes que ele pudesse continuar, Pansy apareceu. – Ah, olá doçura.

- Bom dia Zabini. – Ela respondeu secamente. Uh, a garota provavelmente estava naqueles dias. Pansy normalmente era um doce conosco, e eu posso afirmar isso. Conheço a garota desde que usávamos fraldas. Nós já ficamos algumas vezes, mas ela sabia que eu não era alguém que se envolvia em relacionamentos sérios, e já havia me dito várias vezes que não tinha esperanças nenhuma comigo nesse sentido. Ela me entendia perfeitamente, sabia de todos os meus segredos – e eu os dela –, e era por isso que ela era a melhor amiga de todos os tempos.

Tá, isso foi meio gay.

- O que foi princesa? Teu príncipe te deixou esperando é? – Blaise não pareceu notar o mau-humor de Pansy.

- Vá se foder Zabini. Hoje não é um bom dia para você fazer piadinhas se ainda gostar de seu Júnior. – Eu ri da fala de Pansy e da cara de Blaise. Os dois sempre foram assim, atacando-se praticamente o tempo todo. Agora dêem um pouco de bebida alcoólica pra ver o que acontece com os dois.

- Okay, okay. Não tá mais aqui quem falou. – E assim o assunto foi deixado de lado. Ele aproximou-se mais de mim e sussurrou em minha orelha. – Depois eu te digo o que eu quero em troca, tudo bem?

- Tudo bem. – Dei de ombros.

- Ótimo. – Então voltou sua atenção à Pansy. – Hey, já viu o novato? O tal de Harry Potter?

- Ah, o garoto do cabelo arrepiado e óculos? O bonitinho? – Os olhos de Pansy brilhavam. Aposto que ela queria saber tudo sobre o garoto. Revirei os olhos e olhei para o outro lado.

- É, o bonitinho. – Zabini fez uma careta de desgosto. Às vezes eu me perguntava se Blaise sentia algo por Pansy. Nah.

- Ah, sim! – Ela sorriu e entrelaçou o seu braço com o de Blaise, louca para ouvir algo sobre o garoto. Eu também estava curioso, queria saber mais sobre Harry. Algo idiota, já que dividíamos o mesmo quarto e eu poderia conversar com ele, mas enfim. – Sinto que você tem alguma informação que ninguém mais tem, e eu quero muito saber.

- Bem, parece que ele só está aqui porque ele se meteu em confusão na sua outra escola. – Ah, um bad boy. Revirei os olhos. Pansy provavelmente vai adorá-lo. – Mas o que aconteceu para ele ser expulso eu não sei. Mas eu sei que ele só mora com o padrinho porque seus pais morreram em um acidente de carro, sendo que só ele que sobreviveu, o maldito sortudo.

- Ora Blaise, todos nós sabemos sobre a tragédia dos Potter. – Ela disse em tom desinteressado.

- Claro que já sabia. Ah, essa é pra você Draco: Ele é bi. – Blaise sorriu sarcasticamente para mim. Rolei os olhos e me segurei para não falar que disso eu já sabia.

- Algo mais? – Perguntei enquanto abria a porta de nossa sala. Praticamente vazia. Hum, talvez eu não tivesse acordado tão atrasado assim.

- Dizem que ele é problemático, sabe? Do tipo que usa drogas, fuma, bebe, se mete em encrencas, o de sempre. Não me impressiona o fato de ter sido expulso. Provavelmente foi por causa de alguma briga. Aposto que o padrinho só não o colocou em um reformatório porque iria ser um grande escândalo. – Sentou-se na cadeira de sempre, e eu me sentei ao seu lado, enquanto Pansy nos deu tchau e foi para sua própria classe. As fofocas que Blaise fazia sobre Harry poderiam não ser 100% precisas ou corretas, mas elas eram apenas isso. Fofocas. – Lavender me disse que ouviu dizer que ele é fugitivo da lei no Brasil, mas eu acho que é só mentira da garota.

- Ah, você acha? – Eu sorri sarcasticamente. Qualquer um sabia que Lavender era uma mentirosa descarada que só queria um pouco de atenção. – Algo mais de interessante?

