CAPA DA FIC- http://img716(PONTO)imageshack(PONTO)us/img716/9236/segundasintenes2cpia(PONTO)jpg
Obs¹: Substitua a apalavra (PONTO), pelo sinal para ver a imagem.
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Capitulo 2
"Come up to meet you, tell you I'm sorry.
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start"
Coldplay –The Scientist
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oOoOoOoOoOoOoOoOo
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Nessie POV
As imagens ainda estavam frescas em minha mente, eu havia sonhado e acordado completamente envolta nas cobertas quentes que me cobriam quando eu adormeci na noite passada.
3 horas da manhã, era o que o relógio marcava.
Eu suspirei uma vez e reparei que minha respiração estava completamente ofegante, com meu peito subindo e descendo em velocidade máxima e tudo ão eu respirei mais uma vez, tentando capturar o máximo de ar puro que o meu pulmão conseguia agüentar.
Eu olhei pela janela naquele momento, estava escuro, realmente escuro.E para concretizar meus pensamentos, tudo parecia a copia exata do dia anterior, frio e exatamente assim que eu me sentia na primeira vez em que acordei naquela casa, fria e entediante.
Na noite passada eu tinha desarrumado as minhas malas e incrivelmente nada parecia ser adequado para ser usado aqui, então eu simplesmente bufei uma vez mais e me deixei cair de costas na cama ainda me lembro de ter observado cada detalhe do teto nas horas indetermináveis em que estive deitada desse mesmo jeito durante a noite, apenas observando o nada e pensando nas diversas coisas que passavam com fúria dentro da minha nem ao menos conseguia controlar o sentido dos meus pensamentos, e eles pulsavam dolorosamente como se quisessem me machucar a todo custo nos momentos em que eu fechava meus olhos.
E naquela noite quando eu finalmente consegui pegar no sono, os pesadelos vieram com força total, me tirando a tranqüilidade e me deixando nervosa e até mesmo temerosa.
"Você precisa esquecer isso, Ok!" Aquelas palavras tinham sentido, mas mesmo sendo eu a pessoa que eu falava, elas entravam por um ouvido e saiam contentes pelo outro, como se meu cérebro você incapacitado demais para entender aquele recado e apagar o arquivo dentro dele que guardava aquelas lembranç havia me machucado demais, e eu não poderia pensar nelas.Não agora.
Eu engoli com dificuldade assim que terminei de pensar em tudo aquilo, e percebi que minha garganta estava completamente seca, assim como meus lá alguma coisa sem sentido antes de me levantar da cama e passar a mão na testa – coberta por uma fina camada de suor – e caminhar até a porta do meu quarto.
...
O corredor estava escuro, e isso me fez lembrar de outro corredor pelo qual eu havia passado não tinha muito tempo, e isso me fez suspirar mais uma vez, e perceber que esse lance de suspirar já estava começando a virar um vicio "você precisa parar com isso, é serio, ta parecendo um tipo de aspirador de pó com defeito ou alguma coisa do gênero".
Deus, eu estava começando a ter problemas, talvez em conseqüência do "trauma" ou algo assim, afinal eu estava andando pelo corredor escuro de uma casa "desconhecida" falando comigo mesma e levantando os braços para fazer a mímica de quando eu falo algo entre definitivamente é alguma doença.
Eu estava bastante distraída falando comigo mesma, que realmente não percebi que não tinha descido as escadas e definitivamente não estava entrando na cozinha para pegar um copo de água, quando comecei a tatear as paredes do cômodo a minha frente tentando achar o interruptor...Que pelo que parece, eu decidi entrar pensando ser a cozinha.
E foi quando eu achei o desgraçado do interruptor, e o apertei gentilmente, quando alguma coisa dura e quente me atingiu.
Eu cambaleei para trás e prendi o pé esquerdo no carpete do chão do cômodo onde eu me encontrava.
"Wow." Uma voz masculina reclamou quando o meu corpo atingiu o chão, e eu senti pé latejar de dor, enquanto o estranho cambaleava de um lado para o outro.
Eu pisquei algumas vezes – me acostumando com a luz forte nos meus olhos – mas logo parei para observar o corpo sem cabeça parado bem na minha frente.
Eu balancei a cabeça pra ver se não era sonho, e olhei o corpo novamente, dessa vez dos pés a cabeça.
Deus.
