Capítulo 3: O Amor Vence Tudo
No dia seguinte, a Slayra foi trabalhar, mas estava muito pensativa.
Chicão: Passa-se alguma coisa Slayra?
Slayra: Não tio, não se passa nada. - respondeu ela, mecanicamente.
Enquanto isso, o André estava a preparar-se para ir trabalhar, mas não conseguia tirar da cabeça a ideia de não saber onde a Daphne tinha dormido. Ela não lhe atendia os telefonemas.
André (pensando): É tudo culpa da Slayra!
Na mansão Noronha, a Estrelícia, o Miguel e o Leandro tomavam o pequeno-almoço. A Natalina tinha ido para o seu anexo e não estava presente. O Leandro não conseguia deixar de pensar no que tinha visto na noite anterior e a Estrelícia andava muito corada.
Miguel: Vocês estão muito calados hoje.
Leandro: Hum... eu não tenho muito para dizer.
Estrelícia: Nem eu.
Miguel: Ok, se vocês não têm mesmo nada para dizer... mas estão estranhos.
Enquanto isso, a Daphne saiu do hotel onde tinha ficado nessa noite. Ainda estava muito magoada com o que tinha acontecido. Mas estava decidida a resolver tudo.
A Estrelícia e o Leandro dirigiram-se à fábrica de perfumes.
Leandro: Bom, vou para o meu escritório. Se precisar de alguma coisa, avise.
Estrelícia: Claro.
A Estrelícia dirigiu-se ao seu laboratório.
Estrelícia: Bom, vamos lá ver se eu consigo fazer alguma coisa.
Ela começou a pôr os ingredientes para criar uma nova essência e ao fim de algum tempo…
Estrelícia: Já está! Bom, deixa ver como cheira.
Ela cheirou a essência e até os seus cabelos se arrepiaram.
Estrelícia: Que horror! Devo ter-me enganado em qualquer coisa. – disse ela, abalada. – Tenho de melhor e fazer alguma coisa depressa, antes que o Leando e a Natalina me caiam em cima.
Enquanto isso, a Natalina estava no seu anexo, fazendo festas no seu cão Fifiu.
Natalina: Fifiu, meu querido, é o único que me compreende. – disse ela. – Este mundo está cheio de pessoas oportunistas, que querem ser tão boas como nós, os ricos, lindos e famosos. Mas eu não vou deixar que uma freira maluca e uma psicopata me afastem da minha família. Hei-de afastá-las!
Nesse momento, ela ouviu o som de loiça a quebrar.
Natalina: Alfredo! O que foi isto?
Um mordomo de meia-idade, de cabelos brancos e meio calvo, com cara de tartaruga e sanidade questionável apareceu rapidamente.
Alfredo: Peço desculpa Mademoiselle, mas quebrei um prato.
Natalina: ¬¬ Você só faz asneiras! Nem sei porque é que ainda o tenho como mordomo.
Alfredo: Porque me paga só dez porcento do salário normal de um mordomo.
Natalina: Ah, pois, é verdade. – disse ela, pensativa. – Está bem. Veja lá se não parte mais nada.
O dia passou-se rapidamente. Às sete da tarde, o André chegou ao apartamento e encontrou a Daphne à porta.
André: Daphne!
Daphne: Como não tenho a minha chave, não pude entrar. - disse ela, friamente. - Abre a porta que eu quero levar todas as minhas coisas daqui para fora.
André: Mas Daphne, tens de me deixar explicar o que aconteceu. - pediu ele.
Daphne: Estavas a trair-me com a Slayra! Eu vi muito bem!
André: Foi ela que se atirou a mim.
Daphne: Ai sim? E entrou no nosso apartamento como? Atravessou a parede, foi?
André: Ela deve ter-te roubado as chaves e entrou sem eu ver.
Daphne: Chega André! Abre a porta que eu quero tirar as minhas coisas e acabou a conversa!