- Não acho que seja interessante, mas ele tem uma namorada. A bolsista, como eu já havia te falado. Ginny Weasley. Um ano atrás de nós. – Ele virou a cara para observar a sala e nesse momento eu fiz uma careta. Não sei o que está acontecendo comigo, nunca fui disso, de me interessar tanto por alguém a ponto de odiar a namorada do cara. Esse Potter tinha algo de especial. – Estão namorando já faz um bom tempo. Uns dois anos, se não me engano.

Então ele havia a traído comigo? Interessante.

Mas nossa conversa teve que ser interrompida com a chegada de Minerva, nossa professora de inglês. Ela era legal, mas meio rígida com certas coisas. E dever de casa nunca era muito para ela.

Harry também estava nessa mesma classe, e estava sentado com mais duas pessoas. A nerd da sala, Granger, e o outro bolsista, Weasley – até hoje não sei como ele conseguiu entrar em Hogwarts.

- Muito bem alunos, eu espero que tenham se divertido muito nas férias. – Ela sorriu. – Mas agora eu peço que se concentrem nos estudos, pois não permitirei nenhum deslize em minha classe. Celulares são estritamente proibidos, senhorita Patil. – Parvati ficou vermelha e guardou seu celular. – Vamos começar a aula, sim?

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- Aquela Minerva parece santa, mas vocês querem saber? Ela já transou com o professor de história. Várias vezes. Um dos alunos do terceiro ano já pegou os dois trepando na sala de História. – Blaise disse no momento que a aula de Minerva acabara e nós fomos para o corredor com intenção de ir para a classe de Educação Física.

- Ugh, Blaise. Eu realmente não precisava da imagem mental, obrigado. – Balancei a cabeça negativamente, tentando tirar tais imagens de minha cabeça. Aproveitei para olhar Harry pelo canto de meu olho.

Ele estava olhando diretamente para mim. O problema era que eu realmente não sabia o que ele estava pensando nem o que ele queria dizer com aquele olhar. E olha que normalmente eu sei decifrar cada gesto, cada olhar das pessoas. Potter era um mistério, era interessante, era bonito e – realmente, o que há de errado comigo? Mal o conheço e ele já tomou um grande espaço em minha mente. Não sei o que sinto por ele. Provavelmente uma forte atração, sendo gostoso como ele é.

Harry sorriu. Pra mim. Senti meu coração bater mais rapidamente e tenho quase certeza que estou um pouco corado.

Então a bolsista, digo, Ginny apareceu. Ela não deveria estar em direção a sua próxima aula?

A Weasley pegou o braço de Harry, chamando-lhe a atenção.

- Oi amorzinho. – Eca. Essa garota é uma romântica incorrigível ou algo parecido? Argh. Será que eles não podiam se pegar em outro lugar? Troca de saliva não é algo muito legal. – O que está achando de Hogwarts?

- Ah, Hogwarts é bem interessante. – Pelo canto de meu olho eu o vi colocando um braço no ombro da ruiva e ele me olhou. Ele me olhou, hum. Desviei o olhar, mas sem antes ver um sorriso safado brotar em seu rosto.

O olhar de Harry Potter me deixava louco.

Quando olhei novamente, eles já estavam caminhando cada um para sua próxima classe. Caminhei na direção oposta, em direção do ginásio.

.

- Vamos lá, garotos! – Madame Hooch assoprou o apito novamente. Ela era uma mulher bem energética. A criatura não parecia ficar cansada nunca, como uma porra de bateria que não precisa ser recarregada. Se é que existe uma.

Ao apitar novamente, nós começamos o jogo. Queimada.

Tão idiota.

- Draco, Draco... – Blaise colocou seu braço em meu ombro, puxando-me para mais perto. – Eu sei que você acha essa aula uma perda de tempo, mas vamos tentar vencer dessa vez, entendeu?

- Que seja, Zabini.

- Ei, olha como você fala comigo. – Ele brincou. – Eu sou o capitão desse time!

- Não há capitão algum na queimada, gênio. – Pelo menos não que eu saiba. Sorri de lado e me desviei de uma bola. O time adversário era uma bosta, seria fácil vencê-los.

- Ah, é. Você tem razão. – Zabini pegou a bola e mirou no Weasley. Errou por alguns centímetros.

Blaise era bom nessa porcaria de jogo. Além de ser muito competitivo, é claro.