Ele estava vestindo uma calça de pijamas preta, e definitivamente era um homem... Tinha metade do abdômen aparecendo...E, estava com uma blusa presa na cabeça, e com os braços pro alto tentando se livrar da mesma.
Eu poderia dizer que ele era bonito até chegar na parte da blusa presa na cabeça.
"Eu não sei quem está ai, mas seja você quem for... Pode me dar uma mãozinha?" Ele retrucou parecendo bravo, ao mesmo tempo em que eu tentava me levantar e me manter em pé, com a certeza de que meu pé estava machucado.
Eu pulei de um pé só até chegar perto dele o bastante e toquei o começo da sua blusa, puxando-a para baixo.
"Ok, Leah acho que você pode me dar mais do que uma mãozinha."Ele disse com um tom sarcástico na voz, e eu puxei a barra da blusa com mais força, dessa vez fazendo sua cabeça passar pela gola e seus braços se acomodarem nas mangas. "Serio, eu não vejo o por que de você estar perambulando...".
Um par de olhos escuros e quentes, me fitaram com curiosidade e as palavras que ele pronunciava morreram lentamente entre seus lábios, quando ele finalmente percebeu que eu não era quem ele pensava ser.
Ele era realmente bonito, e aquela fotografia na parede da escada não fazia jus à beleza de Jacob Black.
O mesmo Jacob Black que Leah havia me avisado, e aquilo me vez suar um pouco e logo depois sentir minhas pernas tremerem por antecedê talvez.
Ele visivelmente tinha acabado de tomar banho, pois seus cabelos ainda estavam molhados e o cheiro amadeirado do shampoo preenchia o ar, e isso era pior ainda.
Seus olhos estavam semicerrados, me observando atentamente enquanto eu notava a cor de sua , eu gosto dessa cor a partir de não deveria estar pensando nisso, principalmente com um tarado olhando para mim.
"Ok, antes que eu te coloque para fora... quem diabos é você?" Ele retrucou em um tom extremamente serio, apertando mais os olhos de uma maneira ameaçadora.
"Renesmee Cullen".Eu disse cruzando os braços em desafio. "E você definitivamente não vai me colocar para fora dessa casa." Eu acrescentei quando ele se manteve serio e inabalável.
"Hum."Ele resmungou, levantando uma sobrancelha de um jeito provocante. "Então você é Renesmee." Aquilo não tinha sido uma pergunta e sim uma afirmativa, então com certeza ela já havia recebido a noticia de que eu habitaria a mesma casa que ele.
Ele parecia estar preste a soltar alguma piada sem graça quando eu cambaleei para trás, sentindo meu pé latejar e soltei um pequeno gemido de dor enquanto Jacob se apresava em segurar meu braço com sua mão esquerda, me dando apoio e me impedindo de cair novamente.
"Droga."Eu resmunguei ao perceber que não conseguia colocar o pé no chão e muito menos ficar em pé sem colocar o peso do meu corpo sobre ele.
"Eu acho que você se machucou." A face irônica havia ido embora, e a seria havia tomado lugar novamente, mas eu tentei me afastar.
"E eu tenho certeza..." Sussurrei mais para mim do que para ele. "E você pode me largar, eu consigo ficar em pé sozinha." Afirmei olhando para ele de um jeito afetado, medo na verdade. Eu estava com medo dele. Definitivamente estava;
"Claro, eu acabei de confirmar isso... você quase caiu no chão."Ele respondeu ainda serio, enquanto eu tentava me livrar dele e ficar em pé sozinha, coisa que eu já sabia que não funcionária;
"Olha, eu já sei tudo sobre você e..."
"Ahh, então é isso." Ele me interrompeu antes mesmo que eu conseguisse completar meu pensamento. "Você já sabe tudo sobre mim, e acha que eu vou me aproveitar do seu pé torcido e... Te pedir em casamento, quem sabe". Aquilo pareceu ofende-lo, e eu me senti um pouco mal por ter entrado no lugar errado e ter batido com ele, e ainda pior por ele não ter tentado nada contra mim.
"Eu tava pensando em alguma coisa menos formal." Eu sussurrei de maneira irônica,mas parei de falar ao olhar para seu rosto e ver que ele parecia confuso. "Isso foi uma piada." Eu expliquei antes de gemer novamente ao colocar o pé contra o ladrilho do banheiro.
"Ok, para de falar asneiras e me deixe ver seu pé." Jacob pediu, me empurrando para fora do banheiro, e logo depois para um quarto que possivelmente ficava na mesma direção do banheiro... e que provavelmente era o seu, já que era totalmente pintado em um azul escuro, e muito bem organizado.
