Capítulo 1

"I have a problem that I cannot explain
I have no reasons why it should have been so plain,
Have no questions but I sure have excuse
I lack the reason why I should be so confused,

I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
Around you."

Roulette -System of a Down

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Nessie POV

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Dei um suspiro de reprovação quando o carro de Billy Black virou na segunda entrada e finalmente entrou no caminho cercado de arvores, que nos levaria diretamente a sua casa.

Estava frio e a chuva fina caia do céu azincentado, e eu mantinha minha testa colada no vidro frio do carro enquanto percorríamos o caminho tortuoso e tão temido por mim.

Eu estava em Forks, e isso não me agradava nada.

Eu suspirei mais uma vez, formando um circulo embasado no vidro a minha frente, e então eu apenas fechei os olhos por um momento, tentando afastar os pequenos vislumbres de todas as lembranças daquela noite, enquanto elas começavam a pipocar por minha mente, me lembrando o motivo de tudo isso.

Flashback

"Eu sinto muito, Ok." Foi a primeira coisa que eu disse a meu avô,Charlie Swan, quando ele parou o carro da policia em frente à casa de Ana Smith, que parecia estar totalmente bêbada e desesperada enquanto as outras pessoas nos olhavam assustados.

As luzes do carro estavam ligadas, e isso era o que mais chamava a atenção, apesar do som da sirene estar perto demais para desesperar a todos.

Era sexta feira treze, e eu devia ter adivinhado o rumo que aquela noite tomaria, mas não adivinhei até que tudo estivesse uma desordem sem concerto.

Eu estava na casa de Charlie á exatamente duas semanas,já que meus pais tinham saído de férias e só pretendiam voltar daqui a algum tempo. Então eu naturalmente não vi mal algum em aceitar o convite de Ana;Ela era uma das garotas mais populares da escola e o irmão dela havia metido na cabeça dele que era meu namorado, ele era bonito, então aceitei isso como um elogio.

O relógio de cabeceira marcava meia noite em ponto,e esse era o horário marcado pra dar o estava em trabalho e eu simplesmente aproveitei sua ausência para 'escapar' de casa pela escada que alguém havia construído em minha varanda.

Eu me lembro de ter sentido calor,a noite estava quente,e de estar vestindo uma camiseta branca e um jeans qualquer.

(...)

"Ei, você demorou," Jenifer, uma das garotas, reclamou enquanto eu escapava para o bando de trás do carro dela, olhando a frente da minha casa e tentando arranjar uma desculpa para não ir.

"Não é tão fácil fugir de casa" eu respondi olhando seus grandes olhos delineados de preto, pelo reflexo do retrovisor.

"É claro que é, principalmente quando Daniel está esperando por você em uma festa." ela rebateu dando um sorriso largo e piscando para mim, enquanto eu me amaldiçoava por não ter dito nada que pudesse impedi-la de dar partida no carro

(...)

Tudo correu muito bem até eu aceitar um copo do ponche batizado e sentir minha cabeça latejar um pouco, aquele devia ter sido o primeiro aviso para cair fora enquanto Charlie não desse falta de mim, mas tudo ficou muito mais interessante quando Daniel me encontrou sentada na escada e me convidou para uma deveria saber que o final disso seria trágico.

Em um segundo eu estava me divertindo e no outro o chão estava manchado de sangue e as minhas mãos combinavam perfeitamente com o vermelho vivido que as manchava também.

Merda.

As coisas pioraram bastante nos três minutos que se passaram, eu havia descido as escadas e encontrado Jenifer batendo papo com alguém.

"Mas que merda" ela gritou fitando as minhas mãos. "Que diabos aconteceu com você?" ela completou analisando meu rosto e logo depois olhando para as escadas que a levariam para o segundo andar da casa.

Aquela foi à deixa para alguém gritar alguma coisa e ela ficar desesperada o bastante para alcançar o celular e ligar para Charlie.

(...)

E lá estava eu, sentada no banco do carona, olhando para o teto enquanto Charlie arrumava a bagunça que eu havia feito.

"Você não tem vocação para cidade grande, querida, não tem mesmo." Ele resmungou ao se sentar ao me lado e girar a chave na engrenagem. "Sabe, ás vezes olho para você e vejo sua mãe, as duas não conseguem ficar longe de encrencas."