Desviei de outra bola, mas minha mente estava em outro lugar. Não conseguia me concentrar. Minha mente viajava até chegar a Potter. Potter e seus malditos olhos estonteantes. Os olhos cor esmeralda, brilhando maravilhosamente.

- DRACO! – Olhei para Blaise, mas uma bola me acertou. Na cara.

Uma cena que eu nunca gostaria de estar, essa de ficar estatelado no chão com cara de idiota.

- Você está bem, garoto? – A professora aproximou-se de mim, checando se tudo estava em ordem.

- Bem, minha cabeça dói. – Fiz de tudo para não sair como uma resposta mal-educada. Madame Hooch suspirou.

- É melhor você ir à enfermaria. – Me ajudando a levantar, ela se dirigiu aos outros alunos. – Vocês podem voltar ao jogo. – Ela disse em tom de descaso. – É bom que vocês estejam jogando quando eu voltar, vocês me ouviram bem?

- Sim senhora! – E voltaram a jogar no mesmo instante.

Ninguém quer contrariar uma mulher que já foi campeã de karatê, quatro vezes. É, vai por mim.

Ela me deixou na enfermaria e voltou correndo, murmurando algo sobre não confiar nos garotos quando eles estão por conta própria naquela quadra.

Quando ela saiu, uma enfermeira veio fazer algumas perguntas. O que tinha acontecido? Bem, uma bola havia batido na minha cara. Se eu estava bem? Mas é claro que sim! Só estava doendo, sabe? Se eu estava com dor de cabeça? É, só um pouco. Se eu queria tomar algo para a dor de cabeça passar? Sim, obrigado.

Gostaria de saber o que Dumbledore fez com a enfermeira antiga, madame Pomfrey. Ela era mais legal, e bem mais útil.

- Aqui está, querido. – E me entregou o remédio. – Você deve melhorar daqui a pouco.

- É o que eu espero. – Respondi secamente, mas acho que ela nem notou.

Tomei o remédio para dor de cabeça e resolvi passar o resto do tempo ali, até a aula acabar. O primeiro dia de aula era sempre o pior, mas hoje estava sendo uma grande merda. Tudo o que eu queria era voltar para minha cama e ficar lá, dormindo, totalmente confortável.

Não que eu pudesse fazer isso nesse momento. O sinal bateu e eu saí da enfermaria, pegando meus livros e me dirigindo à sala de Ciências. Pelo menos uma aula boa, já que era com Snape.

- Não direi nenhum "bem-vindos de volta alunos" ou "Sejam bem-vindos alunos novos". – Ah, era por isso que eu gostava tanto de Severus. – Sentem-se em duplas. Mas escolham sabiamente, porque a pessoa com quem você sentar-se será seu parceiro até o final do ano.

Nem Blaise nem Pansy tinham essa aula comigo, mas pelo visto Harry tinha. Ele aproximou-se do lugar onde eu estava sentado e colocou suas coisas de um lado, sentando-se na cadeira ao lado da minha.

- Não se importa, certo? – E olhou para minha boca.

- Claro que não. – Respondi, fingindo descaso. A verdade é que eu tremi um pouco ao ver ele me observando. – Mas espero que você seja bom em Ciências, porque eu não quero um parceiro burro.

- Bem, eu não sou um gênio, mas aprendo rápido. – Não sei se foi de propósito ou não, mas ele descansou uma de suas mãos em minha coxa direita. Maldito seja. Sorte que o balcão onde faríamos as experiências não mostravam nossas pernas, senão Severus notaria muitas coisas que já aconteceram outras vezes por ali. E não só comigo, os outros alunos faziam praticamente a mesma coisa.

Bando de pervertidos.

- O que você pensa que está fazendo? – Sussurrei, tentando não chamar nossa atenção. Por mais que Severus fosse meu padrinho, ele não era de dar muitos privilégios, pelo menos não muitos.

- Nada, ora. – Olhou-me como se eu fosse uma aberração e subiu sua mão, sorrindo de lado. – Não sei do que você está falando.

E ainda por cima mente na cara de pau, fingindo inocência com aqueles olhos...

Pelo amor de Deus, Draco. Controle-se homem.

- Vai ser uma longa aula... – Murmurei e tive uma súbita vontade de abaixar minha cabeça no balcão e dar uma cochilada. A mão de Potter não ajudava em nada naquele momento.