"Você é medico?" eu perguntei ainda observando o quarto, que agora estava com as luzes acesas, enquanto Jacob me sentava em uma cadeira próxima a uma mesa com um computador em cima.
'O que você está fazendo, ele é um maníaco... Deus, eu tenho que parar de falar sozinha'.- Eu pensei olhando fixamente para ele.
"Não, mas é melhor eu dar uma olhada...Eu não vou fazer nada, só vou ver se você torceu mesmo ou apenas machucou, fique calma." Ele pediu de maneira irônica.
Eu estava relutante em deixa-lo colocar a mão em meu pé, mas achei melhor considerar já que não queria que ninguém acordasse e fosse me salvar dos meus próprios 'apuros'.
Me sentei de maneira confortável, e ele se abaixou até ficar na mesma altura do que eu e colocar sua mão quente em meu pé machucado.
"Você é quente." Eu disse em voz alta, antes mesmo que pudesse me conter.
Os olhos de Jacob, que antes fitavam meu pé, se fixaram em meus olhos de uma maneira estranha e eu me aprecei a acrescentar um –"Não dá maneira que você está pensando...Quero dizer sua pele parece ser mais quente do que a minha."
Ele sorriu por um instante e abaixou os olhos, voltando a apalpar meu pé com cuidado, tanto cuidado que eu quase não sentia seu toque quente. Era como se ele estivesse com medo de me quebrar, como se eu fosse algo precioso e altamente quebrável em suas mãos;
"Ai" eu resmunguei quando ele apertou de leve o calombo roxo que se formava na base do meu tornozelo. "Isso dói." Acrescentei quando ele voltou sua atenção para mim.
"Eu acho melhor leva-la ao hospital." Jacob já havia se levantado e já estava procurando um casaco, quando eu falei alguma coisa.
"Eu não gosto muito de hospitais." Eu disse observando-º
" Eu também não gosto, mais isso aqui está ficando mais inchado a cada minuto."sua voz era seria, como antes, e eu me senti intimidada o bastante para tremer e pensar rapidamente em alguma coisa. " Não seria uma boa ideia esperar até que a dor aumente."
" Eu não quero ter que acordar Billy..."Eu resmunguei tentando arranjar uma desculpa para não ficar perto dele.
" Eu posso te levar." Ele disse calmamente, balançando as chaves de um carro para mim" Não precisa acordar ninguém."
"Ok." Eu concordei sem mais argumentos e com mais dores do que gostaria.
Eu senti o contato de sua pele quente quando ele ofereceu sua mão, para que eu pudesse me levantar;E logo depois quando ele passou meu braço direito por cima de seu ombro me apoiando o bastante para que eu pudesse andar sem dificuldades.
Eu me chutei mentalmente quando disse a ele que não poderia ir até o hospital vestida com uma blusa fina e uma calça de ioga, e rapidamente ele me arranjou um casaco groso que tinha o mesmo cheiro amadeirado que ele, e uma bota quente e confortável para que eu conseguisse sair no frio que fazia em Forks.
...
Foi no momento que ele abriu a porta da BMW – que antes estava parada dentro da garagem – e me colocou para dentro com o máximo de cuidado, que eu lembrei de algumas das palavras que eu havia escutado á algumas horas atrás.
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Flashback.
Leah deu alguns passos, parecendo observar cada pedaço do quarto e se voltou para mim enquanto eu fechava a porta. "Não parece muito feliz de estar aqui, mas eu aposto que vamos nos divertir muito."
Eu apenas sorri com um leve aceno de cabeça. Eu aposto que sim.
E apostava mesmo, por que eu não sei dizer o motivo ou muito menos explicar o por que Leah havia me passado uma impressão tão , ela era linda e estava sendo simpática comigo, não era isso que eu deveria querer? Deveria, claro, mas mesmo assim ao olhar dentro dos olhos escuros e delineados com uma cor quase igual ao seu tom de pele, eu podia jurar observar muito mais do que ela realmente queria um pressentimento, ou algo assim.
"E então, o que esta achando de Forks." Ela perguntou suavemente se sentando na beirada da minha cama, e deixando seu tom aumentar enquanto ela pronunciava o nome da cidadezinha,
"Fria." Eu respondi calmamente, ainda parada no mesmo lugar de antes. " Não posso dizer mais do que isso, ainda não tivesse a chance de conhece-la inteiramente."
