Capitulo 3

Verdade ou conseqüência.

...

"Time can never mend
The careless whisper of a good friend
To the heart and mind
Ignorance is kind
There's no comfort in the truth
Pain is all you'll find"

Careless Whisper - Seether

...

Jacob POV

O banheiro estava escuro, a água quente descia calmamente por minha pele, e eu pensava incansavelmente nas palavras que Billy havia dito mais cedo.

"Ela não é qualquer uma, então, não chegue perto dela."

Havia sido um aviso, e acho que escutei aquela mesma frase por pelo menos meia hora, então ela estava gravada em minha mente, me fazendo tremer por antecipação, afinal quando é proibido é muito mais gostoso.E nesse caso, definitivamente era gostoso.

Eu sorri diante daqueles pensamentos enquanto colocava minha cabeça bem em baixo da água, em uma tentativa um tanto ruim de lavar aqueles pensamentos que insistiam em me assombrar.

Eu deveria estar pensando em como encurralar Renesmee, e não em como meu pai não queria isso.

Eu desliguei o chuveiro, e lentamente me enxuguei com a toalha que havia deixado próximo ao box .Estava escuro, afinal eu era proibido de acordar qualquer pessoa com as minhas saídas de Billy ão, eu não podia acender qualquer luz que fosse dentro de casa...Não depois da meia noite.

Era realmente difícil vestir algumas roupas quando você não consegue ver nada.E esse era o meu caso, já que eu tinha conseguido vestir a calça do pijama, mas continuava entalado na blusa, que teimava em não passar pela minha cabeç quando eu vi a luz se acendendo e soltei um grunhido ao mesmo tempo, em protesto, quando senti alguma coisa bater bem no meio do meu peito, me deixando confuso e sem ar.

Logo em seguida escutei – o que devia ser a mesma coisa que me atingira – caindo no chão com um som baixo e oco.

diabo foi isso?

E eu ainda estava preso com a droga da blusa. Ok,lá vai, "Eu não sei quem está ai, mas seja você quem for... Pode me dar uma mãozinha?" Eu resmunguei sentindo meu rosto esquentar de raiva.

Não houve resposta, mas eu pude sentir pequenas mãos tentando puxar minha blusa para baixo.Mão pequenas e suaves, com toda certeza mãos de mulher.

"Ok, Leah acho que você pode me dar mais do que uma mãozinha."Eu sussurrei imaginando a cara que ela estaria fazendo nesse momento. "Serio, eu não vejo o por que de você estar perambulando..." As palavras cessaram rapidamente no mesmo momento em que fitei os olhos castanhos mais bonitos que eu já tinha visto em toda minha podia ser bonita de longe, mas de perto a visão melhorava, e muito.

Renesmee Cullen, o nome era um tanto estranho, mas ela era completamente olhos estavam fixos em mim, e ela estava completamente assustada...curiosa, como se eu fosse ataca-la ou alguma coisa perceber um pequeno tremor percorrer seu estava com medo e eu sorri com isso e fingi não saber quem ela era. "Ok, antes que eu te coloque para fora... quem diabos é você?". Eu a questionei calmamente observando cada expressão em seu rosto corado.

Ela respondeu seu nome lentamente, enquanto cruzava os braços, em desafio. "E você definitivamente não vai me colocar para fora dessa casa." E então eu quase sorri mais ainda quando ela disse aquelas palavras, serio que a garota era tão interessante assim?

É ela era, e apesar de seus olhos estarem semicerrados eu pude observar a cor que eles tinha de perto;Eram realmente castanhos e realmente lindos.Não pude deixar de observar que suas bochechas eram rosadas, que seus cabelos tinham leves cachos nas pontas, e que ela tinha um cheiro delicioso de sol...Era quente e ao mesmo tempo tão doce, aquilo me deixava um pouco tonto, afinal de contas, eu nunca tinha dado atenção ao cheiro de uma garota antes.

Eu murmurei alguma coisa e arquei uma sobrancelha, notando que isso a deixava bastante incomodada.

Seu rosto era um misto de frustração – com certeza por ter entrado no lugar errado – e dor, e exatamente na hora em que eu ia dizer alguma coisa sobre o quanto ela me parecia engraçada, ela cambaleou para trás soltando uma pequena lamuria de me apresei, tentando segura-la antes que ela acertasse o chão mais uma vez.

Ela não pareceu perceber, mas quando a minha mão tocou sua pele eu pude sentir que ela era quente e terrivelmente macia.E quando seus olhos se viraram para encontrar os meus, eu não tive a capacidade de evitar aquele olhar tão profundo, eu apenas olhei dentro daqueles olhos e me assim.

Ela resmungou um "Droga!", e eu desviei meu olhar rapidamente, enquanto ela tentava colocar o pé no chão e gemia de dor.

"Eu acho que você se machucou." Eu disse serio, enquanto observava seu pé, que estava ligeiramente inchado e roxo.

"E eu tenho certeza..." Ela sussurrou baixo de mais, tomada pela raiva que queimava dentro de seus olhos. "E você pode me largar, eu consigo ficar em pé sozinha." Ela olhou nos meus olhos, mas rapidamente desviou o olhar, demonstrando um pouco de ... medo?

"Claro, eu acabei de confirmar isso... você quase caiu no chão."Eu murmurei enquanto tentava segura-la, e ela tentava me empurrar para qualquer lugar que não fosse perto dela.

Sim ela estava com medo, e dava para ver dentro dos seus olhos . E tudo se confirmou no momento em que ela soltou um "Olha, eu já sei tudo sobre você e..."

Era isso, ela achava que sabia tudo sobre era definitivamente muito estranho, mas as pessoas sempre falavam de mim, e sempre eram coisas ruins, então eu não deveria me incomodar...Mas estava me incomodando, o fato dela saber alguma coisa ruim sobre mim, me incomodava profundamente.

