Coisas que eu odeio em você
Disclaimer: Não, Harry Potter e seus personagens não me pertencem, é. u.u'
Avisos: 1. Esse capítulo é um especial, ou pelo menos é assim que eu o vejo, já que não é o Draco que narra, e sim o Harry.
2. Um capítulo do POV de Harry foi ideia da Lady T., que eu simplesmente achei interessante e gostei muito. :D
3. Eu realmente sou grata ao Mario (sem piadinhas, rç' *shot*), porque se ele não tivesse me passado aquelas músicas eu não teria tanta inspiração. Além do mais, o garoto teve que suportar todos os meus mimimi's da vida enquanto tentava sair do bloqueio. D:
4. Sem mais enrolação, vamos à fic. u.u
Especial: O lado de Harry.
.
Eu gostava de me sentar perto do lago da escola, ficando encostado em alguma árvore que havia por ali. O lugar era bem quieto normalmente, exceto quando alguns alunos mais novos passavam por ali, gritando e rindo enquanto brincavam. O cenário todo me dava certa paz, deixando-me pensar mais claramente sobre os assuntos recentes.
As coisas entre eu e Draco. E tudo mais que estava acontecendo.
Isso estava me deixando louco. Eu sabia que Draco não iria ceder, de jeito nenhum, a não ser que eu terminasse com Ginny. O que, por ele, eu faria nesse instante.
Não é que eu não me importe com Ginny, porque eu me importo. Ela é a irmã mais nova do meu melhor amigo, afinal. O problema é que eu não estou – nem nunca estive – apaixonado por ela. Afinal, eu só aceitei namorá-la – sim, foi ela que me pediu em namoro, depois de tanto enrolar, mas foi ela – porque eu achei que nunca mais encontraria aquele maldito loiro.
Sim, eu já havia me encontrado com Draco antes daquela festa. Isso aconteceu quando meus pais ainda estavam vivos e estávamos no topo da alta sociedade, por assim dizer. Eu ainda me lembro do dia em que nos vimos.
Quero dizer, a primeira vez que eu o vi. Porque ele, com toda certeza, não me viu. Ele estava ocupado demais brincando com Blaise para me notar. A primeira vez que vi Draco Malfoy foi quando tínhamos doze anos, e eu logo vi que era especial – pelo menos ao meu ver. Mas na época eu era tímido demais para ir até ele e apresentar-me. Então eu apenas fiquei sentado ao lado dos meus pais; observando o loiro correr sem, nem por um minuto, perder sua pose graciosa. Fiquei observando o quão magnífico seu cabelo ficava ao vento.
Deus, eu tinha me apaixonado por Draco naquele dia sem nem tomar consciência daquilo.
E quando ele caiu e machucou-se, tudo o que eu queria era ir até lá e cuidar dele. Mas eu fiquei quieto e um tanto tenso, esperando realmente que ele fosse ficar bem. Obviamente ele iria ficar bem, fora só um arranhão, mas quem disse que na época eu ligava para isso?
O loiro provavelmente não havia me notado naquele dia, porque não pareceu reconhecer-me quando nos reencontramos na festa que houve em sua casa. E eu realmente não sabia se ficava feliz ou triste por isso, sério. Por mais que eu seja um bastardo por ter traído Ginny, eu não me senti um enquanto estava com Draco, e só um bom tempo depois – quando eu a vi, dois dias depois do ocorrido – é que eu me senti um pouco mal. Como eu disse, ela era a irmã do meu melhor amigo, e é claro que eu me importava com ela, e bastante. Ela pode fingir ser o quão forte que ela quiser, mas eu sei que por dentro ela é frágil, e qualquer coisa ruim – por mais insignificante que fosse – a quebraria. E, por mais que eu fale que terminaria com ela, eu ainda ficaria um pouco receoso, com medo de machucá-la.
É, sou um covarde. Processem-me.
Só que nada disso parecia importar, quando Draco estava no meio. Eu até me esquecia que tinha uma namorada, sério. Quero dizer, até ele fazer questão de me lembrar. Porque, sério, se ele não me lembrasse disso cada maldito minuto, nada estaria errado para mim. E isso me deixava simplesmente irritado, e a partir do momento que ele me lembrava de Ginny, eu ficava assim. Mas não irritado com ele, e sim comigo mesmo. Irritado por estar traindo – ou quase traindo – Ginny, irritado por ainda ter algo que nos atrapalhava, irritado por não fazer merda nenhuma pra mudar essa situação.
Ele tinha esse... poder sobre mim. Só podia ser isso, era a única resposta.
Draco era o total oposto de Ginny. Draco era loiro, tinha olhos hipnotizantes, seu cabelo era perfeito, seu modo de falar me deixava de pernas bambas, meus olhos pareciam sempre cair em seus lábios – e que lábios –, tudo nele era perfeito. Não era de se admirar que eu acabasse me esquecendo de Ginny.