Eu podia sentir algo ruim no ar, e apenas abaixei minha cabeça e olhei para minhas mãos, que estavam em meu colo se contorcendo sem que eu percebesse.

Eu estava suando frio e meus dedos estavam escorregadios, quando eu tentei puxar meu cinto de segurança.

Então eu suspirei e comecei, "Isso não foi culpa minha." Sussurrei enquanto Charlie me lançava um olhar curioso, "Eu não pude..."

Ele balançou a cabeça negativamente, me pedindo para parar e eu o fiz, esperando por suas palavras que vieram logo em seguida, "Eu liguei para seus pais." ele resmungou depois de ter olhado na minha direção,."Quando recebi o telefonema, de que você estava em perigo, eu liguei para eles."

Aquilo já era de se esperar, ele sempre fazia esse tipo de coisa, quando algo dava errado, ele ia lá e ligava para meus pais,e então eu era castigada.

"O-o que?" Eu estourei. "Por- por que fez isso?" gritei olhando para o rosto calmo de Charlie enquanto ele estacionava em frente a nossa casa.

Ele apenas suspirou e olhou para mim, como quem diz: - O que você queria que eu fizesse?

Eu segurei as lagrimas, tirei meu cinto e abri a porta do carro e logo depois a batendo com o maximo de força.

...

Charlie havia contado tudo para meus pais. E eu sei que ninguém gostou de ouvir os detalhes sórdidos sobre o acontecido daquela noite, nem mesmo eu.Não havia o que discutir,e eu me lembro claramente de ter sido a ultima vez que falei com ele, pois no minuto seguinte eu estava correndo escada acima e não queria que ninguém falasse mesmo assim o telefone em cima da minha cabeceira tocou algumas vezes, e eu tive que suportar a voz chorosa de minha mãe, enquanto ela insistia que tudo aquilo era culpa dela.

Eu apenas jurei de pés juntos que nada de mais havia acontecido e desliguei o telefone, sabendo que eu seria punida e não somente isso...Eles certamente me mandariam para um bom colégio interno na Europa.

Mas tarde naquela mesma...madrugada eu fui avisada de que minhas malas deveriam estar arrumadas nas primeiras horas da manhã;

Eu estava esperando pelo pior, mas antes mesmo que eu perguntasse alguma coisa, Charlie me informou que eu estaria indo para Forks.

Forks?Isso era pior do que ir para qualquer reformatório na sim era castigo.

Charlie já havia morado em Forks, e insistia em dizer que era uma boa cidade apesar da temperatura e do tempo sempre fechado e sempre comentava sobre seu melhor amigo ter ganhado a sorte era o melhor amigo de Charlie, então ninguém discordou em me mandar para a casa dele.

Esse era meu castigo, eu iria passar um bom tempo em Forks.

Fim do flashback.

"Esta se sentindo bem, querida?" A voz simpática de Billy fez com que as lembranças se dissipassem como fumaça, e eu o olhei rapidamente respondendo um suave "claro", claro que não, era o que eu pretendia dizer.

Ele sorriu carinhosamente e parou o caro em frente a uma casa realmente enorme, pintada de uma cor escura e com telhados antigos.

A casa tinha dois andares e parecia extremamente confortável por dentro a julgar pela aparência acolhedora que as janelas de madeira envelhecida passavam, com suas longas cortinas de cor pêssego em cada uma.

"Sei que isso não era sua vontade" ele começou, ao observar atentamente a expressão em minha face. "Mas parece isso pode ser bem melhor do que um reformatório em Paris, confie em mim."

Billy tinha essa coisa de sempre tentar deixar as pessoas confortáveis, mesmo que essa situação não seja nada confortável, então eu acenei com a cabeça e sorri para ele. "Tudo vai ficar bem." ele completou abrindo o porta malas e pegando as minhas três malas lá de dentro.

" Eu tenho certeza que sim." Eu sussurrei para mim mesma, antes de dar mais uma boa olhada na frente da casa... ou melhor, da mansão dos Black.

[...]

Jacob POV

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Eu podia sentir cada osso do meu corpo latejar quando finalmente decidi que já era hora de me levantar da cama, o relógio marcava sete horas da noite e eu claramente havia dormido demais.

