"Eu desejo poder tocar seu rosto, acariciar seu rosto, meu amado. Oh, nossa! Você tem um convidado. Que linda garota ela é! Diga-me quanto a ama, eu irei matá-la e empacota-la."
Second Act
A Guerra já tomava andamento, Belarus não podia ficar ao lado de seu irmão por mais que quisesse, deveria ajudá-lo, e para isso preferiu vigiá-lo à distância. Observava cada passo, movimento, ação, fala, olhar e fotografava mentalmente tudo isso guardando em seu arquivo pessoal. "Queria poder tocar seu rosto, acariciar seu rosto, meu amado irmão.", dizia para si mesma em voz baixa enquanto espionava Rússia, até notar que ele esperava alguém, e quando viu quem era, um convidado, uma nação aliada, China, quem foi recebido com um grande sorriso por Rússia, começou a sentir algo inédito para ela, um sentimento de obsessão misturado a um ciúmes rancoroso. Seu irmão parecia muito feliz ao receber aquela nação, que Belarus poderia dizer estar sendo substituída pelo chinês no quesito amor. A neve em seu olhar começou a derreter com a chama que se acendia. "Ele não é bonito, irmão?" ironizou aparecendo atrás dele assim que China foi embora com uma aura maligna a envolvendo. Era a primeira vez que Rússia a via assim, já estava acostumado a sentir sua presença, ou mesmo tê-la agarrada a seu braço, mas nunca sentiu um arrepio como aquele, Belarus emanava um incrível instinto assassino. "Irmão, você o ama?"
- Waah Bela, o quê... – Rússia começou a se afastar quase chorando de medo. "Diga-me irmão, realmente o ama?" insistiu com um tom de voz mórbido, porém doce no timbre de voz feminino.
- Não se aproxime, eu... – "Então está me rejeitando, prefere ele a mim, mas não há problema." Respondeu deixando o local em seguida.
Belarus sempre levava consigo uma faca, se era China quem atrapalhava o relacionamento amoroso dos dois, então seria ele a desaparecer, porém assim que aproximou-se da casa dele, lembrou pelo bom senso que este era aliado, mas no mais profundo de seus sentimentos se tivesse a chance o apagaria.