"Não tem muito o que observar além disso."ela disse sorrindo, se mostrando simpática mais uma vez." Você deve me achar bastante intrometida, vindo aqui sem ser chamada ou algo assim...Mais minha mãe pediu que eu viesse ...Ela está preocupada com você." Sua palavras soavam calmas, mas logo depois tomaram um som assombroso, me deixando um pouco apreensiva.
"Co-comigo? Por que?" Eu perguntei, enquanto ela se levantava e vinha até mim,ficando frente a frente comigo.
"Você já deve ter ouvido alguma coisa sobre o meu querido irmãozinho... Jake." Ela fez uma careta ao dizer o nome.
"Nada muito preocupante." Eu respondi sorrindo nervosamente, enquanto observava seu rosto perfeito.
"Digamos que ele seja difícil de se controlar, e sabendo o que aconteceu em Phoenix, minha mãe achou melhor que eu lhe desse alguns conselhos." O nome da minha antiga cidade me fez engolir seco, e eu senti meu estomago dar uma cambalhota ao me lembrar das coisas que havia acontecido naquele lugar. "Ele pode tentar insinuar, ou mesmo se aproximar de um jeito...
"De que jeito?" Eu questionei antes mesmo que ela pudesse falar.
"De um jeito não muito apropriado, se me entende." Eu balancei a cabeça que sim, e ela continuou. " Nós temos tido alguns problemas com Jacob, bebidas, drogar e principalmente mulheres." Ela acrescentou em um tom serio. "Mamãe teve que despedir uma das empregadas, quando a pegou na cama não se controla, quer todas as mulheres que vê e não tem escrúpulos." Ela terminou lamentando.
"Eu-eu, não sei o que dizer." Eu sussurrei quando ela colocou a mão em meu ombro e me puxou para um abraço amigável. "Não quero que aconteça nada parecido ao que aconteceu antes, com você, ele é meu irmão, mas... tenha cuidado, Ok?
Eu afirmei positivamente mais uma vez e disse : "Ok." Antes de fechar os olhos, controlando meus ânimos e me mordendo para socar a cara dela por ela saber tantas coisas sobre mim, sem nem me conhecer.
"Eu vou deixa-la dormir, deve estar cansada." Sussurrou antes de deixar um beijo em minha bochecha e sair pela porta, sem dizer mais nada.
"Pobre Sue" eu pensei, afinal Leah com toda certeza não era nem um pouco normal, ao contrario parecia fria e calculista, mas mesmo assim tive que agradece-la mentalmente por ter me avisado sobre esse tal Jacob Black. "Certamente ele parecia a ovelha negra daquela família."
Fim do Flashback.
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Eu olhei de relance para o banco do motorista, e observei o rosto calmo de Jacob enquanto ele dirigia tranqü não era nada parecido com um adolescente cheio de hormônios descontrolado, e eu tinha que admitir, ele não havia lançado nem um olhar para o meu corpo, não havia me olhado de forma sensual, e não havia indícios de que ele estivesse tentando me seduzir.
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Não demorou muito para que avistássemos a fachada iluminada do único hospital que existia em Forks; Ele não era tão diferente dos hospitais que eu já tinha visitado, mas aqui tudo parecia estranho aos meus olhos... Tudo era realmente estranho.
"Eu vou te ajudar a descer." A voz grave de Jacob pareceu me acordar dos devaneios que preenchiam cada vez mais minha mente, e eu apenas concordei com aceno de cabeça, e esperei pacientemente que ele desligasse o carro, saísse de seu banco, desse a volta no carro e finalmente me ajudasse a sair do mesmo.
O vento frio não havia mudado em nada, e eu senti a diferença de ambiente quase que instantaneamente, quando o vento cortou meus cabelos e bateu forte contra meu rosto descoberto.
Jacob me ofereceu seu ombro, como da ultima vez, e eu o aceitei sem nem mesmo pestanejar;E assim nos entramos no hospital de Forks.
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"Senhorita Cullen?" Um homem vestido com um jaleco branco me chamou após alguns segundos de espera.
Eu havia passado pela grande recepção, antes de vê-lo, e uma jovem mulher anotou algumas informações minhas, antes que Jacob lhe dizer que eu estava com ele.
Eu não entendi muito bem aquilo, mas também não fiz perguntas.A mesma mulher me encaminhou para o raio –x, e logo depois para o consultório de um médico.