Sem mais o que dizer, o André abriu a porta, a Daphne fez as malas e foi-se embora. Quando a porta se fechou, o André sentiu um vazio enorme. Entretanto, o Xander, o namorado da Estrelícia, ficou a saber do que se tinha passado.
Xandrer (pensando): Ora então a Daphne já não está com o André... bom, ela tem muito dinheiro... sim, vou conquistá-la e roubar-lhe o dinheiro todo!
No dia seguinte, o Miguel foi ao parque tirar umas fotografias, mas quando ia voltar para casa, sentiu cede e pediu ao Clóvis para parar o carro ao pé de um café, que era nem mais nem menos que o Café Estrelícia.
O Miguel entrou no café, enquanto o Clóvis ficava no carro. O Miguel sentou-se numa das mesas e a Slayra foi atendê-lo.
Slayra: O que deseja beber ou comer?
Miguel: Quero uma garrafa de água com gás e já agora, pode ser uma sandes mista também.
Slayra: Claro, trago-a já.
O Miguel, por causa do seu hobby de fotografia, tinha a mania de observar tudo e todos e ficou a observar a Slayra, pensando que a maneira como ela trabalhava demonstrava uma tristeza escondida. Quando ela lhe veio trazer a água e a sandes, aproveitou para falar com ela.
Miguel: Peço desculpa de me estar a intrometer, mas você parece-me muito triste.
Slayra: Eu? N-não. Deve ser impressão sua.
Miguel: Acho que não estou enganado. Tem cara de quem está triste.
Slayra: Tudo bem. É verdade, não estou muito feliz. Mas você não tem nada a ver com isso. - disse ela, aborrecida.
Miguel: De certeza que são problemas amorosos.
Slayra: Pronto, que chato! São problemas amorosos, mas não lhe digo mais nada.
Miguel: Tudo bem, você é que sabe.
A Slayra afastou-se, ficando aborrecida com aquele cliente chato. Pouco depois, o Miguel pagou e foi-se embora.
No dia seguinte, a Slayra andava muito aborrecida. Tinha tentado falar com o André, mas ele não queria conversas com ela. Para piorar a situação, a notícia do que tinha acontecido tinha-se espalhado e a Slayra e o seu tio Chicão tinham tido uma grande discussão.
Slayra (pensando): Bolas... não era assim que eu queria que as coisas se tivessem passado... eu queria que o André gostasse de mim...
Algum tempo depois, o Miguel voltou a entrar no café. Desta vez vinha acompanhado pela Aki. Vendo novamente aquele cliente chato, a Slayra tentou ficar o mais afastada possível dele. O Chicão foi atender o Miguel.
Chicão: Então, o que deseja comer ou beber?
Miguel: Eu quero um café e uma sandes mista, se faz favor.
Aki: Eu quero só um café.
O Chicão foi buscar o que o Miguel e a Aki pediram. Quando ele voltou, o Miguel fez logo uma pergunta.
Miguel: Peço desculpa, mas aquela sua empregada, anda muito triste, não anda?
Chicão: Ah, a Slayra é minha sobrinha. - disse ele. - Anda triste, mas deve ser de vergonha!
Miguel: Porque é que diz isso?
Chicão: Andou a tentar seduzir um rapaz que já namorava e agora ele e a namorada separaram-se por causa dela. - disse ele, zangado. - Nunca pensei que ela fosse assim. Com licença.
O Chicão afastou-se e o Miguel ficou pensativo.
Aki: Bem, este bairro parece bastante animado. – disse ela. – Sabes, até acho que um amigo meu, o André, vive aqui com a namorada… mas já não os vejo há mais de um ano. Perdemos um pouco o contacto.
Pouco depois, a Slayra foi atender outros clientes e passou perto da mesa do Miguel e da Aki. O Miguel chamou-a.
Slayra: O que quer? - perguntou ela, bruscamente.
Miguel: Será que podemos falar?