- Muito bem alunos, abram suas apostilas no capítulo um. – Ele voltou-se para o quadro. – Senhor Thomas, - Olhou para o garoto, que pulou de susto. – comece a lê-lo, por favor.

- S-sim, senhor.

.

- Blaise, até que enfim! – Enlacei seu pescoço, trazendo- o para perto e beijando sua bochecha.

- Ei, ei. Sem intimidades aí, colega. – Ele brincou. – Algo errado?

- Nah, nenhum. – Dei de ombros. – Bem, você tem tempo livre agora, não é?

- Sim. Ainda bem que temos tempo livre no mesmo horário, senão eu piraria. – Blaise fez uma pose dramática e eu rodei os olhos e ri.

- Ah, droga. – Lembrei-me que meu iPod estava no quarto. – Vai na frente, eu já te alcanço.

Andei até meu quarto. Hogwarts era enorme, e tinha um toque interessante. Parecia mais um castelo transformado para servir de escola. Um castelo bem moderno, mas um castelo. Mas enfim, quando eu entrei no quarto, adivinhem quem eu encontrei?

Bem, obviamente Harry estava ali. Pelo menos não havia trazido a namorada para nosso quarto.

- Oi Draco. – Ele espreguiçou-se lentamente, sentando-se na cama e sorrindo para mim. – Quer fazer algo legal?

- Oi. – Murmurei de volta. – Nah, eu tenho que encontrar Blaise. Até mais.

Tentei abrir a porta, mas Harry não deixou, batendo-a com força e me prensando contra a mesma. Senti sua respiração em minha nuca, me deixando arrepiado.

- O que você quer? – Perguntei, fazendo o maior esforço para não me virar e olhar aqueles olhos estonteantes.

- Um pouco de diversão. – Ele respondeu casualmente, me virando e, conseqüentemente, eu olhei diretamente seus olhos. Harry segurou minha coxa com força e atacou meus lábios.

No começo eu retribuí ao beijo, mas então me lembrei de algo inconveniente. Empurrei-o, conseguindo um olhar confuso dele como resposta.

- Sabe, eu até que gostaria de continuar com a diversão, mas não acho que sua namorada gostaria que você fizesse isso com outra pessoa que não fosse ela. – Sorri ironicamente, mas o sorriso não durou muito ao ver que Harry se afastava, olhando para o lado e evitando contado visual.

- Ah, claro. Ginny. – Ele resmungou e pareceu buscar algo em seu bolso direito. Um maço de cigarros.

- Ei, ei. – Peguei o maço de sua mão. – Nada de fumar em nosso quarto. Detesto o cheiro do cigarro impregnado nas paredes. Argh.

- Okay. – Respondeu secamente. Olhei-o confuso.

- Bem, então eu já vou. – Peguei meu iPod e sai do quarto.

Blaise estava conversando com Pansy no Grande Salão. Ambos bem animados.

- Então Draco, preparado para a festa de sexta? – Pansy perguntou animadamente.

- Claro que estou. – Sorri.

A festa de boas-vindas era praticamente uma tradição. Todos que eram alguém naquele colégio iam. Fazíamos sempre na mesma sala, que passamos a chamar de Sala Precisa. Alguns alunos – que agora já eram formados – colocaram proteção de som, para não chamar atenção alguma e, para melhorar, a porta ficava escondida por um grande tapete que ficava preso à parede. O melhor lugar para uma festa. E ninguém suspeitava de nada.

Incrível mesmo era o fato de Hogwarts ser uma das melhores escolas, e mesmo assim só tínhamos um zelador para cuidar de tudo. Bem, melhor para nós, alunos.

- Ei, Draco. – Blaise me retirou de meus pensamentos. – Já que você divide o quarto com o Potter, seria uma boa convidá-lo também.

- É, é. Que seja. – Fiz um gesto de descaso e continuamos a conversar sobre a festa até o sinal de a próxima aula começar.

- Não estou muito a fim de ir para a próxima classe. Umbridge é um saco. Aquela cara de sapo. – Pansy reclamou. Ela e Umbridge não se davam bem desde que a garota decidiu usar salto alto vermelho, coisa que Umbridge achava repugnante. Briga inútil e idiota? Sim. Mas quem é que liga?

.