Minhas roupas estavam totalmente amassadas e cheirando a algum tipo de perfume feminino, quando eu as atirei em algum canto do quarto e entrei no banheiro.

O tempo estava frio, como sempre, e uma chuva incomoda insistia em cair sobre a cidade de Forks.Não havia muito do que reclamar já que essa cidade me proporcionara muitas coisas boas desde que me mudei para cá.

As coisas haviam mudado ha dois pai tinha se casado com uma viúva, Sue Clearwater, e de quebra havia conseguido mais dois enteados, Seth e Leah.

Deus sabe como eu fiquei louco no momento em que bati os olhos na minha nova irmã, a garota era fogosa, e totalmente foi quando nós todos nos mudamos para esta casa que eu percebi que ela era totalmente linda e completamente leviana.

Leah era do tipo de garota que você poderia ter por uma noite, e na manhã seguinte você estaria pedindo perdão de joelhos e se arrependendo até o ultimo fio de cabelo, ela era ruim, e isso já tinha nascido com ê podia sentir só de chegar perto.

Ela era uma tremenda vagabunda, e nossos pais simplesmente não conseguiam enxergar ao menos desconfiavam que Leah já havia transado com a metade dos caras de Forks.

Eu era o único que nunca tinha sequer, colocado ás mãos nela.

Eu sorri diante daquele pensamento, afinal ela não seria um grande mais fácil do que qualquer outra. O problema é que eu adorava um desafio,e com o fato dela nem chegar perto de mim, meu apetite só aumentava cada vez mais.

(...)

Eu sai do meu quarto e caminhei lentamente pelo corredor decorado com perfeição por uma das melhores decoradoras da Europa, isso foi um pedido de Sue...Foi quando eu passei pelo escritório de Billy e notei uma figura esguia, parada em frente a uma das janelas,espiando alguma coisa através das cortinas de seda que decoravam o lugar, e deixando-o escuro ao mesmo tempo.

"Então agora você arranjou um novo hobby, além de foder." As palavras saíram sibiladas e Leah deu um pequeno pulo ao perceber que meu corpo estava completamente grudado a suas costa. "Virou uma fofoqueira."

"Dê o fora Jake." Ela sussurrou rapidamente antes de abrir uma brecha na cortina e continuar a espiar alguma coisa.

"Não antes que me diga o que esta olhando." respondi ao deixar um beijo quente em seu ombro nu.

Ela gostava de brincar, era fria o bastante para você desejar estar dentro de um casaco bem fechado, no entanto Leah sempre usava vestidos com as costas nuas e blusas decotadas, enquanto colocava aquele olhar perigoso e se punha a te fitar. Ela realmente gostava de provocar, tanto quanto eu gostaria de come-la.

"Vá colocar sua boca em um lugar mais proveitavel e me deixe em paz, idiota" Leah rosnou ao me empurrar com a mão direita, e me lançar um olhar furioso sobre o ombro.

Eu apenas sorri a me coloquei a seu lado, abrindo outra brecha na cortina e finalmente achando o que tanto chamava a atenção de Leah parada em frente a nossa casa enquanto meu pai, Billy, abria o porta malas e pegava três malas.

"Quem é a garota?" eu perguntei observando o jeito desconfortável que a desconhecida mexia suas mãos, entrelaçando os dedos nervosamente.

"Renesmee Carlie Cullen" Leah respondeu com escárnio antes de se virar para mim e sorrir maliciosamente. "Billy não lhe contou que ela passaria um tempo aqui?"

"Não." Eu respondi lentamente, enquanto meus olhos percorriam a face da garota lá em baixo. "Eu não tenho passado muito tempo em casa." Completei, me lembrando de não ter passados as ultimas cinco noites em casa.

"Parece que ela foi mandada para cá contra a vontade." Leah olhou em meus olhos e depois desviou, olhando novamente para nossa convidada. "Um cara tentou se aproveitar dela. Pobrezinha.E então ela quase o não é interessante?" seus lábios pareciam tentadores e tão perto... "Está ouvindo o que eu estou dizendo?" Leah resmungou dando um soco no meu ombro.

"A garota com o nome estranho quase matou um cara, eu já ouvi." Eu protestei passando a mão pelo lugar onde ela havia acertado o soco.