Slayra: Eu estou a trabalhar, caso não tenha reparado. - respondeu ela.
Miguel: Está bem. A que horas é que sai?
A Slayra foi apanhada de surpresa.
Slayra: O café fecha muito tarde. Só lá pela meia-noite.
Miguel: Ok. Então eu volto cá à meia-noite. - disse ele, pousando na mesa o dinheiro para pagar a conta e indo embora. A Aki foi atrás dele.
Slayra (pensando): O rapaz é parvo...
Fora do café, a Aki olhou para o Miguel.
Aki: O que foi aquilo?
Miguel: Sinto um grande interesse por esta rapariga. O que é que ela terá feito concretamente?
Aki: Já sabemos. Ela tentou seduzir um rapaz que já namorava. – respondeu ela.
Miguel: Sim, mas há algo mais. Eu quero saber.
Aki: Realmente, tu tens um feitio especial, Miguel. – disse ela, rindo-se. – Olha lá, estás interessado nela ou quê?
Miguel: Interessado de maneira amorosa? É isso que estás a perguntar?
Aki: Sim.
Miguel: Não, não sinto nada desse tipo por ela. – disse ele.
Aki: Mas vais cá voltar à meia-noite?
Miguel: Claro que sim.
Enquanto isso, o Xander já estava a montar um plano para conseguir roubar o dinheiro da Daphne. A primeira coisa que fez foi telefonar-lhe.
Xander: Olá Daphne, é o Xander.
Daphne: Ah, olá Xander...
Xander: Soube do que se passou entre ti e o André. Como estás?
Daphne: E-eu vou recuperar. - respondeu ela.
Xander: Não queres vir cá esta noite a minha casa? Podíamos conversar.
Daphne: Esta noite não dá.
Xander: E que tal amanhã?
Daphne: Está bem, amanhã pode ser.
Xander: Óptimo. Então fica combinado para amanhã.
Passaram-se as horas e chegou a meia-noite, hora de fechar o café. A Slayra não estava à espera que o Miguel fosse suficientemente maluco para aparecer àquelas horas, mas o facto é que apareceu.
Slayra: Mas porque é que quer falar comigo?
Miguel: Acho que podemos trocar umas ideias.
Chicão: Slayra, fechas tu o café. - disse ele.
Slayra: Está bem tio.
O Chicão foi-se embora e a Slayra fechou a porta do café, deixando-a a ela e ao Miguel sozinhos.
Miguel: Bom, soube do que se passou consigo, por teres tentado roubar o namorado a outra pessoa.
Slayra: Não foi bem assim! Quer dizer... eu gosto mesmo dele!
Miguel: Tudo bem. Mas destruiu uma relação, não foi?
Slayra: É verdade, mas a minha intenção não era terminar o namoro deles por não gostar de os ver juntos. Eu até gosto bastante da Daphne, a namorada do André, que é de quem eu gosto... mas eu amo-o!
Miguel: E ele gosta de si?
Slayra: E-eu... acho que não.
Ao dar esta resposta, a Slayra apercebeu-se de que realmente, o André estava longe de gostar dela. Aliás, devia estar a odiá-la.
Miguel: E ele gosta da namorada?
Slayra: Sim. Eles adoram-se.
Miguel: Então não os devia ter separado. Até aposto que houve algum mal entendido pelo meio.
Slayra: Pronto, é verdade! Eu roubei a chave de casa deles e fui lá quando estava lá sozinho o André e beijei-o. Mas a Daphne apareceu e pensou que a tínhamos traído os dois.
Miguel: Desculpe lá, mas você não pode deixar as coisas assim. O pobre rapaz está a sofrer injustamente. E a tal Daphne também.
Slayra: E o que é que você tem a ver com isso? - perguntou ela, furiosa.