Aliás, não havia comparação entre Draco e Ginny. A ruiva que me desculpe, mas Draco era simplesmente perfeito.
Okay, me desculpe por estar sendo meloso, mas eu acho que esse é outro efeito que acontece quando é algo relacionado a Draco.
Meus pensamentos foram interrompidos quando senti um peso em minhas costas e um beijo estalado em minha bochecha. Era Ginny. Suspirei, e ela definitivamente deve ter pensado que foi um suspiro de contentamento, mas na verdade foi um suspiro triste. Nunca que seria Draco a pessoa que faria isso. Infelizmente.
- No que estava pensando, amor? – Ela saiu de minhas costas e sentou-se ao meu lado. E eu me sinto um pouco mal por estar pensando que poderia ser Draco quem estaria sentado aqui, comigo. Ou que eu poderia estar em algum outro lugar. Com Draco.
- Nada em especial, por quê? – Sorri, e aposto que pareceu um pouco forçado. Não que ela fosse notar. Ginny nunca notava algo desse tipo em mim, ela sempre via as coisas boas que, segundo ela, existiam em mim.
Não que eu concordasse que eu tinha qualidades boas. Duvido muito que eu tenha, mas não é como se eu pudesse discordar dela. Não gosto de vê-la zangada, ou triste. Provavelmente ela ficaria um pouco dos dois, caso eu a contestasse.
Ficamos em silêncio por um bom tempo. Provavelmente ela estava achando isso bom, que era um silêncio em que nenhum precisava se preocupar com nada nem ninguém, um silêncio de quem está curtindo a companhia um do outro. O que não era verdade, já que eu estaria curtindo muito mais a companhia de Draco do que de Ginny.
Ela é legal.
Mas ela não é o Draco.
- Hey, onde é que você vai? – Ela perguntou quando me viu de pé.
- Erm... Tenho muita tarefa pra fazer, desculpa. – Beijei sua testa e saí dali, sem nem querer saber se ela estava preocupada, zangada, triste ou sei lá o que.
Eu simplesmente não conseguia mais ficar perto dela por muito tempo sem começar a pensar em Draco. O que me deixava meio mal. Por ela, quero dizer. Pode não parecer, mas eu me importo com os sentimentos de outras pessoas – mesmo que não sejam os sentimentos de Draco.
Não sabia por onde eu estava vagando, só sei que quando me dei conta que estava na frente do meu quarto. Abri a porta vagarosamente, e eu não sabia o porquê de ter feito isso. O quarto também era de Draco, mas não significava que eu tinha que entrar como se não fosse bem-vindo.
A cena que me deparei fez meu coração palpitar um pouco mais forte.
Draco estava dormindo, sua cabeça apoiada na mesa onde ele normalmente fazia suas tarefas. Seu cabelo estava um pouco desalinhado, provavelmente porque mexeu muito com sua cabeça enquanto dormia, mas ainda sim ele estava lindo.
E eu parecia um idiota ali, parado perto da porta, encarando o loiro dormir. Fechei a porta e me aproximei de Draco, refletindo se eu iria acariciar seu cabelo – o que me parecia bem tentador, sério. Mas tinha medo de acordá-lo, e ele ficar bravo comigo, se já não estivesse. A tentação foi mais forte – sempre era –, e comecei a acariciar seu cabelo, aproveitando o momento. Draco moveu a cabeça, fazendo com que eu pudesse olhar seu rosto, e ele estava sorrindo. Continuei a passar minha mão em seu cabelo, tendo o maior cuidado para não acordá-lo, e ele suspirou em aprovação do meu gesto.
Um sorriso brotou em minha face, quase como um reflexo por ele ter sorrido – mesmo que fosse inconscientemente.
Então ele abriu os olhos lentamente. E viu que eu era a pessoa a estar acariciando seu cabelo – talvez fosse esse o motivo por ele ter se afastado tão rapidamente, e por isso eu fingi não ficar insultado (e um pouco triste) com sua reação.
- Por que diabos você estava fazendo isso, Potter? – Draco perguntou, e eu vi um brilho de irritação em seus olhos, misturado com curiosidade. Ele parecia um animal assustado e mesmo assim fofinho. Segurei o riso e respondi:
- Porque sim. Porque eu gosto do seu cabelo. – Aproximei-me do loiro, que já havia se levantado. – Porque seu cabelo é macio. Porque ele é bonito. – Continuei andando em sua direção, enquanto o loiro afastava-se cada vez mais. Quero dizer, ele continuou se afastando até bater na sua cama e cair sentado, e eu me aproveitei disso para prendê-lo ali mesmo. – Porque ele simplesmente é seu. E você é simplesmente tentador. – Deitei-o, sem perder tempo para acomodar-me melhor em cima dele. – E, mesmo você negando... – Aproximei-me de sua orelha. – Você é meu.
