"Por que está chorando? O que há de errado? Ah, é isso? Eu irei carinhosamente segurar uma caixa de papelão a onde irei colocá-lo quando estiver morto."
Fourth Act
Toda a tensão já havia passado, Rússia perdera tendo que seguir o padrão de economia estabelecido por Estados Unidos, a união soviética se desfizera, e os países que faziam parte dela abandonaram o Rússia, menos um.
Ele estava como de costume conversando com Letônia, ou melhor, o importunando, quando Lituânia aproximou-se perguntando de Belarus.
- Rússia-san você sabe a onde a Bela-chan está? – perguntou inocentemente, Rússia logo deixou Letônia em paz empalidecendo.
- Be-Belarus!? E-ela estava aqui? – começou a olhar em sua volta desesperado, Lituânia não entendeu a sua reação, por acaso estaria chorando como o Letônia?
- Lituânia, eu a vi indo para a casa dos Estados Unidos. – respondeu a pequena nação que ainda não tinha ido embora.
- Obrigado, mas... O que ela foi fazer lá? – questionou-se, mas Rússia sabia muito bem, por essa causa foi direto para a casa do rival tentar impedi-la, mesmo com medo de encará-la.
Quando chegou foi exatamente como pensara, o instinto assassino da irmã a levara a procurar vingança pelo que Estados Unidos fizera a ele. Belarus estava parada em frente ao americano com duas facas, uma em cada mão, em seu escritório que por conta do horário encontrava-se escuro. "Eu não perdoarei, eu não perdoarei..." o lugar parecia ficar ainda mais escuro, Estados Unidos começou a sentir arrepios, a faca brilhava na escuridão seguida pelos passos da garota e o mantra vingativo que repetia.
- E-espera, você não é a irmã mais nova do Rússia? – gaguejou América recuando aos poucos. Porém Belarus estava tão concentrada em acabar com ele que nem respondeu e continuou a aproximar-se, cada vez mais, até que o encurralou, América caíra no chão paralisado pelo medo, a faca tão próxima, Belarus levantou-as no impulso de um ataque feroz, e com todo rancor que possuía atacou o americano. "Não perdoarei o que fez com o meu irmão!" exclamou, América fechou os olhos pensando ser o fim, as batidas de seu coração aceleraram, e assim que sentiu uma das facas próxima de seu peito escutou um movimento rápido indo em direção aos dois. Belarus parou o ataque ao sentir uma sensação boa a envolver por trás, braços trêmulos a abraçavam firmemente, ela largou uma das facas esperando sentir o rosto de quem a abraçava, e era como deduziu, o rosto frio de seu irmão, ela o tocou com delicadeza esquecendo completamente da presença de América que já abrira os olhos e de fininho saia do escritório até deixar os dois a sós.
Ela acariciou o rosto do irmão como tanto desejava, chegou próximo de seus olhos sentindo uma gota quente escorrer por seus dedos. "Irmão, por que está chorando?" Rússia assim que percebeu a ausência de América a soltou rapidamente tremendo mais do que Lêtonia, e olhando fixamente para a faca que segurava, ela logo imaginou o porquê. "Ah, sim, é isso" confirmou Belarus levantando a faca "Eu só estava querendo vingá-lo, aquele idiota ficou no seu caminho, irmão, e ainda o venceu" enquanto explicava ela tentava tocá-lo novamente, seus olhos obsessivos, fora de controle, apenas o movimento sutil de sua mão aproximando-se de seu rosto, e em fim o grito aterrorizado.
- Vai embora! – em prantos Rússia não resistiu e deixou a bela jovem para trás.
Belarus a partir daquele dia sentiu uma angústia, e percebeu o quanto era evitada pela nação que amava, e quanto queria mais tornar-se um com ela. "Preciso consolar o meu irmão" pensou Belarus, e por isso nos dias que se seguiram ao início de um novo Rússia, na porta de sua casa apareciam lindos buques de girassóis.