Miguel: Nada. Mas temos de ver que a nossa felicidade é importante, mas a felicidade dos outros também é. Se já não tem mesmo hipóteses com o tal André, porque é que há-de deixar as coisas assim? A culpa deles estarem separados é sua!
A Slayra foi-se abaixo com essas palavras.
Slayra: Eu sei. Mas que posso fazer? Eles odeiam-me agora...
Miguel: Tente redimir-se. Vai ter de aguentar tudo e, se eles voltarem a estar juntos, não os pode perturbar mais. - disse ele. - Sabe, eu gosto muito de uma pessoa... da qual eu não posso gostar. Ela é a noiva do meu irmão e eu estou perdidamente apaixonado por ela. Mas não posso fazer com que o meu irmão sofra. Não quero ser feliz à custa da felicidade dos outros.
A Slayra, finalmente, percebeu.
Slayra: Obrigada. Eu... eu vou tentar remediar o mal que fiz.
Miguel: Bom, então até à próxima. - disse ele, indo embora.
Slayra: Espere! Nem sei o seu nome!
Miguel: Chamo-me Miguel de Noronha.
E depois, ele foi-se embora.
No dia seguinte, a Slayra estava a trabalhar no café e o Xander apareceu para falar com ela.
Xander: Então, soube o que se passou entre ti e o André. - disse ele.
Slayra: Não quero falar disso. - disse ela.
Xander: Percebo que não queiras falar, mas eu vou falar contigo na mesma. Se tu estás mesmo interessada no André, força, vai em frente.
Slayra: A que propósito vem isso?
Xander: Ora, o André e a Daphne estão separados.
Slayra: Não acredito que fiquem separados por muito tempo. - disse ela.
Xander: Oh, isso pensas tu. Eu vou conquistar a Daphne e tu podes ficar com o André.
Slayra: Tu vais conquistar a Daphne? Mas tu és o namorado da Estrelícia!
Xander: Ora, ela agora é uma fugitiva da polícia. Já não quero nada com ela. - disse ele. - Vou apostar tudo na Daphne.
E logo a seguir, foi-se embora. A Slayra ficou surpresa com o que se tinha passado, mas as surpresas ainda não tinham acabado. À hora do almoço, o Chicão decidiu ter uma conversa séria com a Slayra.
Chicão: Slayra, tu sabes que estes últimos dias têm sido muito difíceis, com a fuga da Estrelícia e agora, tu envolves-te com um rapaz que namora e estragas um relacionamento.
Slayra: Eu fiz isso porque gosto do André.
Chicão: Não quero saber, Slayra. Estou muito desapontado contigo. Vieste para aqui viver e trabalhar e recebi-te de braços abertos e depois fazes uma coisa destas? Slayra, quero que te vás embora. – disse ele, de forma firme.
Slayra: O quê? Embora?
Chicão: Sim, volta para casa dos teus pais. Não te quero mais aqui.
Slayra: Mas... mas o tio precisa de ajuda no café. Ao menos deixe-me ficar por isso.
Chicão: Eu arranjo-me muito bem sozinho. - disse ele, de modo frio.
Slayra: Tudo bem, se é isso que quer, eu vou-me embora hoje à noite.
Chicão: Óptimo.
Slayra: Mas se não conseguir ficar sozinho a tomar conta do café, não diga que não o avisei. - disse ela, afastando-se.
Na mansão Noronha, o Miguel tinha ligado à Aki e contado tudo o que tinha conversado com a Slayra.
Aki: Estou a ver. Bom, não te devias ter metido na vida dela… mas…
Miguel: Mas ela agradeceu-me, por isso, até foi bom.
Aki: E então o André e a Daphne foram separados por essa rapariga. Tenho de ver se lhes ligo.
A Aki bem tentou ligar à Daphne, mas ela não atendeu e o André não estava em casa. Como a Aki não tinha o número do telemóvel do André, acabou por desistir.