Eu a ignorei e a levei rapidamente para o meu quarto, sentando-a na cadeira mais próxima, e me abaixando logo em seguida para ver se ela tinha tido alguma coisa grave no pé.

...

"Você é quente." Sua voz estava áspera, e ao falar aquilo ela me acordou de alguns do pensamentos que passavam por minha mente, enquanto eu olhava seu pé a olhei nos olhos depois daquelas palavras, e ela se apressou em esclarecer, completamente nervosa e jogando as palavras no ar: "Não dá maneira que você está pensando...Quero dizer sua pele parece ser mais quente do que a minha."

Eu queria dizer que a pele dela também me parecia quente, mais eu guardei minhas palavras e continuei a examinar o pé, confirmando que havia acontecido alguma coisa, e logo depois ajudando-a a se levantar e rumar para o hospital, que era lugar de gente que entrava em banheiros ocupados e torcem o pé de maneiras bastante estranhas.

Ela reclamou um pouco, mas logo depois entrou na BMW e se calou, mantendo-se assim pelo resto do caminho até o hospital de Forks.

O caminho foi longo, e tudo que eu podia escutar era o som do vento passando pelo ão quando a luz da placa do hospital se tornou visível no final da rua, eu agradeci muitas vezes por me livrar daquele silencio insuportável.

Eu não gostava de hospitais, e antes mesmo de entrar, o cheiro do éter já chegava até mim e meu estomago revirava loucamente.

...

"The Scientist- Coldplay" tocava baixo, e eu dirigia calmamente, enquanto as imagens dela reclamando de ter que imobilizar o pé machucado, rodavam por minha mente, me fazendo sorrir brevemente e fitar-la momentaneamente. Estava quente dentro do carro, mas mesmo assim eu podia sentir todos os pelos do meu corpo se eriçando, quando seu cheiro passava por mim.

Havia uma pequena brecha na janela e o ar frio que por ali passava, batia em seus cabelos e ia diretamente na minha direçã deveria achar que estava ficando louco, mas aquilo parecia tão... sentada ali enquanto a brisa suave contornava seu rosto, espalhando seus cheiro pelo meu carro, aquilo realmente parecia estar tão certo.

Foi exatamente naquele momento que comecei a me arrepender de ter feito a maldita ainda não sabia o motivo, mas mesmo assim podia sentir algo diferente não a conhecia, mas simplesmente estar perto dela me deixava confuso e ao mesmo tempo confortável, era como se aquele fosse realmente o meu lugar.A minha casa. Isso pode parecer conversa de maluco e eu realmente devo estar ém se apaixona assim, não é?

Não é?

Eu não sabia a resposta, mas sabia que a partir daquele momento, eu estava perdido.

OK Jake, hora de parar de sonhar com essa porra de cheiro e olhar para a estrada.E pensar aquilo era a mesma coisa que dizer: Olhe para ela, ela esta bem ao seu lado.E eu nem podia dizer não, já que ela estava tão perto, com aquele cheiro irresistível.

Eu a observei pelo canto do olho, e pude notar que ela entrelaçava os dedos que antes repousavam em seu colo, nervosamente.

Eu perguntei se ela estava nervosa, e ela pareceu acordar de algum tipo de sonho, me respondendo apenas um "Não". Eu afirmei uma vez, e a espiei pelo canto do olho mais uma vez, a tempo de perceber que ela havia se virando para mim.

Ela suspirou profundamente e eu finamente fiz a pergunta:"Você não gosta de mim, não é?"

"Na verdade não" Ela respondeu calmamente, enquanto eu fazia uma careta de desgosto.

"Por que não?" A pergunta saiu antes mesmo que eu me desse conta. "Afinal, eu não fiz nada a você."

"Eu ouvi coisas sobre você." A resposta.A grande resposta que eu já esperava...Leah,eu podia sentir o cheiro podre dela nessa merda de assunto.E não pude evitar o aperto que minhas mãos exerceram contra o volante, enquanto a raiva crescia dentro de mim.

"Eu espera que você tivesse suas próprias opiniões." Minhas palavras estavam mergulhadas em ódio, ão era assim que iríamos jogar, irmãzinha?Filha de uma puta.

"Eu tenho."Ela sussurrou, me fazendo olhar para sua face e reconhecer uma pontada de arrependimento em sua expressão;

"Não, não tem." Eu rebati ríspido. "Se alguém lhe disser que Shakespeare foi uma pessoa amarga e chata pra cacete, você iria acreditar?" Questionei olhando dentro dos seus olhos.

"Claro que não, eu nem o conheci." Ela respondeu pausadamente, tentando sustentar nossos olhares.

"Pois é, como pode me achar uma má pessoa se nem me conhece?" A pergunta tinha sido mais profunda do que realmente parecia não me conhecia, não sabia que a metade das coisas que Leah havia dito a ela era verdade.E eu tinha ódio disso."Só por que alguém disse algo a meu respeito, não significa que seja verdade."

" Eu sei..."

"Eu aposto que foi Leah." Eu suspirei apertando, novamente, minhas mãos em volta do volante, enquanto ela balançava a cabeça positivamente.. " Não confie nela, aquela mulher é uma cobra."

" Foi ela." Ela assumiu depois de alguns segundos.

" Não é por menos que Sue morre de vergonha dela." Eu estava apenas pensando alto, mais logo percebi que já havia entrado no nosso jogo."Eu não sou um anjo, mas ela é bem pior do que vez Billy teve que busca-la em uma festa, e ela estava completamente bêbada, gritando aos quatro ventos o que alguns caras tinham feito com ela. E confie em mim, não vai querer saber o que foi." Pude ver que ela havia ficado tensa com o rumo que a conversa havia tomado, mas eu já havia entrado...Não poderia sair.