"Ela ainda é virgem." Havia segundas intenções nas palavras de Leah, e eu sorri com isso. "Olhe para o rosto inocente dela, tão tentador.Não?"

Pela primeira vez eu realmente olhei para o rosto da tinha os olhos castanhos, um marrom próximo á cor de uma barra de chocolate ao cabelos eram da mesma cor dos olhos e caiam em ondas por seus ombros e costas. Realmente bonita para se chamar.. Renesmee.

"Como sabe que ela é virgem?" eu perguntei sem tirar os olhos da garota, que agora observada toda fachada da casa.

"Eu soube que ela jurou de pés juntos a Charlie, ou ele teria matado o desgraçado." Lá fora, meu pai falava alguma coisa a garota e ela deu um pequeno sorriso, tentando ser simpática e então, os dois deram alguns passos rumo a entrada da casa, saindo de nossas vistas. "Eu daria qualquer coisa para saber o que realmente aconteceu."

Leah se mexeu e largou o pedaço de cortina que estava segurando antes de olhar para mim.

Sim, havia alguma coisa sendo tramada dentro de sua cabeça e não era que vinha dela era bom.

"Minha mãe e Billy, mandaram que a tratássemos bem,ela é uma boa garota." Ela sussurrou dando um passo em minha direção. "Eu não gosto dessa ideia... não gosto de garotas boas." Leah deu mais um passo em minha direção, e eu larguei o pedaço de cortina que estava em minha mão, deixando o escritório completamente escuro.

As mãos da minha 'irmã' exploraram meu peito, e eu a observei com uma expressão de desconfiança no rosto. "O que quer Leah?" perguntei, e ela simplesmente sorriu para mim.

"Não seria divertido saber a verdade?" ela sussurrou passando uma das mãos pelo decote em forma de V ."Nós poderíamos descobrir...você poderia descobrir, se ela é inocente ou...não." Sua voz saiu carregada de ódio e luxuria.

"E o que eu ganharia com isso?" perguntei cheio de interesse naquelas palavras. "Quero dizer. Eu nem conheço a garota, e não me interessa nem um pouco se ela foi estuprada ou não...".

"Ora, Jacob não seja estraga prazeres." Leah suspirou e sorriu para mim."Seria tão divertido brincar com pouco com os sentimentos da pobre menina."

"Não, não seria.E eu ainda não sei o que eu ganharia com isso." Eu respondi olhando para o rosto de Leah enquanto ela aumentava aquele sorriso estampado em seu rosto.

"Não sabe?" ela perguntou calmamente, "Eu deixo você me foder de todos os jeitos possíveis ...do jeito que você quiser, onde você quiser." Ela sussurrou com os lábios próximos demais aos meus.

Eu engoli com dificuldades e sussurrei de volta : "Parece tentador, mas eu poderia fazer isso agora se eu quisesse."

Leah rosnou de raiva e eu sorri para ela, antes de me virar e ir em direção a porta. Eu poderia come-la e ainda ter a tal da garota de sobremesa. Leah ás vezes não sabia jogar o mesmo jogo que eu, e isso era altamente divertido.

"Ei Jacob." Sua voz chegou até mim antes que eu saísse pela porta, e eu parei para dar uma olhada em sua expressão. "Sabe a virgenzinha que acabou de chegar? ... Eu divido que consegue come-la antes que ela tente te matar também." Leah sorriu com a própria piada e eu sorri também... um sabia que eu não resistia a um desafio.

"Está me desafiando?" Eu perguntei incrédulo.

"Oh, não... melhor ainda, eu estou apostando." Ela respondeu colocando as mãos na mesa do escritório e me dando uma visão privilegiada da curva de seus seios. "Eu aposto com você, que você não consegue transar com ela... conquista-la Jacob,deixa-la completamente apaixonada por você." Ela repetiu.

"Se eu ganhar..."

"Eu já lhe disse o que você ganha." Ela respondeu olhando em meus olhos.

"Não é o bastante." rebati, me virando e continuando meu caminho para fora do escritório.

"Esta certo." Ela gritou antes que eu saísse. "Se você ganhar, eu te dou meu diário"

Eu parei no mesmo momento.O diário de Leah?

Dá pra acreditar que apesar de ser a maior vagabunda, ela ainda mantinha um diário com todos os detalhes sórdidos escritos a mão?Pois é, ela tinha.E eu havia visto o bendito diário apenas uma vez.

