Título do Capítulo: Cam
Autor: Yasmin
Categoria: Spoiler quinta temporada. E todo o resto.
Episódios referenciados: 201, 203, 207, 208, 425, 501, 512, 516 - Pequeno SPOILER DO EPISÓDIO 100.
Advertências do Capítulo: -
Classificação: PG-13 (T)
Capítulos: 4 / ?
Completa: [] Yes [X] No [ ] Maybe
Nota da autora: Não estou satisfeita com o essa fic, provavelmente, mais tarde, eu faça mais um capítulo da Cam.
Disclaimer: Qualquer personagem utilizado aqui (salvo raras exceções) não me pertence, não irá me pertence. Porque se o fizessem, algumas spoilers por ai não existiriam sequer em imaginação.
Observação: Coletânea de Oneshots sob pontos de vistas diversos quanto a relação de Booth e Brennan.
Nota da autora número dois: eu não sei o que estou fazendo (acho que você já sabe disso).
Divirtam-se, isso nunca foi betado.
Observação número dois: Eu AMO loucamente a Cam. De longe, ela é minha personagem feminina preferida em Bones. E eu fico completamente revoltada com o quão OOC a fazem em várias fics BB que já li (ela é sempre uma vadia invejosa). Tenho ódio profundo dessas fics.
Então, eu vou fazer meu ponto de vista quanto a ela. Só avisando porque vocês não deverão esperar algo remotamente desagradável dela.
Cam
Só cometi um erro em minha vida: ter conhecido Seeley Booth antes de Temperance Brennan. E, sim, estou sendo irônica.
Eu estava ansiosa por trabalhar com tantas mentes brilhantes, imaginei que poderíamos, juntos, atingir a maior eficiência. Achei que poderia nos fazer crescer como uma equipe e, eventualmente, adquirir respeito. Estava iludida, obviamente. Eu realmente não fazia idéia de que iria encontrar uma "frente armada" quando aceitei o emprego no instinto Jeffersonian.
Não fui verdadeiramente hostilizada. Bem, ao menos não até que doutora Temperance Brennan voltasse de férias. Doutor Godman avisou-me que ela era uma mulher incrivelmente inteligente e... peculiar. Hoje, eu sorrio da descrição.
Aquele filho da mãe.
Infelizmente, eu já a conhecia. Basta dizer, não havia sido a experiência mais agradável do mundo. Ela estava tão determinada em ir ao encontro de Booth que ignorou todas as normais sociais. Mais tarde, descobri que ela não as estava ignorando, ela as desconhecia...
Brilhante? A mulher era um gênio. E tão terrivelmente arrogante quanto.
Soube no momento em que encontrei os olhos dela que me daria problemas, na cena do crime. E eu estava certa. Ela tornou as três semanas que se seguiram um inferno para mim, pelo menos até deixarmos os pratos limpos.
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Ela não gostava de mim e não fazia questão de esconder seu desagrado. Seria hilário, se eu não fosse sua chefe e se ela não fizesse questão de passar por cima de algumas das minhas ordens.
Descobri muito rapidamente que Temperance Brennan é uma mulher obstinada. Mas eu também o sou. E a partir do momento que ela decidiu medir forças... Bem, eu me certificaria de que levaria a melhor
.
Não por arrogância ou falta de empatia.
Ela precisava entender que, por mais que a desagradasse, eu fui escolhida para chefiar sua equipe e, Deus sabe, eu o faria.
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Não sou a vadia que me pintam (sim, eu sei o que pensam de mim). Eu não fazia idéia que eu estava entrando num campo minado quando aceitei trabalhar no Instituto Jeffersonian. Francamente.
Eu não sabia, também, que eu estava me apossando de algo que já tinha "dono" quando beijei Booth. Ele era meu amigo há muito e muito tempo e, para meu beneficio: ele não havia me explicado sobre seu complexo não-relacionamento com Doutora Brennan.
Eu não tive tempo para perceber sobre a... o-que-quer-que-eles-tivessem-àquela-época quando minha mente estava focada em:
Seeley Booth;
Seeley Booth nu em minha cama.
Não literalmente, eu quero dizer... Eu não o queria nu só na minha cama.
Mas, agora, eu posso ver claramente que a animosidade dela quanto a mim, sim, era sobre o cargo que eu ocupava e a disputa de poder. Mas não era apenas por isso. Era por Booth. E eu já ter tido relações sexuais com ele.
Eu não posso mentir, quando eu tornei a ver Seeley, eu sabia que tinha que por minhas mãos nele. Outra vez. Ele é incrivelmente talentoso, eu não pude evitar. Só não esperava que isso iria me causar tanta dor de cabeça.
Nós estávamos apenas compartilhando um momento. Nenhum de nós realmente levou a sério nossa relação. Deixe-me explicar melhor: eu sabia que aquilo não ia acabar com uma aliança em meu dedo anular.