Passaram-se duas horas. A Slayra estava bastante triste com tudo o que se estava a passar. A conversa que tinha tido com o Miguel no dia anterior, ecoava na cabeça dela. Se ela se ia embora, não ia deixar as coisas como estavam. A culpa do André e da Daphne estarem separados era dela, por isso a Slayra iria remediar as coisas.
Às sete da noite, a Slayra decidiu que estava na hora de agir.
Chicão: Slayra, onde vais? Ainda não fechámos o café!
Slayra: Ora, não disse que conseguia tomar conta do café sozinho? Pois bem, tome! - disse ela e saiu dali.
Ela pegou no telefone e ligou à Daphne, mas é claro que ela não atendeu. Decidiu telefonar ao Xander.
Slayra: Estou, Xander? Desculpa lá, tu sabes da Daphne?
Xander: De momento não. Mas temos um jantar marcado aqui em minha casa dentro de meia hora, porquê?
Slayra: Ah, era só para saber. - disfarçou ela, porque não iria revelar o que queria fazer ao Xander.
Xander: Sabes Slayra, estás a ser muito vaga. Não interessa. Quando a Daphne vier esta noite até minha casa, não a vou deixar sair sem ela ser minha. Podes ter a certeza.
A Slayra desligou a chamada, alarmada. Será que o Xander estava a falar a sério? De qualquer maneira, precisava de se apressar. Ela chegou rapidamente ao apartamento do André e bateu à porta. O André veio abrir e foi a olhar para a Slayra, aborrecido.
André: O que queres daqui?
Slayra: André, eu sei que me deves odiar, mas eu vim pedir desculpas. - disse ela. - Eu sei que fiz tudo mal, mas eu gosto mesmo de ti! Mas... já vi que, de qualquer maneira, tu nunca vais gostar de mim.
André: Só agora percebeste isso?
Slayra: Eu sei que é tudo culpa minha, mas perdoa-me André, por favor. - pediu ela. - Eu sei que a Daphne está a pensar que nós temos um caso, mas eu vou esclarecer tudo.
André: Acho bem. Não fazes mais do que a tua obrigação.
Slayra: Amanhã, eu já não vou estar desta cidade, por isso, hoje vou resolver tudo. - disse ela. - Ah, preciso que saibas que o Xander... bom, ele quer conquistar a Daphne.
André: O Xander? O namorado da Estrelícia?
Slayra: Sim. Ele disse-me que agora que vocês estavam separados, iria conquistar com a Daphne. - disse ela. - E ao que parece eles vão jantar juntos hoje em casa dele e ele quer conquistá-la hoje.
André: O quê? Nem pensar! Vamos até à casa dele!
Nesse momento, a Daphne e o Xander estavam a jantar na casa dele.
Daphne: A comida está muito boa. Foste tu que fizeste?
Xander: Claro. - respondeu ele, mas era mentira. Ele tinha encomendado a comida.
Daphne: Então, és bom cozinheiro.
Xander: Daphne, diz-me, como estão as coisas com o André?
Daphne: Mal, é claro. – respondeu ela, abatida.
Xander: Ainda gostas dele?
Daphne: Claro que sim. Os sentimentos não desaparecem assim sem mais nem menos.
Xander: Mas devias seguir em frente.
Daphne: Por muito tempo, não quero ter namorado nenhum.
Xander: De certeza?
Daphne: Absoluta.
Xander (pensando): Bolas! Bom, se ela não quer namorar, não tenho hipóteses de a pedir em namoro agora. Mas... hum... com uma drogazinha na bebida e uma noite de prazer, pelo menos para mim... pode ser que ela mude de ideias ou, pelo menos, eu vou divertir-me.
Nesse momento, o telemóvel da Daphne tocou e ela foi ver quem era. O Xander aproveitou, tirou um pequeno saquinho com um pó branco do bolso e despejou o conteúdo no copo da Daphne. O pó dissolveu-se no sumo que ela estava a beber. Pouco depois, a Daphne sentou-se novamente à mesa.
