Título do Capítulo: King of the Lab
Autor: Yasmin
Categoria: Spoiler quinta temporada. E todo o resto.
Episódios referenciados: 115; 119; 120; 121; 201; 208; 213; 218; 221; 313; 315; 412; 414; 425.
Advertências do Capítulo: Linguagem Obscena.
Classificação: PG-13 (T) - ???
Capítulos: 3 / ?
Completa: [] Yes [X] No [ ] Maybe
Nota da autora: Eu ia escrever sobre a Cam. Mas os pensamento do Jack me vieram à cabeça e eu não resisti.
Disclaimer: Qualquer personagem utilizado aqui (salvo raras exceções) não me pertence, não irá me pertence. Porque se o fizessem, algumas spoilers por ai não existiriam sequer em imaginação.
Observação: Coletânea de Oneshots sob pontos de vistas diversos quanto a relação de Booth e Brennan.
Nota da autora: eu não sei o que estou fazendo (acho que você já sabe disso). Só quero me livrar um pouco da frustração de um mês inteiro sem Bones.
Divirtam-se, isso nunca foi betado.
King of the Lab
Aka: Jack Hodgins
Angela diz que levou oito semanas para perceber que eles deveriam ficar juntos. Eu levei um ano e quinze semanas para perceber que, para o bem de minha sanidade, eu não deveria me meter no que eles tinham. O que quer que fosse aquilo.
A primeira vez que eu tive uma prova - verdadeiramente - real que eles eram o casal mais insano que eu tinha conhecimento, mesmo sem de fato ser um casal, quero dizer... Foi no dia em que G-man saiu completamente fodido do hospital para ir ao resgate de sua donzela - por favor, eu estou sendo irônico. Você entenderia se conhecesse Doutora B. "Donzela" nunca se aplicaria a ela.
Ele não conseguia sequer erguer os braços para colocar o colete a prova de balas - jogando-o para mim, que estava grato pela 'gentileza' (Eu era muito jovem para morrer, eu ainda o sou) dele ter me deixado acompanhar o FBI em uma operação de resgate, eu não podia perder aquela aventura. E, senhor Deus, ele não hesitou um instante em entrar naquele galpão apenas com a sua estúpida coragem, seu corpo ainda em recuperação e uma arma.
Ele me ignorou quando sugeri que ele não devesse fazer parte da operação. O homem estava se arrastando! E eu sou o doente por lhe oferecer um conselho razoável?
Ao que parece, não era sequer 'aceitável' para Booth.
Ele reconheceu o chaveiro ao chão, sua mão, a que carregava a arma, estava tremendo. Não era medo, era de esforço. Eu sabia que ele estava com muita dor. Mas eu não ia dizer mais nada, porque eu sabia que ele iria me ignorar, oh, tão prontamente. Principalmente porque o que eu tinha a dizer, não era o que ele queria ouvir.
Ele não gemeu quando ergueu o braço para atirar no atacante da doutora Brennan. Eu podia ver um flash de dor quando ele o fez, mas ele não hesitou em atirar. Instinto Franco-atirador-ou-o-que-quer-que-seja.
Ela estava aterrorizada. E eu nunca a vi tão grata - e tão absolutamente chocada - pela presença de alguém como naquele momento.
Booth não conseguiu retirá-la de onde estava presa com as mãos - o que seria ridiculamente fácil se ele não estivesse tão quebrado. Vamos lá, uma geladeira explodiu nele. Era um milagre que estivesse vivo.
Então ele invadiu seu espaço pessoal - não que importasse ao momento, a mulher estava amarrada – depois de retirar o pano que cobria sua boca e com o resto de força que tinha, num esforço doloroso a tirou da 'prisão'.
Eles caíram dolorosamente no chão. Os joelhos batendo duramente no solo. Nenhum deles se queixou. Ela parecia mais interessada em se fundir com ele. Em apertá-lo e cheirá-lo. E rir em choque e confusão apertando-o contra si. Ela sabia que estava segura. Principalmente pelas palavras de conforto dele.
Agora, deixe-me esclarecer uma coisa: Doutora B. não suporta ser tocada. Ela tem problemas em demonstrar emoções - algumas pessoas a chamam por 'Ice Queen' - e ela não oferece de bom-grado gestos amigáveis. Então, quando ela abraçou Booth de volta com toda sua força e enterrou o rosto no ombro dele, inalando-o, para só depois racionalizar toda a situação, eu me senti tonto. Aquilo ERA um acontecimento.