Francamente, eu amo Booth. Ele seria – será – um marido incrível, mas não para mim. Nós somos o tipo pessoas que nasceram para ser companheiros, amigos e confidentes. Eu soube quando o conheci que nós somos o tipo "melhores amigos com benefícios".
Fui teimosa e arrogante, no entanto, ao não seguir meu instinto numa das primeiras vezes que os vi realmente interagindo. Eu fui estúpida ao ainda desejá-lo quando eu sabia que Booth estava incrivelmente nas mãos dela.
Uma grande indicação de que "dê o fora" que meu instinto me ordenava veio apenas três semanas da volta dela: Booth havia deixado claro que estava com Brennan, o que quer que custasse.
Eu sabia que era uma coisa grande. Ele deixou claro que entre seu dever e doutora Brennan, ele não hesitaria em ir atrás dela. O que, por si só, deveria ter me feito recuar imediatamente. Porque, Seeley Booth ignorando seu país? Era um acontecimento. Mas eu ignorei.
Então quando estávamos "namorando" ou o que for... eu os vi conversando, Booth ficou toda madrugada terminando relatórios com doutora Brennan ao invés de ir para casa comigo. E houve Vegas. E o gaguejar de doutora Brennan sobre o que era "Hot". Vegas é quente. "Claro" lembro-me de ter pensando com sarcasmo e enciumada. Eu não podia evitar.
E obviamente, o coveiro... onde Booth ficou ensandecido apenas com a possibilidade de perder sua... "parceira".
Eu poderia enumerar os momentos que eu lembro onde eles excluíam as pessoas a volta deles. E era como se restasse apenas eles. Tenho mais o que fazer, entretanto. Além disso, eu levaria muito tempo escrevendo seus "momentos". Parei de contar quando ela o socou por sua falsa morte.
Temperance Brennan é uma pessoa difícil, dura e, ainda assim, facilmente quebrável. Tanto quanto eu, ou mais bem, muito mais do que eu sei, Booth sabe disso. Ele a protegia como se pudesse deixá-la em uma redoma de feliz ignorância.
Demorei um bom tempo até entender porque ele gostava tanto dela para se prestar a estar à sua margem daquela forma. Demorou um pouco mais para que eu gostasse dela. Eu precisava ter certeza que ela não iria ferir meu melhor amigo. Levou muito tempo, anos, até que eu tivesse certeza que ela não iria feri-lo intencionalmente; levou anos para que eu tivesse certeza absoluta que, como ele, ela faria qualquer coisa para proteger seu "parceiro".
Eles têm uma noção estranha de parceria. Mas realmente, ninguém se atreve a comentar, além de Angela, a quem dificilmente Booth ou Brennan levam a sério quando ela age como "casamenteira".
Descobri que eles têm alguma espécie de filtro quando conversam com ela. Ignoram toda parte de "vocês, rapazes, estão em negação" e esperam que ela chegue ao ponto em que eles querem.
Fui a primeira pessoa a quem Booth confessou estar apaixonado por Brennan. Sejamos francos, facilitei um bocado para ele. E não era sequer novidade. Uma criança de dez anos poderia ver isso se lhes lançasse um segundo olhar.
Eu estava tão orgulhosa por ele. Admitindo finalmente. Depois da história do bebê – realmente, realmente assustador -, eu não esperava algo diferente de Seeley.
Ainda assim, com meu coração se partindo por ser eu que teria de alertá-lo, pedi que ele tivesse certeza do sentimento. Do seu amor. Porque, do contrário, se ele estivesse remotamente enganado, a sempre tão racional doutora Temperance Brennan iria ter seu coração quebrado. E nunca mais se abriria para qualquer pessoa.
Eu sabia que Booth era a pessoa em quem mais Brennan confiava. Ela tinha fé nele, mesmo que ela negasse "fé" e seu significado veementemente. Booth era a pessoa a quem instintivamente Brennan sabia que podia se apoiar, mesmo que ela hesitasse e relutasse em o fazer, ao menos até que ele mesmo fosse ao seu encontro e a forçasse a colocar a cabeça em seu ombro, e deixá-lo sustentá-la.
Eu sabia também que ela tinha... como dizer? A palavra não é 'amor'... era cuidado, medo, eu acho, da relação que mantinha com Booth. Ela fazia questão de mantê-lo afastando, mas não tão afastado... Um braço de distância, digamos.
E, Deus sabe, essa distância era um milagre, porque ela não mantém contato com pessoas para que estas não a firam. Mas Booth? Booth tinha poder – têm – de despedaçá-la.
Mas tanto quanto ela tinha medo, ela não conseguia cortar este contato. Apenas esse pequeno segredo me fazia acreditar que Booth havia escolhido a mulher certa para amar. Uma mulher incrivelmente insana, difícil e emocionalmente retardada, mas uma mulher que o amava de volta com todas as forças que tinha. Mesmo que ainda não soubesse lidar com isso.