Na ocasião Leah tinha esquecido o livro de capa dura em cima da cama e eu tive a oportunidade de ler um pedaço das preliminares que ela havia tido com Paul...Aquele bastardo.

"E se eu perder?" perguntei olhando diretamente em seus olhos, enquanto afastava aquelas lembranças de minha mente.

"Se você perder..." ela sussurrou parando para pensar. "Você terá que me dar seu Rabbit 1986, e a sua moto.' Seus olhos brilharam forte, quando ela percebeu a expressão de indecisão que passava por meu era tudo que eu tinha e eu não poderia aposta-los como se não fossem nada".

O rosto de Leah estava começando a se iluminar, enquanto ela percebia que eu estava terrivelmente inclinado a não aceitar a aposta.

"Feito." Eu sibilei enquanto ela apenas piscava satisfeita consigo mesma.

Nessie POV

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Eu observei atentamente o teto pintado de carmim do quarto de hospedes da casa dos Black,o meu quarto.

Eu não tinha a mínima ideia de quanto tempo eu havia ficado ali, deitada na cama e olhando para o nada como se fosse uma retardada mental, eu nem sequer havia me dado conta das outras coisas que tinham acontecido, e só agora eu pensava claramente sobre o lugar onde eu realmente estava.

Sue Clearwater havia me recebido na porta de sua casa, com um sorriso acolhedor e uma bela xícara de chocolate quente.

"Seja bem vinda querida." Foi o que ela disse assim que eu adentrei a pelo pequeno corredor que desembocava dentro de uma sala perfeitamente alinhada. "Billy, leve as malas da menina para cima e feche essa porta, ela não esta acostumada com esse frio todo." Ela completou fazendo uma careta para o marido, que entrava logo atrás de mim, e logo retomando o sorriso de antes.

Eu apenas agradeci, sorri um pouco e aceitei a xícara de chocolate, antes de Sue se oferecer para me mostrar a casa e me levar para o quarto.

Falando serio, eu me lembro de ter visto uma cozinha com eletrodomésticos de ultima geração, e uma linda mesa com flores no centro, quando ela passou pela sala de não me lembro muito bem de ter conhecido os outros cômodos da casa, por que enquanto Sue falava comigo, sua voz parecia apenas um zumbido sem nexo tocado continuamente dentro da minha mente.

Nós estávamos subindo as escadas quando ela parou e sorriu diante de algumas fotos emolduradas que pendiam na parede. "Esse é Seth." Ela apontou para um garoto com feições indígenas, como as dela, que sorria explendorosamente na foto. "Eu gostaria que você o conhecesse." Sue acrescentou triste.

"Ele não mora aqui?" Eu perguntei evitando perguntar se o garoto já tinha morrido.

"Ele esta em uma escola... na Europa." Pobre coitado. "Muito agitado, sabe como é."

"É,eu sei..." respondi sorrindo verdadeiramente, pela primeira vez naquela noite. "Pode acreditar;"

Ela apenas sorriu um pouco e continuou a olhar as fotos a nossa frente, "Essa é Leah" dessa vez eu pude sentir o orgulho fluir junto com as palavras que saiam da boca de Sue, e ao observar a foto eu entendi que aquela deveria ser sua filha...preferida.

Ela tinha cabelos escuros, e as feições indígenas eram perfeitas assim como seu corpo, que certamente poderia pertencer a uma modelo.

"Ela é muito bonita." Eu sussurrei ao observar a foto mais de perto, "deve fazer sucesso com os garotos." Dessa vez eu sussurrei mais para mim do que para Sue, que pareceu escutar perfeitamente uma vez que seu sorriso desmoronou e ela balançou a cabeça negativamente. "Eu não disse isso no intuito de ofende-la..."

"Está tudo bem querida, não é nada de mais," Sue rapidamente recolocou o sorriso no rosto e eu rapidamente fingi acreditar ela tinha problemas com a filha, não seria eu a julga-la. "Eu aposto que você vai adora-la, ela é uma boa garota." Ela completou sorrindo mais ainda.

Eu apenas afirmei e nós estávamos prestes a continuar nossa subida, quando Sue deu um pequeno pulo. "Oh,como pude esquecer," ela exclamou olhando para mim, "Este é Jacob, filho de Billy." Sue apontou para uma das fotos que eu nem sequer havia olhado, e eu por educação, fingi observar a fotografia com atenção.

