O Jogo
Os dias foram se passando. Hanna e Draco se encontravam todos os dias depois do jantar. Não despertavam suspeitas em ninguém, já que tinham de se encontrar para preparar a poção. A cada dia os dois se sentiam mais felizes, a cada beijo que davam era como se fosse o primeiro, sempre apaixonado e carregado de sentimentos.
Draco nunca havia imaginado que poderia se sentir assim com alguma garota, gostava de estar perto de Hanna, sentia sua falta quando estava longe, ele estava descobrindo o que era felicidade.
Na noite que antecedia o jogo, estavam juntos namorando e preparando a poção.
-Então preparado para amanhã?
-Potter vai ser massacrado! – Falou com os olhos brilhando –Vou ganhar dele e deixá-lo com cara de bobo na frente de toda a escola.
Hanna não gostou muito do comentário do Sonserino e deixou que isso transparecesse em seus olhos. Draco que era muito perspicaz percebeu e completou:
-Você vai torcer por quem amanhã?
Ela ficou incomodada com a pergunta e desviou do assunto.
-Você sabe por que não consegue ganhar do Harry?
Ele a olhou intrigado, mas não respondeu.
-Porque você joga para ganhar dele, você quer o ver derrotado e humilhado. Já o Harry joga por diversão, ele adora o que faz. Ele adora estar lá em cima voando. Ele pode ganhar, o que sempre é bom, ou perder, mas está fazendo aquilo porque é divertido. Quando você aprender a jogar por diversão, você terá chances de derrotá-lo.
Hanna se aproximou do garoto, lhe roubou um beijo, deu boa noite e lhe desejou boa sorte. Quando ela estava se afastando, ele a segurou pelo pulso e a puxou para mais perto de si, dando um beijo envolvente e um pouco dominador nela.
- -Agora sim, você pode ir, boa noite. – Disse, lhe dando um olhar malicioso com um sorriso debochado.
No dia seguinte, as duas torcidas estavam animadas. Quando os Sonserinos entraram em campo foram vaiados pela Grifinória e vice versa. O time dos leões estava ganhando o jogo. Draco estava sobrevoando o campo e lembrou das palavras que Hanna lhe havia dito ontem à noite. Procurou relaxar, curtir o momento. Era realmente bom voar, era uma sensação ótima de liberdade. Então, ele o avistou. Harry também viu o pomo. Os dois se dirigiram em direção à pequena bolinha dourada. Draco não estava interessado em ganhar do Potter, e sim, em comemorar com Hanna. Estavam em uma batalha corpo a corpo. Os dois se chocaram e caíram no chão. Hanna levantou-se preocupada, os dois estavam atirados no chão, imóveis. Desceu, correndo o mais rápido que pode, até o campo. Quando estava se aproximando, viu que Harry e Draco acabavam de se levantar.
Malfoy abriu a mão e dentro dela estava o pomo. Ele ergueu o pomo no ar para que todos pudessem ver. Hanna que estava próxima, não conseguiu deixar de dar um belo sorriso para ele. Teve o impulso de ir abraçá-lo e beijá-lo, mas viu Harry e foi até ele lhe dar um grande abraço, para disfarçar.
-Harry! Ganhamos, o Malfoy pegou o pomo, mas nós ganhamos. – Falou Gina entusiasmada, acabando de pular no pescoço do moreno.
Após o jogo, todos os Grifinórios estavam comemorando no salão comunal. Hanna chamou Gina e Mione pedindo se elas poderiam distrair Harry se ele desse pela sua falta. Queria ir ver o Draco e lhe dar os parabéns pela captura do pomo.
Hanna entrou na sala do preparo da poção, com esperança de encontrar o Sonserino ali.
-Draco, você está aí?
O loiro saiu do banheiro com os cabelos molhados, vestindo apenas uma calça de pijama. Não conseguia tirar os olhos do corpo do garoto. Agradeceu a Merlim por existir quadribol e Draco ser participante daquele esporte. Seu corpo era bem definido, era, como a Gina denominaria, sarado!
O Sonserino percebeu o olhar da garota sobre ele e a tirou de seus devaneios com um sorriso malicioso:
-Então, veio comemorar?
Hanna ficou vermelha, pois percebeu que ele havia reparado que ela o estava admirando. Respondeu envergonhada:
-Sim, parabéns! Eu tenho que ir! - Foi se virando.
Mas o Sonserino a segurou pela mão e a puxou para mais perto de si, enlaçando-a pela cintura e lhe deu um beijo, um beijo quente e cheio de desejo. Hanna perdeu a noção dos seus sentidos, sabia que não se controlaria, foi diminuindo o ritmo do beijo e o afastou carinhosamente.
-Eu tenho que ir, vão sentir a minha falta na comemoração. Só vim te dar os parabéns. – Deu um selinho nele e se afastou, saindo antes que ele pudesse puxá-la novamente.