"Por que ela fez isso... quer dizer, por que falar aquelas coisas sobre você?" Ela perguntou, me observando curiosamente.

" Inveja." Aquela era a verdade, e eu simplesmente não conseguia pensar em outra coisa que levasse Leah a fazer esse joguinho estúpido.

O joguinho estúpido que eu havia concordado em fazer, será que eu já tinha me esquecido?

Eu a espiei mais uma vez, e suspirei lentamente, sentindo um bolo se formar em minha a cabeça algumas vezes tentando parar com aquela sensação.

"Me desculpe, ok?"

"Tudo bem, todo mundo tem o direito de tirar conclusões precipitadas, eu mesmo tirei algumas de você." Eu não pude deixar de sorrir ao escutar sua voz tão doce, sentindo seu cheiro passar mais uma vez por mim, enquanto seus olhos me fitavam.

"Ah, é mesmo?" Ela perguntou de um jeito descontraído, finalmente deixando a mascara que ela vestia, cair. "E o que acha de mim?"

"Você parece ser muito teimosa...altamente desastrada e realmente .da." Ele sussurrei observando o quanto ela ficava bonita irritada, e mais ainda quando sorria sinceramente.

"Ei, eu não sou mimada." Ela protestou ainda sorrindo, enquanto virávamos e entravamos na pequena estrada que nos levava apara casa.

"É claro que é."

...

Eu estacionei o carro em frente a casa, e desci logo em seguida para ajudá-la a descer, do mesmo jeito que havia feito não toca-la exageradamente, pois sabia que tinha lhe acontecido alguma coisa e que ela não gostava que eu a tocasse, e se eu queria ganhar sua confiança...Teria que ser devagar.

"O que diabos aconteceu." A voz grave de Billy ecoou pela porta da frente, e Renesmee derrubou uma das muletas, que ela havia ganhado no hospital, em consequencia do susto.

"Ela..." Eu comecei a explicar calmamente, mas fui interrompido por um rosnado vindo dele, e na mesma hora reconheci aquela feição. Era a mesma de sempre...

"Eu mal coloquei Renesmee dentro da nossa casa e você..." Ele rosnou apontando o dedo para mim, autoritário como sempre."Você a leva pra sei lá onde e faz sei lá o que com ela...Meu deus eu deveria tê-lo mandado para outro lugar, não pode ao menos se controlar."

"Billy".Renesmee gritou, atraindo a atenção de Billy, que parou de falar. "Ele não fez nada comigo. Isso foi tudo culpa minha... Eu-eu tropecei no corredor, es-estava escuro e eu sou tão desastrada. Eu machuquei meu pé, Jacob me levou ao hospital... Ele foi muito gentil comigo. Eu realmente não queria incomodar e muito menos causar essa cena constrangedora".Eu pude perceber a surpresa que Billy recebeu...Eu não tinha feito, menos não dessa vez.

"Foi isso que aconteceu papai" Eu sussurrei irritado, enquanto Billy olhava para mim com o jeito desconfiado de sempre.

Ele sempre pensava no pior, e eu sempre era o culpado por tudo. Era comum Jacob Black levar a culpa por qualquer coisa que acontecesse naquela casa, e na primeira vez que eu faço algo que realmente vale a pena, ele vem com a cruz e os pregos pra cima de mim. Muito bom.

Eu me virei para Renesmee e sorri brevemente, antes de seguir pelas escadas em passos rá olhar para trás.

...

Raiva.

Eu definitivamente estava com raiva.

Raiva por tudo ter ido por água a baixo no momento em que aquela garota entrou no lugar por ter ficado tão encantado por por não ter conseguido fazer...Nada.

Batidas na porta me fizeram olhar diretamente para a mesma, e assim que eu disse um "Entre" não muito gentil, uma Leah vestida em um vestido florido e curto, entrou pela porta e sorriu ingenuamente para mim.

" O que você quer aqui?" Eu perguntei ríspido, antes mesmo que ela pudesse fechar a porta atrás de si e me encarar. " Vá embora Leah." Minha voz soou mais ríspida do que antes, quando eu percebi o que ela pretendia.

"Então você levou a pequena e indefesa Renesmee ao hospital pela madrugada, irmãozinho." Ela disse calmamente,enquanto se aproximava de mim. " Eu aposto que no caminho você a ajudou a fazer algumas outras coisas."

"A garota estava morrendo de medo de mim, e isso é culpa sua." Ela sorriu mais ainda quando eu pronunciei aquelas palavras, e aquilo só me deixou com mais raiva. "Você andou falando coisas sobre mim sua vagabunda..."

"Nós não combinamos nenhum tipo de regras."

" Não me provoque Leah, ou eu enfio as suas regras em um lugar que eu aposto já ter sido bastante explorados por todos os meus amigos." Eu cuspi, enquanto ela fechava a cara de maneira ameaç sabia brigar e também conseguir o que quer que fosse.

"Não fale assim comigo, Black." Ela avisou tocando o meu peito por cima do tecido da camisa.

" Eu falo com você como eu bem ? É você quem deve ter medo de mim, e não vice e versa Leah, estou lhe avisando, não brinque comigo." Eu atirei sua mãos para longe de mim, e ela rosnou com meu ato.

Eu dei as costas para Leah, e apoiei um braço na parede, tentando clarear meus pensamentos, quando senti suas mãos acariciaram minhas costas.

"Não fale assim querido, ou eu ficarei magoada." Ela sussurrou se encostando em minhas costas, e depositando um beijo naquele mesmo local. "Apenas faça a sua parte no combinado e pare de bancar o cavaleiro bonzinho Jake, nós dois sabemos o que você realmente é."

"Deixe-a em paz Leah, ela não é o tipo de garota que..."

"O que exatamente você quer dizer com isso?" Ela questionou em uma voz manhosa, depositando pequenos beijos em meus braços e ombros.