Os olhos do rapaz na foto pareciam brilhar tanto quanto as estrelas do céu de Phoenix, e quando percebi estava sorrindo por reflexo, imitando-o.

Ele era realmente bonito, tinha o mesmo sorriso tranqüilizador de Billy, mas algo a mais o deixava totalmente acolhedor e quente... Com um enorme sorriso reluzente e um corpo ...realmente bonito.

"Ele é lindo." A voz de Sue me vez fechar o sorriso e acordar pro mundo real. "Mas é um problema, é de cara o mais complicado de se lidar." Ela adicionou quebrando o encanto.

(...)

Sue me levou para o quarto de hospedes e me mostrou cada quanto do cômodo, como se eu pudesse simplesmente me perder lá dentro.

Eu novamente agradeci por tudo, e ela saiu do quarto me avisando sobre o jantar, que certamente eu não comeria.E então eu simplesmente me joguei na cama e fiquei observando as tonalidades do teto até agora.

"Você deveria se envergonhar." Eu sussurrei para mim mesma, ao me lembrar que estava vestindo as mesmas roupas desde de ontem.

Acho que o meu estoque 'cara de pau' acabou e eu levantei lentamente olhando para a porta do banheiro, quando alguém deu três batidinhas na porta de madeira do meu quarto.

Eu suspirei alto e me levantei de uma vez, andando até a porta e abrindo-a rapidamente para fitar o rosto perfeito e jovial da mulher parada a minha frente.

"O-oi?" Eu disse, enquanto Leah sorria alegremente para mim.

"Eu sou Leah, e vim lhe dar as boas vindas." Ela anunciou oferecendo a mão direita em um apertei sua mão suavemente e seu sorriso aumentou mais ainda. "Será que eu posso entrar?"

"Hum...Claro." Eu disse rapidamente antes de observar seu rosto uma vez mais, ela continuava a sorrir, então eu sorri de volta e liberei a porta para que ela pudesse entrar.

Leah deu alguns passos, parecendo observar cada pedaço do quanto e se voltou para mim enquanto eu fechava a porta. "Não parece muito feliz de estar aqui, mas eu aposto que vamos nos divertir muito."

Eu apenas sorri com um leve aceno de cabeça. Eu aposto que sim.

Fim do capitulo.

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N/A:Hello, amorinhas!Bom, eu realmente espero que vocês gostem do primeiro capitulo, por que eu simplesmente fiquei louca e satisfeita com o resultado! AUHUAHUAHUAHUAHUAHUHA

Serio, eu to amando escrever essa Nessie/Jacob, e fiquei extremamente viada ao ler todas as reviews que vocês me deixaram*pula feito doida e rodopia*. Continuando... Ta certo que esse Jake ta muito lerdinho e essa Nessie ta muito calminha e escondendo alguma coisa da gente,né?POis é a única que mostrou a cara de verdade foi a Leah, e a mulher não ta de brincadeira não.É serio, ela não é de brincadeira e esse primeiro cap foi só uma aguinha com açúcar pra vocês notarem que tem muitos segredos soltos ,e que as merdas vão começar a feder e eu to doida pra isso acontecer.. AUAUHUAHUAUHA

Posto o próximo capitulo com uma única condição... MUITAS REVIEWS! E só pra instigar ainda mais a curiosidade de vocês, eu deixo essas perguntinhas lindas que devem ser respondidas juntamente com as Reviews.

1-Parece que Nessie está escondendo alguns fatos do que realmente aconteceu na festa. O que vocês acham que aconteceu?

2-Por que Leah parece ter tanta raiva de Nessie?

3-Sue parece ter demonstrado algum tipo de emoção quando Nessie falou de Leah.O que vocês acham que ela esconde?

4-Qual o motivo de Leah ter ido ao quarto de Nessie?

5-Como vocês acham de Jacob começará a colocar o plano em pratica?

RESPONDAM!

Love you guys,

Isa Vanzeler.

Obs: Capitulo inteiramente dedicado a minha diva dos perdidos, Ingrid! Team Jake por você amorecoo!

AUHAUHAUHAUHAUHAUAHAH