"Sou eu." Eu respondi, já sentada em uma maca a sua espera.
"O que trás uma moça tão jovem e bonita ao hospital a está hora da madrugada?" O medico já idoso e aparência cansada me perguntou, com um gentil sorriso nos lábios.
"Ela caiu." Jacob que não havia saído do meu lado,respondeu antes mesmo que eu pudesse pensar na pergunta, e responde-la sozinha.
"Eu posso falar sozinha." Resmunguei baixo, e somente para mim antes de repetir a mesma coisa que ele havia falado para o medico. "Eu cai, no banheiro... foi apenas um pequeno acidente, nada de mais."
" Bom, o nada demais vai precisar de uma imobilização e bastante descaso." O médico disse sorrindo da carranca que eu havia feito ao escutar a noticia. "Seu tornozelo está torcido e eu vou colocar gesso nele."
A culpa fora minha, e eu me chutava mentalmente o tempo todo por ter errado o caminho da cozinha e entrado justamente no banheiro em que Jacob se eu tivesse acertado o caminho, isso nunca tivesse acontecido – ou quem sabe eu teria caído das escadas e quebrado muito mais coisas. Isso me fez agradecer o fato de te-lo por perto para me nem parecia tão perigoso quando estava perguntando ao médico se havia algum remédio que eu pudesse tomar quando tivesse dor, ou mesmo pedindo uma receita para mostrar ao seu pai, que certamente ficaria preocupado comigo e meu infeliz tornozelo.
Muito ao contrario ele parecia atencioso e até mesmo doce ao me segurar pelo cotovelo, quando eu aceitei as muletas do medico e comecei a caminhar para fora do pareceu bondoso e educado ao abrir a porta do carro novamente para mim e me ajeitar no banco, guardando as muletas nos bancos de trás, e me perguntando se eu me sentia bem.
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O som estava ligado e "The Scientist- Coldplay" tocava baixo, enquanto eu olhava pela janela, observando as arvores passarem como um enorme vulto verde pelo carro enquanto o céu dava seus primeiro sinais de que já estava prestes a amanhecer.
Meu pé esquerdo descansava dentro da bota de gesso, e eu entrelaçava os dedos nervosamente em meu colo, sem prestar muito a atenção nisso.
" Nervosa?" A voz dele me fez olha-lo ao mesmo tempo que me acordava dos meus pensamentos.
"Não." Eu dei uma resposta monossílaba.
"Você não gosta de mim, não é?" Ele perguntou sem tirar os olhos, uma vez se quer, da estrada.
"Na verdade não" eu respondi calmamente, olhando diretamente para sua face bronzeada e observando sua reação, que foi uma careta.
"Por que não?" Era uma pergunta difícil, e definitivamente eu teria que responde-la de forma convincente. "Afinal, eu não fiz nada a você." Ele completou, me fazendo respirar fundo ao som da verdade que eu já havia levado em consideração.
"Eu ouvi coisas sobre você." Repondi de má vontade, antes de olhar de relance para seu rosto e ver mais uma careta de reprovação.
"Eu espera que você tivesse suas próprias opiniões." Ele sibilou, e eu senti uma pontada de arrependimento com o tom acusativo.
"Eu tenho."Sussurrei ofendida com o comentário.
"Não, não tem." Ele disse serio "Se alguém lhe disser que Shakespeare fora uma pessoa amarga e chato pra cacete, você iria acreditar?"Ele perguntou ao olhar para mim.
"Claro que não, eu nem o conheci." Eu respondi lentamente, sustentando seu olhar.
"Pois é, como pode me achar uma má pessoa se nem me conhece?" Seu argumento foi bom, e eu abaixei a cabeça ao ouvi-lo "Só por que alguém disse algo a meu respeito,não significa que seja verdade."
" Eu sei..."
"Eu aposto que foi Leah." Ele me interrompeu, dando um sonoro suspiro. " Não confie nela, aquela mulher é uma cobra." Eu tive que concordar.
" Foi ela." Eu assumi com vergonha.
" Não é por menos que Sue morre de vergonha dela." Ele sussurrou mais para si mesmo do que para mim, mas logo viu a confusão em meu rosto e completou. "Eu não sou um anjo, mas ela é bem pior do que eu...Uma vez Billy teve que busca-la em uma festa, e ela estava completamente bêbada, gritando aos quatro ventos o que alguns caras tinham feito com ela. E confie em mim, não vai querer saber o que foi." Eu engoli seco ao ouvir aquelas coisa, e agora estava bastante clara a razão pelo descontentamento de Sua quando ela se referia a filha.