" É inveja?" Eu perguntei com um sorriso sarcástico, ao me virar e ficar frente a frente com ela, olhando dentro de seus olhos. "Por que se for você pode parar com isso tudo e deixa-la em paz, você nunca chegará aos pés estava com medo de mim, enquanto você se oferece descaradamente..." Eu não pude terminar , por que antes mesmo que eu começasse Leah me deu um tapa e eu urrei. "O que você acha que está fazendo, sua vagabunda?" Eu murmurei tomando cuidado para não fazer barulho. "Sai daqui antes que eu não responda por meus atos."

"Você acha que isso é uma brincadeira, não é Jake?" Ela sibilou com a boca próxima a minha. "Tome cuidado, irmãozinho...Ou o feitiço pode se virar contra o feiticeiro...E pelo brilho escroto em seus olhos, eu poderia dizer que isso não vai demorar a acontecer." Ela sorriu e encostou os lábios nos meus, enquanto eu me controlava.

"Eu não estou brincando Leah, estou apenas avisando...Isso não vai acabar bem." Eu sussurrei quando ela se afastou.

"Eu não me importo...Apenas cumpra as suas palavras e faça o que combinamos."Ela sibilou indo em direção a porta e parando ao me fazer uma pergunta." Ou você prefere desistir?"

"Não...Eu não vou desistir." Eu disse, antes de escutar sua risada e a porta batendo logo quando ela saiu do meu quarto.

Eu iria me arrepender disso.

...

Tomei um banho gelado e me deitei, esperando esquecer algumas das coisas, tentando não pensar nelas, mas as batidas insistentes na porta não me deixaram esquecer, e o cheiro inconfundível de Renesmee, também não.

Ela era curiosa, tinha invadido o meu ão eu simplesmente fingi estar dormindo, apenas para observa-la.E para minha surpresa, eu percebi que não tinha olhado para ela...Não realmente.Não tinha visto como o seu corpo era proporcional, sua cintura marcada pela blusa justa e os seios pequenos, eu não tinha reparado que seu corpo era tão lindo quanto seu rosto, não tinha reparado o quanto eu parecia deseja-la.

Ela estava do lado da minha cama, o seu cheiro chegava até mim, me deixando tremulo, completamente excitado.

Deus, tire-a daqui antes que eu posso fazer algum mal a ela.

Eu deveria fazer mal a ela, era esse o objetivo da poderia convence-la agora nã simplesmente não conseguiria.

Ela tinha o melhor cheiro da face da terra, e os olhos mais brilhantes que eu já tinha visto...E eu estava com pena dela.Não é?

Eu-eu não sei.

Meus olhos se fixaram nela, e ela estava tão absorta com o livro em suas mãos, que nem reparou que eu a observava.

" Eu deveria coloca-la para fora." Ela deu um pulo ao escutar a minha voz, e eu sorri ao ver sua reação.

" Muito engraçado."

"Você poderia ter me matado." Eu sussurrei fingindo estar abalado.

"Não exagere.".Ela pediu calmamente, enquanto colocava o livro, que eu reconheci como sendo o livro que minha mãe me dera antes de morrer, e sorriu para mim.

" Eu estava dormindo até você quase destruir minha porta." Era mentira, mas era ótimo ver aquela expressão de preocupação em seu rosto.

"Então por que não me atendeu?" Ela perguntou enquanto eu a olhava.

"Eu queria ver o que você faria."Ela sorriu e corou quando eu respondi. "Você além de mimada, é fofoqueira."

"Idiota."Ela resmungou seria, antes de desistir e soltar uma gargalhada.. "Eu só vim pedir desculpas." Sua voz se tornou seria novamente e eu fiquei confuso ao perceber que ela parecia culpada.

"Pelo que?" Perguntei franzindo as sobrancelhas.

"Por ter tirado conclusões erradas, ter lhe tratado mal e ainda provocado aquela situação toda com Billy." Ela abaixou o olhar, envergonhada, enquanto falava.

"Não se preocupe com isso, Ok. Sempre foi assim, ele desconfia de tudo que eu faço." Era a verdade, e aquilo pareceu deixa-la mais culpada. "Eu tenho que dizer, não sou um bom garoto, não do jeito que ele queria que eu fosse e isso o incomoda ê não tem culpa, isso acontece desda morte da minha mãe." Eu sussurrei enquanto me levantava e ficava ao seu lado, observando o livro que antes estava em suas mãos.

"Me desculpe Jacob." Ela sussurrou olhando em meus olhos.

" Me chame de Jake."Eu pedi lançando-lhe um sorriso tranqüilizante. "E falando em nomes, eu simplesmente detesto o seu. "Eu tinha que dizer isso, afinal o nome dela era...Tenebroso..

"Eu também, afinal quem coloca um nome tão complicado em uma filha." Ela deu de ombros enquanto sorria.

"Sua mãe?" Eu não deveria ter dito isso." Qual seu nome todo?" Eu perguntei tentando sair do assunto da mãe.

"Renesmee Carlie Cullen" Ela disse, olhando curiosamente em meus olhos. Esperando que eu dissesse alguma coisa.

"Eu não gosto de Renesmee, e nem Nessie."Eu confessei, enquanto ela apenas sorria.. " Eu vou te chamar de C., o que acha disso."

" C."Ela repetiu ao mordeu seu lábio inferior, enquanto eu me amaldiçoava por pensar em coisas para fazer com seus lábios."É eu gostei." Ela respondeu, me tirando do transe.

" Bom, C. agora que arranjamos um nome descente para você vamos a algum lugar." Eu disse indo em direção a porta.

"Ir-ir a algum lugar, o que quer dizer com isso?" Ela gaguejou antes de completar a frase.

"Vamos conhecer Foks." Esclareci sorridente, enquanto ela parecia perder o fôlego. " O que foi, não confia em mim baby?"