Ele riu.
- Em seus sonhos que sou seu, Potter. – Sorri maliciosamente, nos ajeitando melhor na cama. Mordisquei seu lóbulo, sorrindo ao ouvi-lo ofegar.
- Mais cedo ou mais tarde você vai ver que você é meu. – Minha mão já estava passeando por sua barriga, debaixo de sua camisa. – E, acredite: o mais cedo que você perceber, melhor.
Antes que Draco pudesse responder, ataquei seus lábios, não demorando muito para o loiro me corresponder. Sorri entre o beijo – onde é que foi parar aquele papo todo de não querer nada comigo por ter uma namorada?
É, talvez fosse cedo demais para comemorar.
Draco me empurrou, interrompendo o beijo e me fazendo cair da cama. Conseqüentemente, minhas costas doeram. O loiro sentou-se novamente, me olhando raivosamente enquanto passava a mão na boca. Ele também estava vermelho, o que me fez sorrir de lado. Draco levantou-se e passou por mim, encostando-se na porta e segurando a maçaneta.
- Eu não sei qual é o seu problema Potter, mas eu acho que você deveria dar mais atenção à sua namorada do que a mim.
Com isso, ele saiu do quarto, batendo a porta o mais forte possível.
O que não ajudou nem um pouco com o meu peso na consciência.
Que estava aumentando a cada segundo, com certeza.
.
Era noite. Estava frio. Estava chovendo. O aquecedor estava quebrado.
Em outras palavras, o quarto poderia se passar por um frigorífico se colocasse carne ali.
Tá, isso foi meio dramático.
O que não quer dizer que não estava frio pra caralho.
- Hey, Draco. – Meus dentes batiam fortemente, e eu mal conseguia falar algo sem me incomodar com os mesmos. O loiro estava na mesma condição que a minha.
- O quê? – Ele olhou para mim, e uma ideia me veio em mente.
- Posso dormir aí com você? – Ele me olhou incredulamente, e logo tratei de completar a frase. – Sem segundas intenções. É que tá muito frio, e eu pensei que nós pudéssemos nos esquentar...
O loiro rodou os olhos, mas pareceu considerar a ideia. Em poucos minutos ele estava movendo-se para o lado, um convite mudo para eu entrar debaixo da coberta. O que não demorou muito para eu fazer, saindo de minha própria cama para correr até a dele. Não cheguei muito perto, primeiramente. Draco havia se virado e estava de costas para mim.
- Talvez, se ficássemos abraçados, a gente fique com menos frio. – Comentei casualmente, contendo um sorriso ao notar a reação do loiro.
- Contente-se por estar na mesma cama que eu estou, Quatro-olhos. – Eu rodei os olhos, sorrindo.
- Então tá, eu vou esperar você dormir, assim eu posso, não só te abraçar, mas também me aproveitar de você. O que acha? – Draco olhou rapidamente para meu rosto, para checar se eu estava brincando ou não, e eu fiz o máximo para parecer sério. Não que eu já não tivesse considerado isso, mas não seria muito legal com Draco.
- Okay, você venceu. – Suspirou pesadamente, virando-se e aconchegando-se mais em mim. Suspirei em contentamento, descansando minha cabeça no topo da sua e envolvendo meus braços em sua cintura. Draco entrelaçou seus braços em volta de mim timidamente. Ficamos assim, abraçados e em silêncio, por alguns minutos.
- Sabe, poderíamos ficar com menos frio se ficássemos nus. – Draco bateu em minhas costas levemente.
- Cale a boca e vai dormir. – Ele bufou e eu ri, apertando ainda mais meus braços em volta de sua cintura, trazendo-o para mais perto.
- Bem, pelo menos valeu a tentativa. – Dei de ombros e beijei o topo de sua cabeça, sem ouvir reclamação alguma de Draco. Olhei para baixo e vi que o mesmo já estava dormindo, e tratei de fazer o mesmo.
E dormimos assim. Juntos.
OOOLÁ.! :D q
Me desculpem por ter demorado a postar, sério D: é que eu tive um bloqueio e não conseguia escrever nada. Absolutamente nada. Tudo que eu escrevia saía um lixo e, bem, eu não queria um capítulo lixo. Se bem que eu não gostei muito desse capítulo, sério. Eu escrevi, reescrevi, escrevi novamente, até dizer chega. Eu realmente gosto dessa fic, gosto de escrevê-la e fico feliz ao ver que vocês gostam, por isso não queria fazer nada ruim. Espero que me desculpem por ter demorado tanto para atualizar, que esse capítulo não tenha sido tão grande e, principalmente, por ele não estar lá aquela maravilha. D:
Tentarei não demorar tanto assim pra atualizar novamente, é.
Reviews? :) *shot*