"Por que ela fez isso... quer dizer, por que falar aquelas coisas sobre você?" Eu ainda tinha duvidas, ainda desconfiava dele.
" Inveja." Ele disse simplesmente, cortando a conversa e olhando diretamente para a estrada a sua frente, sem nenhuma outra palavras.
Eu olhei para Jacob, ele balançava a cabeça lentamente.
"Me desculpe, ok?" Eu finalmente disse sem desviar os olhos dele, que prestava a atenção na estrada mais uma vez.
"Tudo bem, todo mundo tem o direito de tirar conclusões precipitadas, eu mesmo tirei algumas de você." Ele disse antes de abrir mais uma sorriso brilhante e eu perceber que aquele sorriso me fazia sentir algo bom dentro de mim.
"Ah,é mesmo?" Eu sorri também com aquilo "E o que acha de mim?"perguntei voltando minha atenção para ele.
"Você parece ser muito teimosa...altamente desastrada e realmente .da." Ele provocou dizendo minhas qualidades pausadamente e rindo da própria ironia no final.
"Ei, eu não sou mimada." Eu protestei aumentando a voz, enquanto notava que o carro estava virando no mesmo lugar, onde o carro de Billy havia virado, para entrar no caminho que nos levaria de volta a casa.
"É claro que é." Ele respondeu como se eu tivesse contado a maior mentira do mundo, me fazendo rir mais uma vez, enquanto ele estacionava o carro bem em frente a garagem da sua casa... ou nossa casa.
Jacob me ajudou a sair do carro,do mesmo jeito que tinha feito antes, e mesmo com nossa proximidade eu não senti qualquer aversão a ele, convencendo-me de que as vezes as aparências – e as palavras – nos enganam.
"O que diabos aconteceu." Eu derrubei a muleta que estava em minha mão direita, quando escutei a voz exaltada de Billy Black, que havia saído pela porta da frente como um furacão, e agora nos vinha em direção a Jacob e eu tomado por algum tipo de ira, que eu realmente não sabia de onde surgira.
"Ela..." Jacob começou a explicar, mas foi interrompido por um rosnado enérgico de seu pai, enquanto eu me abaixava lentamente para pegar a muleta de ferro que eu havia derrubado.
"Eu mal coloquei Renesmee dentro da nossa casa e você..." Billy ronou apontando para Jacob, com o tom de voz acusatório. "Você a leva pra sei lá onde e faz sei lá o que com ela...Meu deus eu deveria te-lo mandado para outro lugar, não pode ao menos se controlar."
Eu estava com a boca ligeiramente aberta, ainda digerindo as palavras que Billy havia lançado contra Jacob, enquanto o mesmo permanecia com uma face indecifrável e completamente imóvel, aceitando as palavras do pai.
"Billy." Eu consegui dizer mais alto do que as coisas que ele estava começando a dizer, e ele rapidamente olhou para mim notando minha presença. "Ele não fez nada comigo." Eu disse em um tom calmo, me aproximando de Jacob, que não se mexeu nem um centímetro. "Isso foi tudo culpa minha...Eu-eu tropecei no corredor, es-estava escuro e eu sou tão machuquei meu pé vê (eu ergui o pé escondido pela bota de gesso lentamente), Jacob me levou ao hospital...Ele foi muito gentil realmente não queria incomodar e muito menos causar essa cena constrangedora." Billy parecia ter sido atingido por um caminhão,e lentamente se acalmava enquanto escutava minhas palavras calmas.
"Foi isso que aconteceu papai" A voz de Jacob era ríspida, e a ironia contida no papai, não passou despercebida nem por mim, nem por Billy.
Ele deu um pequeno sorriso para mim, e logo depois seguiu em passos rápidos em direção as escadas para a porta da frente, passando por seu pai sem uma palavra, e entrando pela porta sem muita delicadeza.
"Me desculpe Renesmee..."
" Ela me ajudou." Minha voz soou seria , e eu pude ver arrependimento dentro dos olhos de Billy. "Ele não to-tocou em mim do jeito que você esta pensando...Apenas me ajudou." Eu disse antes de seguir pelo mesmo caminho que Jacob.
...