Eu temi a resposta, mas ela me surpreendeu, balançando a cabeça possitivamente e logo depois dizendo as palavras mágicas:"Eu confio em você."

Ela realmente confiava, e era hora de usar isso ao meu favor, mesmo que eu fosse me arrepender disso.

...

Cinco semanas depois.

Nessie POV

.

O tempo havia passado, e de repente a Forks nublada e chuvosa havia se tornado uma cidade ensolarada e acolhedora.Não que ela, realmente, tivesse deixado de ser a cidade onde chovia todos os dias e fazia frio, mas pelo simples motivo de ter Jake iluminando meus dias, esquentando todos os meus pensamentos a minha vida.

Eu não deveria pensar nisso, não desse eu não conseguia evitar, ele estava em todos os lugares, sempre ao meu me mostrado, quase, todos os lugares daquela cidade pacata.

Eu não sabia como isso tinha acontecido tão rápido, mas minha mente havia começado a nutrir sentimentos por ele, sentimentos que não eram os que uma amiga devia estava...estava tendo algum tipo de paixonite por ele, e isso não era certo, já que ele me via como uma simples amiga.

Jake, que estava do outro lado da sala iluminada, sorriu para mim naquele momento, e eu sorri para ele, observando como ele ficava bonito em um terno e como eu estava apaixonada por ele. Eu estava aqui a mais de um mês e todos os dias foram gastos com suspirei ao ver que ele , agora, estava andando na minha direção.

"Você está linda." Ele sussurrou encostando na mesma parede que eu, quando chegou até mim. "Serio, Sue não poderia ter escolhido um vestido melhor. E a propósito, preto é a minha cor favorita, a partir de agora." Ele completou dando uma bela olhada no vestido preto que Sue havia me dado naquela manhã. A manhã do seu aniversario, e segundo ela, tudo deveria estar lindo, contando um dia especial para ela.

"Ela queria que eu ficasse bonita, é aniversario dela...O que eu podia fazer?" Eu suspirei pegando um refrigerante quando o garçom passou por nós.

Ele sorriu por um segundo e observou os outros convidados, como eu fazia antes dele descer pelas escadas da mansão.

Tomei um gole do refrigerante e observei enquanto Jake tomava-o da minha mão e dava um gole também.

"Idiota." Eu resmunguei desistindo do refrigerante e dando mais uma olhada pela sala, dessa vez achando Sue, que vestia um vestido azul marinho e exibia um grande sorriso nos lábios.

" O que quer fazer agora?" Ele perguntou largando o copo em qualquer canto e olhando diretamente para mim.

"Nada...Eu acho." Não tinha nada para fazer, e mesmo que tivesse, seria jogar baralho com o bando de convidados de Sue. "Eu não gosto de festas." Adicionei, fazendo uma careta, quando uma senhora passou e sorriu para mim.

"Já percebi pela sua cara." Jake deu uma gargalhada ."Quer dar o fora daqui?"

"E onde você me levaria?" Perguntei me virando para ele e observando-o pensar.

"Pra algum lugar." Ele respondeu pegando as chaves do carro dentro do bolso e sorrindo, enquanto a balançava na minha frente. "Eu não vou te seqüestrar, nem nada parecido."

"É eu sei." Eu sussurrei enquanto dávamos um jeito de andar até os fundos da cozinha, e sair pela porta de trás. "Billy te mataria."

"HAHA, muito engraçado querida."Ele soltou uma gargalhada forte e se virou para mim. "Me deu vontade de te seqüestrar agora, vamos?" Jake envolveu seus braços em minhas pernas e me jogou sobre seu ombro, enquanto eu esperneava e gritava alguma coisa do tipo: "Idiota, eu vou chamar Billy agora mesmo."

...

Eu nunca tinha dado tanta gargalhada em minha vida.Nós fomos de casa até o lugar – que eu não fazia ideia de onde era – que Jake estava me levando.

Ele parou no encostamento da estrada e nós caminhamos para dentro da floresta.Não demorou muito até que ouvíssemos vozes e sinais de luz.

"Quem são eles?"Eu perguntei cerrando os olhos, na esperança de identificar as pessoas na nossa frente.

"Amigos." Jake respondeu rápido."Eu não confiaria neles se fosse você." Ele falou baixo, bem perto de minha orelha de modo que só eu o escutasse.

"E eu posso confiar em você?" Perguntei parando meus passos e olhando em seus olhos.

"Não seria uma boa ideia." Ele sussurrou desviando o olhar e olhando para onde seus amigos estavam.

"Então, não será tão perigoso ficar perto deles... Se eu fico perto de você." Eu sussurrei fitando seus enormes olhos escuros, que brilhavam intensamente quando estávamos tão perto.

Eles estavam sentados em uma roda, todos bebendo em uma garrafa. "Wow, olha quem resolveu aparecer, depois de quase um mês sumido." O rapaz mais próximo a nos gritou, quando Jake deu um sonoro uivo, que parecia um cumprimento próprio.

"Ele esteve ocupado Paul." Foi a voz de Leah que me fez olhar com mais atenção a grande roda que eles formavam em volta da pequena fogueira.

"O que está fazendo aqui Leah?" Eu perguntei notando que ela vestia o mesmo vestido da festa de Sue.

"Mamãe não me quer em casa..." Ela respondeu com um sorriso cínico nos lábios. "Prefere que eu fique com os rapazes, não é pessoal?"

"Ela sabe que aqui você ganha mais." O tal Paul disse piscando para ela e sorrindo escandalosamente.

Havia mais um rapaz na roda, e mais tarde ele se apresentou como sorriam muito, e bebiam muito também, o tipo de coisa que eu não mais vendo o jeito que aqueles dois tocavam o corpo de Leah de minutos em rápidas, mas que significavam muito vistas de certo ponto de vista.