Ironicamente, eu lembro de ter chegado a pensar na época: agora falta o beijo de amor.
Isso nunca aconteceu.
Ela lhe perguntou, finalmente, como ele havia chegado lá. Booth explicou vagamente. Dizendo meu nome. E perguntando - finalmente consciente de todo seu estado catastrófico - se ela poderia levá-lo de volta para o hospital. Ela riu suavemente - por favor, mais um instante aqui: Doutora Brennan estava rindo - e assentiu, enterrando de volta o rosto no ombro dele. Ao que parece, ela não cansava disso.
A segunda vez que eu percebi que eles tinham sérios problemas foi em Nova Orleans. Booth se deslocou de Washiton, D.C. Porque Brennan havia lhe telefonado. Ele havia entrado em pânico, tirou dias de folga e, sem contar para ninguém, foi ao encontro de seus "Bones". - Para constar: ele é o único homem ainda vivo que a tinha dado um apelido e, obviamente, dito na cara dela. Como eu disse, ela é chamada de Ice Queen, não que ela (ou Booth) saiba disso.
Nós nunca perguntamos por que ela não ligou para sua melhor amiga, Angela, e sim Booth.
Ele sabia sobre seus pais. Sobre seu irmão. Sobre a adoção.
Ela sabia sobre sua culpa pelas pessoas que ele matou - quando todos nós, a exceção de Cam - só descobrimos muitos, muitos anos depois.
A primeira vez que me perguntei "como eles podem ser tão cegos?" foi com a chegada de Cam. Oh Deus, doutora Brennan estava tão incrivelmente desconcertada depois de Angela ter lhe dado a privilegiada informação de que Cam e Booth... você sabe. Bons tempos aqueles... Dias realmente tensos e, agora eu vejo, hilariantes.
Então houve Vegas. E tem essa pequena parte de mim, que adora conspirações, que me diz que eles aproveitaram aquele lugar mais do que para desvendar assassinatos...
Eu parei do contar quando houve o caso do Coveiro. Eu pensei que Booth ia atirar no agente Timothy ou 'Sully'; pensei que ele ia morrer de frustração com todos que vieram depois de Sully. Eu acreditei que eles iriam, finalmente, admitir algo no meu não-casamento com Angela. Pensei que ela iria quebrar no julgamento de seu pai. E eu pensei que ela iria matá-lo quando descobriu que ele não havia morrido de verdade.
A primeira vez que eu vi Doutora Brennan realmente perturbada, foi quando Booth foi sequestrado pela primeira vez. Muito tempo depois, Max nos relatou o quão preocupado ficara com sua filha. Ao que parece, Brennan parecia fora de si ao encontrar a caçadora de recompensas.
Às vezes, eu acho que eles escondem um caso. Por exemplo: quando eles estavam no circo... Com aquela cama minúscula. Eu não posso esquecer a assustadora justificativa de Sweets para a confiança extrema da Doutora B (o garoto é uma espécie de Geek Pornográfico) para com Booth. Hey, não me leve a mal, eu confio plenamente em Booth. Mas eu não deixaria que me lançasse facas, então eu acho que é ponto para Sweets.
Ou quando Booth se desinteressou subitamente pela adorável agente Peyton Perotta que claramente dava sinais sobre a reciprocidade da atração.
Então houve o segundo sequestro de Booth. E por um instante ela parecia uma menina perdida, antes de se tornar uma vadia ditadora, claro.
Mas, a verdade é que eu soube mesmo que eles eram tal para qual. E que aquela parceria bizarra - porque eu ainda não sei como eles conseguiram suportar um ao outro - não era só uma parceria quando ela decidiu que queria ter um filho (!) de Booth (o que, convenhamos, não é tanta surpresa) por inseminação artificial (!!). E, o mais chocante: ele estava compactuando com isso. Meu Deus.
A mulher que não queria ter filhos (mesmo quando ela brincou – praticamente – de "mamãe e papai" com Booth quase um ano antes desse incidente da inseminação). A mulher que não queria depender de ninguém. A mulher que tinha o emocional trancado a sete chaves. De repente tendo instintos maternais? Assustador. Basta dizer.
Então eu soube: aquilo era amor. Definitivamente deformado, insano e não admitido. E, por ser amor, eu não deveria compreender. Principalmente se envolvesse Booth e Brennan. Porque eu enlouqueceria (mais) tentado.