Subir as escadas de muleta não fazia muito o meu estilo, principalmente quando você tem uma quedinha por acidentes e pode rolar pelos degraus e quebrar o resto –intacto – do seu foi bem difícil, e eu devo admitir isso, eu não era tão boa assim com as muletas, mas assim que entrei em meu quarto me desafiei a tomar um banho sem estragar o gesso e sem ter que voltar pro hospital ainda incrível que pareça, eu consegui.
A água quente que caia por minhas costas devagar – enquanto eu apoiava o pé na porta do Box, completamente desajeitada.- me fez pensar um pouco mais sobre aquele único dia que eu havia passo em Forks.
Primeiro a hospitalidade, depois Leah e suas opiniões e logo em seguida Jacob Black derrubando qualquer conclusão que eu houvesse tirado dele.
Não pude não pensar em como ele havia sido gentil, e ao mesmo tempo tão calado e serio e engraçado. " Ok, respire um pouco." Eu ordenei mentalmente, sentindo a confusão se formando dentro da minha mente.
Era verdade,eu me sentia tão...segura estando perto dele, tão longe de todos as coisas que estavam sempre em minha cabeça.E era incrível o jeito que eu tentava decifra-lo, tentava saber o que ele estava pensando ou o que ele faria no próximo minuto e tentava me defender dele, quando na verdade ele nem sequer olhava direito para mim.
Ele nem olhara direito para mim.
Eu acho que isso me fez simpatizar com Jacob Black, ou talvez desejar algo mais dele.
Eu balancei a cabeça, tentando afastar o tipo de pensamento que definitivamente eu não poderia ter em momento algum, e sai do banheiro o mais rápido que pude, pegando uma toalha e me enxugando por inteiro antes de me enfiar em qualquer roupa e sair pela porta do quarto, mancando sem jeito e esquecendo minhas muletas em algum lugar do meu quarto.
Nada passou por minha cabeça enquanto eu andava de encontro á porta do quarto o qual eu estivesse dentro na madrugada passada, e cujo dono tinha salvado o meu querido pé, enquanto eu achava que ele era algum tipo de maníaco sexual.
Eu me senti corar ao dar a primeira batida na porta, mas ninguém me atendeu nos próximos quarenta segundos, então eu apenas bati mais uma vez antes de colocar minha mão na maçaneta e gira-la lentamente em um ato bastante intromido.
Assim que a porta se abriu, eu entrei no quarto – agora iluminado – e a fechei lentamente atras de mim, antes de olhar todo o cômodo e achar Jacob deitado de bruços em sua cama, dormindo tranqüilamente...como um anjo.
Eu pensei em sair do quarto, mas minha curiosidade foi bem maior do que a razão, e eu apenas deu alguns passos pelo quarto, chegando perto de uma das suas, limpas e organizadas, um livro qualquer e folhei suas paginas achando uma pequena dedicatória, escrita em uma caligrafia fina e desenhada na ultima folha.
"Eu estarei junto a ti, mesmo que você não possa me ver.
Com todo amor, sua mãe."
Eu me repreendi mentalmente por invadir seu espaço, e coloquei o livro no lugar, pegando um Cd dessa vez.
" Eu deveria coloca-la para fora." Sua voz me assustou profundamente, e eu dei um pulo antes de olhar para seu rosto, que exibia um sorriso divertido.
" Muito engraçado." Eu ironizei antes de sorrir também, e voltar minha atenção para o Cd.
" Você poderia ter me matado." Sussurrei balançando a cabeça.
"Não exagere." Ele disse antes de sorrir mais uma vez. " Eu estava dormindo até você quase destruir minha porta.
"Então por que não me atendeu?" questionei colocando o Cd no lugar e cruzando os braços.
"Eu queria ver o que você faria." A resposta me vez corar mais uma vez. "Você alem de mimada e fofoqueira."
"Idiota."Eu resmunguei tentando me manter seria, mas falhando logo em seguida. " Eu só vim pedir desculpas." Eu olhei em seus olhos, e logo desviei quando ele se ergueu para se sentar na casa, me observando atentamente.
"Pelo que?"
"Por ter tirado conclusões erradas, ter lhe tratado mal e ainda provocado aquela situação toda com Billy." Eu disse sem olhar para seu rosto, evitando ao maximo olhar em seus olhos.