Jake, apenas observava os parecia estar um pouco apreensivo com a minha presença...Talvez ele só quisesse me proteger.

"Aceita uma?" Paul me perguntou, tocando o vidro gelado de uma garrafa de cerveja em meu braço direito.

Eu senti os olhos de Jake fixos em mim.

"Não, obrigado."

"Que merda vocês estão fazendo aqui no meio do mato."Jake perguntou observando a pequena fogueira que eles havia feito entre os pequenos tocos de madeira, em que estavam sentados.

"Merda." Paul respondeu com uma risada sonora. "Há algo melhor pra fazer?"

"Talvez algumas coisas." Paul se intrometeu olhando diretamente para mim e logo depois para Jake, que na mesma hora se mexeu, desconfortável.

"Como dar um soco na sua cara, panaca." Jake sussurrou dando um soco no ombro de Paul que cambaleou."Olhe para sua própria bunda, se eu te ver olhando pra ela outra vez, você ta perdido."

"Qual é Jake, é apenas uma brincadeira." Eu podia perceber que todos estavam um pouco bêbados, a julgar pelos olhos vermelhos e os gestos sem sentidos que eles faziam de vez em quando.

"Sei..."Jake sussurrou segurando meu ombro, em um gesto protetor e possessivo, e olhando para o lugar onde eles haviam jogado mais de dez garrafas fazias de cerveja.

"Ei, o que vocês estavam fazendo antes de chegarmos?" Eu perguntei tentando acalmar a situação.

"Estávamos brincando."Leah respondeu logo seu sorriso se esvaiu, e ela lançou um olhar bastante peculiar para Jake, como se ela estivesse tentando avisa-lo, ou simplesmente lembra-lo de algo.

"Dê que?" Eu perguntei mantendo meu tom de voz firme o bastante para não demonstrar que eu havia sentido...ciúmes daqueles olhares.

"Verdade ou consequência." Foi ela quem respondeu mais uma vez, lançando outro olhar para Jake, que se remexeu e suspirou alto.

"Grande merda."Ele sussurrou para mim.

"Quer brincar, Renesmee?" Foi Paul quem sabia o meu nome e aquilo não me surpreendeu muito, afinal todos já deviam saber.

"Quero." Eu respondi fitando os olhos de Leah, que não deixavam os de Jake por alguma coisa ali, ou eu era muito louca.

"Melhor não." Jake disse colocando a mão em meu ombro mais uma vez, e olhando para todos que estava na roda.

"Dá um tempo Jake, jogue conosco...Pode ser divertido." Embry brincou, pegando uma das garrafas vazias e a posicionando no meio da roda.

"Vamos lá?"Leah perguntou tirando a mão de Embry da garrafa e girando-a pela primeira vez.

...

O Jogo começou bastante divertido, as perguntas eram sempre idiotas, as consequências engraçadas e as verdades hilá não conseguia parar de rir, quando Paul confessou que ainda dormia com seu pequeno urso chamado Ted.E tive que rir mais ainda ao saber que Jake nutria sentimentos românticos por um carro.

Estávamos nos divertindo, até que a garrafa de cerveja vazia – que era rodada por Leah – parou com o fundo de frente para significava que eu escolheria entre a verdade e a conseqüência.

"Sua vez C." Leah sussurrou usando o apelido que Jake tinha posto em tinha bebido de mais, e Sue já tinha ligado umas cinco vezes para saber onde ela estava, mas Leah sempre dava um jeito de xingar a mãe e desligar o celular."Esta pronta?" Ela me perguntou, apontando para Paul, que faria a pergunta.

"Verdade ou conseqüência?" Ele murmurou com a boca mole por conta da bebida em seu organismo.

"Verdade." Eu respondi rápido.

"Hum, C. você gosta de problemas não é?" Paul murmurou me encarando. "Eu fiquei sabendo de uma historia." Ele franziu o cenho antes de continuar "O que realmente aconteceu com você? Todo mundo sabe que quebrou a cabeça de um cara." Ele completou rindo, enquanto eu sentia meu estomago embrulhar lentamente. "O que ele te fez, heim?"

"E por que você quer saber?" Eu perguntei em um surto de coragem, olhando dentro dos seus olhos esbugalhados.

"Por que eu quero saber? Todo mundo quer saber..." Ele disse dando uma gargalhada e apontando para os amigos, que permaneciam calados.

"Chega Paul..." Embry e Jake sussurram ao mesmo tempo, percebendo a tensão que se formava ali.

"Ele te fodeu não foi??" Paul urrou tomando mais um gole da cerveja que ele tinha na mão a cinco minutos.

"Eu disse chega." Jake se levantou e chutou o estomago de Paul com tanta força, que o mesmo caiu de costas sem soltar nenhum gemido, completamente desacordado."OK, vamos sair daqui." Jake resmungou, pegando meu braço e me levantando do toco de madeira.Nós caminhamos rapidamente pela grama e chegamos no carro antes mesmo que eu pudesse pensar realmente, no que havia acontecido.

Jake entrou no carro e esperou que eu fizesse o mesmo, ligando o carro, cantando pneus enquanto dava partida.

...

"Eu não deveria ter te levado lá." Ele rosnou, enquanto sua mãos se fechava no volante com força, me fazendo levar minha mão até seu ombro, em uma tentativa de tranqüiliza-lo.

"Está tudo bem."Eu afirmei ainda que isso não fosse verdade. "Não se preocupe."

"Que diabos te aconteceu C.?" Ele indagou "Fale para mim." A pergunta não era uma das mais difíceis de se responder, afinal eu não tinha ficado traumatizada com o que havia me tocava, não é?Então eu não tinha medo das outras pessoas, eu não tinha nenhum problema, por que haveria de ter um quando eu tinha que falar sobre isso? "Não é que me assuste, eu simplesmente não gosto de falar sobre isso." Eu finalmente respondi.

