Capítulo 18
Minha casa?!
Nada consegui descobrir sobre Draco nos dias que se seguiram. Procurara Rony, mas ele estava ocupado demais com o trabalho para me ver pessoalmente. E perguntar sobre o que acontecera com Malfoy numa carta causaria uma enorme suspeita nele. Qual seria o motivo de tamanho interesse? Obviamente não poderia explicar que Draco era o homem que eu amava e que se eu passasse mais um tempo sem saber dele, teria um ataque do coração. E eu sentia que realmente aquilo ia acontecer. Aquela dúvida acabava comigo, me deixando cada dia mais triste. Imaginava-o em Azkaban, passando por coisas que eu nem podia imaginar. Sentia-me ainda culpada, pensando que se eu não tivesse brigado com ele na última vez que nos víamos, ele estaria agora ao meu lado, em segurança. Se a garrafa de uísque não tivesse acabado no dia em que conheci a filha de Percy, estaria bebendo novamente.
●O●
Por volta de uma semana após a visita da pequena Molly, estava eu sentada no sofá com um livro em mãos, tentando fazer algo de proveitoso naquelas férias torturantes, quando vi o rosto de meu pai se formar na lareira. Surpreendida, corri até ele jogando o livro de lado. Somente fitar seu rosto me fazia bem de alguma forma.
- Gina, não tenho boas notícias. – Ele disse logo, sua face envolvida pelas labaredas de fogo azul. – Houve um problema com a sua casa. Parece que o antigo dono da casa está procurando reaver sua posse.
- COMO?! – Quase caí para trás ao ouvir a novidade. Ajoelhei-me em frente a lareira. – Como assim, pai?
- Eu estou tentando descobrir. De qualquer forma, o representante do dono da casa irá lhe procurar para um acordo. Quando isto acontecer, quero que você me avise, ok?
- Tudo bem... – disse baixo, sem me importar muito. Mal ouvi sua voz ao se despedir e seu rosto desaparecer.
Cai sentada sobre o tapete, sentindo minha garganta e meu coração apertarem. Primeiro Draco e agora problemas com minha casa. Imaginando o que mais me faltaria acontecer, deixei meu corpo repousar no chão.
A noite, sem conseguir tirar a notícia sobre minha casa da cabeça, peguei um livro qualquer de história e fui para o meu quarto. Ao passar pela porta do quarto onde Draco ficava, parei. Desde que ele fora embora jamais entrara ali novamente. Coloquei a mão sobre a madeira e fechei os olhos, tentando sentir sua presença não existente ali. Era incrível como em tão pouco tempo de convivência e depois de tanto tempo sem vê-lo, eu ainda estava completamente envolvida. Abri a porta com cuidado, sem saber ao certo porquê, como se realmente tivesse algo ali dentro. Como eu desejava que tivesse. O quarto estava exatamente como ele deixara. Tudo intacto. Abri o armário e encontrei as roupas que havia dado a ele. Peguei uma por uma e pus sobre a cama, lembrando de cada momento em que ele usou cada uma delas. Sorri sozinha. E nelas ainda tinha seu cheiro, do qual ao me lembrar, sentia meu corpo se eriçar por completo. Mesmo tendo noção do quão ridícula eu aparentava ser, coloquei suas roupas dobradas de um lado da cama, peguei as roupas de cama daquele quarto e dormi ali.
●O●
Estava preparando algo para comer enquanto ouvia As Esquisitonas no rádio. Suas músicas até conseguiram me animar um pouco, fazendo com que eu recorda-se do baile de inverno em Hogwarts. Tinha tantas saudades daquela época. Era tudo tão mais fácil, pelo menos em determinados períodos. Sentia com pesar que a Ginevra Weasley daquela época teria sido mais corajosa e teria ido atrás de Draco, sem pensar em mais nada. Soltei um muxoxo. Não adiantava pensar naquilo mais.
Já tinha terminado e, enquanto eu provava um molho, a campainha soou. Fui até a porta esperando que fosse alguém da família para me distrair e estranhei ao encontrar um homem desconhecido. Era baixinho, usava um grande chapéu e roupas negras.
- Pois não? – perguntei, fechando mais a porta e me colocando completamente entre a fresta, para que ele não entrasse ou visse o que havia dentro. Verifiquei minha varinha no bolso de minha calça. Eu era uma mulher sozinha, precisava ser precavida.
- Senhorita Weasley? – Ele inclinou a cabeça para baixo, de modo a me encarar sobre seus óculos pousados em seu pequeno nariz. Eu apenas assenti com a cabeça e ele continuou. – Eu sou Teodoro Karkaroff, funcionário do ministério. Imagino que seu pai tenha falado que eu viria aqui para conversamos sobre a situação de venda desta casa.
- Ah, tudo bem, entre. – Com uma pontada em meu estômago, abri a porta para que ele entrasse.
Ao passar por mim, tirando seu enorme chapéu da cabeça, o homem deixou revelar uma cabeleira loira atrás dele e eu congelei. O rosto por debaixo daqueles cabelos me encarou quase erguido e uma sobrancelha arqueada, numa expressão tão conhecida por mim. Só saí de meu estarrecimento quando ela fez um aceno com a cabeça.
- Senhorita Weasley, – O homem virou-se para nós e, percebendo minha confusão, parou ao lado da pessoa da qual eu não conseguia tirar os olhos. – conheça a pessoa que quer reaver a propriedade.
Eu não poderia imaginar ser outra pessoa. Jamais confundiria o rosto de Narcisa Malfoy.
N.A.: Um pequeno capítulo, mas o próximo eu posto amanhã ;) ou hoje ainda rs. Ana, obrigada pela review. Adoro seus comentários =) Comigo está tudo ótimo! Vida corrida, mas ainda é melhor que qualquer outra coisa ;) e vc? Que bom que gostou e espero que o passar mal seja sentido figurado, rs. Siiim, eu tb sou louca pelo draco, mas isso é meio óbvio considerando meu histórico de fics. Ah, minha mãe não entende nem pq eu gosto de harry potter, a série rs. Ela não entenderia ainda mais se eu falasse q é só por causa desse pedaço de céu loiro chamado draco, haha! Ah, sim, esse era o objetivo. A pequena molly ser um encanto. Acho q qualquer bebê na família weasley sairia um encanto, eu os adoro. E eu tb era assim com meu primo! Hahaha, quase mãe mesmo rs. Bem, feliz páscoa atrasada pra vc, espero que seu feriado tenha sido maravilhoso! Bem, é isso, até o próximo poste e espero reviews! Espero que gostem do capítulo e o próximo vem maior e logo. Besous a todos :*