"Não se preocupe com isso, foi assim, ele desconfia de tudo que eu faço." Jacob pareceu entristecer ao assumir aquilo. " Eu tenho que dizer, não sou um bom garoto, não do jeito que ele queria que eu fosse e isso o incomoda ê não tem culpa, isso acontece dês da morte da minha mãe." Então o mal comportamento derivava da morte de sua mãe, fazia eu perdesse a minha também ficaria perdida e confusa, poderia fazer coisas ruins...
Jacob se levantou ainda quieto e caminhou até mim, ficado ao meu lado e observando o livro que eu havia pegado. "me desculpe, Jacob." Eu disse rapidamente, mas ela apenas sorriu para mim e deu de ombros, demonstrando não se importar com o meu abuso.
" Me chame de Jake." Ele pediu sorrindo mais uma vez. " E falando em nomes, eu simplesmente detesto o seu." Ele acrescentou levantando uma sobrancelha.
"Eu também, afinal quem coloca um nome tão complicado em uma filha." Eu resmunguei dando de ombros também.
"Sua mãe?" ele disse, e eu sorri. " Qual seu nome todo?" ele perguntou com certo interesse.
"Renesmee Carlie Cullen" eu respondi fixando meu olhar no seu, e observando enquanto ele parecia pensar.
" Eu não gosto de Renesmee, e nem Nessie." Eu deveria ficar extremamente chateada com aqueles comentários, mas eu apenas sorria com eles. " Eu vou te chamar de C., o que acha disso."
" C." Eu repeti mordendo o labio inferior, e sorrindo logo em seguida. "É eu gostei."
" Bom, C. agora que arranjamos um nome descente para você vamos a algum lugar." Ele disse indo em direção a porta.
"Ir-ir a algum lugar, o que quer dizer com isso?" eu gaguejei um pouco antes de completar minha pergunta.
"Vamos conhecer Foks." Ele esclareceu sorridente, enquanto seus olhos exibiam um brilho estranho e eu perdida o fôlego. " O que foi, não confia em mim baby?" Ele perguntou ironicamente, enquanto eu apenas observava.
Era uma pergunta difícil , dês do momento em que você não confia em ninguém a não ser você.E olhando nos olhos de Jake, vendo como eles brilhavam em antecipação eu quase cogitei responder um 'Claro que não confio, eu nem conheço você.' Mas mesmo que eu quisesse, eu não poderia dizer, era como se eu simplesmente não pudesse dizer não a ão eu simplesmente balancei minha cabeça positivamente e sussurrei um pequeno
"Eu confio em você." E sorri , correspondendo o sorriso enorme que brotara em seus labios perfeitos.
Eu realmente confiava.
Fim do capitulo.
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OOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
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N/A: MA Oê, é eu sei que demorei um pouco para postar o segundo capitulo mais também ele ta muito bunitinho, né?
Primeiramente, OBRIGADO por todas as lindas reviews, eu to super viada com elas, obrigado mesmo.!
Segundo, gente não sei por que, mas cada vez que escrevo pra essa fic, vou ficando mais apaixonada por ela e pela estória que está se formando. *momento emotiva *
Sorry, me desculpem mesmo pelo atraso e esperoo que comentem e ADOREM esse capitulo, por que eu – como já está bem claro- amei!
Aiin gente, eu até to indo com a cara do Jake agora.. UAHUAHUAHUAHUAHUAH
Amoo vocês e continuem me apoiando.
AHH, quero agradecer especialmente a minha beta linda, que leu apoiou e adorou o cap assim como eu. Te amo beta linda ( Ingrid ), gente ela deve estar pulando agora...
Só pra não perder o costume,lá vão mais perguntinhas:
1-Por que o Jake não fez "nada" enquanto estava perto da Nessie?
2-Gostaram do apelido dela? Baby C, o Jake também odeio o nome dela, assim como eu.
3-O que vocês esperam do próximo capitulo?
4-Querem dar alguma ideia? Escrevam nas reviews, ou calem-se para sempre.
5-Qual será o jogo do Jake, ou será que ela –agora- não está jogando jogo algum?
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N/B: OIA eu aqui,como você sabe Isa? Eu to rindo a toa aqui,adorei esse capitulo,você já sabe né?
Vamos lá,La vou eu falar,estamos num momento "ey,eu não mordo Jake,você que tem que morde",ta parei,é um momento em que o Jake tem que aprender a ser amigável com as pessoas,ele realmente não sabe fazer,ele tem sido meio fechado desde a morte da mãe!será como que ele vai enfrentar isso? Esse é o meu ponto de vista,é o de vocês?Reviews baby:*