"Ok, não falamos então."Ele sussurrou, me sempre.

Eu me virei para ele, e o observei lentamente, então sem que eu percebesse as palavras estava saindo da minha boca, e de repente eu estava contando tudo a ele.

Flashback.

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Eu me lembro de ter saído de casa naquela noite, me lembro também de ter pegado um copo de ponche e me sentado nos pés das escadas que levavam ao segundo andar da casa exatamente quando ele me achou.

"Eu estava te procurando." Daniel disse em um tom alto, completamente surpreso de me ver ali.

"Eu estava bem aqui..." Eu disse observando a garrafa, que cheirava fortemente a álcool em suas mãos.

Eu sorri depois disso, enquanto ele me elogiava, dizendo o quanto eu estava bonita aquela noite e me convidava para dar uma volta pela , ninguém aceitaria dar um volta dentro de uma casa, que tipo de pessoa faz isso?Eu eu aceitei, e fui dar a tal volta com ele, que na verdade me pareceu mais um tuor;Onde nós passamos por todas as salas existentes naquela casa enorme, e que finalmente acabou dentro do quarto dele.

Estava tudo tranqüilo e ele mantinha uma conversa agradável comigo, enquanto bebia sua bebida desconhecida e altamente alcoó estava bêbado e dava para ver isso naquele fala estava mole e ele começara a rir demais.

"Eu acho melhor eu ir embora." Eu disse ao olhar para o relógio em meu pulso e constatar que já estava tarde o bastante.

"Não faça isso querida." Ele murmurou correndo até a porta e bloqueando a minha passagem. "A noite ainda não acabou, ainda temos que conversar sobre algumas coisas. Você nem me deu um beijo." Ele disse todo sorridente enquanto vinha em minha direção."

"Que tal eu te dar um beijo quando você estiver sóbrio, heim?" Eu perguntei tentando empurra-lo para longe de mim, enquanto ele continuava a se aproximar.

Eu entrei em pânico quando Daniel me alcançou, seus braços me rodearam e eu não pude lutar contra juro, tentei gritar, mais a musica era mais alto do que meus gritos.

"Me larga." Eu gritei enquanto sua boca cobria a minha, e suas mãos percorriam os lados do meu corpo. "Seu idiota." O desespero estava presente em minha voz, mas ele ficava cada vez mais irritado com a minha rejeição.

"Fica calma." Ele pediu me empurrando para trá pude sentir minhas pernas baterem em alguma coisa, uma mesa, e então ele me virou de costas para ele, me apoiando em uma mesa no canto do quarto.

Eu consegui dar alguns chutes em suas pernas, enquanto ele tentava me controlar, mas aquilo só piorou minha situaçã parecia não saber o que estava fazendo no começo, mas quando começou a ficar com raiva, ficou bastante claro.

Eu podia senti-lo bem atrás de mim, eu pude senti-lo roçar entre as minhas pernas, e era como se eu tivesse ninguém me ouviria.

Seria apenas doloroso e então, o que eu conseguia pensar enquanto ele alcançava a zíper da minha calça e a descia por minhas pernas.

Suas mãos percorreram as laterais da minha calcinha, e eu senti sua mão no elástico ao mesmo tempo em que meus olhos pousavam sobre uma caneta sem tampa que estava a meio palmo da minha mão esquerda.

Eu alcancei a caneta.E em um surto de coragem eu o furei, eu só me lembro de ter parado de afunda-la contra seu estomago quando ele fingiu ter sangue .O desgraçado fingiu, e quando eu larguei a merda da caneta ele veio de encontro a mim, de novo, eu deveria ter furado o desgraçado até que ele estivesse morto.

Mas ele não estava.

Eu cai no chão, com ele em cima de ão eu fiz a mesma coisa de antes, procurei alguma coisa, e por incrível que pareça eu achei a droga da garrafa vazia, bem ao alcance de minha mão.

Eu senti meu corpo todo tremer de medo quando eu o acertei, cortando seu couro cabeludo e deixando-o imóvel...Desacordado.

Em um segundo eu estava quieta, sentada na escada e ... me divertindo, e no outro o chão estava manchado de sangue e as minhas mãos combinavam perfeitamente com o vermelho vivido que as manchava também.

...

Fim flashback.

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Eu sorri com amargura, mas tentei disfarçar o que se passava por dentro, mesmo que eu soubesse que ele podia ver dentro da minha alma.

"Eu quis contar."Eu sussurrei desviando meu olhar para algum lugar longe dali, tentando esconder as lagrimas que estavam prestes a cair dos meus olhos, tentando fugir dele. "Eu quis contar... á você. Ele não conseguiu me estuprar...Nem nada disso."

" Se ele tivesse feito alguma coisa com você." Ele rosnou enquanto olhava em meus olhos. "Eu iria agora mesmo atrás dele e mataria o desgraçado."

"Por sorte dele eu tentei mata-lo antes de você." Eu brinquei, mas não pude deixar de sentir as lagrimas que já se preparavam para cair. "Eu só contei por que confio em você."

Ele me encarou por alguns minutos, notando as lagrimas presentes em meus olhos, e rapidamente alcançou minha mão, prendendo-a junto a sua e logo depois, a acariciando enquanto sorria logo seu rosto ganhou ma expressão sombria, o que me fez observa-lo.

"O que foi?" Eu perguntei lentamente limpando as lagrimas, enquanto ele parava o carro e saia pela porta sem dizer nenhuma palavra.

Eu abri a minha porta e sai, observando que hoje a noite contava com a presença de uma lua cheia, que iluminava toda a estrada e as arvores ao nosso redor.