Daphne: Era o André. Não atendi.
Xander: Fazes bem. Vá, vamos brindar a uma nova vida para ti.
Daphne: Sim. - disse ela.
Eles fizeram o brinde e a Daphne bebeu todo o seu sumo. Nessa altura, o André e a Slayra estavam à porta do prédio do Xander.
André: Vamos lá! - disse ele.
Os dois entraram no elevador e começaram a subir até ao terceiro andar, o andar do apartamento do Xander. Só que, quando iam a passar entre o primeiro e segundo piso, o elevador parou.
André: Huh? Parou!
Slayra: Este elevador anda sempre com problemas! Que má altura para parar agora!
André: Slayra, temos de sair daqui!
Slayra: Calma. Olha, aperta aí o botão de emergência que pode ser que alguém apareça.
Mas ninguém apareceu. Dez minutos depois, o André e a Slayra estavam a ver que não conseguiam sair dali.
André: E agora?
Slayra: Bolas! Estúpido elevador! - gritou ela e deu um pontapé na porta do elevador. No momento, seguinte, ele começou a funcionar. - Huh? Olha, já está!
André: Ainda bem.
Eles chegaram ao terceiro piso e bateram à porta do apartamento do Xander, mas ninguém veio abrir a porta.
André: Tens a certeza de que eles iam jantar aqui em casa?
Slayra: Sim.
André: Hunf, então aqui vai!
Ele tomou balanço e foi contra a porta, arrombando-a. Eles entraram no apartamento e verificaram que a Daphne e o Xander não estavam nem na sala, nem na cozinha. Depois, eles correram para o quarto e viram o Xander e a Daphne na cama do Xander.
André: Daphne!
O Xander virou-se e encarou o André e a Slayra.
Xander: O que fazem aqui? Fora do meu apartamento!
André: Daphne, como pudeste? - gritou ele, zangado, aproximando-se da Daphne.
Mas quando chegou perto dela, viu que ela estava desmaiada.
André: O que é que lhe fizeste?
Xander: Não é da tua conta! Fora daqui!
Slayra: Ela... está nua na cama... e desmaiada... e tu estavas... Xander! Estavas a abusar dela! - gritou ela, horrorizada. - Vou ligar à polícia!
Ela pegou no telemóvel, mas o Xander tentou impedi-la. O André entrepôs-se entre ambos e agarrou o Xander.
André: Tu ficas quieto!
Xander: Larga-me!
Os dois começaram a lutar, enquanto a Slayra falava com a polícia. O Xander acabou por ser empurrado pelo André, caiu no chão, bateu com a cabeça e desmaiou. Quando a polícia chegou, levou o Xander para averiguações.
No dia seguinte, a Daphne acordou finalmente e não se lembrava de nada. Foi confirmada a violação e o Xander foi preso preventivamente até ao seu julgamento.
André: Daphne, estás bem?
Daphne: O que achas? - perguntou ela, duramente. - Foi violada! E tu traíste-me!
Slayra: Daphne, eu tenho de te contar a verdade...
E assim, a Slayra contou à Daphne a verdade toda e ela e o André fizeram as pazes. A Slayra saiu dali rapidamente, pegou na sua mala e foi-se embora da cidade.
André: Daphne, vamos fazer uma viagem.
Daphne: Uma viagem?
André: Sim. Aconteceu muita coisa. Precisas de descansar e não pensar em nada.
Daphne: E o julgamento do Xander?
André: Ainda vai demorar. Podemos fazer uma viagem, desde que não saiamos do país.
Daphne: Está bem. – concordou ela. - Amo-te André.
André: Eu também te amo.
Eles beijaram-se e no dia seguinte partiram numa viagem.
O André e a Daphne acabaram por se reconciliar, o Xander foi preso e a Slayra foi-se embora. Mas ainda há várias coisas para estas personagens fazerem nesta história. Fiquem atentos.