Já à noite, entrei no quarto. Harry estava lendo gibi, e não pareceu notar minha presença. Pigarreei e ele olhou para mim, questionador.

- Então, como você é novo por aqui, não deve saber da festa de sexta. – Ele guardou o gibi e sentou-se melhor na cama. – É a festa de boas-vindas. Tradição, sabe?

- Continue. – Ele sorriu de lado. Droga, não sei porque estou enrolando tanto assim. Nunca fui assim, não sei porque começaria agora.

- Então, Blaise falou que seria uma boa te convidar. – Tirei a camisa do meu uniforme e a calça também, ficando apenas de boxer. Harry começou a me encarar novamente. Talvez eu devesse lembrá-lo que ele tinha namorada. – Viu algo que gostou?

- Ah, se vi. – Ele se levantou, andando predatoriamente até mim e me puxando para mais perto. Os corpos colados.

- Qual é o seu problema? – Perguntei, o afastando.

- Eu é que deveria te perguntar isso. – Colocou as mãos em seu quadril, parecendo bravo. – Naquele dia, em sua casa, você não parecia tão incomodado em transar comigo. Por que mudou de ideia agora hein?

- Bem, antes eu não sabia que você tinha namorada. – Dei de ombros, imitando sua pose.

- Ah, e isso importa? – Ele perguntou sarcasticamente. – Mal me conhecia e já foi pra cama comigo, mas não quer mais porque eu tenho namorada?

Ouch, aquilo ofendeu. Assim mais parecia que eu era uma puta ou algo assim.

- Bom, eu posso até ter ido pra cama com você sem saber que você tinha uma namorada, mas é por isso mesmo que eu não quero. Não teria problema algum se você fosse solteiro, mas "entrar" em uma relação assim não é meu tipo. – Arqueei uma sobrancelha. – Não sou de relacionamentos, mas não quer dizer que eu não me importe com os outros que têm. Se você está com ela, provavelmente a ama. Então você deveria ter seus olhos apenas nela, e não em alguém que você nem conhece direito.

- Ah, então é isso. – Ele balançou a cabeça. – Bem, que se foda. – Olhou para baixo, e eu acompanhei seu olhar, vendo que ele estava duro. Ele suspirou pesadamente. – Vejo que terei que cuidar disso. – E subiu sua cabeça, com aquele sorriso de lado já estampado em seu rosto.

Deitei-me antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, cobrindo-me até a cabeça e fechando os olhos. O que eu falei para ele era verdade. Por mais que eu saísse com um bando de gente e não me relacionasse com elas mais profundamente, eu tinha princípios também. Não gostava de ser "o outro", ou seja lá qual nome clichê eles dão para isso.

Então eu ouvi Potter ofegar. Ouvi sua cama balançar e ele gemer baixinho. Merda, será que ele não podia fazer aquilo em outro lugar?

Retirei a coberta alguns centímetros e passei a observá-lo. Errado? Sim. Mas eu ligava? Não. Ele ligava? Bem, ele estava mais entretido com sua brincadeira. Harry era delicioso, ainda mais com aquela expressão de prazer, movimentando cada vez mais rápido e com uma das mãos em seu mamilo direito. Senti meu pênis ficar duro. Que droga.

Tentei fazer o mínimo de barulho possível, esfregando meu quadril na cama e contendo meus gemidos. Maldito Potter com sua maldita beleza. Malditos hormônios. Maldito sentimento – seja lá qual for – que eu estava tendo por aquele moreno.

À medida que ele aumentava seu ritmo com as mãos, eu me esfregava ainda mais no colchão.

Com um gemido alto, Harry gozou e não demorou para que eu fizesse o mesmo. Então ele olhou diretamente para mim. Uh-oh. O moreno sorriu de lado e me mandou um beijo. Me escondi na coberta novamente, totalmente embaraçado.

Mal podia esperar para que o dia seguinte começasse, e que eu não tivesse que ficar olhando aquele ser maravilhosamente gostoso.

Eu odiava os olhos de Potter, ah sim.


Oooi :3 acho que eu nem demorei tanto assim né? *-* aawn, estou tão feliz que vocês estão gostando da fic! ela veio num puf e eu estou mesmo gostando de escrevê-la :)

ah, qualquer erro aí é meu, porque eu revisei, mas não tenho certeza se tá tudo certinho, rs.' *morre*

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