"Você não deveria confiar em mim C." Sua voz era quase um sussurro, e ele estava virado de costas para mim, encostado no capo do carro, como se estivesse perdido demais para continuar o caminho para casa.

" Pare de dizer isso Jake, isso não tem nada a ver com você, muito pelo contrario, você me faz confio em você." Eu suspirei enquanto me aproximava dele e ficavamos frente a frente. "É como se eu fosse essa noite escura e sem estrelas, e você o começo de um novo dia.O meu sol, o sol que veio para me resgatar de um lugar frio, para me aquecer...Você é tudo, me-meu melhor ê nunca faria mal a mim." Eu sussurrei a ultima parte sentindo uma dor desconhecida em meu peito, que crescia dentro de , me dizendo que eu não conseguiria ficar longe dele.Não mais.

Ele sorriu, com seus olhos brilhantes.E eu apenas me aproximei dele, encostando minha cabeça em seu peito quente, enquanto ele me abraçava e deixava um beijo no topo da minha cabeça, e eu me impregnava em seu cheiro tentador.

Eu sorri de leve e levantei a cabeça, fitando seu rosto. "Na verdade você está fazendo muito mau a mim." Eu resmunguei.

"Por que?" Ele perguntou colocando a mão em minhas costas.

"Por que eu estou começando a ficar viciada em você." Eu respondi abaixando a cabeça novamente.

Jake sorriu novamente e posicionou sua mão em meu queixo, erguendo-o, me obrigando a olhar em seus olhos.

"Não faça isso".Ele pediu olhando dentro dos meus olhos. "Não diga essas coisa para mim,isso torna tudo mais dicifíl." Eu não havia entendido aquelas palavras, mais ele também parecia não entender.

Eu sorri, lembrando que estávamos no meio da estrada."Eu-eu acho melhor sairmos..." Eu estava prestes a falar algo, mas os olhos dele estavam tão perto, eu podia sentir o calor manando de seu corpo para o me fez perder o rumo, me fez esquecer de qualquer coisa que eu pudesse querer só conseguia fitar seus lábios, enquanto meu coração batia freneticamente contra o meu peito frágil.

"Você não sabe o quanto isso me afeta." Ele suspirou, sua voz saindo baixa e rouca enquanto ele se aproximava ainda mais.

"O que te afeta?" Eu perguntei piscando algumas vezes, antes de perceber que o cheiro dele me deixava tonta, completamente entorpecida por aquele perfume másculo e quente.

"Você." Ele respondeu antes de colar seus lábios nos meus em um tipo de ato era insano, mas minha mente não conseguia pensar em nada a não ser os lábios dele roçando nos meus, tentando receber alguma coisa em troca...Tentando ser correspondido.

Uma onde de calor passou por todo o meu corpo, tomando conta da minha consciência, de todos os meus atos,e então meus lábios se entreabriram e sua língua o contornou rapidamente, antes que seus lábios quentes sugassem os meus e as nossas línguas se entrelaçassem em uma dança erótica e frenética.

Eu pude sentir suas mãos entraram por meu cabelo, enquanto as minhas mãos ganhavam vida e dançavam por suas costas.

Talvez eu tivesse morrido, pois as sensações tomavam conta de todo o meu ser, me deixavam ainda podia sentir sua língua contra a minha, ainda podia sentir sua mão quente dançando contra a minha pele, na pele nua do meu pescoço. E o único som que eu conseguia escutar era o do meu próprio coraçã tão alto quanto o dele, me dizendo coisas sem sentido, me levando a lugares sem sentido, onde a barreira entre, o medo e o desejo se erguiam o amor estava escondido.

Eu amoleci em seus braços quando finalmente percebi estava completamente apaixonada por Jacob Black.E eu o queria absurdamente. E foi naquele momento que ele pareceu perceber isso, se afastando rapidamente e fitando os meus olhos com uma intensidade nunca vista antes.

"Isso." Ele sussurrou ofegante, demonstrando um certo arrependimento.

"Não diga nada." Eu pedi colocando o dedo sobre seus lábios, impedindo que ele dissesse que aquilo houvesse sido um erro. "Por favor, não fale nada." Eu completei sentindo meus olhos se encherem de água novamente.

"Droga." Ele murmurou para si, antes de me puxar contra o seu peito quente, e me deixar ali escutando seu coração chamando por mim, enquanto milhares de pensamentos passavam por nossas cabeças.

[...]

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Continua...


oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

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N/A: Confesso que esse final me deixou tensa, os dois parecem estar realmente confusos, a não ser pelo fato de já se amarem.Só que é agora que o grande problema começa né, ele não deveria estar apaixonado por ela. Acho que já mostrei que estou um pouco –muito – para escrever o próximo capitulo e mostrar o que vai acontecer!! UAHUAHUAHUAHUA.

Bom, meninas lindas da minha vida, muitooo obrigado por terem deixado reviws to super FELIZ com isso...Mas se vocês deixarem MUITAS essa semana, no final de semana que vem tem o próximo capitulo pra vocês.

AHH, lembrando que essa fic só tem cinco capítulos, eu tenho esquecido de dizer que ela, também, participa de um projeto destinado a aproximar as pessoas que lêem, escrevem e curtem fanfics de Twiight.

Obs: Esse capitulo não pode ser betado pela minha beta linda, então eu o betei qualquer erro.

Eu recomendooo:

A Seita, by Carol Venancio

My Little Angel , by Lou Calmon


Perguntinhas básicas:

1- Esse capitulo me deixou com o pé atrás.O que será que vai acontecer??

2- Por que o Jake evitou a Nessie (C.) por tanto tempo?

3- Como será a primeira vez deles?Será que vai ter primeira vez??

4- A partir desse capitulo as coisas começam a esquentar?

5- Escolha uma musica para o próximo o por que escolheu a musica.

6- Você gostou do capitulo?

Obs: O site esta cortando algumas palavras.